domingo, 23 de agosto de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 12, Zandvoort (Corrida)


Quatro semanas a apanhar sol - o verão ainda não acabou, diga-se - e da Hungria, a Formula 1 recomeça nos Países Baixos, num circuito relativamente novo num lugar clássico da história do automobilismo. E nesta segunda parte da temporada, ainda nem sabemos como isto acabará, porque houve coisas fora do domínio da própria Formula 1, do qual não saberemos se será seguro viajar para lá. O Médio Oriente e o Golfo em ebulição a perturbar tudo. 

Houve coisas bem interessantes durante as férias do verão. Mas o mais importante foi o que aconteceu há uns dias, quando Isack Hadjar se lesionou no pulso e ele iria ficar de fora para curar-se das suas lesões. Curiosamente, foi o lugar onde ele conseguiu o seu primeiro pódio da sua carreira. Liam Lawson regressou à Red Bull, ano e meio depois de ter saúdo de forma incerimoniosa, e no aseu lugar na Recing Bulls, foram buscar o japonês Yuki Tsunoda.  

Esta é também uma corrida de despedida. O contrato acabará este ano, e a partir de 2027, eles receberão a Formula E, a competição elétrica, que acabou a sua temporada na semana passada e terá um novo carro, mais veloz do que teve agora. 

Na hora anterior à corrida, a chuva caíra na pista, mas ainda antes da corrida, esta parou e a superfície estava suficientemente seca para manterem os slicks. Os Ferrari, por exemplo, iriam começar de moles, enquanto McLaren e Mercedes, começavam de médios. Sérgio Pérez iria partir das boxes, com problemas no seu Cadillac.


Na partida, Norris partia bem, seguido pelos Mercedes, e Max na frente de Lawson. Mas no final da primeira volta, Verstappen pisava a linha branca e escorregou, indo ao muro. A pior das desistências da corrida, por ser o piloto da casa, vítima da armadilha típica de uma superfície gordurosa depois da um aguaceiro. Resultado? Bandeira vermelha no inicio da segunda volta. Por esta altura, Norris tentava afastar de Antonelli, que tinha conseguido passar Russell e era segundo. Leclerc era quarto, pois tinha passado Piastri.

Mas tudo, agora, voltou à estaca zero. 

A volta de aquecimento estava a começar quando houve problemas no Haas de Ollie Bearman, que ficou parado na pista, obrigando a nova volta de aquecimento, para que o piloto britânico pudesse ser removido da pista. Depois de alguns minutos, tudo estava pronto para nova partida, com apenas 20 carros.


E quando aconteceu, Anmtonelli pressionou Norris e conseguiu a liderança da corrida logo na primeira curva, enquanto Russell era terceiro, onde era surpreendido por Oscar Piastri, um dos pilotos que largava com duros. Atrás, Arvid Lindblad era penalizado por causa da violação das bandeiras amarelas no acidente de Max, na primeira largada. 

As primeiras voltas não tiveram história, a não ser a penalização de Franco Colapinto por causa uma violação das bandeiras amarelas, e como era décimo, teve de ir às boxes para ceder o seu lugar a Yuki Tsunoda. Na frente, Norris perseguia Antonelli pela liderança, e a diferença não era maior do que segundo e meio, enquanto Piastri já tinha uma desvantagem superior a cinco segundos. E o australiano era pressionado por George Russell.

Mas na volta 18, aconteceram as primeiras paragens, com Russell a trocar para duros, antes de Piastri fazer o mesmo na volta seguinte. Gasly e Tsunoda fizeram a mesma coisa, e ambos também regressavam à pista com duros. Antonelli e Norris foram ao mesmo tempo na volta 22, também colocando duros, e deixando Hamilton na liderança. No meio disto tudo, a Williams e Fernando Alonso nos pontos, o que é bem interessante, por enquanto. especialmente com os espanhois ainda com moles!

