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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Dakar 2017: Etapa 10, Chilecito - San Juan

A etapa de hoje, que ligou as localidades de Chilecito e San Juan, no total de 751 quilómetros, 449 dos quais cronometrados e divididos por dois troços, aconteceu sem grandes problemas, depois da etapa do dia anterior ter sido cancelada devido ao mau tempo que se tem feito na região de Salta, causando deslizes de terras e diversas inundações.

Nos automóveis, Sebastien Loeb foi o grande vencedor, conseguindo superar o seu companheiro de equipa Cyril Després em dois minutos e 33 segundos. Stephane Peterhansel foi o terceiro melhor na etapa, mas viu Loeb a afastar-se cada vez mais no primeiro lugar, perdendo seis minutos e 45 segundos no troço, muitos deles devido à colisão com o motard esloveno Simon Maric, que teve de abandonar no local, devido aos estragos na sua mota.

Quem perdeu muito tempo foi Mikko Hirvonen, que se atrasou em cerca de uma hora e provavelmente, comprometeu as suas aspirações a um bom lugar final. 

Na geral, Loeb lidera com oito minutos e 23 segundos de vantagem sobre Peterhansel, enquanto que Després é terceiro, a 19 minutos e 50 segundos.

Nas motos, o grande vencedor foi Michael Metge, que relegou para a segunda posição o seu companheiro de equipa Joan Barreda Bort. Ambos ficaram separados por meros 55 segundos. O eslovaco Stevan Svitko foi o terceiro, a um minuto e 19 segundos. Contudo, ele chegou tão exausto à meta que acabou por ser evacuado para o hospital.

Pior ficou o chileno Pablo Quintanilla, que acabou por abandonar, vitima de uma queda que resultou num traumatismo craniano, logo, foi evacuado para o hospital, para ver a gravidade dos seus ferimentos, pois perdeu a consciência.

Esta foi a etapa mais difícil fisicamente  deste Dakar. Foi um dia muito longo e foi preciso manter-me focado quando me perdi na fase inicial da etapa. Eu estava com o Michael Metge e ele acabou por me ajudar”, começou a dizer o piloto espanhol.

A segunda parte da especial foi rápida mas bastante complicada fisicamente, parecia a Baja da Califórnia, com muitos saltos. Foi realmente uma das etapas mais difíceis. Tivemos que manter a calma e atacar até ao fim. Agora não tenho nada a perder, lamentável é a penalização que surgiu numa altura em que estava a andar bem e a fazer bons resultados nas etapas, mas até ao final vou dar o meu melhor”, concluiu.

O português Helder Rodrigues foi o sexto, na frente de Paulo Gonçalves, sétimo, a nove minutos e 38 segundos de Metge. Sam Sunderland, o líder da geral, perdeu 18 minutos nesta etapa,

Eu estou feliz por ter chegado ao fim de um dia bastante complicado em matéria de navegação. Quando estamos na frente é difícil manter o foco. Eu não cometi erros antes do primeiro reabastecimento. Havia dois pilotos quando cheguei e percebi que não tinha perdido muito tempo e nessa altura fiquei mais calmo”, sublinhou Sunderland, o líder da categoria.

Amanhã, o Dakar prossegue em terras argentinas, entre San Juan e Rio Cuarto, a penúltima etapa da competição, que vai ter 754 quilómetros, 288 dos quais em troços cronometrados.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Youtube Video Presentation: o regresso da Peugeot ao Dakar

Como sabem, a Peugeot anunciou hoje o seu regresso ao Dakar, 25 anos depois da sua última vitória, ainda em terras africanas. Para acompanhar o anuncio oficial, a marca do leão fez este video, onde apresenta o seu palmarés no mais importante "rally-raid" do mundo, bem como entrevistas aos pilotos que estarão nesta nova aventura: Carlos Sainz e Cyril Després, bem como Bruno Famin, o diretor da Peugeot Sport. 

Noticias: Peugeot regressa ao Dakar

Depois de algumas semanas de especulação, a Peugeot anunciou hoje que irá regressar ao Dakar a partir da temporada de 2015, com três pilotos a seu lado: o espanhol Carlos Sainz e os franceses Stephane Peterhansel e Cyril Després, que aos 39 anos de idade, decide trocas as duas pelas quatro rodas. O modelo será o 2008 DKR, baseado no Peugeot 208.

Inevitavelmente, a decisão lembra um período particularmente bem sucedido na historia da equipe francesa, que deixou uma marca indelével no Dakar ao vencer a lendária competição por quatro anos, de 1987 a 1990, primeiro com o 205 T16 Grand Raid, depois com o igualmente icônico 405 T16 Grand Raid”, disse a Peugeot no seu comunicado oficial.

O regresso acontecerá depois de 25 anos de ausência da mítica prova de todo o terreno, depois de ter começado a participar de forma oficial em 1987, com o modelo 205, baseado no usado nos ralis. Com pilotos como os finlandeses Ari Vatanen e Juha Kankkunen ao volante, a equipa venceu logo de inicio, e lá ficou até 1989, sendo vencedora em todas as edições em que participou.

Calos Sainz, o veterano dos ralis e vencedor do Dakar em 2010 - mas nunca correu com eles no seu tempo do WRC - comentou sobre o convite para correr pela marca do leão: “No passado, eu muitas vezes competi contra a Peugeot e eu sei que são muito apaixonados pelo automobilismo. Também sei que quando eles decidem um programa, eles dão tudo por tudo. Levando em conta o quanto eu amo o Dakar, foi muito difícil resistir quando eles me chamaram para fazer parte da equipa deles”, comentou.

Já Cyril Després afirma que a mudança das duas para as quatro rodas foi um processo natural, que surgiu de fomra séria após a realização do último Dakar, em janeiro. “Quando você faz o Dakar de moto, você pode passar 10 horas por dia sozinho, então você tem muito tempo para refletir sobre as coisas”, começou por comentar.

De fato, essa ideia surgiu durante o Dakar em janeiro, aí a Peugeot apareceu com essa oportunidade incrível. Pesei os prós e contras, [e isto] é um sonho se tornando realidade e o início de uma nova vida”, completou.

O novo carro deverá entrar imediatamente em testes, nas dunas de Marrocos, e a marca prevê que participará em alguns rally-raids ainda este ano, antes de se estrear no Dakar de 2015. 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa final (La Serena - Valparaiso)

O Dakar poderá terminar apenas amanhã, mas foi esta tarde que terminaram as etapas competitivas, neste caso entre La Serena e Valparaiso, no Chile. E no duelo entre os automóveis, o vencedor acabou por ser Nani Roma, que depois de Stephane Peterhansel ter quebrado ontem a disciplina e termos de chegada, decidiu hoje obedecer às ordens e deixar que o piloto espanhol fosse o vencedor deste Dakar, dez anos depois de ver vencido nas motos.

