Mostrar mensagens com a etiqueta Great Wall. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Great Wall. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Youtube Dakar Video: o abandono de Carlos Sousa

De facto, os problemas que o piloto português teve com o Turbo do seu Great Wall o atiraram para fora do Dakar, logo no segundo dia do rali. Parado no quilómetro 33 no percurso da segunda etapa, entre San Luis e San Rafael, teve de fazer o resto devagar, falhando a passagem por dez checkpoints, obrigando a organização a desclassificá-lo por isso.

Na madrugada argentina, Carlos Sousa falou à Autosport portuguesa e contou o que se passou.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Youtube Dakar Rally: Carlos Sousa fala sobre a vitória na etapa

No rescaldo da sua vitória em San Luis, o piloto português da Great Wall, Carlos Sousa, falou à Autosport TV sobre o que foi a etapa e o que esta vitória significa.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Dia 1 (Rosario - San Luis)

O Rali Dakar começou este domingo, em termos competitivos, na cidade argentina de Rosário, com Joan Barreda Bort e Carlos Sousa a serem declarados como os primeiros vencedores deste rali em motos e carros, respectivamente. Nesta etapa de 405 quilómetros (em termos competitivos), em termos de motos, o espanhol da Honda conseguiu superar Marc Coma, da KTM, por apenas 37 segundos. O francês Cyril Després, atual campeão de 2013, terminou na terceira posição, a 1.40 minutos do vencedor.

No caso dos motards portugueses, Paulo Gonçalves chegou ao fim na quinta posição, enquanto que Ruben Faria foi o 12º na etapa, a cinco minutos e 11 segundos. Quanto a Hélder Rodrigues, perdeu mais de nove minutos durante a etapa e chegou na 22ª posição da geral, um lugar atrás de outro português, Mário Patrão. 

O Dakar ainda está a começar. Esta primeira etapa foi de pequena dimensão mas já exigiu elevado nível de concentração. Acordámos muito cedo, ainda estou em fase de adaptação, mas consegui estar muito concentrado e num bom nível ao longo de todo o dia, não perdendo muito tempo para os meus principais adversários que partiram nos lugares da frente”, disse Gonçalves.

"A primeira especial está feita. Não quis arriscar. Muito pó…algumas armadilhas numa especial sinuosa…era um dia onde se podería perder muito e pouco havia a ganhar. Amanhã arranco na 12ª posição face ás primeiras dunas…com calma!", comentou Ruben Faria na sua página de Facebook.

No caso dos automóveis, o piloto da Great Wall foi o melhor, superando em onze segundos o local Orlando Terranova, que corre num Mini 4All Racing. A 47 segundos, no terceiro posto, chegou o qatari Nasser Al-Attiyah, seguido por Nani Roma, também em Mini, a um minuto e 15 segundos. De facto, o feito do piloto português, a bordo de uma Great Wall, superando - pelo menos por hoje - a armada Mini, que toda a gente sabe que é a grande favorita ao título. Carlos Sainz é o quinto, no seu "buggy" SMG.

É fantástico, não estava nada à espera. Correu tudo muito bem, o carro estava fantástico e acabámos por fazer uma especial limpa. Mas confesso que estava longe de imaginar que pudéssemos ganhar! É um resultado que nos abre excelentes perspetivas para o muito que ainda resta neste Dakar, apesar de os nossos objetivos permanecerem intactos. Foi um ótimo e inesperado início, mas há ainda muito Dakar pela frente e vamos continuar focados em lutar por um lugar no top-10 à chegada a Valparaíso, no próximo dia 18 de janeiro. Para já, vamos saborear esta vitória e aproveitar o facto de estarmos na liderança da prova… Não é a primeira vez que isso acontece, mas não deixa de ser significativo consegui-lo com uma equipa chinesa e com um carro que, apesar das suas recentes evoluções, tem já seis anos de idade. É um feito, sem dúvida”, afirmou o piloto português à chegada à sua assistência, em San Luís.

A segunda etapa deste Dakar disputa-se entre as cidades de San Luis e San Rafael, na Argentina, com um total de 724 quilómetros, 359 dos quais serão cronometradas. “A partir de amanhã começa o verdadeiro Dakar, etapa longa, difícil, muito rápida e onde vamos ter as primeiras dunas. Vou continuar ao ataque para me manter em luta pelos lugares do pódio”, referiu Paulo Gonçalves.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Rali Dakar - Dia 12

O Rali Dakar voltou hoje a terras chilenas, na etapa que ligou Fiambalá, na Argentina, a Copiapó, no Chile, e está agora a duas etapas da sua conclusão, em Santiago. E com Stephane Peterhansel e Cyril Després cada vez mais líderes na corrida, era a vez de outros brilharem. E hoje, os melhores foram Nani Roma e Franz Verhoven, com Rúben Faria a consolidar o segundo lugar na classificação geral.

Nos automóveis, Roma conseguiu bater o Hummer de Robby Gordon por quatro minutos e 18 segundos, enquanto que Giniel de Villiers, no seu Toyota, foi terceiro na frente do lider da corrida, Stéphane Peterhansel, ganhando minuto e meio ao francês na geral. Quanto a Carlos Sousa, foram sétimos na etapa, mantendo-se no sexto lugar da classificação geral, não muito longe do quinto, o BMW de Orlando Terranova.

Nas motos, a diferença entre Rúben Faria e a vitória na etapa foi de um minuto e 38 segundos, ele que foi batido pelo holandês Franz Verhoven. Joan Barreda-Bort foi o terceiro, com Hélder Rodrigues a ser o quinto e a subir ao nono posto da geral. Paulo Gonçalves foi o décimo, sendo agora o 12º na geral.

Amanhã, o Dakar cumpre a penultima etapa, entre Copiapó e La Serena, num total de 735 quilómetros, 431 dos quais em especial cronometrada.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 10

O Rali Dakar viveu hoje nova etapa, a décima, desta vez entre Córdoba e La Rioja, numa especial com 636 quilómetros, 357 dos quais contra o cronometro.

Nos automóveis, sem o buggy de Nasser Al-Attiyah, fora de combate neste Dakar, os Mini parece quew não têm grandes opositores, mas hoje, o melhor pertenceu aos da casa. Orlando Terranova, no seu BMW X3, foi o vencedor, ele que tem como navegador o português Paulo Fiuza. A dupla luso-argentina deixou os Mini de Nani Roma e Stéphane Peterhansel a pouco mais de dois minutos, com Giniel de Villiers a cinco minutos do vencedor.

Carlos Sousa não teve um grande dia. Ele foi hoje apenas o 13º na etapa, perdendo 23 minutos para os vencedores da tirada. O piloto português ficou cerca de 15 minutos parado na especial devido a um problema com a correia de ventilação do motor. Por causa disso, Carlos Sousa se viu obrigado a imprimir um ritmo cauteloso até ao final da especial, uma vez a temperatura do motor do Great Wall nunca conseguiu estabilizar em níveis aceitáveis.

Nas motos, Cyril Després recuperou a liderança do rali, agora com um minuto de vantagem sobre Rúben Faria, que foi apenas o oitavo na etapa, obedecendo a ordens de equipa. Mas na etapa, o melhor foi o espanhol Joan Barreda Bort, que venceu a etapa com um minuto e 15 segundos de vantagem sobre Cyril Després.

Quanto a Paulo Gonçalves (Husqvarna) regressou aos bons resultados e foi terceiro na etapa de hoje, com Hélder Rodrigues a ser o nono na etapa e a ascender ao sexto lugar da geral, a 34 minutos de Després.

