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quinta-feira, 9 de abril de 2020

Youtube Motorsport Video: Formula Easter em Brno


Há uns dias coloquei aqui um video sobre as competições no outro lado da Cortina de Ferro, nos anos 80. E falei também que em alguns países, como a (então) Checoslováquia e a Hungria, que a partir de 1986 acolheu um Grande Prémio de Formula 1, também foi palco desta competição da Formula Easter, com motores de 1300cc vindos de Ladas e Skodas, entre outros, em chassis feitos na então União Soviética e com pilotos vindos da RDA, Checoslováquia, União Soviética, Polónia e outros países desse bloco.

Hoje coloco uma corrida de 1987 no circuito de Brno. A localidade tem uma longa tradição automobilística, como Most, e recebeu provas de motocliclismo e automobilismo, nomeadamente provas de Endurance. Tinha melhores condições de segurança, porque estavam a acolher provas da FIA, logo, até teria o seu interesse ver o tipo de provas neste tipo de circuitos.

Em suma, algo interessante para verem nesta Páscoa confinada.

domingo, 12 de julho de 2015

Quando o motociclismo ia além da Cortina de Ferro (Parte 2)

(continuação do episódio anterior)


PARTE 3 - LONGOS E PERIGOSOS

Em 1969, das doze corridas no calendário, três eram do outro lado da Cortina de Ferro, embora em terras jugoslavas, as coisas eram bem mais liberais em termos de entrada e saída de pessoas. Como Josip Broz, vulgo Tito, advogava uma politica de não-alinhamento entre as duas potências em conflito - apesar de ser comunista e o seu país viver um regime de partido único - as coisas por lá eram bem mais liberais do que noutros países. Os seus próprios cidadãos tinham passaporte e poderiam viajar quando quisessem e como quisessem.

Contudo, os circuitos eram longos e complicados, numa altura em que as velocidades eram cada vez maiores. O circuito de Brno era desenhado nas estradas à volta da cidade, com quase 14 quilómetros de extensão, enquanto que em Opatija, perto da cidade croata de Rijeka, tinha seis mil metros, mas a paisagem fazia com que fosse chamada de "Mónaco do Adriático". Antes já tinha havido corridas de Formula 3 e de Formula Junior, mas as motos eram uma novidade.

Cedo, os pilotos começaram a criticar o circuito. As velocidades cada vez maiores e a estreiteza do circuito fizeram com que os pilotos começassem a reclamar e a recear o pior. A 17 de junho 1973, a corrida ficou marcada pelo boicote feito pelos pilotos da MV Agusta (a equipa de Giacomo Agostini), Yamaha e Harley Davidson, devido aos perigos existentes na pista. E também havia mais uma razão: a corrida acontecia um mês após o maldito GP da Nações, em Monza, onde um acidente na Curva Grande tinha matado o italiano Renzo Pasolini e o finlandês Jarno Saarinen.

Os que participaram, não deram o seu máximo, e pilotos como Dieter Braun (250cc) o hungaro Janos Drapal (350cc) e o neozelandês Kim Newcombe (500cc) foram os vencedores dessas corridas. Irónicamente, Newcombe morreria dois meses depois, numa corrida em Silverstone.

No ano seguinte, acontecia a primeira fatalidade quando o piloto britânico Billie Nelson morreu, vittima de um acidente na corrida de sidecars de 500cc. As coisas continuaram assim até 1977, quando os organizadores receberam um ultimato da FIM: ou melhoravam as condições do circuito, ou a prova era retirada do calendário.

A prova, que se realizou a 19 de junho, foi um desastre: no treinos para a corrida de 250cc, o italiano Giovani Zigotto sofreu um acidente quando o seu motor travou, acabando por cair na pista e ser atingido por outro piloto. Gravemente ferido, acabaria por morrer quatro dias mais tarde. Mas antes, outro acidente fatal aconteceria na corrida de 50cc, quando o suiço Ulrich Graff sofreu um furo e caiu, batendo fortemente com a cabeça no chão. acabaria por morrer horas depois no hospital. Irónicamente, tinha vencido a corrida no ano anterior.

A partir de 1978, a corrida aconteceu em Rieka, não muito longe dali, num autódromo construido para o efeito.

