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domingo, 23 de julho de 2017

Youtube Touring Race: A primeira da TCR alemã em Zandvoort

O TCR alemão está este fim de semana no circuito holandês de Zandvoort para mais uma corrida do campeonato. Foi uma corrida confusa com paragens e uma parte final onde a chuva caiu forte, causando um pouco mais de confusão. Mas a confusão maior aconteceu no final da corrida quando 15 (!) carros foram penalizados, mexendo imenso na classificação geral. 

Quem esteve fora de tudo isso foi José Rodrigues, mas isso aconteceu porque o piloto da Target teve um fim de semana azarado, primeiro na qualificação, e depois na corrida, onde nem sequer chegou a alinhar por causa dos estragos causados por um incêndio.

Arranquei e logo nos primeiros metros senti algo estranho no carro. Mais à frente vi que o carro começou a ter um incêndio e tive que parar imediatamente não registando sequer uma volta”, explicou José Rodrigues. A equipa começou de imediato a reparar os danos sofridos, mas já não houve tempo para alinhar na primeira corrida: “O intervalo entre a qualificação e primeira corrida é curto e por isso só me resta agora que tudo esteja em ordem para a segunda corrida este domingo e que as coisas corram bem“, concluiu o piloto.

Eis o video da corrida na íntegra.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Noticias: José Rodrigues vai para o TCR alemão

José Rodrigues, o piloto da Honda no TCR português, decidiu este ano dar um passo muito importante na sua carreira ao decidir internacionalizar-se, indo correr para o competitivo campeonato alemão de turismos, o ADAC TCR. Apoiado pelo Benfica, o piloto vai fazer parte da estrutura da Target Competition, correndo com um Honda Civic TCR.

É para mim um motivo de grande alegria e orgulho poder disputar um dos melhores campeonatos do mundo de turismos. Um campeonato constituído por mais de 40 carros e mais de uma dezena de nacionalidades. Na minha opinião é mais que um campeonato nacional”, começou por dizer o piloto de Braga.

Julgo que chegou a hora de uma internacionalização por completo. Por outro lado, a organização ADAC garante a todos os participantes condições extraordinárias e, isso também pesou na minha decisão”, continuou.

Com uma decisão tão arrojada de se internacionalizar, Rodrigues disse que ainda é cedo para definir objetivos: “Não é fácil perceber onde nos vamos situar. Com mais de 40 TCR`s será necessário ter muito ritmo de competição e, sobretudo boas decisões na hora de atacar nas qualificações. Mas a ambição será sempre andar no lote da frente, tal como em toda a minha carreira. No entanto, não será uma tarefa fácil pois não conheço nenhuma pista em que vou estar. E, por isso conto com o grande apoio da Target Competition e GEN Motorsport, tal como dos meus colegas de equipa, que são excelentes pilotos - o Josh Files, o Kris Richard e o Jurgen Schmarll. Espero conseguir representar com boas exibições, todos os meus patrocinadores, o Sport Lisboa e Benfica e todos os portugueses“, concluiu.

O TCR alemão começa a 30 de abril, em Oschersleben, e terá sete jornadas duplas até 24 de setembro, em Hockenheim. 

sábado, 16 de janeiro de 2016

Dakar 2016: Peterhansel e Price são os vencedores, mas X-Raid contesta

O Dakar chegou à meta, em Rosário, duas semanas depois de ter começado em Buenos Aires, e Stephane Peterhansel foi o grande vencedor, e conseguindo algo inédito: doze vitórias, seis dos quais em motos, e os restantes em automóveis. A sua última vitória foram em 2013, com o Mini da X-Raid.

No final da última etapa, o pódio foi ocupado por ex-pilotos de ralis. Sebastien Loeb foi mais veloz do que Mikko Hirvonen em um minuto e 13 segundos e venceu a etapa, enquanto que Nasser al-Attiyah foi o terceiro melhor, a um minuto e 36 segundos do vencedor, empatado com Cyril Després, noutro Peugeot.

Contudo, pouco depois do final do rali, a X-Raid fez saber que irá apelar dos resultados finais à Federação Francesa de Desporto Automóvel (FFSA) devido à polémica com o reabastecimento dos Peugeot, nomeadamente a do francês Stephane Peterhansel, o vencedor deste Dakar. O apelo terá de ser analisado num prazo máximo de 30 dias, e caso seja dada razão à X-Raid, a pena é pesada: entre seis horas de penalização à desclassificação, o que poderia alterar as coisas neste "rally-raid".

Nas motos, o vencedor na etapa final foi para o chileno Pablo Quintanilla, que assim consolidou o seu terceiro lugar na classificação, com um minuto e 41 segundos de vantagem sobre Kevin Benavides, enquanto que Hélder Rodrigues foi o terceiro, ficando assim com o quinto lugar final. O piloto português da Yamaha ficou nesta etapa a dois minutos e 37 segundos do vencedor. Toby Price foi o quarto, a 4 minutos e 22 segundos, mas comemorou por fim a sua primeira vitória neste Dakar, e a primeira de um australiano neste "rally-raid". E claro, a KTM comemorou uma dupla, já que Stefan Svitko, o segundo da geral, também anda nas máquinas austriacas.

Assim, o Dakar 2016 chega ao seu final. Para o ano, há mais!

Geral: Carros

1º - Peterhansel/Cotteret (FRA) [Peugeot] 45:22.10 minutos
2º - Al Attiyah (QAT)/Baumel (FRA) [Mini] a 34.58
3º - De Villiers (ZAF)/Von Zitewitz (GER) [Toyota] a 1.02,47
4º - Hirvonen (FIN)/Perin (FRA) [Mini] a 1.05.18
5º - Poulter/Howe (ZAF) [Toyota] a 1.30,43

Geral: Motos

1º - Price (AUS) [KTM] 46:13.26 minutos
2º - Svitko (SVK) [KTM] a 37.39
3º - Quintanilla (CHL) [Husqvarna] a 53.10
4º - Benavides (ARG) [Honda] a 57.28
5º - Rodrigues (POR) [Yamaha] a 57.29

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Dakar 2016: Hirvonen e Rodrigues foram os vencedores de hoje

O Dakar está a chegar ao seu final, com a etapa a ligar San Juan e Villa Carlos Paz, num total de 931 quilómetros, 431 dos quais em especial cronometrada para os automóveis, 237 dos quais para motos e quads.

Nos automóveis, o grande vitorioso nesta etapa é finlandês e um ex-piloto de ralis. Dpois do sul-africano Leroy Poulter ter dominado boa parte da etapa, o grande vencedor foi Mikko Hirvonen, que conseguiu uma vantagem de nove segundos sobre Nasser Al-Attiyah. Poulter foi o terceiro, seguido pelo seu companheiro de equipa, Giniel De Villiers, enquanto que o líder, Stephane Peterhansel é apenas o décimo, dois lugares mais abaixo de Sebastien Loeb, o melhor dos Peugeot.

Mas isso não impede de Peterhansel de praticamente ser declarado como o vencedor do rali, pois tem uma vantagem de 40 minutos sobre Nasser al-Attiyah. 

Nas motos, o grande vencedor foi a Yamaha, com o português Hélder Rodrigues a ser o melhor na etapa que ia até Villa Carlos Paz, com uma vantagem de sete minutos e 32 segundos sobre Toby Price, e sete minutos e 55 segundos sobre o argentino Kevin Benavides. Stefan Svitko foi o quarto. 