Esta chegada "ensaiada" chegou a merecer criticas por parte do organizador do Dakar, Ettienne Lavigne, mas no final, ambos os contendores falavam sem ressentimentos: “Foi uma corrida muito dura, muita tensão nestes últimos dias, mas aqui estamos a desfrutar da merecida vitória.” disse Nani Roma. 

Para um conformado - mas não um derrotado - Peterhansel, “o objetivo não era terminar segundo, mas estou contente pelo Nani. Ele merece! Foi um rali muito difícil, houve muita pressão, não foi fácil. Somos amigos há muito, não há qualquer problema entre nós. Agora vou descansar e pensar no que vou fazer no futuro”, disse.

Já nas motos, foi a vez de Marc Coma a comemorar a vitória no Dakar, com uma dobradinha com Jordi Villadoms, e a dedicá-la a Kurt Caselli, morto em novembro durante a Baja 1000. Para o espanhol, foi um triunfo que se baseou “em muito esforço, muito trabalho, muito sacrifício e o segredo da vitória foi sobretudo não cometer erros importantes”, revelou no final da chega a Valparaiso.

Villadoms foi segundo e o unico que ficou a menos de duas horas de Coma, Com Olivier Pain a ser o terceiro classificado, na frente de Cyril Després e Hélder Rodrigues, que com a queda de Joan Barreda Bort, tornou-se no melhor piloto da Honda na geral deste Dakar, e de uma certa maneira, foi o sobrevivente de uma armada portuguesa que prometia muito, mas que foi dizimada pela dureza das primeiras etapas, com as quedas de Bianchi Prata e Paulo Gonçalves, este último de forma dramática.

O Dakar de 2014 termina amanhã com a consagração em Santiago do Chile, e em 2015 há mais, na Argentina. 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa 11 (El Salvador - La Serena)

A etapa de hoje do Dakar, entre El Salvador e La Serena, em paragens chilenas, causou mossa... e polémica entre os automóveis, pois parece que Stephane Peterhansel mandou as ordens de equipa para o ar e decidiu partir para o ataque, vencendo a etapa e retirando a liderança a Nani Roma, seu companheiro da Mini. Como dizem os brasileiros, "ele chutou o balde". Resultado final: a diferença entre os dois primeiros é de... 26 segundos, o que é milimétrico em termos de um "rally-raid" enorme como é o Dakar.

Veremos como vai ser amanhã, mas parece que o francês de 48 anos poderá ter mandado as ordens para o ar porque em 2015 vai para outro lado. Murmura-se a palavra "Peugeot" no "bivouac" do Dakar...

Na etapa, vencida por ele, conseguiu abrir uma vantagem de cinco munitos e 58 segundos para Roma, mas este último não foi o segundo classificado. Esse lugar foi para Nasser al Attiyah, que acabou a etapa a três minutos e 36 segundos atrás de Peterhansel. O quarto foi Giniel de Villiers, a menos de cinco minutos de Nani Roma.

A geral, com os dois primeiros, Nasser Al Attiyah acompanha-os no pódio, mas a mais de 54 minutos. Giniel de Villers é o quarto, a uma hora e 21 minutos da liderança.

Nas motos, o dia foi para Cyril Després, onde Joan Barreda Bort, segundo classificado à entrada desta etapa, sofreu um acidente e destruiu a sua moto. Acabou a etapa, mas o atraso foi de mais de duas horas sobre o vencedor, caindo para o sétimo posto da classificação geral. Apesar da vitória na etapa, Després trocou o motor, perdendo 15 minutos devido à penalização, mas isso não o impediu de subir de sexto para o quarto posto da geral, pois ultrapassou Hélder Rodrigues, que foi quarto na etapa.

Quanto a Marc Coma, conseguiu controlar Després e acabou dois minutos atrás dele, sendo o segundo na etapa. Olivier Pain completou o pódio.

Na geral, Coma têm um avanço de quase... duas horas sobre Jordi Villadoms, enquanto que Olivier Pain é o terceiro, a duas horas e dez segundos, quatro minutos na frente de Cyril Després e dez sobre Hélder Rodrigues.

Amanhã, a caravana do Dakar sai de La Serena e vai para Valparaiso, a última etapa cronometrada deste rali, antes da consagração em Santiago do Chile. 

Dakar 2014 - Etapa 10 (Antofagasta - El Salvador)

Falta pouco para o final do Dakar, e hoje, na etapa que ligou as cidades chilenas de Antofagasta a El Salvador, 605 quilómetros de troços cronometrados ao todo. Mas o assunto do dia foi a decisão da Mini de conceder a vitória a Nani Roma, depois da aproximação de Stephane Peterhansel nos últimos dias ter reduzido a diferença de uma hora para menos de dois minutos.

Nas motos, as coisas são mais pacificas, com Marc Coma a confirmar cada vez mais a sua liderança, vencendo na etapa e a melhorar a sua liderança. Hoje obteve a sua terceira vitória em etapas, ficando a mais de dois minutos e 51 segundos de diferença sobre Cyril Després. Olivier Pain foi o terceiro, a seis minutos e 36 segundos e superando Joan Barreda Bort, que perdeu oito minutos e 33 segundos sobre Coma e acabou no quinto posto. Hélder Rodrigues foi sexto na etapa, a nove minutos e 23 segundos de Coma, e em termos de classificação geral, têm Cyril Després ao seu lado (três segundos apenas!) e prestes a tomar o quinto posto da geral.

Mas o piloto português justificou esta tirada cautelosa devido a uma racha no depósito da sua Honda: “Esta era uma etapa em que apostava em fazer um bom resultado e ganhar terreno aos meus adversários, mas ao km 100 o tanque do lado esquerdo rompeu-se. Tentei reparar primeiro na pista e depois no reabastecimento, mas acabei por ser forçado a gerir o meu andamento numa etapa de mais de 600 quilómetros. Foi um dia difícil, mas não vou baixar os braços e amanhã vou de novo partir com vontade de atacar”.

Assim sendo, na geral, Marc Coma têm um avanço de 53 minutos sobre Barreda Bort, enquanto que Jordi Villadoms é o terceiro, a duas horas e oito minutos. Olivier Pain é o quarto, mas está a apenas nove minutos de Hélder Rodrigues e Cyril Després, logo, o luger pode não estar assegurado.

