O carro da McLaren decorado especialmente para a despedida de Fernando Alonso da Formula 1, este fim de semana, em Abu Dhabi. Aos 37 anos de idade, Alonso vai se despedir da categoria máxima do automobilismo e rumará de novo às 500 Milhas de Indianápolis, para além da sua temporada na Endurance, onde já alcançou a vitória nas 24 Horas de Le Mans.
É certo que muitos dirão que Alonso está a sair da Formula 1 pela porta pequena, por causa dos maus resultados da McLaren nos últimos anos. Mas, mais do que as escolhas do piloto espanhol, foram também as escolhas da equipa desde 2014 que levaram à situação em que eles estão. É um pouco triste ver, por exemplo, duas das equipas com mais palmarés da Formula 1, McLaren e Williams, com quinze títulos de construtores ao todo, a ficarem-se frequentemente pela Q1.
Podemos olhar para isto com melancolia. Mas em relação aos pilotos, é sempre assim: há um principio, meio e fim. Mas as equipas são outra coisa completamente diferente. Espera-se que estejam sempre em forma, com os melhores motores, e mesmo que não tenham os melhores, os chassis têm de ser excelentes. E este ano, nem McLaren, nem Williams, tiveram chassis excelentes. Bem pelo contrário.
A pintura especial é uma homenagem ao piloto, e sobre a carreira dele, falar-se-á noutra altura. Mas sobre o chassis, não é digno da classe de um campeão.
Este fim de semana em Interlagos foi de despedida para pelo menos dois pilotos: Felipe Massa e Mark Webber. O australiano sairá da Formula 1 para correr na Endurance, ao serviço da Porsche, enquanto que o brasileiro sai da Ferrari, após oito temporadas, para rumar à Williams.
E claro, o cartoonista Chris Rathborne decidiu desenhar os estados de espirito de ambos os pilotos nesta hora de despedida...
Depois da McLaren ter dito "oficiosamente" nesta segunda-feira que não conta mais com os serviços de Sergio Perez - que irá ser substituido pelo dinamarquês Kevin Magnussen - o piloto mexicano está a fazer as suas despedidas da equipa. Depois de ter criticado ontem a postura da equipa numa apresentação, decidiu hoje colocar no seu site e na sua conta de Twitter uma carta de despedida aos fãs.
Datada de ontem, e escrita em Guadalajara, afirma o seguinte:
"Antes de nada, quero agradecer à McLaren por me ter dado a oportunidade de estar convosco nesta temporada. Foi uma honra ter estado numa das equipas mais competitivas neste desporto e em momento algum estou arrependido por ter estado nesta equipa. Sempre dei o melhor de mim, e apesar disso, não consegui alcançar as metas a que me propus.
Estou comprometido em dar o meu melhor nas duas últimas corridas da temporada, especialmente em Austin. Espero ver ali todos os meus fãs reunidos e sentir as suas energias, para poder-lhes mostrar o meu melhor. Gostaria de dizer aos meus fãs, quer do meu país, quer do resto do mundo, que lhes estou eternamente agradecido. Nunca se esqueceram de me apoiar, sobretudo nos momentos mais dificeis. Honestamente, agradeço-lhes imenso pelo seu apoio.
Conheci muita gente nova na Mclaren e fiz boas amizades. Desde a cúpula, até ao departamento de marketing, contabilidade, engenharia, para além dos mecânicos, cozinheiros e demais elementos da equipa. Basicamente, toda a gente. Estou eternamente agradecido, pois foi um ano de aprendizagem para mim.
Desejo o melhor para o futuro. Sempre serei um fã da McLaren. Entretanto, irei procurar um futuro melhor numa equipa que me dê condições de lutar pela vitória.
Graças à McLaren, e todos os seus associados nesta temporada, podem estar seguros que nunca me darei por vencido."
Agora, é altura de Perez procurar por um lugar para 2014. O regresso à Sauber é uma forte hipótese, mas poderá ter a concorrência de Felipe Nasr e Vitaly Petrov, dado que outro russo, Serguei Sirotkin, é uma hipótese cada vez mais descartada, devido à falta de financiamento dos patrocinadores russos. Outra hipótese é a Force India, mas poderá ter a concorrência de outros pilotos, como Max Chilton, James Calado, entre outros.
