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sábado, 16 de janeiro de 2016

Dakar 2016: Peterhansel e Price são os vencedores, mas X-Raid contesta

O Dakar chegou à meta, em Rosário, duas semanas depois de ter começado em Buenos Aires, e Stephane Peterhansel foi o grande vencedor, e conseguindo algo inédito: doze vitórias, seis dos quais em motos, e os restantes em automóveis. A sua última vitória foram em 2013, com o Mini da X-Raid.

No final da última etapa, o pódio foi ocupado por ex-pilotos de ralis. Sebastien Loeb foi mais veloz do que Mikko Hirvonen em um minuto e 13 segundos e venceu a etapa, enquanto que Nasser al-Attiyah foi o terceiro melhor, a um minuto e 36 segundos do vencedor, empatado com Cyril Després, noutro Peugeot.

Contudo, pouco depois do final do rali, a X-Raid fez saber que irá apelar dos resultados finais à Federação Francesa de Desporto Automóvel (FFSA) devido à polémica com o reabastecimento dos Peugeot, nomeadamente a do francês Stephane Peterhansel, o vencedor deste Dakar. O apelo terá de ser analisado num prazo máximo de 30 dias, e caso seja dada razão à X-Raid, a pena é pesada: entre seis horas de penalização à desclassificação, o que poderia alterar as coisas neste "rally-raid".

Nas motos, o vencedor na etapa final foi para o chileno Pablo Quintanilla, que assim consolidou o seu terceiro lugar na classificação, com um minuto e 41 segundos de vantagem sobre Kevin Benavides, enquanto que Hélder Rodrigues foi o terceiro, ficando assim com o quinto lugar final. O piloto português da Yamaha ficou nesta etapa a dois minutos e 37 segundos do vencedor. Toby Price foi o quarto, a 4 minutos e 22 segundos, mas comemorou por fim a sua primeira vitória neste Dakar, e a primeira de um australiano neste "rally-raid". E claro, a KTM comemorou uma dupla, já que Stefan Svitko, o segundo da geral, também anda nas máquinas austriacas.

Assim, o Dakar 2016 chega ao seu final. Para o ano, há mais!

Geral: Carros

1º - Peterhansel/Cotteret (FRA) [Peugeot] 45:22.10 minutos
2º - Al Attiyah (QAT)/Baumel (FRA) [Mini] a 34.58
3º - De Villiers (ZAF)/Von Zitewitz (GER) [Toyota] a 1.02,47
4º - Hirvonen (FIN)/Perin (FRA) [Mini] a 1.05.18
5º - Poulter/Howe (ZAF) [Toyota] a 1.30,43

Geral: Motos

1º - Price (AUS) [KTM] 46:13.26 minutos
2º - Svitko (SVK) [KTM] a 37.39
3º - Quintanilla (CHL) [Husqvarna] a 53.10
4º - Benavides (ARG) [Honda] a 57.28
5º - Rodrigues (POR) [Yamaha] a 57.29

sábado, 9 de janeiro de 2016

O agradecimento de Ruben Faria a quem o ajudou

Ontem, o motard Ruben Faria sofreu uma queda que o deixou fora deste Dakar, fraturando um dos seus pulsos, mas também a sua cara, do qual já foi operado em terras argentinas, esperando para ser transferido para Lisboa. 

Contudo, o piloto que o assistiu, o espanhol Gerard Farrés, já tem história nesse campo. Segundo conta a Autosport portuguesa, na edição de 2014, quando corriam a etapa que ligou Chilecito a San Miguel de Tucumán, Farrés acudiu o seu compatriota, Enric Martí, que estava desidratado face às elevadas temperaturas que se faziam sentir.

"Quero agradecer ao Gerard Farres e ao Van Beveren pela assistência, suporte e força que me deram até à chegada da equipa médica! Este é o espírito do Dakar e que nunca poderá acabar!" começou por dizer Faria na sua página de Facebook. "Ontem em resultado da minha queda fraturei o radio, cubito e ligamentos, fraturei tambem um osso da cara em resultado de um dente que subiu. Já fui operado ontem para resolver a fratura da cara. Irei seguir para Portugal nos próximos dias onde vou resolver os problemas das outras fraturas. Acabei por ter muita sorte apenas com estas mazelas, pois a queda foi bastante violenta", continuou. 

"Muito obrigado pelas vossas mensagens de apoio que me têm ajudado a superar estes momentos difíceis!" concluiu.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Dakar 2016: Loeb perde a liderança, Gonçalves mantém o comando nas motos

A etapa de hoje à volta de Uyuni, em terras bolivianas, provou ser de autêntica maratona... e de autêntica tareia para os concorrentes. Sebastien Loeb perdeu muito tempo e o comando para Stephane Peterhansel, enquanto que Paulo Gonçalves tem a liderança por um fio, depois de nova vitória de Toby Price, enquanto que Joan Barreda Bort atrasou-se, com problemas na sua moto Honda e Ruben Faria caiu ao chão, fraturando o pulso direito.

Nos carros, a etapa de 542 quilómetros cronometrados resultou em mais uma tripla da Peugeot, com Stephane Peterhansel a bater Carlos Sainz por meros 17 segundos, enquanto que sebastien Loeb atrasou-se um pouco e ficou a oito minutos e 15 segundos do vencedor da etapa. Nasser Al Attiyah foi o quarto, a oito minutos e 51 segundos.

Na classificação geral, a vitória de Peterhansel e a distância que conseguiu sobre Loeb foi mais do que suficiente para que o veterano assumisse a liderança com uma vantagem de 27 segundos sobre loeb, com Carlos Sainz a rodar na terceira posição, a cinco minutos e 55 segundos do primeiro. Nasser Al Attiyah é o melhor dos não-Peugeot, no quarto posto, a quinze minutos e dezanove segundos.

Nas motos, o dia não foi muito bom para as cores portuguesas. Se Paulo Gonçalves já se adaptou melhor e acabou no terceiro posto, mantendo a liderança (apenas 35 segundos separam ele de Toby Price), já Ruben Faria teve azar, caindo na etapa e fraturando o pulso, sendo evacuado de helicóptero para o hospital mais próximo e terminando ali a sua participação no Dakar. A Husqvarna pardia ali o seu ponta de lança na prova. Quanto a Hélder Rodrigues, foi o quinto na especial.

Em termos de etapa, Toby Price voltou a vencer, numa dupla da KTM (o austriaco Matthias Walkner foi o segundo) e também onde Joan Barreda Bort e Kevin Benavides tiveram problemas e atrasaram-se muito. O espanhol parou duas vezes na etapa, e depois descobriu-se que tinha partido o motor, e o argentino perdeu mais de quinze minutos e meio, caindo para a oitava posição. 

Na especial, Gonçalves continua a liderar, com os tais 35 segundos de diferença para Toby Price, enquanto que o terceiro classificado é Walkner, agora a dois minutos e 50 segundos da liderança. Hélder Rodrigues é agora o sexto, a vinte minutos e doze segundos do lider, mas não anda muito longe do quinto, o chileno Pablo Quintanilla.

