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domingo, 23 de novembro de 2025

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Com a noticia da morte de Allan Moffat, este sábado, aos 86 anos, depois de sete anos de luta contra a Doença (ou o Mal) de Alzheimer, encerra uma era no automobilismo australiano, os anos 70 do século passado, onde as lutas com Peter Brock se tornaram lendárias no campeonato australiano de Turismos, especialmente numa luta entre marcas cujos carros eram fabricados na Austrália. Moffat, canadiano de origem, defendia a Ford, muitas das vezes de forma oficial, contra Brock, piloto da Holden, a fabricante australiana que pertencia à General Motors americana. 

E era especialmente em pistas como Mount Panorama, com a Bathurst 1000 - uma corrida de seis horas, feita num circuito nas montanhas de Nova Gales do Sul, normalmente realizado no inicio da primavera austral - ou seja, no inicio de outubro - que se moldavam os campeões e claro, as lendas. 

Como em 1977, quando Moffat ganhou ali pela quarta vez. E o estilo foi tal que quase iria cometer o mesmo erro que a ford fizera onze anos antes, em 1966, em Le Mans. 

Nesse ano, o Australiano de Turismos, o ATCC, estava na sua habitual luta Ford-Holden. Peter Brock corria no seu Torana, tentando ganhar um título que tinha caído no colo de Moffat no ano anterior. Este guiava um Ford Falcon GT Hardtop, oficialmente pela Allan Moffat Dealers, mas a Ford, oficiosamente, dava-lhe assistência nos seus carros. A seu lado tinha Colin Bond, que tinha chegado à Ford nesse ano, depois de oito temporadas a correr pela Holden, e a equipa tinha-se tornado imbatível, com ele a ganhar sete provas, começando o ano com cinco triunfos consecutivos, e dando uma liderança confortável, não dando armas à concorrência.

Em Bathurst, a equipa alinhou com os seus dois carros, mas cada um arranjou um co-piloto para trocar de carro ao longo da prova. E não foram uns quaisquer: no caso de Moffat, foi o belga Jacky Ickx, antigo piloto de Formula 1 e tinha ganho as 24 horas de Le Mans desse ano com um Porsche 935. Bond ficou com Alan Hamilton, e ambos se preparavam para a tremenda corrida no Mount Panorama, contra os Holden, que prometiam dar luta. 

O resultado foi o contrário: Moffat e Bond destruíram a concorrência, e a certa altura, eles tinham dado um avanço de... duas voltas sobre o terceiro classificado, algo que nunca tinha acontecido nem antes, nem depois. Moffat parecia ir tranquilo para cruzar a meta e recolher calmamente o seu troféu, mas o seu co-piloto tinha deixado uma desagradável surpresa. É que Ickx, desconhecedor do circuito, tinha levado os travões ao limite, e quando foi a vez de Moffat pegar no carro, descobriu que eles estavam perto de deixar de funcionar. As suas habilidades fizeram com que o carro prolongasse e a sua liderança estivesse protegida, mas deixou que Bond se aproximasse. 

Este decidiu ir atrás dele, aproximando-se, mas sem o atacar, num verdadeiro espírito de equipa, digamos assim. E essa "escolta", que foram as duas voltas finais da Bathurst 1000, filmada em direto pelas câmaras espalhadas pelo circuito, entrou na memória dos australianos como um dos grandes momentos do automobilismo local, uma espécie de consagração. Mas na realidade... Moffat quase perdeu a vitória, se Bond tivesse outras intenções. 

No final, os carros cruzaram a meta com meio carro de distância um do outro, num daqueles momentos para a fotografia - do género "win on Sunday, sell on Monday", e Moffat estava feliz com o troféu nas mãos. Poucos sabendo que tinha ganho... no limite.  

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Youtube motosport Vídeo: Crystal Palace Race, 1970

Se estivesse vivo, Roger Williamson estaria a fazer 74 anos. Em tributo ao piloto que morreu tragicamente no GP dos Países Baixos de 1973, quando efetuava a sua segunda corrida na Formula 1, a bordo do seu March, coloco aqui este vídeo de 1970, numa prova de "saloon cars" até 1000cc, no circuito de Crystal Palace, com Minis e Ford Anglias, onde Williamson dominou a seu bel-prazer do inicio até à meta.  

