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domingo, 7 de abril de 2019

WTCR - Ronda 1, Marrocos (Corridas 2 e 3)

Depois de ontem o argentino Esteban Guerrieri ter vencido ontem em Marrakesh, hoje, Gabriele Tarquini e Thed Bjork foram os vencedores das corridas de hoje na pista marroquina. Na primeira corrida, os Hyundai dominaram, e poderiam ter ficado com uma dobradinha se não fossem os problemas de travões de Nicky Catsburg. Na segunda, a mesma coisa iria acontecer aos Lynk, mas os problemas de motor de Yvan Muller impediram isso.

Quanto a Tiago Monteiro, foi oitavo na primeira corrida e não acabou a segunda, depois de uma colisão com o carro de Yann Erlacher.  

Com temperatura amena na pista marroquina, os pilotos tinham de ser cautelosos na segunda corrida pois, em caso de acidente, é provável que não teriam carro para a terceira prova, que iria acontecer menos de uma hora mais tarde.

Na primeira corrida, que tinha o Hyundai de Nicky Catsburg como poleman, a partida foi calma, com toques, mas sem alterações de monta, pois todos andavam cautelosos. Atrás, Tiago Monteiro caia dois lugares, para nono, e era pressionado por Frederic Vervisch. Na frente, os Hyundais de Catsburg e Tarquini começavam a escapar da concorrência, liderada pelo Lynk de Yann Erlacher. Tudo isto acontecia enquanto o local Mehdi Bennani desistia pela segunda vez esta semana.

As coisas andavam assim até à décima volta, quando Catsburg falhou a travagem e bateu no muro de proteção, dando a liderança a Tarquini e a entrada do Safety Car. A corrida retomou cinco voltas dpeois, com Tarquini a "fugir" do resto do pelotão, agora liderado por Jean-Karl Vernay, abrindo uma vantagem apreciável. Atrás, Tiago Monteiro era pressionado por Frederic Vervisch pelo oitavo posto, e ambos tinham na frente outro veterano, o Lynk de Yvan Muller. 

Contudo, no final, as posições não se alteraram e o veterano italiano foi o vencedor da primeira corrida da tarde, com Vernay e Erlacher nos restantes lugares do pódio. Monteiro ainda atacou Muller, mas nenhum dos três conseguiu ultrapassar ou ser ultrapassado, portanto, o piloto do Honda foi oitavo, entre o Lynk do francês e o Cupra do belga.

Poucos minutos depois, o pelotão estava de volta à pista para a segunda corrida da tarde. Com Vervisch e Muller na primeira fila e Tiago Monteiro na segunda, a corrida também prometia ser emocionante, porque seria mais longa - teria 21 voltas. Catsburg, devido aos danos que tinha sofrido, não iria largar nesta corrida.

Na partida, os Lynk foram mais velozes, com Muller a ser melhor que Bjork, enquanto Monteiro estava a perder posições. Mais tarde, na mesma volta, e a tentar aguentar a posição de Guerrieri, ele toca no carro de Erlacher e no impacto, ele bate a fica danificado. O Safety Car é acionado, e a corrida de ambos os pilotos terminava por ali.

A corrida voltou na volta seis, com Muller a afastar-se de Bjork, que servia de tampão ao resto do pelotão. Vervisch atacava o segundo posto do carro azul, mas as tentativas não corriam bem, Parecia que o veterano francês iria ter uma corrida tranquila, mas na volta 14, Muller tinha problemas a perdia a liderança para Bjork. Metros depois, descobriu-se que tinha um problema mecânico e acabaria por abandonar. Quase ao mesmo tempo, Augusto Farfus também andava lentamente na pista devido a problemas de caixa. 

Na frente, agora Bjork aguentava os ataques de Vervisch e Azcona, com sucesso. As coisas não mexeram até que na volta 21, os travões do Audi de Vernay falharam e ele bateu nas barreiras de proteção. Com isso, Tarquini subia para o quinto lugar, mas o lugar onde estava o piloto francês era o suficiente para o regresso à pista do Safety Car. Parecia que a corrida acabaria debaixo de bandeiras amarelas, mas não foi. Insuficiente para haver modificações, com Bjork, Vervisch e Azcona no pódio desta terceira corrida.