Amanhã, a caravana do Dakar sairá de Uyuni para regressar a terras argentinas, mais concretamente a Salta, numa etapa que levará 793 quilómetros, 353 dos quais em especial cronometrada.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Dakar 2016: Peterhansel vence, Gonçalves é o novo lider nas motos

A quarta etapa do Rali Dakar de 2016, um percurso de 429 quilómetros cronometrados à volta de San Salvador de Jujuy, na Argentina, onde os mecânicos não poderão tocar nas máquinas, fez com que Stephane Peterhansel e Paulo Gonçalves fossem os vencedores desta etapa, beneficiando da penalização de Joan Barreda Bort em cinco minutos. Isso fez com que o piloto português passasse a ser o novo lider nas motos. Ruben Faria  foi o segundo na etapa, consolidando o quinto lugar na classificação geral. 

Começando nos carros, o dia foi dominado de novo pelos Peugeot, com uma tripla, mas desta vez foi Stephane Peterhansel o grande vencedor, assinando a sua 66ª vitória em especiais, onze segundos mais veloz do que Carlos Sainz. Sebastien Loeb foi o terceiro na etapa, mas mantêm a liderança no rali. Nasser Al Attiyah foi o quarto, e o melhor dos Mini, na frente de Cyril Després e do árabe Yazid Al-Rahji.

Na geral, Loeb mantêm a liderança com quatro minutos e 48 segundos de vantagem sobre Peterhansel, enquanto que Nasser Al Attiyah é o terceiro, a onze minutos e nove segundos do piloto francês. 

Nas motos, a etapa foi dominada pelo duelo entre Barreda e Gonçalves, com o espanhol a levar a melhor, ficando ambos separados por um minuto e 49 segundos. Contudo, o resultado foi ótimo para o piloto da Honda, pois subiu ao terceiro lugar da geral, agora a dois minutos e meio do seu companheiro da marca japonesa.

Foi uma etapa rápida. Ultrapassei alguns pilotos, o que foi bom, apesar de ter passado muito tempo no pó de alguém. Tudo correu bem. Não tive problemas mecânicos. Estou na posição perfeita para atacar o segundo dia da etapa maratona”, referiu o piloto valenciano da Honda.

Foi uma primeira etapa maratona rápida. Estava perto do Kevim Benavides antes de reabastecer, mas depois cometi um pequeno erro que me custou algum tempo. No final não terminei muito longe do primeiro lugar. Era importante trazer a moto em bom estado. Estou contente por mim e pela Honda”, comentou o piloto de Esposende.

Mas pouco depois, os organizadores decidiram penalizar Barreda em cinco minutos, caindo para o quarto lugar na etapa e fazendo com que o piloto português não fosse só declarado como o vencedor da etapa, como também é o novo lider da geral, com uma vantagem de dois minutos e 17 segundos sobre Kevin Benavides.

Já Ruben Faria foi o segundo, a quatro minutos e 24 segundos do vencedor, continuando a ser o ponta de lança da Husqvarna neste Dakar. Apenas a dois segundos de Faria ficou o local Kevin Benavides, que consolidou o segundo posto da geral. Com este resultado, Faria subiu ao quinto posição da geral.

Quanto a Helder Rodrigues, foi apenas o 14º na etapa, mantendo o 14º posto da geral.

Amanhã, o Dakar sairá de San Salvador de Jujuy para entrar em terras bolivianas, acabando a etapa em Uyuni, no total de 624 quilómetros, 327 dos quais em troço cronometrado.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Dakar 2016: Loeb volta a ser o melhor, Barreda Bort vence nas motos

O terceiro dia do Rali Dakar, a acontecer entre Termas de Rio Hondo e San Salvador de Jujuy, em terras argentinas, terminou tal como ontem, com Sebastien Loeb a vencer a sua segunda especial consecutiva e a alargar a sua vantagem para cinco minutos sobre a concorrência. 

Na etapa de hoje, o piloto francês conseguiu ser o melhor sobre o seu companheiro de equipa, Carlos Sainz, em um minuto e 23 segundos, enquanto que Nasser Al Attiyah foi o terceiro, a um minuto e 25 segundos do piloto francês. Giniel de Villiers foi o quarto, a dois minutos e dois segundos, mais 47 segundos do que o finlandês Mikko Hirvonen. Já Carlos Sousa chegou na 27ª posição a Jujuy, depois de ter dito que teve problemas mecânicos na especial do dia anterior.

Na geral, Loeb lidera, com um avanço de cinco minutos e três segundos sobre De Villiers, enquanto que Stephane Peterhansel é o terceiro, a cinco minutos e 15 segundos. Hirvonen é o quarto, a cinco minutos e 52 segundos, enquanto que Nasser Al-Attiyah é o quinto, a seis minutos e 39 segundos. Já Carlos Sousa subiu para o 69º posto, recuperando 25 lugares.

Nas motos, os melhores foram todos Honda. Juan Barreda Bort foi o melhor na etapa, com um avanço de dois minutos e 26 segundos sobre o argentino Kevin Benavides e dois minutos e 32 segundos sobre Paulo Gonçalves. Ruben Faria, na sua Husqvarna, foi o sétimo na etapa, a cinco minutos e 387 segundos do vencedor, enquanto que Helder Rodrigues atrasou-se um pouco.

No final, Barreda Bort afirmou: “Hoje foi um bom dia, depois de ontem ter aberto a pista, o que tornou as coisas mais difíceis. Tive um bom ritmo num dia que foi fácil, sem navegação. Apenas tive de dar tudo e manter-me concentrado. As diferenças são mínimas, pelo que o mais importante é estar a lutar com os pilotos e esperar pelas etapas de maior dificuldade”.

Já Ruben Faria explicou à Autosport portuguesa que iniciou a “especial com um ritmo calmo seguindo mais uma vez a estratégia delineada. A cerca de 80km do fim da especial reparei que algo estava errado quando quis trocar de gasolina do depósito traseiro para o dianteiro, percebi nessa altura que estava a ficar sem gasolina o que me obrigou a rolar muito devagar até final perdendo algum tempo para os primeiros”.

Na geral, Barreda Bort lidera, mas tem um avanço de "apenas" de 14 segundos sobre o eslovaco Stefan Svitko, e 48 segundos sobre Kevin Benavides. Paulo Gonçalves é o quarto, a um minuto e 48 segundos, mais dois segundos do que Charles Duclos. Ruben Faria é oitavo, a três minutos e 57 segundos, enquanto que Helder Rodrigues é 15º, a oito minutos e 25 segundos,

E não deu para mais, porque quando os camiões passaram, o piso cedeu, fazendo com que a especial fosse anulada.