Nos automóveis, a Mini decidiu, está decidido: será Nani Roma o vencedor do Dakar, apesar da recuperação épica de Stephane Peterhansel ter chegado perigosamente perto do piloto espanhol. Mas o "manager" da Mini, Sven Quandt, decidiu que não haveria mudanças na liderança até Santiago do Chile. Já se esperava isso desde que ontem à tarde chegou a noticia de que Peterhansel se tinha reunido com a direção e tinha saido de lá com cara de "poucos amigos". 

Assim, na etapa, o vencedor foi o argentino Orlando Terranova, com dez minutos de vantagem sobre Nani Roma. O argentino andou toda a etapa à luta com o Mini de Nasser Al Attiyah, mas na parte final, o qatari teve um furo e acabou a etapa a 21 minutos do argentino, mas com os aros das rodas a descoberto...

Giniel de Villiers foi o terceiro, a quatro minutos e 38 segundos do vencedor, enquanto que a cerca de um minuto e meio depois, apareceu Stephane Peterhansel. 

Na geral, está tudo decidido: Roma é o vencedor, Peterhansel é o segundo, enquanto que Nasser al Attiyah é o terceiro, a mais de 55 minutos da liderança, ameaçado agora por Orlando Terranova, que não está muito longe.

Amanhã, o Dakar sai de El Salvador para chegar a La Serena, no Chile, com 350 quilómetros cronometrados.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa 10 (Iquique - Antofagasta)

A etapa de hoje do Dakar, corrida em território chileno, mais concretamente entre Iquique e Antofagasta, ficou marcada pelo abandono do local Jeremias Israel Esquerre, que segundo a Agência EFE, terá embatido num carro de espetadores ao km 114 da especial de hoje. O piloto sofreu vários traumatismos, mas sem muita gravidade.

No final, o melhor foi Joan Barreda Bort, que venceu a etapa com  oito minutos de avanço sobre Hélder Rodrigues, que continua a fazer a sua recuperação no Dakar. Com a queda de Esquerre, é agora o quinto da geral, e aproximou-se dos quatro primeiros. Cyril Després foi o terceiro, a nove minutos e 40 segundos de Barreda, enquanto que Olivier Pain terminou no quarto posto, a onze minutos e onze segundos, menos 15 segundos que Marc Coma, o quinto na etapa.

Foi uma etapa onde sabia que tinha de ir ao ataque, porque as diferenças para quem estava à minha frente e atrás de mim eram pequenas. Nas dunas estive bem, naveguei sem cometer erros e o percurso era bastante interessante. Já no segundo troço, o fesh fesh matou-nos. Mesmo assim consegui imprimir um bom andamento e na parte final o Joan juntou-se a mim. Estou satisfeito com a minha prestação e quero-me manter assim nos próximos dias”, salientou o piloto português à chegada a Antofagasta.

Na geral, Marc Coma têm um avanço de 44 minutos e dez segundos sobre Barreda Bort, enquanto que a diferença para Jordi Villadoms, o terceiro classificado, está em... duas horas e dois minutos. Mas Villadoms têm atrás de si o francês Olivier Pain (a 13 minutos de si) e Hélder Rodrigues, a 19 minutos de Pain.

Nos automóveis, a etapa também ficou marcada pelo acidente e consequente desistência de Carlos Sainz, quando capotou o seu buggy. Ambos sairam com ferimentos ligeiros (foi evacuado para o bivouac por precaução), mas para esta temporada, o rali ficou por ali. Segundo conta no seu Twitter pessoal, tinham saído do percurso porque precisavam de combustível, quando tiveram o acidente.

Na etapa, Stephane Peterhansel continuou com a sua recuperação, com hoje a conseguir recuperar quase dez minutos a Nani Roma (nove minutos e 55 segundos, para ser mais preciso), que foi vitima de um furo e perdeu tempo quando atravessava uma duna. Resultado final: a diferença entre os dois é de... dois minutos e 15 segundos. Muito pouco para um "rally-raid" como o Dakar.

Mas o vencedor da etapa foi outro: o qatari Nasser Al-Attiyah, que com o seu Mini, com uma vantagem de três minutos e 50 segundos sobre Stephane Peterhansel. Nani Roma foi o terceiro, seguindo pelo sul-africano Giniel de Villiers. Orlando Terranova foi o sétimo na etapa, depois de ter perdido meia hora numa duna, mas é o terceiro da geral.

Amanhã, o Dakar sai de Antofagasta e vai para El Salvador, num total de 605 quilómetros cronometrados.  

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa 8 (Salta/Uyuni - Calama)

A oitava etapa do Dakar uniu de novo os carros e as motos no mesmo ponto de destino, depois dos primeiros terem andado no dia anterior à volta de Salta, e os segundos terem ido a Salar de Uyuni, fazendo a sua primeira visita à Bolivia.

Nas motos, Cyril Desprès foi finalmente o vencedor de uma etapa do Dakar 2014, ganhando em território boliviano a oitava tirada. O francês liderou sempre ao longo da etapa, acabando por bater Joan Barreda Bort por dois minutos e dez segundos. Marc Coma encerrou o pódio, a dois minutos e 16 segundos de Després e Hélder Rodrigues foi o melhor português em quarto, a seis minutos e 44 segundos do vencedor. O piloto da Honda chegou a andar no primeiro posto nos dois primeiros pontos intermédios, mas na restante tirada caiu para o quarto posto. Mário Patrão, outro português presente, acabou no 16º posto na etapa, a 22 minutos e 14 segundos do vencedor.

Na geral, Coma comanda, com mais de 38 minutos de vantagem sobre sobre Barreda Bort, e uma hora e 27 minutos sobre Jordi Villadoms. Hélder Rodrigues é o oitavo, a duas horas e doze minutos, mas têm Després no seu encalço, a pouco mais de seis minutos, enquanto que a diferença que ele têm para o sétimo posto, ocupado pelo polaco Kuba Przygonski, é de seis minutos.

Nos automóveis, também foi o dia de estreia em termos de vencedores neste rali: trata-se do qatari Nasser Al Attiyah, que venceu a etapa em menos de três horas, com cerca de um minuto e doze segundos de avanço sobre Stephane Peterhansel. Em terceiro, chegou Carlos Sainz, a dois minutos e 36 segundos. Orlando Terranova foi o quarto e Nani Roma, o líder da geral, chegou ao final da etapa no sexto posto.