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Divulgado o calendário do ETCR


Saiu esta segunda-feira o calendário do ETCR, a primeira competição elétrica de Turismos. Ao todo serão seis fins de semana de corridas em dois continentes, mas na realidade, excepto uma corrida, todos serão em pistas europeias, começando em Vallelunga, nos arredores de Roma, a 20 de junho, e terminando a 17 de outubro em Inje, na Coreia do Sul. 

Temos o prazer de apresentar o calendário para a temporada inaugural do primeiro campeonato mundial de carros de turismo totalmente eléctricos e multimarcas; algo que tem sido extremamente desafiante devido à incerteza criada pela pandemia global, e que tem necessitado de muita flexibilidade”, disse o Director da Série PURE ETCR Xavier Gavory.

Graças aos esforços incansáveis da nossa equipa e à colaboração das nossas partes interessadas, temos orgulho em anunciar este calendário, que mistura pistas permanentes, circuitos de rua e locais totalmente modernos em todo o espectro das corridas de circuito. Estes são os carros de turismo mais potentes alguma vez fabricados, competindo num formato inovador de corridas knock-out e tenho a certeza de que as corridas vão ser renhidas, como esperamos nos carros de turismo.", concluiu.

Eis o calendário completo:

18-20 de Junho – Vallelunga , Itália 
2-4 de Julho – Zolder, Bélgica 
9-11 de Julho – Motorland Aragón, Espanha 
6-8 de Agosto – Grande Prémio Histórico de Copenhaga, Dinamarca
15-17 de Outubro – Inje , Coreia do Sul

sábado, 11 de abril de 2020

Youtube Motorsport Video: 1989 Schleizer Dreieck


No penúltimo ano da existência da RDA, houve corridas no Schleizer Dreieck, uma pista que muitos consideravam como a Nurburgring do Leste. Com 6,2 quilómetros de extensão, há corridas desde 1923, ou seja há quase um século. Hoje em dia, ainda recebe corridas clássicas e modernas, mas a pista está reduzida a cerca de 400 metros.

Nesse ano de 1989, havia as provas da Formula Easter, mas também uma prova de turismos na memsa categoria. Na grande maioria, os carros apresentados são Ladas, contra dois Skodas checos. O video vale a pena ver, apesar os comentários serem em alemão.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

DTM: Berger aberto à ideia da electrificação

A DTM, competição alemã de carros de Turismo, olha desde há muito pelo seu futuro. O regulamento da Class One, que pretende atrair os fabricantes japoneses que estão na competição GT, tentando unificar ambos os regulamentos para ter dentro de si marcas como a Honda e Toyota, poderá ter mais novidades, e isso inclui a electrificação, com motores de até 1000 cavalos. Mas também há uma abertura para a hidrogenização.

Recentemente, Gerhard Berger, o diretor da DTM, afirmou pretender coisas novas na competição como motores elétricos, paragens nas boxes para trocar de baterias ou tanques de hidrogénio, e robots para substituir os mecânicos nas trocas de pneus.

Corridas para mim são 1.000 cavalos de potência, corrida para mim são carros como um cavalo selvagem para mostrar quem é o piloto que pode lidar com isso”, começou por afirmar. “Quando vejo a Fórmula E, por exemplo, é muito lento. A Fórmula E está ao nível da Fórmula 3… Não é o que o fã “hardcore” de automobilismo gosta de ver. Então, chegamos à ideia dessa troca de baterias por robots para resolver o nosso problema.“, continuou.

Isso permite usar motores de 1.000 cavalos de potência e acho que os fãs verão corridas espectaculares como na série de motores de combustão”, concluiu.

Por agora, é uma ideia. Resta saber se esta agrada aos construtores e que tipo de apoio ela terá para o futuro. A ideia de motores a hidrogénio ainda está muito no inicio e poucos pegam nela, porque todos estão a apostar nos motores elétricos. E ainda por cima, a potência dos motores elétricos está a aumentar velozmente até na Formula E, e é provável que os carros da Gen3, previsto para aparecer em 2022, sejam bem mais velozes dos que são agora.

sábado, 10 de agosto de 2019

ETCR: Calendário poderá ter quatro corridas em 2020

Depois de saber que a Hyundai está a preparar um carro elétrico para a nova série de turismos elétrica, e depois se saber que poderá estar uma terceira marca a preparar um modelo para a competição, os organizadores anunciaram que irá haver quatro corridas em 2020 como preparação para uma temporada a tempo inteiro em 2021.

