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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A polémica renuncia peruana ao Dakar

Esta terça-feira, o governo peruano anunciou que não iria acolher o Dakar em 2016, alegando estar preocupado com o fenómeno do "El Niño" e as suas consequências. “O Ministério do Comércio Externo e do Turismo comunica à opinião pública que devido aos possíveis efeitos provocados pelo El Niño sobre a população, decidimos anular a participação nos eventos Dakar Series 2015 e Rali Dakar 2016”, começou por explicar o comunicado oficial.

O Dakar 2016, que acontecerá entre os dias 3 e 16 de janeiro, teria à partida em Lima, e as primeiras cinco etapas aconteceriam em território peruano, com passagens por Argentina e Bolivia, terminando em Buenos Aires. Já este ano, o Chile tinha também decidido não participar na edição de 2016 por causa das cheias que tinham assolado o norte do país.

Em comunicado oficial, a Amaury Sport Organisation, entidade organizadora do Dakar, ragiu explicando que “o percurso definitivo da edição 2016 do Dakar será conhecido na segunda quinzena de setembro”. Apesar da saída do Peru, a Argentina e a Bolívia continuam a integrar o percurso do Dakar 2016.

Contudo, fora dos comunicados oficiais, há quem ache que a decisão do governo peruano foi politica e deixou a organização em maus lençois. Neste caso, o ex-piloto Marc Coma (na foto, durante a edição deste ano) e agora um dos diretores do Dakar, afirmou numa declaração captada pela agência EFE que não há "plano B" após esta retirada.

"Neste momento, não existe uma rota para o Dakar 2016 e que torna possível fornecer uma solução alternativa para as muitas equipas que já haviam comprado os bilhetes de avião para Lima", começou por dizer eo ex-piloto catalão. Apesar de acreditar que serão encontradas soluções para breve, ele lamentou que há "pouco tempo para explorar as coisas que são novas ou diferentes."

"É uma corrida muito complexa, onde há muitos aspectos a considerar. Buscamos um percurso consistente, com garantias de sucesso. [O Rali Dakar] foi concebido de modo a que o Peru contribisse com grande parte das dunas e deserto, que é mais difícil de encontrar na Bolívia e Argentina. Então agora vamos tentar encontrar a parte que foi descartada", concluiu.

Assim sendo, as hipóteses que estão colocadas em cima da mesa pode ser um regresso ao Chile, caso queiram as dunas perdidas agora com a saída do Peru, ou então uma passagem pelo Paraguai, deixando de lado o deserto e apostando mais na terra. Resta saber que percurso será apresentado nas próximas semanas.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Final

A edição do Dakar de 2015 terminou este sábado, na ligação entre Rosário e Buenos Aires, e esta foi feita com muitas dificuldades devido à chuva que se fez sentir, e que interrompeu o percurso no quilómetro 101, dos 174 que fazia parte desta derradeira etapa. Sendo assim a etapa foi dada como terminada, e o vencedor foi o eslovaco Ivan Jakes, com Paulo Gonçalves a ser terceiro classificado, mas a consolidar o segundo lugar da geral, igualando o resultado alcançado por Ruben Faria em 2013.

Se Marc Coma foi o melhor - e alargando o triunfo da KTM prar 14 seguidas - já a Honda terá de esperar mais um ano para conseguir quebrar esse designio, já que não ganha desde 1989, com o francês Gilles Lalay, ainda o rali corria em terras africanas. Parecia que iria ser este ano, mas os problemas de Joan Barreda Bort e a penalização de Paulo Gonçalves fizeram com que Marc Coma elevasse para cinco as vitórias na categoria, a segunda seguida. E claro, mais uma vitória para a marca austriaca de motos.

Ruben Faria terminou o Dakar na sexta posição, enquanto que Hélder Rodrigues alcançou o 12º posto na geral, o pior desde que começou a correr no Dakar. Apesar das duas vitórias em etapas, os problemas que teve com a sua Honda e o facto das coisas terem corrido mal no Salar de Uyuni, comprometerem o seu resultado.

Contudo, tão interessante ainda é saber que no "top ten" neste rali está uma mulher. A espanhola Laia Sanz terminou o Dakar na nona posição, batendo um recorde com 34 anos, quando a francesa Christine Martin acabou no décimo posro na edição de 1981. Uma das pilotos oficiais da Honda, não deixou de agradecer a eles no final: "Obrigado! Especialmente à Honda HRC por acreditarem em mim e me darem uma moto tão boa e à KH-7 por todo o apoio no Dakar", disse a piloto de 29 anos.

Já nos automóveis, Nasser Al Attiyah conseguiu vencer o Dakar pela segunda vez na sua carreira no seu Mini, conseguindo uma vantagem de 35 minutos e meio sobre o sul-africano Giniel de Villiers. O pódio ficou fechado com outro Mini, o do polaco Kristof Holowczyic. Já o português Carlos Sousa, na sua primeira experiência com o Mitsubishi Brasil, acabou no oitavo lugar da geral, apesar de todos os problemas que suportou ao longo do rali com a suspensão.

Contudo, a grande desilusao foi com a Peugeot. Após a desistência de Carlos Sainz devido ao capotamento, no Chile, Stephane Peterhansel foi o melhor da marca, no 11º posto, a mais de três horas do vencedor. O facto de ser o primeiro ano de Dakar e o desenvolvimento no 2008 poderá servir de desculpa, mas as expectativas que foram criadas eram altas.

Acabou este Rally Dakar. Amanhã será a consagração dos sobreviventes, e em 2016, haverá mais nas areias sul-americanas.  

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 13

Com as motos e os carros a fazerem a etapa mais longa do Dakar, entre Termas de Rio Hondo e Rosário, no total de 1024 quilómetros, mas apenas 298 quilómetros em especial cronometrada, as coisas parecem estar definidas na classificação geral, agora que resta apenas uma etapa para terminar este Dakar. Apesar de nas motos, Toby Price ter sido o vencedor e Paulo Gonçalves ter conseguido recuperar três minutos e 23 segundos sobre Marc Coma, o espanhol é praticamente o vencedor deste rali nas motos, dado que a diferença entre os dois é de 17 minutos e 40 segundos.

O Dakar não está terminado, falta mais um dia de corrida. Estou na segunda posição, mas nada está garantido. Tudo pode acontecer ainda, positiva ou negativamente. Mas estou muito feliz por mim e por toda a equipa HRC, e por todo o trabalho que tem vindo a ser feito. O Joan Barreda esteve na frente da corrida até ao Salar de Uyuni, mas perdeu o comando devido a um problema causado pela água no motor. Se terminarmos o Dakar no pódio já será bom”, afirmou.

Hélder Rodrigues foi o oitavo na etapa, a oito minutos e 40 segundos do vencedor, enquanto que Ruben Faria terminou hoje na vigésima posição, a 16 minutos e 21 segundos de Price.

Em termos de classificação geral, está tudo definido, com Coma a caminho da quinta vitória no Dakar, controlando a aproximação de Paulo Gonçalves. Ruben Faria é o sexto e ainda poderá alcançar a sensação espanhola Laia Sanz, que está a quatro minutos do piloto português. Já Hélder Rodigues é o 11º da geral, a mais de três horas e 27 minutos de Coma.