Hamilton acabou por ir às boxes na volta 26, quatro voltas depois de Leclerc, e trocou para duros, ao contrário do seu companheiro de equipa, que regressou à pista com médios. No meio disto tudo, a ação estava a acontecer a meio da corrida, com quatro pilotos - o Alpine de Pierre Gasly, os Racing Bulls de Arvid Lindblad e Yuki Tsunoda e o Audi de Nico Hulkenberg - lutando pelos lugares finais da pontuação. Perto do meio da corrida, Nico Hulkenberg tinha levado a melhor e era nono e afastava-se de Carlos Sainz Jr, tentando aproximar-se de Fernando Alonso e do seu renovado Aston Martin.

Tudo isto enquanto na frente, Antonelli aguentava Norris, e ambos tinham cerca de um segundo de diferença. 

 Na volta 34, Leclerc tentou a sua sorte contra Piastri e conseguiu o quarto posto ao piloto da McLaren, numa manobra algo arriscada, mas eficaz. Hamilton começou a assediar Piastri da mesma maneira, e o conseguiu na volta 35, para ser quinto, e relegando o australiano para sexto. Ao mesmo tempo, Fernando Alonso ia às boxes e regressava à pista com duros e, por agora, na 13ª posição. 

Na volta 41, os Mercedes foram às boxes, mas houve tempo de eles poderem a fazer a paragem sem problemas, e claro, a tentar evitar o "undercut" dos McLaren, caso quisessem fazer nessa altura. A diferença entre Norris e Antonelli era agora a rondar os 16 segundos, e esperava reduzir para evitar que o piloto da McLaren ficasse com a liderança. Entre eles, os Ferrari, onde Hamilton parecia ser mais rápido que Leclerc, mas não queria ceder, porque queria apanhar Norris. Na volta 44, o monegasco foi às boxes pela segunda vez, regressando em sexto, com os duros calçados. E na volta seguinte, foi a vez de Piastri ir às boxes, e colocar os moles, para ver se era mais rápido na parte final da corrida.

Norris foi às boxes na volta 48, foi rápido, colocou mais duros e regressava à pista em terceiro. Agora, tinha cerca de três segundos de desvantagem sobre Antonelli, e esperava ser mais rápido com este jogo de pneus, enquanto Hamilton era o novo líder da corrida, mas os dois pilotos atrás dele eram os mais rápidos, e Norris estava ainda mais rápido, reduzindo a sua diferença abaixo de segundo e meio.


A partir da volta 51, Norris estava na traseira de Antonelli, e ambos na traseira de Hamilton. Na volta 54, Norris conseguiu passar o piloto da Mercedes na curva Tarzan... do lado de fora! Brilhante, apesar de já ter visto isto em 1979... não é, Alan Jones?

Logo depois, Norris passava Hamilton e liderava a corrida, tudo isto sem ter de passar pelas boxes, ou seja, uma coisa clássica para aplaudir. Quase ao mesmo tempo, Esteban Ocon tornava-se na quarta retirada da corrida, causando bandeiras amarelas no local onde parou. Logo depois, o Safety Car Virtual entrava em ação, os Ferrari iam às boxes, primeiro Hamilton na frente de Leclerc, e depois, Oscar Piastri e Kimi Antonelli também pararam, trocando de pneus. Estes quatro pilotos meteram moles, preprando-se para a parte final da corrida. 

A corrida regressou ao normal na volta 57, a quinze do final, com Norris com cerca de seis segundos de Russell, que por sua vez, tinha uma vantagem de seis segundos sobre o terceiro classificado, e ambos tinham duros, contra os moles. Antonelli tinha agora de aguentar as performances de Hamilton, que queria aquele lugar no pódio, e isso não iria ser fácil.

Na volta 66, Russell foi avisado para que não resistisse à ultrapassagem por parte de Antonelli, mais rápido, e se o seu companheiro de equipa parecia ter ritmo para apanhar o piloto da McLaren, George Russell estava agora vulnerável a Lewis Hamilton, que também tinha pneus moles e não queria perder de vista o piloto italiano. 

Mas no final, os Ferrari não tinham o ritmo para apanhar Antonelli, e tinham com alvo George Russell. Para piorar as coisas, Leclerc queria passá-lo para ficar com o quarto posto, e enquanto isso acontecia, Lando Norris via a bandeira de xadrez como vencedor, pela segunda vez seguida, e conseguia aproximar-se de Antonelli na luta pelo campeonato. Russell era terceiro, na frente dos Ferrari de Hamilton e Lelcerc, com Piastri num discreto sexto posto. 