Fui num ritmo muito calmo sem arriscar nada para garantir que perdia o tempo suficiente para o Cyril passar para a frente mas sempre a controlar os mais diretos adversários pois em principio a equipa KTM / Red Bull vai dar luz verde para que eu, além de ter que cumprir o meu papel de aguadeiro a 100%, possa lutar por um lugar no pódio", começou por referir o motard algarvio no final da tirada.

Vamos ver as ordens nos próximos dias. Perante estes resultados sei que é fácil esquecer-me por vezes de qual o meu papel neste Dakar mas tenho que estar concentrado e continuar a desempenha-lo na perfeição pois só assim é que os objetivos da KTM / Red Bull serão atingidos e se no final existir a possibilidade de conseguir uma boa classificação final melhor ainda. Estou tranquilo e muito forte fisicamente. Não tenho arriscado nada e sei que até final se tiver que andar forte para defender a minha posição vão ter que contar comigo.”, concluiu.

O Dakar continua amanhã, ainda em terras argentinas, entre La Rioja e Fiambalá, no total de 481 quilómetros, 221 dos quais em troços cronometrados. 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 2

Depois de um primeiro dia onde todos cumpriram uma pequena classificativa entre Lima e Pisco, no Peru, máquinas e pilotos tinham hoje um dia complicado numa etapa à volta das dunas que cercam a cidade de Pisco, num percurso de 242 quilómetros. A principio, começavam com terra compactada até às primeiras dunas, a partir do quilómetro 136, e até ao fim da etapa, todos tiveram de as enfrentar. 

Nos carros, Carlos Sainz começou bem, mas acabou por se atrasar bastante e a ceder o comando ao Mini de Stephane Peterhansel, que venceu a etapa com um avanço de 16 minutos sobre o segundo classificado, o sul-africano Giniel de Villiers, no seu Toyota. Um minuto atrás de De Villiers ficou o francês Romain Chabot, no seu buggy. O russo Leonid Novistkiy foi quarto na tirada, no seu Mini, e está na mesma posição da geral, na frente do buggy de Nasser Al-Attiyah, o quinto. Lucio Alvarez, no segundo Toyota, acabou por ser sexto na etapa, à frente do polaco Holowczyc, no MINI da X-Raid. Carlos Sousa acabou por ser nono classificado nesta etapa com o seu Great Wall.

Nas motos, o vencedor foi o espanhol Juan Barreda Bort, no seu Husqvarna, que se transformou no novo comandante do Dakar, a cinco minutos e meio do português Ruben Faria, no seu KTM, e seis minutos e 36 segundos de Juan Pedrero Garcia. David Casteu foi quarto e Cyril Després acabou por ser o quinto. Quanto ao anterior líder, o chileno Lopez Cotardo, perdeu muito tempo e cai para o vigésimo posto da geral.

Foi uma etapa tranquila onde cedo encontrei um bom ritmo. Estou bem fisicamente e a minha KTM está perfeita. Amanhã vou ter que esperar pelo Cyril o que vai condicionar o meu resultado no final do dia mas é para isso que cá estou. Obrigado aos meus patrocinadores e aos meus fãs que diariamente acompanham a minha participação e que me dão motivação e energia para a Etapa seguinte. Agora vou beber um Red Bull e preparar tranquilamente o meu road book para amanhã”, comentou Ruben Faria.

Em relação aos outros portugueses, Hélder Rodrigues, no seu Honda é o 15º da geral - perdendo muito temo devido à falta de gasolina - a 12 minutos e 32 segundos do líder. Paulo Gonçalves é 22º no seu Husqvarna e Pedro Bianchi Prata é 57º.

Estava a fazer a etapa de acordo com o que tinha planeado. Já sabia que na fase inicial iria perder algum tempo nas ultrapassagens, na medida em que havia bastante pó e não queria correr qualquer tipo de risco. Mas depois comecei a ter o terreno mais aberto e a poder andar mais a fundo. Infelizmente, a meia dúzia de quilómetros da chegada, apercebi-me que estava com pouca gasolina e fui forçado a dosear o andamento, para não correr o risco de ficar parado no meio do sector selectivo”, salientou Helder Rodrigues.

Amanhã, maquinas e pilotos sairão de Pisco, rumo a Nazca, numa especial de 343 quilómetros, 243 dos quais numa especial cronometrada.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Dakar: Carlos Sousa admite não ser favorito

A 24 horas do inicio do Dakar 2013, e ao contrário do que acontece nas motos, onde Hélder Rodrigues parece ser um dos favoritos à vitória na categoria, Carlos Sousa admite que com os carros em jogo e a mecânica do seu carro, as suas hipótese de melhorar a sua prestação com o seu jipe Great Wall, onde foi sétimo classificado, são menores, em relação aos Mini e aos "buggys" de Nasser al Attiyah e de Carlos Sainz, por exemplo.

Este ano, admito que será difícil aspirarmos a um resultado mais ambicioso. Se em 2012 superámos as melhores expectativas dos responsáveis da equipa, a verdade é que também colocamos a fasquia muito alta, sobretudo para um construtor que só muito recentemente começou a apostar no Dakar e não tem ainda a experiência ou os meios das principais equipas do pelotão automóvel”, começou por referir Carlos Sousa, que este ano vai fazer dupla com Miguel Ramalho, que até meados de 2012, era o navegador de Armindo Araujo nos ralis:

Sem evoluções no capítulo mecânico, este foi o único upgrade que solicitei à equipa, também porque sempre foi meu desejo formar novamente uma dupla 100 por cento nacional no Dakar”, assume o piloto da marca chinesa.

Quanto aos favoritos à vitória, Carlos Sousa fala que Stephane Peterhansel é o grande favorito, apesar das ameaças dos "buggys" de Nasser Al Atiyah e Carlos Sainz: “Para mim o grande favorito à vitória, mesmo apesar da esperada maior competitividade dos buggys de duas rodas motrizes, em face de um (novo) regulamento que é bastante mais penalizador para os 4X4, desde logo, pela utilização obrigatória de um motor de série”.

A dupla portuguesa falou do acampamento que está situado no bairro de La Magdalena, nos arredores de Lima, local onde se concentram os concorrentes para a partida da edição deste ano: "É uma estrutura imensa e um espetáculo único a cada ano. São milhares e milhares de pessoas que querem ver os carros e os pilotos de perto… É aqui que começamos a sentir verdadeiramente o ambiente da corrida e o espírito muito próprio do Dakar”, observa Carlos Sousa.

O Rally Dakar começa amanhã.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Noticias: Carlos Sousa renova com a Great Wall até 2014

Na mesma altura em que os organizadores do Rali Dakar anunciaram o percurso da mesma no ano que vêm, o português Carlos Sousa, que terminou o Dakar deste ano no sexto lugar com os chineses da Great Wall Haval,  regressava da China com boas noticias: o projeto para 2013 iria continuar, com o piloto português ao volante, e provavelmente com um navegador português.

Apesar dos sinais que ia recebendo indicarem que esse seria o caminho, a verdade é que faltava ouvir dos responsáveis da Great Wall quais eram os planos futuros e de que forma o projeto iria evoluir”, começou por dizer Carlos Sousa. “Estive reunido com o presidente da marca e com o responsável pelo departamento de Motorsport. Mais uma vez, fui muito bem recebido e além dos elogios e felicitações pelo resultado conseguido no último Dakar, ficou assente que prolongaríamos a nossa ligação para o próximo Dakar”, revelou o piloto português.

O prolongamento do contrato do piloto português para a temporada seguinte está de acordo com os objetivos da marca, que quer apostar fortemente para a edição de 2014, com um novo modelo. “É um objetivo a longo prazo e que passa por construir um novo carro de raiz, algo que seria impossível de concretizar já no próximo ano e num tão curto intervalo de tempo”. 