Segundo conta o e-racing365.com, um porta-voz do WSC confirmou que ai haver uma prova na Europa entre o mês de julho de 2020, seguido por outras três "fora dela" para a parte final do ano. Eles afirmam que os detalhes "serão revelados em setembro". Para 2020, além da série internacional, eles pretendem revelar séries regionais, da mesma maneira que fizeram quando apresentaram o TCR, em 2015.

"O plano será, talvez nos dois anos após o início do campeonato mundial, começar séries regionais na Europa, e na Ásia, e talvez também na América", começou por dizer Mauricio Slaviero Campos, CEO da WSC Technology, empresa controladora do ETCR.

"Nosso principal objetivo é ter o mesmo conceito que temos no TCR no ETCR futuro", concluiu.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Noticias: Hyundai aposta num elétrico para o eTCR

A ideia de um campeonato elétrico de Turismos parece estar a tomar forma. Depois da Cupra ter lançado um carro para a competição que arranca em 2020, a Hyundai anunciou esta terça-feira que está a fazer a mesma coisa, apesar de não entrar em muitos detalhes. O carro, baseado no Veloster N TCR, está a ser construído na sede, em Alzenau, na Alemanha, e será mostrado em setembro do salão automóvel de Frankfurt. 

Andrea Adamo, o chefe da Hyundai Motorsport, afirmou: “Uma nova era está a surgir na Hyundai Motorsport. Por muitos meses, a nossa equipa em Alzenau tem trabalhado duro em um excitante veículo elétrico e em breve poderemos compartilhar os frutos desses trabalhos.Promete ser um novo capítulo para a nossa empresa, uma extensão natural para as nossas atividades no automobilismo, que está intimamente ligada às tendências atuais e às inovações na indústria automóvel em geral. Não há muito mais tempo a esperar; tudo será revelado no IAA em Frankfurt no início de Setembro.” 

A competição anunciou recentemente que os seus direitos foram adquiridos pela empresa Eurosport Events e está a regular o calendário juntamente com a FIA, e será anunciado dentro em breve. 

domingo, 7 de abril de 2019

WTCR - Ronda 1, Marrocos (Corridas 2 e 3)

Depois de ontem o argentino Esteban Guerrieri ter vencido ontem em Marrakesh, hoje, Gabriele Tarquini e Thed Bjork foram os vencedores das corridas de hoje na pista marroquina. Na primeira corrida, os Hyundai dominaram, e poderiam ter ficado com uma dobradinha se não fossem os problemas de travões de Nicky Catsburg. Na segunda, a mesma coisa iria acontecer aos Lynk, mas os problemas de motor de Yvan Muller impediram isso.

Quanto a Tiago Monteiro, foi oitavo na primeira corrida e não acabou a segunda, depois de uma colisão com o carro de Yann Erlacher.  

Com temperatura amena na pista marroquina, os pilotos tinham de ser cautelosos na segunda corrida pois, em caso de acidente, é provável que não teriam carro para a terceira prova, que iria acontecer menos de uma hora mais tarde.

Na primeira corrida, que tinha o Hyundai de Nicky Catsburg como poleman, a partida foi calma, com toques, mas sem alterações de monta, pois todos andavam cautelosos. Atrás, Tiago Monteiro caia dois lugares, para nono, e era pressionado por Frederic Vervisch. Na frente, os Hyundais de Catsburg e Tarquini começavam a escapar da concorrência, liderada pelo Lynk de Yann Erlacher. Tudo isto acontecia enquanto o local Mehdi Bennani desistia pela segunda vez esta semana.

As coisas andavam assim até à décima volta, quando Catsburg falhou a travagem e bateu no muro de proteção, dando a liderança a Tarquini e a entrada do Safety Car. A corrida retomou cinco voltas dpeois, com Tarquini a "fugir" do resto do pelotão, agora liderado por Jean-Karl Vernay, abrindo uma vantagem apreciável. Atrás, Tiago Monteiro era pressionado por Frederic Vervisch pelo oitavo posto, e ambos tinham na frente outro veterano, o Lynk de Yvan Muller. 

Contudo, no final, as posições não se alteraram e o veterano italiano foi o vencedor da primeira corrida da tarde, com Vernay e Erlacher nos restantes lugares do pódio. Monteiro ainda atacou Muller, mas nenhum dos três conseguiu ultrapassar ou ser ultrapassado, portanto, o piloto do Honda foi oitavo, entre o Lynk do francês e o Cupra do belga.