Contudo, a organização penalizou o piloto português em três minutos, mas isso não o impediu nem de comemorar a vitória, nem de dar um enorme salto na classificação, passando para o quarto posto, e com pouco menos de quatro minutos e meio sobre o terceiro classificado.

No final do dia, o piloto da Yamaha comentou: "Para mim, foi um grande dia. Tentei puxar um pouco. Tive uma melhor segunda semana, pois na minha primeira semana, estava doente. No início desta semana magoei meu ombro, mas agora eu estou bem. Hoje eu pude acelerar, andando muito bem, divertindo-me e passando Toby e o Meo. Foi bom, foi um dia muito bom para mim. Eu estava andando de forma rápida e segura. Foi bom para mim e bom para a Yamaha esta vitória. Tentei tomar o quinto lugar da geral, mas o importante hoje era para andar rápido e seguro".

Mas na frente ficou Toby Price, que vai conseguir ganhar o seu primeiro Dakar, pois tem uma vantagem de 37 minutos e 39 segundos sobe Stefan Svitko, o segundo classificado. Ambos estão a bordo de um KTM. O chileno Pablo Quintanilla é o terceiro, mas perdeu mais de quinze minutos nesta etapa e tem Hélder Rodrigues a um minuto e 19 segundos.

Amanhã, o Dakar cumpre a sua última etapa, entre a Villa Carlos Paz e a cidade de Rosário, num total de 699 quilómetros, 180 dos quais em especial cronometrada.

Geral: Carros

1º - Peterhansel/Cotteret (FRA) [Peugeot] 43:27,42
2º - Al Attiyah (QAT)/Baumel (FRA) [Mini] a 40.59
3º - De Villers (ZAF)/ Von Zitewitz (GER) [Toyota] a 1.07,16
4º - Hirvonen (FIN)/Perin (FRA) [Mini] a 1.11,42
5º - Poulter/Howie (ZAF) [Toyota] a 1.36,16

Geral: Motos

1º - Price (AUS) [KTM] 46:13.26 minutos
2º - Svitko (SVK) [KTM] a 37.39 
3º - Quintanilla (CHL) [Husqvarna] a 53.10
4º - Benavides (ARG) [Honda] a 57.28
5º - Rodrigues (POR) [Yamaha] a 57.29

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 11

Com a caravana a andar entre Calama e Salta, saindo do Chile e entrando na Argentina, máquinas e pilotos passavam por mais uma etapa maratona de um Dakar que tem tudo para ser duro e mortifero, especialmente em categorias onde as diferenças entre os dois primeiros são medidas em poucos minutos. 

E isso era assim nas motos, onde se assistia agora a um duelo entre a KTM e a Honda, ambos pela vitória, e onde Marc Coma fazia de tudo para impedir a aproximação de Paulo Gonçalves, agora o homem forte da marca japonesa depois do atraso de Joan Barreda Bort no Salar de Uyuni. Mas hoje, Barreda Bort foi o melhor, mas sobretudo, Marc Coma ficou na frente do português da Honda. O espanhol ficou em segundo lugar, a um minuito e 39 segundos do vencedor, enquanto que Ruben Faria foi o terceiro, a um minuto e 57 segundos. Paulo Gonçalves foi o quinto na tirada, a três minutos e 46 segundos, perdendo assim dois minutos para a liderança.

"Hoje foi uma etapa rápida, sem dificuldades em termos de navegação. A pista estava um pouco escorregadia no início, você tinha que ter cuidado com ela. Logo havia quatro de nós a andar juntos. Eu acho que nós andamos bem, poupando as nossas motocicletas. Isso foi crucial, porque esta noite é uma etapa maratona. Minha moto já está pronta para amanhã... e eu estou pronto para continuar a lutar", comentou o piloto da Honda.

Helder Rodrigues terminou a etapa no sétimo lugar, a seis minutos e 26 segundos de Barreda Bort. Outro dos portugueses presentes, Mário Patrão, acabou por desistir na sua Suzuki, vitima de um problema na bomba de injeção de combustivel. 

Estou fora de prova, triste, exausto, fiz tudo o que podia mas a sorte não me quis acompanhar neste Dakar. Andei todos os dias como se estivesse na minha oficina, em Seia, sempre a reparar a mota pelo percurso, sempre com problemas. Fiz de tudo para me limitar a chegar a Buenos Aires, o objetivo principal era terminar já que impor o meu ritmo e as minhas capacidades estava fora de questão”, explicou depois o piloto de Seia.

Em termos de geral, o melhor é Coma, agora mais "descansado" - têm uma diferença de sete minutos e 35 segundos sobre Paulo Gonçalves - enquanto que Ruben Faria é sétimo, a mais de uma hora e 41 minutos de desvantagem, e Hélder Rodrigues é o 11º, a três horas e 22 minutos do comandante.

Nos automóveis, o destaque da etapa foi o acidente de Nani Roma, que perdeu o controle ao volante do seu Mini e capotou várias vezes. De acordo com as noticias vindas da organização, quer ele, quero  seu navegador, sairam ilesos do acidente, mas o carro poderá ter ficado severamente danificado, e acabado ali o seu rali.

Na etapa, Nasser Al Attiyah foi o grande vencedor, e poderá ter decidido o rali a seu favor, pois ganhou três minutos e 39 segundos a Yazid Al-Rahji e quatro minutos e 24 segundos sobre Giniel de Villiers. Já Carlos Sousa, que ontem penalizou cerca de 40 minutos e baixou para o oitavo lugar da geral, hoje não passou do décimo tempo e desceu para o nono lugar da geral, trocando de lugar com o holandês Bernard Ten Brinke.  

Amanhã, o Dakar prossegue em terras argentinas, com a realização da etapa entre Salta e Termas de Rio Hondo, no total de 512 quilómetros, 371 dos quais feitos em tempo cronometrado para as motos, 359 quilómetros para os carros e camiões.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 10

Com os dias de descanso cumpridos por motos e automóveis (e camiões), a caravana rolou hoje entre Iquique e Calama, em terras chilenas, numa etapa dura, com as dunas do deserto do Atacama como cenário.

Depois das motas passarem por apuros no dia anterior, passando por chuva e frio no Salar de Uyuni, e tendo uma razia em termos de classificação, o dia de hoje foi totalmente favorável às cores portuguesas, com Hélder Rodrigues, um dos "derrotados" de ontem a conseguir a proeza de repetir a vitória na etapa de hoje, conseguindo até uma dobradinha com Paulo Gonçalves, agora o piloto numero um da Honda. Segundo na tirada, conseguiu ganhar mais de quatro minutos a Marc Coma, que foi o terceiro da tirada. Já Ruben Faria foi o 11º a 34 minutos do vencedor.

Para Paulo Gonçalves, este foi um resultado importante: Hoje foi um bom dia para a equipa HRC, o Hélder [Rodrigues] ganhou a etapa, está de parabéns, eu consegui fazer uma boa especial, encurtei a distância para a frente da corrida e consegui distanciar-me dos meus perseguidores. No início estava muito pó, mas sabia que era um dia importante para ganhar algum tempo, estava a fazê-lo muito bem mas ao quilómetro 320 perdi imenso tempo a encontrar um waypoint muito difícil de encontrar, andei cerca de 10 quilómetros para o encontrar, mas depois tinha mais 210 para tentar recuperar voltar a encostar-me na frente da corrida, ataquei bastante e acabei por conseguir chegar relativamente perto. Estou satisfeito por mim, pela equipa HRC, pelo Hélder... depois do mau dia que a equipa teve ontem hoje foi bom termos recuperado e termos ganho a etapa”, salientou.

