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domingo, 9 de agosto de 2026

As especulações dos lugares para 2027


Estamos no meio do verão, e apenas onze das 22 corridas já foram realizadas, e o campeonato, que à partida, parecia ser um passeio para os Mercedes, se transformou numa corrida a três, com o envolvimento da Ferrari, e mais recentemente, McLaren, também é a altura ideal para se especular sobre 2027. Especialmente por causa de uma equipa, e um piloto: Fernando Alonso. O veterano de 45 anos poderá estar a pensar em sair de uma Aston Martin que está em crise, e isso é o assunto deste momento, com um lado a dizer que "fica", mas há quem jure que irá "sair".

Expliquemos isto, então.

Estamos no verão de 2026, e a Aston Martin conseguiu até agora... um ponto. O chassis AMR26 é um fracasso total, e o único ponto foi alcançado por Fernando Alonso no Mónaco. E isso tudo, apesar de terem Adrian Newey e os motores Honda, que deram títulos à Red Bull até 2024. Contudo, soube-se depois, esses motores eram mais do departamento da Red Bull, cuja sede é em Milton Keynes, no centro da Inglaterra, do que na sede da Honda em Tóquio, no Japão. E isso, acumulado com o facto do desenvolvimento do AMR26 ter começado tarde, conduziu à catástrofe.

E o que tem isso a ver com Alonso? Como podem imaginar, muito. Ele não esperava estar a lutar para não ficar em último, e ele tem um contrato com indices de desempenho, que poderá ser acionado, caso não se cumpra. E poderá haver uma razão poderosa para isso: a Alpine, a equipa dirigida pelo seu velho amigo Flávio Briatore. A Alpine conseguiu um apoio generoso da Louis Vuitton, pelo menos o grupo que a gere, e a chegada da Gucci, uma marca de alta costura, à equipa, poderá ser a razão que se tente Alonso com um derradeiro grande contrato antes de ele vá pendurar o capacete. 

Claro, publicamente, ele afirma aos quatro ventos que pretende permanecer na equipa caso continue na Fórmula 1, mas recentemente, diversas publicações japonesas dão conta de conversações entre o bicampeão do mundo e a Alpine. E na semana passada, mais uma acha para a fogueira foi deitada pelo veterano jornalista suíço Roger Benôit, do jornal "Blick", que escreveu um artigo, afirmando a pés juntos que Alonso se juntará a Pierre Gasly e correrá na última fase da sua carreira.

O novo piloto ao lado de Pierre Gasly deverá ser Fernando Alonso. Seria uma forma perfeita de fechar o círculo.”, diz Benôit, amigo pessoal de Bernie Ecclestone


E então, quem ficaria com o lugar? O candidato número um poderá ser outro espanhol, Carlos Sainz Jr. Insatisfeito na Williams, porque o carro desde ano, o FW48, é pior que o do ano passado, que lhe deu dois pódios e o quinto lugar no Mundial de Construtores, ele pretende uma reunião com James Vowles para saber se o projeto continuará a ser competitivo em 2027 e 2028, numa altura em que ele está a caminho dos 32 anos. 

A minha intenção é esperar pela pausa de Verão para me sentar com a equipa e ter uma conversa séria. Quero conversar com o James e com toda a equipa sobre o futuro da Williams e também sobre o meu próprio futuro dentro da equipa.”, afirmou. 

Sabendo que a Aston Martin está a esforçar-se para ter um carro competitivo, e depois de mostrar que as evoluções estão no bom caminho, e conhecendo o potencial futuro, Sainz Jr. poderá pensar que eles poderão ser a equipa a ter em conta nas próximas duas temporadas. Agora, é claro: tudo dependerá o que Alonso decidir. 


E se Alonso sair, rumo à Alpine, e Sainz Jr colocar os dois pés em Silverstone, o seu lugar conta com dois candidatos: o argentino Franco Colapinto... e o mexicano Sérgio Perez. Apesar da Cadillac ainda estar no primeiro ano do seu projeto, e eles ainda lutarem para escapar do fundo da grelha, o mexicano consegue ser constantemente mais rápido que o seu companheiro de equipa, Valtteri Bottas, mostrando que ainda é competitivo. Isso, aliado à vasta experiência na Formula 1 - está cá desde 2010, com um ano sabático em 2025 - poderá ser uma mais valia.

Ainda por cima, o mexicano disse que a Cadillac não evoluiu como deveria ter evoluído neste primeiro ano porque ainda tem problemas de organização, ainda precisa de arrumar devidamente a casa, e isso ressentiu-se na evolução que esperavam ter e acabou por não acontecer.

Não temos um processo claramente estabelecido. Para muitas das equipas que já estão estabelecidas, elas conhecem o seu processo de desenvolvimento. Para nós, ainda há muitas curvas que estamos atualmente a descobrir.” disse o mexicano, durante o fim de semana da Hungria.