Por esta altura, o circuito de Brno já tinha encolhido em termos de dimensão. Quando entrou no calendário, em 1964, o circuito Masaryk tinha quase 14 quilómetros de extensão e os seus pilotos faziam uma volta na ordem dos cinco minutos e meio a seis minutos, num circuito essencialmente constituido por estradas à volta da cidade. E como acontecera com Opatija, com o tempo, os pilotos começaram a preocipar-se com a segurança, e em 1976, o circuito foi diminuído para quase onze quilómetros. O melhor tempo tinha sido feito por Johnny Ceccoto, em 1977, a bordo de uma Yamaha de 500cc. E esse foi o último ano em que as motos de 500cc visitaram o circuito. a partir dali, só os 250cc e os 350cc é que visitavam a pista, antes de sair de cena, em 1982.

PARTE 4 - O FIM DE TUDO

A 10 de março de 1985, em Moscovo, Konstantin Chernenko morria, vitima de um enfisema pulmonar. Era o terceiro lider que o Politburo soviético enterrava em dois anos e meio, e a direção achava que era altura de escolher um lider da nova geração, mais jovem e com maior impeto. O escolhido fora Mikhail Gorbachov, que na altura tinha 53 anos, e uma agenda escondida: queria reformar economicamente uma União Soviética que vivia dificuldades na sua economia planificada. E cedo entraram duas palavras no vocabulário: perestroika (reestruturação) e glasnost (abertura). Em suma, desejava abertura económica e politica.

Aos poucos, isso acontecia, e por vezes, essa abertura era demasiado veloz até para os próprios elementos da nomenculatura soviética. E isso também era acompanhado nos países satélites, num misto de receio e esperança, especialmente naqueles que tentaram aprisionar o seu povo, como a RDA.

Nos quatro anos seguintes, o Leste europeu seguiu atento ao que se passava, enquanto que começava a queixar-se dos seus próprios problemas. A Polónia vivia uma contestação ao regime desde 1980, quando surgiu o sindicato independente Solidariedade, apoiado pelo Papa João Paulo II, e que o regime do general Jaruzelwski tentou suprimir em desembro de 1981 com a implantação da lei marcial.

Em termos motociclisticos, as autoridades checoslovacas tinham por fim chegado à conclusão de que o ideal seria um circuito novo, com padrões modernos. Em 1986, no mesmo ano em que foi feito o circuito de Hungaroring e este acolhia a Formula 1, os checos construiram um circuito permanente num sitio onde passava parte do traçado do circuito Masaryk. Com isso, a corrida checoslovaca regressou ao calendário em 1987, com o australiano Wayne Gardner a ser o vencedor na classe 500cc.

A corrida checa acompanhava a corrida jugoslava no calendário, e em 1990, pela corrida húngara, no próprio Hungaroring, voltando o Leste europeu a ter três corridas no calendário. Mas nesse verão, o Leste vivia o seu primeiro ano em liberdade, com a queda do Muro de Berlim e a discutir a reunificação alemã.

Contudo, quem não estava vivo para assistir a tudo isto era Ernst Degner. Terminada a sua carreira no MotoGP, continuou a trabalhar para a Suzuki e foi viver para as Canárias, onde tinha um concessionário local de aluguer de automóveis. Morreu a 10 de setembro de 1983, aos 51 anos, em circunstâncias consideradas misteriosas. as teorias da conspiração falavam que a Stasi, a policia secreta alemã, poderia tê-lo matado, em vingança, mas na realidade, tinha sido vitima de uma overdose de medicamentos, dado que ele estava em constantes dores por causa das sequelas do seu acidente em Suzuka, vinte anos antes. A curva Degner, no circuito japonês, foi batizada em sua honra.

Em terras jugoslavas, Rijeka era um circuito convencional, mas no final da década de 80, voltava a sofrer os mesmos problemas de Opatija: era estreito e travado, e as condições de segurança degradavam-se, especialmente em relação ao asfalto e ao pouco profissionalismo dos seus comissários de pista. E a corrida de 1990, realizada a 17 de junho, foi particularmente atribulada por isso.

A corrida de 250cc foi atribulada desde o inicio, com o holandês Wilco Zeelenberg a ficar magoado nos treinos, e estes foram suficientemente graves para não poder partir para a prova, no dia seguinte. A mesma coisa tinha acontecido na corrida de 500cc, quando o francês Christian Sarron também tinha caído e sofrido lesões que também o impediram de correr.