Nesse contexto, “vamos agora apostar em melhorar o carro que levámos ao último Dakar, procurando resolver alguns dos problemas que limitaram a nossa performance, como é o caso, por exemplo, do sobreaquecimento do motor. Pelo menos, teremos agora mais tempo para testar e validar o nosso trabalho, aproveitando também o melhor conhecimento que a equipa tem deste carro”. 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - o último dia

A etapa de hoje não era mais do que a consagração dos sobreviventes deste Dakar, pois apenas tinha 29 quilómetros cronometrados entre Pisco e Lima, a capital. E aí confirmou-se a superioridade dos Mini e mais uma vitória de Stephane Peterhsansel, que aos 45 anos tornou-se num dos pilotos mais bem sucedidos na história deste "rally-raid". Depois de seis vitórias nas motos (1991 a 93, 1995, 1997 e 1998), Peterhansel tem agora quatro nos automóveis, depois de 2004 e 2005, 2007 e agora, 2012. 

Foi um Dakar onde Robby Gordon deu nas vistas, pelo melhor e pior, ainda por cima com uma desclassificação pendente de apelo. As vitórias na etapa constrastaram com os seus atrasos e acidentes, para acabar este rali na quinta posição da geral. Nani roma foi o segundo, no seu Mini, enquanto que Giniel de Villiers, no seu Toyota Overdrive, completou o pódio. 

Na etapa de hoje, Robby Gordon foi o melhor, no seu Hummer, seguido pelo Mini de Ricardo Leal dos Santos, que com isto, consolidou o seu oitavo lugar da geral e coroou a sua recuperação no rali. "Estamos a andar muito bem. A nossa adaptação ao Mini All4 Racing foi-se consolidando durante o rali e hoje, que partimos mais aliviados de peso, conseguimos, finalmente, ter uma palavra a dizer, em termos de classificação. Este foi até à data o nosso melhor resultado de sempre numa etapa. Fomos os melhores da armada Mini e só o Hummer que, de acordo com os comissários técnicos não está regulamentar, ficou à nossa frente", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Lima. 

Carlos Sousa chega ao final do Rali Dakar no sétimo lugar do rali, um lugar à frente de Leal dos Santos, mas com o sentimento de dever cumprido, dado que deu à Great Wall a sua melhor classificação de sempre. "Face à juventude deste projeto e às várias condicionantes que envolviam esta participação - como estar parado desde abril e ter testado o carro apenas três dias, em Marrocos -, é evidente que só posso estar muito satisfeito com este resultado. Cumpri a promessa de concluir a prova no top-10 e sei que dei todos os dias o meu melhor ao longo destas duas semanas. Nem sempre foi fácil, porque também tivemos alguns percalços, especialmente nas duas primeiras etapas no Peru, onde acumulámos uma série de problemas e um atraso superior a duas horas. Costumo dizer que no Dakar é habitual ter-se um dia mau... Só que desta vez tivemos dois consecutivos! Com um pouco mais de sorte, acho que poderíamos estar hoje um lugar acima na geral. Mas o Dakar é mesmo assim e o importante é que a equipa está muitíssimo satisfeita com o resultado, que realmente excedeu as melhores expectativas de todos os seus responsáveis", resumiu Carlos Sousa após a consagração na capital peruana. 

"Independentemente do que possa reservar o futuro, sinto que já contribuí para que o desporto mundial ganhasse mais um construtor interessado em investir no automobilismo e em se promover internacionalmente através do Dakar", concluiu o piloto português, que amanhã comemora 46 anos de idade.

Nas motos, Cyril Després venceu o Dakar pela quarta vez na sua carreira, depois das vitórias em 2005, 2007 e 2010. Assim, conseguiu desempatar com Marc Coma, que venceu em 2006, 2009 e 2011. E Helder Rodrigues, pela segunda vez consecutiva, fica com o lugar mais baixo do pódio, igualando o seu melhor lugar de sempre.

E assim foi o Dakar de 2012. Em 2013, há mais. 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - o penúltimo dia

Esta é a penultima etapa do Dakar de 2012, entre Nazca e Pisco, em terras peruanas. Marcadas pelas dunas, foi a etapa onde Stephane Peterhansel confirmou a sua superioridade, ao vencer a etapa, deixando o segundo melhor, o sul-africano Giniel de Villiers, a oito minutos e 29 segundos, conseguindo também com isso garantir quase de forma decisiva o primeiro lugar da classificação geral. Isto se se tiver em conta que Nani Roma, principal adversário de Peterhansel, foi um dos que perdeu tempo na transposição das dunas e está agora a 42 minutos e 57 segundos do comandante.
Leonid Novitskiy, a doze minutos e 55 segundos, foi o terceiro da geral, enquanto que Carlos Sousa esteve hoje em muito boa forma ao ficar a treze minutos e 39 segundos do melhor tempo e à frente do Toyota de Ezequiel Alvarez e do Mini de Ricardo Leal dos Santos. O piloto português voltou a fazer uma boa prestação num dia que se previa difícil e no qual teve de prestar auxilio a Nani Roma quando este 'atascou' nas dunas. Ele gastou mais quinze minutos e quatro segundos do que Peterhansel e conseguiu ficar à frente de Roma, que perdeu hoje 22 minutos e 57 segundos.

"Foi uma etapa que nos correu muito bem. Conseguimos evitar os grandes 'atascanços' e as nossas paragens foram sempre rápidas. Onde perdemos mais tempo foi na ajuda ao Nani Roma, que estava com o seu MINI numa situação delicada. Tenho pena de não termos conseguido terminar na segunda posição, que seria o nosso melhor resultado de sempre mas, nesta ocasião, a ajuda ao Nani, que estava a lutar pelo segundo lugar à geral, era mais importante", referiu na chegada a Pisco.

Igualmente com um dia para esquecer depois do brilharete de ontem, Robby Gordon perdeu 36 minutos depois de mais uma etapa problemática com alguns 'atascanços', uma 'cambalhota' e um furo à mistura.

Nas motos, este foi o grande dia de Hélder Rodrigues, que a bordo do seu Yamaha, venceu a penúltima etapa do Dakar. O motard português voltou a mostrar a sua boa forma no dia de hoje, vencendo a tirada com 47 segundos de vantagem sobre o francês Cyril Despres, que hoje pode ter dado uma machadada nas aspirações de Marc Coma, pois o motard espanhol teve dificuldades devido a problemas na sua caixa de velocidades e um erro de navegação, fazendo perder o comando para Després, agora com onze minutos e três segundos de vantagem para o seu rival.

"Estou muito contente com esta vitória e com o lugar de pódio na classificação geral. Tenho andado rápido, mas todos os dias acontecem pequenas coisas que me têm impedido de lutar pela vitória nas etapas. Hoje tudo correu bem, andei muito depressa, naveguei bem e sem problemas. No reabastecimento percebi que podia ganhar e lutei para que isso acontecesse", referiu o motard da Yamaha ao chegar a Pisco.

Outro catalão, Jordi Viladoms, foi terceiro hoje, a três minutos do português, enquanto Joan Barreda Port foi o quarto melhor. Paulo Gonçalves ficou com o quinto melhor tempo do dia, perdendo apenas cinco minutos e 46 segundos para o seu compatriota e mostrando uma vez mais a sua competitividade, encontrando-se agora no 24º posto da geral. Já Ruben Faria, companheiro de equipa de Despres, foi nono melhor do dia e encontra-se na 12ª posição da Geral. 

Amanhã é a última etapa do Dakar, a da consagração, entre Pisco e Lima, no total de 29 quilómetros.

Dakar 2012 - Dia 11

A dois dias do final do Dakar, na etapa de hoje entre Arequipa e Nazca, o homem do dia foi Robby Gordon, que fez um "tempo-canhão" com o seu Hummer, ficando a mais de 15 minutos na frente do russo Evgueny Novitsky, o segundo classificado.