Já nos automóveis, o grande vencedor foi local. Orlando Terranova foi o melhor a bordo do seu Mini, conseguindo uma vantagem de 30 segundos para o segundo classificado, o russo Vladimir Vassyliev. Outro argentino, Emiliano Spataro, foi o terceiro com o seu Renault Duster. Nasser Al Attiyah foi o quarto, mas conseguiu um avanço de sete minutos sobre Giniel de Villiers, que nesta etapa foi apenas o 12º classificado.

Carlos Sousa foi o sexto classificado na etapa, a apenas um minuto e 52 segundos do vencedor, mas conseguiu aqui o seu melhor resultado neste Dakar. Agora, ele está no oitavo lugar, mas têm bernard Ten Brinke mesmo a seu lado: um minuto e 47 segundos separam ambos os pilotos.

Amanhã é a última etapa, entre Rosário e Buenos Aires, com 393 quilómetros ao todo, dos quais 174 são feitos em troço cronometrado. 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 12

O Dakar poderá ter acabado para Paulo Gonçalves. Não tamto porque caiu ou algo assim, mas a organização da cmpetição irá penalizar o piloto português porque, aparentemente, a Honda decidiu trocar o motor da sua moto, numa etapa sem assistência. E por causa disso, poderá ter uma penalização de 15 minutos, o que significa que salvo acidente, e a poucos dias da meta em Buenos Aires, este Dakar caiu para as mãos de Marc Coma.

A explicação é simples: as motas começam a dar sinais de cansaço e o pessoal da Honda decidiu que iriam tomar decisões nesse sentido. o piloto português teve o seu motor trocado por aquele que tinha Joan Barreda Bort, mais novo (tinha o montado em Iquique, no final da nona etapa). Já o catalão ficou com o motor da moto de Jeremias Israel. Resultado final, apesar de Gonçalves ter sido penalizado - agora está a vinte minutos de Marc Coma - que ficou pior foi Barreda, que levou uma penalização de 40 minutos. E Paulo Gonçalves não perdeu o segundo lugar da geral.

Preferimos fazer esta troca a deitar tudo por terra. Tive um problema com o meu motor, não tínhamos assistência mecânica, era uma etapa maratona, não podíamos correr riscos. Só tenho a agradecer o esforço do Barreda, do Israel e do Hélder, cuja experiência foi fundamental. Trabalhámos de forma incrível, mudámos três motores, estou muito orgulhoso dos meus companheiros”, explicou o piloto português.

Do outro lado, Coma era um homem feliz, mas cauteloso: “Terminámos agora mesmo. É sempre stressante quando temos de trabalhar na moto, mas está tudo bem. Há ainda um dia difícil para disputar amanhã e depois novamente no sábado. Não estou, para já, a pensar no final. Veremos, porque ainda temos uns longos quilómetros pela frente, mas, por agora, estou feliz”.

Na etapa, que ligou Salta a Termas de Rio Hondo, em território argentino, o melhor tinha sido Barreda Bort, com Gonçalves logo atras, recuperando a diferença para Marc Coma, que fora apenas sexto, e tinha ali uma diferença de cinco minutos e 12 segundos. Ruben Faria acabara no quarto lugar, enquanto que Helder Rodrigues tinha acabado em oitavo, a cinco minutos e 25 segundos.

Nos automóveis, a grande novidade do Dakar fora a desistência de Yazid Al-Rahji, que teve graves problemas no seu motor, isto numa altura em que era terceiro classificado e quando estamos a dois dias do final deste rali. Assim, Nasser Al Attiyah e Giniel de Villiers andam mais aliviados na luta pela vitória e por um lugar no pódio, embora as coisas hoje estiveram mais favoráveis para o piloto qatari, ao ser o mai veloz na etapa de hoje, conseguindo uma vantagem de 27 segundos sobre Olrando Terranova e 39 segundo para Giniel de Villiers.

Já Carlos Sousa foi o oitavo na etapa, a dois minutos e 27 segundos de Nasser Al Attiyah. No final, o piloto da Mitsubishi explicou:
Pelo segundo dia consecutivo, fizemos uma etapa limpa, sem registo de qualquer problema. Entrámos bem e conseguimos imprimir um ritmo forte até final da especial. O carro esteve perfeito e só foi pena o percurso não ser mais extenso, porque as diferenças finais acabam por ser curtas… Mas numa prova como o Dakar, nunca podemos relaxar e pensar que este ou aquele resultado já está garantido só porque estamos a poucos dias da chegada. Hoje, por infortúnio do Alrajhi – que estava a realizar uma excelente prova –, subimos mais um lugar na classificação. Confesso que a minha ambição é ainda tentar chegar ao 7º lugar, porque foi esse o objetivo que definimos para esta edição. Fácil não vai ser, até pelo maior potencial competitivo dos MINI. Mas vamos acreditar até ao fim e dar a luta possível ao Ten Brinke nestas duas especiais que faltam até Buenos Aires”, prometeu.

Em termos de geral, Nasser Al Attiyah têm agora uma vantagem de 29 minutos sobre De Villiers e tudo indica que ele será o vencedor deste rali Dakar, agora que faltam dois dias para o seu final, em Buenos Aires.

Amanhã, automóveis e motos sairão de Termas de Rio Hondo para chegarem a Rosário, numa etapa que terá mais de mil quilómetros de extensão (1024, para ser mais concreto), 298 dos quais em ritmo cronometrado. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 11

Com a caravana a andar entre Calama e Salta, saindo do Chile e entrando na Argentina, máquinas e pilotos passavam por mais uma etapa maratona de um Dakar que tem tudo para ser duro e mortifero, especialmente em categorias onde as diferenças entre os dois primeiros são medidas em poucos minutos. 

E isso era assim nas motos, onde se assistia agora a um duelo entre a KTM e a Honda, ambos pela vitória, e onde Marc Coma fazia de tudo para impedir a aproximação de Paulo Gonçalves, agora o homem forte da marca japonesa depois do atraso de Joan Barreda Bort no Salar de Uyuni. Mas hoje, Barreda Bort foi o melhor, mas sobretudo, Marc Coma ficou na frente do português da Honda. O espanhol ficou em segundo lugar, a um minuito e 39 segundos do vencedor, enquanto que Ruben Faria foi o terceiro, a um minuto e 57 segundos. Paulo Gonçalves foi o quinto na tirada, a três minutos e 46 segundos, perdendo assim dois minutos para a liderança.

"Hoje foi uma etapa rápida, sem dificuldades em termos de navegação. A pista estava um pouco escorregadia no início, você tinha que ter cuidado com ela. Logo havia quatro de nós a andar juntos. Eu acho que nós andamos bem, poupando as nossas motocicletas. Isso foi crucial, porque esta noite é uma etapa maratona. Minha moto já está pronta para amanhã... e eu estou pronto para continuar a lutar", comentou o piloto da Honda.

Helder Rodrigues terminou a etapa no sétimo lugar, a seis minutos e 26 segundos de Barreda Bort. Outro dos portugueses presentes, Mário Patrão, acabou por desistir na sua Suzuki, vitima de um problema na bomba de injeção de combustivel. 

Estou fora de prova, triste, exausto, fiz tudo o que podia mas a sorte não me quis acompanhar neste Dakar. Andei todos os dias como se estivesse na minha oficina, em Seia, sempre a reparar a mota pelo percurso, sempre com problemas. Fiz de tudo para me limitar a chegar a Buenos Aires, o objetivo principal era terminar já que impor o meu ritmo e as minhas capacidades estava fora de questão”, explicou depois o piloto de Seia.