Achei impressionante. Como é que 15 mil espectadores enfrentaram chuva e frio para irem a Mugello e homenagearem Felipe Massa com dez minutos de aplausos de pé? Talvez pode ser por causa dos seus serviços à "Casa di Maranello". Muitos podem considerá-lo, especialmente depois de 2009, como um piloto que se arrastou nas pistas, mas acho que especialmente nesta altura do campeonato, ele quis mostrar a toda a gente que não está acabado para a Formula 1. Um sinal de respeito, no mínimo.
Mas apesar da despedida oficial de Felipe Massa estar marcada para Interlagos, no próximo dia 24, a Ferrari fez uma festa de despedida este domingo no circuito que fica mais perto de casa, em Mugello. Aplaudido por mais de dez minutos, o piloto de 32 anos emocionou-se com a homenagem, especialmente depois da Scuderia lhe ter dado um troféu especial, onde foram gravadas as suas vitórias ao serviço da marca.
"Quando comecei a correr no kart, ainda criança, eu tinha uma jaqueta vermelha da Ferrari, foi a equipa pela qual sempre torci. Mesmo quando [Ayrton] Senna estava na McLaren e [Nelson] Piquet na Williams, eu estava torcendo para a Ferrari!", confessou.
"Começamos o nosso relacionamento em 2001 e corri para eles por oito temporadas, o que é uma parte muito importante da minha vida. Tenho muitos amigos aqui e vou sentir falta deles, assim como dos bons dias que passei na fábrica de Maranello. Estou feliz pela forma com a qual meu período com o 'cavallino rampante' chegou ao fim.", continuou.
"São lembranças que eu sempre vou levar comigo, assim como tantos outros belos momentos que passamos juntos, a começar pelas vitórias, como por exemplo, as vitórias em Interlagos, porque para um brasileiro, ganhar sua corrida 'em casa' é algo incrível.", concluiu.
Para Luca di Montezemolo, o presidente da Scuderia, exaltou a maneira como esta separação foi feita, sem amarguras. "Quando se faz uma separação de comum acordo, com o melhor interesse de ambas as partes, se pode fazer isso com calma, amigavelmente e de maneira construtiva, como tem sido o caso desta vez", comentou.
Mais logo, e segunda vez na sua carreira - espera-se que seja a última - Michael Schumacher despedir-se-á da Formula 1, depois de uma passagem menos conseguida do que da primeira vez. Nos três anos ao serviço da Mercedes não conseguiu mais do que um pódio e uma volta mais rápida, muito pouco em relação a aqueles que achavam que ele ainda tinha capacidade de conseguir um oitavo titulo mundial.
Assim sendo, o Hector Garcia, do GP Toons, decidiu desenhar um comité de despedida feito pelos pilotos, e onde um em particular, parece ter alguns problemas com o seu intestino. Ou bexiga. Creio que é finlandês e de quando em quando lhe pedem para o deixar sozinho, pois sabe do que faz.
Gosto do pormenor do "e não voltes mais" riscado por cima...
Mais cedo que julgava, Conan O'Brien despediu-se do "The Tonight Show", o programa da NBC que está no ar desde 1955. Sabendo do estrago causado pelas suas intenções, e da revolta na Net, com a formação de grupos de apoio a O'Brien em redes sociais, decidiram nem esperar pelo dia 28 de Fevereiro para fazer a transição e recolocar Jay Leno no seu lugar. Sabendo disso, O'Brien aproveitou bem a última semana para fazer cenas para mais tarde recordar, como o Bugatti Veyron disfarçado de rato...
Na quinta-feira, O'Brien trouxe o comediante Robin Williams ao programa, e nos quase nove minutos em que esteve lá, fez o seu espectáculo, e ali foi mesmo para deitar a casa abaixo!
