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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

TCR: Divulgado calendário para a temporada asiática

Os planos da TCR para os próximos anos parecem ser grandes, e o melhor exemplo disso é o campeonato asitático, cujo calendário foi hoje divulgado. No segundo ano dessa temporada, o campeonato vai ter ao todo seis rondas duplas, bem espalhadas no ano, uma delas fazendo parte de um fim de semana da Formula 1.

As novidade vai ser a entrada de Yeongam, a 15 de maio, e que vai ser a prova de abertura do campeonato. E como aconteceu este ano, a temporada fechará em Macau, a 20 de novembro. Pelo meio, irão a Buriram, na Tailândia, Sepang e ao circuito de Zhejiang, na China.

Eis o calendário completo:


15 de maio - Yeongam (Coreia do Sul)
12 de junho - Buriram (Tailândia)
7 de agosto - Sepang (Malásia)
18 de setembro - Marina Bay (Singapura)
23 de outubro - Zheijiang (China)
20 de novembro - Macau  

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Nuvens negras sobre o negócio

Que a Formula 1, como todos os outros desportos que se desenvolveram na segunda metade do século XX, explodiu graças á televisão, isso é verdade. Que muitos patrocinadores têm excelentes receitas só para exporem o seu produto no chassis de um carro, isso também é verdadeiro. Mas em 2009, a crise também atingiu a Formula 1. E não falo só da crise entre a FOTA e a FIA, falo também de algumas decisões duvidosas de Bernie Ecclestone em colocar as partidas de alguns GP's asiáticos a horas tardias. Resultado: uma queda média de 13 por cento em relação a 2008, uma redução mundial a rondar os 80 milhões de espectadores.

O relatório da FOM saiu esta manhã em Londres e apontam várias causas para essa queda: as intrigas politicas e os horários das corridas nos países asiáticos. O facto de colocar corridas como os da Austrália, Singapura e Malásia em horários mais "civilizados" teve um efeito contrário do que o esperado, pois colidia com os jogos de futebol, claramente mais populares (e mais baratos) do que a Formula 1. Por causa disso, na China, a perda média foi de 30 milhões de espectadores, enquanto que no Japão, a audiência média baixou em 15 por cento.

Ah, claro! Também tem de se ter em conta os preços proibitivos dos ingressos. Se na rica Arábia isso não é muito grave, pois toda a gente tem dinheiro para "rebentar", na Turquia, por exemplo, notou-se: 25 mil espectadores ao longo de todo o fim de semana, doze mil dos quais no Domingo. Mas nesse aspecto, Ecclestone e a FOM passam bem, sinal do espírito que se vive: máximo lucro, menor atenção ao torcedor.

Outra noticia pode abalar ainda mais o futuro da Formula 1: Bernie Ecclestone não consegue dizer quando é que as transmissões das corridas passarão a ser feitas de HD (Alta Definição). A ideia era que seria este ano, mas Bernie e a FOM não conseguem comprar a tecnologia necessária, por ser ainda muito cara. E como todos sabem, a HD pode ser ultrapassada a qualquer momento graças ao 3D, na berra graças ao "Avatar", e deu em experiências como aconteceu há umas semanas, de transmissão de jogos da Premiership inglesa nessa tecnologia...

Será que a "magia" do Tio Bernie está a apagar-se? Acho que não. Digamos que o preço cobrado pela tecnologia começa a ser demasiado alto para ser sustentado. Ninguém quer cobrar muito por um desporto que tem cada vez menos emoção na pista e cada vez mais emoção nos bastidores. E quando em certos mercados, como o Brasil e a Espanha, os seus "wonderkids" estão ou a arrastar-se no pelotão ou tem acidentes, como aconteceu em 2009, também não ajuda. Pode ser que as coisas em 2010 mudem um pouco, mas os horários tardios das corridas asiáticas tem de ser alterados, se não querem colisões com outros desportos. Afinal de contas, eles tamém contribuem na sustentação deste desporto rico e cada vez mais elitista...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A hipótese GP de Macau

A cidade-estado de Macau, antiga possessão portuguesa até 1999, altura em que foi entregue à China, é o paraíso do jogo e dos casinos. Aliás, chamam-na de "Las Vegas asiática". E tem alguma razão, pois é o unico sítio no continente onde se pode jogar, e onde se pode construir casinos, pois a China Continental proíbe o jogo, enquanto que Hong Kong e Taiwan, entre outros, proíbe os casinos.

E os asiaticos adoram apostar... há uns meses, conheci um senhor que vive lá e me diz que Macau tem 350 mil habitantes, mas entram todos os dias outros 300 mil, muitos deles só para gastar dinheiro no Casino. É real!

E claro, a administração está rica, muito rica, com as receitas do jogo. Vive-se bem por lá.

Mas outra das coisas do qual Macau é famosa tem a ver com o Grande Prémio de Macau, de Formula 3, e mais recentemente, tornou-se na última prova do calendário do WTCC. Ela existe desde 1954, é o mais antigo da Ásia, e é uma referência incontornável. Esta semana, soube-se que o governo encomendou um plano para remodelar o circuito da Guia de alto a baixo, no nsentido de poder albergar o GP de Macau... de Formula 1!

Só que há um problema. E não é o dinheiro. O jornal "Hoje Macau" publicou a noticia de que organizar uma prova destas implicaria obras que custariam à volta de 200 milhões de patacas (cerca de 20 milhões de euros), e que não haveria problemas de tesouraria para fazer isso.