Liam Lawson, Nico Hulkenberg, no seu Audi, Fernando Alonso, no seu Aston Martin, que conseguiu aguentar nas voltas finais o Alpine de Pierre Gasly. Numa corrida onde 16 carros chegaram ao final.


E assim foi a última corrida da Formula 1 em terras neerlandesas. Ver se algum dia regressará ali, não sabemos Espera-se que sim, e espera-se que esse regresso seja dentro em breve. Agora, são duas semanas até outro clássico do automobilismo: Monza. E ainda por cima, será num ano onde um piloto italiano está a liderar um campeonato. 

Youtube Motorsport Video: A segunda corrida da Formula 4 Spain em Jarama

Depois da primeira corrida do fim de semana de Jarama da Formula 4, ganha pelo neerlandês Kasper Schormans, com Noah Monteiro a sofrer um toque na primeira volta, que danificou a sua asa frontal e acabou ali a sua corrida, agora na manhã deste domingo, aconteceram a segunda e terceira corrida desta ronda, e vai-se ver até que ponto estas corridas, que são sempre bem disputadas e cheias de incidentes, poderão mexer na classificação do campeonato.

Agora deixo aqui a segunda corrida, que aconteceu às 11 da manhã deste domingo. Mais tarde no dia, acontecerá a terceira corrida, do qual será colocado aqui o seu video. 

sábado, 22 de agosto de 2026

Youtube Motorsport Video: A primeira corrida da Formula 4 Spain em Jarama

Neste fim de semana, a meio do verão, teremos a quarta ronda da Formula 4 espanhola, onde à entrada desta ronda, temos o português Noah Monteiro a liderar o campeonato com cem pontos, a bordo do seu carro da Griffin Core. A concorrência é imensa - é, a par da competição italiana e da Europa Central, a mais competitiva dos diversos campeonatos de Formula 4 espalhados pelo mundo. 

E a grande questão nesta jornada tripla de Jarama, onde correram aqui na primavera, na Winter Series, é saber se o filho de Tiago Monteiro irá alargar a sua liderança ou se algum dos seus rivais, nomeadamente o polaco Boris Lyzen, o neerlandês Rocco Coronel, ou o britânico Nathan Tye - e estes são alguns nomes, pois outros poderão aparecer - poderão sair melhor que ele, para ficar com a liderança do campeonato. 

E tudo num fim de semana onde se falou do que poderá ser o passo seguinte para o piloto de 16 anos: a Eurocup-3, ou a FRECA, ambas competições de Formula 3. A primeira seria um "upgrading" desta Formula 4, porque é organizada pelos mesmos que estão por trás da Formula 4 espanhola, e poderia ficar com a mesma equipa. 

Veremos como será. Mas por agora, deixo aqui o video da primeira corrida da ronda de Jarama.

Formula 1 2026 - Ronda 12, Zandvoort (Qualificação)


Depois de quatro semanas de férias, a Formula 1 regressa ao seu ritmo normal, ou seja, ainda mais alucinado que o costume porque ainda existem duas corridas do qual não sabemos se acontecerão ou não - geopolitica, sabem? E então, a segunda metade do campeonato parece prometer ser mais interessante que a primeira. 

Ainda antes de sabermos que Isack Hadjar tinha fraturado o pulso, a Red Bull estava presetes a anunciar que o seu piloto, o seu "nec plus ultra", do qual esperam desencadear a sua recuperação, Max Verstappen, iria ficar na equipa até 2030, tornando-se no centro de um plano para voltarem a ser campeões. Mas no plano de renovação da equipa, Max praticamente ficou ainda mais milionário que é agora, não só em termos de salário, como também dos direitos de imagem e "mershandising". Com algumas centenas de milhões de dólares a amealhar até ao final da década, pelo menos, ele será um homem financeiramente feliz, porque as vitórias e os títulos... se calhar, demorarão mais um pouco.