Giniel de Villiers (Toyota) ficou em terceiro, mas já a mais de 22 minutos, com o holandês Bernhar Ten Brinke, no seu Mitsubishi, que foi o quarto mais rápido do dia, ficando logo à frente do Mini de Nani Roma, que não capitalizou grandemente com as dificuldades também sentidas pelo líder da geral, Stéphane Peterhansel, que foi sétimo com o seu MINI, perdendo cerca de três minutos para Roma.

Mas Gordon, que passa por contestação devido a irregularidades no motos e que levaram a uma desclassificação inicial, que recorreu e está a ser apreciado, quando chegou ao final da etapa, em Nazca, soltou o verbo: "Hoje provei que os Mini são para meninas, e deixei-os a mais de vinte minutos.", começou por dizer explicitamente para quisesse ouvir.

Depois justificou: "O meu carro é o mesmo do ano passado e o sistema que eu tive no ano transato é o mesmo que foi aprovado pelos Comissários Técnicos. Não há qualquer entrada de ar adicional e pelos vistos mudaram de ideias! Estou completamente lixado com o Stéphane e com o Nani que questionaram a minha honestidade, dizendo que eu sou um trapaceiro. Mas hoje dei-lhes um pontapé no c*.", referiu Robby Gordon. 

Quanto aos pilotos nacionais, o piloto do Mini X-Raid, Ricardo Leal dos Santos ficou na 9ªposição. "Os carros que abriam a pista e onde nós estamos incluídos, foram desta vez traídos pelo facto de as motos terem optado por um traçado entre dunas que não era nada favorável aos automóveis. Numa zona de dunas pouco espaçadas entre si, foi difícil progredir sem atascar ou cair em buracos. Se juntarmos a isso uma tempestade de areia que nos limitou a visibilidade, é obvio que o dia foi muito complicado", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Nazca.

Carlos Sousa ficou imediatamente a seguir, na 10ªposição, com o piloto da Great Wall a ter de abrandar o seu ritmo devido a problemas físicos sofridos pelo seu navegador, Jean-Pierre Garcin. "Começámos muito bem a etapa, mas depois tive que mesmo que levantar o pé porque o Jean-Pierre começou a sentir-se muito mal, queixando-se de fortes dores no pescoço e na cabeça, ainda devido às mazelas do choque de ontem na duna. Por momentos, cheguei a pensar que teríamos que desistir, mas lá conseguimos continuar, embora a um ritmo bem mais lento que na primeira parte da especial", começou por contar Carlos Sousa à chegada ao acampamento de Nazca.

"Sem notas, acabei por errar um cruzamento e fazer mais 7 km para a frente e para trás, o suficiente para chegar às dunas já depois dos primeiros camiões e quando a areia já estava muito destruída. Enfim, mais um dia para esquecer e que só acabará agora no hospital, onde o Jean-Pierre vai ser examinado pelos médicos para saber se poderá continuar em prova", concluiu o piloto da Great Wall.

Nas motos, continua o deuelo "Després versus Coma", imune ao mau tempo. O espanhol venceu hoje e voltou ao comando da prova, agora a um minuto e 35 segundos a Cyril Després, numa classificativa onde ele foi sempre um dos mais rápidos, conseguindo um ritmo elevando. No final da etapa, que ganhou, deixou o francês a três minutos e 57 segundos e recuperou a liderança. Outro espanhol, Joan Barreda Port, aos comandos da sua Husqvarna, ficou no segundo lugar, a dois minutos e 43 segundos de Marc Coma, enquanto Jordi Villadoms, na sua KTM, foi o terceiro melhor, a três minutos e dez segundos. 

Cyril Despres foi o quarto melhor de hoje, ficando à frente de Paulo Gonçalves, que perdeu cinco minutos e 25 segundos aos comandos da sua Husqvarna, mas continua a tentar recuperar posições após a sua penalização de seis horas que arruinou a sua corrida. Ruben Faria, no seu KTM, foi o sexto no dia de hoje, perdendo sete minutos e 25 segundos, mas também recupera em relação ao dia de ontem. Hélder Rodrigues, na sua Yamaha, foi o sétimo melhor hoje, perdendo sete minutos e 31 segundos para o vencedor. Ainda assim, o seu lugar no pódio permanece seguro, já que Villadoms está a mais de 25 minutos de Rodrigues, ao passo que o português está já a uma hora, 13 minutos e 49 segundos do líder da prova.

Amanhã, motos, carros e camiões farãso a etapa entre Nazca e Pisco, no total de 375 quilómetros, 275 dos quais em especial cronometrada. E o Dakar está a chegar ao fim, com nada ainda decidido.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 10

A 11ª etapa do Rali Dakar, que colocou máquinas e pilotos no Peru, na etapa que ligou Arica, a localidade mais a norte do Chile, a Arequipa, já em terras peruanas. 

E esta foi uma etapa onde Stéphane Peterhansel demonstrou que está cada vez mais perto de vencer o Dakar 2012, já que hoje venceu a 11ª etapa, três minutos e 44 segundos na frente de seu companheiro de equipa, Nani Roma, segundo na tirada e na geral, agora a 22 minutos e 49 segundos do piloto francês Aliás, esta foi um 1-2-3 da Mini, já que Ricardo Leal dos Santos foi o terceiro classificado, a oito minutos e 56 segundos de Peterhansel. 

No final da etapa, o piloto francês explicou como foi o seu dia: "Não andámos nos nossos limites mas também não tivemos quaisquer problemas técnicos ou de navegação. Foi uma boa especial mas não muito divertida por causa do'fesh-fesh'. Não tínhamos muita visibilidade devido ao vento que trazia muito lixo. Neste momento tenho cerca de 20 minutos de vantagem para o Nani, mas temos duas etapas longas e difíceis pela frente. Vamos ver o que acontece. De todas as vezes que venci o Dakar nos carros sempre tive um companheiro de equipa a pressionar-me", referiu. 

Nani Roma deu o seu melhor numa etapa que considerou bastante dura: "Foi uma especial muito exigente mas que acabou por correr bem com um ou outro pequeno percalço. Estou na segunda posição e vou dar o meu melhor nas etapas que restam. Tudo pode acontecer numa prova deste género", declarou. 

Ricardo Leal dos Santos, como já foi dito, foi terceiro na frente do Toyota de Giniel de Villiers, que poderá ascender ao lugar mais baixo do pódio provisório. Este resultado tinha-o deixado bastante feliz, pois assim colocava-o do "top ten" :"Foi das etapas mais difíceis que fiz em Dakars mas também das mais espectaculares. Passámos por um sem número de peripécias mas no final correu tudo bem. Estou muito contente pelo resultado mas sobretudo por já estar no "top ten". Vamos ver se conseguimos subir ainda mais posições nas etapas que faltam", concluiu o piloto português. 

Quem também não teve um dia bom é Carlos Sousa, que perdeu mais de hora e meia devido a uma aterragem mais violenta à saída de uma duna, que danificou a frente do seu Great Wall Haval. Por causa disso, teve de esperar pelo seu companheiro de equipa para que ele prestasse a devida assistência. No final da etapa, tinha baixado para o sétimo posto da geral, embora esteja a meros onze minutos do sexto lugar. 

"Tínhamos percorrido já cerca de uma centena de quilómetros na primeira parte especial quando fomos surpreendidos por uma daquelas dunas cortadas tão típicas do deserto do Sahara. Como vínhamos depressa, já não conseguimos parar a tempo e aterrámos de forma algo violenta com a frente do carro. Encravados entre duas dunas e sem podermos recorrer aos macacos hidráulicos que terão ficados danificados com a força do embate, restou-nos esperar pelo carro do Zhou (Yong) que nos ajudou a retirar o carro daquele local... Perdemos muito tempo, mas pelo menos conseguimos continuar em prova e limitar prejuízos maiores em termos de classificação geral", explicou à chegada a Arequipa. 