O documento foi entregue a Fernando Chui Sai On, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, e concluiu que é quase impossivel viabilizar um sonho que tem alimentado o imaginário de gerações macaenses. "O dinheiro não seria a questão, até porque duzentos milhões de patacas ou pouco mais bastariam para conceber um traçado que pudesse satisfazer as exigências da empresa que gere a Fórmula 1. Os problemas suscitados por uma eventual candidatura são de outra natureza e prendem-se em muito com as características da cidade e com uma componente muito importante: o património. Com Macau na lista do Património Mundial seria complicado mexer no que quer que fosse", explicou fonte da Comissão do Grande Prémio de Macau ao jornal de lingua portuguesa.

A conclusão que se chega é simples: usando o traçado do Circuito da Guia vão dá. A não ser que construam um novo traçado, aproveitando as novas terras conquistadas ao delta do Rio das Pérolas, pode-se pensar em tal coisa. Mas depois, certos locais emblemáticos como a Curva do Hotel Lisboa não seriam aproveitadas...

terça-feira, 31 de julho de 2007

Extra-Campeonato: A vitória iraquiana na Taça da Àsia


Confesso que depois da asneirada sobre o título nacional do Porto, jurei para mim próprio que só escrevia sobre a Selecção Nacional. Mas hoje posso abrir uma excepção: é sobre a vitória da selecção iraquiana de futebol na Taça das Nações Asiáticas, que aconteceu no passado Domingo na cidade de Jakarta, na Indonésia.


Os iraquianos não eram favoritos. Mais facilmente poderia colocar-se nesse cesto a Arábia Saudita, o Irão, a Coreia do Sul, o Japão ou a Australia. Mas não o Iraque. Mas contra todas as expectativas, eles conseguiram ganhar o grupo, com dois empates e uma vitória sobre a Australia por 3-1. Nos quartos de final bateram o Vietname, nas meias superaram a Coreia do Sul nos "penalties", e na final marcaram o golo da vitória através de um pontapé de canto. Pareciam a Grécia, no Euro 2004, que contra tudo e todos, bateram-nos na final da competição.


Abstraindo-nos da performance desportiva, este resultado deu-nos uma lição de humanidade, e uma fuga à banalidade daquele país: atentados suicidas, dezenas de mortes diárias, violência sectária, sunitas contra xiitas, milhões de refugiados nos países vizinhos... tudo isto é a consequência da Caixa de Pandora que os americanos, e em especial George W. Bush, abriu numa Primavera de há quatro anos.


Para terminar, coloco aqui o comentário de Luis Carvalho, do blog State 83:


"Uma vez mais um fenómeno desportivo suplanta estratégias políticas e militares. O que não se conseguiu com parlamentos, constituições, exércitos, tribunais e até enforcamentos, foi agora alcançado por umas meras 11 pessoas. Pela primeira vez desde o fim da guerra o Iraque ficou unido. Não no plano político, mas sim no plano sentimental e de orgulho na sua nação.


A insegurança continua, os atentados também, mas uma nova esperança renasce. A esperança e a certeza de que o povo Iraquiano é capaz, a certeza de que os movimentos "underground" tentam minar o solo de um povo que quer avançar. Como vem sendo normal, 4 pessoas morreram acidentalmente durante os festejos. Festejos de um povo que até à bem pouco tempo não sabia o que era ganhar, festejos de uma democracia primordial que dá agora os primeiros passos.


A verdade é que no fundo no fundo os festejos dos Iraquianos não são assim tão diferentes dos festejos nas restantes nações futebolísticas. Nós vamos sonhando com vitórias agarrados à bandeira, a uma cerveja e a um amigo, o Iraquianos sonham agarrados a uma AK-47. Condenável? Penso que não... Afinal de contas, esta é a única realidade que eles conhecem desde o dia em que nasceram...Seriamos nós tão diferentes se lá tivéssemos nascido?"

domingo, 27 de maio de 2007

Extra-Campeonato: Se não tem, compra-se!

A Taça da Ásia, que deccore no próximo mês de Julho em quatro países do Sudeste Asiático (Tailândia, Vietname, Indonésia e Malásia), é uma competição futebolistica tão impotante como o Europeu de Futebol. E uma das equipas qualificadas é o Qatar, um Emirado do Golfo sem tradições no futebol (nunca se qualificou para um Mundial). Essa petro-monarquia vai jogar no Vietname, e não vai ter muita gente para o apoiar, então decidiu contornar essa ausência... contratando adeptos! Mais concretamente, 10 mil deles...

Para isso, pediu ao exército local e as associaçõs de estudantes para arranjar esses adeptos, pagando por eles e fazendo camisolas e bandeiras do país que os vai pagar. Isso não é novo: no Mundial da Coreia-Japão, em 2002, os coreanos ofereceram a cada uma das equipas que lá ficaram cerca de 1500 adeptos seus, para apoiar as equipas que lá estavam, para compensar a falta de adeptos locais. Isso deu jeito para quipas como o Senegal... mas não tanto para Portugal, pois não passaou para a fase seguinte, não é?

Num mundo globalizante, o futebol é um desporto incontornável. E como sem uma boa reputação e sem muitos adeptos para apoiar, não és nada. Portanto... compra-se!