quinta-feira, 9 de abril de 2020
Youtube Motorsport Video: Formula Easter em Brno
domingo, 12 de julho de 2015
Quando o motociclismo ia além da Cortina de Ferro (Parte 2)
Cedo, os pilotos começaram a criticar o circuito. As velocidades cada vez maiores e a estreiteza do circuito fizeram com que os pilotos começassem a reclamar e a recear o pior. A 17 de junho 1973, a corrida ficou marcada pelo boicote feito pelos pilotos da MV Agusta (a equipa de Giacomo Agostini), Yamaha e Harley Davidson, devido aos perigos existentes na pista. E também havia mais uma razão: a corrida acontecia um mês após o maldito GP da Nações, em Monza, onde um acidente na Curva Grande tinha matado o italiano Renzo Pasolini e o finlandês Jarno Saarinen.
Os que participaram, não deram o seu máximo, e pilotos como Dieter Braun (250cc) o hungaro Janos Drapal (350cc) e o neozelandês Kim Newcombe (500cc) foram os vencedores dessas corridas. Irónicamente, Newcombe morreria dois meses depois, numa corrida em Silverstone.
No ano seguinte, acontecia a primeira fatalidade quando o piloto britânico Billie Nelson morreu, vittima de um acidente na corrida de sidecars de 500cc. As coisas continuaram assim até 1977, quando os organizadores receberam um ultimato da FIM: ou melhoravam as condições do circuito, ou a prova era retirada do calendário.
A prova, que se realizou a 19 de junho, foi um desastre: no treinos para a corrida de 250cc, o italiano Giovani Zigotto sofreu um acidente quando o seu motor travou, acabando por cair na pista e ser atingido por outro piloto. Gravemente ferido, acabaria por morrer quatro dias mais tarde. Mas antes, outro acidente fatal aconteceria na corrida de 50cc, quando o suiço Ulrich Graff sofreu um furo e caiu, batendo fortemente com a cabeça no chão. acabaria por morrer horas depois no hospital. Irónicamente, tinha vencido a corrida no ano anterior.
A partir de 1978, a corrida aconteceu em Rieka, não muito longe dali, num autódromo construido para o efeito.
Por esta altura, o circuito de Brno já tinha encolhido em termos de dimensão. Quando entrou no calendário, em 1964, o circuito Masaryk tinha quase 14 quilómetros de extensão e os seus pilotos faziam uma volta na ordem dos cinco minutos e meio a seis minutos, num circuito essencialmente constituido por estradas à volta da cidade. E como acontecera com Opatija, com o tempo, os pilotos começaram a preocipar-se com a segurança, e em 1976, o circuito foi diminuído para quase onze quilómetros. O melhor tempo tinha sido feito por Johnny Ceccoto, em 1977, a bordo de uma Yamaha de 500cc. E esse foi o último ano em que as motos de 500cc visitaram o circuito. a partir dali, só os 250cc e os 350cc é que visitavam a pista, antes de sair de cena, em 1982.
PARTE 4 - O FIM DE TUDO
A 10 de março de 1985, em Moscovo, Konstantin Chernenko morria, vitima de um enfisema pulmonar. Era o terceiro lider que o Politburo soviético enterrava em dois anos e meio, e a direção achava que era altura de escolher um lider da nova geração, mais jovem e com maior impeto. O escolhido fora Mikhail Gorbachov, que na altura tinha 53 anos, e uma agenda escondida: queria reformar economicamente uma União Soviética que vivia dificuldades na sua economia planificada. E cedo entraram duas palavras no vocabulário: perestroika (reestruturação) e glasnost (abertura). Em suma, desejava abertura económica e politica.
Aos poucos, isso acontecia, e por vezes, essa abertura era demasiado veloz até para os próprios elementos da nomenculatura soviética. E isso também era acompanhado nos países satélites, num misto de receio e esperança, especialmente naqueles que tentaram aprisionar o seu povo, como a RDA.
Nos quatro anos seguintes, o Leste europeu seguiu atento ao que se passava, enquanto que começava a queixar-se dos seus próprios problemas. A Polónia vivia uma contestação ao regime desde 1980, quando surgiu o sindicato independente Solidariedade, apoiado pelo Papa João Paulo II, e que o regime do general Jaruzelwski tentou suprimir em desembro de 1981 com a implantação da lei marcial.
