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domingo, 20 de outubro de 2013

Seis Horas debaixo de chuva

Quando comecei a ver os primeiros minutos das Seis Horas de Fuji, debaixo de chuva, não só me fez recordar eventos mais antigos - um deles agora passado em filme - como não pensei que tal coisa iria ter consequências tão grandes. Não vi a corrida toda, mas quando acordei esta manhã para saber o resultado final, descobri que as Seis Horas de Fuji, prova a contar para o Mundial de Endurance, teve apenas... dezasseis voltas. Numa corrida de seis horas!

No final, a Toyota celebrou uma vitória "pirrica", com a Audi a comemorar o título de Construtores. Kazuki Nakajima, Alexander Wurz e Nicolas Lapierre subiram ao lugar mais alto do pódio "só para japonês ver", porque de competição propriamente dita, não houve. Basta olhar para as caras dos pilotos no pódio... 

E é esse o perigo de correr em Mont Fuji em pleno outono: o risco de ter dias e dias só de chuva, frio e quase neve é bem alto. E fico cada vez mais com a sensação de que aquele circuito, um dos mais antigos do Japão e onde a Formula 1 começou a correr, está mal localizado. Pelo menos, em comparação com Suzuka, mais no centro do país.

E fico a pensar no seguinte: será que vale a pena correr em Mont Fuji em outubro? Sei que tem de ser ali por causa da Toyota - o circuito pertence a eles, como Suzuka pertence à Honda - mas acho que correr por ali seria melhor em junho ou julho, onde as possibilidades de chuva são mais escassas. É que das corridas que conheço e que foram disputadas nesta altura do ano, as possibilidades de chuva chegam aos 50 por cento, no mínimo. E quando chove, as condições são impossíveis e os pilotos correm com o coração nas mãos. E agora numa altura em que os pilotos quase não correm com "ribeiros" a atravessarem a pista, coloco em causa a necessidade de correr neste circuito, nesta época do ano.

E sei que em 2014, as Seis Horas de Mont Fuji estão marcadas para esta altura. Mais do mesmo ou esperemos pelo "milagre" de um céu limpo nesse fim de semana?

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Noticias: GP da Coreia do Sul sob ameaça de tufão

O fim de semana coreano pode ser muito molhado. Isto porque há um alerta de tufão previsto para o final desta semana na peninsula coreana que promete trazer muita chuva para a zona de Yeongam. O "Fitow", nome dado ao bicho, formou-se ao largo de Taiwan e está no rumo norte, a caminho da Coreia e do Japão. Caso passe pelo estreito da Coreia, que separa ambos os paises, poderá largar muita chuva na região, dado que a pista está na zona sul, e poderia ser a repetição dos acontecimentos de 2010.

Contudo, existe uma segunda hipótese, que o Fitow poderá passar um pouco mais a sul e atingir o Japão, e isso implicaria que a Coreia do Sul não seria afetada e que a corrida aconteceria em piso seco. Em suma, os próximos dias servirão para monitorizar a situação de forma atenta.

Li isso no GP Series, do Marcos Antôinio.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Youtube Crash: A pedra rolante e os sortudos do carro branco

Esta vi no Telejornal de hoje, e aconteceu em Taiwan, onde uma tempestade tropical andou a passear por lá este fim de semana. Eu não sei quem é que nunca mais vai esquecer disto: as pessoas que estavam dentro daquele carro branco ou a pessoa que seguia atrás e gravou tudo da câmara que têm no seu "tabelier". 

Mas temos de concordar que eles tiveram toda a sorte do mundo...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Extra-Campeonato: Tempestade em casa, o Pacifico em alerta

Que o nosso planeta é feroz, isso é verdade. Muitos sentiram isso na pele no passado, mas hoje parece que tudo se concentrou em termos de boletim metereológico. Por aqui, uma tempestade colocou todo o país em alerta, com arvores derrubadas, vagas com mais de seis metros de altura e inundações localizadas nas parte mais baixas. Por causa dessa tempestade, fiquei sem luz em minha casa durante cinco horas, o que me inibiu de estar aqui mais cedo. Ou seja, ando agora a compensar as horas de "escuridão"...

Para piorar as coisas, um forte abalo de magnitude 8.8 abalou a costa sul do Chile, perto de Concepcion. O terramoto foi no mar, causando com que todo o Oceano Pacifico ficasse em estado de alerta de tsunami. Em sitios como a ilha de Juan Fernandez e na Polinésia francesa foi forte, mas no Hawai, por exemplo, o impacto foi menor. Quanto aos mortos, por agora são 214. Um numero baixo, dada a força deste abalo sismico. Mas um claro contraste com o que aconteceu há sete semanas no Haiti: diferentes países, diferentes estruturas...

Foi mais um dia assustador de 2010, sem dúvida.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Extra-Campeonato: o temporal na Ilha da Madeira



Hoje foi um dia muito complicado na Ilha da Madeira. As fortes chuvas, que inundaram a baixa do Funchal e cortaram várias estradas, pontes e outras vias ao longo da costa sul da ilha, causaram oficialmente 32 mortes, e dezenas de feridos e desaparecidos. No dia mais chuvoso em 40 anos, as ribeiras galgaram as margens, em fortes torrentes de água, lama e pedras, arrastando carros e destruindo casas.

A resposta foi pronta: os bombeiros e a Protecção Civil não pararam de socorrer aqueles que ficaram presos pelas águas, e algumas centenas de pessoas passaram por essa situação. Aos que perderam as casas nesta enxurrada, alguns ficarão abrigados em quarteis quer de bombeiros, quer do Exército. O aeroporto do Funchal esteve encerrado todo o dia ao trafego aéreo e o Governo regional irá decretar a qualquer momento o estado de calamidade, o que faria activar os mecanismos de ajuda quer do governo central, quer da União Europeia. Os estragos, apesar de ainda não estarem contabilizados, eventualmente ultrapassarão largas dezenas de milhões de euros.

É o Planeta Feroz, sem qualquer dúvida. Mas não me sai da cabça a ideia de que um certo planeamento urbanistico que ignorou a situação das ribeiras em caso de cheia repentina, estreitando-as, causando um potencial ainda mais mortífero, pois a água tem de sair de qualquer forma. Hoje foi daqueles dias em que tudo acontece, agora é tempo de reparar os estragos.