Com os Lynk a liderar nos Construtores, com 90 pontos, a próxima ronda do WTCR acontecerá nos dias 27 e 28 de abril, na Hungria.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

WTCC 2016 - Qatar (Corridas)

Dois meses depois da última corrida, em Xangai, máquinas e pilotos estão no Qatar para a última prova do campeonato mundial de Turismos. Nesta corrida noturna, o WTCC estava num momento unico, pois a Citroen e a Lada irão abandonar a competição, e alguns dos pilotos presentes, como Gabriele Tarquini, Yvan Muller e José Maria Lopez, também abandonarão a competição, rumando a outras paragens.

Com Tom Chilton como o "poleman", a primeira corrida foi complicada. Tom Chilton ficou com o comando, mas no meio do pelotão, uma série de toques colocou fora de prova o Honda de Tiago Monteiro, por causa de danos na suspensão do seu Honda. A má colocação do seu carro fez com que entrasse o Safety Car na pista, mas duas voltas depois, a bandeira vermelha foi mostrada.

O piloto português explicou depois, nas boxes, o que aconteceu: “Aconteceram muitas coisas. Houve muito contacto. Fui empurrado por trás durante a travagem, eu próprio depois toquei no Péchito [Lopez] durante a travagem. E depois estava por dentro, e ao acelerar senti outra vez um grande empurrão no lado direito. É a primeira volta e todos estão a tentar dar o máximo, portanto não estou realmente a culpar ninguém. Mas o Péchito tocou-me, o pneu rebentou e fui bater na barreira dos pneus – mais uma razão para não os termos ali, porque o meu carro está muito danificado, e nem tinha visto que o Hugo [Valente] estava ali”.

Após alguns minutos, a corrida retomou atrás do Safety Car, para recomeçar na quarta volta, quando Gabriele Tarquini atacou Chilton para ficar com a liderança da corrida. Robert Huff ficou com o terceiro posto, pressionando Chilton, enquanto que Mehdi Bennani acabaria por ser penalizado com uma passagem às boxes.

Nas voltas seguintes, Tarquini afastou-se do segundo classificado, pois Chilton aguentava o piloto da Honda, e as coisas ficaram assim até à meta. Yvan Muller foi o quarto, sendo o melhor dos Citroen.

No pódio, Tarquini explicou o segredo do seu sucesso: “A chave foi a ultrapassagem. Com o safety car, no reinício, tive uma oportunidade e aproveita-a. O carro estava incrível. Esta vitória é para a equipa Lada, porque como sabes vai sair do WTCC, mas vai ficar no meu coração para sempre, porque esta pode também ser a minha última corrida no WTCC, e portanto sair assim é um sonho”, disse. “Foi fantástico ser nono na qualificação e ter esta oportunidade”, concluiu.

Na segunda corrida, com Bennani na pole, com Lopez no segundo posto, os vários toques na primeira volta fizeram com que o Safety Car entrasse na pista. Hugo Valente abandonava a corrida devido aos toques que danificaram o seu chassis, enquanto que Robert Dahlgren ia às boxes para tentar reparar os danos do seu Volvo.

Quando o Safety Car recolheu às boxes, Lopez tentou passar o piloto marroquino na primeira curva, mas sem sucesso. Thed Bjork e Yvan Muller estavam atrás, com Norbert Mischelisz e Tiago Monteiro colocavam os seus Hondas no quinto e sexto posto. O húngaro superou Muller, enquanto que o português perdia lugares para o Honda de Huff e o Lada de Tarquini. Ao mesmo tempo, Bjork superou o argentino e ficou com o segundo posto.

Nas voltas seguintes, Monteiro conseguiu apanhar Tarquini e Huff para ficar com o sexto posto, enquanto que na frente, Bjork tentava apanhar Bennani, mas ele conseguia defender-se desses ataques. Contudo, na penultima volta, Bjork saiu mais largo numa curva e a vitória ficou decidida a favor do piloto da Citroen.

O terceiro lugar ficou para "Pechito" Lopez, enquanto que o quarto posto decidiu-se entre Muller e Mischelisz, com vantagem para o piloto da Honda. O francês perdeu ainda o quinto lugar para Tiago Monteiro, que consegue assim manter o terceiro posto do campeonato, um ponto à frente do seu companheiro de equipa.

