Neste vídeo da Deutsche Welle, fala-se do carro, da sua história, das suas esperanças e resistências e o símbolo de um país em luta pela sua independência.
segunda-feira, 5 de maio de 2025
Youtube Automotive Video: Um inesperado símbolo ucraniano de resistencia
Neste vídeo da Deutsche Welle, fala-se do carro, da sua história, das suas esperanças e resistências e o símbolo de um país em luta pela sua independência.
sexta-feira, 4 de março de 2022
A(s) image(ns) do dia
Filas intermináveis de carros para abastecer, em pânico porque pensavam que não teriam tempo para encher o depósito. E mesmo com a primeira boba fechada, a que está mais ao pé da minha casa, fechada, vi dezenas de carros a circularem ali, pensando que estaria aberta para abastecimento. Na outra bomba que visitei, a fila era grande quer para reabastecer, quer para pagar.
Isto é a consequência da guerra russo-ucraniana. Provavelmente vamos a caminho de um choque petrolífero semelhante aos de 1973 e de 1979, o primeiro por causa do Yom Kippur, o embargo petrolífero árabe ao ocidente por causa do seu apoio a Israel, e o segundo por causa em embargo ao petróleo iraniano, consequência da queda do Xá e a ascensão do regime teocrático dos "ayatolahs", aliado com a tomada da embaixada americana, do qual fizeram reféns os seus funcionários por 444 dias.
Ao contrário das outras vezes, estamos melhor preparados para isto: por causa das alterações climáticas, há alternativas para isto. Poderemos trocar por um carro elétrico, ou poderemos deixá-lo em casa e andar e transporte público. E se começássemos a fazer isso, encher os autocarros, poderia ser que existisse mais linhas, mais horários e mais a circular, variando conforme a cidade.
Logo, em vez de reclamar, agir seria melhor.
Aliás, isto fez lembrar uma conversa que tive com uma velha amiga minha. Ela é professora, e encontrei-a na minha hora de apanhar o autocarro para casa. No meio da conversa, contou-me que tinha trocado de carro no ano passado, um carro... a gasolina. Cujo preço ao litro é o mais caro, e o menos eficiente. E quando soube do preço que pagou pelo carro, cerca de 21 mil euros, fiquei mais espantado ainda. É que por esse preço - mesmo pago a prestações - poderia ter um Renault Zoe ou um Nissan Leaf, ambos elétricos e se calhar, ambos novos. Ainda por cima, já são carros que têm uma autonomia de 300 quilómetros, no mínimo, e quase não custam nada para reabastecer... dizendo melhor, recarregar.
Em 2021, 25 por cento dos carros novos em Portugal eram elétricos, e previa-se um aumento para os 35 por cento este ano. E não se previa nem esta guerra, nem este possível choque. E fala-se que na semana que vêm, haverá novas sanções à Rússia, e podem passar por um embargo petrolífero. Com as alternativas que existem, não trocar de carro ou deixá-lo em casa... não vou dizer que seja persistir no erro, mas tem de mudar de atitude o mais depressa possível.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
O piloto mais odiado do mundo
Um exemplo? A Federação Automobilística da Ucrânia, inscrita na FIA, pediu à entidade máxima do automobilismo para que exclua Mazepin da Formula 1, que retire a sua Super-Licença, segundo uma recomendação do COI para a exclusão de atletas da Rússia e da Bielorrússia de competições internacionais. A razão para isso foi, oficialmente, a violação da trégua olímpica que está em vigor até 20 de março, data da final dos Jogos Paralímpicos de Pequim. A possível exclusão de Mazepin da Formula 1 não era algo que não se previa, aliás, começou a ser discutido logo na sexta-feira, quando foi cancelado o GP russo, falando logo que Pietro Fittipaldi, o neto de Emerson Fittipaldi e piloto de reserva da marca, iria guiar no seu lugar.
Claro, há gente que aproveita a ocasião para ir bem longe. Exemplo? Jeremy Clarkson. O antigo apresentador do Top Gear e conhecido por ter uma lingua bem afiada, decidiu escrever esta frase no Twitter: “Nikita Mazepin. Seu retardado de m****. Vai correr para a Rússia sozinho. Perdias ainda assim.”
Apesar de tudo que esteja a levar, Gunther Steiner achou que o "orangotango" foi longe demais. E foi defender o rapaz:
“Ouvi falar sobre o tweet de Jeremy Clarkson acerca disso. Talvez tenha sido feito num momento de fúria ou algo assim, porque foi bastante direto. O melhor é não olhar para o que está lá porque, neste momento, ele não tem nada a ver com isto. Só precisamos de continuar e ver onde isto vai parar e trabalhar. Esperemos que ele [Mazepin] consiga manter a cabeça erguida e continuar a trabalhar”.