Na geral, Roma lidera com um avanço de 23 minutos sobre Stephane Peterhansel, com o sul-africano Giniel de Villiers no terceiro posto, a 48 minutos do primeiro posto. A próxima etapa é em terras chilenas, entre Calama e Iquique. 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Dakar 2014: Etapa 3 - (San Rafael - San Luis)

A terceira etapa do Rally Dakar, que ligou esta tarde as localidades de San Rafael e San Luis, na Argentina, foi complicada para muita gente, que perdeu tempo devido às dificuldades do terreno, muito rochoso, e à altitude, pois passaram perto dos Andes, mais concretamente no Aconcágua, a montanha mais alta, com quase seis mil metros.

Nos motos, as coisas foram más para os portugueses. Sem Rúben Faria, que se despistou e foi evacuado para o hospital mais próximo, e Bianchi Prata, que ficou doente, Helder Rodrigues e Paulo Gonçalves são agora os únicos sobreviventes a poderem rodar nos lugares da frente. Mas o melhor na etapa foi o espanhol Joan Barreda Bort, que teve uma boa etapa e conseguiu bater o Yamaha de Cyril Despres por quatro minutos e 41 segundos, ampliando a sua liderança, acima dos 13 minutos. Marc Coma perdeu quase sete minutos para o espanhol, mas foi o terceiro classificado, na frente de Alain Duclos.

No caso dos portugueses, Hélder Rodrigues teve problemas mecânicos e terminou apenas na 15ª posição da etapa, enquanto que Paulo Gonçalves demorou tempo para assistir Rúben Faria no seu acidente.

À chegada ao parque da assistência, Hélder Rodrigues considerou que a etapa foi “Dificílima. Muito exigente na navegação. Passei por algumas dificuldades, perdi bastantes minutos, mas consegui ultrapassar tudo e chegar aqui. O rali ainda tem muitos quilómetros para disputar”, referiu.

Foi um dia muito mau que comprometeu o meu resultado na prova. Cometi um pequeno erro a seguir outros pilotos, acabámos por descer a montanha e quando vi que era o caminho errado já não conseguia subir para a pista certa. Tentei subir várias vezes, caí muitas vezes a tentar subir e danifiquei bastante a mota, ficando sem road-book e instrumentos de navegação”, começou por explicar Paulo Gonçalves.

Assim que vi o Ruben caído parei de imediato a prova e chamei a assistência médica, ficando com ele até à chegada do helicóptero. Não me pareceu ter nada de grave, já sei que está bem e que vai ter de ficar um ou dois dias internado apenas para observação”, esclareceu.

Nos automóveis, sem Carlos Sousa, os Mini parecem não ter concorrência para a vitória. Mas para Stephane Peterhansel, este foi um dia para esquecer, acabando na 28ª posição na etapa e caindo na classificação geral, a quase meia hora do vencedor. Carlos Sainz também não teve um grande dia, acabando na 18ª posição da geral.

O grande vencedor foi Nani Roma, na frente do polaco Kryzsztof Holowczyc, também em Mini. A diferença entre ambos foi de um minuto e sete segundos. O sul-africano Leroy Poulter foi o terceiro, num Toyota Hilux, a três minutos e 19 segundos do vencedor, na frente de Orlando Terranova, o quarto na etapa, e que com isso subiu para o segundo lugar da geral, nove minutos atrás de Nani Roma.

Amanhã, o Dakar continua por caminhos dificeis, na etapa que liga San Juan a Chilecito, no total de 353 quilómetros cronometrados para as motos, e 657 para os carros.  

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Rali Dakar - Dia 12

O Rali Dakar voltou hoje a terras chilenas, na etapa que ligou Fiambalá, na Argentina, a Copiapó, no Chile, e está agora a duas etapas da sua conclusão, em Santiago. E com Stephane Peterhansel e Cyril Després cada vez mais líderes na corrida, era a vez de outros brilharem. E hoje, os melhores foram Nani Roma e Franz Verhoven, com Rúben Faria a consolidar o segundo lugar na classificação geral.

Nos automóveis, Roma conseguiu bater o Hummer de Robby Gordon por quatro minutos e 18 segundos, enquanto que Giniel de Villiers, no seu Toyota, foi terceiro na frente do lider da corrida, Stéphane Peterhansel, ganhando minuto e meio ao francês na geral. Quanto a Carlos Sousa, foram sétimos na etapa, mantendo-se no sexto lugar da classificação geral, não muito longe do quinto, o BMW de Orlando Terranova.

Nas motos, a diferença entre Rúben Faria e a vitória na etapa foi de um minuto e 38 segundos, ele que foi batido pelo holandês Franz Verhoven. Joan Barreda-Bort foi o terceiro, com Hélder Rodrigues a ser o quinto e a subir ao nono posto da geral. Paulo Gonçalves foi o décimo, sendo agora o 12º na geral.

Amanhã, o Dakar cumpre a penultima etapa, entre Copiapó e La Serena, num total de 735 quilómetros, 431 dos quais em especial cronometrada.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 11

A etapa de hoje do rali Dakar, entre as localidades argentinas de La Rioja e Fiambalá, foi tudo menos calma, pois o tempo não colaborou muito. Fortes chuvas fizeram aumentar os caudais dos rios, e se as motos não tiveram muitas dificuldades em terminar a etapa, nos automóveis, o caudal dos rios não permitiu que a etapa fosse mais longe do que o quilómetro 85, após o primeiro checkpoint. Nessa altura, vendo que o caudal dos rios poderia perigar a condução quer dos automóveis, quer dos camiões, a especial terminou por ali.

A organização decidiu que o vencedor tinha sido Robby Gordon, que liderava a etapa até então, mas o mais significativo é que o Mini de Leonid Novitzky teve problemas e ficou pelo caminho. Stephane Peterhansel foi o sexto na etapa e manteve o comando do rali.

Carlos Sousa era o oitavo na etapa quando esta foi interrompida, e com o que aconteceu com o Mini do piloto russo, acabou por subir para o quinto posto da geral. “Fui curiosamente o primeiro a ser informado desta decisão e a seguir diretamente para o acampamento. Uma bela e antecipada prenda de anos”, ironizou o piloto português. 

"Andámos muito bem na areia e passámos sem grandes dificuldades as primeiras dunas. Estávamos muito motivados para o resto da especial, embora também um pouco apreensivos com a temperatura do motor face aos problemas da véspera. Mas o certo é que já vínhamos a ganhar cerca de dois minutos ao [Orlando] Terranova e quatro minutos ao Guerlain Chichérit… Enfim, ninguém pode saber o que esta etapa ainda poderia reservar no final”, concluiu.