E até calha bem este anuncio: é o último ano da Formula 1 nos Países Baixos. E a despedida de um nome clássico do calendário - digo nome, porque o circuito, que conhecemos nos anos 60, 70 e 80 do século passado, esse desapareceu há muito. E a partir do ano que vêm, acolherão a Formula E, a competição elétrica que terá um carro mais potente que teve até agora.

Mas no meio disto tudo, ainda há um Sprint Race, onde George Russell conseguiu uma pole, e se calhar, poderá ser um vislumbre do que poderá acontecer na qualificação, que acontecerá depois da "corrida sprint". Pelo menos, era o que se pensava: a corrida foi aborrecida, Russell acabou or ganhar, e choveu na última volta!


Passado um tempo, e já com o sol a brilhar e a pista seca, começou a qualificação. As primeiras voltas foram mais exploratórias e de aquecimento de pneus. Os Racing Bulls, por seu lado, começaram a colocar voltas rápidas desde as primeiras voltas lançadas. Os Ferrari começaram a colocar tempos no segundo 13, mas Oscar Piastri foi o primeiro a entrar no segundo 12, um tempo já mais aproximado do que era esperado no topo da tabela, seguido de George Russell e Lando Norris. 

Um pouco mais tarde, na sua segunda tentativa, Lewis Hamilton queimou a travagem na curva 1 e teve de regressar às boxes para calçar pneus novos, mas ele já tinha o tempo para rumar à Q2. Em contraste, os do costume estavam na zona de risco:  os dois Cadillac, os dois Haas e, de forma algo surpreendente, o Audi de Gabriel Bortoleto.

Mas na parte final, Ocon melhora e vai para a Q2, Bortoleto também, e no seu lugar apareceram os dois Aston Martin - parece que o motor não foi aquilo que se esperava - e o Williams de Carlos Sainz Jr., que faziam companhia ao Haas de Ollie Bearman, e os Cadillac de Valtteri Bottas e Sérgio Pérez. 

Passada a Q1, esperou-se por alguns minutos pelo Q2. 

Quando assim aconteceu, os primeiros carros foram... os Mercedes, seguido pelo Red Bull de Max Verstappen. O primeiro a marcar um tempo foi George Russell, na frente de Kimi Antonelli. Contudo, Lando Norris tratou de tirar 50 centésimos de segundo ao tempo de Russell. Oscar Piastri tirou mais 26 centésimos de segundo ao tempo do colega de equipa, com 1.11,641, com Leclerc a conseguir o terceiro melhor tempo provisório.

Depois dos carros terem passado brevemente pelas boxes, regressaram à pista para as derradeiras tentativas, e se Antonelli não conseguiu mais que o quinto melhor tempo, já Norris tratou de tirar 13 centésimos ao tempo de Piastri, com 1.11,628, enquanto Verstappen ficava com o terceiro melhor tempo, a 246 centésimos. 

E entre os que ficavam com a fava, os azarados eram os Alpine de Pierre Gasly e Franco Colapinto, o Williams de Alex Albon, o Haas de Esteban Ocon, o Racing Bulls do regressado Yuki Tsunoda e o Audi de Nico Hulkenberg. 

Assim sendo, passou-se para a Q3.


Ela começou de forma movimentada na via das boxes, mas quando começaram a acontecer em pista, foi Lando Norris que fez o primeiro tempo relevante: 1.11,344. Piastri marcou tempo, mas não melhorou (1.11,577), e nem Antonelli, com o seu 1.11,675. Russell melhorou, com 1.11,495, subindo para segundo. Leclerc apareceu depois, sendo quarto, com o tempo de 1.11,667. Hamilton conseguiu apenas o oitavo tempo, com 1.12,110.

Com os céus a ameaçarem chuva, na parte final da qualificação, eles tinham calçados os seus moles para saber se haveria tempo ou não para um tempo suficiente para mudar a sua posição na grelha, ou algo mais. Antonelli marcou 1.11,296 e ia para a frente dos tempos, mas instantes depois, Norris estabeleceu "o" tempo: 1.11,163. Fantástico, hein?

Russell só conseguiu 1.11,265, Piastri 1.11,305, e não havia mais chance, porque a chuva começou a cair. Faltavam três minutos para o final da sessão.