Em termos de geral, o melhor é Coma, agora mais "descansado" - têm uma diferença de sete minutos e 35 segundos sobre Paulo Gonçalves - enquanto que Ruben Faria é sétimo, a mais de uma hora e 41 minutos de desvantagem, e Hélder Rodrigues é o 11º, a três horas e 22 minutos do comandante.

Nos automóveis, o destaque da etapa foi o acidente de Nani Roma, que perdeu o controle ao volante do seu Mini e capotou várias vezes. De acordo com as noticias vindas da organização, quer ele, quero  seu navegador, sairam ilesos do acidente, mas o carro poderá ter ficado severamente danificado, e acabado ali o seu rali.

Na etapa, Nasser Al Attiyah foi o grande vencedor, e poderá ter decidido o rali a seu favor, pois ganhou três minutos e 39 segundos a Yazid Al-Rahji e quatro minutos e 24 segundos sobre Giniel de Villiers. Já Carlos Sousa, que ontem penalizou cerca de 40 minutos e baixou para o oitavo lugar da geral, hoje não passou do décimo tempo e desceu para o nono lugar da geral, trocando de lugar com o holandês Bernard Ten Brinke.  

Amanhã, o Dakar prossegue em terras argentinas, com a realização da etapa entre Salta e Termas de Rio Hondo, no total de 512 quilómetros, 371 dos quais feitos em tempo cronometrado para as motos, 359 quilómetros para os carros e camiões.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 10

Com os dias de descanso cumpridos por motos e automóveis (e camiões), a caravana rolou hoje entre Iquique e Calama, em terras chilenas, numa etapa dura, com as dunas do deserto do Atacama como cenário.

Depois das motas passarem por apuros no dia anterior, passando por chuva e frio no Salar de Uyuni, e tendo uma razia em termos de classificação, o dia de hoje foi totalmente favorável às cores portuguesas, com Hélder Rodrigues, um dos "derrotados" de ontem a conseguir a proeza de repetir a vitória na etapa de hoje, conseguindo até uma dobradinha com Paulo Gonçalves, agora o piloto numero um da Honda. Segundo na tirada, conseguiu ganhar mais de quatro minutos a Marc Coma, que foi o terceiro da tirada. Já Ruben Faria foi o 11º a 34 minutos do vencedor.

Para Paulo Gonçalves, este foi um resultado importante: Hoje foi um bom dia para a equipa HRC, o Hélder [Rodrigues] ganhou a etapa, está de parabéns, eu consegui fazer uma boa especial, encurtei a distância para a frente da corrida e consegui distanciar-me dos meus perseguidores. No início estava muito pó, mas sabia que era um dia importante para ganhar algum tempo, estava a fazê-lo muito bem mas ao quilómetro 320 perdi imenso tempo a encontrar um waypoint muito difícil de encontrar, andei cerca de 10 quilómetros para o encontrar, mas depois tinha mais 210 para tentar recuperar voltar a encostar-me na frente da corrida, ataquei bastante e acabei por conseguir chegar relativamente perto. Estou satisfeito por mim, pela equipa HRC, pelo Hélder... depois do mau dia que a equipa teve ontem hoje foi bom termos recuperado e termos ganho a etapa”, salientou.

Já Ruben Faria referiu que apesar do cansaço e da altitude, continua forte: Hoje senti um pouco de dificuldades na fase final especialmente devido à altitude e ao cansaço acumulado do dia de ontem. Hoje ressenti-me um pouco mais do esforço de ontem mas mantive a sexta posição. Estou pronto para uma fase final de Dakar que promete ser bastante dura pois amanhã enfrentamos a primeira parte de uma segunda etapa maratona e essa sim pode ser decisiva para o resultado final.

Na geral, Coma lidera, mas vê a diferença para Paulo Gonçalves reduzida para cinco minutos e 28 segundos. Ruben Faria é agora o sexto classificado, a cerca de uma hora do piloto espanhol, enquanto que Helder Rodrigues fecha o "top ten", com um atraso de três horas para Coma.

Nos automóveis, Nani Roma foi o melhor na etapa, mas o que interessa é saber que Nasser al Attiyah foi o segundo classificado, que ganhou 15 minutos a Giniel de Villiers, que terminou o dia no quarto posto. Já Yazid al Rahji foi o sexto classificado, a 21 minutos do vencedor. Carlos Sousa não teve uma grande etapa e foi apenas o 16º a 52 minutos do vencedor.

Na geral, Al Attiyah lidera, com um avanço de 24 minitos sobre De Villiers, enquanto que Al Rahji têm 39 minutos e 29 segundos do piloto qatari. Já Carlos Sousa é nono, a mais de duas horas do lider.

A etapa de amanhã do Dakar irá marcar o início de mais uma etapa maratona, entre Calama e Salta, com mais 371 quilómetros cronometrados e outro tanto de ligações.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 9

Se os carros descansam hoje em Iquique, depois de terem estado em paragens bolivianas, já hoje as motos passaram por um dia difícil no Salar de Uyuni. Debaixo de temperaturas quase negativas - estiveram 4 graus Cº - o efeito atmosférico dizimou o pelotão do Dakar. Cerca de 45 pilotos sofreram de hipotermia e alguns acabaram por ser evacuados por apresentarem sintomas preocupantes.

Entre os que abandonaram a tirada foi o catalão Jordi Viladoms, mas o abandono do vencedor de 2006 foi mecânico, pois o motor da sua KTM acabou por se partir. Outro dos que se atrasaram bastante foi o líder, Joan Barreda Bort, que perdeu muito tempo com problemas mecânicos (mais de hora e meia), e por consequência, a liderança, para Marc Coma. Aliás, Barreda Bort está agora no 14º lugar da geral, e todas as suas chances de vitória foram água abaixo.

No final, o grande vencedor foi o chileno Pablo Quintanilla, que ficou na frente de Juan Pedrero Garcia, a 11 segundos. O melhor português foi Ruben Faria, no 14º posto, a sete minutos e 44 segundos do vencedor, enquanto que Paulo Gonçalves ficou logo atrás, e conseguiu o segundo lugar da geral, agora comandada por Marc Coma. Quem também perdeu imenso tempo foi Hélder Rodrigues, que ainda não acabou a especial, no momento em que se escrevem estas linhas.

Na frente, Coma é o novo líder, mas a vantagem para Paulo Gonçalves é de nove minutos e onze segundos. Pablo Quintanilla é o terceiro, a onze minutos de Coma, enquanto que Ruben Faria é o sexto, a 34 minutos da liderança.

Amanhã, carros, motos e camiões sairão de Iquique a Calama, no total de 539 quilómetros, dos quais 451 são feitos de forma cronometrada.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 8

A oitava etapa do Dakar têm agora a caravana dividida em duas partes. Para as motos, trata-se de repetir o percurso que os carros e os camiões fizeram ontem entre Iqique e Salar de Uyuni, na Bolivia, enquanto que os carros percorrem em sentido inverso, voltando a terras chilenas.