Já Ruben Faria referiu que apesar do cansaço e da altitude, continua forte: Hoje senti um pouco de dificuldades na fase final especialmente devido à altitude e ao cansaço acumulado do dia de ontem. Hoje ressenti-me um pouco mais do esforço de ontem mas mantive a sexta posição. Estou pronto para uma fase final de Dakar que promete ser bastante dura pois amanhã enfrentamos a primeira parte de uma segunda etapa maratona e essa sim pode ser decisiva para o resultado final.

Na geral, Coma lidera, mas vê a diferença para Paulo Gonçalves reduzida para cinco minutos e 28 segundos. Ruben Faria é agora o sexto classificado, a cerca de uma hora do piloto espanhol, enquanto que Helder Rodrigues fecha o "top ten", com um atraso de três horas para Coma.

Nos automóveis, Nani Roma foi o melhor na etapa, mas o que interessa é saber que Nasser al Attiyah foi o segundo classificado, que ganhou 15 minutos a Giniel de Villiers, que terminou o dia no quarto posto. Já Yazid al Rahji foi o sexto classificado, a 21 minutos do vencedor. Carlos Sousa não teve uma grande etapa e foi apenas o 16º a 52 minutos do vencedor.

Na geral, Al Attiyah lidera, com um avanço de 24 minitos sobre De Villiers, enquanto que Al Rahji têm 39 minutos e 29 segundos do piloto qatari. Já Carlos Sousa é nono, a mais de duas horas do lider.

A etapa de amanhã do Dakar irá marcar o início de mais uma etapa maratona, entre Calama e Salta, com mais 371 quilómetros cronometrados e outro tanto de ligações.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 9

Se os carros descansam hoje em Iquique, depois de terem estado em paragens bolivianas, já hoje as motos passaram por um dia difícil no Salar de Uyuni. Debaixo de temperaturas quase negativas - estiveram 4 graus Cº - o efeito atmosférico dizimou o pelotão do Dakar. Cerca de 45 pilotos sofreram de hipotermia e alguns acabaram por ser evacuados por apresentarem sintomas preocupantes.

Entre os que abandonaram a tirada foi o catalão Jordi Viladoms, mas o abandono do vencedor de 2006 foi mecânico, pois o motor da sua KTM acabou por se partir. Outro dos que se atrasaram bastante foi o líder, Joan Barreda Bort, que perdeu muito tempo com problemas mecânicos (mais de hora e meia), e por consequência, a liderança, para Marc Coma. Aliás, Barreda Bort está agora no 14º lugar da geral, e todas as suas chances de vitória foram água abaixo.

No final, o grande vencedor foi o chileno Pablo Quintanilla, que ficou na frente de Juan Pedrero Garcia, a 11 segundos. O melhor português foi Ruben Faria, no 14º posto, a sete minutos e 44 segundos do vencedor, enquanto que Paulo Gonçalves ficou logo atrás, e conseguiu o segundo lugar da geral, agora comandada por Marc Coma. Quem também perdeu imenso tempo foi Hélder Rodrigues, que ainda não acabou a especial, no momento em que se escrevem estas linhas.

Na frente, Coma é o novo líder, mas a vantagem para Paulo Gonçalves é de nove minutos e onze segundos. Pablo Quintanilla é o terceiro, a onze minutos de Coma, enquanto que Ruben Faria é o sexto, a 34 minutos da liderança.

Amanhã, carros, motos e camiões sairão de Iquique a Calama, no total de 539 quilómetros, dos quais 451 são feitos de forma cronometrada.

domingo, 11 de janeiro de 2015

A(s) foto(s) do fim de semana



Já repararam que é diferente, mas e tudo por bons motivos. Nem nos nossos sonhos mais ousados de "petrolheads" poderíamos imaginar que em três dias seguidos, teríamos portugueses a mostrarem-se nos eventos automobilísticos mais relevantes deste inicio do ano de 2015.

Esperava que Paulo Gonçalves, Rúben Faria e Helder Rodrigues fizessem boa figura no Dakar deste ano, mas não esperava que em dois dias, Rodrigues e Gonçalves vencessem uma etapa cada um, e a unica coisa que os separava... era um dia de descanso.

Neste que é o "rally raid" mais duro do mundo, e ainda por cima, o mais mediatizado, a passar nas dunas sul-americanas, ver os motards portugueses a darem cartas é certamente um motivo de orgulho, mas melhor é ver que um deles, Paulo "Speedy" Gonçalves está na luta pela vitória, contra Marc Coma e Joan Barreda Bort, que hoje quebrou o guiador e está em maus lençois.

Pelo meio, assistimos na novata Formula E à inesperada vitória de António Félix da Costa. A nova competição da FIA de carros elétricos é certamente algo a ter em conta, sobretudo a quantidade de pilotos famosos e experientes que atraiu, muitos deles com passagem na Formula 1, e muitos deles, no caso especifico de Félix da Costa, antigos pilotos da Red Bull Junior Team, como Jean-Eric Vergne, Sebastian Buemi e Jaime Alguersuari.

A corrida foi atribulada, e Félix da Costa teve a sorte da corrida, quando viu os seus adversários serem penalizados nas boxes, mas é assim que também se ganha: estar lá no momento exato. E é uma das velhas máximas do automobilismo a cumprir-se: para chegar em primeiro, antes tem de lá chegar.

Mas mesmo assim, é um momento único ver que nestes últimos três dias, Portugal esteve em destaque, sejam nas duas rodas, sejam nas quatro. É um motivo de orgulho, e não sei se acabamos por aqui. Contudo, estes três pilotos merecem ser celebrados pelos seus feitos, num fim de semana único.

Dakar 2015 - Dia 8

A oitava etapa do Dakar têm agora a caravana dividida em duas partes. Para as motos, trata-se de repetir o percurso que os carros e os camiões fizeram ontem entre Iqique e Salar de Uyuni, na Bolivia, enquanto que os carros percorrem em sentido inverso, voltando a terras chilenas.

No caso das motos, o dia foi especial para as cores portuguesas, pois Paulo Gonçalves foi o melhor aos comandos da sua Honda, numa altura em que Joan Barreda Bort sofreu uma queda, danificou o guiador e foi 12º na tirada, perdendo cerca de seis minutos para ele e para Marc Coma, que foi segundo, com uma desvantagem a rondar os quatro minutos. Isto significa agora que do primeiro (Barreda Bort) para o terceiro lugar (Gonçalves) distam apenas... dez minutos e 59 segundos.

"Tive uma queda no quilómetro 200, e tive sorte de não ter partido o pulso. Havia muita lama, travei, mas a moto escorregou por vários metros e, no final bati um buraco. Foi aí que caí", disse Barreda Bort à chegada ao campo de Uyuni na Bolívia: "Agora temos de mudá-lo para a segunda parte da etapa maratona e a moto vai ter que estar perfeita para amanhã", concluiu.

Entrei da melhor forma nesta segunda metade. Consegui chegar à frente da corrida nos primeiros quilómetros e ganhar tempo aos meus adversários mais diretos. Senti-me bem, ataquei e foi muito bom vencer a etapa. Tudo está em aberto, é preciso concentrarmo-nos nos próximos dias até à chegada a Buenos Aires”, declarou o vencedor da etapa, Paulo "Speedy" Gonçalves.