Norris, feliz da vida, consegue puxar algumas coisas interessantes da sua cartola e ficar na frente dos Mercedes. E na conferência de imprensa, ele próprio nem sabia como tinha conseguido: “Foi apenas uma volta razoável. Pressionei porque viram quão renhido está e uma ou duas centésimas fazem uma grande diferença no final”, explicou. 

Resta saber como será amanhã, quando as coisas forem sérias. 

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Youtube Hypercar Testing: Os testes do Ford Hypercar

A Ford colocou nesta semana o seu Hypercar para a temporada de 2027. O carro esteve durante três dias em testes no circuito de Paul Ricard, depois da apresentação oficial. Em preparação para a próxima temporada, o carro americano acumulou quilómetros e esta é uma das filmagens que circulam por aqui.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Noticias: Max Verstappen renova com a Red Bull até 2030


No fim de semana do GP dos Países Baixos, Max Verstappen renovou com a Red Bull até ao final da temporada de 2030, altura em que ele terá 33 anos. Assim sendo, a sua ligação à equipa de Milton Keynes foi estendida por mais duas temporadas face ao vínculo anterior, colocando um ponto final na especulação sobre o seu futuro na Fórmula 1.

A escolha deste anuncio naquela que poderá ser o último Grande Prémio no circuito de Zandvoort até poderá ser surpreendente, mas o filho de Jos Verstappen escolheu precisamente a sua corrida "caseira" para confirmar a continuidade de uma ligação que começou ainda antes da sua estreia na Fórmula 1 e que se transformou numa das mais bem-sucedidas da história da modalidade. E claro, é o final de feliz de uma "novela" onde a certa altura, parecia que a saída da Red Bull parecia ser certa devido a alegadas cláusulas de desempenho existentes no contrato anterior.

"Estou muito satisfeito com a extensão do contrato. Temos as melhores pessoas e estou entusiasmado por continuar a trabalhar com todos para voltar ao topo. Este continua a ser o objetivo final para o qual todos temos trabalhado e que continuaremos a perseguir. Quero agradecer à Red Bull, ao Laurent e a todos na Oracle Red Bull Racing pela confiança que depositam em mim.", começou por afirmar Verstappen no comunicado oficial do anuncio da sua renovação.

"Sempre o disse: a equipa é como uma segunda família para mim e sinto-me muito em casa. Vim para a equipa com a esperança de conseguir vencer corridas. O que alcançamos juntos foi simplesmente incrível, partilhamos muitos momentos inacreditáveis e vencemos quatro Campeonatos do Mundo.", continuou.

"Continuar esta jornada com a mesma equipa em que estive durante toda a minha carreira é algo muito especial e que sempre quis fazer. Trabalhar com o Laurent há mais de um ano também tem sido ótimo, vejo uma visão clara que ele tem para a equipa. Todos em Milton Keynes acreditam no que estamos a construir e estou ansioso pelo próximo capítulo, lutando por mais vitórias e competindo por campeonatos à medida que continuamos a moldar o futuro desta equipa."

"Fazer este anúncio durante o último Grande Prémio em Zandvoort é também um grande momento para mim. Esperamos poder dar aos adeptos uma despedida especial para a corrida final no meu País.", concluiu.


Do lado da Red Bull, Laurent Mekies considerou a noticia da renovação do seu contrato como fantástica para todo o desporto motorizado, sublinhando que a renovação reflete a confiança mútua e a ambição de manter uma das parcerias mais vitoriosas da história da Fórmula 1. O responsável gaulês, que chegou à Red Bull no verão do ano passado, substituindo Christian Horner, sublinhou a importância de reter o piloto neerlandês na grelha como sendo uma peça fundamental no processo de reestruturação da equipa.

"Ter o Max a continuar connosco e reter o melhor piloto da grelha é uma notícia fantástica para todos na Red Bull, na Oracle Red Bull Racing, bem como para a Fórmula 1 e para todo o desporto motorizado.", começou por afirmar. "Muito poucas parcerias no desporto alcançam o que o Max e esta equipa alcançaram. Desde o primeiro momento, o Max encarnou tudo o que torna a Oracle Red Bull Racing especial: competitividade inflexível, determinação implacável e a coragem de desafiar a convenção. O seu impacto na nossa equipa e na história do desporto motorizado da Red Bull foi transformador, e ele foi fundamental para tudo o que conquistamos juntos.", continuou.