A etapa de amanhã, a quarta será um especial de maratona, à volta de San Salvador de Jujuy, no total de 629 quilómetros, dos quais 429 serão em troços cronometrados. E vai ser uma etapa bem dificil, pois andarão a mais de 3500 metros, e no final do dia, os mecânicos não poderão tocar nos veículos, indo diretamente para parque fechado.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 6

A sexta etapa do Dakar, entre Antofagasta e Iquique, foi bem interessante para as cores portuguesas, dado que Hélder Rodrigues foi o grande vencedor da etapa, enquanto que Paulo Gonçalves e Ruben Faria ficaram bem classificados no "top ten".

Nessa especial de 319 quilómetros, conhecida por ter trilhos rápidos de pedra e zonas de dunas, Helder Rodrigues foi mais veloz do que Toby Price, numa diferença que se calculou de um minuto e dez segundos, enquanto que Paulo Gonçalves fechou o pódio com uma desvantagem de um minuto e 42 segundos sobre o seu compatriota. Joan Barreda Bort foi o sexto, enquanto que Marc Coma ficou duas posições mais abaixo, mesmo assim na frente de Ruben Faria, o nono classificado, a nove minutos e 34 segundos do vencedor.

Ruben Faria foi o primeiro a comentar sobre a sua performance nesta etapa: “Hoje foi novamente um dia muito positivo. Comecei na 15ª posição mas rapidamente encontrei o meu ritmo para chegar ao final na nona posição. Senti-me muito bem fisicamente e sem cometer excessos fechei esta primeira fase da prova de acordo com as minhas expectativas. Voltámos a ter alguma navegação na fase final mas depois da neutralização estive sempre muito concentrado e aumentei mesmo o meu ritmo. Desta forma fui subindo na classificação e fechei o dia em nono”, finalizou.

Na geral, Barreda Bort está a liderar, mas têm uma vantagem de 12 minutos e 27 segundos sobre Marc Coma, enquanto que Paulo Gonçalves está agora a quatro minutos do catalão, o que significa que está tudo em aberto na liderança da categoria, agora que se aproxima o dia de descanso. Helder Rodrigues é agora sexto, com a sua vitória de hoje, enquanto que Ruben Faria vem logo atrás, a 40 minutos do líder.

Nos automóveis, o grande vencedor do dia foi... o líder, Nasser Al Attiyah. Mas a vantagem que alcançou não foi grande coisa, pois o segundo classificado, o sul-africano Giniel de Villiers, ficou a 37 segundos do piloto qatari. Nani Roma foi o terceiro, a um minuto e 24 segundos, enquanto que Robby Gordon foi o quarto, mas a um minuto e 45 segundos do vencedor. Já Carlos Sousa foi o 13º na etapa, a dezoito minutos e onze segundos de Attiyah.

Na geral, Al Attiyah é o primeiro, com uma vantagem de onze minutos e doze segundos. Yazid al-Rahji é o terceiro, a uma distância de 28 minutos e 14 segundos, enquanto que Carlos Sousa é agora o oitavo da geral, a uma hora e 42 minutos da liderança.

Amanhã, os carros e camiões vai sair de Iquique para irem a destinos separados: os carros para Uyuni, na Bolivia, os camiões para Atacama. As motos ficam a descansar neste sábado, numa etapa que vale 396 quilómetros de ligação e 321 quilómetros cronometrados.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Dia 2

O segundo dia do Dakar em paragens argentinas, na etapa que vai da Vila Carlos Paz à cidade de San Juan, ficou marcado por mais uma vitória de Nasser Al Attiyah, que não baixou os braços após uma penalização, e pela vitória de Joan Barreda Bort, aproveitado também pelos motards portugueses para continuarem a fazer boas performances nas suas motos, com Paulo Gonçalves e Ruben Faria a completarem o pódio.

Comecemos pelas motos, onde a etapa ficou marcada pela vitória de Joan Barreda Bort, que a bordo do seu Honda, conseguiu uma vantagem de seis minutos e 13 segundos sobre Paulo Gonçalves, também em Honda, e pelo KTM de Ruben Faria, que não ficou muito atrás do seu compatriota, a nove minutos e 16 segundos do vencedor. Na etapa em si, Sam Sunderland acabou por se perder e caiu na classificação geral. Helder Rodrigues foi o sétimo, a onze minutos, um lugar na frente de Marc Coma.

A fase final para mim foi a mais penosa. 40 quilómetros de areia muito duros sempre em constantes saltos que me obrigaram a baixar um pouco o ritmo. Mas senti-me bem durante todo o dia e depois do ataque na fase inicial mantive o meu ritmo e no fecho da especial tive que me preocupar não apenas com o físico mas também com o pneu traseiro que estava em muito mau estado. Foi um dia longo que vai certamente deixar marcas em todos os pilotos e estou muito contente pela minha prestação e estado físico. Para mim foi mais importante que ter subido a terceiro da geral pois estamos ainda no arranque da prova.”, comentou Ruben Faria.
  
Em termos de geral, Barreda Bort assumiu a liderança, aqui com uma vantagem de quatro minutos e 37 segundos sobre Paulo Gonçalves, enquanto que Ruben Faria é o terceiro, com dez minutos e 37 segundos de atraso. A 13 minutos e 26 segundos está Helder Rodrigues, no oitavo posto da geral.

Já nos automóveis, Nasser Al-Attiyah repetiu a graça ao vencer a etapa, com uma vantagem de oito minutos e 30 segundos sobre Giniel de Villiers, no seu Toyota. Attiyah aproveitou o facto do anterior lider, o argentino Orlando Terranova, ter capotado a dez quilómetros da meta, tendo perdido cerca de 24 minutos. Com isto, a liderança é do piloto qatari, que têm um avanço de 7 minutos e 42 segundos sobre o piloto sul-africano. Já outro dos que andavam na frente, o americano Robbie Gordon, perdeu tempo devidos a problemas nos travões, que o fizeram perder mais tempo.

Já Carlos Sousa terminou a etapa no nono lugar, com o seu Mitsubishi Lancer, conseguindo manter essa posição na geral, mas têm um atraso de apenas dois minutos para fazer parte do "top six", o que significa que está a andar ao ritmo dos primeiros.

Foi uma especial particularmente dura e exigente do ponto de vista físico, num dia em que as temperaturas foram também particularmente elevadas. Puxámos o carro até ao limite e honestamente mais não conseguíamos fazer… Continuámos a perder algum tempo nas partes mais rápidas, por falta de velocidade de ponta, mas também porque houve alturas em que tivemos que levantar o pé para baixar a temperatura do motor. De qualquer forma, o maior susto aconteceu já perto do final, quando dispararam os alarmes dos gases do escape. Aí, tivemos que ser cautelosos e aliviar drasticamente o ritmo, perdendo algum tempo nos 50 km finais, coincidentes com a passagem por um troço de areia. Em todo o caso, e face ao resultado deste dia, o balanço é bastante positivo. Queríamos subir alguns lugares na classificação e chegar já hoje ao top-10, o que foi cumprido. Vamos ver como será daqui para a frente, na certeza de que o ritmo na frente da corrida está já muito forte”, resumiu Carlos Sousa na Autosport portuguesa.