Em termos motociclisticos, as autoridades checoslovacas tinham por fim chegado à conclusão de que o ideal seria um circuito novo, com padrões modernos. Em 1986, no mesmo ano em que foi feito o circuito de Hungaroring e este acolhia a Formula 1, os checos construiram um circuito permanente num sitio onde passava parte do traçado do circuito Masaryk. Com isso, a corrida checoslovaca regressou ao calendário em 1987, com o australiano Wayne Gardner a ser o vencedor na classe 500cc.
A corrida checa acompanhava a corrida jugoslava no calendário, e em 1990, pela corrida húngara, no próprio Hungaroring, voltando o Leste europeu a ter três corridas no calendário. Mas nesse verão, o Leste vivia o seu primeiro ano em liberdade, com a queda do Muro de Berlim e a discutir a reunificação alemã.
Contudo, quem não estava vivo para assistir a tudo isto era Ernst Degner. Terminada a sua carreira no MotoGP, continuou a trabalhar para a Suzuki e foi viver para as Canárias, onde tinha um concessionário local de aluguer de automóveis. Morreu a 10 de setembro de 1983, aos 51 anos, em circunstâncias consideradas misteriosas. as teorias da conspiração falavam que a Stasi, a policia secreta alemã, poderia tê-lo matado, em vingança, mas na realidade, tinha sido vitima de uma overdose de medicamentos, dado que ele estava em constantes dores por causa das sequelas do seu acidente em Suzuka, vinte anos antes. A curva Degner, no circuito japonês, foi batizada em sua honra.
Em terras jugoslavas, Rijeka era um circuito convencional, mas no final da década de 80, voltava a sofrer os mesmos problemas de Opatija: era estreito e travado, e as condições de segurança degradavam-se, especialmente em relação ao asfalto e ao pouco profissionalismo dos seus comissários de pista. E a corrida de 1990, realizada a 17 de junho, foi particularmente atribulada por isso.
A corrida de 250cc foi atribulada desde o inicio, com o holandês Wilco Zeelenberg a ficar magoado nos treinos, e estes foram suficientemente graves para não poder partir para a prova, no dia seguinte. A mesma coisa tinha acontecido na corrida de 500cc, quando o francês Christian Sarron também tinha caído e sofrido lesões que também o impediram de correr.
Ali, as coisas foram particularmente más, por causa da chuva, que caiu a duas voltas do fim, obrigando à antecipar o final. Mas uma má corrdenação entre os comissários de pista, por causa das bandeiras vermelhas, fez com que alguns dos pilotos fossem mais velozes do que outros, que as tinham visto e abrandavam o ritmo. e isso causou um desastre, quando um dos pilotos, Darren Milner, abrandou em zona proibida, e numa altura em que o alemão Reinhold Roth passava em alta velocidade. Ambos chocaram fortemente, afetando ainda o espanhol Alex Crivillé.
A seguir, a confusão era geral. Milner e Crivillé foram rapidamente socorridos pelos comissários que atravessavam a pista... ainda com pilotos a correr, enquanto que Roth era o piloto mais afetado: tinha tido um traumatismo craniano e toráxico, e estava em coma. A sua namorada, quando o viu antes de ser transportado de helicóptero para o hospital mais próximo, desmaiou perante a extensão dos seus ferimentos. E tudo isto a ser transmitido em direto pela televisão... Roth ficou duas semanas em coma, e quando acordou, estava paralisado do lado esquerdo do seu corpo.
A corrida de 500cc fora atrasada, para que o asfalto fosse limpo e a chuva passasse. Mas as quedas continuavam: Alex Barros, Ron Haslam e Randy Mamola caíam no asfalto, com o americano a cair por causa do irlandês. Mas o acidente mais grave tinha acontecido com o espanhol Sito Pons, quando este caiu na pista na frente de Pierfrancesco Chili, atingindo-o fortemente. Pons foi colocado na maca de forma pouco profissional, pois as suas lesões tinham sido graves, e faltaria metade da temporada. E isso precipitou o seu abandono da competição no ano seguinte.
No final, o vencedor foi o americano Wayne Rainey, mas tudo o que tinha acontecido por ali tinha sido demais para a FIM, que retirou a corrida jugoslava do calendário, para não mais voltar. Mas no ano seguinte, o próprio país também deixava de existir, passando a cidade a fazer parte da Croácia. E uma certa era do motociclismo também chegava ao fim.
sábado, 11 de julho de 2015
Quando o motociclismo ia além da Cortina de Ferro (Parte 1)
Eram seis as classes que estavam presentes: 50cc, 125cc, 250cc, 350cc, 500cc e 500cc em sidecar. E nessa altura, já dominavam as lendas do motociclismo, como Giacomo Agostini, nos 500, e o espanhol Angel Nieto, nos 50 e 125cc.