Ali, as coisas foram particularmente más, por causa da chuva, que caiu a duas voltas do fim, obrigando à antecipar o final. Mas uma má corrdenação entre os comissários de pista, por causa das bandeiras vermelhas, fez com que alguns dos pilotos fossem mais velozes do que outros, que as tinham visto e abrandavam o ritmo. e isso causou um desastre, quando um dos pilotos, Darren Milner, abrandou em zona proibida, e numa altura em que o alemão Reinhold Roth passava em alta velocidade. Ambos chocaram fortemente, afetando ainda o espanhol Alex Crivillé.

A seguir, a confusão era geral. Milner e Crivillé foram rapidamente socorridos pelos comissários que atravessavam a pista... ainda com pilotos a correr, enquanto que Roth era o piloto mais afetado: tinha tido um traumatismo craniano e toráxico, e estava em coma. A sua namorada, quando o viu antes de ser transportado de helicóptero para o hospital mais próximo, desmaiou perante a extensão dos seus ferimentos. E tudo isto a ser transmitido em direto pela televisão... Roth ficou duas semanas em coma, e quando acordou, estava paralisado do lado esquerdo do seu corpo.

A corrida de 500cc fora atrasada, para que o asfalto fosse limpo e a chuva passasse. Mas as quedas continuavam: Alex Barros,  Ron Haslam e Randy Mamola caíam no asfalto, com o americano a cair por causa do irlandês. Mas o acidente mais grave tinha acontecido com o espanhol Sito Pons, quando este caiu na pista na frente de Pierfrancesco Chili, atingindo-o fortemente. Pons foi colocado na maca de forma pouco profissional, pois as suas lesões tinham sido graves, e faltaria metade da temporada. E isso precipitou o seu abandono da competição no ano seguinte.

No final, o vencedor foi o americano Wayne Rainey, mas tudo o que tinha acontecido por ali tinha sido demais para a FIM, que retirou a corrida jugoslava do calendário, para não mais voltar. Mas no ano seguinte, o próprio país também deixava de existir, passando a cidade a fazer parte da Croácia. E uma certa era do motociclismo também chegava ao fim.

sábado, 11 de julho de 2015

Quando o motociclismo ia além da Cortina de Ferro (Parte 1)

Normalmente não falo sobre motociclismo por aqui - aliás, ele é sempre um assunto menor neste blog - mas há ocasiões onde a coisa é demasiado boa para deixar escapar. No fim de semana do GP da Alemanha de motociclismo, não quero deixar de falar de uma das suas catedrais, o circuito de Sachsenring, e um evento que faz hoje 44 anos que foi marcante, num tempo em que a Guerra Fria estava quente, e onde a Alemanha estava fragmentada e a reunificação era um sonho que passava no subconsciente das pessoas.

Ao contrário da Formula 1, cuja visita ao outro lado da Cortina de Ferro aconteceu apenas em 1986, numa Hungria que já abraçava um "socialismo à húngara", com alguma propriedade privada, no motociclismo, as visitas ao outro lado aconteciam bem antes. Em 1961, o campeonato do mundo visitava pela primeira vez a Alemanha do Leste, exatamente o mesmo ano em que se levantava... o Muro de Berlim. Quatro anos mais tarde, em 1965, o calendário iria acolher o Grande Prémio da Checolsováquia, numa versão do Masaryk Circuit, em Brno. Mais quatro anos se passariam até que a caravana da MotoGP fosse à Jugoslávia.

Contudo, já havia corridas bem antes: Sachenring existia desde 1927, primeiro como um circuito de rua, e depois como circuito permanente. Era ali que acontecia o GP da Alemanha, bem antes da II Guerra Mundial. Com o final do conflito, a zona caiu na área soviética, e dezanove anos depois, e já com a fundação da República Democrática da Alemanha, começaram a haver corridas no circuito. O primeiro grande vencedor foi Ernst Degner.

