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sábado, 22 de setembro de 2018

CNR 2018 - O relato do Rali Amarante Baião

Foi duro, mas no final, José Pedro Fontes foi o vencedor do Rali Amarante Baião e conseguiu bater João Barros num duelo a dois. O líder do campeonato, Armindo Araújo, ficou com o lugar mais baixo do pódio e deu um avanço de 23,2 segundos sobre Ricardo Teodósio e vai para o Algarve mais descansado em relação à luta pelo título nacional.

"Foi muito bom, depois de tudo o que passamos. Há um ano, estava de muletas e de colete. Queria dedicar esta vitória à Inês [Inês Ponte, sua navegadora em 2017] e a toda a equipa, a toda a gente que nos tem ajudado a ultrapassar a fase mais difícil que tive. E dar os parabéns ao João [Barros] e ao António [Costa, seu navegador], que fizeram um rali fantástico e qualquer um dos dois era um justo vencedor", disse Fontes, no final da prova.

Do lado dos derrotados, João Barros afirmou que sonhou com a vitória: "No rali não [alcancei] as minhas expectativas. Este fim de semana ganhei o direito de sonhar em ganhar o rali, andei a liderar até quase ao final, e o Zé Pedro conseguiu mostrar-se mais forte nestes últimos troços, eu penso que ele encaixou melhor estes troços que eu e nada tinha a fazer. O carro estava muito bom e mostrei que tinha andamento, só que o Zé Pedro nestes últimos dois troços mostrou que tinha uma palavra a dizer e conseguiu surpreender no final. Dou os parabéns pela vitória e pela excelente recuperação", disse.

Prova de estreia no campeonato nacional, o Rali Amarante Baião tornou-se num dos decisivos para o campeonato por causa dos pilotos que lutavam pelo título. Armindo Araújo e Ricardo Teodósio eram os dois primeiros à entrada desta prova, mas José Pedro Fontes, depois da vitória na Madeira, tinha uma palavra a dizer, enquanto Miguel Barbosa e Pedro Meireles queriam baralhar as contas e João Barros estreava a sua nova montada, um Skoda Fabia R5, trocando o Ford Fiesta R5 que já tinha há quatro anos e já acusava a falta de competição.

E Barros mostrou que queria vencer. Logo na especial de abertura, na sexta-feira, ele foi o mais veloz na primeira passagem pelo troço do Marão, batendo Ricardo Teodósio por 4,8 segundos, e Armindo Araújo a 5,8. José Pedro Fontes era quarto na especial, a 6,2, na frente de Miguel Barbosa, quinto, a 11,6.

Barros venceu de novo na segunda especial, a segunda passagem por Marão, desta vez com um avanço de 1,1 segundos sobre Fontes e dois sobre Teodósio. Armindo Araújo era quarto, a 3,4.

O final do dia de sexta-feira acabava com a super-especial no centro de Amarante, onde Fontes conseguiu ser melhor que Miguel Barbosa, por 0,7 segundos, comn António Dias a ser terceiro, a 1,9 segundos. Teodósio foi quarto, na frente de Armindo e João Barros, sexto a 5,6 segundos do vencedor.

No final do primeiro dia, João Barros tinha um avanço de 5,2 segundos sobre José Pedro Fontes e 6,7 sobre Ricardo Teodósio. Armindo Araújo era quarto, a 9,1, na frente de Miguel Barbosa, a 17,2, e de Pedro Meireles, a 36,9. Diogo Gago, convidado a andar no Hyundai de Carlos Vieira, era sétimo, a 40 segundos.

O dia de sábado começava com a quarta especial, a primeira passagem por Baião, onde Barros foi melhor que fontes pela margem mínima, deixando Armindo a 4,1 segundos, mas o piloto de Santo Tirso estava satisfeito, pois o seu rival, Ricardo Teodósio, estava 0,8 segundos atrás de si.