Foi muito difícil, mas tive muito apoio. Muito obrigado. A minha corrida foi muito difícil. Queria vencer, e portanto ou vencia ou colocava o carro contra um muro. Mas estou muito contente. Sabíamos que o Volvo era mais leve em 80 kg, e sabia que tinha de puxar no limite para mantê-lo atrás deles. Quero agradecer em particular ao Reino de Marrocos, porque sem o seu apoio não estaria provavelmente a lutar aqui”, disse Mehdi Bennani.

O campeonato regressa em abril do ano que vêm.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

WTCC: Volvo anuncia sua dupla para 2016

Os suecos Thed Björk e Frederik Ekblom serão os pilotos oficiais da Volvo para a próxima temporada, neste seu regresso ao WTCC, a bordo do modelo S60. A dupla será quase estreante no WTCC, pois Ekblom competiu em algumas corridas em 2007, enquanto que Bjork tem uma corrida no campeonato, feita em 2013 em Xangai. Outro piloto sueco, Robert Dahlgren, também estará na estrutura, mas vai competir no campeonato sueco e testará o modelo S60 de TC1.

Alexander Murdzevski Schedvin, o diretor da Polestar Cyan Racing, referiu: "Temos uma equipa de pilotos que é o ideal para o primeiro ano de regresso ao WTCC. Thed Björk e Fredrik Ekblom são dois pilotos bastante rápidos e cheio de vontade de vencer para além disso estão bem adaptados à equipa", acrescentou.

Quanto aos pilotos, Thed Bjork já referiu estar a gostar bastante deste novo desafio. "Este é um sonho tornado realidade pelo facto de poder dar inicio a este novo desafio com a Polestar Cyan Racing e a Suécia num Mundial bastante competitivo”, comentou. Quanto a Ekblom, está ansioso para a sua estreia no Mundial de Turismos. "Competir no WTCC tem sido o meu objetivo desde que me juntei à Polestar Cyan Racing em 2012 e tenho muito orgulho em representar a equipa num campeonato mundial", disse Ekblom.

Bjork e Ekblom são pilotos bastantes experientes na sua Suécia natal. Bjork, que completa hoje 35 anos (nasceu a 14 de dezembro de 1980), já correu na Formula 3000, DTM, foi campeão sueco de turismos em 2006, antes de correr no campeonato escandidavo, onde a bordo de um Volvo S60, venceu os campeonatos das últimas três temporadas.

Já Ekblom, de 45 anos (nasceu a 6 de outubro de 1970), tem uma experiência mais vasta, que inclui três participações na CART, entre 1993 e 1996, três participações nas 24 Horas de Le Mans, entre 1997 e 1999, uma participação no WTCC, em 2007. No campeonato escandinavo, foi o campeão em  2003, 2007 e 2012, e este ano foi vice-campeão, atrás de Bjork. 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

WTCC: Volvo vai levar um C30 em Xangai

A surpresa surgiu ontem: a Volvo Polestar Racing irá regressar ao Mundial de Carros de Turismo na próxima ronda em Xangai, ao volante de um modelo C30 com motor 1.6. O piloto será o atual campeão escandinavo, o sueco Thed Bjork. Este regresso acontece após ano e meio de ausência, quando correram em 2011, com Robert Dahlgren como piloto.

"Estou muito grato por ter esta oportunidade. O WTCC é um campeonato muito competitivo e o desafio para nós é ser ótimos, mas isso só alimenta a minha motivação", começou por dizer o nórdico. "A nossa missão principal é recolher dados e informação. Apesar disso, vou dar o meu melhor e não há dúvidas que serão duas corridas muito entusiasmantes", concluiu.

Curiosamente, o carro que vai ser usado já não é mais fabricado pela marca sueca. Alexander Murdzevski Schedvin, diretor comercial desportivo da Volvo, explicou a razão: "Focámo-nos no Volvo S60 como o nosso principal carro no desporto automóvel, mas não se encaixa bem no WTCC hoje em dia. Pensamos que o WTCC representa a possibilidade do melhor custo-benefício e encaixa-se numa solução global desportiva se se quiser correr com um carro mais pequeno do segmento C".

Sobre a presença em Xangai, afirmou: "Entramos nesta corrida para tomar o pulso ao WTCC, bem como para celebrar o grande desempenho de Thed Bjork no STCC este ano. Estamos aqui para nos mantermos bem informados e é precisamente esse o objetivo,em Xangai, e não o desempenho e os resultados".