A terceira etapa do Dakar vai acontecer entre San Juan e Chilecito, ainda em território argentino, que vale 284 quilómetros em terreno cronometrado. 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Dakar: Faria sofreu ferimentos ligeiros na queda desta tarde

As noticias que chegam da Argentina em relação a Rúben Faria é que o motard português não sofreu nada de grave na queda que teve esta tarde, durante a terceira etapa do Dakar. Evacuado para o centro médico do Dakar, após observação médica não se confirmou o possível traumatismo craniano, nem quaisquer outras fraturas. Contudo, Rúben Faria continuará por mais algumas horas sob observação médica na unidade hospitalar argentina.

Entretanto, sabe-se que o acidente aconteceu numa zona de rio seco, com bastantes pedras. E que um dos pilotos que o acompanhava era Paulo Gonçalves, que demonstrou grande desportivismo ao manter-se junto a ele até que chegasse o helicóptero de evacuação. Por causa disso, o outro motard vai terminar a etapa muito atrasado face aos seus adversários mais diretos, mas esse tempo deverá ser restituído pela organização, colocando-o ao nível do que sucedia em pista quando parou.

Recorde-se que Rúben Faria foi segundo classificado na edição do ano anterior, a melhor de sempre para um motard português.

Já agora, a foto foi divulgada pelo facebook do João Calos Costa, da Eurosport

Dakar: Ruben Faria cai e abandona o rali

Depois de ontem Carlos Sousa ter sofrido uma avaria que o excluiu do Dakar, esta tarde soube-se que Rúben Faria sofreu uma queda em alta velocidade na terceira etapa do rali, entre San Juan e San Luis, e foi evacuado de helicóptero, desconhecendo-se ainda a gravidade dos seus ferimentos. Aparentemente, o motard de 39 anos estava a passar por dificuldades nesta etapa, depois de ter ido por um caminho equivocado no inicio do dia por Ben Grabham e Paulo Gonçalves.

Mais informações aparecerão daqui a pouco.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Etapa 2 (San Luis - San Rafael)

A segunda etapa do Rali Dakar, ainda em terras argentinas, marcou a chegada de Stephane Peterhansel à liderança dos automóveis, bem como os graves problemas de Carlos Sousa, que quebrou o Turbo do seu Haval, caindo imenso na geral e estando em dúvida a sua continuidade. Nas motos, o britânico Sam Sunderland foi o vencedor na etapa, enquanto que o lider é Juan Barreda Bort, com Ruben Faria no quarto posto da geral.

Nas duas rodas, Sunderland, que tripula uma Honda, bateu o chileno Francisco Lopez Cotardo (Chaleco) por 39 segundos, e Joan Barreda Bort, por dois minutos. Rúben Faria chegou no quarto posto, a quatro minutos e nove segundos, enquanto que Paulo Gonçalves foi o oitavo na etapa, a sete minutos e 45 segundos do vencedor.

Hoje tive uma boa hipótese para atacar e melhorar a minha posição inicial. A primeira parte da etapa correu muito bem, no entanto, na seção de dunas, sofri um problema com a minha moto, causado por um ‘bloqueio’ no arrefecimento, e perdi algum terreno. De qualquer forma, a posição à geral é muito boa depois de apenas dois dias de corrida, as diferenças nos tempos ainda são muito pequenas”, explicou Gonçalves.

"Foi um dia com muitas alterações em termos de piso. Começámos em velocidade elevada, encontrámos depois zonas de pedra e traçado mais sinuoso e cumprimos também os primeiros quilómetros em areia, na passagem pelas bonitas dunas cinzentas. Já sabia que seria um dia onde era importante assumir de alguma forma uma posição estratégica e depois de atacar na fase inicial enfrentei de forma mais confortável a zona de areia onde consegui ganhar igualmente terreno a alguns adversários.", comentou por sua vez, Rúben Faria.

Já Hélder Rodrigues atrasou-se mais um pouco porque teve de ajudar um companheiro de equipa, Javier Pizzolito, que tinha sofrido uma queda durante a etapa: "A etapa foi muito dura e até se chegar às dunas era de todo impossível tentar qualquer ultrapassagem, já que havia imenso pó. Nas dunas cinzentas Nihuil acabei por perder algum tempo a ajudar o Javier que tinha caído", justificou, à chegada a San Rafael.

No caso dos carros, Peterhansel liderou, superando Carlos Sainz em 28 segundos, no seu "buggy". Nasser Al-Attiyah foi o terceiro, a quatro minutos e dez segundos, mais nove do que Nani Roma. Orlando Terranova, o segundo classificado da etapa de ontem, foi o quinto, a cerca de oito minutos do vencedor.

No caso de Carlos Sousa, o sonho passou a pesadelo: no quilómetro 33 do percurso, o turbo se quebrou e agora, ambos tentam resolver o problema sem que o camião da assistência tenha de intrevir. Desligar o turbo será alternativa, isso se eles conseguirem fazê-lo. No momento em que se escrevem estas linhas, ainda não se sabe se o carro já chegou à assistência de San Rafael.

A próxima etapa do Dakar liga San Rafael a San Juan, um troço cronometrado de 373 quilómetros, que vai ser a primeira parte de uma etapa maratona, onde os concorrentes terão de enfrentar pistas montanhosas que passam próximo do vulcão de Aconcagua com os seus 6.962 metros de altitude.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana, que na quarta-feira estará nas bancas, tem como destaque o Lotus E21, o primeiro carro da temporada de 2013 a ser apresentado. E sob o título "F1 está a aquecer", uma serie de pequenos subtítulos são mostrados: "Novela na Mercedes GP"; "GP de Portugal ganha força"; "Novidades na Pirelli para 2013" e "Alemanha perde corrida", este último em relação ao colapso das negociações entre Bernie Ecclestone e os organizadores do circuito de Nurburgring.

Em baixo, uma referência à vitória na categoria de Filipe Albuquerque na classe GT nas 24 Horas de Daytona, e outra sobre a apresentação de mais um Corvette, o sétimo de uma geração que existe desde 1953.

Na parte de cima, uma entrevista a Rúben Faria, segundo classificado no Dakar deste ano e um desejo seu: "Gostava de um dia ganhar o Dakar".

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 13

A penultima etapa do Rali Dakar, já em solo chileno, ligou as localidades de Copiapó e La Serena,  com 441 quilómetros competitivos, foi disputada em velocidade, mas com tudo quase decidido quer em carros, quem nas motos.

Nos automóveis, Robby Gordon demonstrou a sua força, vencendo a etapa com uma diferença de 22 segundos sobre o mini de Guerlain Chicherit. O argentino Orlando Terranova foi o terceiro na etapa, a quatro minutos e 41 segundos, seguido pelo Toyota de Giniel de Villiers, que terminou a oito minutos e oito segundos do vencedor.

Carlos Sousa foi o sétimo classificado na etapa, na frente de do Mini de Stéphane Peterhansel, que já está em gestão, rumo à vitória na geral. 