Neste momento, estamos numa fase em que começamos a concentrar-nos no próximo ano”, revelou. “Penso que a equipa vai continuar a esforçar-se para trazer mais algumas evoluções, para garantir que somos, pelo menos, capazes de demonstrar a nós próprios que o nosso processo de desenvolvimento é sólido.”, concluiu.

Agora, se Pérez não quiser esperar e saltar para o lugar da Williams, caso esse lugar fique vago, pouco ou nada podem fazer, porque Pérez tem um acordo anual com a marca americana, e a renovação depende de conversas com ambas as partes, ao contrário de Bottas, que tem contrato até ao final de 2027. 

Isto é uma parte das especulações para a próxima temporada. Na outra parte, falar-se-á daqueles que poderão entrar, regressar... ou não.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Apresentações 2026 - O Williams FW48


A Williams mostrou esta terça-feira a decoração do seu FW48, o chassis que irá usar na temporada de 2026 da Formula 1. Mantendo a mesma dupla de 2025, ou seja, o espanhol Carlos Sainz Jr e o anglo-tailandês Alex Albon, existiam altas expectativas em relação ao carro, mas nas vésperas dos testes de pré-temporada em Barcelona, o chassis falhou nos crash-test da FIA e decidiu-se que iriam falhar esse compromisso, concentrando-se em resolver os problemas e aparece nos testes do Bahrein, os últimos antes da nova temporada, onde mostrará o seu carro e fará os testes necessários, para que tudo fique pronto antes da primeira corrida do ano, que começará na primeira semana de março, em Melbourne.  

Para James Vowles, director da equipa, 2026 representa um momento-chave no trajecto de recuperação da Williams. “[A temporada de] 2026 é o próximo passo no caminho de regresso ao topo para a Atlassian Williams F1 Team, à medida que entramos numa nova era do desporto, e estamos entusiasmados com a época que temos pela frente”, afirmou, sublinhando a ambição contida, mas determinada do projecto.

Vowles destacou ainda a estabilidade e os reforços da estrutura, mas sem esconder a incerteza associada ao novo ciclo técnico.

Temos uma grande dupla de pilotos, alguns parceiros novos fantásticos, uma base de fãs em crescimento constante e queremos construir sobre o sucesso que provámos no ano passado, mas não somos ingénuos quanto ao desafio que temos pela frente. Ninguém sabe exatamente o que vai acontecer na primeira corrida, mas estamos ansiosos por descobrir e esperamos que os nossos adeptos gostem de nos apoiar com esta nova decoração”.

Sobre a grande pergunta do momento, o facto de não terem participado nos testes de pré-temporada em Barcelona, devido aos atrasos no desenvolvimento do FW48, agravados com a demora em passar nos crash-tests obrigatórios da FIA, Vowles fez questão de clarificar que a presença em Barcelona teria sido possível, ainda que à custa de compromissos operacionais. “Podíamos ter ido a Barcelona, mas isso teria colocado a equipa numa posição frágil em termos de peças suplentes”, referiu.


Falando da relação com a Mercedes, que fornece à equipa de Grove a unidade de potência e a caixa de velocidades, o director da Williams salientou a importância da continuidade técnica com a marca alemã, reconhecendo que essa ligação, no caso especifico dos eventos que impediram de ir a Barcelona, esta relação ajudará a mitigar parte da desvantagem inicial que tem neste momento. 

Temos o motor fornecido pela Mercedes, a caixa de velocidades fornecida pela Mercedes, por isso a aprendizagem que eles estão a fazer esta semana em Barcelona vai transitar para nós, para o Bahrain”, começou por afirmar.

Não quero estar a viver do trabalho deles, mas é justo dizer que isso continua a ser uma vantagem para nós, ou um inconveniente que acaba por ser neutralizado. Estou confiante de que, com seis dias no Bahrain, conseguiremos cumprir todo o programa de que precisamos”, concluiu.

Os testes de pré-temporada no Bahrain estão agendados, primeiramente, entre os dias 11 a 13 e depois, entre os dias 18 a 20 de Fevereiro, sendo esperado que o FW48 faça finalmente a sua estreia em pista nessa altura.

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Noticias: Leclerc e Sainz Jr homenageram Mattia Binotto


Um dia depois da Ferrari ter dito que Mattia Binotto sairia do seu cargo na Scuderia, os seus pilotos, Charles Leclerc e Carlos Sainz Jr, aproveitaram as redes sociais para o homenagearem, agradecendo os serviços prestados e os triunfos ao serviço da cara de Maranello. 

Na sua conta oficial do Instagram, o monegasco agradeceu os momentos que passaram juntos: 

"Obrigado por tudo, Mattia. Passámos quatro anos muito intensos juntos, cheios de grande satisfação e também, inevitavelmente, momentos que nos testaram. A minha estima e respeito por ti nunca diminuiu, e sempre trabalhámos com total dedicação para atingir os mesmos objetivos. Boa sorte para tudo.", concluiu.

Já Carlos Sainz Jr também aproveitou as redes sociais para prestar homenagem ao agora seu ex-chefe da equipa.

