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sábado, 13 de outubro de 2018

A(s) image(ns) do dia

O primeiro automóvel a chegar em Portugal apareceu há 123 anos em Lisboa, e a sua primeira viagem aconteceu entre a capital e Santiago do Cacém. O carro, um Panhard e Levassoir, guiado pelo conde de Avilez, teve o seu quê de aventura, logo na sua primeira viagem, a tal ponto que atropelou um burro na zona de Azeitão, do qual o dono do automóvel pagou o prejuízo ao dono do burro.

Hoje em dia o "Gasolina" está guardado no Museu do Caramulo, mas hoje, dia 13, é inaugurado no Museu Municipal de Santiago do Cacém, organizado entre o museu e a Câmara Muncipal de Santiago do Cacém. Com seis quadros pintados por Ricardo D'Assis Cordeiro, relata a viagem que o primeiro automóvel fez em terras lusas. 

A exposição vai estar presente até ao dia 29 de março do ano que vêm, e isto é sempre uma grande ocasião para visitar aquela zona.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

As pinturas de Ricardo D'Assis Cordeiro






No meio de todos os eventos do fim de semana do Algarve Classic Festival, o pintor Ricardo D'Assis Cordeiro vai estar presente com os seus quadros na boxe da Racing School, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, entre esta sexta-feira e domingo.

E coloco aqui alguns dos quadros que ele tem feito nos últimos tempos. E valem a pena!

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A foto do dia

A McLaren mostrou hoje as suas novas cores. Digamos que... não é uma grande novidade. São mais uns tons de cinza e vermelho. E faz-me lembrar um Renault 5 que o meu pai teve, algures da década de 80...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A pintura do dia





Estes desenhos do pintor português Ricardo D'Assis Cordeiro, (podem ver mais no sitio dele) com o Trojan T103, guiado pelo australiano Tim Schenken, fez-me lembrar a história deste chassis desenhado por Ron Tauranac (que no mês passado comemorou o seu 90º aniversário), o mítico desenhista que ajudou a fabricar os chassis da Brabham nos aos 60. Os T dos BT eram as iniciais da dupla Brabham-Tauranac.

Depois de ter vendido a Brabham no final de 1971 a Bernie Ecclestone, Tauranac continuou a fazer projetos de chassis, um deles o Pollytoys, o primeiro projeto independente de chassis para Frank Williams, em 1972. No ano seguinte, uma pequena firma de automóveis, a Trojan, pediu a Tauranac para desenhar um carro para a Formula 5000, que teve algum sucesso nas mãos de pilotos como Jody Scheckter e David Purley.

Com esse sucesso, decidiu-se dar um passo mais ambicioso: a Formula 1. Sem grandes orçamentos, construiu-se o T103, com o seu compatriota Tim Schenken ao volante, mas quase nunca saiam do fundo da grelha. O seu melhor resultado foram dois décimos lugares, em Nivelles e Zeltweg, e ainda ficaram de fora de duas corridas, em Dijon e Zandvoort. No final da temporada europeia, em Monza, a equipa arrumou as malas e não voltou mais.

Quanto a Tauranac, ganhou segunda vida quando decidiu fundar a Ralt, que foi famosa nos anos 70 e 80 ao construir chassis vencedores para a Formula 3, Formula 2 e a Formula 3000. Jan Lammers, por exemplo, venceu o Europeu de Formula 3 em 1978 com um esse chassis. Já em relação à Trojan, é visto hoje em dia em corridas históricas, como este em Portimão, no ano passado, e onde o Ricardo encontrou e pintou.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A exposição do Ricardo D'Assis Cordeiro - Classic Cars de Portimão

A complementar o Algarve Historic Festival, que vai acontecer este fim de semana no Autódromo de Portimão, vai acontecer uma exposição de arte automobilística que será feito pelo Ricardo D'Assis Cordeiro, onde exporá alguns dos seus mais recentes trabalhos.

Para quem não conhece, o Ricardo faz pinturas de automóveis clássicos desde há algum tempo, e a sua exposição em Portimão já faz parte do programa. E os quadros vão estar expostos na boxe da Racing School, para que todos possam ver no intervalo das corridas.