E na sexta-feira, foi o último programa. Depois de receber Tom Hanks e Neil Young, Conan O'Brien decidiu aproveitar os últimos minutos para dizer o que pensava. Nesses quatro minutos, disse que agradecia a NBC por ter dado a oportunidade de trabalhar lá durante cerca de vinte anos, e também de apresentar o The Tonight Show, pois era o sonho de qualquer apresentador. Aproveitou para dizer que transformou aqueles dias de despedida em shows absurdamente subversivos, e aquilo que deveria ser uma ocasião triste, transofrmou-se em algo memorável.
Agradeceu o apoio dos que foram apelidados de "Team Coco", e ficou espantado pelo facto de terem aparecido centenas, senão milhares de pessoas, que ficaram acampadas fora dos estudios da Universal, à chuva, para o apoiar e para o verem neste último programa. E finalmente, fez um apelo aos fãs mais jovens: "Por favor, nunca sejam cínicos. É a qualidade que menos aprecio. Nem sempre conseguimos aquilo que queremos, mas se trabalharem muito e forem bondosos, acontecerão coisas incriveis, que vão muito para além daquilo que sonharam!"
Depois foi para o palco, onde com Will Ferrel, Ben Harper e Beck, entre outros, e com Conan na guitarra, foram cantar "Free Bird", um clássico da banda americana Lynerd Skynerd. Triste por acabar agora, mas 28 milhões mais rico e com muito mais prestígio do que tinha antes.
Viva Coco! And F*** NBC, que provavelmente vai tirar este video do ar...
A Formula 1 em 2008 viu partir a Super Aguri e David Coulthard, com muita gente a afirmar que Rubens Barrichello também se retirará, mas pela "porta do cavalo". Assim sendo, coloco aqui duas "charges" vindas do Brasil. A primeira é a versão Bruno Mantovani das despedidas neste ano que está quase a acabar.
A segunda é a do Marcos Antônio Filho, nas suas grandes charges que publica no seu blog GP Series. Esta aconteceu durante o fim de semana do GP do Brasil, há três semanas, mas até achei por bem colocar aqui, pois juntam-se dois talentos para o humor: um a desenhar, outro a interpretar fotografias...
O GP do Brasil vai marcar algumas despedidas. Umas são do nosso conhecimento, como o David Coulthard. Outras, só foram descobertas pelos mais atentos. E descobri que este é o último Grande Prémio transmitido pela ITV em Inglaterra, pois a partir de 2009, a BBC vai voltar a ter a exclusividade dos Grandes Prémios, algo que tinham até 1996.
Pois bem, os senhores da ITV não deixaram de passar o evento, e montaram um videoclip de despedida muito especial. Se querem ver, espreitem aqui, que está muito divertido...
Nunca a despedida de um piloto da Formula 1 foi tão bem preparada como a de David Coulthard. Quinze épocas depois, e 246 Grandes Prémios completados, o piloto escocês vai abandonar a competição máxima do automobilismo.
A Red Bull, equipa do piloto, está a preparar uma decoração especial para o seu carro. Este vai estar totalmente de branco, e também as palavras "Wings For Life", fundação que se dedica à procura de cura para a paralisia da espinal medula, apoiada pela Red Bull, marcam presença nas asas do monolugar.
Em declarações aos jornalistas, o escocês explicou que está a dedicar a última corrida "à visão de tornar a paralisia curável", referindo-se a todos os doentes paraplégicos.
Para melhorar as coisas, a Red Bull decidiu colocar uma estatística da carreira de David Coulthard na Formula 1... fora do normal. Assim sendo, eis oas numeros que o piloto escocês consegiu na carreira:
- Teve sete companheiros de equipa (DamonHill, Mika Hakinnen, Kimi Raikkonen, Christian Klien, Mark Webber)
- Deu 55.400 entrevistas;
- Vestiu 160 macacões, 140 capacetes 85 pares de luvas e um macacão espacial;
- Fez 31.322 horas de exercícios físicos;
- Foi o único piloto a usar uma fantasia de Super-Homem num pódio;
- Apanhou 1.927 vôos;
- Comeu 432 frangos em almoços;
- Esteve em 22 desfiles de moda;
- Tem o seu próprio museu, que vende... pijamas de bebé!
- Vestiu-se por uma vez como policia de Nova Iorque.