Mostrar mensagens com a etiqueta Gato Fedorento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gato Fedorento. Mostrar todas as mensagens

sábado, 5 de dezembro de 2009

Extra-Campeonato: tardou, mas surpreende!

Quando me contaram, achava que era uma piada. Mas depois, quando vi a capa, fiquei de boca aberta: a capa da Playboy deste mês... é um homem! Mas não é um qualquer. E eventualmente o melhor comediante português, o homem que dá a cara pelos Gato Fedorento: Ricardo Araujo Pereira. Não creio que se dispa, mas ver um homem na capa de uma revista dessas, das duas uma: ou cortaram nas despesas, ou então decidiram que para o Natal, a capa tinha de ser diferente.


Estou espantado. Mas curioso que sou, quero ver o que contêm.


Em contraste, a edição brasileira é diferente. Apesar de não ver novelas, por principio, tenho de dizer que a senhora da capa... ai que mulherão!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Extra-Campeonato: O regresso dos Gato Fedorento

Como toda a gente, tinha expectativa sobre o regresso dos Gato Fedorento à antena da SIC. E acho que até gostei mais ou menos do que vi. O genérico é o melhor que já fizeram, especialmente a parte em que eles se vestem tipo... Carmen Miranda?

"Quem és tu, Zé Carlos, e o que te faz ir para o ar ao Domingo?"



Do que vi ontem à noite, não é mais do que uma continuidade do "Diz Que e Uma Espécie de Magazine", só que com um nome diferente, e a sigla do canal. O que não quer dizer que seja mau, pois muitos dos que ficaram fãs, foi devido ao programa anterior (no meu caso, vejo-os desde o "Perfeito Anormal", na SIC Radical...) Mas mesmo com esta mudança aparente, aproveitaram bem algumas oportunidades para gozar. Não tanto o "sketch" do PM com os miudos do Magalhães, mas mais as piadolas do Chavito, devidamente potenciadas por eles (cá para mim, o presidente da Venezuela deveria ser elevado a Gato Honorário!)


"Pino y Lino, Lino y Pino..."


E para finalizar, duas coisas: Os Tesourinhos Deprimentes viraram TUMBA! - Momentos de Relativa Boa Disposição, e como primeira vez... nada mais do que isto. Olha que rir de si próprio não é para qualquer um! E também já sei porque ele corta o cabelo curtinho. É como eu, só que com uma razão ligeiramente diferente: corto o cabelo curtinho porque tou a ficar careca, ele corta porque o cabelo dele...


"ALERTA TÓTÓ! ALERTA TÓTÓ!"


O momento musical agora é ligeiramente diferente. Em vez de musicos a gozarem com certas musicas, são eles mesmos. E como inicio, foram buscar o quarteto dos "Rusticos pelo Epicurismo" com uma musica que ameaça ficar na história da comédia portuguesa, pois fez lembrar muito o "Always Look on The Bright Side of Life" dos Monty Python. Por mim até gosto, pois sou fã da musica...


"- Então, ó compadre, qual é o sentido da vida?
- Ah, essa é fácil. O sentido da vida é... toma nota: nenhum!"

sábado, 10 de maio de 2008

Extra-Campeonato: Um bom exemplo

Os membros dos Gato Fedorento conseguiram ontem uma providência cautelar para impedir a publicação da revista "TV Mais", em que mostrava a nova casa de Ricardo Araújo Pereira (RAP), semanas depois de este ter mudado devido a ameaças à sua familia por parte de grupos de extrema-direita.


As coisas começaram quando o quarteto gozou com um cartaz que o PNR (Partido Nacional Renovador) colocou no Marquês de Pombal, em meados do ano passado. Não contentes, certos membros ameaçaram quer a ele, quer a sua familia, nomeadamente a sua filha mais nova, de três anos.

Alguns meses mais tarde, nada relacionado com o caso, um dos líderes "skinhead", Mario Machado, foi preso, e o seu julgamento decorre neste momento no Tribunal de Monsanto, em Lisboa. Na semana passada. RAP foi chamado como testemunha no processo, onde confirmou as ameaças. Por causa disso, ele mudou de casa e retirou as suas filhas do colégio onde andam.