Nas motos, o americano Kurt Caselli foi mais uma vez o vencedor de uma etapa, conseguindo superar o Husqvarna de Paulo Gonçalves, enquanto que Cyril Desprès acabou na terceira posição e consolidou a sua liderança na tirada. Ruben Faria teve problemas para encontrar o caminho e foi apenas o décimo classificado, mas manteve o segundo lugar da geral.

"Hoje foi um dia difícil para mim. Perdi-me no início da Etapa, depois o troço tinha muita água e a partir de aí resolvi andar com muita calma pois era fácil errar e perder muito tempo. No final penso que foi a melhor decisão pois apesar do tempo perdido não coloquei em causa a minha prestação e os objetivos da equipa. O resultado de hoje foi excelente para a KTM /Red Bull pois o Cyril ampliou a vantagem para os mais diretos adversários e eu mantive o 2º lugar à geral. Amanhã vamos ter mais uma etapa complicada e até talvez decisiva para o resultado final deste Dakar. Continuo bem fisicamente e a minha KTM continua perfeita.", afirmou.

Hélder Rodrigues teve problemas com a sua moto na parte final da etapa, acabando na 27ª posição e perdendo tempo suficiente para cair na classificação geral, estando agora na nona posição.

Apesar das condições muito difíceis que o percurso de hoje apresentou, devido às fortes chuvadas que caíram, estava a sentir-me muito bem e confiante de que poderia fazer um bom resultado. Passei muito cedo para a frente dos dois pilotos que partiram à minha frente para a especial e que também me precediam na classificação geral. Durante alguns quilómetros eles vieram atrás de mim, mas depois fui-me afastando e o meu objetivo era chegar-me ao grupo a frente, mas infelizmente houve um contratempo que me impediu de o concretizar.”, referiu.

Amanhã, o Dakar despede-se da Argentina e volta ao Chile, subindo os Andes e terminando a etapa em Copiapó, no total de 715 quilometros, 319 dos quais em especiais cronometradas.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 10

O Rali Dakar viveu hoje nova etapa, a décima, desta vez entre Córdoba e La Rioja, numa especial com 636 quilómetros, 357 dos quais contra o cronometro.

Nos automóveis, sem o buggy de Nasser Al-Attiyah, fora de combate neste Dakar, os Mini parece quew não têm grandes opositores, mas hoje, o melhor pertenceu aos da casa. Orlando Terranova, no seu BMW X3, foi o vencedor, ele que tem como navegador o português Paulo Fiuza. A dupla luso-argentina deixou os Mini de Nani Roma e Stéphane Peterhansel a pouco mais de dois minutos, com Giniel de Villiers a cinco minutos do vencedor.

Carlos Sousa não teve um grande dia. Ele foi hoje apenas o 13º na etapa, perdendo 23 minutos para os vencedores da tirada. O piloto português ficou cerca de 15 minutos parado na especial devido a um problema com a correia de ventilação do motor. Por causa disso, Carlos Sousa se viu obrigado a imprimir um ritmo cauteloso até ao final da especial, uma vez a temperatura do motor do Great Wall nunca conseguiu estabilizar em níveis aceitáveis.

Nas motos, Cyril Després recuperou a liderança do rali, agora com um minuto de vantagem sobre Rúben Faria, que foi apenas o oitavo na etapa, obedecendo a ordens de equipa. Mas na etapa, o melhor foi o espanhol Joan Barreda Bort, que venceu a etapa com um minuto e 15 segundos de vantagem sobre Cyril Després.

Quanto a Paulo Gonçalves (Husqvarna) regressou aos bons resultados e foi terceiro na etapa de hoje, com Hélder Rodrigues a ser o nono na etapa e a ascender ao sexto lugar da geral, a 34 minutos de Després.

Fui num ritmo muito calmo sem arriscar nada para garantir que perdia o tempo suficiente para o Cyril passar para a frente mas sempre a controlar os mais diretos adversários pois em principio a equipa KTM / Red Bull vai dar luz verde para que eu, além de ter que cumprir o meu papel de aguadeiro a 100%, possa lutar por um lugar no pódio", começou por referir o motard algarvio no final da tirada.

Vamos ver as ordens nos próximos dias. Perante estes resultados sei que é fácil esquecer-me por vezes de qual o meu papel neste Dakar mas tenho que estar concentrado e continuar a desempenha-lo na perfeição pois só assim é que os objetivos da KTM / Red Bull serão atingidos e se no final existir a possibilidade de conseguir uma boa classificação final melhor ainda. Estou tranquilo e muito forte fisicamente. Não tenho arriscado nada e sei que até final se tiver que andar forte para defender a minha posição vão ter que contar comigo.”, concluiu.

O Dakar continua amanhã, ainda em terras argentinas, entre La Rioja e Fiambalá, no total de 481 quilómetros, 221 dos quais em troços cronometrados. 

Dakar 2013 - Dia 9

Depois de um dia de descanso  na cidade argentina de San Miguel de Tucuman, máquinas e pilotos partiram desta cidade para Córdoba, na etapa mais longa do rali, num total de 593 km cronometrados, num percurso sem areia mas muito técnico, que contava com uma passagem por uma zona de floresta (!), entre outros.

Nas motos, o dia foi ótimo para os Mini e foi para esquecer para Nasser Al Attiyah. Parando por várias vezes ao longo da especial, teve uma mais grave quando faltavam cem quilómetros para a meta, que o fez parar por muito tempo e o fez afundar na classificação geral. Por causa disso, Stephane Peterhansel, que foi o segundo na etapa - atrás de Nani Roma - alargou a sua vantagem para 49 minutos sobre o sul-africano Giniel de Villiers. O russo Leonid Novitsky é o terceiro da geral, e capaz de alcançar o Toyota do piloto sul-africano.

Carlos Sousa teve um grande dia, ao terminar a etapa na sexta posição, mas chegou a andar no terceiro lugar a meio da etapa. Com isto e os problemas sofridos por alguns dos seus concorrentes diretos, o piloto da Great Wall ascendeu ao sexto lugar da geral.

Nas motos, o dia foi marcado pelo acidente de David Casteu, que embateu numa vaca e acabou com o ombro maltratado, perdendo muito tempo e fazendo com que Ruben Faria acabe por ser o maior beneficiado na classificação geral, pois o francês Olivier Pain e o chileno Chaleco Lopez Cotardo também se atrasaram. Mas na etapa, o melhor foi Cyril Després, seguido pelo espanhol Joan Barreda-Bort, enquanto que Faria foi apenas quarto na etapa. Hélder Rodrigues foi o quinto e Paulo Gonçalves o sétimo na etapa.