No caso das motos, o dia foi especial para as cores portuguesas, pois Paulo Gonçalves foi o melhor aos comandos da sua Honda, numa altura em que Joan Barreda Bort sofreu uma queda, danificou o guiador e foi 12º na tirada, perdendo cerca de seis minutos para ele e para Marc Coma, que foi segundo, com uma desvantagem a rondar os quatro minutos. Isto significa agora que do primeiro (Barreda Bort) para o terceiro lugar (Gonçalves) distam apenas... dez minutos e 59 segundos.

"Tive uma queda no quilómetro 200, e tive sorte de não ter partido o pulso. Havia muita lama, travei, mas a moto escorregou por vários metros e, no final bati um buraco. Foi aí que caí", disse Barreda Bort à chegada ao campo de Uyuni na Bolívia: "Agora temos de mudá-lo para a segunda parte da etapa maratona e a moto vai ter que estar perfeita para amanhã", concluiu.

Entrei da melhor forma nesta segunda metade. Consegui chegar à frente da corrida nos primeiros quilómetros e ganhar tempo aos meus adversários mais diretos. Senti-me bem, ataquei e foi muito bom vencer a etapa. Tudo está em aberto, é preciso concentrarmo-nos nos próximos dias até à chegada a Buenos Aires”, declarou o vencedor da etapa, Paulo "Speedy" Gonçalves.

Quanto a Hélder Rodrigues, ele foi oitavo na tirada e subiu ao sexto lugar da geral, enquanto que Ruben Faria perdeu mais de seis minutos na etapa e caiu para o oitavo lugar da classificação.

Já nos carros, com eles a lutarem contra as dunas, o melhor foi o saudita Yazid Al-Rahji, que aproveitou os deslizes de Giniel de Villers, perdendo tempo para Nasser Al Attiyah, embora a diferença entre estes dois tenha sido de apenas... treze segundos. O qatari foi o terceiro, atrás de Al-Rahji e de Orlando Terranova, o segundo classificado.

Já Carlos Sousa está a ter um rali complicado devido aos problemas de suspensão que passa no seu Mitsubishi, mas mesmo assim chegou ao final da etapa no décimo lugar, mantendo o nono posto da geral.

Foi um dia longo, mas relativamente tranquilo, já que não tivemos as surpresas da véspera, quando a chuva e a lama nos obrigaram a três paragens na pista para limpar o pára brisas do carro. Pelo contrário, hoje encontrámos muito calor no regresso ao Chile e o físico já se começa a ressentir após uma semana de corrida. Amanhã é finalmente o dia de descanso e a prioridade é tentar encontrar uma solução para os problemas de suspensão que nos tem atormentado desde há quatro dias… Sem esse problema, acredito que poderíamos estar a discutir um lutar entre os seis primeiros, que era o nosso grande objetivo e uma meta perfeitamente realista para o potencial que este carro já demonstrou”, resumiu o piloto português.

Na geral, Nasser Al Attiyah continua na frente, com oito minutos e 27 segundos de avanço sobre Giniel de Villiers, quanto que Yazid Al-Rahji é o terceiro, a 18 minutos e 40 segundos. Carlos Sousa continua no nono posto, a mais de duas horas da liderança.

Amanhã, os carros descansarão em Iquique, enquanto que as motos farão o percurso de regresso de Salar de Uyuni para a cidade chilena.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 5

A sexta etapa do Dakar 2015, já a acontecer em território chileno, entre Copiapó e Antofagasta, onde começaram a ter real contacto com as dunas do deserto do Atacama, e o temido "fash-fesh", ou seja a areia fina a incomodar os carros e as motos presentes.

Após este tempo todo, pela primeira vez, Marc Coma venceu uma etapa e confirmou a sua recuperação na classificação geral. O piloto espanhol venceu a etapa com um avanço de dois minutos e 16 segundos sobre Joan Barreda Bort, e dois minutos e 46 segundos sobre Quintanilla.

Entre os portugueses, o melhor foi Paulo Gonçalves, que foi quinto, a quatro minutos e 37 segundos de Coma, consolidando assim o terceiro lugar na geral. Atrás dele, e a seis minutos e 35 segundos do vencedor encontrava-se Hélder Rodrigues, enquanto que o azarado do dia foi Ruben Faria, que perdeu 17 minutos devido a um atraso na navegação, acabando a etapa no 15º posto e trocando de lugar com Paulo Gonçalves no terceiro lugar da geral.

Foi uma etapa bastante difícil, 458 quilómetros, arranquei em 12º, tive nos primeiros quilómetros bastante pó dos pilotos que partiram à minha frente, perdi imenso tempo até ao quilómetro 100 mas depois consegui andar bem e recuperar. Na parte final perdi algum tempo a localizar um way point, mas o resultado final do dia acho que foi muito bom, terminei em quinto, perdi muito pouco tempo para a frente da corrida, julgo ter uma boa posição de saída para amanhã”, afirmou Paulo Gonçalves.

Em contraste, Ruben Faria lamentava o azar que teve hoje: 

Foi pena o erro logo no início. Foi numa zona muito rápida e estava concentrado na condução. Demorei algum tempo a regressar ao rumo correto e depois foi sempre em ritmo veloz para tentar recuperar o mais possível. Consegui entrar na última secção na 12ª posição mas estava muito desgastado fisicamente e perdi mais alguns minutos. Mas estou ao mesmo tempo satisfeito da minha prestação pois subimos aos 3000 metros por duas vezes e mesmo descendo ao sexto posto da geral não considero que estou fora da corrida ao pódio. Está a ser uma prova muito dura e seletiva e com um ritmo muito forte entre o pelotão da frente. Qualquer erro custa muito tempo e hoje fui eu que errei logo no início. Mas amanhã vou lutar para recuperar.

Na geral, Barreda Bort controla as coisas na frente, com um avanço de dez minutos e 33 segundos sobre Marc Coma, enquanto que agora, Paulo Gonçalves é o terceiro, a 22 minutos e 50 segundos do seu companheiro de equipa. Ruben Faria caiu de terceiro para sexto, enquanto que Hélder Rodrigues fecha o "top ten" a 43 minutos e 24 segundos do primeiro lugar.

Já nos automóveis, o vencedor de hoje foi... russo. Vladimir Vasilyev, no seu Mini, foi o vencedor da etapa, conseguindo um avanço de vinte segundos sobre o saudita Yazid al-Rahji. Robby Gordon foi o terceiro, no seu Hummer, a um minuto e 25 segundos, na frente de Nasser Al-Attiyah, que chegou à meta três minutos e 24 segundos após o vencedor.

A etapa não correu muito bem para Carlos Sousa, que perdeu cerca de meia hora, e isso fez cair de sétimo para o 11º posto, embora não muito longe do "top ten".

Era um percurso muito duro e exigente que, infelizmente, se transformou num autêntico martírio logo a partir do km 60”, começou por desabafar Carlos Sousa à chegada a Antofagasta. “Ontem já tínhamos tido um primeiro aviso na parte final da etapa, quando ficámos sem suspensão dianteira na zona das dunas. Hoje, porém, tudo foi bem pior, já que após ficarmos sem suspensão traseira ao km 60, ficámos também sem eficácia na suspensão dianteira uns quilómetros mais à frente. O carro simplesmente deixou de absorver qualquer irregularidade no terreno, pelo que foi um verdadeiro sofrimento conseguir trazê-lo até ao final. Pelo meio, cerca do km 100, ainda tivemos um furo, só que esse foi mesmo o menor dos nossos problemas hoje… Foi realmente um dia de verdadeiro sofrimento”, sublinhou o piloto português.