Sendo um férreo defensor da privacidade da sua familia (e vi isso em pessoa), a mudança para o outro lado da cidade implicava que fosse deixado em paz. Mas certa imprensa "cor de rosa" (que para mim não é mais do que lixo) descobriu rapidamente a casa e publicou fotografias dela, bem como a das suas filhas. Foi o que aconteceu com a TV Mais, curiosamente do Grupo Impresa, a mesma da SIC, a estação de televisão onde os Gatos irão trabalhar, a partir de Setembro.

Pessoalmente, aplaudo esta iniciativa. Acho que esse tipo de imprensa abusa imenso quando anda atrás das figuras públicas. Sempre achei que eles poderiam actuar impunemente, como se existisse uma lei não escrita que diz "Todas as figuras públicas perdem o direito à sua privacidade, bem como as suas familias". Nem toda a gente gosta de ser exposta, e querem que os deixem em paz no seu dia-a-dia, mas parece que as coisas estão a ficar como em Hollywood, onde há "paparrazzis" que não tem outra vida senão tirar fotos de dentro de casa das estrelas...

Bravo, Ricardo. Exemplos como estes deviam acontecer mais vezes, pois acho que este tipo de imprensa devia merecer uma lição. Ou será que a lei terá que agir quando algo de catastrófico acontecer?

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Extra-Campeonato: o fim de ano dos Gato Fedorento

O quarteto mais famoso do humor português na actualidade decidiu aproveitar a passagem de ano para se despedir da televisão por uns tempos. Para isso alugaram o Pavilhão Atlântico, em Lisboa, meteram 15 mil pessoas lá dentro e comemoraram em grande a passagem de ano... de 1984 para 85!




Durante mais de duas horas parodiaram um pouco de tudo, num regresso nostalgico aos anos 80. Desde o José Sócratres a fumar um charro num sítio que afinal, era na Ota, até cada um deles com um bigode falso, a apresentar vedetas internacionais cujos helicópteros se despenhavam antes de chegar ao local do espectáculo, aconteceu de tudo. Claro, houve uma excepção... Tivemos Zé Diogo Quintela a fazer de "quarto Doce" quando elas foram cantar o "Bem Bom", e no final, eles beberam champanhe que se fartaram. No final, tivemos um coro a cantar o que eles gostariam que o programa tivesse sido: "Foi uma m****!"



No final, e após uma sessão de autógrafos, os Gatos mantinham o sentido de humor, gritando “Acabou! Acabou!” Para quem tinha dúvidas acerca da despedida, Ricardo Araújo Pereira garantia ao jornal Correio da Manhã que os projectos do grupo para 2008 são “nenhuns” e que a data prevista para o seu regresso é “se Deus quiser, nunca!”

No final, mais um motivo extra: o Zé Diogo decidiu ir para casa a guiar no seu carro. Azar dos azares: foi apanhado pela PSP, onde acusou, 1,6 gramas de alcoól no sangue. Agora, vai ser levado a julgamento, onde lhe tirarão a carta por não menos de um mês...


P.S: Aconselho vivamente a ver este videoclip. Magnifico!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Gato Fedorento apresenta: o grande José Ladeiras!

Os Gato Fedorento terminaram este Domingo a sua série televisiva "Diz Que é uma Espécie de Magazine". E como vamos ter saudades do programa, teremos também saudades dos "Tesourinhos Deprimentes" que eles conseguiam arrancar da televisão portuguesa.


E como eles costumavam arrancar programas que foram transmitidos do ar, eles encerraram a rúbrica com imagens em bruto feitas por um reportér da RTP chamado José Gulherme Ladeiras, actualmente com 62 anos. Esses "brutos" foram gravados entre o final da década de 80 e inicio da década de 90 do século XX, e pode-se ver que as calinadas do homem são no mínimo... hilariantes!


E isto não acabou aqui... depois do filme, há a segunda parte, com uma entrevista a aquele que é agora a mais recente celebridade portuguesa!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Extra-Campeonato: Os nossos Tesourinhos Deprimentes

Já não falava há algum tempo do pessoal do Gato Fedorento. Aos Domingos à noitte, sempre tenho uma boa razão para não sair de casa, que é para ver meia hora de situações cómicas protagonizadas por estes quatro argumentistas (no original): Ricardo Araújo Pereira, José Diogo Quintela, Miguel Gois e Tiago Dores.