Mazepin junior é uma pessoa acossada. Dá a cara - quer queira, quer não - a um país, que neste momento cometeu o imperdoável na ordem e harmonia das nações. E tem de pagar um preço por terem pisado o risco. O povo russo está agora a pagar o preço pelas ações do seu ditador. Não é só os soldados que morrem esturricados pelas balas e misseis de um povo que está a dar tudo para defender a sua terra, porque ninguém lhes disse que são os maus da fita, mas também é os que saem à rua, enfrentando o frio e os cassetetes da policia, em dezenas de cidades do vasto império, protestando contra Putin e as suas decisões, e provavelmente a partir de hoje, sofrerão na carteira o isolamento do mundo, a desvalorização da sua moeda, o aumento do custo de vida, o de não poderem voar para lado algum nos seus aviões.
E a cada dia que passa, este turbilhão tem consequências imprevisíveis. E Mazepin pagará o preço por estar no lado errado da História, na pior altura possível. Não creio que alinhe em Shakir a 20 de março.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022
O GP russo está em perigo... ou nem por isso?
A UEFA, organismo máximo do futebol europeu, já disse que poderá retirar a final da Liga dos Campeões de São Petersburgo, e a Formula 1 anda a monitorizar os eventos para saber se viabiliza ou não o GP da Rússia, que se disputa em Sochi, mas em 2024, será em Igora Park, nos arredores de São Petersburgo. A corrida será em setembro, mas poucos acreditam que o conflito se arraste até lá.
“A Fórmula 1 está a monitorizar a situação na Rússia e na Ucrânia”, disse Craig Slater, repórter da Sky UK. “De momento, a corrida em Sochi aparentemente vai acontecer, já que não é até setembro. Essa é a situação no momento”, acrescentou.
Só que nestas coisas, há alguns problemas. Por exemplo, o futebol depende do dinheiro da Gazprom, a gigantesca firma russa de petróleo e gás, do qual boa parte da Europa está dependente, especialmente nos meses de inverno. Por agora, não está incluída no pacote de sanções, mas é provável que esteja na mira da Europa mais adiante, caso haja uma escalada na guerra. Se assim for, os interesses russos serão afetados.
E a Formula 1 tem uma equipa que é bem apoiada por russos. O pai de Nikita Mazepin, Dimitri Mazepin, é um homem muito rico (a sua fortuna pessoal ronda os 1,5 mil milhões de dólares) e a sua firma, a Uralchem, é o maior complexo químico do país e claro, patrocina a Haas. Não há conhecimento direto das suas relações com o presidente Putin, mas os seus negócios ao longo dos últimos vinte anos, desde os mais visíveis até aos mais polémicos, aconteceram com o beneplácito do governo, logo, apoia-os. E isso poderá ser um possível alvo de sanções mais tarde, caso a Europa persiga os oligarcas que enriqueceram desde o final da União Soviética, em 1991, e desde que Putin chegou ao poder, no ano 2000.
Resta saber qual será a ação da Formula 1, nomeadamente, a Liberty Media, sobre este caso. Como tem muitas maneiras de receber dinheiro, desde os sauditas até às criptomoedas, os rublos poderão ser algo do qual eles não se importam de sacrificar, só para estarem de bem com o mundo. Mas os exemplos do passado - furar o boicote desportivo do regime do apartheid na África do Sul até 1985, por exemplo - não abonam nada a favor da competição...
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
As sanções internacionais e a ameaça de boicote sobre o GP da Rússia
Que Bernie adora pessoas com poder, isso não é novidade. Já elogiou Adolf Hitler, Robert Mugabe e Margaret Thatcher no passado, e Putin encaixa no estilo de pessoa autoritária que ele sempre gostou e gosta. Contudo, sabe-se há muito que a história do GP russo mexe com as pessoas dentro do meio, e isso viu-se há mês e meio, quando no fim de semana do GP da Hungria, os rebeldes russos na Ucrania abateram um avião malaio. Logo, surgiram as perguntas sobre se ainda estariam dispostos a ir à Rússia. E isso incomodou o pessoal da Formula 1, como Christian Horner, da Red Bull.