Na classe 250cc dominava um alemão, Dieter Braun. Então com 27 anos de idade (nascera a 2 de fevereiro de 1943), tinha começado a correr em 1968 com... MZ, motos vindas do outro lado do muro. Tinha começado na classe 125cc, mas saltava para as 250, também conseguindo bons resultados. Em 1970 fez isso com uma Suzuki e ganhou as quatro primeiras corridas dessa temporada, acabando como campeão do mundo de 125cc, ao mesmo tempo que corria também com motos de 250 e 350cc.
Por essa altura, as autoridades alemãs orientais usavam as corridas motociclisticas como um espelho do seu país perante o mundo, um dos poucos que este tinha. Era das poucas coisas desportivas do qual o Ocidente poderia vir e competir de igual para igual com os pilotos do Leste europeu, e a politica, como seria óbvio, não fazia parte. Mas naquele dia, as coisas ficaram fora de mão: é que até então, nenhum alemão ocidental tinha vencido por ali. Aliás, era normal os alemães ocidentais evitarem ir ao lado oriental, para evitar embaraços.
Mas naquele dia, não havia como evitar. Quando tocou o hino alemão, o público levantou-se e cantou-o em unissono, quase como que uma manifestação de rebeldia contra as autoridades vigentes, e de uma certa forma, um desejo de uma futura reunificação. Estes ficaram envergonhados e decidiram, que a partir dali, só poderiam aceder por convite. Em 1973, a FIM retirou a corrida alemã oriental do calendário e as motos só voltariam ao Sachenring em 1998, após a reunificação.
Quanto a Braun, ele ainda viria a vencer mais um título, em 1973, de 250cc, pela Yamaha, e correria até 1977, quando sofreu um grave acidente durante o GP da Austria, no Salzburgring.
(continua amanhã)
domingo, 19 de junho de 2011
WTCC - Brno (Corridas)


domingo, 1 de agosto de 2010
WTCC - Brno (Corridas)



domingo, 21 de junho de 2009
WTCC - Brno (Corridas)
No mesmo dia em que a Formula 1 corria em Silverstone, no circuito checo de Brno, o WTCC tinha a sua jornada dupla. E aqui, no duelo entre BMW e Seat, a marca alemã levou a melhor.
Na primeira corrida do dia, com Augusto Farfus a largar da "pole-position", este provocou uma... carambola, que não só o eliminou a si, como também aos Chevrolet Cruze de Nicola Larini e de Rob Huff, com o terceiro Chevrolet, o de Alain Menu, a não ir mais longe. Andy Prilaux e Jordi Gené também estiveram envolvidos, mas continuaram em prova. Tiago Monteiro, partindo da 11ª posição na grelha, aproveitou bem a confusão para chegar ao quinto posto no final da primeira volta.
Contudo, nas voltas seguintes, estava a ser pressionado pelo espanhol Sergio Hernandez, no seu BMW, que estava muito mais rápido do que ele, e desceu para o sexto posto, o seu lugar final. Na frente, o duelo era entre Alex Zanardi e Jorg Muller, mas no final, o piloto italiano levou a melhor, numa dobradinha BMW. Gabriele Tarquini foi o terceiro, o melhor dos Seat.
Na segunda corrida do dia, Sergio Hernandez partiu na frente, e não mais largou. O seu grande adversário foi outro BMW, do seu compatriota Felix Portero, mas um despiste a meio da corrida o fez cair para o quarto posto, aproveitado pelos dois Seat, de Yvan Muller e Tiago Monteiro, que o tentaram apanhar, mas não conseguiram. Sendo assim, o piloto português subiu ao pódio pela segunda vez este ano. Gabriele Tarquini foi quinto, seguido de Rykard Rydell.
"Estou muito contente. Dois pódios em dois fins-de-semana são resultados muito positivos. Este fim-de-semana somei nove pontos para além de ter dado igualmente pontos à Seat numa altura especialmente sensível para a equipa devido às alterações regulamentares impostas", afirmou primeiro o piloto português.
No balanço de um fim de semana que era potencialmente complicado, devido às restrições dos turbo-diesel da Seat e dos lastros, Monteiro e a equipa Seat conseguiram contrariar um pouco as adversidades: "Chegámos a Brno preocupados e não muito confiantes devido às limitações das rotações dos Leon TDI e claro, do lastro, mas determinados em conseguir fazer o melhor possível. A estratégia da equipa acabou por funcionar muito bem, soubemos defender-nos dos ataques dos nossos adversários e não cometemos erros, o que foi determinante para o desfecho final", concluiu.