E já agora, quem não conhece - ou está curioso para ver o conjunto da sua obra - podem espreitar no seu sitio: http://dassiscordeiro-classiccars.blogspot.pt/  

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A exposição de pintura de Ricardo D'Assis Cordeiro

O Ricardo D'Assis Cordeiro mandou-me o convite e eu coloco aqui no blog: entre os dias 18 e 20 de Outubro, ele irá expor na Box da Racing School no Autódromo de Portimão, durante o Algarve Classic Festival 2013, que se realizará no mesmo fim de semana.

Segundo diz ele, "a exposição será constituída por telas originais pintadas a óleo representando corridas, pilotos e automóveis históricos". E os quadros dele valem sempre a pena.

Eis o link para o seu blog - http://dassiscordeiro-classiccars.blogspot.pt/ - onde podem observá-los, bem como o seu processo de desenho.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Extra-Campeonato: Pinta a parede, versão Leiria

Hoje em dia, o "graffiti" é considerado arte. Pintar na parede, antes considerado ofensivo, tornou-se num simbolo, numa marca, numa demonstração do talento do artista, que faz das paredes telas, e os expõe perante o resto do mundo, numa exposição onde não se cobre bilhete. Em Portugal, essa tradição foi muito forte nos dois primeiros anos após 1974, quando o pais regressou à democracia, após um golpe de estado sem sangue, a 25 de abril. A esquerda e a extrema-esquerda, nomeadamente o PCTP-MRPP, pintou enormes murais nas paredes de Lisboa, tanto o mais que ganhou a alcunha de "Meninos Rabinos Pintando Paredes", pois muitos desses maoistas eram "gente-bem". O atual presidente da Comissão Europeia, como todos sabem, é um ex-maoista.

Hoje em dia, e na minha região, desde a primavera passada, está-se a assistir a algo misterioso: alguém - uma pessoa ou várias - está a deixar na parede pinturas de várias temáticas, em várias localidades de região, e na cidade em si. Começou com uma menina na parede do cemitério municipal dce Carvide, e depois, aos poucos, aproximou-se da cidade. Um homem apressado na estação de comboios de Monte Real, uns corvos nos pilares da auto-estrada, e de repente, uma referência ao Crime do Padre Amaro, com a Sé de Leiria à vista de todos. Um Artista anónimo, se podemos dizer.

Aproveitei esta última terça-feira de Carnaval para ir vê-las de perto, e tirar uns bonecos com o meu telemóvel. O mais antigo na cidade é o do Amaro e da pessoa com quem se apaixona. E curiosamente, de todos os que existem, é o unico que tem algo escrito, uma passagem do livro, escrito por Eça de Queirós em 1876, quando estava em Leiria como administrador local. "E o seu nome era Amaro Vieira".

Um pouco mais adiante - não deve chegar a 150, 200 metros - encontra-se outra gravura com a figura de Ernesto Korrodi, um suiço que se apaixonou por Leiria e entre outras coisas, renovou o castelo, em ruínas no inicio do século XX. Korrodi, nascido em 1889 e morto em 1944, fez várias coisas quer na cidade, quer nos arredores, e foi um dos arquitectos marcantes no inicio do século passado. E o Artista ainda teve a "nuance" de deixar uma moldura à volta do desenho, como se de um quadro se tratasse.

As personalidades locais não protestam por esta arte. Ninguém protesta por esta arte, bem pelo contrário, elogiam o bom gosto e o sentido histórico: “Qualquer pretexto é bom para trazer as pessoas e para verem os locais culturais da nossa cidade. É uma intervenção organizada, não é acidental. Isto é, de facto, um grande acontecimento cultural em Leiria”, opina Orlando Cardoso, professor de História - e meu antigo vizinho - que elaborou a Rota Queirosiana, no artigo que o jornal Público escreveu sobre este assunto.

A mais recente pintura deste Artista foi ao pé de minha casa, na Quinta da Alçada, que pintou o Castelo de Leiria. Achei engraçado tal pintura, apesar de parecer redundante. Mas a ideia está lá: demonstra sensibilidade cultural à região onde mora, significando que vive lá e nos quer fazer despertar as consciências neste aspecto. Para que nos tire um pouco na realidade quotidiana que nos absorve e nos faça olhar para o que está à nossa volta. Vejo o Castelo todos os dias, mas vou ser franco: já vai algum tempo desde a última vez que lá fui acima e contemplar a paisagem, que é bela. Apesar de ter lido "O Crime do Padre Amaro", já vai algum tempo desde que o peguei pela última vez.