Nas motos, depois de ontem a diferença entre os dois primeiros ter caído para meros 21 segundos, Cyril Despres esteve hoje ligeiramente superior e venceu a tirada com um minuto e 39 segundos de vantagem sobre Gérard Farres Guell, também em KTM, ao passo que Marc Coma foi o terceiro, a dois minutos e um segundo. 

Na geral, Despres conseguiu assim voltar a esticar a sua vantagem, dispondo de dois minutos e 22 segundos de avanço sobre Marc Coma. Johnny Aubert foi o quarto mais veloz do dia, logo na frente de Joan Barreda

Quanto aos motards lusos, Hélder Rodrigues teve hoje um dia menos positivo ao fazer o nono tempo, a sete minutos e 44 sergundos de Despres, embora tenha mantido o terceiro lugar na geral tanto mais que Jordi Villadoms, que é quarto na geral, apenas lhe ganhou cerca de dois minutos. Na geral, e se dúvidas existissem em relação à luta pelo triunfo, o português está agora a uma hora, oito minutos e 40 segundos. No final da especial o piloto português salientou que "perdi algum tempo na passagem pelo primeiro dos dois rios que havia para atravessar nesta etapa. Depois fiz uma gestão cautelosa do meu andamento, porque esta noite não vamos ter assistência e era importante poupar a moto e os pneus para o dia de manhã". 

Quanto a Paulo Gonçalves, depois da sua penalização de seis horas - por ter recebido assistência exterior -, efetuou o 14º tempo, tendo necessitado de mais dezoito minutos e 35 segundos para cumprir a etapa de hoje. 

A 12ª etapa ligará amanhã Arequipa a Nasca, em terras peruanas, e terá uma extensão de 686 quilómetros, 246 contra o cronómetro.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 9

O Dakar de hoje pode ter chegado a um momento decisivo em termos de vitória, pois no último dia em que motos, carros e camiões competem em solo chileno, não só Nani Roma venceu a etapa, como o seu companheiro da Mini, Stephane Peterhansel consolidou a sua liderança. Para melhorar as coisas, os organizadores decidiram desclassificar o Hummer de Robby Gordon devido a irregularidades técnicas detetadas no seu motor. Contudo, o piloto americano apresentou recurso e até que saia o resultado, Gordon continua em prova, mas hoje teve uma paragem e desceu à terceira posição da geral.

Numa dura etapa típica de Dakar, o português Carlos Sousa subiu hoje à sexta posição da geral, embora tenha hoje perdido 43 minutos para Nani Roma, 15 dos quais devido a um erro de navegação. Mas esta foi uma etapa marcada pela paragem do polaco Krysztof Holowzcic, que a meio da etapa já tinha caído para a sétima posição não surgindo sequer na classificação até este momento. "É um resultado fantástico e que tudo faremos para segurar até final. Mas faltam ainda cinco dias e nesta altura da prova as mecânicas já se começam a ressentir e qualquer pequeno problema pode resultar num grande atraso", avisou.

Ricardo Leal dos Santos, o outro português nos lugares da frente, foi hoje o melhor português em prova, ao obter o sexto tempo na etapa subindo ao 11º lugar (provisório) da geral. "Correu tudo bem até á zona das dunas. Aí, para evitar um motard, o nosso Mini ficou preso na areia. Quando utilizávamos o macaco hidráulico para sair dessa situação, ele rebentou e com isso os circuitos de óleo ficaram danificados. Conseguimos subir o macaco, mas tivemos de fazer 130 km sem direcção assistida, o que foi complicado nalgumas zonas", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Arica.

Nas motos, a luta entre Cyril Després e Marc Coma está verdadeiramente ao rubro neste Dakar, com o piloto espanhol a ganhar hoje mais dois minutos e 17 segundos ao seu rival e a reduzir a vantagem do francês para escassos... 21 segundos! Após dez etapas num rally-raid tão duro como o Dakar, é obra! 

O dia de hoje fica marcado pela primeira vitória do jovem espanhol Joan Barreda Bort, que confirmou o seu potencial aos comandos da Husqvarna oficial, tendo deixado Coma a um minuto e 32 segudos, e Despres a três minutos e 39 segundos. Quanto a Hélder Rodrigues, esteve novamente em bom plano, terminando com o quarto registo do dia, a quatro minutos e 41 segundos de Barreda. No final da especial o piloto português salientou que "fiz a etapa quase sempre sozinho. De início o Paulo apanhou-me e veio atrás de mim mas depois atrasou-se. Ontem mudámos o motor mas tudo correu bem e estamos firmes no terceiro lugar. Amanhã vai ser um dia complicado já que será a primeira parte duma etapa maratona, o que nos vai impedir de ter assistência. Serei por isso eu a fazer a revisão à moto no final da etapa". 

Contudo, é provável que Hélder Rodrigues também opte por mudar o motor da sua Yamaha, o que poderá acrescentar 15 minutos ao seu tempo no final do dia (e foi por causa dessas penalizações que venceu a etapa de ontem). Isto não trará grandes alterações à prova do piloto português, que manterá o terceiro lugar da geral com uma vantagem confortável sobre o quarto, o espanhol Jordi Viladoms

Quem se atrasou bastante foi Paulo Gonçalves, que hoje perdeu mais de 19 minutos para o vencedor, sendo provável que mantenha o sétimo lugar da geral para o qual se viu relegado após ter ontem trocado o motor. 

Amanhã, a 11ª etapa do Dakar sai do Chile e entra no Peru, levando os concorrentes de Arica até Arequipa, num percurso total de 598 quilómetros, que inclui uma especial cronometrada de 478 quilómetros em pistas inéditas neste rali.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 8

A nona etapa do Dakar, que se realizou esta tarde entre as localidades de Antofagasta e Iquique, no norte do Chile, no total de 565 quilómetros, 556 dos quais em pisos cronometrados, teve os Hummer como destaque... no pior e no melhor. Robby gordon ganhou, Nasser al-Attiyah desistiu. A vitória de Robby Gordon conseguiu retirar um minuto e 38 segundos de vantagem a Stéphane Peterhansel, fazendo-o aproximar do comando da classificação. O piloto norte-americano tem conseguido recuperar tempo ao veterano francês e a diferença entre ambos cifra-se agora em quase seis minutos - ou seja, quase nada numa corrida de Endurance - e agora, tudo está em aberto na luta pela vitória.

Já o terceiro classificado, o polaco Krzysztof Holowczyc, poderá ter ficado fora da discussão na tirada entre Antofagasta e Iquique, pois perdeu mais de dez minutos para Robby Gordon e está agora a dezasseis minutos e 49 segundos de Peterhansel. O Mini de Nani Roma foi o terceiro mais rápido na etapa, a oito minutos e 37 segundos do Hummer vencedor, num dia em que perdeu Nasser Al-Attiyah, que devido a problemas no alternador deu por concluida a sua participação no Dakar 2012.


Ricardo Leal dos Santos foi o melhor português nesta nona etapa, ficando a 15 minutos e 23 segundos de Gordon, e subiu três lugares na geral, passando de 15ª para 12º. No final da etapa, afirmou: "A etapa de hoje é uma clássica desta versão sul-americana do Dakar com a sua descida final espectacular para a chegada em Iquique. Correu-nos muito bem, apesar de um furo, um pouco depois de termos passado pelo Carlos Sousa, que voltámos a ultrapassar já depois da neutralização. O Top 10 está cada vez mais próximo mas o importante continua a ser rodar junto dos meus companheiros da frente, para os apoiar em caso de necessidade", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Iquique. 