Claro, o "Diz que é uma Espécie de Magazine" é mais do que fazer piadas ao Luiz Filipe Scolari, ou ao nosso primeiro-ministro, José Sócrates. Estes tipos ainda têm a lata de desenterrar episódios menos dignificantes da televisão portuguesa, especialmente do canal de televisão onde eles trabalham, a RTP. A isso, eles chamaram de Tesourinhos Deprimentes. Encontram cada uma...


Alguns programas são muito maus, mas o do Domingo passado é excelente. Já nem me lembrava que tinha havido esta série, mas existiu. Estão a ver os "western-spaghetti" com o Clint Eastwood? Bom, aqui é "western-açorda", mas daquelas com salmonelas... um dos melhores que já vi. Chama-se Alentejo Sem Lei, e era uma serie da boa... se tivesse sido feito antes dos Irmãos Lumiére terem inventado o cimena!

terça-feira, 3 de julho de 2007

Extra-Campeonato: o sucesso cria inimigos

Um dia, ouvi Herman José, o maior comediante português dos últimos 30 anos, dizer isto numa cerimónia que o agraciava: "Só és importante se tu tiveres inimigos". Pessoalmente, não tenho inimigos, só ex-amigos, portanto, nesse aspecto, ainda não alcancei importância. Mas escrevi aquilo por causa dos Gato Fedorento.


Como sabem, eles são a nova coqueluche da comédia portuguesa. Já o eram, quando faziam os Gato Fedorento, com os seus "sketches" de absoluto "nonsense", ao melhor estilo dos Monty Python. Mas no último ano, quando decidieram fazer o "Diz Que É Uma Espécie De Magazine", foi uma nova etapa na sua evolução. Foram buscar coisas que estavam enterrados nos Arquivos da RTP (os Tesourinhos Deprimentes), e gozaram com a actualidade (o melhor exemplo foi o cartaz a gozar com a extrema-direita, no Marquês de Pombal)


Na esmagadora maioria das vezes, os visados reagiram com imenso "fair-play", mas como em tudo, houve excepções: o caso do cartaz terminou com a sua retirada poucos dias depois, obrigados pela Câmara Municipal de Lisboa, e agora, com a noticia de que tinham sido processados por difamação pelo presidente do Futebol Clube do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa.


A noticia veio na edição de Domingo do Diário de Noticias: "Os humoristas do Gato Fedorento e o director de programas da RTP, Nuno Santos, foram acusados de difamação por Pinto da Costa, presidente do Futebol Clube do Porto (FCP). Em causa está o programa Diz Que É Uma Espécie de Magazine, emitido a 5 de Novembro de 2006, onde os humoristas fizeram um sketch intitulado 'A história nunca contada de Pinto da Costa'".


O "sketch" foi feito para gozar com o livro "Eu, Carolina", escrito pela sua ex-amante, Carolina Salgado, em que ela descreve os "segredos de alcova" do presidente portista, há muito suspeito de esquemas que envolvem corrupção de árbitros, tráfico de influências, e fugas ao fisco envolvendo transferências de jogadores, muitos deles resultando no processo "Apito Dourado".


A acusação é feita em nome particular, pois de inicio o Ministério Público não aceitou as queixas (chegou-se a dizer que a queixa era "ridícula"), mas, continuando a ler a noticia, "a queixa foi feita porque são acusados de "cultivar o escândalo e o sensacionalismo", com afirmações e expressões "altamente difamatórias e injuriosas", as quais o presidente portista afirma "não corresponderem à verdade'", refere o site Portugal Diário.


O presidente do clube do Norte afirma que "o conteúdo do programa "abalou profundamente" a sua "vida pessoal e profissional", pelo que ficou "revoltado e indignado" com o programa e "sentiu desse modo feridas a sua credibilidade, reputação, prestígio e imagem pública". Coitadinho!