Assim, na frente está agora Ruben Faria, com Cyril Després na segunda posição, a cinco minutos doi piloto português. O chileno Chaleco Lopez Cotardo é o terceiro, a nove minutos. Quanto a Hélder Rodrigues, deu um pulo na classificação geral, passando para o sétimo posto.

Foi um dia perfeito! O Cyril ganha a Etapa e recupera grande parte do tempo perdido e eu passo a liderar o Dakar! Esta foi a estratégia definida pela equipa KTM / Red Bull e estamos, para já, dentro dos objetivos. Vamos continuar a lutar forte para garantir alguma vantagem sobre os nossos adversários mais diretos pois estamos todos muito juntos e no Dakar tudo pode acontecer. Dedico este resultado a todos os meus patrocinadores, aos meus fãs e à minha família! Um grande abraço e muito obrigado pelo vosso apoio diário!”, afirmou Faria na sua página do Facebook.

Era uma etapa longa, a maior deste rali, muito técnica e muito exigente do ponto de vista físico. Estar muito bem preparado foi uma enorme ajuda e um grande trunfo. Na fase inicial da prova vinha junto com o Cyril mas a ultrapassagem a um dos pilotos que tinham partido à nossa frente tornou-se mais complicada e ele acabou por se ir embora. Continuo a pautar a minha corrida por um andamento rápido, evitando correr riscos. Nas atuais circunstâncias a melhor forma de continuar a progredir na classificação”, referiu.

O Rali Dakar continua amanhã numa etapa entre Córdoba e La Rioja, em terras argentinas.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 8

A etapa anterior ao dia de descanso, em paragens argentinas, entre Salta e San Miguel de Tucuman, ficou marcado pelas fortes chuvas que se fazem sentir na região, que forçaram a encurtar a etapa, cancelando a primeira parte dela. Assim sendo, a organização decidiu que carros, motos e quads efectuariam uma especial de apenas cento e oitenta e quatro quilómetros para chegarem à meta.

Mas se as motos fizeram essa parte, os automóveis tiveram problemas acrescidos. No segundo controlo da etapa, a partir do quilómetro 88, os concorrentes tiveram dificuldades em atravessar um ribeiro que tinha se alargado com as chuvadas do dia. Apenas cinco carros conseguiram passar, razão mais do que suficiente para que no final, a organização decidisse neutralizar o resto da etapa e dar aos pilotos que não conseguiram passar o mesmo tempo que o de Stephane Peterhansel, o último a passar pelo ribeiro em causa. O vencedor foi Guerlain Chicherit, seguido pelo argentino Orlando Terranova e pelo americano Robby Gordon.

Para concorrentes como Carlos Sousa, esta neutralização foi-lhes providencial, já que o carro teve uma avaria no seu motor que o fazia sobreaquecer mais facilmente do que o esperado. Em circunstâncias normais, o piloto português da Great Wall teria provavelmente perdido muito tempo:

Tivemos uma avaria no carro e fomos obrigados a parar várias vezes para conseguir baixar a temperatura do motor. Perdemos algum tempo e esperamos agora resolver o problema em definitivo na assistência. Neste momento, desconhecemos ainda quando tempo estaríamos a perder à chegada a CP2. Em todo o caso, parece certo que esta neutralização terá sido providencial”, afirmou, à chegada a Tucuman.

Nas motos, o encurtamento da etapa fez com que os pilotos da frente se entregassem a um duelo fratricida, com o espanhol Joan Barreda Bort a levar a melhor sobre o eslovaco Ivan Jakes, por quase oito minutos (7:57). David Casteu foi o terceiro, e agora é o novo lider da classificação, na frente do português Bianchi Prata. Ruben Faria foi o 33º na etapa, mas mesmo assim, ascendeu ao terceiro lugar na geral, que poderá ser segundo se a organização contabilizar os 15 minutos de penalização a Després, por ter trocado de motor ontem à noite. Hélder Rodrigues acabou a etapa na décima posição e é o 14º da geral.

Hoje estou um pouco mais tranquilo pois o dia de ontem foi aos limites do stress! O nosso objetivo foi resolver o problema do Cyril e como somos uma grande equipa todos nós trabalhámos com esse objetivo e conseguimos! A recuperação do Cyril hoje fez com que os níveis de confiança voltassem ao normal e foi uma prova de que terão que contar com ele até ao fim deste Dakar, mesmo com a penalização que vai sofrer pela troca do motor.", começou por dizer Rúben Faria.

"Quanto a mim vou continuar a fazer o meu trabalho mas obviamente que não posso deixar de partilhar com todos vocês que o sonho nunca esteve tão próximo… Sei que têm sido dias de ansiedade e expectativa para todos os que me acompanham portanto nada melhor do que partilhar com vocês este resultado. Um grande abraço e Muito Obrigado!”, concluiu o piloto da KTM.

Já Hélder Rodrigues afirma que isto está longe de estar decidido: “Sabia que a etapa de hoje iria ser complicada em termos de navegação e ontem tinha-me resguardado um pouco para hoje poder atacar e melhorar o meu resultado na classificação geral. O facto de ela ter sido encurtada limitou de alguma forma este meu propósito. Agora vamos ter um dia de descanso para preparar a segunda metade de Dakar que ainda está longe de estar decidido”, salientou à chegada a San Miguel de Tucumán o piloto da Honda.

Amanhã, a caravana do Dakar descansa em San Miguel de Tucuman. 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 7

A sétima etapa do Rali Dakar fez sair os concorrentes de Calama, no Chile, para Salta, na Argentina, e numa etapa em alta altitude - na ordem dos 4000 metros, ficou marcada pelo acidente mortal do motard francês Thomas Bourgin, de 25 anos, que foi vitimado pela colisão com um carro da policia chilena, na ligação para a etapa cronometrada. Apesar de assistido de imediato, acabou por não resistir aos ferimentos. Bourgin estava a fazer o seu primeiro Dakar e era o 68º da geral.

Nos automóveis, a etapa foi marcada pelo equilibrio. Stephane Peterhansel, Nasser Al Attiyah e Robby Gordon lutaram pela vitória na etapa, com o francês da Mini a levar a melhor, com dois minutos de diferença para o Buggy do qatari. Guerlain Chicherit foi o segundo na etapa, seguido por Robby Gordon, no seu Hummer. Nasser Al-Attiyah foi o quinto, atrás do argentino Orlando Terranova Carlos Sousa foi o nono na etapa com o seu Great Wall.