Carlos Sousa ficou um pouco mais atrás, a 22 minutos e 36 segundos do vencedor, mas deverá subir ao sétimo lugar da geral com a desistência de Al-Attiyah e ainda terminou à frente do Mini do russo Leonid Novistki. Na chegada a Iquique, afirmou: "Foi um dia longo e desgastante, é certo, mas que conseguimos ultrapassar sem grandes problemas, apesar de algumas passagens perigosas fora de pista e algum trabalho de navegação. O único verdadeiro desconsolo é mesmo não conseguir acompanhar o andamento dos Mini... Chega a ser frustrante vê-los passar por mim e não poder reagir. Enfim, é uma luta desigual mas que teremos de levar até ao fim, continuando a apostar na nossa regularidade e na grande fiabilidade que o Great Wall tem vindo a demonstrar até aqui", afirmou.

Nas motos, Cyril Despres retomou a liderança que havia perdido ontem, sendo claramente o mais rápido nesta nona etapa, colocando-se na frente logo após os primeiros quilómetros e terminando com três minutos e 54 segundos de avanço sobre o seu rival, Marc Coma. Desta forma, Despres lidera agora com dois minutos e 28 segundos de vantagem sobre o seu rival catalão, fazendo os dois homens da KTM uma corrida cada vez mais à parte neste Dakar, pois o terceiro classificado, o português Helder Rodrigues, está a quase uma hora dos dois pilotos.

O piloto da Yamaha foi o quarto mais rápido na tirada de hoje, atrás do espanhol da Husqvarna, Joan Barreda Bort, que se tem mostrado cada vez mais forte. O outro piloto da marca sueca, Paulo Gonçalves, foi quinto na especial de hoje e deverá recuperar o quarto posto a David Casteau, o que faz dos dois portugueses os melhores dos 'outros' neste Dakar, face à supremacia de Despres e Coma.

Amanhã, motos, carros e camiões farão a etapa entre Iquique e Arica, no total de 694 quilómetros, 377 dos quais em troço cronometrado.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 7

A oitava etapa do Rali Dakar, que se realizou hoje entre as localidades chilenas de Copiapó e Antofagasta,
Nani Roma, no seu Mini, venceu a oitava etapa do Dakar, num dia em que se acentuou o equilíbrio na prova, já que os três pilotos classificados na geral atrás do líder, Stéphane Peterhansel, noutro Mini, lhe ganharam tempo. Assim, com o segundo lugar na etapa, Robby Gordon, em Hummer, recuperou cinco minutos e meio ao piloto francês da X-Raid, aproximando-se, e está agora apenas a sete minutos e 36 segundos na classificação geral.

O polaco Krzysztof Holowczyc, também no seu Mini, foi terceiro na etapa e dista agora meros sete minutos e 48 segundos de Peterhansel, o mesmo sucedendo com o vencedor da etapa, Nani Roma, também em Mini, que recuperou cinco minutos e 38 segundos a Peterhansel, o grande "derrotado" do dia, ainda que mantenha uma boa margem na liderança duma prova em que já se percebeu que as grandes diferenças entre os homens da frente é "coisa" do passado. A seis dias da caravana chegar à meta em Lima, a capital do Peru, neste momento existem quatro pilotos a lutar pela vitória, e todos "cabem" em apenas... doze minutos e meio. Nem parece uma prova de Endurance...

O qatari Nasser Al-Attiyah foi quinto nesta etapa, um bom desempenho se tivermos em conta os seus problemas que teve no início da tirada, onde teve de parar para prender um pneu sobressalente que se soltou. Na geral, o piloto do Qatar é sexto classificado, menos de oito minutos atrás do quinto, o sul-africano Giniel de Villiers, que por sua vez está a 37 minutos e 45 segundos do líder Peterhansel.

Entre as cores portuguesas, foi mais um dia positivo para Carlos Sousa, que foi sétimo na etapa, ganhando tempo ao Mini do russo Leonid Novitskiy, enquanto que Ricardo Leal dos Santos foi nono na etapa, apesar de ter furado por duas vezes. "A etapa era pouco interessante, com zonas de mais de vinte quilómetros sempre a fundo. Fomos infelizes já que furámos por duas vezes. Na parte final da etapa havia uma zona com muita pedra e baixámos um pouco o andamento, para não correr o risco de voltar a furar. As ultrapassagens às motos também não foram fáceis", referiu Ricardo Leal dos Santos. Contudo, apesar dos furos, ganhou um lugar na geral, sendo agora o 15º classificado.

Quanto a Carlos Sousa, no final do dia, começou por afirmar o seguinte: "Iniciámos o troço com algumas cautelas, procurando perceber se estava tudo bem com o carro após a revisão geral que a equipa realizou ontem, durante o dia de descanso. Embora continue a sentir algumas dificuldades, já que a traseira continua muito instável, fui aumentando sempre o ritmo, forçando um pouco o andamento nas partes mais rápidas e defendo-me um pouco nas zonas de pior piso, onde era muito fácil furar", explicou o melhor português da geral à chegada a Antofagasta.

A seis dias da meta, o piloto da Great Wall revela que "é difícil prever o que ainda nos poderá reservar este Dakar em termos de classificação final, até porque há alguma apreensão em relação às duas primeiras etapas no Peru. Em condições normais, será difícil subir mais na geral, mas o resultado de hoje foi particularmente motivador, dando-nos alguma esperança em poder ainda colocar o Novitskiy sob alguma pressão", concluiu.

Nas motos, o dia não correu nada bem a Cyril Després, já que o francês perdeu mais de 14 minutos ao quilómetro onze ao ficar preso num lamaçal, cedendo depois mais alguns minutos durante a tirada, ganha pelo seu maior rival, Marc ComaHelder Rodrigues foi terceiro na etapa e manteve a mesma posição na classificação geral, ainda que se mantenha a mais de cinquenta minutos do líder, que agora pertence a Coma. Rúben Faria foi um dos heróis do dia, ao ser segundo na etapa, o que lhe permitiu ascender da 15ª à 13ª posição da geral, enquanto que no polo oposto esteve Paulo Gonçalves, que foi apenas 16º, pois csaiu no mesmo atasco que Després e o norueguês Ullevalseter, caindo dessa forma para o quinto posto da classificação geral.

O Dakar prossegue amanha entre Antofagasta e Iquique, ainda no Chile, com 556 dos 565 quil]ometros da etapa a ser corrida em especial.

Carlos Sousa fala sobre o projeto da Great Wall

O dia de descanso do Dakar, que aconteceu ontem na cidade chilena de Copiapó, serviu para não só reparar as máquinas danificadas de tanto uso, como também serviu para retemperar corpos cansados de tantas horas atrás de um volante, a passar dunas, caminhos pedregosos, passando por muitos e enormes obstáculos encontrados pela organização, do qual só os mais fortes e os mais ágeis conseguem passar. No caso de Carlos Sousa, que regressa ao Dakar depois de um ano de ausência, no projeto da chinesa Great Wall, o dia de descanso serviu para fazer um ponto da situação do projeto e de como está a correr até agora.

Numa entrevista à Autosport portuguesa, fala sobre isso: "Do ponto de vista da Great Wall, este resultado está já acima de todas as expectativas, pelo que o grande objetivo é segurar este lugar até final, até porque é realisticamente impossível aspirar a muito mais face à enorme fiabilidade que tem vindo a ser demonstrada pelos MINI e particularmente pelos Hummer. Nesse contexto, só posso sentir-me muito satisfeito, porque não é fácil chegar a um Dakar com apenas três dias de testes e integrado numa equipa que tem meios limitados, apesar de muita vontade em aparecer ainda com mais força no futuro", revelou o piloto português durante o almoço de ontem em Copiapó.