PARTE 1 - O PILOTO DO OUTRO LADO DO MURO

Degner, nascido em 1931 na atual Gliwicie, na Polónia, e orfão aos 15 anos - seu pai morreu antes da guerra e a sua mãe pouco depois do final do conflito - licenciou-se em engenharia no Instituto de Tecnologia de Postsdam em 1950, tendo pouco tempo depois começado a guiar em motos,  feitos por um amigo seu, Daniel Zimmerman. Essas motos de 125 cc começaram a bater as máquinas do estado, as MZ (Motorradwerk Zschopau, ou fábrica de motos de Zschopau, em português) que eram fabricadas na antiga fábrica da DKW, em Zwickau. Com o tempo, a marca notou as qualidades de Degner e o contratou.

Em 1956, Degner era piloto da fábrica, mas esse contrato só aconteceu depois de ter exigido que a sua namorada, Gerda Bastian, fosse empregada. Walter Kaaden, o o seu diretor desportivo, tinha conseguido encontrar uma técnica que permitia expandir as câmaras de combustão, permitindo colocar mais gasolina nos motores de dois tempos e ser mais eficaz. Depois de vitórias no campeonato alemão de 125cc, a MZ entrava no Mundial de motociclismo, na mesma categoria, começavam a surgir as primeiras vitórias. Em 1961, Degner era vice-campeão na categoria de 125cc, com vitórias em casa... e na Alemanha Ocidental, bem como no Troféu das Nações, em Monza.

Contudo, por esta altura, o Muro de Berlim já tinha sido erguido, e viajar para os países ocidentais era uma tarefa bastante dura. E quer ele, quer a sua familia - tinha-se casado com Bastian e já tinha tido um filho - estavam com vontade de fugir para o Ocidente. E assim elaborou-se um plano de fuga, bastante arriscado nesses dias. O plano era simples: a família iria com ele para assistir ao GP da Suécia, em Kristiansand, e no regresso iriam separados para a fronteira alemã ocidental. E Degner tinha outro motivo para irem separadamente: ele era mais uma vez candidato ao título, na classe 125cc.

Para isso, precisava de ficar na frente do seu rival, o Honda do britânico Tom Phillis. Tudo parecia indicar que isso iria acontecer, mas o seu motor falhou nas primeiras voltas e viu o seu rival ser sexto, mas não o suficiente para alcançar o título. Depois da corrida, pegou no seu Wartburg e fez uma viagem que só parou na fronteira franco-alemã, onde ele se reuniu com a sua família, sã e salva.

A deserção de Degner causou um fernesim na MZ, que acusou-o de ter sabotado o seu motor, e tentou impedi-lo de competir na corrida final, na Argentina, onde já tinha arranjado moto e uma licença da Alemanha Ocidental. As autoridades apresentaram uma queixa à FIM (Federation Internationale du Motociclisme) e este conseguiu impedir Degner de alinhar em Buenos Aires. Assim, Phillis alcançou o título, mas no final de 1961, a FIM, depois de ver o motor do seu MZ, chegou à conclusão de que a quebra do motor tinha sido acidental.

Imediatamente, Degner foi contratado pela japonesa Suzuki e foi morar para o país do Sol Nascente, onde no ano seguinte, conseguiu ser campeão na classe de 50cc, graças aos seus conhecimentos de mecânica, que ajudaram melhorar os motores nipónicos ao ponto de lhes dar o seu primeiro título. Contudo, no final de 1963, Degner sofreu um grave acidente durante o GP do Japão, quando guiava a moto de 250cc. No impacto, o tanque de combustivel abriu-se e explodiu, causando-lhe graves queimaduras no seu corpo. Levou mais de 50 enxertos na pele, mas recuperou para correr até 1966, vencendo em mais quatro corridas, incluindo em Dunrod, em 1965, na classe de 125cc. 

PARTE 2 - UM ALEMÃO INCONVENIENTE

Quem olhasse para o calendário motociclistico de 1970, este mostrava que das doze provas existentes, três aconteceriam do outro lado da Cortina de Ferro. A viagem começava a 24 de maio, quando iam a Opatija para correrem no GP da Jugoslávia. Depois, a 11 de julho, rumavam para Sachenring, para correrem o Grande Prémio da Alemanha do Leste, e na semana a seguir estavam em Brno para a corrida checa. Interessantemente, a corrida inaugural dessa temporada acontecia no lado ocidental da Alemanha, mais concretamente no Nordschleife.