Poucos minutos depois, o pelotão estava de volta à pista para a segunda corrida da tarde. Com Vervisch e Muller na primeira fila e Tiago Monteiro na segunda, a corrida também prometia ser emocionante, porque seria mais longa - teria 21 voltas. Catsburg, devido aos danos que tinha sofrido, não iria largar nesta corrida.

Na partida, os Lynk foram mais velozes, com Muller a ser melhor que Bjork, enquanto Monteiro estava a perder posições. Mais tarde, na mesma volta, e a tentar aguentar a posição de Guerrieri, ele toca no carro de Erlacher e no impacto, ele bate a fica danificado. O Safety Car é acionado, e a corrida de ambos os pilotos terminava por ali.

A corrida voltou na volta seis, com Muller a afastar-se de Bjork, que servia de tampão ao resto do pelotão. Vervisch atacava o segundo posto do carro azul, mas as tentativas não corriam bem, Parecia que o veterano francês iria ter uma corrida tranquila, mas na volta 14, Muller tinha problemas a perdia a liderança para Bjork. Metros depois, descobriu-se que tinha um problema mecânico e acabaria por abandonar. Quase ao mesmo tempo, Augusto Farfus também andava lentamente na pista devido a problemas de caixa. 

Na frente, agora Bjork aguentava os ataques de Vervisch e Azcona, com sucesso. As coisas não mexeram até que na volta 21, os travões do Audi de Vernay falharam e ele bateu nas barreiras de proteção. Com isso, Tarquini subia para o quinto lugar, mas o lugar onde estava o piloto francês era o suficiente para o regresso à pista do Safety Car. Parecia que a corrida acabaria debaixo de bandeiras amarelas, mas não foi. Insuficiente para haver modificações, com Bjork, Vervisch e Azcona no pódio desta terceira corrida.

Com os Lynk a liderar nos Construtores, com 90 pontos, a próxima ronda do WTCR acontecerá nos dias 27 e 28 de abril, na Hungria.

sábado, 6 de abril de 2019

WTCR 2019 - Ronda 1, Marrocos (Corrida 1)

O argentino Esteban Guerrieri foi o vencedor da primeira corrida do WTCR, na pista de Marrakesh, em Marrocos. O piloto da Honda superou-se a Thed Bjork, da Lynk e de outro argentino, Nestor Girolami. Tiago Monteiro foi sexto no seu Honda, no regresso a tempo inteiro no WTCR.

Na pista urbana de uma das principais cidades do reino do Norte de África, o Mundial de Turismos regressava com um novo construtor, a Lynk, que era uma das marcas de chinesa Geeley, que tinha comprado a Volvo, e com ela, a preparadora Polestar. A Honda e a Hyundai também estavam presentes, com vontade de reforçar as suas equipas e atacar o título, bem como a Alfa Romeo, a Audi e a Cupra.

Na partida, Esteban Guerrieri aguentou o ataque dos Lynks de Thed Bjork e Andy Prilaux e manteve a liderança. Monteiro mantinha o sétimo posto no final da primeira volta, colado a Gabriele Tarquini, enquanto Mehdi Bennani e Tom Coronel iam às boxes, devido a uma colisão entre ambos, acabando por ser as primeiras desistências do ano.  

Nas voltas seguintes, as posições mantinham-se na frente, com Tarquini a subir para quinto, passando Prilaux. Os toques no meio do pelotão faziam danos nos carros, por causa da estreiteza da pista, mas o argentino estava relativamente confortável. Atrás, a direção de corrida decidira penalizar Jean-Karl Vernay em cinco segundos por causar uma colisão. O francês, que era terceiro, caiu para sétimo no final da prova.

No final, Guerrieri conseguiu aguentar os ataques do segundo classificado e ser o vencedor da primeira corrida do ano. As próximas duas provas do fim de semana marroquino acontecerão amanhã.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Noticias: Apresentado o ETCR, a série de turismos elétrica

O ETCR, a série elétrica do campeonato de Turismos, foi ontem apresentado em Barcelona. Perante um número restrito de convidados, que incluiu representantes de fabricantes de automóveis, fornecedores da indústria automóvel e media, o ETCR foi apresentado durante a ronda final do TCR Europe, com a ideia de que a competição terá o seu próprio campeonato em 2020.

Ali, os convidados puderam observar o Cupra e-Racer, primeiro numa demonstração dinâmica e depois no pit lane, onde viram de perto o primeiro carro de turismo totalmente elétrico.