Pinto da Costa nunca teve sentido de humor. Há mais de dez anos, o programa "Contra-Informação", a versão portuguesa do "Spitting Image" britânico, fez uma caricatura de Pinto da Costa, chamando-o de Bimbo da Costa. Alguns dias depois, ele respondeu que "as unicas pessoas que gozam com a minha cara são a minha filha, o meu gato e o meu cão". Resultado: desde então e até agora, o presidente do Porto é sempre retratado na companhia do Bobi (cão) e do Tareco (gato).


São conhecidas as perferências clubisticas dos Gatos: Zé Diogo Quintela é do Sporting, enquanto que os outros três são benfiquistas. Logo, eles não devem ser lá muito bem vindos na área do Grande Porto... e lembro-me, na altura, que Pinto da Costa retaliou: vedou durante algum tempo o acesso da RTP ao centro de treinos de Gaia, coisa que passou depois de umas conversas com o pessoal da delegação do Porto. Mas isso não impediu de processar o seu Director de Programas, Nuno Santos.


Pinto da Costa pode ser o melhor presidente que o F.C. Porto jamais teve, mas ele é uma personagem pública, logo, será sempre alvo de gozo por parte dos comediantes, por muito que custe. As personagens públicas estão sujeitas a isso. Muitos até agradecem. A famosa frase "falem mal de mim, mas falem", em muitos asenta que nem uma luva. Mas as suspeições, os jogos sujos e agora, a lavagem de roupa suja da Carolina Salgado nunca o irão largar.


E num país onde a tudo se perdoa, menos a perferência clubistica, a jogada de partir para tribunal, pode ser vista como ridícula (e vamos ser honestos: é ridícula), mas mostra que certas piadas a certas pessoas podem ser perigosas... e o ridículo mata.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Extra-Campeonato: Gala dos Tesourinhos Deprimentes

A primeira temporada do "Diz que é uma Espécie de Magazine", dos Gato Fedorento, terminará no Domingo, com uma Gala a homenagear os tesourinhos deprimentes da TV portuguesa, mas na noite de terça-feira foi feita a gravação desse programa, com uma Aula Magna a rebentar pelas costuras (com capacidade para duas mil pessoas, centenas ficaram de fora por manifesta falta de espaço)


Na 37.ª Gala dos Tesourinhos Deprimentes, os Gatos decidiram despedir-se com um "best of" da rubrica, por duas razões. "Primeira, porque é uma das partes mais giras. Segunda, porque a nossa série é, toda ela, um autêntico 'tesourinho'", explicou Ricardo Araújo Pereira. Ao longo de duas horas de emissão, os Gatos conversam no plateau com alguns dos protagonistas dos "tesourinhos", como Humberto Bernardo, Luís Pereira de Sousa, Luís Arriaga, Carlos Ribeiro, Rita Salema e Serenella Andrade. "Tenho admiração pelas pessoas que estiveram cá hoje", adiantou Ricardo Araújo Pereira.


E ele acrescenta que o seu "tesourinho" preferido é o de Ana Maria Lucas, no programa "Mistura Fina". Esse não é própriamente o meu favorito. Tou indeciso entre aquele em que está metido o antigo presidente da FIFA, o brasileiro João Havelange, e aquele outro das lições de auto-defesa...


Depois disto, os Gatos vão de férias e regressam em Setembro, para uma segunda série do programa. Depois, o contrato com a RTP acaba. "Em 2008 vamos parar para reflectir", diz Miguel Góis, outro dos Gatos.


Ah! e pelo que li nos jornais de hoje, vão cumprir o que prometem no genérico, ou seja... vamos ver gajas nuas! Tou ansioso por ver no que isto vai dar.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Extra-Campeonato: Como Ricardo Araújo Pereira desmonta uma pseudo - polémica...


Leio hoje no Diário de Noticias e vejo uma curta entrevista a Ricardo Araújo Pereira(RAP) para explicar a polémica acerca do eventual plágio da música do genérico inicial, que foi cantada por Claude Francois em 1964, com o nome de "Petite Méche de Cheveux".


Ora, RAP responde às perguntas da jornalista de uma maneira inteligente, mas ao mesmo tempo sarcástica. Ali tu topas que, falando de um modo inteligente, reduz a polémica à sua insignificância, ao mesmo tempo que manda os críticos à m**** e dá alfinetadas ao jornal. Dá todos os esclarecimentos que são necessários (ele como pessoa, é muito prestável), e ao mesmo tempo, desmonta, um a um, as dúvidas lançadas, pela jornalista Maria João Espadinha. Querem ver?