Eram seis as classes que estavam presentes: 50cc, 125cc, 250cc, 350cc, 500cc e 500cc em sidecar. E nessa altura, já dominavam as lendas do motociclismo, como Giacomo Agostini, nos 500, e o espanhol Angel Nieto, nos 50 e 125cc.

Na classe 250cc dominava um alemão, Dieter Braun. Então com 27 anos de idade (nascera a 2 de fevereiro de 1943), tinha começado a correr em 1968 com... MZ, motos vindas do outro lado do muro. Tinha começado na classe 125cc, mas saltava para as 250, também conseguindo bons resultados. Em 1970 fez isso com uma Suzuki e ganhou as quatro primeiras corridas dessa temporada, acabando como campeão do mundo de 125cc, ao mesmo tempo que corria também com motos de 250 e 350cc.

Em 1971, Braun corria em três classes: 125cc com a Maico, uma fabricante alemã, e com a Yamaha nas 250 e 350cc. Nas 250cc, a sua temporada estava bastante melhor, com várias subidas ao pódio, mas faltava a vitória. E em Sachenring, a 11 de julho, essa vitória surgiu.

Por essa altura, as autoridades alemãs orientais usavam as corridas motociclisticas como um espelho do seu país perante o mundo, um dos poucos que este tinha. Era das poucas coisas desportivas do qual o Ocidente poderia vir e competir de igual para igual com os pilotos do Leste europeu, e a politica, como seria óbvio, não fazia parte. Mas naquele dia, as coisas ficaram fora de mão: é que até então, nenhum alemão ocidental tinha vencido por ali. Aliás, era normal os alemães ocidentais evitarem ir ao lado oriental, para evitar embaraços.

Mas naquele dia, não havia como evitar. Quando tocou o hino alemão, o público levantou-se e cantou-o em unissono, quase como que uma manifestação de rebeldia contra as autoridades vigentes, e de uma certa forma, um desejo de uma futura reunificação. Estes ficaram envergonhados e decidiram, que a partir dali, só poderiam aceder por convite. Em 1973, a FIM retirou a corrida alemã oriental do calendário e as motos só voltariam ao Sachenring em 1998, após a reunificação.

Quanto a Braun, ele ainda viria a vencer mais um título, em 1973, de 250cc, pela Yamaha, e correria até 1977, quando sofreu um grave acidente durante o GP da Austria, no Salzburgring.

(continua amanhã)  

domingo, 19 de junho de 2011

WTCC - Brno (Corridas)

Os Chevrolet continuam a dominar o WTCC este ano, e para não fugir à regra, venceram as duas corridas desta tarde no corcuito de Brno, na República Checa. O suiço Alain Menu e o britânico Robert Huff foram os vencedores, enquanto que Tiago Monteiro teve um fim de semana para esquecer, na estreia do motor 1.6 Turbo no seu Seat Leon.

Na primeira corrida, dpeois das batalhas habituais nos metros iniciais, Rob Huff estabeleceu-se no comando e foi ganhando alguma vantagem a Yvan Muller, que não conseguiu acompanhar o líder do campeonato. Outro que não os acompanhou de inicio, mas por outras razões, foi o suiço Alain Menu, que completou o pódio, num monopólio Chevrolet, mas ficou preso atrás do BMW do holandês Tom Coronel até à sétima volta. Este acabou na quarta posição, aguentando o dinamarquês Kristian Poulsen, vencedor nos independentes, e o Volvo do sueco Robert Dahlgren, que ficou mais competitivo com o motor 1.6 turbo que estreou na prova checa.

Quanto aos Seat, se Monteiro fartou-se de ter problemas de motor ao longo do final de semana, terminando esta corrida no 12ª lugar, já Gabriele Tarquini levou um toque do dinamarquês Michel Nykjaer na primeira curva, que o atirou para último, depois de passar pelas boxes.

Na segunda corrida, mais do mesmo: Yvan Muller venceu, mas na partida, o melhor foi o BMW de Tom Coronel, que passou para a frente. A luta durou quatro voltas, mas no final, Muller conseguiu passar o holandês e foi-se embora, rumo à vitória. Coronel passou o resto da corrida a resistir às pressões de Alan Menu e Robert Huff, mas conseguiu segurar o segundo posto. Quanto a Tiago Monteiro, continuou o seu inferno, apesar de ter subido de 17º para 13º em apenas uma volta. Depois subiu mais uma posição devido á desistência de Darryl O'Young.