Marcello Lotti, presidente da WSC, apresentou ao público o conceito ETCR:

“Na esteira do sucesso global alcançado pelo TCR e estando ciente da tendência atual do mercado automóvel em direção a uma mobilidade nova e responsável, há dois anos a WSC Technology embarcou neste ambicioso projeto com o objetivo de educar a comunidade do automobilismo a entrar em contato com novas tecnologias que representam a realidade futura", começou por dizer. 

"O ETCR aplica unidades de energia elétrica ao mesmo conceito de chassis dos carros TCR. Já está atraindo o interesse de diferentes fabricantes de automóveis que também a consideram uma ferramenta para restaurar o papel do automobilismo como uma plataforma de pesquisa e desenvolvimento que pode transferir experiência e inovação para os produtos padrão", continuou.

"O nosso objetivo final é mostrar aos fãs que as corridas de carros elétricos são tão divertidas quanto as dos carros com motores de combustão interna. E gostaríamos de destacar o profundo envolvimento da CUPRA no projeto geral do ponto de vista técnico. A cooperação entre a WSC e a SEAT começou desde o início do conceito de TCR e agora deu mais um passo à frente durante este projeto com o desenvolvimento do primeiro carro de corridas construído em conformidade com os regulamentos técnicos do eTCR.", concluiu. 

O Cupra e-Racer  é alimentado por dois motores bimotores localizados sobre o eixo traseiro, fornecendo até 500 kW (680 cv) e também é equipado com um sistema de recuperação de energia. Terá 400 quilos a mais que o Cupra TCR a gasolina, mas apresenta um excelente desempenho: de 0 a 100 km/h demora 3,2 segundos e de 0 a 200 km/h chega em 8,2 segundos.

sábado, 21 de abril de 2018

TCR: José Rodrigues vai correr em Itália

José Rodrigues está de volta à competição fora de portas. Depois de ter corrido no ADAC TCR Germany, o campeonato alemão, o piloto do Honda Civic Type R vai optar por correr a temporada de 2018 pelo TCR Italy, e de novo com a Target Competition, onde vai correr com o local Marco Pellerini e o austriaco Jurgen Schmarl.

Segundo ele, o objetivo passa por continuar a evoluir, mas tentar sobretudo explorar toda a experiência adquirida, para traduzir em pódios e vitórias.

Estou muito feliz por ter a possibilidade de continuar a minha carreira em mais um grande campeonato internacional. Tem sido um esforço de todos os que me acompanham, e por isso quero agradecer sobretudo à minha família, ao Sport Lisboa e Benfica, à Target Competition pelo grande esforço que fez para podermos estar presentes, à incansável SkyWalkerManagement e a todos os meus patrocinadores que em breve serão divulgados”, começou por dizer o piloto.

Acredito que estão reunidos todos os ingredientes para poder lutar por pódios e, ter sobretudo uma palavra a dizer em todas as corridas do campeonato”, concluiu.

Já do lado da equipa de "management", liderada por Tiago Monteiro, a escolha do campeonato italiano é uma forma de ele poder evoluir depois de uma temporada num campeonato ultra-competitivo como foi o alemão.

O Zé Rodrigues é, sem dúvida, um dos grandes nomes do automobilismo português. Depois de um ano no ADAC TCR Germany onde demonstrou o seu talento num campeonato super-competitivo, este anúncio da sua participação no TCR Italy é mais uma prova da sua qualidade enquanto piloto e uma grande oportunidade de elevar o nome do automobilismo português em mais um campeonato do mais alto nível. Para a SkyWalker management é um orgulho tê-lo como piloto a este nível internacional”.

O campeonato começa a 29 de abril, no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Imola.

domingo, 23 de julho de 2017

Youtube Touring Race: A primeira da TCR alemã em Zandvoort

O TCR alemão está este fim de semana no circuito holandês de Zandvoort para mais uma corrida do campeonato. Foi uma corrida confusa com paragens e uma parte final onde a chuva caiu forte, causando um pouco mais de confusão. Mas a confusão maior aconteceu no final da corrida quando 15 (!) carros foram penalizados, mexendo imenso na classificação geral. 

Quem esteve fora de tudo isso foi José Rodrigues, mas isso aconteceu porque o piloto da Target teve um fim de semana azarado, primeiro na qualificação, e depois na corrida, onde nem sequer chegou a alinhar por causa dos estragos causados por um incêndio.