O mais importante foi não perder a concentração e poupar nos pisos mais duros. Andámos sistematicamente entre os mais rápidos e foi pena o furo que sofremos já depois da neutralização, porque podíamos ter conseguido uma classificação mais positiva na etapa. Mas estamos satisfeitos, porque até consolidámos o 6º lugar da geral”, afirmou o piloto português.

Na classificação, Peterhansel é o lider e tem agora 44 minutos e 38 segundos de avanço sobre o sul-africano Giniel de Villiers, com Leonid Novitskiy no terceiro posto, a quase hora e meia. Orlando Terranova, acompanhado pelo seu navegador português Paulo Fiúza, são quintos classificados, na frente do Great Wall de Carlos Sousa, que deverá repetir o sexto lugar do ano passado.

Nas motos, a vitória na etapa "ficou em casa" e foi importante que isso acontecesse, porque "Chaleco" Lopez Cotardo conseguiu assim subir ao segundo posto, por troca com Rúben Faria, que se atrasou e ficou nesta etapa a 14 minutos e 27 segundos do piloto chileno. Cyril Després, que já tem a sua quinta vitória nas mãos, acabou a cinco minutos de Lopez Cotardo e ficou com o segundo posto na etapa.

Paulo Gonçalves foi o terceiro na especial, quatro segundos mais lento do que Després, e sobe ao "top ten" no décimo posto, enquanto que Hélder Rodrigues foi o sexto na etapa e permitiu ascender até ao sétimo posto da geral.   


Foi um dia bastante positivo. Andei bem, cheguei à frente da corrida quando os pilotos que iam à minha frente cometeram um erro na navegação, mas isso também me aconteceu quando falhei uma nota logo a seguir a passar um waypoint. A navegação era muito exigente, mas superei bem todas as dificuldades. Estou satisfeito por saber que estamos três portugueses no Top 10 do Dakar. Somos o único país a ter três pilotos aí. É muito positivo”, referiu hoje, à chegada a La Serena, o piloto da Honda.

Amanhã é a última etapa do Dakar, ligando La Srena e Santiago do Chile, num total de 630 quilómetros, 128 dos quais em especial cronometrada.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Rali Dakar - Dia 12

O Rali Dakar voltou hoje a terras chilenas, na etapa que ligou Fiambalá, na Argentina, a Copiapó, no Chile, e está agora a duas etapas da sua conclusão, em Santiago. E com Stephane Peterhansel e Cyril Després cada vez mais líderes na corrida, era a vez de outros brilharem. E hoje, os melhores foram Nani Roma e Franz Verhoven, com Rúben Faria a consolidar o segundo lugar na classificação geral.

Nos automóveis, Roma conseguiu bater o Hummer de Robby Gordon por quatro minutos e 18 segundos, enquanto que Giniel de Villiers, no seu Toyota, foi terceiro na frente do lider da corrida, Stéphane Peterhansel, ganhando minuto e meio ao francês na geral. Quanto a Carlos Sousa, foram sétimos na etapa, mantendo-se no sexto lugar da classificação geral, não muito longe do quinto, o BMW de Orlando Terranova.

Nas motos, a diferença entre Rúben Faria e a vitória na etapa foi de um minuto e 38 segundos, ele que foi batido pelo holandês Franz Verhoven. Joan Barreda-Bort foi o terceiro, com Hélder Rodrigues a ser o quinto e a subir ao nono posto da geral. Paulo Gonçalves foi o décimo, sendo agora o 12º na geral.

Amanhã, o Dakar cumpre a penultima etapa, entre Copiapó e La Serena, num total de 735 quilómetros, 431 dos quais em especial cronometrada.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 10

O Rali Dakar viveu hoje nova etapa, a décima, desta vez entre Córdoba e La Rioja, numa especial com 636 quilómetros, 357 dos quais contra o cronometro.

Nos automóveis, sem o buggy de Nasser Al-Attiyah, fora de combate neste Dakar, os Mini parece quew não têm grandes opositores, mas hoje, o melhor pertenceu aos da casa. Orlando Terranova, no seu BMW X3, foi o vencedor, ele que tem como navegador o português Paulo Fiuza. A dupla luso-argentina deixou os Mini de Nani Roma e Stéphane Peterhansel a pouco mais de dois minutos, com Giniel de Villiers a cinco minutos do vencedor.

Carlos Sousa não teve um grande dia. Ele foi hoje apenas o 13º na etapa, perdendo 23 minutos para os vencedores da tirada. O piloto português ficou cerca de 15 minutos parado na especial devido a um problema com a correia de ventilação do motor. Por causa disso, Carlos Sousa se viu obrigado a imprimir um ritmo cauteloso até ao final da especial, uma vez a temperatura do motor do Great Wall nunca conseguiu estabilizar em níveis aceitáveis.

Nas motos, Cyril Després recuperou a liderança do rali, agora com um minuto de vantagem sobre Rúben Faria, que foi apenas o oitavo na etapa, obedecendo a ordens de equipa. Mas na etapa, o melhor foi o espanhol Joan Barreda Bort, que venceu a etapa com um minuto e 15 segundos de vantagem sobre Cyril Després.

Quanto a Paulo Gonçalves (Husqvarna) regressou aos bons resultados e foi terceiro na etapa de hoje, com Hélder Rodrigues a ser o nono na etapa e a ascender ao sexto lugar da geral, a 34 minutos de Després.

Fui num ritmo muito calmo sem arriscar nada para garantir que perdia o tempo suficiente para o Cyril passar para a frente mas sempre a controlar os mais diretos adversários pois em principio a equipa KTM / Red Bull vai dar luz verde para que eu, além de ter que cumprir o meu papel de aguadeiro a 100%, possa lutar por um lugar no pódio", começou por referir o motard algarvio no final da tirada.

Vamos ver as ordens nos próximos dias. Perante estes resultados sei que é fácil esquecer-me por vezes de qual o meu papel neste Dakar mas tenho que estar concentrado e continuar a desempenha-lo na perfeição pois só assim é que os objetivos da KTM / Red Bull serão atingidos e se no final existir a possibilidade de conseguir uma boa classificação final melhor ainda. Estou tranquilo e muito forte fisicamente. Não tenho arriscado nada e sei que até final se tiver que andar forte para defender a minha posição vão ter que contar comigo.”, concluiu.

O Dakar continua amanhã, ainda em terras argentinas, entre La Rioja e Fiambalá, no total de 481 quilómetros, 221 dos quais em troços cronometrados. 

Dakar 2013 - Dia 9

Depois de um dia de descanso  na cidade argentina de San Miguel de Tucuman, máquinas e pilotos partiram desta cidade para Córdoba, na etapa mais longa do rali, num total de 593 km cronometrados, num percurso sem areia mas muito técnico, que contava com uma passagem por uma zona de floresta (!), entre outros.

Nas motos, o dia foi ótimo para os Mini e foi para esquecer para Nasser Al Attiyah. Parando por várias vezes ao longo da especial, teve uma mais grave quando faltavam cem quilómetros para a meta, que o fez parar por muito tempo e o fez afundar na classificação geral. Por causa disso, Stephane Peterhansel, que foi o segundo na etapa - atrás de Nani Roma - alargou a sua vantagem para 49 minutos sobre o sul-africano Giniel de Villiers. O russo Leonid Novitsky é o terceiro da geral, e capaz de alcançar o Toyota do piloto sul-africano.