Outro dos que o dia no Dakar não correu bem foi Carlos Sainz, que bateu numa pedra e deu cinco cambalhotas no solo, acabando ali o seu rali.

Na geral, Nasser Al-Attiyah continua na frente, com um avanço de dez minutos e 35 segundos sobre Giniel de Villiers. Yazid Al-Rahji é o terceiro.

Amanhã, o Rali Dakar rola de Antofagasta a Iquique, em terras chilenas, com uma especial cronometrada de 319 quilómetros em zonas de duna e em percursos de terra, semelhantes ao enduro. E vai ser a especial anterior ao dia de descanso.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 3

O terceiro dia do Dakar de 2015 foi algo complicado, na ligação entre San Juan e Chilecito, onde os pilotos e os motards começaram a subir Andes acima - apesar de estarem em terras argentinas - e as dificuldades com o pó e a terra começam a fazer-se sentir.

Com esse cenário, continua a haver variedade entre os vencedores da etapa. Nos automóveis, com Orlando Terranova restabelecido do capotamento que teve no dia de ontem, correu veloz para a vitória na etapa de hoje, a última totalmente percorrida em território argentino. A vantagem do piloto do Mini para o segundo classificado, o sul-africano Giniel de Villiers, foi de um minuto e 54 segundos. O árabe Yazeed Al-Rahji, também em Toyota, foi o terceiro, a dois minutos e 52 segundos, seguido pelo Peugeot de Carlos Sainz, que nesta etapa ficou a quatro minutos e 16 segundos do vencedor.

Já em relação aos portugueses, Ricardo Leal dos Santos foi o melhor, na 17ª posição, a 23 minutos e 25 segundos, um lugar à frente de Carlos Sousa, no seu Mitsubishi, a 24 minutos e seis segundos.

"Era uma especial muito rápida e cometemos um ligeiro erro no percurso. Quando procurávamos um caminho alternativo, acabámos por ficar com o carro atolado. Só depois de várias tentativas e com a ajuda das pranchas conseguimos retirar o carro e retomar a prova, perdendo bastante tempo. Foi pena, mas são situações que acontecem num Dakar”, lamentou Carlos Sousa.

Ainda há muita corrida pela frente e a passagem para o Chile vai seguramente proporcionar muitas alterações na classificação. Temos ainda alguma margem para evoluir, mas precisamos de fazer algumas melhorias na suspensão do carro. Amanhã teremos a primeira etapa com areia e dunas. É uma especial que faz parte de todos os Dakar na América do Sul e é sempre uma caixinha de surpresa", antevê o navegador Paulo Fiuza.

Na geral, o lider é Nasser Al Attiyah (que hoje foi quinto, a quatro minutos e 18 segundos), seguido por Giniel de Villiers, a cinco minuto e 18 segundos, enquanto que Orlando Terranova é o terceiro, a 18 minutos e cinco segundos. Já Carlos Sousa é o nono classificado, agora a 41 minutos e 52 segundos.  

Já nas motos, terceiro dia, terceiro vencedor diferente. Hoje foi a vez do austriaco Matthias Walkner a conseguir, a bordo do seu KTM, que conseguiu uma vantagem de 40 segundos sobre Marc Coma, enquanto que o terceiro foi Joan Barreda Bort, a um minuto e 53 segundos. Já em relação aos portugueses, hoje o melhor foi Paulo Gonçalves, que foi quinto a dois minutos e 49 segundos, na frente de Ruben Faria, o sétimo a 3 minutos e 26 segundos, enquanto que Hélder Rodrigues acabou a etapa na 15ª posição, a sete minutos e um segundo.

Na geral, Barreda Bort continua a liderar, agora com uma vantagem de cinco minutos e 33 segundos sobre Paulo Gonçalves, enquanto que Walkner subiu ao terceiro posto, a dez minutos e 33 segundos. Marc Coma não anda longo, sendo o quarto, a dez minutos e 50 segundos, enquanto que Ruben Faria é o qunto da geral, a 12 minutos e dez segundos. Hélder Rodrigues é o nono da geral.

O Dakar prossegue amanhã, entre Chilecito de Copiapó, no Chile, numa extensão de 594 quilómetros, 315 dos quais em etapa cronometrada.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa final (La Serena - Valparaiso)

O Dakar poderá terminar apenas amanhã, mas foi esta tarde que terminaram as etapas competitivas, neste caso entre La Serena e Valparaiso, no Chile. E no duelo entre os automóveis, o vencedor acabou por ser Nani Roma, que depois de Stephane Peterhansel ter quebrado ontem a disciplina e termos de chegada, decidiu hoje obedecer às ordens e deixar que o piloto espanhol fosse o vencedor deste Dakar, dez anos depois de ver vencido nas motos.

Esta chegada "ensaiada" chegou a merecer criticas por parte do organizador do Dakar, Ettienne Lavigne, mas no final, ambos os contendores falavam sem ressentimentos: “Foi uma corrida muito dura, muita tensão nestes últimos dias, mas aqui estamos a desfrutar da merecida vitória.” disse Nani Roma. 

Para um conformado - mas não um derrotado - Peterhansel, “o objetivo não era terminar segundo, mas estou contente pelo Nani. Ele merece! Foi um rali muito difícil, houve muita pressão, não foi fácil. Somos amigos há muito, não há qualquer problema entre nós. Agora vou descansar e pensar no que vou fazer no futuro”, disse.

Já nas motos, foi a vez de Marc Coma a comemorar a vitória no Dakar, com uma dobradinha com Jordi Villadoms, e a dedicá-la a Kurt Caselli, morto em novembro durante a Baja 1000. Para o espanhol, foi um triunfo que se baseou “em muito esforço, muito trabalho, muito sacrifício e o segredo da vitória foi sobretudo não cometer erros importantes”, revelou no final da chega a Valparaiso.

Villadoms foi segundo e o unico que ficou a menos de duas horas de Coma, Com Olivier Pain a ser o terceiro classificado, na frente de Cyril Després e Hélder Rodrigues, que com a queda de Joan Barreda Bort, tornou-se no melhor piloto da Honda na geral deste Dakar, e de uma certa maneira, foi o sobrevivente de uma armada portuguesa que prometia muito, mas que foi dizimada pela dureza das primeiras etapas, com as quedas de Bianchi Prata e Paulo Gonçalves, este último de forma dramática.

O Dakar de 2014 termina amanhã com a consagração em Santiago do Chile, e em 2015 há mais, na Argentina. 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa 11 (El Salvador - La Serena)

A etapa de hoje do Dakar, entre El Salvador e La Serena, em paragens chilenas, causou mossa... e polémica entre os automóveis, pois parece que Stephane Peterhansel mandou as ordens de equipa para o ar e decidiu partir para o ataque, vencendo a etapa e retirando a liderança a Nani Roma, seu companheiro da Mini. Como dizem os brasileiros, "ele chutou o balde". Resultado final: a diferença entre os dois primeiros é de... 26 segundos, o que é milimétrico em termos de um "rally-raid" enorme como é o Dakar.