Quanto a Hélder Rodrigues, ele foi oitavo na tirada e subiu ao sexto lugar da geral, enquanto que Ruben Faria perdeu mais de seis minutos na etapa e caiu para o oitavo lugar da classificação.

Já nos carros, com eles a lutarem contra as dunas, o melhor foi o saudita Yazid Al-Rahji, que aproveitou os deslizes de Giniel de Villers, perdendo tempo para Nasser Al Attiyah, embora a diferença entre estes dois tenha sido de apenas... treze segundos. O qatari foi o terceiro, atrás de Al-Rahji e de Orlando Terranova, o segundo classificado.

Já Carlos Sousa está a ter um rali complicado devido aos problemas de suspensão que passa no seu Mitsubishi, mas mesmo assim chegou ao final da etapa no décimo lugar, mantendo o nono posto da geral.

Foi um dia longo, mas relativamente tranquilo, já que não tivemos as surpresas da véspera, quando a chuva e a lama nos obrigaram a três paragens na pista para limpar o pára brisas do carro. Pelo contrário, hoje encontrámos muito calor no regresso ao Chile e o físico já se começa a ressentir após uma semana de corrida. Amanhã é finalmente o dia de descanso e a prioridade é tentar encontrar uma solução para os problemas de suspensão que nos tem atormentado desde há quatro dias… Sem esse problema, acredito que poderíamos estar a discutir um lutar entre os seis primeiros, que era o nosso grande objetivo e uma meta perfeitamente realista para o potencial que este carro já demonstrou”, resumiu o piloto português.

Na geral, Nasser Al Attiyah continua na frente, com oito minutos e 27 segundos de avanço sobre Giniel de Villiers, quanto que Yazid Al-Rahji é o terceiro, a 18 minutos e 40 segundos. Carlos Sousa continua no nono posto, a mais de duas horas da liderança.

Amanhã, os carros descansarão em Iquique, enquanto que as motos farão o percurso de regresso de Salar de Uyuni para a cidade chilena.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 6

A sexta etapa do Dakar, entre Antofagasta e Iquique, foi bem interessante para as cores portuguesas, dado que Hélder Rodrigues foi o grande vencedor da etapa, enquanto que Paulo Gonçalves e Ruben Faria ficaram bem classificados no "top ten".

Nessa especial de 319 quilómetros, conhecida por ter trilhos rápidos de pedra e zonas de dunas, Helder Rodrigues foi mais veloz do que Toby Price, numa diferença que se calculou de um minuto e dez segundos, enquanto que Paulo Gonçalves fechou o pódio com uma desvantagem de um minuto e 42 segundos sobre o seu compatriota. Joan Barreda Bort foi o sexto, enquanto que Marc Coma ficou duas posições mais abaixo, mesmo assim na frente de Ruben Faria, o nono classificado, a nove minutos e 34 segundos do vencedor.

Ruben Faria foi o primeiro a comentar sobre a sua performance nesta etapa: “Hoje foi novamente um dia muito positivo. Comecei na 15ª posição mas rapidamente encontrei o meu ritmo para chegar ao final na nona posição. Senti-me muito bem fisicamente e sem cometer excessos fechei esta primeira fase da prova de acordo com as minhas expectativas. Voltámos a ter alguma navegação na fase final mas depois da neutralização estive sempre muito concentrado e aumentei mesmo o meu ritmo. Desta forma fui subindo na classificação e fechei o dia em nono”, finalizou.

Na geral, Barreda Bort está a liderar, mas têm uma vantagem de 12 minutos e 27 segundos sobre Marc Coma, enquanto que Paulo Gonçalves está agora a quatro minutos do catalão, o que significa que está tudo em aberto na liderança da categoria, agora que se aproxima o dia de descanso. Helder Rodrigues é agora sexto, com a sua vitória de hoje, enquanto que Ruben Faria vem logo atrás, a 40 minutos do líder.

Nos automóveis, o grande vencedor do dia foi... o líder, Nasser Al Attiyah. Mas a vantagem que alcançou não foi grande coisa, pois o segundo classificado, o sul-africano Giniel de Villiers, ficou a 37 segundos do piloto qatari. Nani Roma foi o terceiro, a um minuto e 24 segundos, enquanto que Robby Gordon foi o quarto, mas a um minuto e 45 segundos do vencedor. Já Carlos Sousa foi o 13º na etapa, a dezoito minutos e onze segundos de Attiyah.

Na geral, Al Attiyah é o primeiro, com uma vantagem de onze minutos e doze segundos. Yazid al-Rahji é o terceiro, a uma distância de 28 minutos e 14 segundos, enquanto que Carlos Sousa é agora o oitavo da geral, a uma hora e 42 minutos da liderança.

Amanhã, os carros e camiões vai sair de Iquique para irem a destinos separados: os carros para Uyuni, na Bolivia, os camiões para Atacama. As motos ficam a descansar neste sábado, numa etapa que vale 396 quilómetros de ligação e 321 quilómetros cronometrados.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 5

A sexta etapa do Dakar 2015, já a acontecer em território chileno, entre Copiapó e Antofagasta, onde começaram a ter real contacto com as dunas do deserto do Atacama, e o temido "fash-fesh", ou seja a areia fina a incomodar os carros e as motos presentes.

Após este tempo todo, pela primeira vez, Marc Coma venceu uma etapa e confirmou a sua recuperação na classificação geral. O piloto espanhol venceu a etapa com um avanço de dois minutos e 16 segundos sobre Joan Barreda Bort, e dois minutos e 46 segundos sobre Quintanilla.

Entre os portugueses, o melhor foi Paulo Gonçalves, que foi quinto, a quatro minutos e 37 segundos de Coma, consolidando assim o terceiro lugar na geral. Atrás dele, e a seis minutos e 35 segundos do vencedor encontrava-se Hélder Rodrigues, enquanto que o azarado do dia foi Ruben Faria, que perdeu 17 minutos devido a um atraso na navegação, acabando a etapa no 15º posto e trocando de lugar com Paulo Gonçalves no terceiro lugar da geral.

Foi uma etapa bastante difícil, 458 quilómetros, arranquei em 12º, tive nos primeiros quilómetros bastante pó dos pilotos que partiram à minha frente, perdi imenso tempo até ao quilómetro 100 mas depois consegui andar bem e recuperar. Na parte final perdi algum tempo a localizar um way point, mas o resultado final do dia acho que foi muito bom, terminei em quinto, perdi muito pouco tempo para a frente da corrida, julgo ter uma boa posição de saída para amanhã”, afirmou Paulo Gonçalves.

Em contraste, Ruben Faria lamentava o azar que teve hoje: 

Foi pena o erro logo no início. Foi numa zona muito rápida e estava concentrado na condução. Demorei algum tempo a regressar ao rumo correto e depois foi sempre em ritmo veloz para tentar recuperar o mais possível. Consegui entrar na última secção na 12ª posição mas estava muito desgastado fisicamente e perdi mais alguns minutos. Mas estou ao mesmo tempo satisfeito da minha prestação pois subimos aos 3000 metros por duas vezes e mesmo descendo ao sexto posto da geral não considero que estou fora da corrida ao pódio. Está a ser uma prova muito dura e seletiva e com um ritmo muito forte entre o pelotão da frente. Qualquer erro custa muito tempo e hoje fui eu que errei logo no início. Mas amanhã vou lutar para recuperar.