"A equipa fez, mais uma vez, um trabalho incrível durante toda a noite e encontrou dois problemas que foram solucionados. Pensámos que talvez tivéssemos resolvido o assunto. Fiz uma excelente primeira volta e recuperei de 18º para 11º mas o motor não estava a 100 por cento e acusou alguma falta de performance e eu não consegui aguentar as investidas dos meus adversários.", começou por explicar Monteiro.

Na segunda corrida, houve um agravamento do estado do novo propulsor: "A partir da terceira volta o motor começou, tal como ontem, a cortar em quinta e sexta velocidades. Dos cinco novos motores apenas um está totalmente bem, pelo que a equipa vai agora testar o carro para descobrir a origem do problema e solucioná-lo para a prova do Porto. Saio de Brno desiludido mas desde o início que sabia que iria ser um fim de semana particularmente complicado. Tenho confiança na equipa e sei que encontrarão uma solução!", concluiu.

Depois de Brno, o WTCC desloca-se ao circuito da Boavista, na cidade do Porto, para mais uma rodada dupla a 2 e 3 de julho.

domingo, 1 de agosto de 2010

WTCC - Brno (Corridas)

Foi um fim de semana equilibrado nas duas corridas de Brno, que contaram para o campeonato WTCC de Turismos. Robert Huff e Andy Prilaux foram os vencedores nas duas corridas checas, com Tiago Monteiro, que teve uma qualificação modesta, no 14º posto, a acabar ambas as corridas nos pontos, com um décimo e um sexto lugar. Os resultados desta tarde, com Yvan Muller a não pontuar nas duas corridas e Gabriele Tarquini a desistir na segunda corrida, fazem agora com que o campeonato esteja muito mais equilibrado.

A primeira corrida do dia foi uma luta entre o Chevrolet de Huff e o Seat de Tarquini, que tentava aqui atacar a liderança de Yvan Muller, E no final não conseguiu mais do que o segundo lugar. Mas atrás deles, houve confusão: Jordi Gené e Tom Coronel envolveram-se numa carambola, que levou à entrada do Safety Car, e após o recomeço da corrida, outros carros foram eliminados, entre os quais o Chevrolet de Yvan Muller, eliminado pelo carro do britânico Colin Turkington.

Quanto a Tiago Monteiro, conseguiu subir até à zona dos pontos e chegou a lutar pelo oitavo lugar, que lhe daria a pole-position para a segunda corrida, mas no final acabou no décimo lugar, o último pontuável. No final, o piloto português queixava-se do comportamento pouco desportivo dos seus adversários: "Em vez de fazerem ultrapassagens limpas, começaram naquele ritmo de toques e mais toques. Claro, que com esta postura caí para o 10º lugar. Lamento apenas que não sejam adotadas medidas que impeçam este tipo de comportamentos", afirmou.

Na segunda corrida da tarde, Tarquini e Muller estavam separados por cinco pontos, logo, tinham de fazer algo para sair de Brno para modificar a situação. No final, nada ficou decidido, pois... ambos não pontuaram. A Tarquini aconteceu o pior, pois teve o motor rebentado com um pódio á vista.

Em termos de corrida propriamente dita, o vencedor foi Andy Prilaux, que ganhou pela quinta vez este ano e dando à BMW a sua 50ª vitória da história do WTCC, seguido pelo britânico Turkington e pelo Chevrolet de Alan Menu.

Quanto a Tiago Monteiro, fez uma prova sólida e terminou no sexto lugar, resultado de uma estratégia bem sucedida: "Fiz novamente um bom arranque e consegui evitar os habituais toques. Rapidamente assumi o 7º lugar e fui mantendo um ritmo constante e não tão agressivo como na prova anterior. Isso permitiu chegar ao final no 6º lugar. Foi uma prova mais tranquila e que acabou por salvar todo o fim de semana. Este era um traçado que sabíamos difícil para os SEAT mas não esperávamos tantas dificuldades", concluiu o piloto português.