Veremos como vai ser amanhã, mas parece que o francês de 48 anos poderá ter mandado as ordens para o ar porque em 2015 vai para outro lado. Murmura-se a palavra "Peugeot" no "bivouac" do Dakar...

Na etapa, vencida por ele, conseguiu abrir uma vantagem de cinco munitos e 58 segundos para Roma, mas este último não foi o segundo classificado. Esse lugar foi para Nasser al Attiyah, que acabou a etapa a três minutos e 36 segundos atrás de Peterhansel. O quarto foi Giniel de Villiers, a menos de cinco minutos de Nani Roma.

A geral, com os dois primeiros, Nasser Al Attiyah acompanha-os no pódio, mas a mais de 54 minutos. Giniel de Villers é o quarto, a uma hora e 21 minutos da liderança.

Nas motos, o dia foi para Cyril Després, onde Joan Barreda Bort, segundo classificado à entrada desta etapa, sofreu um acidente e destruiu a sua moto. Acabou a etapa, mas o atraso foi de mais de duas horas sobre o vencedor, caindo para o sétimo posto da classificação geral. Apesar da vitória na etapa, Després trocou o motor, perdendo 15 minutos devido à penalização, mas isso não o impediu de subir de sexto para o quarto posto da geral, pois ultrapassou Hélder Rodrigues, que foi quarto na etapa.

Quanto a Marc Coma, conseguiu controlar Després e acabou dois minutos atrás dele, sendo o segundo na etapa. Olivier Pain completou o pódio.

Na geral, Coma têm um avanço de quase... duas horas sobre Jordi Villadoms, enquanto que Olivier Pain é o terceiro, a duas horas e dez segundos, quatro minutos na frente de Cyril Després e dez sobre Hélder Rodrigues.

Amanhã, a caravana do Dakar sai de La Serena e vai para Valparaiso, a última etapa cronometrada deste rali, antes da consagração em Santiago do Chile. 

Dakar 2014 - Etapa 10 (Antofagasta - El Salvador)

Falta pouco para o final do Dakar, e hoje, na etapa que ligou as cidades chilenas de Antofagasta a El Salvador, 605 quilómetros de troços cronometrados ao todo. Mas o assunto do dia foi a decisão da Mini de conceder a vitória a Nani Roma, depois da aproximação de Stephane Peterhansel nos últimos dias ter reduzido a diferença de uma hora para menos de dois minutos.

Nas motos, as coisas são mais pacificas, com Marc Coma a confirmar cada vez mais a sua liderança, vencendo na etapa e a melhorar a sua liderança. Hoje obteve a sua terceira vitória em etapas, ficando a mais de dois minutos e 51 segundos de diferença sobre Cyril Després. Olivier Pain foi o terceiro, a seis minutos e 36 segundos e superando Joan Barreda Bort, que perdeu oito minutos e 33 segundos sobre Coma e acabou no quinto posto. Hélder Rodrigues foi sexto na etapa, a nove minutos e 23 segundos de Coma, e em termos de classificação geral, têm Cyril Després ao seu lado (três segundos apenas!) e prestes a tomar o quinto posto da geral.

Mas o piloto português justificou esta tirada cautelosa devido a uma racha no depósito da sua Honda: “Esta era uma etapa em que apostava em fazer um bom resultado e ganhar terreno aos meus adversários, mas ao km 100 o tanque do lado esquerdo rompeu-se. Tentei reparar primeiro na pista e depois no reabastecimento, mas acabei por ser forçado a gerir o meu andamento numa etapa de mais de 600 quilómetros. Foi um dia difícil, mas não vou baixar os braços e amanhã vou de novo partir com vontade de atacar”.

Assim sendo, na geral, Marc Coma têm um avanço de 53 minutos sobre Barreda Bort, enquanto que Jordi Villadoms é o terceiro, a duas horas e oito minutos. Olivier Pain é o quarto, mas está a apenas nove minutos de Hélder Rodrigues e Cyril Després, logo, o luger pode não estar assegurado.

Nos automóveis, a Mini decidiu, está decidido: será Nani Roma o vencedor do Dakar, apesar da recuperação épica de Stephane Peterhansel ter chegado perigosamente perto do piloto espanhol. Mas o "manager" da Mini, Sven Quandt, decidiu que não haveria mudanças na liderança até Santiago do Chile. Já se esperava isso desde que ontem à tarde chegou a noticia de que Peterhansel se tinha reunido com a direção e tinha saido de lá com cara de "poucos amigos". 

Assim, na etapa, o vencedor foi o argentino Orlando Terranova, com dez minutos de vantagem sobre Nani Roma. O argentino andou toda a etapa à luta com o Mini de Nasser Al Attiyah, mas na parte final, o qatari teve um furo e acabou a etapa a 21 minutos do argentino, mas com os aros das rodas a descoberto...

Giniel de Villiers foi o terceiro, a quatro minutos e 38 segundos do vencedor, enquanto que a cerca de um minuto e meio depois, apareceu Stephane Peterhansel. 

Na geral, está tudo decidido: Roma é o vencedor, Peterhansel é o segundo, enquanto que Nasser al Attiyah é o terceiro, a mais de 55 minutos da liderança, ameaçado agora por Orlando Terranova, que não está muito longe.

Amanhã, o Dakar sai de El Salvador para chegar a La Serena, no Chile, com 350 quilómetros cronometrados.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa 9 (Calama - Iquique)

A nona etapa do Rali Dakar, já em terras chilenas, ligou as localidades de Calama e Iquique, no total de 422 quilómetros cronometrados, ficou marcado por mais uma vitória de Marc Coma nas motos - e a subida de Hélder Rodrigues na classificação geral - e pelo triunfo de Stephane Peterhansel, ampliando o seu recorde de vitórias, e para os problemas de Carlos Sainz.

Começa-se pelas motos, onde Marc Coma foi o grande vencedor, aumentando a vantagem sobre a concorrência, nomeadamente para Joan Barreda Bort, em um minuto e 41 segundos. Já Cyril Després terminou no terceiro posto, a cinco minutos e 28 segundos de Coma. Juan Pedrero Garcia foi o quarto nesta etapa, enquanto que Hélder Rodrigues foi o sétimo na geral, a onze minutos e 44 segundos, e subiu para o sexto posto da geral. O mais interessante foi o nono colocado, que acabou nas mãos... de uma mulher. A espanhola Lala Sanz, a bordo de uma Honda, terminou a 14 minutos e 34 segundos do vencedor.

Na classificação geral, Coma continua na frente, a 40 minutos e 19 segundos de Barreda Bort, e a uma horta e 38 minutos de Jordi Villadoms. Hélder Rodrigues é agora o sexto, a duas horas e 24 segundos de Coma, mas o quarto classificado (ocupado por Jeremias Israel Esquerre) está a meros... 17 minutos do piloto português.

Nos automóveis, Stephane Peterhansel está em recuperação. Venceu hoje - alargando o seu recorde de vitórias no Dakar para 64 - e a diferença para Nani Roma caiu para meros doze minutos, o que faz com que o piloto espanhol tenha de voltar ao ataque para "estancar a sangria" e segurar a liderança até Santiago do Chile. Roma foi apenas terceiro, já que o segundo classificado foi o qatari Nasser Al-Attiyah. Orlando Terranova foi o quarto, no dia em que Carlos Sainz teve uma avaria no seu buggy, acabando apenas no 26º posto na etapa e caindo bastante na classificação geral.