Na quinta especial, Fontes atacou e venceu, e também pela margem mínima, com Armindo a ser terceiro, perdendo cinco segundos para os primeiros. E a luta continuou na sexta especial, com Barros a ganhar, com um segundo de vantagem sobre Fontes, enquanto Teodósio era terceiro, a 1,7 segundos, a Armindo o quarto, a 4,8.

A meio do rali, existiam dois duelos importantes: a da liderança (Barros vs Fontes), e a do lugar mais baixo do pódio, que também era a luta pelo comando do campeonato (Teodósio vs Armindo).

"O rali está a correr maravilhosamente bem, estamos com andamento muito bom, acho que é um andamento correto para o nosso ritmo", começou por dizer Barros.

"Estamos aqui a ter uma disputa acesa com um piloto, que é o José Pedro Fontes, que está a ser bastante interessante. Nós em quatro troços conseguimos ganhar uma décima e a diferença entre nós nunca conseguiu ser mais do que um segundo, o que é fantástico, e para vocês verem o ritmo que estamos a andar. E estamos a fazer tudo certo", continuou.

"Ainda falta a parte da tarde, vão ser quatro troços que vão decidir o vencedor, e penso que vai ser entre mim e o Zé Pedro Fontes. Temos de tentar melhorar o carro, vamos a ver.", concluiu.

Do lado do piloto da Citroen, a fome de vitória era a mesma:

"Ele está a fazer um rali fantástico, estamos a tentar acompanhar. Está tudo em aberto para a parte da tarde. Nós temos feito o que sabemos, eles tem sido muito competentes. Nós agora à tarde vamos a ver se conseguimos ser mais competentes que eles", comentou o piloto do Citroen C3 R5.

A parte da tarde, Fontes partiu ao ataque, batendo Armindo por 0,4 segundos, mas sobretudo, batiam Barros por 2,9 segundos, fazendo encurtar a diferença entre ambos. Teodósio era quarto, a 6,5 segundos. Agora, a diferença entre os dois primeiros tinha-se encurtado para 2,4 segundos... e ainda faltavam três especiais.

Mas na nona especial, quem venceu... foi Armindo Araújo. Com essa vitória, ele afastava-se em quase dez segundos sobre Ricardo Teodósio, garantido assim o terceiro posto, e entre os dois primeiros, Fontes ganhava mais 1,1 segundos sobre Barros, diminuindo ainda mais a diferença.

Foi na décima especial que se decidiu tudo. Fontes foi mais veloz em um segundo e maio sobre Barros e passou-o por meio segundo, e depois confirmou-o na última especial, acabando a vencer com uma vantagem de cinco segundos. No final, foram 4,5 segundos a diferença entre os dois primeiros, com Armindo a ser terceiro, na frente de Ricardo Teodósio. Miguel Barbosa foi quinto, na frente do Hyundai de Diogo Gago, a dois minutos e 32 segundos. O Ford Fiesta R5 de Pedro Almeida foi sétimo, a dois minutos e 39,2 segundos, na frente do Skoda de Pedro Meireles, a dois minutos 46,8 segundos, e a fechar o "top ten", o Hyundai de Paulo Meireles e o Skoda Fabia R5 de Joaquim Alves.

Agora, o Nacional de Ralis segue para o Algarve, onde encerrará as suas atividades para esta temporada.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

CNR: Diogo Gago ansioso pela estreia

Diogo Gago está ansioso pela sua estreia com o Hyundai i20 R5 no Rali Amarante/Baião. O piloto de 27 anos vai correr no carro que é de Carlos Vieira, que ainda recupera do seu acidente em junho, no Rali Vidreiro, e confessa que esta é uma grande oportunidade na sua carreira.

Em primeiro lugar, tenho de agradecer a confiança da Hyundai Portugal e dizer que me sinto muito feliz pela oportunidade de guiar um R5”, começou por referir Diogo Gago.