Na geral, Barreda Bort controla as coisas na frente, com um avanço de dez minutos e 33 segundos sobre Marc Coma, enquanto que agora, Paulo Gonçalves é o terceiro, a 22 minutos e 50 segundos do seu companheiro de equipa. Ruben Faria caiu de terceiro para sexto, enquanto que Hélder Rodrigues fecha o "top ten" a 43 minutos e 24 segundos do primeiro lugar.

Já nos automóveis, o vencedor de hoje foi... russo. Vladimir Vasilyev, no seu Mini, foi o vencedor da etapa, conseguindo um avanço de vinte segundos sobre o saudita Yazid al-Rahji. Robby Gordon foi o terceiro, no seu Hummer, a um minuto e 25 segundos, na frente de Nasser Al-Attiyah, que chegou à meta três minutos e 24 segundos após o vencedor.

A etapa não correu muito bem para Carlos Sousa, que perdeu cerca de meia hora, e isso fez cair de sétimo para o 11º posto, embora não muito longe do "top ten".

Era um percurso muito duro e exigente que, infelizmente, se transformou num autêntico martírio logo a partir do km 60”, começou por desabafar Carlos Sousa à chegada a Antofagasta. “Ontem já tínhamos tido um primeiro aviso na parte final da etapa, quando ficámos sem suspensão dianteira na zona das dunas. Hoje, porém, tudo foi bem pior, já que após ficarmos sem suspensão traseira ao km 60, ficámos também sem eficácia na suspensão dianteira uns quilómetros mais à frente. O carro simplesmente deixou de absorver qualquer irregularidade no terreno, pelo que foi um verdadeiro sofrimento conseguir trazê-lo até ao final. Pelo meio, cerca do km 100, ainda tivemos um furo, só que esse foi mesmo o menor dos nossos problemas hoje… Foi realmente um dia de verdadeiro sofrimento”, sublinhou o piloto português.

Outro dos que o dia no Dakar não correu bem foi Carlos Sainz, que bateu numa pedra e deu cinco cambalhotas no solo, acabando ali o seu rali.

Na geral, Nasser Al-Attiyah continua na frente, com um avanço de dez minutos e 35 segundos sobre Giniel de Villiers. Yazid Al-Rahji é o terceiro.

Amanhã, o Rali Dakar rola de Antofagasta a Iquique, em terras chilenas, com uma especial cronometrada de 319 quilómetros em zonas de duna e em percursos de terra, semelhantes ao enduro. E vai ser a especial anterior ao dia de descanso.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 3

O terceiro dia do Dakar de 2015 foi algo complicado, na ligação entre San Juan e Chilecito, onde os pilotos e os motards começaram a subir Andes acima - apesar de estarem em terras argentinas - e as dificuldades com o pó e a terra começam a fazer-se sentir.

Com esse cenário, continua a haver variedade entre os vencedores da etapa. Nos automóveis, com Orlando Terranova restabelecido do capotamento que teve no dia de ontem, correu veloz para a vitória na etapa de hoje, a última totalmente percorrida em território argentino. A vantagem do piloto do Mini para o segundo classificado, o sul-africano Giniel de Villiers, foi de um minuto e 54 segundos. O árabe Yazeed Al-Rahji, também em Toyota, foi o terceiro, a dois minutos e 52 segundos, seguido pelo Peugeot de Carlos Sainz, que nesta etapa ficou a quatro minutos e 16 segundos do vencedor.

Já em relação aos portugueses, Ricardo Leal dos Santos foi o melhor, na 17ª posição, a 23 minutos e 25 segundos, um lugar à frente de Carlos Sousa, no seu Mitsubishi, a 24 minutos e seis segundos.

"Era uma especial muito rápida e cometemos um ligeiro erro no percurso. Quando procurávamos um caminho alternativo, acabámos por ficar com o carro atolado. Só depois de várias tentativas e com a ajuda das pranchas conseguimos retirar o carro e retomar a prova, perdendo bastante tempo. Foi pena, mas são situações que acontecem num Dakar”, lamentou Carlos Sousa.

Ainda há muita corrida pela frente e a passagem para o Chile vai seguramente proporcionar muitas alterações na classificação. Temos ainda alguma margem para evoluir, mas precisamos de fazer algumas melhorias na suspensão do carro. Amanhã teremos a primeira etapa com areia e dunas. É uma especial que faz parte de todos os Dakar na América do Sul e é sempre uma caixinha de surpresa", antevê o navegador Paulo Fiuza.

Na geral, o lider é Nasser Al Attiyah (que hoje foi quinto, a quatro minutos e 18 segundos), seguido por Giniel de Villiers, a cinco minuto e 18 segundos, enquanto que Orlando Terranova é o terceiro, a 18 minutos e cinco segundos. Já Carlos Sousa é o nono classificado, agora a 41 minutos e 52 segundos.  

Já nas motos, terceiro dia, terceiro vencedor diferente. Hoje foi a vez do austriaco Matthias Walkner a conseguir, a bordo do seu KTM, que conseguiu uma vantagem de 40 segundos sobre Marc Coma, enquanto que o terceiro foi Joan Barreda Bort, a um minuto e 53 segundos. Já em relação aos portugueses, hoje o melhor foi Paulo Gonçalves, que foi quinto a dois minutos e 49 segundos, na frente de Ruben Faria, o sétimo a 3 minutos e 26 segundos, enquanto que Hélder Rodrigues acabou a etapa na 15ª posição, a sete minutos e um segundo.

Na geral, Barreda Bort continua a liderar, agora com uma vantagem de cinco minutos e 33 segundos sobre Paulo Gonçalves, enquanto que Walkner subiu ao terceiro posto, a dez minutos e 33 segundos. Marc Coma não anda longo, sendo o quarto, a dez minutos e 50 segundos, enquanto que Ruben Faria é o qunto da geral, a 12 minutos e dez segundos. Hélder Rodrigues é o nono da geral.

O Dakar prossegue amanhã, entre Chilecito de Copiapó, no Chile, numa extensão de 594 quilómetros, 315 dos quais em etapa cronometrada.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 2

O segundo dia do Dakar em paragens argentinas, na etapa que vai da Vila Carlos Paz à cidade de San Juan, ficou marcado por mais uma vitória de Nasser Al Attiyah, que não baixou os braços após uma penalização, e pela vitória de Joan Barreda Bort, aproveitado também pelos motards portugueses para continuarem a fazer boas performances nas suas motos, com Paulo Gonçalves e Ruben Faria a completarem o pódio.

Comecemos pelas motos, onde a etapa ficou marcada pela vitória de Joan Barreda Bort, que a bordo do seu Honda, conseguiu uma vantagem de seis minutos e 13 segundos sobre Paulo Gonçalves, também em Honda, e pelo KTM de Ruben Faria, que não ficou muito atrás do seu compatriota, a nove minutos e 16 segundos do vencedor. Na etapa em si, Sam Sunderland acabou por se perder e caiu na classificação geral. Helder Rodrigues foi o sétimo, a onze minutos, um lugar na frente de Marc Coma.