A próxima jornada do WTCC irá acontecer no traçado alemão de Oschersleben, a 3 e 4 de Setembro.

domingo, 21 de junho de 2009

WTCC - Brno (Corridas)

No mesmo dia em que a Formula 1 corria em Silverstone, no circuito checo de Brno, o WTCC tinha a sua jornada dupla. E aqui, no duelo entre BMW e Seat, a marca alemã levou a melhor.


Na primeira corrida do dia, com Augusto Farfus a largar da "pole-position", este provocou uma... carambola, que não só o eliminou a si, como também aos Chevrolet Cruze de Nicola Larini e de Rob Huff, com o terceiro Chevrolet, o de Alain Menu, a não ir mais longe. Andy Prilaux e Jordi Gené também estiveram envolvidos, mas continuaram em prova. Tiago Monteiro, partindo da 11ª posição na grelha, aproveitou bem a confusão para chegar ao quinto posto no final da primeira volta.



Contudo, nas voltas seguintes, estava a ser pressionado pelo espanhol Sergio Hernandez, no seu BMW, que estava muito mais rápido do que ele, e desceu para o sexto posto, o seu lugar final. Na frente, o duelo era entre Alex Zanardi e Jorg Muller, mas no final, o piloto italiano levou a melhor, numa dobradinha BMW. Gabriele Tarquini foi o terceiro, o melhor dos Seat.


Na segunda corrida do dia, Sergio Hernandez partiu na frente, e não mais largou. O seu grande adversário foi outro BMW, do seu compatriota Felix Portero, mas um despiste a meio da corrida o fez cair para o quarto posto, aproveitado pelos dois Seat, de Yvan Muller e Tiago Monteiro, que o tentaram apanhar, mas não conseguiram. Sendo assim, o piloto português subiu ao pódio pela segunda vez este ano. Gabriele Tarquini foi quinto, seguido de Rykard Rydell.



"Estou muito contente. Dois pódios em dois fins-de-semana são resultados muito positivos. Este fim-de-semana somei nove pontos para além de ter dado igualmente pontos à Seat numa altura especialmente sensível para a equipa devido às alterações regulamentares impostas", afirmou primeiro o piloto português.


No balanço de um fim de semana que era potencialmente complicado, devido às restrições dos turbo-diesel da Seat e dos lastros, Monteiro e a equipa Seat conseguiram contrariar um pouco as adversidades: "Chegámos a Brno preocupados e não muito confiantes devido às limitações das rotações dos Leon TDI e claro, do lastro, mas determinados em conseguir fazer o melhor possível. A estratégia da equipa acabou por funcionar muito bem, soubemos defender-nos dos ataques dos nossos adversários e não cometemos erros, o que foi determinante para o desfecho final", concluiu.


No final deste fim de semana duplo, Monteiro subiu duas posições, até ao décimo lugar, com pontos. A proxima jornada dupla do WTCC será no circuito português da Boavista, no Porto, a 4 e 5 de Julho.

domingo, 15 de junho de 2008

WTCC - Brno (Corrida)

Antes que acabasse as 24 Horas de Le Mans, tivemos no circuito de Brno as corridas da rodada checa do WTCC. Esta foi a corrida dos BMW, com Alex Zanardi e Felix Portero a lutarem entre si para ver quem seria o piloto a conseguir a segunda vitória do ano para a BMW. E no final, o feliz contemplado foi o piloto italiano, com Portero em segundo, e o suiço Alain Menu, que levou o seu Chevrolet Lancetti ao terceiro posto.

Quanto a Tiago Monteiro, o azar bateu-lhe à porta: partindo do sexto posto, tentou uma manobra arriscada na primeira curva, passando alguns adversários, mas levou um toque do seu companheiro, o italiano Gabriele Tarquini, provocou uma monumental "atravessadela" do seu Seat Leon TDI, bem no miolo do pelotão.



O toque entre os dois pilotos da Seat Sport apenas foi prejudicial para o português, que caiu para o 11º lugar, e onde perdeu ainda mais dois lugares durante a corrida, terminando-a na 13ª posição final.


A segunda corrida foi muito mais emocionante: diversas batalhas pelos primeiros postos, com travagens disputadas ao milimetro, e os inevitáveis toques, fizeram com que os lugares pontuaveis fossem duramente disputados. Gabriele Tarquini liderou toda a prova, mas o pesado Seat teve que conter, no final, os ataques do BMW de Alex Zanardi, que partindo do oitavo posto, e após ter-se livrado do pelotão, ganhava um segundo por volta, até quase ficar lado a lado com o seu compatriota na linha de chegada, mas Tarquini levou a melhor.