Arranquei e logo nos primeiros metros senti algo estranho no carro. Mais à frente vi que o carro começou a ter um incêndio e tive que parar imediatamente não registando sequer uma volta”, explicou José Rodrigues. A equipa começou de imediato a reparar os danos sofridos, mas já não houve tempo para alinhar na primeira corrida: “O intervalo entre a qualificação e primeira corrida é curto e por isso só me resta agora que tudo esteja em ordem para a segunda corrida este domingo e que as coisas corram bem“, concluiu o piloto.

Eis o video da corrida na íntegra.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Youtube Touring Car Racing: A primeira corrida do TCR alemão de 2017


A TCR alemã voltou à ação neste fim de semana que passou no circuito de Oschersleben, com uma grelha de partida impressionante: 44 carros alinhados! Se muitos destes pilotos são alemães e suíços, também há alguns estrangeiros interessantes, como por exemplo o britânico Josh Files, o dinamarquês Kristian Poulsen, o finlandês Niko Kankkunen - o filho de Juha Kankkunen - o sul-africano Sheldon van der Linde e sobretudo, o português José Rodrigues, que corre com o número 27, num Honda da Target Competition.

Aqui coloco o video da primeira das duas corridas do fim de semana de estreia desta competição. Depois coloco o video da segunda corrida. 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

CNVT: CRM vai estrear o Kia Ce'ed nos Turismos portugueses

A CRM Motorsport vai ter o privilégio de estrear em terras portuguesas - e provavelmente, mundiais - o novo Kia Ce'ed num campeonato de Turismos. Em colaboração com a Kia Portugal, o novo carro, preparado pela austríaca STARD, vai estar pronto para correr no próximo fim de semana no circuito do Estoril, na ronda inaugural não so do Nacional de Velocidade, como também do TCR Ibérico.

José Pedro Faria e João Miguel Batista são os pilotos que vão partilhar o volante do modelo, este último selecionado depois de ter passado pelo Kia TCR Opportunity, que decorreu ao longo do mês passado. Quanto ao seu diretor, Tiago Raposo Magalhães, não cabia em si a felicidade em começar este projeto:

"É com enorme entusiasmo que vamos dar início ao novo projeto com o Kia cee'd TCR! Primeiro porque a Kia é uma marca que faz parte do ADN da CRM Motorsport e será, simultaneamente, uma estreia mundial. Depois, porque iremos trabalhar com pilotos da "casa". O José Pedro Faria, com o qual fomos campeões em 2016, e o João Miguel Baptista, com o qual já vencemos corridas no Super 7 by Kia. Ambos são rápidos para podermos discutir vitórias. Têm experiências diferentes, mas que se complementam. Estou confiante na equipa que temos, mas certo que, dada a juventude deste projeto face à concorrência, há ainda um longo trabalho pela frente antes de nos assumirmos como candidatos às vitórias", começou por dizer Tiago Raposo Magalhães. 

Para José Pedro Faria, o fim-de-semana que se aproxima está repleto de desafios. “Vai ser muito difícil. É tudo novo. Temos muito trabalho pela frente para conseguirmos encontrar o set up ideal. Este projecto motiva-nos muito. Para iniciar a época não temos objetivos traçados mas ao longo do campeonato estes vão surgir. Para já, só penso em dar o meu melhor. Estamos a iniciar um projeto e como em todos os casos semelhantes, temos de investir muito. Também sei que tenho de me adaptar à tração à frente e adaptar a minha condução a essas características. Temos um atraso relação aos mais directos concorrentes. Eles têm uma base de dados muito maior do que a nós, mas vamos à luta”, explicou o jovem piloto de Amarante.

Já para João Miguel Baptista, a vitória no Kia TCR Opportunity valeu-lhe este lugar e depois dos testes já realizados, o portuense não tem dúvidas que 2017 vai ser um ano de melhorias constantes. 

Queremos chegar ao final das duas corridas com o melhor resultado possível. Sabemos que há muito para melhorar. O carro é novo e estamos a trabalhar na procura das melhores afinações para cada circuito. Temos poucos testes em comparação com os nossos adversários. Neste momento não sabemos onde nos situamos em relação à concorrência, mas há uma excelente base que está a ser desenvolvida”, afirmou.

sábado, 15 de abril de 2017

Youtube Racing Series: TCR 2017, a primeira corrida do Bahrein

Para além da Formula 1 e da Formula 2, o fim de semana barenita também têm o TCR, a série internacional de carros de Turismo, onde várias marcas têm carros, adquiridos a baixo custo, com o objetivo de correrem uns contra os outros nesta competição. Em pouco mais de dois anos, esta série alargou-se a mais de uma dezena de países e regiões. Portugal tem o seu TCR nacional, incluindo no campeonato nacional de velocidade e turismos, mas também terá em 2017 a versão ibérica.