No final deste fim de semana duplo, Monteiro subiu duas posições, até ao décimo lugar, com pontos. A proxima jornada dupla do WTCC será no circuito português da Boavista, no Porto, a 4 e 5 de Julho.
domingo, 15 de junho de 2008
WTCC - Brno (Corrida)
Antes que acabasse as 24 Horas de Le Mans, tivemos no circuito de Brno as corridas da rodada checa do WTCC. Esta foi a corrida dos BMW, com Alex Zanardi e Felix Portero a lutarem entre si para ver quem seria o piloto a conseguir a segunda vitória do ano para a BMW. E no final, o feliz contemplado foi o piloto italiano, com Portero em segundo, e o suiço Alain Menu, que levou o seu Chevrolet Lancetti ao terceiro posto.
Quanto a Tiago Monteiro, o azar bateu-lhe à porta: partindo do sexto posto, tentou uma manobra arriscada na primeira curva, passando alguns adversários, mas levou um toque do seu companheiro, o italiano Gabriele Tarquini, provocou uma monumental "atravessadela" do seu Seat Leon TDI, bem no miolo do pelotão.O toque entre os dois pilotos da Seat Sport apenas foi prejudicial para o português, que caiu para o 11º lugar, e onde perdeu ainda mais dois lugares durante a corrida, terminando-a na 13ª posição final.
A segunda corrida foi muito mais emocionante: diversas batalhas pelos primeiros postos, com travagens disputadas ao milimetro, e os inevitáveis toques, fizeram com que os lugares pontuaveis fossem duramente disputados. Gabriele Tarquini liderou toda a prova, mas o pesado Seat teve que conter, no final, os ataques do BMW de Alex Zanardi, que partindo do oitavo posto, e após ter-se livrado do pelotão, ganhava um segundo por volta, até quase ficar lado a lado com o seu compatriota na linha de chegada, mas Tarquini levou a melhor.sábado, 14 de junho de 2008
WTCC - Brno (Qualificação)
Para além das 24 Horas de Le Mans, também temos outras provas de pista neste fim de semana. Para começar, temos mais uma ronda do WTCC, que se disputa na pista checa de Brno.
E na qualificação desta tarde, os BMW estiveram melhor, com o italiano Alex Zanardi na "pole-position", conseguido nos instantes finais da sessão de treinos à custa do suiço Alain Menu, da Chevrolet. Na segunda linha marcam presença outro BMW e outro Chevrolet, respectivamente do espanhol Félix Porteiro e do inglês Robert Huff. De seguida, uma linha composta por Leon TDI, com Gabriele Tarquini e Tiago Monteiro.
Isto demonstra a imensa competitividade da grelha do WTCC. Amanhã decorrem as duas corridas do fim de semana checo.
domingo, 14 de outubro de 2007
A1GP - Brno
Este fim de semana, a A1GP teve a sua segunda prova do campeonato no circuito checo de Brno, onde 22 máquinas, de outros tantos países, se degladiam pelo melhor posto, e pelo orgulho nacional.
Nessa corrida, feita em partida lançada, quem se lançou para a frente foi Reid, enquanto que Urbano perdeu um lugar para o francês Nicolas Lapierre. No final das 10 voltas, não houve grandes mudanças, e a Nova Zelândia foi a melhor, seguido por Robbie Kerr, da Grã-Bretanha, e Adam Carroll, da Irlanda. Zaugg foi quarto, e João Urbano foi nono.
A segunda corrida, a Feature Race, a Nova Zelândia repetiu a dose, subindo ao lugar mais alto do pódio, seguido pelas formações da Holanda e da Suiça, com Neel Jani ao voltante. Quanto a portugal, João Urbano partiu da 16ª posição, mas uma má escolha de pneus fez com que acabasse a corrida no 18º lugar. Quanto ao Brasil, através de Sergio Jimenez, foi sétimo nesta segunda corrida, marcando os três primeiros pontos da época.domingo, 17 de junho de 2007
WTCC - Brno
O fim de semana da etapa checa do WTCC não foi grande coisa para as cores portuguesas. Nos treinos, Tiago Monteiro teve uma qualificação para esquecer, e ficou na 17ª posição na grelha, enquanto que Miguel Freitas foi 21º. Monteiro podia ter mais 30 quilos de lastro, mas isso não explica a sua má performance nos treinos...