"A decisão de continuar a nossa jornada juntos está enraizada na confiança que o Max e a equipa construíram ao longo de muitos anos, bem como na confiança do Max nas nossas pessoas, na nossa cultura e na nossa visão para o futuro. Forjada através do sucesso em campeonatos, batalhas intensas e momentos desafiantes da mesma forma, esta relação apenas se tornou mais forte – tornando-a numa das maiores histórias de sucesso da Fórmula 1."

"Mas ainda não terminamos. Há mais corridas para vencer, mais marcos para alcançar e mais história para escrever. Juntos, continuamos a elevar a fasquia com a mesma determinação que nos trouxe ao topo do desporto e uma fé ainda maior no que podemos alcançar. Muito evoluiu à medida que avançamos, mas a nossa ambição permanece inalterada – unidos por uma direção, uma visão, uma equipa.", finalizou.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

WRC: Rali do Chile com 56 inscritos


O WRC revelou nesta quarta-feira a lista de inscritos para o Rally Chile Bio Bío, marcado de 10 a 13 de setembro. Ao todo, serão 56 os pilotos que estarão presentes na prova chilena, dez deles na categoria principal, o Rally1.

A Toyota Gazoo Racing irá alinhar na prova chilena com cinco GR Yaris para o galês Elfyn Evans, o finlandês Sami Pajari, o japonês Takamoto Katsuta, o sueco Oliver Solberg e o francês Sébastien Ogier. Na Hyundai, a marca aposta no francês Adrien Fourmaux, no belga Thierry Neuville e no finlandês Esapekka Lappi, a novidade neste rali. Enquanto isso, a M-Sport Ford completa a categoria principal com os irlandeses Josh McErlean e Jon Armstrong.

Na categoria Rally2 estarão 18 pilotos inscritos, 17 deles em luta direta pelos pontos do WRC2. o estónio Robert Virves destaca-se após quatro vitórias consecutivas, enfrentando os carros da Lancia com o búlgaro-russo Nikolay Gryazin e o francês Yohan Rossel, além dos pilotos da Toyota Yaris Gr Rally2 do espanhol Alejandro Cachón e Diego Domínguez, do britânico Gus Greensmith e do japonês Yuki Yamamoto. 

A armada chilena assume forte protagonismo com Jorge Martínez, Alberto Heller, Pedro Heller, Emilio Rosselot e Tadeo Rosselot inscritos na categoria.

O rali do Chile acontecerá duas semanas depois do rali do Paraguai, que se realizará entre os dias 27 e 30 de agosto. 

Youtube Automotive Video: A nova temporada do The Grand Tour

O "The Grand Tour", série da Amazon, decidiu regressar, mas com novos apresentadores, agora que os Três Estarolas estão reformados. 

Eles são: Francis Bourgeois, de 26 anos - um nome artístico, o nome real é Luke Nicolson - é um entusiasta de comboios e automóveis, engenheiro mecânico que trabalhou na Rolls Royce, e fez muitos videos de "trainspotting" no TikTok, bem como dois YouTubers, e apresentadores do canal "Throttle House": o canadiano Thomas Holland e o britânico James Engelsman

A ideia por trás deste regresso é, não só replicarem o conhecimento e os gostos automobilísticos de Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond, como também a Amazon espera que repliquem a química que existia entre eles para uma nova era. E aparentemente, haverá um "cameo". 

E neste trailer podermos ver essa primeira evidencia. Se o conseguiram ou não... temos de ver o resto. Detalhe curioso: um dos episódios acontecerá... em Angola. Outro será na Malásia, e outro... parece que aparecerá o Jenson Button.

Tudo isto acontecerá a partir de 4 de setembro no Amazon Prime. 

Noticias: Hadjar não pode correr em Zandvoort, Lawson no seu lugar


O francês Isack Hadjar sofreu uma lesão no pulso e não poderá correr o GP dos Países Baixos, que acontecerá neste final de semana. No seu lugar irá o neozelandês Liam Lawson, que corre pela Racing Bulls, e no seu lugar na equipa secundária irá o japonês Yuki Tsunoda.