Carlos Sousa teve um grande dia, ao terminar a etapa na sexta posição, mas chegou a andar no terceiro lugar a meio da etapa. Com isto e os problemas sofridos por alguns dos seus concorrentes diretos, o piloto da Great Wall ascendeu ao sexto lugar da geral.

Nas motos, o dia foi marcado pelo acidente de David Casteu, que embateu numa vaca e acabou com o ombro maltratado, perdendo muito tempo e fazendo com que Ruben Faria acabe por ser o maior beneficiado na classificação geral, pois o francês Olivier Pain e o chileno Chaleco Lopez Cotardo também se atrasaram. Mas na etapa, o melhor foi Cyril Després, seguido pelo espanhol Joan Barreda-Bort, enquanto que Faria foi apenas quarto na etapa. Hélder Rodrigues foi o quinto e Paulo Gonçalves o sétimo na etapa.

Assim, na frente está agora Ruben Faria, com Cyril Després na segunda posição, a cinco minutos doi piloto português. O chileno Chaleco Lopez Cotardo é o terceiro, a nove minutos. Quanto a Hélder Rodrigues, deu um pulo na classificação geral, passando para o sétimo posto.

Foi um dia perfeito! O Cyril ganha a Etapa e recupera grande parte do tempo perdido e eu passo a liderar o Dakar! Esta foi a estratégia definida pela equipa KTM / Red Bull e estamos, para já, dentro dos objetivos. Vamos continuar a lutar forte para garantir alguma vantagem sobre os nossos adversários mais diretos pois estamos todos muito juntos e no Dakar tudo pode acontecer. Dedico este resultado a todos os meus patrocinadores, aos meus fãs e à minha família! Um grande abraço e muito obrigado pelo vosso apoio diário!”, afirmou Faria na sua página do Facebook.

Era uma etapa longa, a maior deste rali, muito técnica e muito exigente do ponto de vista físico. Estar muito bem preparado foi uma enorme ajuda e um grande trunfo. Na fase inicial da prova vinha junto com o Cyril mas a ultrapassagem a um dos pilotos que tinham partido à nossa frente tornou-se mais complicada e ele acabou por se ir embora. Continuo a pautar a minha corrida por um andamento rápido, evitando correr riscos. Nas atuais circunstâncias a melhor forma de continuar a progredir na classificação”, referiu.

O Rali Dakar continua amanhã numa etapa entre Córdoba e La Rioja, em terras argentinas.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 8

A etapa anterior ao dia de descanso, em paragens argentinas, entre Salta e San Miguel de Tucuman, ficou marcado pelas fortes chuvas que se fazem sentir na região, que forçaram a encurtar a etapa, cancelando a primeira parte dela. Assim sendo, a organização decidiu que carros, motos e quads efectuariam uma especial de apenas cento e oitenta e quatro quilómetros para chegarem à meta.

Mas se as motos fizeram essa parte, os automóveis tiveram problemas acrescidos. No segundo controlo da etapa, a partir do quilómetro 88, os concorrentes tiveram dificuldades em atravessar um ribeiro que tinha se alargado com as chuvadas do dia. Apenas cinco carros conseguiram passar, razão mais do que suficiente para que no final, a organização decidisse neutralizar o resto da etapa e dar aos pilotos que não conseguiram passar o mesmo tempo que o de Stephane Peterhansel, o último a passar pelo ribeiro em causa. O vencedor foi Guerlain Chicherit, seguido pelo argentino Orlando Terranova e pelo americano Robby Gordon.

Para concorrentes como Carlos Sousa, esta neutralização foi-lhes providencial, já que o carro teve uma avaria no seu motor que o fazia sobreaquecer mais facilmente do que o esperado. Em circunstâncias normais, o piloto português da Great Wall teria provavelmente perdido muito tempo:

Tivemos uma avaria no carro e fomos obrigados a parar várias vezes para conseguir baixar a temperatura do motor. Perdemos algum tempo e esperamos agora resolver o problema em definitivo na assistência. Neste momento, desconhecemos ainda quando tempo estaríamos a perder à chegada a CP2. Em todo o caso, parece certo que esta neutralização terá sido providencial”, afirmou, à chegada a Tucuman.

Nas motos, o encurtamento da etapa fez com que os pilotos da frente se entregassem a um duelo fratricida, com o espanhol Joan Barreda Bort a levar a melhor sobre o eslovaco Ivan Jakes, por quase oito minutos (7:57). David Casteu foi o terceiro, e agora é o novo lider da classificação, na frente do português Bianchi Prata. Ruben Faria foi o 33º na etapa, mas mesmo assim, ascendeu ao terceiro lugar na geral, que poderá ser segundo se a organização contabilizar os 15 minutos de penalização a Després, por ter trocado de motor ontem à noite. Hélder Rodrigues acabou a etapa na décima posição e é o 14º da geral.

Hoje estou um pouco mais tranquilo pois o dia de ontem foi aos limites do stress! O nosso objetivo foi resolver o problema do Cyril e como somos uma grande equipa todos nós trabalhámos com esse objetivo e conseguimos! A recuperação do Cyril hoje fez com que os níveis de confiança voltassem ao normal e foi uma prova de que terão que contar com ele até ao fim deste Dakar, mesmo com a penalização que vai sofrer pela troca do motor.", começou por dizer Rúben Faria.

"Quanto a mim vou continuar a fazer o meu trabalho mas obviamente que não posso deixar de partilhar com todos vocês que o sonho nunca esteve tão próximo… Sei que têm sido dias de ansiedade e expectativa para todos os que me acompanham portanto nada melhor do que partilhar com vocês este resultado. Um grande abraço e Muito Obrigado!”, concluiu o piloto da KTM.

Já Hélder Rodrigues afirma que isto está longe de estar decidido: “Sabia que a etapa de hoje iria ser complicada em termos de navegação e ontem tinha-me resguardado um pouco para hoje poder atacar e melhorar o meu resultado na classificação geral. O facto de ela ter sido encurtada limitou de alguma forma este meu propósito. Agora vamos ter um dia de descanso para preparar a segunda metade de Dakar que ainda está longe de estar decidido”, salientou à chegada a San Miguel de Tucumán o piloto da Honda.

Amanhã, a caravana do Dakar descansa em San Miguel de Tucuman. 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 7

A sétima etapa do Rali Dakar fez sair os concorrentes de Calama, no Chile, para Salta, na Argentina, e numa etapa em alta altitude - na ordem dos 4000 metros, ficou marcada pelo acidente mortal do motard francês Thomas Bourgin, de 25 anos, que foi vitimado pela colisão com um carro da policia chilena, na ligação para a etapa cronometrada. Apesar de assistido de imediato, acabou por não resistir aos ferimentos. Bourgin estava a fazer o seu primeiro Dakar e era o 68º da geral.