Se o pior acontecer, as tensões no próprio paddock aumentarão certamente, pois faltam nesta altura cinco semanas para o Grande Prémio. E mais perguntas incómodas serão colocadas, a começar agora, em Monza...
quinta-feira, 17 de julho de 2014
E vamos ter um Grande Prémio russo, não é?
quinta-feira, 17 de abril de 2014
A dependência automobilística do dinheiro russo
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Youtube Motor Collection: os carros do filho de Victor Ianucovich
O custo? Cerca de dois milhões de dólares.
Vi isto no Jalopnik.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
A coleção de automóveis de Victor Ianucovich
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Um exemplo da beleza de Inessa Tushkanova
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Conheçam Inessa Tushkanova
Aparecem sempre raparigas a quererem correr em carros, andem eles em pista ou nas classificativas de rali. Muitos torcem o nariz em relação a isso, porque ainda consideram que o automobilismo é uma coisa de homens. E quando vemos 95 por cento de pilotos nas pistas, queremos acreditar que temos razão. Quando lhe perguntaram a razão pela qual decidiu sentar no seu carro apenas com as luvas de competição na revista fundada por Hugh Hefner, respondeu: "Ninguém gosta de ver mulheres no automobilismo, que é um desporto dominado por homens, porque temos mais facilidade em atrair patrocinadores. A revista é prestigiosa o suficiente e ajuda-me a fazer relações publicas e a tornar-me conhecida".
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Extra-Campeonato: A vida continua
terça-feira, 26 de abril de 2011
Extra-Campeonato: Chernobyl, 25 anos depois, ou como a questão nuclear nunca sairá de cena
A comemoração dos 25 anos do desastre de Chernobyl calha por coincidência numa altura em que discutimos um novo desastre nuclear, num outro pais. Mas como dizem os médicos, "cada caso é um caso", e Fukushima não é Chernobyl por tudo: diferente central, diferente construção e fabricação, diferentes circunstâncias. No caso japonês, falamos de um devastador terramoto, ao qual deveria resistir, e pelos vistos, não resistiu. Aliás, fala-se que aquela central em particular teria grandes dificuldades em resistir a uma terramoto de grau acima de sete na escala de Richter. E o evento de 11 de março foi de 9.0...Lembro-me desses dias de Chernobyl. O primeiro aviso veio da Suécia, quando no inicio de maio as autoridades locais avisaram os soviéticos que uma nuvem radioativa tinha passado por eles, vindo do seu pais, e pediram explicações. Primeiro houve silêncio, depois surgiram os rumores, que se fortaleceram nos dias a seguir. E por fim, depois das autoridades ocidentais terem começado a insistir fortemente nos soviéticos para exigirem saber o que se passava, eles cederam. Mikhail Gorbachov, o lider soviético da altura, fez uma comunicação inédita ao pais para dizer o que se passara na noite de 25 para 26 de abril em Prypiat, no norte de Kiev, a capital ucraniana. Aliás, esta cidade de quatro milhões de habitantes somente se salvou porque os ventos daquela noite sopravam para norte-noroeste, fazendo com que a nuvem voasse atraves da Bielorussia e Rússia, parando na Suécia e Finlândia.
Tal como aconteceu em 1986, todos questionavam o nuclear, fazendo com que alguns paises decidissem cancelar os planos de construção de centrais nucleares. Podia ser uma energia limpa, não poluente, mas os resíduos são dificeis de serem tratados e a radioatividade pode ficar presente durante dezenas de milhares de anos na atmosfera. Logo, os custos de desmantelamento dessas centrais serão largamente elevados. Em suma, o nuclear tem muitas mais coisas contra do que a favor.
Fukushima acontece numa altura em que as grandes potências tinham começado a virar para o nuclear como uma alternativa à energia vinda das ondas, das eólicas e da solar. Os seus defensores vendem-na como uma energia limpa, capaz de produzir em grande quantidade aquilo que milhares de ventoinhas ou painéis solares são capazes de fazer. Mas o senso comum sabe que um painel solar ou uma turbina são de fácil montagem e não causam tanto impacto na paisagem do que um mamarracho como uma central nuclear. E por muito que a tecnologia avance, o risco, por minimo que seja, é demasiado alto, sensivel e intolerável para as pessoas. Basta ver os milhares de ucranianos que sofreram, sofrem e sofrerão para as gerações futuras. E os japoneses que sofrerão no futuro com os cancros da tiroide, para não falar do envenenamento causado pela forte exposição à radioatividade...Não queremos mais que se repita Chernobyl e Fukushima. Mas temo que esta história não esteja encerrada de vez. Veremos mais alguns destes capítulos no futuro.