P - Dizem que é uma espécie de plágio. Como reage?


R - Com o dicionário. Plágio é a apropriação do trabalho alheio sem indicação da origem. Quando apresentámos o genérico à imprensa, indicámos a origem da ideia e a razão pela qual mantivemos o Un, deux, trois, quatre. Não há referências a Claude François porque a canção que ele canta é, basicamente, a conhecidíssima música tradicional inglesa Three Blind Mice. Sendo uma música popular, o autor é desconhecido. Como foi o maestro Ramón Galarza a fazer os arranjos, é ele que assina. Já agora, poupo trabalho futuro ao DN: também não compusemos a música do genérico do nosso programa da Radical. E os Painéis de São Vicente, que usámos na série da RTP, não foram pintados por nós. E também não pedimos autorização ao autor para os usar. Uma coisa garanto: no dia em que queiramos fazer-nos passar por compositores, com todo o respeito pelo François, optaremos por Bach.


P - Acha que estão a exagerar o assunto por inveja?


R - Não. É um assunto importante. Estamos a falar de um genérico cuja música é a adaptação duma canção popular. Dá primeira página em qualquer parte do mundo. Parabéns ao DN por se ter adiantado ao Le Monde.


(...)


P - Acredita que o assunto pode ter algum impacto no sucesso do programa?


R - Claro. No sucesso do programa e também no futuro do País.


P - O Gato Fedorento pagou os direitos ou obteve o consentimento do autor original da música para utilizá-la no genérico do programa?


R - Nem uma coisa nem outra, na medida em que o autor original da música é um inglês não identificado que terá vivido no século XVI. Não digo que seja impossível obter o seu consentimento, mas nós achamos complicado. Manias. No entanto, se o DN o encontrar, teremos todo o gosto em pagar-lhe.


Ora, aquela última pergunta era desnecessária, e a resposta dele é uma maneira elegante de demonstrar a estupidez dessa pergunta. Ou outra maneira para chamar a jornalista de estúpida. Eu não sei se ela é caloira nestas andanças ou foi para a entrevista com o intuito de "desmontar" so Gatos. Mas não conseguiu. Vê-se pela entrevista que ele arrasou-a completamente e vês a inteligência de RAP. É um caso à parte, e vês aqui porque é que ele é a alma dos Gatos, embora o Zé Diogo Quintela por vezes sai um pouco da casca...


No fim, acho que este caso morreu agora. Os críticos que arranjem outro saco de pancada para bater...

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Extra-Campeonato: A cópia do original

Volto a falar do Gato Fedorento. Não é nenhuma obssesão, mas sim porque a actualidade assim entende. Afinal de contas, foi assunto de primeira página do Diário de Noticias de ontem. E porquê? Por causa da música do genérico, que é uma cópia de uma musica dos anos 60.

Quando via o genérico, já tinha topado que aquela coreografia era inspirada em algo que ocorreu (ou ocorria) por essa altura, por causa dos vestidos e dos penteados que usavam. Mas não liguei nenhuma. Hoje, porém quando o DN diz que o genérico é a cópia da musica de Claude Francois "Petite Méche de Cheveux", entendi tudo. E eles próprios admitem que foi uma cópia, mas com musica e coreografia alteradas, para que eles não pagassem direitos de autor. O pessoal da blogosfera critica esta atitude, afirmando que a ideia é copiada, e lançam desconfianças sobe o resto. Mas são eles próprios que admitem a cópia! Qual é o mal?

O Código dos Direitos de Autor diz que "qualquer adaptação têm que ter autorização do autor ou dos seus descndentes". Pois, mas isso é a letra da lei, e depois temos o seu espírito. Eles fizeram as alterações esenciais para evitar pagar esses direitos de autor, e encontraram o videoclip no Youtube. Se quiserem fazer aplicar a lei de um modo estrito, então tavamos tramados! A maior parte das coisas que viamos não existia, pois acredito no principio que já foi tudo inventado... o próprio José Diogo Quintela diz que há musicas do genérico de programas emblemáticos da SIC, como o "Chuva de Estrelas", que eram versões de musicas dos ABBA!