Na classificação, Stéphane Peterhansel aumentou ainda mais a margem que detém no comando da prova, ficando agora a três minutos e 14 segundos sobre o buggy de Nasser Al-Attiyah. Giniel de Villiers é o terceiro no seu Toyota, a 44 minutos e três segundos, na frente do russo Leonid Novistkiy, no seu Mini, a 48 minutos e 54 segundos. Carlos Sousa é décimo, a duas horas e sete minutos do líder, mas está a menos de cinco miunutos do oitavo posto.

Nas motos, e apesar desta etapa ficar marcada pela morte de Thomas Bourgin, o melhor foi Kurt Caselli, que venceu na frente do chileno "Chaleco" Lopez Contardo. O líder da prova, Olivier Pain, foi terceiro, a um minuto e um segundo, com o melhor português a ser Rúben Faria, quinto classificado, numa etapa onde Cyril Després teve problemas na sua caixa de velocidade do seu KTM e perdeu cerca de treze minutos. Hélder Rodrigues, no seu Honda, voltou aos maus resultados e foi apenas 19º, enquanto que Paulo Gonçalves foi o 23º a cortar a meta.

A etapa de hoje não tinha qualquer tipo de dificuldade ao nível de navegação, era muito rápida e em pista bem definida. Tentei ser rápido, mas a altitude condicionou o andamento. Para além disso é importante ter sempre em linha de conta que estamos a meio de uma etapa maratona e que portanto me vai caber tratar da mecânica da moto, sem poder contar com o apoio da nossa habitual estrutura de assistência”, salientou à chegada a Salta o piloto da Honda.

Apesar do meu resultado obviamente que não posso estar contente pois com o problema que o Cyril teve tudo vai ser diferente a partir de agora. Hoje foi uma Etapa bastante rápida e de fácil navegação. Tive de parar para ajudar o Cyril mas nada podia fazer e ele deu-me luz verde para arrancar e atacar. A partir desse momento foi sempre a recuperar. Apesar da altitude a minha KTM este perfeita! Grande moto! Um abraço para todos”, disse Ruben Faria no final da etapa.

Na geral, Pain destaca-se, com seis minutos e seis segundos sobre Chaleco Lopez Cotardo, e David Casteu é o terceiro, a seis minutos e 37 segundos do líder. Ruben Faria é agora o quarto, com quase cinco minutos na frente de Cyril Després.

O Rally Dakar continua amanhã entre Salta e San Miguel de Tucuman, na Argentina, em véspera do dia de descanso, num percurso de 779 quilómetros, 491 dos quais em setor cronometrado. 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 5

A etapa de hoje, entre Arequipa, no Peru, e Arica, no Chile, determinou o adeus às pistas peruanas por parte do Rally Dakar, chegando ao Chile e ao deserto do Atacama, a alta altitude, numa etapa extraordinariamente técnica.

Nos automóveis, o vencedor do dia foi Nani Roma, seguido por Stephane Peterhansel, numa dobadinha da Mini nesta etapa. Para o piloto francês, isto significou ganhar tempo - cinco minutos, mais concretamente - a Nasser al Attiyah, que foi sétimo na etapa e agora tem uma diferença de nove minutos e 54 segundos sobre o Mini do piloto francês.

O sul-africano Giniel de Villiers é agora o terceiro na geral, depois de ter sido quarto na etapa, atrás do Hummer de Robby Gordon. Carlos Sainz foi quinto, mas ambos estão muito atrás na classificação geral. Quanto a Carlos Sousa, o português da Great Wall foi o décimo na etapa, fazendo com que se mantivesse na 11ª posição da geral.

Foi uma etapa sem o grau de dificuldade das anteriores e que exigiu apenas alguns cuidados numa zona mais rochosa do percurso. A especial era muito bonita e guiámos sem problemas, muito concentrados e a um ritmo sempre consistente”, resumiu o piloto português à chegada à Arica.

Ainda falta muita corrida e mantém-se tudo em aberto, sendo certo que a passagem pelo Atacama, já a partir de amanhã, reserva sempre muitas surpresas… O carro continua sem problemas e acredito que podemos subir mais alguns lugares na geral até ao dia de descanso. Sem loucuras, mas andando sempre de forma consistente”, prometeu.

Nas motos, David Casteu foi o melhor, seguido de Olivier Pain, ambos em Yamaha. A dobradinha foi suficiente para consolidar a liderança a este último, já que Joan Barreda Bort teve problemas e esteve parado por muito tempo na etapa.

Cyril Després foi o terceiro, estando agora na mesma posição na classificação geral, na frente de Ruben Faria, que na etapa foi apenas 13º. Faria ficou atrás de Helder Rodrigues, que foi oitavo na etapa e ascendeu ao 13º posto da geral, na frente de Paulo Gonçalves, que é o 16º. Bianchi Prata teve problemas e atrasou-se na classificação.

Esta foi uma etapa em que o cenário mudou radicalmente. Foi uma etapa relativamente curta mas com algumas partes bem complicadas. Vim muito tempo atrás do Farres e só na parte final consegui passar para a frente dele e ficar liberto do pó que a sua moto levantava”, salientou Helder Rodrigues à chegada a Arica. 

Hoje foi mais um bom dia para a equipa e principalmente para mim pois subi mais um pouco na geral. A etapa era dura com muito pó, pedras e algumas passagens de ribeiras. Consegui um bom ritmo desde o início, sempre sem arriscar o que me garantiu não perder muito tempo para os primeiros. Continuo muito bem fisicamente e a minha KTM está cada vez melhor. Amanhã voltam outra vez as dunas, o que significa atenção redobrada na navegação. Muito obrigado aos meus patrocinadores e aos meus fãs”, comentou Ruben Faria no final da etapa.

O Rally Dakar voltará amanhã para uma etapa entre Arica a Calama, no Chile, no total de 767 quilómetros, dos quais 454 serão feitos em especial cronometrada, num regresso às dunas. 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - o último dia

A etapa de hoje não era mais do que a consagração dos sobreviventes deste Dakar, pois apenas tinha 29 quilómetros cronometrados entre Pisco e Lima, a capital. E aí confirmou-se a superioridade dos Mini e mais uma vitória de Stephane Peterhsansel, que aos 45 anos tornou-se num dos pilotos mais bem sucedidos na história deste "rally-raid". Depois de seis vitórias nas motos (1991 a 93, 1995, 1997 e 1998), Peterhansel tem agora quatro nos automóveis, depois de 2004 e 2005, 2007 e agora, 2012. 