Segundo conta hoje o jornal neerlandês "De Telegraaf", Hadjar lesionou-se durante uma sessão de treino no ginásio. Isto acontece durante a pausa de verão dos pilotos, e não é ainda certo se Hadjar vai estar pronto para o GP de Itália, agendado para o dia seis de setembro, mas como falta duas semanas para a corrida, poderá ser suficiente para recuperar da lesão. 

O regresso de Lawson â Red Bull acontece depois de duas corridas no inicio de 2025, antes de ser substituído por Tsunoda, que fez o resto dessa temporada, sem grande sucesso. Em 2026, o japonês é piloto de testes e reserva de ambas as equipas. Mas mais curioso ainda é a relação de Lawson com esta corrida, porque foi em Zandvoort, em 2023, que o piloto fez a sua estreia na Fórmula 1, chamado pela então AlphaTauri para substituir o australiano Daniel Ricciardo, que tinha fracturado a mão num acidente durante os treinos.

Para Tsunoda, esta inesperada chamada para correr num Formula 1 acontece em dias onde o seu nome foi falado para competir na IndyCar americana. A Meyer Shank, que tem motores Honda, surge como uma das possíveis opções caso o sueco Felix Rosenqvist deixe a equipa para regressar à estrutura da McLaren na temporada de 2027.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Youtube Formula 1 Video: Quando a Formula 1 quase fez um GP na União Soviética

Vocês sabem que fez agora 40 anos sobre o primeiro Grande Prémio atrás da Cortina de Ferro, em 1986, na Hungria. E também sabem que, antes disso, Bernie Ecclestone tentou fazer um Grande Prémio em território soviético, mais especialmente em Moscovo. Contudo, a coisa não foi adiante.

Mas não sabia de alguns pormenores desta aventura. Por exemplo, quem era o seu aliado dentro do Politburo para a realização desse Grande Prémio, quem era contra, que havia um soviético dentro dos diretores da FISA, e até que ponto Bernie foi a Moscovo, para tentar falar com Leonid Brehznev no sentido de o convencer a aprovar a corrida. 

E até disse a Moscovo que poderia inscrever um piloto soviético num dos seus carros! E isso tudo podem ver neste video. 

WRC: Project One fará temporada parcial em 2027


O Project One anunciou que irá alinhar no Rali de monte Carlo de 2027, mas não fará toda a temporada com o seu novo carro. Numa entrevista à dirtfish.com, Lionel Hansen, o diretor do projeto de origem belga, resolveu que iria priorizar os ralis de asfalto, especialmente em termos de suspensão, e que os testes começarão em breve, com pelo menos sete testes até meados de outubro.

Hansen disse também que os testes em terra, bem como as suspensões em terra, só começarão a ser desenvolvidos a partir de Outubro até Março do próximo ano. Se não existirem percalços significativos, a equipa aponta para o homologação para o dia 1 de janeiro de 2027 e a estreia no Rali de Monte Carlo, no final desse mês. Apesar de tudo, Hansen não garante que tenha dois carros nessa prova prontos para correr, mas irá tentar. O chassis será próprio, mas os motores serão Skoda, pelo menos nos primeiros tempos, para depois, poderem mudar para um grupo propulsor próprio que estão a desenvolver.

Claro que este é um momento emocionante para nós”, começou por afirmar Hansen, “mas não deixa de ser um enorme desafio, além de um trabalho imenso e de uma grande expectativa em relação a todo o trabalho que temos realizado nos últimos sete meses. O objetivo é a homologação a 1 de janeiro e a presença de dois carros em Monte Carlo. Temos os fornecedores e o processo de produção prontos para isso.", continuou.

Para Monte Carlo, o principal objetivo é estar lá. Isso é certo. E sermos homologados. Se não tivermos problemas de fiabilidade até ao final de outubro, acredito que podemos ter confiança de que teremos no mínimo um carro e no máximo dois em Monte Carlo. Isso é realista."