Ora, sem querer criticar os Gatos, pois sou fã deles, acho que poderiam ter feito uma coreografia original, e uma música original. Claro, pediram ao Ramon Galarza e ao Marco de Camilis para que compusesem uma musica e uma coreografia especialmente para o programa. Mas esta ambiguidade laçou uma dúvida sobre o resto. Pode ser infundada, mas é como as bruxas: "pero que las hay, hay..."
P.S: Fui ver na Wikipédia a biografia do Claude Francois. Afinal, não foi um artista qualquer. E a maneira como morreu bem podia figurar na galreia das mortes bizarras...

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Extra-campeonato: Quem ganhou as noites de Domingo?

Por fim, Gatos e Herman "defrontaram-se" no mesmo horário, e o resultado foi o previsível: os Gatos arrasaram-no. A Hora H, na SIC, teve um "share" de 12,7 por cento, o mais baixo de sempre, contra os 34,7 por cento dos Gatos. Isto significa que enquanto 500 mil espectadores perferiram ver a SIC, 1,5 milhões de espectadores ligaram para o Canal 1 da RTP...

Herman José reagiu com humor: "Se nem o Cristiano Ronaldo conseguiu baixar os números dos Gatos, não era eu que os ia conseguir", afirmou em declarações ao Diário de Noticias. Mas Nuno Azinheira, na sua coluna do DN, disse as coisas de um modo mais cruel: "As criaturas esmagaram o seu criador." Segundo ele, os números da Hora H andaram bem perto dos números da "A Alma e a Gente", do historiador José Hermano Saraiva, que passa na RTP 2...


Herman pode ter brinado com a situação, mas deve estar a roer por dentro. Não só por causa das fracas audiências e da dança dos horários, mas também pelo desespero de um Francisco Penim, obcecado pelo primeiro lugar nas audiências, que jurou solenemente alcançar em 2007, algo que está longe de conseguir, pelo menos nas noites de Domingo...

E como já disse na semana passada, esta Hora H não seduz nem faz rir ninguém. Parece um "one man show" com alguém que parece que ainda está em 1997! Ele pode dizer que as coisas vão melhorar, mas não creio nisso. Acredito mais que depois de Julho, não ouviremos mais falar nem da Hora H, nem provavelmente do Francisco Penim...

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Fantástico!!!

Como sabem, desde a semana passada que está no Marquês de Pombal, a mais importante praça de Lisboa, a seguir ao Terreiro do Paço, um cartaz do Partido Nacional Renovador, de extrema-direita nacionalista, que defende a expulsão de emigrantes. Numa das praças mais centrais do pais, um cartaz a apelar a algo que é contrário à Democracia pode ser mau, mas é legal. Também não gostei, mas tenho que respeitar, apesar de, no meu íntimo, achar que esses tipos da extrema-direita deveriam arder no Inferno, se tal coisa existe.
Ora, hoje, precisamente uma semana depois de colocarem esse cartaz, a resposta foi surpreendente, vinda de um lado surpreendente: do humor.

Os Gato Fedorento, uma trupe de quatro garborosos rapazes, manifestaram a sua opinião acerca do cartaz, da melhor maneira possível, caricaturando-o. Onde o PNR defende que «Basta de Imigração», com a imagem de um avião a descolar e a mensagem «Façam boa Viagem», os humoristas contrapõem «Mais Imigração!», com a imagem de um jacto a aterrar acompanhado da legenda «Bem-vindos!».


Para mim, acho que os Gatos devem ter dado o maior gesto de cidadania dos últimos tempos, muito melhor do que os protestos pífios dos politicos e dos comentadores, pois em muitos aspectos, não garantem impacto. Este sim, cumpriu o seu objectivo. Só por isso, merecem todo o meu aplauso, e uma condecoração por parte do Jorge Sampaio, caso ainda fosse o Presidente da República...

Claro, quem não achou graça foi a Câmara de Lisboa, que mandou no final desta tarde retirar o cartaz, pois afirma que "foi colocado ilegalmente". Cambada de hipócritas! Mas pronto, o importante foi a mensagem ter passado...