"É muito interessante perceber o impacto que esta participação está a ter internacionalmente, não só aqui na América do Sul como na própria China e até na Europa. Aliás, quase posso garantir que nunca fui tão solicitado pela imprensa internacional como nesta prova. Há uma grande curiosidade em relação à marca e à nossa participação no Dakar. O resultado surpreende e todos querem saber mais sobre o carro e sobre o futuro desta jovem mas ambiciosa equipa", continuou.

Carlos Sousa revelou que o contrato inicial com a Great Wall termina após este Dakar, mas porém, face às conversas já mantidas com o vice-presidente da marca, que tem acompanhado a prova desde o seu primeiro dia, "parecem existir boas perspetivas de prolongarmos esta ligação e começarmos a preparar um projeto ainda mais ambicioso para o próximo Dakar, talvez até com um novo carro e uma equipa de pilotos ainda mais alargada", admitiu.

E revelou que a equipa foi convidada pelo próprio Nasser Al-Attiyah a participar na Baja do Qatar, no próximo mês de abril: "Era importante que a equipa apostasse em mais provas e num programa de testes mais extenso, até porque existem problemas de base no carro que precisam ser corrigidos, a começar pela refrigeração do motor e a terminar na afinação do próprio chassis", pormenorizou.

 O Rali Dakar prossegue hoje, com a etapa entre Copiapó e Antofagasta, no total de 722 quilómetros, 477 dos quais em especial cronometrada.  

sábado, 7 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 6

Depois de um dia de neutralização devido às más condições do tempo nos Andes, na fronteira entre a Argentina e o Chile, o Dakar prosseguiu hoje com uma classificativa que começava e acabava na cidade de Copiapó, famosa nas bocas do mundo por ter sido o local onde em 2009, 33 mineiros chilenos foram resgatados com vida depois de estarem enterrados durante 69 dias.

A classificativa foi particularmente dura para os automóveis, dos quais poucos chegaram ao fim no tempo limite imposto pela organização. E os Hummer, que são capazes do melhor e do pior, levaram desta vez a melhor, com o qatari Nasser Al-Attiyah a ser o mais veloz, batendo o seu companheiro de equipa, Robby Gordon, por sete minutos e meio. Stephane Peterhansel foi o terceiro classificado, a sete minutos e 53 segundos de Al-Attiyah, mas conseguiu ampliar a sua vantagem em sete minutos sobre o polaco Kryzstof Holowczyk, que o foi o quarto classificado nesta tirada.

Nani Roma foi o quinto no seu Mini, seguido do Toyota de Giniel de Villiers e de Ricardo Leal dos Santos, fazendo uma boa etapa e recuperando mais algumas posições na geral. Carlos Sousa, no seu Great Wall, ficou em nono na etapa a quase 40 minutos do vencedor e perdeu o sétimo posto a favor de Al-Attiyah, mas conseguiu manter o andamento, apesar dos problemas de refrigeração do motor so seu carro, que o obrigaram a parar por duas vezes na etapa.

"A primeira parte da etapa era bastante rápida e tentámos dar o máximo para não descolar dos pilotos da frente. Na ligação/neutralização tivemos de dar os nossos pneus ao [Krzysztof] Holowczyc, que tinha furado e a partir daí viemos com cuidados redobrados. Nas dunas, onde nos sentimos bastante à vontade, conseguimos ganhar alguma vantagem para os nossos adversários diretos e ultrapassámos mesmo o MINI do Novitskiy", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada ao final do setor seletivo.

Já no lado de Carlos Sousa, o semblante é de resignação face aos problemas de refrigeração que o carro já começa a mostrar. "Face às características desta etapa e à incrível velocidade de ponta dos Hummer, já sabia que ia ser muito difícil segurar hoje o Nasser. De qualquer forma, também não tive um dia isento de percalços, já que além de um furo lento na primeira parte da especial, voltamos a ter que diminuir drasticamente o ritmo nos 70 quilómetros finais, porque o carro voltou a aquecer demasiado, chegando mesmo a ultrapassar os 117 graus", lamentou o piloto do carro chinês à chegada a Copiapó.

Nas motos, Marc Coma voltou a mostrar a sua grande competitividade ao vencer a tirada de hoje em redor de Copiapo, numa etapa renhida em termos de tempo, com as diferenças entre os primeiros a cifrarem-se, muitas vezes, em margens abaixo dos cinco minutos. Assim, Coma bateu o KTM de Cyril Despres por dois minutos e três segundos, embora o piloto francês ainda tenha uma vantagem de sete minutos e 48 segundos sobre Coma na classificação geral.

Um dos motards que andou bastante bem hoje foi o português Paulo Gonçalves, que levou a sua Husqvarna ao terceiro tempo do dia, ficando a apenas dois minutos e 49 segundos do piloto espanhol. Mais importante para o motard da Husqvarna será o facto de ter conseguido subir à quarta posição da geral, logo atrás de Helder Rodrigues. Isto porque o piloto da casa, Francisco "Chaleco" Lopez perdeu mais de meia hora na tirada de hoje e viu não só Hélder Rodrigues ficar mais isolado na terceira posição como Paulo Gonçalves passar para a sua frente, no quarto lugar.

No final, explicou o que foi o seu dia: "Foi uma etapa muito difícil com areia e grandes dunas! O meu resultado é bastante importante para fechar a primeira parte do rali. O objetivo é atacar a segunda metade do rali com a mesma determinação e prudência".

Em relação a Hélder Rodrigues, que também esteve em boa forma com a sua Yamaha, o piloto luso terminou a etapa no quarto lugar, a três minutos e 46 segundos. Com isso, está agora a 49 minutos e 39 segundos de Despres, no terceiro posto. Ruben Faria, companheiro de equipa de Cyril Despres, terminou com o oitavo tempo, a oito minutos e 48 segundos do vencedor, e ocupando agora o 15º posto da geral.

Amanhã, máquinas e  pilotos gozarão um dia de descanso na localidade de Copiapó.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 5

A quinta etapa do Rali Dakar, que ligou as localidades argentinas de Chilecito e Fiambalá, no total de 246 quilómetros, 177 dos quais em etapa especial, foi disputada debaixo de chuva forte, que fez estragos no percurso, ao pontos de encurtar a etapa em cerca de 80 quilómetros. Mas por outro lado, fez baixar as temperaturas, que andavam muito altas nos últimos dias. 

Esta foi uma etapa onde os Mini foram os melhores e onde, primando pela regularidade, o polaco Kryzstof Holowczyk conseguiu arrebatar o primeiro tempo na especial de hoje, ficando na frente do Hummer de Robby Gordon por pouco mais de um minuto. Este voltou a mostrar que o Hummer consegue ser bastante competitivo quando tudo corre bem, mas por outro lado, o qatari Nasser Al-Attiyah, vencedor do Dakar de 2011, não terá muitas razões de satisfação com a fiabilidade do seu automóvel na especial de hoje.

Attyah, que estava a circular entre os mais rápidos, acabou por ver um dos tubos do sistema de refrigeração romper-se, perdendo mais de 23 minutos no processo de reparação e a cair na classificação geral. Na terceira posição do troço ficou Stéphane Peterhansel, com o francês da Mini a ficar a três minutos e 52 segundos do vencedor, logo na frente dos Mini de Nani Roma, Leonid Novitskiy e Ricardo Leal dos Santos, perfazendo assim o total de cinco Mini entre os seis primeiros. 

"Viemos ao ataque, mas um ataque moderado. A etapa correu bem, mas o facto de o nosso carro transportar mais 150 quilos que os outros, repercutiu-se nalgumas zonas, particularmente nas subidas. Podia ter feito melhor, mas agora a minha meta aponta para terminar a prova no Top 10. Vai demorar alguns dias, mas estou certo de que lá vamos chegar", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada ao final do setor seletivo. 