A fase final para mim foi a mais penosa. 40 quilómetros de areia muito duros sempre em constantes saltos que me obrigaram a baixar um pouco o ritmo. Mas senti-me bem durante todo o dia e depois do ataque na fase inicial mantive o meu ritmo e no fecho da especial tive que me preocupar não apenas com o físico mas também com o pneu traseiro que estava em muito mau estado. Foi um dia longo que vai certamente deixar marcas em todos os pilotos e estou muito contente pela minha prestação e estado físico. Para mim foi mais importante que ter subido a terceiro da geral pois estamos ainda no arranque da prova.”, comentou Ruben Faria.
  
Em termos de geral, Barreda Bort assumiu a liderança, aqui com uma vantagem de quatro minutos e 37 segundos sobre Paulo Gonçalves, enquanto que Ruben Faria é o terceiro, com dez minutos e 37 segundos de atraso. A 13 minutos e 26 segundos está Helder Rodrigues, no oitavo posto da geral.

Já nos automóveis, Nasser Al-Attiyah repetiu a graça ao vencer a etapa, com uma vantagem de oito minutos e 30 segundos sobre Giniel de Villiers, no seu Toyota. Attiyah aproveitou o facto do anterior lider, o argentino Orlando Terranova, ter capotado a dez quilómetros da meta, tendo perdido cerca de 24 minutos. Com isto, a liderança é do piloto qatari, que têm um avanço de 7 minutos e 42 segundos sobre o piloto sul-africano. Já outro dos que andavam na frente, o americano Robbie Gordon, perdeu tempo devidos a problemas nos travões, que o fizeram perder mais tempo.

Já Carlos Sousa terminou a etapa no nono lugar, com o seu Mitsubishi Lancer, conseguindo manter essa posição na geral, mas têm um atraso de apenas dois minutos para fazer parte do "top six", o que significa que está a andar ao ritmo dos primeiros.

Foi uma especial particularmente dura e exigente do ponto de vista físico, num dia em que as temperaturas foram também particularmente elevadas. Puxámos o carro até ao limite e honestamente mais não conseguíamos fazer… Continuámos a perder algum tempo nas partes mais rápidas, por falta de velocidade de ponta, mas também porque houve alturas em que tivemos que levantar o pé para baixar a temperatura do motor. De qualquer forma, o maior susto aconteceu já perto do final, quando dispararam os alarmes dos gases do escape. Aí, tivemos que ser cautelosos e aliviar drasticamente o ritmo, perdendo algum tempo nos 50 km finais, coincidentes com a passagem por um troço de areia. Em todo o caso, e face ao resultado deste dia, o balanço é bastante positivo. Queríamos subir alguns lugares na classificação e chegar já hoje ao top-10, o que foi cumprido. Vamos ver como será daqui para a frente, na certeza de que o ritmo na frente da corrida está já muito forte”, resumiu Carlos Sousa na Autosport portuguesa.

A terceira etapa do Dakar vai acontecer entre San Juan e Chilecito, ainda em território argentino, que vale 284 quilómetros em terreno cronometrado. 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa final (La Serena - Valparaiso)

O Dakar poderá terminar apenas amanhã, mas foi esta tarde que terminaram as etapas competitivas, neste caso entre La Serena e Valparaiso, no Chile. E no duelo entre os automóveis, o vencedor acabou por ser Nani Roma, que depois de Stephane Peterhansel ter quebrado ontem a disciplina e termos de chegada, decidiu hoje obedecer às ordens e deixar que o piloto espanhol fosse o vencedor deste Dakar, dez anos depois de ver vencido nas motos.

Esta chegada "ensaiada" chegou a merecer criticas por parte do organizador do Dakar, Ettienne Lavigne, mas no final, ambos os contendores falavam sem ressentimentos: “Foi uma corrida muito dura, muita tensão nestes últimos dias, mas aqui estamos a desfrutar da merecida vitória.” disse Nani Roma. 

Para um conformado - mas não um derrotado - Peterhansel, “o objetivo não era terminar segundo, mas estou contente pelo Nani. Ele merece! Foi um rali muito difícil, houve muita pressão, não foi fácil. Somos amigos há muito, não há qualquer problema entre nós. Agora vou descansar e pensar no que vou fazer no futuro”, disse.

Já nas motos, foi a vez de Marc Coma a comemorar a vitória no Dakar, com uma dobradinha com Jordi Villadoms, e a dedicá-la a Kurt Caselli, morto em novembro durante a Baja 1000. Para o espanhol, foi um triunfo que se baseou “em muito esforço, muito trabalho, muito sacrifício e o segredo da vitória foi sobretudo não cometer erros importantes”, revelou no final da chega a Valparaiso.

Villadoms foi segundo e o unico que ficou a menos de duas horas de Coma, Com Olivier Pain a ser o terceiro classificado, na frente de Cyril Després e Hélder Rodrigues, que com a queda de Joan Barreda Bort, tornou-se no melhor piloto da Honda na geral deste Dakar, e de uma certa maneira, foi o sobrevivente de uma armada portuguesa que prometia muito, mas que foi dizimada pela dureza das primeiras etapas, com as quedas de Bianchi Prata e Paulo Gonçalves, este último de forma dramática.

O Dakar de 2014 termina amanhã com a consagração em Santiago do Chile, e em 2015 há mais, na Argentina. 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa 11 (El Salvador - La Serena)

A etapa de hoje do Dakar, entre El Salvador e La Serena, em paragens chilenas, causou mossa... e polémica entre os automóveis, pois parece que Stephane Peterhansel mandou as ordens de equipa para o ar e decidiu partir para o ataque, vencendo a etapa e retirando a liderança a Nani Roma, seu companheiro da Mini. Como dizem os brasileiros, "ele chutou o balde". Resultado final: a diferença entre os dois primeiros é de... 26 segundos, o que é milimétrico em termos de um "rally-raid" enorme como é o Dakar.

Veremos como vai ser amanhã, mas parece que o francês de 48 anos poderá ter mandado as ordens para o ar porque em 2015 vai para outro lado. Murmura-se a palavra "Peugeot" no "bivouac" do Dakar...

Na etapa, vencida por ele, conseguiu abrir uma vantagem de cinco munitos e 58 segundos para Roma, mas este último não foi o segundo classificado. Esse lugar foi para Nasser al Attiyah, que acabou a etapa a três minutos e 36 segundos atrás de Peterhansel. O quarto foi Giniel de Villiers, a menos de cinco minutos de Nani Roma.

A geral, com os dois primeiros, Nasser Al Attiyah acompanha-os no pódio, mas a mais de 54 minutos. Giniel de Villers é o quarto, a uma hora e 21 minutos da liderança.

Nas motos, o dia foi para Cyril Després, onde Joan Barreda Bort, segundo classificado à entrada desta etapa, sofreu um acidente e destruiu a sua moto. Acabou a etapa, mas o atraso foi de mais de duas horas sobre o vencedor, caindo para o sétimo posto da classificação geral. Apesar da vitória na etapa, Després trocou o motor, perdendo 15 minutos devido à penalização, mas isso não o impediu de subir de sexto para o quarto posto da geral, pois ultrapassou Hélder Rodrigues, que foi quarto na etapa.

Quanto a Marc Coma, conseguiu controlar Després e acabou dois minutos atrás dele, sendo o segundo na etapa. Olivier Pain completou o pódio.

Na geral, Coma têm um avanço de quase... duas horas sobre Jordi Villadoms, enquanto que Olivier Pain é o terceiro, a duas horas e dez segundos, quatro minutos na frente de Cyril Després e dez sobre Hélder Rodrigues.