Nos automóveis, a etapa foi marcada pelo equilibrio. Stephane Peterhansel, Nasser Al Attiyah e Robby Gordon lutaram pela vitória na etapa, com o francês da Mini a levar a melhor, com dois minutos de diferença para o Buggy do qatari. Guerlain Chicherit foi o segundo na etapa, seguido por Robby Gordon, no seu Hummer. Nasser Al-Attiyah foi o quinto, atrás do argentino Orlando Terranova Carlos Sousa foi o nono na etapa com o seu Great Wall.

Na classificação, Stéphane Peterhansel aumentou ainda mais a margem que detém no comando da prova, ficando agora a três minutos e 14 segundos sobre o buggy de Nasser Al-Attiyah. Giniel de Villiers é o terceiro no seu Toyota, a 44 minutos e três segundos, na frente do russo Leonid Novistkiy, no seu Mini, a 48 minutos e 54 segundos. Carlos Sousa é décimo, a duas horas e sete minutos do líder, mas está a menos de cinco miunutos do oitavo posto.

Nas motos, e apesar desta etapa ficar marcada pela morte de Thomas Bourgin, o melhor foi Kurt Caselli, que venceu na frente do chileno "Chaleco" Lopez Contardo. O líder da prova, Olivier Pain, foi terceiro, a um minuto e um segundo, com o melhor português a ser Rúben Faria, quinto classificado, numa etapa onde Cyril Després teve problemas na sua caixa de velocidade do seu KTM e perdeu cerca de treze minutos. Hélder Rodrigues, no seu Honda, voltou aos maus resultados e foi apenas 19º, enquanto que Paulo Gonçalves foi o 23º a cortar a meta.

A etapa de hoje não tinha qualquer tipo de dificuldade ao nível de navegação, era muito rápida e em pista bem definida. Tentei ser rápido, mas a altitude condicionou o andamento. Para além disso é importante ter sempre em linha de conta que estamos a meio de uma etapa maratona e que portanto me vai caber tratar da mecânica da moto, sem poder contar com o apoio da nossa habitual estrutura de assistência”, salientou à chegada a Salta o piloto da Honda.

Apesar do meu resultado obviamente que não posso estar contente pois com o problema que o Cyril teve tudo vai ser diferente a partir de agora. Hoje foi uma Etapa bastante rápida e de fácil navegação. Tive de parar para ajudar o Cyril mas nada podia fazer e ele deu-me luz verde para arrancar e atacar. A partir desse momento foi sempre a recuperar. Apesar da altitude a minha KTM este perfeita! Grande moto! Um abraço para todos”, disse Ruben Faria no final da etapa.

Na geral, Pain destaca-se, com seis minutos e seis segundos sobre Chaleco Lopez Cotardo, e David Casteu é o terceiro, a seis minutos e 37 segundos do líder. Ruben Faria é agora o quarto, com quase cinco minutos na frente de Cyril Després.

O Rally Dakar continua amanhã entre Salta e San Miguel de Tucuman, na Argentina, em véspera do dia de descanso, num percurso de 779 quilómetros, 491 dos quais em setor cronometrado. 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 6

O sexto dia do Rally Dakar, numa etapa disputada entre Arica e Calama, no Chile, ficou marcado pelo conhecimento de um acidente envolvendo um camião de assistência do Dakar e dois taxis, perto da fronteira de Arica, resultando na morte de dois clientes de um taxi e ferimentos graves em mais sete pessoas.

Nos automóveis, o dia ficou marcado pelo ataque do qatari Nasser Al-Attiyah, que no seu buggy, à liderança de Stephane Peterhansel. O ataque resultou na vitória na etapa, que terminou com oito minutos e 36 segundos de vantagem sobre o francês da Mini. Apesar de Peterhansel manter o comando da prova, está agora bem mais pressionado, pois agora a diferença diminuiu-se para um minuto e 18 segundos. Robby Gordon foi o terceiro na etapa, enquanto que o russo Leonid Novistkiy aproveitou as dificuldades de Giniel de Villiers para se aproximar do terceiro lugar na geral.

Sorte diferente teve Carlos Sainz, que viu o motor do seu "buggy" se partir, acabando assim a sua participação no rali. 

Quanto a Guerlain Chicherit, acabou por ser o nono mais rápido da etapa, ascendendo ao quinto posto com o Buggy SMG, depois ontem de ter tido problemas com a direção assistida do seu Buggy, que o fizeram com que tivesse problemas fisicos nos seus pulsos e que colocaram dúvidas sobre a sua continuidade no rali. Já Nani Roma caiu para sétimo na geral, depois de ter perdido mais de meia hora, atascado nas dunas.

Quanto a Carlos Sousa, teve um bom dia no Dakar, que o fez ascender até ao nono posto no Dakar, a mais de duas horas do comando.

Nas motos, o chileno Chaleco Lopez Cotardo foi o melhor, seguido pelo português Ruben Faria, depois de Paulo Gonçalves ter liderado boa parte da etapa, até ter problemas mecânicos no seu Husqvarna, que o fizeram atrasar-se em mais de uma hora. Olivier Pain foi décimo na etapa, mas manteve a liderança, embora tenha visto Cyril Després a aproximar-se.

Quanto aos portugueses, para além de Gonçalves e Faria, Hélder Rodrigues foi o oitavo e já está no "top ten" da geral.

Perfeito! É o que posso dizer sobre esta etapa. Mais uma vez definimos uma estratégia e mais uma vez resultou em pleno. Uma Etapa difícil com muita pedra e muito pó. Consegui um bom ritmo de corrida mas sempre com uma grande margem de segurança e sempre a controlar a corrida do Cyril. Quero aproveitar este excelente resultado para agradecer a toda a equipa KTM / Red Bull pelo brilhante trabalho que têm feito todos os dias não só nas motos mas também comigo e com o Cyril, comida excelente e massagens milagrosas no final de cada Etapa. Aos meus patrocinadores e fãs o resultado de hoje é para vocês! Obrigado por todo o vosso apoio!”, referiu Ruben Faria.

Já Paulo Gonçalves não escondia o seu desalento: “O dia de hoje estava a correr na perfeição, estava na frente da corrida até à neutralização, mas logo após iniciar a segunda secção da especial a moto teve um problema elétrico que me obrigou a parar, tendo perdido muito tempo, terminando o dia na 64ª posição. Hoje foi um dia muito difícil para a equipa Husqvarna Speedbrain.

Amanhã, o Rali Dakar sairá do Chile para chegar à Argentina, saindo de Calama e terminando em Salta, numa etapa de 754 quilómetros para os carros e 806 para as motos, com uma especial cronometrada de 220 quilómetros para ambos.  

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 5

A etapa de hoje, entre Arequipa, no Peru, e Arica, no Chile, determinou o adeus às pistas peruanas por parte do Rally Dakar, chegando ao Chile e ao deserto do Atacama, a alta altitude, numa etapa extraordinariamente técnica.