Aqui, coloca-se o video da primeira corrida da ronda do Bahrein, que aconteceu esta tarde, e no qual venceu o italiano Roberto Colciago, na frente dos franceses Hugo Valente e de Jean-Karl Vernay. O georgiano Davit Kajala, líder do campeonato até aqui, não concluiu a prova. 

Amanhã é a segunda corrida desta ronda. 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Noticias: José Rodrigues vai para o TCR alemão

José Rodrigues, o piloto da Honda no TCR português, decidiu este ano dar um passo muito importante na sua carreira ao decidir internacionalizar-se, indo correr para o competitivo campeonato alemão de turismos, o ADAC TCR. Apoiado pelo Benfica, o piloto vai fazer parte da estrutura da Target Competition, correndo com um Honda Civic TCR.

É para mim um motivo de grande alegria e orgulho poder disputar um dos melhores campeonatos do mundo de turismos. Um campeonato constituído por mais de 40 carros e mais de uma dezena de nacionalidades. Na minha opinião é mais que um campeonato nacional”, começou por dizer o piloto de Braga.

Julgo que chegou a hora de uma internacionalização por completo. Por outro lado, a organização ADAC garante a todos os participantes condições extraordinárias e, isso também pesou na minha decisão”, continuou.

Com uma decisão tão arrojada de se internacionalizar, Rodrigues disse que ainda é cedo para definir objetivos: “Não é fácil perceber onde nos vamos situar. Com mais de 40 TCR`s será necessário ter muito ritmo de competição e, sobretudo boas decisões na hora de atacar nas qualificações. Mas a ambição será sempre andar no lote da frente, tal como em toda a minha carreira. No entanto, não será uma tarefa fácil pois não conheço nenhuma pista em que vou estar. E, por isso conto com o grande apoio da Target Competition e GEN Motorsport, tal como dos meus colegas de equipa, que são excelentes pilotos - o Josh Files, o Kris Richard e o Jurgen Schmarll. Espero conseguir representar com boas exibições, todos os meus patrocinadores, o Sport Lisboa e Benfica e todos os portugueses“, concluiu.

O TCR alemão começa a 30 de abril, em Oschersleben, e terá sete jornadas duplas até 24 de setembro, em Hockenheim. 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

TCR: Opel não pretende correr no Ibérico

A Opel não pretende colocar o seu modelo Astra OPC no TCR ibérico, pelo menos em 2017. Quem o dia é o seu representante em Portugal, que alega razões estratégicas da marca. "A GM Portugal não tem planos para participar nas provas de Turismo", disse o Miguel Tomé, Director de Comunicação da Opel Portugal ao site sportmotores.com.

"Não é uma questão de falta de interesse. Trata-se de orientação estratégica a nível local. A competição automóvel não faz parte dos nossos planos de marketing", concluiu.

A Opel teve o modelo Astra OPC, mas por causa das dificuldades de desenvolvimento do seu carro, decidiu "congelá-lo". Em Portugal, houve um Astra OPC no campeonato, nas mãos da equipa Ventilações Moura Laser, guiados por Gustavo Moura e João Baptista. E após a ronda de Vila Real, ambos os pilotos não voltaram a conduzir o carro germânico.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

TCR: Vai haver campeonato ibérico em 2017

Em 2017 acontecerá um campeonato ibérico de velocidade. O calendário foi hoje anunciado, e terá sete provas, quatro delas em Portugal e as outras três em Espanha. Serão provas de Sprint e não vão interferir com os campeonatos nacionais de velocidade portugueses e espanhóis.

Nuno Couceiro, da Full Eventos, que promove o Campeonato Nacional de Velocidade, afirmou que “o campeonato tem pernas para andar” e a habitual dificuldade de unir competições em Portugal e Espanha, “já está acertada, [os concorrentes andarão de] pneus Hankook”.

Sobre ambos os campeonatos, Couceiro disse que o campeonato Nacional de velocidade (CNV) terá cinco provas, uma delas em Espanha, enquanto que o espanhol terá também cinco provas, duas delas em Portugal. E quanto aos pilotos, todos poderão alinhar nos três campeonatos desde que alinhem em pelo menos sete fins de semana de corridas.