Na geral, Roma lidera, com Peterhansel a aproximar-se velozmente. Orlando Terranova é o terceiro, a 55 minutos do piloto espanhol, cinco minutos na frente de Nasser al Attiyah, que ascendeu ao quarto posto da geral. Giniel de Villiers é o quinto e o primeiro "não-Mini" na classificação.

O Rally Dakar continua amanhã, com as motos e automóveis a enfrentarem uma longa especial de 631 km entre Iquique e Antofagasta, em terras chilenas.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa 8 (Salta/Uyuni - Calama)

A oitava etapa do Dakar uniu de novo os carros e as motos no mesmo ponto de destino, depois dos primeiros terem andado no dia anterior à volta de Salta, e os segundos terem ido a Salar de Uyuni, fazendo a sua primeira visita à Bolivia.

Nas motos, Cyril Desprès foi finalmente o vencedor de uma etapa do Dakar 2014, ganhando em território boliviano a oitava tirada. O francês liderou sempre ao longo da etapa, acabando por bater Joan Barreda Bort por dois minutos e dez segundos. Marc Coma encerrou o pódio, a dois minutos e 16 segundos de Després e Hélder Rodrigues foi o melhor português em quarto, a seis minutos e 44 segundos do vencedor. O piloto da Honda chegou a andar no primeiro posto nos dois primeiros pontos intermédios, mas na restante tirada caiu para o quarto posto. Mário Patrão, outro português presente, acabou no 16º posto na etapa, a 22 minutos e 14 segundos do vencedor.

Na geral, Coma comanda, com mais de 38 minutos de vantagem sobre sobre Barreda Bort, e uma hora e 27 minutos sobre Jordi Villadoms. Hélder Rodrigues é o oitavo, a duas horas e doze minutos, mas têm Després no seu encalço, a pouco mais de seis minutos, enquanto que a diferença que ele têm para o sétimo posto, ocupado pelo polaco Kuba Przygonski, é de seis minutos.

Nos automóveis, também foi o dia de estreia em termos de vencedores neste rali: trata-se do qatari Nasser Al Attiyah, que venceu a etapa em menos de três horas, com cerca de um minuto e doze segundos de avanço sobre Stephane Peterhansel. Em terceiro, chegou Carlos Sainz, a dois minutos e 36 segundos. Orlando Terranova foi o quarto e Nani Roma, o líder da geral, chegou ao final da etapa no sexto posto.

Na geral, Roma lidera com um avanço de 23 minutos sobre Stephane Peterhansel, com o sul-africano Giniel de Villiers no terceiro posto, a 48 minutos do primeiro posto. A próxima etapa é em terras chilenas, entre Calama e Iquique. 

domingo, 12 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa 7 (Salta - Salta/Uyuni)

Depois de um dia de descanso, na cidade argentina de Salta, máquinas e pilotos decidiram ir hoje por caminhos diferentes. Se no caso dos automóveis, a etapa de hoje é à volta da cidade argentina, com 533 quilómetros cronometrados, para as motos, teriam de fazer 409 quilómetros para visitarem a Bolivia e passar pelo Salar de Uyuni, um dos lugares míticos do deserto de Atacama, onde o Dakar faz a sua estreia nesse país sul-americano, depois de uma passagem pelo Peru, em 2012 e 2013. Contudo, o mau tempo que se fez nessa zona fizeram com que a partida se transferisse para aquele onde seria o terceiro "checkpoint" da etapa.

Entretanto, antes de começar esta etapa, a organização do Dakar decidiu penalizar o argentino Orlando Terranova em 15 minutos devido a um acontecimento ocorrido na sexta etapa. Aparentemente, o Mini destruiu a moto do colombiano Juan Sebastian Toro na passagem de uma duna, algo que Terranova não viu. O "motard" queixou-se do assunto à organização, e depois de vistas as imagens do acidente, declarou que ele tinha razão. Resultado final, o argentino - navegado pelo português Paulo Fiuza - caiu do segundo para o quarto posto da geral, agora a 45 minutos do líder, Nani Roma.

Nas motos, nessa etapa encurtada, o melhor foi o espanhol Joan Barreda Bort, quatro minutos e três segundos na frente do seu compatriota Marc Coma. A cinco minutos e 35 segundos do vencedor, apareceu Cyril Després. Pedrero Garcia foi o quarto na etapa.

Quanto aos portugueses, este foi um bom dia. Hélder Rodrigues terminou no sétimo posto, enquanto que Mário Patrão foi o oitavo, o seu melhor resultado de sempre numa etapa do Dakar.

Foi fantástico! Estou muito contente porque felizmente começam a vir os bons momentos depois de um Dakar que tem sido tão difícil e com tantos contratempos. Estar ao longo de todo o dia em luta com os melhores pilotos desta prova é sem dúvida muito importante para a minha motivação, sei que não temos as mesmas condições, eu trago a minha mota de casa, feita por mim, por isso chegar ao fim e ver que prova capacidades para estar nos lugares da frente é um grande orgulho”, contou o piloto de Seia.

Na geral, Coma está na frente da classificação, mas Barreda Bort é o segundo classificado. 

Nos automóveis, Carlos Sainz foi o melhor na etapa, na frente dos Mini de Nasser Al Attiyah e de Stephane Peterhansel. A diferença entre os dois primeiros foi de quatro minutos e 45 segundos, com Peterhansel a chegar a meta com uma diferença de sete minutos e 26 segundos sobre o piloto espanhol. Na geral, Nani Roma - que foi quarto, a nove minutos de Sainz - continua a ser líder, com Stephane Peterhansel a ser o segundo, a 31 minutos. O sul-africano Giniel de Villiers é o terceiro, a 48 minutos, mas Orlando Terranova não está muito longe, no quarto posto, a 54 minutos do líder.

Amanhã, o Dakar entra em terras chilenas, com as motos e os carros a reencontrarem-se na localidade de Calama, após as motos fazerem 462 quilómetros, e os carros e camiões, 302.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa 6 (Tucuman - Salta)

A véspera do dia de descanso neste Dakar - que está a ser bem duro - ficou marcada por várias quedas e uma morte entre os "motards". A mais relevante foi a desistência do chileno "Chaleco" Lopez Cotardo, que caiu no quilómetro 211 e ficou ligeiramente ferido, com a moto a ficar muito danificada.

Em termos de etapa, o grande vencedor é um piloto que já não ganhava... desde 2006. O franco-maliano Alain Duclos foi o grande vencedor desta etapa, conseguindo um minuto e 15 segundos de avanço sobre Marc Coma. Michel Metge foi a surpresa do dia, aparecendo na terceira posição, a um minuto e 49 segundos, na frente de Joan Barreda Bort, a dois minutos e vinte segundos. Cyril Després foi o quinto, a dois minutos e 55 segundos, na frente de Hélder Rodrigues, a quatro minutos e 21 segundos do vencedor.

Na geral, Coma têm agora um avanço de 42 minutos sobre Barreda Bort, com Alain Duclos a subir para terceiro, a uma hora de Coma. Hélder Rodrigues é agora o oitavo da geral, a duas horas de Coma.