Foi um Dakar onde Robby Gordon deu nas vistas, pelo melhor e pior, ainda por cima com uma desclassificação pendente de apelo. As vitórias na etapa constrastaram com os seus atrasos e acidentes, para acabar este rali na quinta posição da geral. Nani roma foi o segundo, no seu Mini, enquanto que Giniel de Villiers, no seu Toyota Overdrive, completou o pódio. 

Na etapa de hoje, Robby Gordon foi o melhor, no seu Hummer, seguido pelo Mini de Ricardo Leal dos Santos, que com isto, consolidou o seu oitavo lugar da geral e coroou a sua recuperação no rali. "Estamos a andar muito bem. A nossa adaptação ao Mini All4 Racing foi-se consolidando durante o rali e hoje, que partimos mais aliviados de peso, conseguimos, finalmente, ter uma palavra a dizer, em termos de classificação. Este foi até à data o nosso melhor resultado de sempre numa etapa. Fomos os melhores da armada Mini e só o Hummer que, de acordo com os comissários técnicos não está regulamentar, ficou à nossa frente", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Lima. 

Carlos Sousa chega ao final do Rali Dakar no sétimo lugar do rali, um lugar à frente de Leal dos Santos, mas com o sentimento de dever cumprido, dado que deu à Great Wall a sua melhor classificação de sempre. "Face à juventude deste projeto e às várias condicionantes que envolviam esta participação - como estar parado desde abril e ter testado o carro apenas três dias, em Marrocos -, é evidente que só posso estar muito satisfeito com este resultado. Cumpri a promessa de concluir a prova no top-10 e sei que dei todos os dias o meu melhor ao longo destas duas semanas. Nem sempre foi fácil, porque também tivemos alguns percalços, especialmente nas duas primeiras etapas no Peru, onde acumulámos uma série de problemas e um atraso superior a duas horas. Costumo dizer que no Dakar é habitual ter-se um dia mau... Só que desta vez tivemos dois consecutivos! Com um pouco mais de sorte, acho que poderíamos estar hoje um lugar acima na geral. Mas o Dakar é mesmo assim e o importante é que a equipa está muitíssimo satisfeita com o resultado, que realmente excedeu as melhores expectativas de todos os seus responsáveis", resumiu Carlos Sousa após a consagração na capital peruana. 

"Independentemente do que possa reservar o futuro, sinto que já contribuí para que o desporto mundial ganhasse mais um construtor interessado em investir no automobilismo e em se promover internacionalmente através do Dakar", concluiu o piloto português, que amanhã comemora 46 anos de idade.

Nas motos, Cyril Després venceu o Dakar pela quarta vez na sua carreira, depois das vitórias em 2005, 2007 e 2010. Assim, conseguiu desempatar com Marc Coma, que venceu em 2006, 2009 e 2011. E Helder Rodrigues, pela segunda vez consecutiva, fica com o lugar mais baixo do pódio, igualando o seu melhor lugar de sempre.

E assim foi o Dakar de 2012. Em 2013, há mais. 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - o penúltimo dia

Esta é a penultima etapa do Dakar de 2012, entre Nazca e Pisco, em terras peruanas. Marcadas pelas dunas, foi a etapa onde Stephane Peterhansel confirmou a sua superioridade, ao vencer a etapa, deixando o segundo melhor, o sul-africano Giniel de Villiers, a oito minutos e 29 segundos, conseguindo também com isso garantir quase de forma decisiva o primeiro lugar da classificação geral. Isto se se tiver em conta que Nani Roma, principal adversário de Peterhansel, foi um dos que perdeu tempo na transposição das dunas e está agora a 42 minutos e 57 segundos do comandante.
Leonid Novitskiy, a doze minutos e 55 segundos, foi o terceiro da geral, enquanto que Carlos Sousa esteve hoje em muito boa forma ao ficar a treze minutos e 39 segundos do melhor tempo e à frente do Toyota de Ezequiel Alvarez e do Mini de Ricardo Leal dos Santos. O piloto português voltou a fazer uma boa prestação num dia que se previa difícil e no qual teve de prestar auxilio a Nani Roma quando este 'atascou' nas dunas. Ele gastou mais quinze minutos e quatro segundos do que Peterhansel e conseguiu ficar à frente de Roma, que perdeu hoje 22 minutos e 57 segundos.

"Foi uma etapa que nos correu muito bem. Conseguimos evitar os grandes 'atascanços' e as nossas paragens foram sempre rápidas. Onde perdemos mais tempo foi na ajuda ao Nani Roma, que estava com o seu MINI numa situação delicada. Tenho pena de não termos conseguido terminar na segunda posição, que seria o nosso melhor resultado de sempre mas, nesta ocasião, a ajuda ao Nani, que estava a lutar pelo segundo lugar à geral, era mais importante", referiu na chegada a Pisco.

Igualmente com um dia para esquecer depois do brilharete de ontem, Robby Gordon perdeu 36 minutos depois de mais uma etapa problemática com alguns 'atascanços', uma 'cambalhota' e um furo à mistura.

Nas motos, este foi o grande dia de Hélder Rodrigues, que a bordo do seu Yamaha, venceu a penúltima etapa do Dakar. O motard português voltou a mostrar a sua boa forma no dia de hoje, vencendo a tirada com 47 segundos de vantagem sobre o francês Cyril Despres, que hoje pode ter dado uma machadada nas aspirações de Marc Coma, pois o motard espanhol teve dificuldades devido a problemas na sua caixa de velocidades e um erro de navegação, fazendo perder o comando para Després, agora com onze minutos e três segundos de vantagem para o seu rival.

"Estou muito contente com esta vitória e com o lugar de pódio na classificação geral. Tenho andado rápido, mas todos os dias acontecem pequenas coisas que me têm impedido de lutar pela vitória nas etapas. Hoje tudo correu bem, andei muito depressa, naveguei bem e sem problemas. No reabastecimento percebi que podia ganhar e lutei para que isso acontecesse", referiu o motard da Yamaha ao chegar a Pisco.

Outro catalão, Jordi Viladoms, foi terceiro hoje, a três minutos do português, enquanto Joan Barreda Port foi o quarto melhor. Paulo Gonçalves ficou com o quinto melhor tempo do dia, perdendo apenas cinco minutos e 46 segundos para o seu compatriota e mostrando uma vez mais a sua competitividade, encontrando-se agora no 24º posto da geral. Já Ruben Faria, companheiro de equipa de Despres, foi nono melhor do dia e encontra-se na 12ª posição da Geral. 

Amanhã é a última etapa do Dakar, a da consagração, entre Pisco e Lima, no total de 29 quilómetros.