Em suma, este Artista anónimo - e espero que o continue a ser por um bom tempo - faz-nos pensar. Parar por um pouco. Posamos perante os seus desenhos por natural curiosidade e pelo mistério que envolve este Artista, pelo inesperado do lugar, da hora e do local. Ao fim e ao cabo, conseguiu o que queria: chamar-nos a atenção e improvisar um roteiro cultural. E agora?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Arte automobilistica para visitar este final de semana

Já o conheço desde há algum tempo, pois já falei do seu blog. Ricardo D'Assis Cordeiro é mais um "petrolhead" como muitos dos que andam por aqui. Mas ele é diferente, pelo fato de desenhar e pintar muitos dos carros que fizeram história do automobilismo. E os seus desenhos já merecem o seu reconhecimento em Portugal, com algumas exposições.

Este final de semana, no Autódromo de Portimão, em plena realização do Portimão Classics, uma prova de carros históricos, dez das suas obras estarão expostas na boxe da Racing School, representando alguns dos carros participantes no Campeonato Nacional de Clássicos e do Iberian Gentleman Drivers.

Quem for lá, e quando se fartarem de ver os classicos ao vivo, aproveitem e dêm um salto para ver os quadros. Mas aos muitos que não podem ver, sempre posso recomendar, mais uma vez, ver alguns dos seus quadros expostos no seu blog, e são bonitos de se ver. O último é um Brabham BT24 de 1967, o modelo que deu o título ao neozelandês Dennis Hulme.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O regresso aos clássicos?

Eu coloco aqui duas fotografias do passado, mas isto pode ser realidade num futuro próximo. Nâo os modelos em si, claro, mas as cores que os levam. E li estas noticias em dois blogs acima de qualquer suspeita: Flávio Gomes e Becken Lima.

Gomes fala hoje que a Renault poderá apresentar-se no Brasil com a pintura clássica, semelhante a aquela que apresentou durante o GP de Inglaterra de 2007, para comemorar os 30 anos da sua estreia na Formula 1. Seria uma excelente maneira de captar os adeptos, após a retirada abrupta do principal patrocinador, o banco holandês ING. Já havia uma precepção, quando Fernando Alonso e Romain Grosjean apareceram com bonés negros com letras amarelas. A acontecer, seria excelente! Mas gostaria de ver isso prolongado na temporada seguinte, por exemplo...

Mas antes de saber dessa, o Becken Lima tinha feito um extenso post sobre uma das novatas, a USF1 Team. E no meio do Q&A feito a Peter Windsor e as fotos tiradas às suas instalações de Charlotte, outra noticia tinha passado despercebida: Bob Varsha, jornalista da Speed TV, afirmou que a USF1 Team poderá usar as cores da All American Racers, a equipa que Dan Gurney montou entre 1966 e 68, e que ficou conhecido como Eagle.

Esse chassis, que muitos consideram como o mais bonito do pelotão, usava um padrão de cores azul escuro com uma faixa branca, que dava ainda mais elegância ao chassis. Esse padrão voltou a ser usado este ano no carro de Oriol Serviá, nas 500 Milhas de Indianápolis, e confesso que não ficou mal, na minha opinião...

Agora, para a cereja no topo do bolo, só falta a Lotus voltar no ano que vêm pintado com a combinação British Racing Green com a faixa amarela...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Sobre a nova pintura da Williams...

Sobre a nova pintura da Williams para 2009, que querem que diga? Primeiro, era um "segredo de polichinelo", depois de um dos patrocinadores, a Allianz, ter revelado a pintura nos seus cartazes publicitários. Segundo, a pintura em si não tem segredos, pois é sempre o mesmo padrão. O "tio" Frank não muda muito a pintura desde o inicio da década, depois de ter os carros vermelhos, quando teve a tabaqueira Winfield como patrocinadora.

No final de tudo, houve uma noticia interessante, em forma de "lapsus linguae": Kazuki Nakajima revelou que a Toyota pondera a retirada da competição para o final de 2009. Sendo um piloto da marca, pois é a garantia de que a equipa receba os motores Toyota, isso pode ser um sinal de que as coisas andam mal...