O primeiro contacto que tive com o carro permitiu-me perceber que é uma realidade de pilotagem completamente diferente daquela a que estava habituado, com performances incríveis em todos os aspetos, desde a potência, a travagem, a transferência de massas, etc. Naturalmente, o objetivo é ir ganhando confiança com o carro ao longo do rali e ver onde nos situamos face à concorrência, que é bem mais experiente e que tem outras aspirações nesta prova. Acima de tudo, quero justificar a aposta da equipa e chegar ao final do rali”, concluiu.

O Rali Amarante/Baião acontece neste fim de semana, com a realização de one especiais de classificação. 

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

CNR: Diogo Gago vai correr em Amarante pela Hyundai

Diogo Gago vai ter uma chance de andar no Hyundai i20 R5 que era guiado por Carlos Vieira até ao seu acidente no Rali Vidreiro. No Rali Amarante/Baião, o piloto, que normalmente anda de Peugeot 208 R2 em provas do Europeu de ralis, vai ter a chance de andar entre os grandes do rali português.

"O Team Hyundai Portugal decidiu dar agora uma oportunidade a Diogo Gago, um dos mais promissores pilotos da cena portuguesa dos ralis, para guiar o i20 R5 oficial na próxima prova do CPR, o Rali Amarante Baião, que se disputa, nos próximos dias 21 e 22 de setembro, sob a égide do Clube Automóvel de Amarante", diz o comunicado oficial da marca.

Esta oportunidade significa muito para mim”, começou por dizer o piloto algarvio. “Há muitos anos que me bato para chegar a um nível mais alto e fico muito grato pela escolha. Vai ser uma oportunidade única, tem um valor simbólico enorme, pelo que agradeço à Hyundai Portugal, ao Carlos Vieira e à Sports & You por acreditarem nas minhas capacidades. Estou muito contente e agradecido” prossegue.

Quanto a objetivos, Diogo Gago quer acima de tudo tirar o máximo proveito da experiência: “Quero desfrutar da oportunidade e aprender o máximo. Não vou olhar a resultados, porque o objetivo é chegar ao final, embora sem descurar naturalmente a melhor classificação possível. Mas realço que não quero pensar em resultados, até porque é a primeira vez que guio um carro tão competitivo como o Hyundai i20 R5 e vai ser somente nesta prova. Por isso, reforço, o objetivo é desfrutar e aprender o máximo possível”.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

CNR: Diogo Gago quer ganhar nas duas rodas motrizes

Com o Rali de Castelo Branco a acontecer no final desta semana, máquinas e pilotos já se começam a preparar-se para a prova, a segunda do campeonato nacional de ralis. Diogo Gago, piloto que está ao mesmo tempo a fazer o rali nacional e o ERC, irá participar neste rali com o 208 R2, com o objetivo de vencer na categoria das duas rodas motrizes.

A última vez que corri em Castelo Branco foi em 2012 e então venci com um Peugeot no Desafio Modelstand. Ainda assim, a prova é como se fosse totalmente nova para mim e vou encarar como mais um novo desafio. O rali conta com uma interessante lista de inscritos na nossa categoria e acredito que isso levará uma vez mais muitos espetadores até ás especiais”, começou por explicar.

"Os objetivos passam uma vez mais por vencer entre os carros de duas rodas motrizes e cimentar a liderança na nossa categoria. Para tal, vai ser fundamental voltar a fazer um bom trabalho nos reconhecimentos e entrar bem no rali. Na sexta-feira vamos realizar um pequeno teste com o carro em asfalto e esperamos aí conseguir chegar a um bom compromisso ao nível do set-up do nosso Peugeot 208 R2. Em Fafe a Inside Motor fez um excelente trabalho com o carro e estamos confiantes que assim será de novo em Castelo Branco”, comentou.

O Rali de Castelo Branco irá ter nove especiais, três na sexta-feira à noite e as restantes seis durante o dia de sábado,