Nos automóveis, o vencedor do dia foi Nani Roma, seguido por Stephane Peterhansel, numa dobadinha da Mini nesta etapa. Para o piloto francês, isto significou ganhar tempo - cinco minutos, mais concretamente - a Nasser al Attiyah, que foi sétimo na etapa e agora tem uma diferença de nove minutos e 54 segundos sobre o Mini do piloto francês.

O sul-africano Giniel de Villiers é agora o terceiro na geral, depois de ter sido quarto na etapa, atrás do Hummer de Robby Gordon. Carlos Sainz foi quinto, mas ambos estão muito atrás na classificação geral. Quanto a Carlos Sousa, o português da Great Wall foi o décimo na etapa, fazendo com que se mantivesse na 11ª posição da geral.

Foi uma etapa sem o grau de dificuldade das anteriores e que exigiu apenas alguns cuidados numa zona mais rochosa do percurso. A especial era muito bonita e guiámos sem problemas, muito concentrados e a um ritmo sempre consistente”, resumiu o piloto português à chegada à Arica.

Ainda falta muita corrida e mantém-se tudo em aberto, sendo certo que a passagem pelo Atacama, já a partir de amanhã, reserva sempre muitas surpresas… O carro continua sem problemas e acredito que podemos subir mais alguns lugares na geral até ao dia de descanso. Sem loucuras, mas andando sempre de forma consistente”, prometeu.

Nas motos, David Casteu foi o melhor, seguido de Olivier Pain, ambos em Yamaha. A dobradinha foi suficiente para consolidar a liderança a este último, já que Joan Barreda Bort teve problemas e esteve parado por muito tempo na etapa.

Cyril Després foi o terceiro, estando agora na mesma posição na classificação geral, na frente de Ruben Faria, que na etapa foi apenas 13º. Faria ficou atrás de Helder Rodrigues, que foi oitavo na etapa e ascendeu ao 13º posto da geral, na frente de Paulo Gonçalves, que é o 16º. Bianchi Prata teve problemas e atrasou-se na classificação.

Esta foi uma etapa em que o cenário mudou radicalmente. Foi uma etapa relativamente curta mas com algumas partes bem complicadas. Vim muito tempo atrás do Farres e só na parte final consegui passar para a frente dele e ficar liberto do pó que a sua moto levantava”, salientou Helder Rodrigues à chegada a Arica. 

Hoje foi mais um bom dia para a equipa e principalmente para mim pois subi mais um pouco na geral. A etapa era dura com muito pó, pedras e algumas passagens de ribeiras. Consegui um bom ritmo desde o início, sempre sem arriscar o que me garantiu não perder muito tempo para os primeiros. Continuo muito bem fisicamente e a minha KTM está cada vez melhor. Amanhã voltam outra vez as dunas, o que significa atenção redobrada na navegação. Muito obrigado aos meus patrocinadores e aos meus fãs”, comentou Ruben Faria no final da etapa.

O Rally Dakar voltará amanhã para uma etapa entre Arica a Calama, no Chile, no total de 767 quilómetros, dos quais 454 serão feitos em especial cronometrada, num regresso às dunas. 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 4

A etapa de hoje, entre Nazca e Arequipa, ainda em terras peruanas, era considerada pela organização como a "etapa rainha" do Dakar, devido à enorme quantidade de dunas que se apresentavam pelo caminho.

Nos automóveis, o dia foi marcado pelo duelo entre Nasser Al Attiyah e Guerlain Chicherit, com o buggy do qatari a levar o melhor sobre o Mini do piloto francês, por apenas meio minuto de diferença. Foi um duelo a quatro, pois Stephane Peterhansel e Carlos Sainz estiveram envolvidos, até que o piloto espanhol teve problemas e atrasou-se.

Peterhansel pode ter acabado a etapa na terceira posição, mas consolidou a liderança, desta vez com um avanço de cinco minutos sobre Nasser Al-Attiyah. O sul-africano Giniel de Villers, no seu Toyota, consolidou o terceiro lugar da geral, apesar de estar já a mais de meia hora sobre o lider.

Quanto a Carlos Sousa, o piloto português teve um bom dia, acabando a recuperar lugares. Agora, o piloto da Great Wall está na 11ª posição da geral.

Para Carlos Sainz, a etapa foi-lhe problemática. Depois de ontem ter-se queixado de que a organização lhe ter "devolvido" os 21 minutos que a organização lhe tirou na segunda etapa, devido a uma alegada avaria no GPS, e de ter perdido meia hora devido a problemas elétricos no seu "buggy", desta vez, depois de ter estado envolvido na luta pela vitória, ficou parado no quilómetro 147 durante muito tempo, atrasando-se ainda mais na classificação, ficando por agora, fora dos dez primeiros. 

Outro dos azarados de hoje foi Robby Gordon. O americano continua a ser capaz do melhor... e do pior. Depois de ter sido segundo classificado na etapa de ontem, hoje voltou aos azares, ao capotar o enorme Hummer, acabando por ficar de rodas para o ar, à espera que alguém o virasse. Em termos físicos, nada sucedeu à equipa, e quanto a Gordon, foi mais um episódio da sua longa carreira no "off-road" e no Dakar. No final, ele retomou a prova, mas desta vez, acumulou mais quatro horas de atraso em relação à geral.

Nas motos, o grande vencedor do dia foi o espanhol Joan Barreda Bort, a bordo do seu Husqvarna, com oito minutos de avanço sobre o Honda do francês Olivier Pain, que ascendeu ao comando, já que Cyril Després atrasou-se, perdendo 17 minutos e fazendo-o cair para o terceiro lugar da geral.

Quanto aos portugueses, Hélder Rodrigues deu-se bem, com o piloto da Honda sa terminar no quinto lugar na etapa, o que deverá permitir subir alguns lugares na geral, enquanto que Rúben Faria ficou atrás de Rodrigues, no sexto posto, mantendo-se nesse lugar na classificação geral. Paulo Gonçalves foi apenas 18º na etapa e está na 21ª posição da geral.

O Dakar são quinze dias de corrida com muitos imponderáveis e temos de ser muito calculistas na maneira como o abordamos. O mais importante é não cometer erros, particularmente na navegação. Estou satisfeito por ter conseguido recuperar de forma significativa na etapa de hoje e amanhã tudo farei para melhorar ainda mais a minha classificação”, salientou Hélder Rodrigues, à chegada a Arequipa.

Ruben Faria, mais eufórico, comentou: “Isto é o Dakar! Resolvi atacar desde início para me aproximar ao máximo do Cyril pois com o resultado de ontem ele saiu à minha frente e tenho que andar sempre junto dele. Foi uma Etapa com uma navegação difícil principalmente na fase inicial. Muito obrigado aos meus patrocinadores e aos meus fãs por todo o apoio diário. Um abraço especial para vocês”.

A etapa de amanhã levará máquinas e pilotos de Arequipa, no Peru, para Arica, no Chile, no total de 509 quilómetros para carros e 411 para as motos, dos quais 172 quilómetros (para os carros) e 136 km (para as motos) serão em troço cronometrado.