Amanhã, a caravana do Dakar sai de La Serena e vai para Valparaiso, a última etapa cronometrada deste rali, antes da consagração em Santiago do Chile. 

Dakar 2014 - Etapa 10 (Antofagasta - El Salvador)

Falta pouco para o final do Dakar, e hoje, na etapa que ligou as cidades chilenas de Antofagasta a El Salvador, 605 quilómetros de troços cronometrados ao todo. Mas o assunto do dia foi a decisão da Mini de conceder a vitória a Nani Roma, depois da aproximação de Stephane Peterhansel nos últimos dias ter reduzido a diferença de uma hora para menos de dois minutos.

Nas motos, as coisas são mais pacificas, com Marc Coma a confirmar cada vez mais a sua liderança, vencendo na etapa e a melhorar a sua liderança. Hoje obteve a sua terceira vitória em etapas, ficando a mais de dois minutos e 51 segundos de diferença sobre Cyril Després. Olivier Pain foi o terceiro, a seis minutos e 36 segundos e superando Joan Barreda Bort, que perdeu oito minutos e 33 segundos sobre Coma e acabou no quinto posto. Hélder Rodrigues foi sexto na etapa, a nove minutos e 23 segundos de Coma, e em termos de classificação geral, têm Cyril Després ao seu lado (três segundos apenas!) e prestes a tomar o quinto posto da geral.

Mas o piloto português justificou esta tirada cautelosa devido a uma racha no depósito da sua Honda: “Esta era uma etapa em que apostava em fazer um bom resultado e ganhar terreno aos meus adversários, mas ao km 100 o tanque do lado esquerdo rompeu-se. Tentei reparar primeiro na pista e depois no reabastecimento, mas acabei por ser forçado a gerir o meu andamento numa etapa de mais de 600 quilómetros. Foi um dia difícil, mas não vou baixar os braços e amanhã vou de novo partir com vontade de atacar”.

Assim sendo, na geral, Marc Coma têm um avanço de 53 minutos sobre Barreda Bort, enquanto que Jordi Villadoms é o terceiro, a duas horas e oito minutos. Olivier Pain é o quarto, mas está a apenas nove minutos de Hélder Rodrigues e Cyril Després, logo, o luger pode não estar assegurado.

Nos automóveis, a Mini decidiu, está decidido: será Nani Roma o vencedor do Dakar, apesar da recuperação épica de Stephane Peterhansel ter chegado perigosamente perto do piloto espanhol. Mas o "manager" da Mini, Sven Quandt, decidiu que não haveria mudanças na liderança até Santiago do Chile. Já se esperava isso desde que ontem à tarde chegou a noticia de que Peterhansel se tinha reunido com a direção e tinha saido de lá com cara de "poucos amigos". 

Assim, na etapa, o vencedor foi o argentino Orlando Terranova, com dez minutos de vantagem sobre Nani Roma. O argentino andou toda a etapa à luta com o Mini de Nasser Al Attiyah, mas na parte final, o qatari teve um furo e acabou a etapa a 21 minutos do argentino, mas com os aros das rodas a descoberto...

Giniel de Villiers foi o terceiro, a quatro minutos e 38 segundos do vencedor, enquanto que a cerca de um minuto e meio depois, apareceu Stephane Peterhansel. 

Na geral, está tudo decidido: Roma é o vencedor, Peterhansel é o segundo, enquanto que Nasser al Attiyah é o terceiro, a mais de 55 minutos da liderança, ameaçado agora por Orlando Terranova, que não está muito longe.

Amanhã, o Dakar sai de El Salvador para chegar a La Serena, no Chile, com 350 quilómetros cronometrados.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa 10 (Iquique - Antofagasta)

A etapa de hoje do Dakar, corrida em território chileno, mais concretamente entre Iquique e Antofagasta, ficou marcada pelo abandono do local Jeremias Israel Esquerre, que segundo a Agência EFE, terá embatido num carro de espetadores ao km 114 da especial de hoje. O piloto sofreu vários traumatismos, mas sem muita gravidade.

No final, o melhor foi Joan Barreda Bort, que venceu a etapa com  oito minutos de avanço sobre Hélder Rodrigues, que continua a fazer a sua recuperação no Dakar. Com a queda de Esquerre, é agora o quinto da geral, e aproximou-se dos quatro primeiros. Cyril Després foi o terceiro, a nove minutos e 40 segundos de Barreda, enquanto que Olivier Pain terminou no quarto posto, a onze minutos e onze segundos, menos 15 segundos que Marc Coma, o quinto na etapa.

Foi uma etapa onde sabia que tinha de ir ao ataque, porque as diferenças para quem estava à minha frente e atrás de mim eram pequenas. Nas dunas estive bem, naveguei sem cometer erros e o percurso era bastante interessante. Já no segundo troço, o fesh fesh matou-nos. Mesmo assim consegui imprimir um bom andamento e na parte final o Joan juntou-se a mim. Estou satisfeito com a minha prestação e quero-me manter assim nos próximos dias”, salientou o piloto português à chegada a Antofagasta.

Na geral, Marc Coma têm um avanço de 44 minutos e dez segundos sobre Barreda Bort, enquanto que a diferença para Jordi Villadoms, o terceiro classificado, está em... duas horas e dois minutos. Mas Villadoms têm atrás de si o francês Olivier Pain (a 13 minutos de si) e Hélder Rodrigues, a 19 minutos de Pain.

Nos automóveis, a etapa também ficou marcada pelo acidente e consequente desistência de Carlos Sainz, quando capotou o seu buggy. Ambos sairam com ferimentos ligeiros (foi evacuado para o bivouac por precaução), mas para esta temporada, o rali ficou por ali. Segundo conta no seu Twitter pessoal, tinham saído do percurso porque precisavam de combustível, quando tiveram o acidente.

Na etapa, Stephane Peterhansel continuou com a sua recuperação, com hoje a conseguir recuperar quase dez minutos a Nani Roma (nove minutos e 55 segundos, para ser mais preciso), que foi vitima de um furo e perdeu tempo quando atravessava uma duna. Resultado final: a diferença entre os dois é de... dois minutos e 15 segundos. Muito pouco para um "rally-raid" como o Dakar.

Mas o vencedor da etapa foi outro: o qatari Nasser Al-Attiyah, que com o seu Mini, com uma vantagem de três minutos e 50 segundos sobre Stephane Peterhansel. Nani Roma foi o terceiro, seguindo pelo sul-africano Giniel de Villiers. Orlando Terranova foi o sétimo na etapa, depois de ter perdido meia hora numa duna, mas é o terceiro da geral.

Amanhã, o Dakar sai de Antofagasta e vai para El Salvador, num total de 605 quilómetros cronometrados.  

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa 9 (Calama - Iquique)

A nona etapa do Rali Dakar, já em terras chilenas, ligou as localidades de Calama e Iquique, no total de 422 quilómetros cronometrados, ficou marcado por mais uma vitória de Marc Coma nas motos - e a subida de Hélder Rodrigues na classificação geral - e pelo triunfo de Stephane Peterhansel, ampliando o seu recorde de vitórias, e para os problemas de Carlos Sainz.