Grazie Mattia. Foi um prazer trabalhar ao seu lado para impulsionar a equipe e a nós mesmos em todos os momentos. Obrigado pelas ótimas lembranças e momentos que compartilhamos dentro e fora da pista. Tudo de bom em seus futuros esforços!

O seu sucessor será conhecido até ao final do ano.

quarta-feira, 25 de maio de 2022

As dificuldades de Carlos Sainz Jr.


Carlos Sainz Jr não tem tido uma temporada fácil. Depois de dois pódios nas primeiras corridas, as desistências em Melbourne e Imola, este último por causa de um acidente com o McLaren de Daniel Ricciardo, e o quarto posto em Barcelona, atrás dos Red Bull e do Mercedes de George Russell, ele está agora na quarta posição, com metade dos pontos do atual líder, Max Verstappen.

Apesar das criticas e de terem começado a aparecer as dúvidas sobre a sua capacidade de condução, o piloto espanhol afirma que está a aprender com seus erros enquanto luta para se adaptar ao Ferrari deste ano. "Isto é um novo desafio na minha carreira na Fórmula 1 e eu estou a ser obrigado a pensar fora da caixa, sair da caixa. Com estes tipos de erros, trata-se de aprender coisas que tenho de aprender, focar-me para tentar encontrar soluções e tentar dar a volta o mais rápido possível.", começou por afirmar.

O incidente na mais recente corrida, em Barcelona, onde acabou por fazer excursão por fora da pista, foi a mais recente de uma série de erros durante a sua temporada de 2022. "Houve uma combinação de infortúnios e erros do meu lado, o que também conta. Mas acho que no futuro ou vou dar a volta de uma vez ou vou virar pouco a pouco e só preciso manter o foco", sublinhou o piloto espanhol.

"Penso que é percetível pelas camaras e de todos os lados que eu ainda não estou lá com o carro em comparação com o ano passado. Não estou a pilotar naturalmente, o carro é um pouco pontudo demais para o meu gosto. Mas é o que é. Mas ou adaptamo-nos ou podemos a adaptar o carro mais ao nosso gosto. Essas duas coisas levam tempo e levam conhecimento e experiência, exigem erros, é preciso passar pelo processo por tentativa e erro. É neste processo que estou agora e é isso que vou tentar corrigir o mais rápido possível", continuou.

O forte início de temporada do monegasco Charles Leclerc está a impressionar impressionou Sainz, que disse que ele está a "pilotar a um nível muito alto. Ele está a realizar grandes tempos, muito impressionantes nas voltas, mantendo-se agressivo com a sua maneira de pilotar e eu só posso admirar e, de certa forma, copiar e noutros casos tentar colocar o carro um pouco mais ao meu gosto para ser mais rápido e é isso. Às vezes, é assim e, como piloto, só precisamos passar pelo processo e de nos desafiarmos", concluiu.

Mattia Binotto, o diretor-desportivo da Scuderia, fala que a diferença de desempenho de ambos pode estar nas afinações que cada um dos seus pilotos usa no seu monolugar, que são distintas. "O Charles está realmente a pilotar muito bem e a fazer uma temporada fantástica até agora", começou por dizer Binotto à Sky Sports. "Ele é capaz de lidar com uma afinação muito agressiva que talvez o Carlos, no momento, não possa adotar. Acho que o Carlos precisa de um pouco mais de experiência."

A Formula 1 prossegue neste final de semana nas ruas do Mónaco. 

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

As alterações da Ferrari


Carlos Sainz Jr. vai ter o seu motor trocado em Istambul e terá de largar do fundo da grelha, anunciou a Ferari nesta quarta-feira, numa altrua em que também anunciaram que Mattia Binotto não estará presente em Istambul.

A troca de motor irá acontecer depois do quinto pódio conquistado pelo piloto espanhol em Sochi, numa prova onde até chegou a liderar, em contraste com Charles Leclerc, que também teve a sua unidade motriz trocada, mas por causa das vicissitudes da prova, ficou fora dos pontos, na 15ª posição.

Através do seu comunicado oficial, a Scuderia referiu que, “como foi o caso de Charles Leclerc na Rússia, na Turquia Carlos Sainz terá uma unidade motriz completamente nova, equipada com o novo sistema híbrido. Em resultado, começará na parte de trás da grelha com o objetivo de subir na ordem para tentar ganhar alguns pontos”.

Quanto a Binotto, a razão da sua ausência em Istambul tem a ver com o desenvolvimento do carro do próximo ano. A Scuderia confirmou que ele seguirá todas as sessões e a corrida a partir da Remote Garage, com uma ligação permanente à equipa no circuito turco.

Neste momento, a Scuderia é quarto no campeonato de construtores, com 216,5 pontos, enquanto Sainz Jr é sexto na geral, com 112,5 pontos, resultantes de três pódios, sendo que o segundo lugar no Mónaco o seu melhor resultado da temporada.