O TCR será a principal categoria, mas haverá carros de troféu que se dividirão em duas ou três categorias, ainda por saber. 

Eis o calendário completo:

9 de abril - Barcelona
30 de abril - Estoril
28 de maio - Jarama
2 de julho - Vila Real
10 de setembro - Jerez
1 de outubro - Braga
22 de outubro - Portimão

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

WTCC: Lada abandona no final da temporada

A Lada anunciou esta quinta-feira que abandonará o WTCC no final desta temporada, fazendo com que em 2017 haja apenas duas marcas oficiais na competição: Honda e Volvo. A razão pelo qual a marca russa resolveu retirar-se da competição tem a ver com a sua estratégia de mercado a nível mundial, onde tem pouca expressão fora do seu país de origem. 

O futuro passará por duas alternativas: por um lado, dedicar-se ao campeonato russo de turismos, onde construiria um modelo com as especificações do TCR, e por outro lado, os carros poderão ser usados por independentes, com a assistência da francesa Oreca. Quanto aos pilotos, é altamente provável que possam ir para o TCR, no caso de Hugo Valente, ou então pendurar o capacete, no caso de Gabriele Tarquini.

Com a saída da Citroen do WTCC, a competição pode entrar em perigo. Por um lado, a explosão do TCR, com dez marcas (!) confirmadas numa competição que está a ser cada vez mais popular, devido aos custos presentes, e por outro, a dificuldade de preencher uma grelha como a do WTCC, bem mais caro. E para piorar as coisas, em 2017 o atual modelo da Honda irá terminar o seu prazo de validade...

domingo, 11 de setembro de 2016

CNVT: Mora e Abreu foram os vencedores em Jerez

Dois meses depois da última ronda do campeonato nacional de velocidade, que este ano é corrido com os regulamentos do TCR, máquinas e pilotos regressam à ação no circuito espanhol de Jerez de La Fronteira. No final, Francisco Mora e Francisco Abreu foram os grandes vencedores do fim de semana, com Mora a passar para o comando no campeonato, superando o carro guiado por Francisco Carvalho e Nuno Batista

Num fim de semana onde participaram alguns pilotos que fazem parte do TCR Trophy Europe, como o belga Pierre-Yves Corthals, o finlandês Antti Buri, estes interferiram com os pilotos portugueses quer na qualificação, quer na corrida, mas não no resultado do campeonato nacional de velocidade.

Nas qualificações do dia de ontem, se Francisco Mora conseguiu ser o mais veloz, batendo em 18 centésimos o Seat Leon de Rafael Lobato. Manuel Gião foi o terceiro, conseguindo superar em 13 centésimos o Opel Astra de Pierre-Yves Corthals, com Antti Buri no quinto posto. 

Na segunda qualificação, Buri foi o mais veloz do que Francisco Mora, com César Machado a ser o terceiro classificado, 38 centésimos de segundo mais lento. Francisco Abreu foi o quarto, tendo sido mais lento em... 4 centésimos de segundo.

Hoje, na primeira corrida de Jerez, Mora liderou durante boa parte da corrida, com Corthals a pressioná-lo. A oito minutos do fim, o belga, que guia um Opel Astra OPC, conseguiu superá-lo, ficando com a vitória, com Mora na segunda posição, mas em termos de campeonato nacional, o que contava era ele, que ficou com o máximo dos pontos. Rafael Lobato foi o terceiro classificado, no seu Seat, na frente de Buri e o Volkswagen de Manuel Gião. José Rodrigues ficou num distante sexto lugar.

Na segunda corrida, que aconteceu mais pelo meio da tarde, Antti Buri foi o melhor, aproveitando o abandono de Francisco Mora na primeira volta. Buri foi-se embora nas voltas seguintes e acabou por vencer com autoridade, com mais de 17 segundos sobre Frederic Carpasse, que dividia o carro com Corthals. Contudo, o piloto não teve a vida facilitada, pois passou grande parte da corrida atrás de César Machado, apenas passando quando Machado teve que passar pelas boxes à nona volta.

Francisco Abreu foi o terceiro e o melhor dos portugueses, sendo terceiro classificado, depois de superar Francisco Carvalho. José Rodrigues, no seu Honda, foi o sexto, num fim de semana um pouco para esquecer.

Agora, o campeonato de velocidade prepara-se para a jornada de encerramento da competição, no Estoril, entre os dias 26 e 27 de novembro.