Começa-se pelas motos, onde Marc Coma foi o grande vencedor, aumentando a vantagem sobre a concorrência, nomeadamente para Joan Barreda Bort, em um minuto e 41 segundos. Já Cyril Després terminou no terceiro posto, a cinco minutos e 28 segundos de Coma. Juan Pedrero Garcia foi o quarto nesta etapa, enquanto que Hélder Rodrigues foi o sétimo na geral, a onze minutos e 44 segundos, e subiu para o sexto posto da geral. O mais interessante foi o nono colocado, que acabou nas mãos... de uma mulher. A espanhola Lala Sanz, a bordo de uma Honda, terminou a 14 minutos e 34 segundos do vencedor.

Na classificação geral, Coma continua na frente, a 40 minutos e 19 segundos de Barreda Bort, e a uma horta e 38 minutos de Jordi Villadoms. Hélder Rodrigues é agora o sexto, a duas horas e 24 segundos de Coma, mas o quarto classificado (ocupado por Jeremias Israel Esquerre) está a meros... 17 minutos do piloto português.

Nos automóveis, Stephane Peterhansel está em recuperação. Venceu hoje - alargando o seu recorde de vitórias no Dakar para 64 - e a diferença para Nani Roma caiu para meros doze minutos, o que faz com que o piloto espanhol tenha de voltar ao ataque para "estancar a sangria" e segurar a liderança até Santiago do Chile. Roma foi apenas terceiro, já que o segundo classificado foi o qatari Nasser Al-Attiyah. Orlando Terranova foi o quarto, no dia em que Carlos Sainz teve uma avaria no seu buggy, acabando apenas no 26º posto na etapa e caindo bastante na classificação geral.

Na geral, Roma lidera, com Peterhansel a aproximar-se velozmente. Orlando Terranova é o terceiro, a 55 minutos do piloto espanhol, cinco minutos na frente de Nasser al Attiyah, que ascendeu ao quarto posto da geral. Giniel de Villiers é o quinto e o primeiro "não-Mini" na classificação.

O Rally Dakar continua amanhã, com as motos e automóveis a enfrentarem uma longa especial de 631 km entre Iquique e Antofagasta, em terras chilenas.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa 8 (Salta/Uyuni - Calama)

A oitava etapa do Dakar uniu de novo os carros e as motos no mesmo ponto de destino, depois dos primeiros terem andado no dia anterior à volta de Salta, e os segundos terem ido a Salar de Uyuni, fazendo a sua primeira visita à Bolivia.

Nas motos, Cyril Desprès foi finalmente o vencedor de uma etapa do Dakar 2014, ganhando em território boliviano a oitava tirada. O francês liderou sempre ao longo da etapa, acabando por bater Joan Barreda Bort por dois minutos e dez segundos. Marc Coma encerrou o pódio, a dois minutos e 16 segundos de Després e Hélder Rodrigues foi o melhor português em quarto, a seis minutos e 44 segundos do vencedor. O piloto da Honda chegou a andar no primeiro posto nos dois primeiros pontos intermédios, mas na restante tirada caiu para o quarto posto. Mário Patrão, outro português presente, acabou no 16º posto na etapa, a 22 minutos e 14 segundos do vencedor.

Na geral, Coma comanda, com mais de 38 minutos de vantagem sobre sobre Barreda Bort, e uma hora e 27 minutos sobre Jordi Villadoms. Hélder Rodrigues é o oitavo, a duas horas e doze minutos, mas têm Després no seu encalço, a pouco mais de seis minutos, enquanto que a diferença que ele têm para o sétimo posto, ocupado pelo polaco Kuba Przygonski, é de seis minutos.

Nos automóveis, também foi o dia de estreia em termos de vencedores neste rali: trata-se do qatari Nasser Al Attiyah, que venceu a etapa em menos de três horas, com cerca de um minuto e doze segundos de avanço sobre Stephane Peterhansel. Em terceiro, chegou Carlos Sainz, a dois minutos e 36 segundos. Orlando Terranova foi o quarto e Nani Roma, o líder da geral, chegou ao final da etapa no sexto posto.

Na geral, Roma lidera com um avanço de 23 minutos sobre Stephane Peterhansel, com o sul-africano Giniel de Villiers no terceiro posto, a 48 minutos do primeiro posto. A próxima etapa é em terras chilenas, entre Calama e Iquique. 

domingo, 12 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa 7 (Salta - Salta/Uyuni)

Depois de um dia de descanso, na cidade argentina de Salta, máquinas e pilotos decidiram ir hoje por caminhos diferentes. Se no caso dos automóveis, a etapa de hoje é à volta da cidade argentina, com 533 quilómetros cronometrados, para as motos, teriam de fazer 409 quilómetros para visitarem a Bolivia e passar pelo Salar de Uyuni, um dos lugares míticos do deserto de Atacama, onde o Dakar faz a sua estreia nesse país sul-americano, depois de uma passagem pelo Peru, em 2012 e 2013. Contudo, o mau tempo que se fez nessa zona fizeram com que a partida se transferisse para aquele onde seria o terceiro "checkpoint" da etapa.

Entretanto, antes de começar esta etapa, a organização do Dakar decidiu penalizar o argentino Orlando Terranova em 15 minutos devido a um acontecimento ocorrido na sexta etapa. Aparentemente, o Mini destruiu a moto do colombiano Juan Sebastian Toro na passagem de uma duna, algo que Terranova não viu. O "motard" queixou-se do assunto à organização, e depois de vistas as imagens do acidente, declarou que ele tinha razão. Resultado final, o argentino - navegado pelo português Paulo Fiuza - caiu do segundo para o quarto posto da geral, agora a 45 minutos do líder, Nani Roma.

Nas motos, nessa etapa encurtada, o melhor foi o espanhol Joan Barreda Bort, quatro minutos e três segundos na frente do seu compatriota Marc Coma. A cinco minutos e 35 segundos do vencedor, apareceu Cyril Després. Pedrero Garcia foi o quarto na etapa.

Quanto aos portugueses, este foi um bom dia. Hélder Rodrigues terminou no sétimo posto, enquanto que Mário Patrão foi o oitavo, o seu melhor resultado de sempre numa etapa do Dakar.

Foi fantástico! Estou muito contente porque felizmente começam a vir os bons momentos depois de um Dakar que tem sido tão difícil e com tantos contratempos. Estar ao longo de todo o dia em luta com os melhores pilotos desta prova é sem dúvida muito importante para a minha motivação, sei que não temos as mesmas condições, eu trago a minha mota de casa, feita por mim, por isso chegar ao fim e ver que prova capacidades para estar nos lugares da frente é um grande orgulho”, contou o piloto de Seia.

Na geral, Coma está na frente da classificação, mas Barreda Bort é o segundo classificado. 

Nos automóveis, Carlos Sainz foi o melhor na etapa, na frente dos Mini de Nasser Al Attiyah e de Stephane Peterhansel. A diferença entre os dois primeiros foi de quatro minutos e 45 segundos, com Peterhansel a chegar a meta com uma diferença de sete minutos e 26 segundos sobre o piloto espanhol. Na geral, Nani Roma - que foi quarto, a nove minutos de Sainz - continua a ser líder, com Stephane Peterhansel a ser o segundo, a 31 minutos. O sul-africano Giniel de Villiers é o terceiro, a 48 minutos, mas Orlando Terranova não está muito longe, no quarto posto, a 54 minutos do líder.

Amanhã, o Dakar entra em terras chilenas, com as motos e os carros a reencontrarem-se na localidade de Calama, após as motos fazerem 462 quilómetros, e os carros e camiões, 302.