Nos automóveis, Stephane Peterhansel foi o melhor nesta etapa, colocando os três Mini nos três primeiros lugares, ficando na frente de Nasser Al Attiyah e de Orlando Terranova. Mas Peterhansel, com quase 50 anos (tem 48), alcançou hoje um feito inédito: conseguiu ter o piloto mais vitorioso em etapas, alcançando as 63, 33 em motos e 30 em automóveis.

Peterhansel levou a melhor sobre Al Attiyah por pouco mais de dois minutos, enquanto que a diferença para Terranova ficou-se por pouco mais de três minutos. Giniel de Villers foi o quarto, na frente de Carlos Sainz e Nani Roma, que ficou a pouco mais de seis minutos da geral, controlando o andamento dos adversários.

Na geral, Roma segue líder, com mais de meia hora de avanço sobre Orlando Terranova e Stephane Peterhansel. Amanhã, máquinas e pilotos descansarão em Salta e repararão os seus carros e motos.  

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa 5 (Chilecito - Tucuman)


Parece que este Dakar está a ser demasiado duro para a maioria dos pilotos, sejam motos, sejam carros, sejam até os quads. Depois de ontem se ter noticiado que apenas seis quads chegaram ao fim na etapa entre San Juan e Chilecito, hoje parece que há problemas entre esta localidade de Tucuman. Primeiro, a organização da ASO decidiu encurtar a especial (de 527 para 220 quilómetros) por razões de segurança - boa parte dos concorrentes estão desidratados por causa do forte calor que se faz sentir - para além disso, uma confusão que houve ao quilómetro 195 fez com que muitos concorrentes se enganassem... excepto Marc Coma.

Mas se Coma foi o grande vencedor da etapa, subindo para o primeiro lugar, para as cores portuguesas, foi o desastre. Paulo Gonçalves acabou por desistir, vitima de um incêndio na sua Honda ao quilómetro 143 da etapa, depois de andar entre os da frente durante boa parte do percurso. Mas não foi só o piloto português vitima de incêndio nesta etapa: o espanhol Gerard Farres Guell também abandonou quando a sua Gas-Gas se incendiou. Em compensação, Hélder Rodrigues foi quarto classificado na etapa, a mais de 24 minutos de Coma.

Estou desolado, muito triste por ver terminada a prova desta maneira. Estávamos a fazer uma boa etapa, seguia na liderança e estava determinado a vencer. A uma dada altura dei pela mota em chamas, parei de imediato e fiz de tudo para parar o incêndio. Não foi possível. Senti-me impotente, já não havia nada a fazer. Assim terminou o meu Dakar”, declarou Paulo Gonçalves.

Atrás de Coma na etapa, ficou o espanhol Jordi Viladoms e o polaco Kuba Przygonski, todos em KTM. Aliás, a marca austriaca meteu as suas motos no pódio, com Rodrigues a ser o melhor dos Honda, já que Joan Barreda Bort foi um dos pilotos que errou no caminho e foi apenas o 17º classificado na etapa, afastando-se cada vez mais de Coma. A sorte é que "Chaleco" Lopez também se enganou no caminho e manteve-se no terceiro posto da geral...

Nos automóveis, a vitória pertenceu a Nani Roma, que repetindo o feito de há dois dias, voltou para a liderança do rali, depois de ontem ter sido batido por Carlos Sainz. O segundo na etapa foi o sul-africano Giniel de Villiers, a mais de quatro minutos de Roma, enquanto que Robby Gordon é o terceiro no seu "buggy", vinte minutos atrás do piloto espanhol. Orlando Terranova foi o quarto.

Carlos Sainz foi o grande perdedor do dia, acabando no 18º posto, a mais de uma hora do vencedor, caindo para o sexto lugar da geral. 

O Dakar prossegue amanhã entre Tucuman e Salta, num percurso cronometrado de 424 quilómetros para os motociclos, e 400 para os automóveis.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - o último dia

A etapa de hoje não era mais do que a consagração dos sobreviventes deste Dakar, pois apenas tinha 29 quilómetros cronometrados entre Pisco e Lima, a capital. E aí confirmou-se a superioridade dos Mini e mais uma vitória de Stephane Peterhsansel, que aos 45 anos tornou-se num dos pilotos mais bem sucedidos na história deste "rally-raid". Depois de seis vitórias nas motos (1991 a 93, 1995, 1997 e 1998), Peterhansel tem agora quatro nos automóveis, depois de 2004 e 2005, 2007 e agora, 2012. 

Foi um Dakar onde Robby Gordon deu nas vistas, pelo melhor e pior, ainda por cima com uma desclassificação pendente de apelo. As vitórias na etapa constrastaram com os seus atrasos e acidentes, para acabar este rali na quinta posição da geral. Nani roma foi o segundo, no seu Mini, enquanto que Giniel de Villiers, no seu Toyota Overdrive, completou o pódio. 

Na etapa de hoje, Robby Gordon foi o melhor, no seu Hummer, seguido pelo Mini de Ricardo Leal dos Santos, que com isto, consolidou o seu oitavo lugar da geral e coroou a sua recuperação no rali. "Estamos a andar muito bem. A nossa adaptação ao Mini All4 Racing foi-se consolidando durante o rali e hoje, que partimos mais aliviados de peso, conseguimos, finalmente, ter uma palavra a dizer, em termos de classificação. Este foi até à data o nosso melhor resultado de sempre numa etapa. Fomos os melhores da armada Mini e só o Hummer que, de acordo com os comissários técnicos não está regulamentar, ficou à nossa frente", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Lima. 

Carlos Sousa chega ao final do Rali Dakar no sétimo lugar do rali, um lugar à frente de Leal dos Santos, mas com o sentimento de dever cumprido, dado que deu à Great Wall a sua melhor classificação de sempre. "Face à juventude deste projeto e às várias condicionantes que envolviam esta participação - como estar parado desde abril e ter testado o carro apenas três dias, em Marrocos -, é evidente que só posso estar muito satisfeito com este resultado. Cumpri a promessa de concluir a prova no top-10 e sei que dei todos os dias o meu melhor ao longo destas duas semanas. Nem sempre foi fácil, porque também tivemos alguns percalços, especialmente nas duas primeiras etapas no Peru, onde acumulámos uma série de problemas e um atraso superior a duas horas. Costumo dizer que no Dakar é habitual ter-se um dia mau... Só que desta vez tivemos dois consecutivos! Com um pouco mais de sorte, acho que poderíamos estar hoje um lugar acima na geral. Mas o Dakar é mesmo assim e o importante é que a equipa está muitíssimo satisfeita com o resultado, que realmente excedeu as melhores expectativas de todos os seus responsáveis", resumiu Carlos Sousa após a consagração na capital peruana. 

"Independentemente do que possa reservar o futuro, sinto que já contribuí para que o desporto mundial ganhasse mais um construtor interessado em investir no automobilismo e em se promover internacionalmente através do Dakar", concluiu o piloto português, que amanhã comemora 46 anos de idade.

Nas motos, Cyril Després venceu o Dakar pela quarta vez na sua carreira, depois das vitórias em 2005, 2007 e 2010. Assim, conseguiu desempatar com Marc Coma, que venceu em 2006, 2009 e 2011. E Helder Rodrigues, pela segunda vez consecutiva, fica com o lugar mais baixo do pódio, igualando o seu melhor lugar de sempre.

E assim foi o Dakar de 2012. Em 2013, há mais.