Carlos Sousa voltou a rubricar uma boa prestação com o seu Great Wall e terminou a etapa em sétimo, atrás de Leal dos Santos. "Já tinha feito esta etapa em 2010 e na altura foi tudo muito mais complicado. Felizmente, não apanhámos tanto calor hoje como nos últimos dias e mesmo a passagem pelas dunas acabou por revelar-se tranquila, mesmo se também decidi rodar com algumas cautelas - às vezes até demais -, para não deixar aquecer muito o carro, até em face dos problemas já experimentados pelo Zhou Young nos primeiros dias", revelou o piloto português à chegada a Fiambalá. 

Na classificação geral, Peterhansel mantém o comando, com quatro minutos e 18 segundos de vantagem sobre Holowczyk e dez minutos e 39 segundos sobre Nani Roma, que é terceiro. Robby Gordon é quarto no seu Hummer, a 13 minutos e 32 segundos, logo à frente do Toyota de Giniel de Villiers e o Mini de Leonid Novistkiy. Com o azar de Al-Attiyah, Carlos Sousa subiu agora para o sétimo posto, a 40 minutos e 55 segundos da liderança. Já Ricardo Leal dos Santos, no seu Mini com mais uma boa prestação nesta etapa, deu mais um salto na geral e agora está na 20ª posição. 

Nas motos, a etapa de hoje ficou marcada por nova vitória de Cyril Després sobre Marc Coma, e dessa forma o piloto francês aumentou a sua liderança do Dakar em mais um minuto e 41 segndos, passando a deter agora uma margem de nove minutos e 51 segundos sobre o "motard" espanhol. Esta foi uma etapa onde o francês beneficiou do facto de partir atrás de Marc Coma o que contribuiu para que o voltasse a vencer. Esta luta entre Després e Coma está a cavar um enorme fosso para todos os outros concorrentes, com os pilotos mais perto em termos de classificação geral a terem um dia abaixo das suas possibilidades. 

Hélder Rodrigues, por exemplo, mantém o terceiro lugar da geral, mas foi apenas 14º na tirada de hoje, perdendo 21 minutos e oito segundos para Després. Na geral, está agora a 47 minutos e seis segundos de Després. No quarto posto permanece Francisco "Chaleco" Lopez, que recuperou sensivelmente dois minutos ao piloto luso. Paulo Gonçalves foi décimo na etapa e subiu ao quinto posto da geral. O melhor motard luso foi hoje Rúben Faria, que acabou na sétima posição, depois de ter andado toda a etapa a lutar pelo terceiro posto. Nada mau para quem tem uma entorse no polegar da mão direita... com isto, subiu quase uma dezena de posições na classificação geral. 

Amanhã, máquinas e pilotos sairão da Argentina e entrarão em terras chilenas, numa etapa que ligará Fiambalá e Copiapó, num total de 394 quilómetros, 153 dos quais em classificativa especial cronometrada.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 4

O dia 4 do Rali Dakar de 2012 levou máquinas e pilotos de San Juan a Chilecito, ainda em paragens argentinas, numa especial de 426 quilómetros, 326 dos quais em especial cronometrada. E nos automóveis, o melhor do dia foi Stephane Peterhansel, que a bordo do seu Mini, conseguiu bater o argentino Orlando Terranova por cinco minutos e 19 segundos, e assim aproveitou para voltar a assumir a liderança. 

Contudo, à chegada a Chilecito, Peterhansel parecia desejar o contrário: "Procurámos não correr riscos para não sermos surpreendidos e mantivemos um andamento constante do início ao fim. O MINI All4 Racing teve um excelente desempenho. Esta estratégia deu os seus frutos, no entanto em termos táticos preferia não ter vencido pois isso obriga-me a sair na frente amanhã, mas pelos vistos os meus adversários cometeram demasiados erros. Apesar de tudo estamos satisfeitos por regressar ao comando da prova, pese embora tenhamos consciência que há muito Dakar pela frente", afirmou. 

De facto, a etapa foi marcada pelas cautelas e atrasos de alguns concorrentes, como os Hummer de Nasser Al-Attiyah, que ficou atascado a 40 quilómetros da final da especial, e de Robby Gordon, que o foi assistir. Giniel de Villiers foi terceiro, no seu Toyota Overdrive, seguido dos Minis de Nani Roma e Krzysztof Holowczyc, com este a chegar a dez minutos e 51 segundos do vencedor, perdendo assim a liderança.

Em grande destaque esteve Carlos Sousa, que conseguiu levar o seu Great Wall Haval ao sexto posto da etapa, e subiu ao oitavo posto da classificação geral, a mais de meia hora de Peterhansel... e a um segundo de Nasser Al-Attiyah, que está à sua frente. "Foi uma etapa bastante exigente e particularmente dura na sua fase inicial, onde preferi jogar pelo seguro para evitar furar, algo que tem sido recorrente nos dois últimos dias. Após alcançarmos um topo a quase 3.500m de altitude, fomos aumentando gradualmente o ritmo e acabámos por fazer aquela que é, para já, a nossa melhor etapa neste Dakar, após os pequenos contratempos sofridos nos últimos dias", resumiu o piloto português. 

Já nas motos, Marc Coma foi o melhor ao longo do dia de hoje, batendo Cyril Despres por dois minutos e dois segundos e conseguiu aproximar-se mais um pouco da primeira posição da geral, ocupada pelo piloto francês da KTM. Quanto aos motards portugueses, Hélder Rodrigues, no seu Yamaha, terminou esta classificativa na quarta posição, a nove minutos e um segundo do líder, e atrás do holandês Frans Verhoeven, na sua Sherco, embora não muito longe deste. 

Em muito bom plano também esteve Paulo Gonçalves, que na sua Husqvarna adotou um ritmo forte na segunda metade da especial e terminou na quinta posição, a onze minutos e 18 segundos de Coma, e à frente do chilemno Francisco 'Chaleco' Lopez. Ruben Faria, ainda com dores resultantes da sua queda no dia de ontem, não cortou a linha de meta até ao momento, tendo passado no CP6 a perder mais de 23 minutos, esperando-se ainda a chegada de Pedro Bianchi Prata

Na geral, Despres mantém o comando, com oito munutos e dez segundos de avanço sobre Coma, ao passo que Heldér Rodrigues já ascendeu ao terceiro lugar da prova, a 26 minutos e 48 segundos, tendo tirado partido das dificuldades sentidas hoje por David Casteu e, também, por Francisco 'Chaleco' Lopez, com o chileno a perder mais algum tempo e a cair para o quarto lugar na geral, a 29 minutos e 50 segundos, enquanto que Casteu está a 30 minutos e 37 segundos do líder. Paulo Gonçalves surge na sexta posição, a 35 miniutos e 16 segundos, logo na frente do holandês Frans Verhoeven. 

Entretanto, em Córdoba, os médicos afirmam que Sebastien Coué, o motard que foi socorrido na segunda feira devido a hipertermia, já saiu do coma e começa a falar com os médicos e a imprensa sobre o que aconteceu, do qual não tem qualquer memoria. "Não me lembro de nada", disse aos médicos, quando acordou do coma. "Não sabemos quanto tempo esteve ao sol, mas sabemos que na zona de Nihuil a temperatura deve ter atingido um máximo de 50 graus e é certo que o piloto esteve muito tempo ao sol, pois foram as altíssimas temperaturas que o colocaram no estado em que ficou. Está a recuperar, e ficou preocupado com a sua mãe.", revelou o médico que o assiste neste momento. 

Amanhã, o Dakar continua, na última etapa em terras argentinas, de Chilecito a Fiambala, no total de 246 quilómetros, 177 dos quais em secção especial cronometrada.