Após os dois italianos, o inglês Rob Huff ficou com o terceiro posto, repetindo o feito da primeira corrida, com Menu ao volante. Quanto a Tiago Monetiro, esteve muito envolvido nas baltalhas do meio do pelotão, mas um toque com o BMW privado de Sebasteien Englester fê-lo atrasar um pouco, acabando na 11ª posição final.

sábado, 14 de junho de 2008

WTCC - Brno (Qualificação)

Para além das 24 Horas de Le Mans, também temos outras provas de pista neste fim de semana. Para começar, temos mais uma ronda do WTCC, que se disputa na pista checa de Brno.

E na qualificação desta tarde, os BMW estiveram melhor, com o italiano Alex Zanardi na "pole-position", conseguido nos instantes finais da sessão de treinos à custa do suiço Alain Menu, da Chevrolet. Na segunda linha marcam presença outro BMW e outro Chevrolet, respectivamente do espanhol Félix Porteiro e do inglês Robert Huff. De seguida, uma linha composta por Leon TDI, com Gabriele Tarquini e Tiago Monteiro.

Isto demonstra a imensa competitividade da grelha do WTCC. Amanhã decorrem as duas corridas do fim de semana checo.

domingo, 14 de outubro de 2007

A1GP - Brno

Este fim de semana, a A1GP teve a sua segunda prova do campeonato no circuito checo de Brno, onde 22 máquinas, de outros tantos países, se degladiam pelo melhor posto, e pelo orgulho nacional.

Nos treinos, o melhor foi Jeronen Bleekmolen, da Holanda, que se superiorizou a Johnny Reid, da Nova Zelândia, e a Adrian Zaugg, da Africa do Sul. João Urbano, o representante português, lagou da oitava posição para a Sprint Race.


Nessa corrida, feita em partida lançada, quem se lançou para a frente foi Reid, enquanto que Urbano perdeu um lugar para o francês Nicolas Lapierre. No final das 10 voltas, não houve grandes mudanças, e a Nova Zelândia foi a melhor, seguido por Robbie Kerr, da Grã-Bretanha, e Adam Carroll, da Irlanda. Zaugg foi quarto, e João Urbano foi nono.


A segunda corrida, a Feature Race, a Nova Zelândia repetiu a dose, subindo ao lugar mais alto do pódio, seguido pelas formações da Holanda e da Suiça, com Neel Jani ao voltante. Quanto a portugal, João Urbano partiu da 16ª posição, mas uma má escolha de pneus fez com que acabasse a corrida no 18º lugar. Quanto ao Brasil, através de Sergio Jimenez, foi sétimo nesta segunda corrida, marcando os três primeiros pontos da época.


A próxima prova irá decorrer no dia 25 de Novembro, no Circuito de Sepang, na Malásia.

domingo, 17 de junho de 2007

WTCC - Brno

O fim de semana da etapa checa do WTCC não foi grande coisa para as cores portuguesas. Nos treinos, Tiago Monteiro teve uma qualificação para esquecer, e ficou na 17ª posição na grelha, enquanto que Miguel Freitas foi 21º. Monteiro podia ter mais 30 quilos de lastro, mas isso não explica a sua má performance nos treinos...

Na primeira corrida, Monteiro fez uma corrida de recuperação, chegando ao final na 13ª posição. Miguel Freitas foi 21º, numa corrida dominada pelos BMW, no qual o espanhol Felix Portero foi o melhor sobre Jorg Muller. O brasileiro Augusto Farfus foi quarto.


Na segunda corrida, Tiago Monteiro fez melhor, subindo para o sétimo posto, mas no final, uma manobra de Jordi Gené, o seu companheiro na Seat, fez com que perdesse duas posições, ficando fora dos pontos, o que penaliza uma corrida de recuperação que teve neste fim de semana. Quanto a Miguel Freitas, acabou em 18º.


A segunda corrida acabou por ser ganha pelo alemão Jorg Muller, seguido de Augusto Farfus, todos em BMW. A próxima corrida vai ser no circuito citadino da Boavista, a 14 e 15 de Julho.