O ponto de viragem para decidir sobre Monte Carlo é o final de outubro. Depois disso, planeamos construir um segundo chassis em novembro e um em dezembro. O processo de homologação é, obviamente, o mesmo para um construtor – um preparador – assim como para um construtor automóvel. Mas, no nosso caso, temos muito menos pessoas. Mesmo estando muito motivados, não é assim tão fácil.”, concluiu.


Na mesma entrevista, Hansen revelou que equipa prevê disputar um total de quinze ralis nas temporadas de 2027 e 2028. Caso estreiem no rali de Monte Carlo de 2027, estarão ausentes na Suécia e disputarão um máximo de três ralis em asfalto até Junho, ou seja, à partida, não participarão no rali de Portugal de 2027. Só a partir do meio do ano, irão disputar o primeiro rali em terra. E é certo que estarão ausentes em metade dos ralis nos próximos dois anos.

Quanto a pilotos, Hansen referiu que está em contatos com pelo menos vinte pilotos, entre P1 e P2, e os primeiros carros para privados só estarão prontos dentro de um ano, pois já receberam contatos nesse sentido.

O Project One é uma contribuição dos belgas da ProSpeed com Lionel Hansen, e que tem Yves Matton, ex-Citroen, na chefia do projeto.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

A imagem do dia


Deixem-me contar uma história bizarra, mas real. 

Imaginem uma equipa que coloca os seus carros nas filas da frente, e no fim de semana, ficam com a escassez de determinado material. Acabam com um em cada um dos carros, mas quando o piloto mais favorável fica sem ele na volta de aquecimento, tiveram de ir ter com o piloto do outro carro e literalmente... tirá-lo do carro para poder dá-lo ao seu companheiro de equipa. 

Acham isso incrível? Impossível? Então, sejam bem-vindos ao GP da Áustria de 1986 e à Brabham.

Num ano catastrófico em muitos sentidos - projeto ousado que não rendeu, a morte de um dos seus pilotos - e com apenas dois pontos no campeonato de Construtores, ver Riccardo Patrese em quarto na grelha e Derek Warwick na décima posição até pode ser um raro avistamento do céu numa paisagem carregada de nuvens cinzentas e persistente chuva. Mas... durou pouco tempo. Se no sábado celebravam o feito na grelha, no domingo, o pesadelo voltou, e em força.

Primeiro, Derek Warwick ficou sem caixa de velocidades no "warm up", depois de ter batido no sábado, mas as reparações foram feitas e tudo estava pronto a tempo de ele alinhar na grelha. Entretanto, Riccardo Patrese tinha também batido no "warm up" com o seu carro e recorreu ao de reserva para o usar na corrida. Feitos os "setups" necessários, levou o seu carro para o lugar na grelha e pelo caminho... ficou sem caixa de velocidades. 

Oh Diabo.

Com poucos minutos para a partida, e sem tempo para reparar a sua caixa de velocidades, uma solução drástica tinha de ser feita, para não desperdiçarem a chance. Foram ter com Derek Warwick e disseram o que se passava, e o mais bizarro foi o que veio a seguir: ele tinha de sair do carro e dá-lo a Patrese, e ver a corrida das boxes. É de doidos, não é? Ainda por cima, a melhor qualificação do ano para o britânico. As coisas lá aconteceram, e o carro foi para as mãos de Patrese, que largou do seu lugar... para duas voltas depois, o seu motor BMW explodir, terminando ali a sua corrida. 

Mas o mais bizarro foi o que Warwick contou. Anos depois, disse numa entrevista que foi o próprio Bernie Ecclestone que pegou nele e o puxou para fora do cockpit (!) para que pudesse sair e ceder o carro para o seu companheiro de equipa. Bem sei que Patrese tinha estatuto de primeiro piloto, mas ao ponto do seu companheiro ser chutado - literalmente - do seu carro, é mesmo de loucos. 

Mas isso tudo aconteceu hoje, há 40 anos, na Áustria.   

Endurance: Felix da Costa piloto da Cadillac em 2027


O português António Félix da Costa está a caminho da Cadillac de Endurance na temporada de 2027. De saída da Alpine, que decidiu reduzir o seu envolvimento no automobilismo, o piloto de Cascais tem a participação confirmada na edição de 2027 do Mundial de Resistência, o WEC, ao mesmo tempo que participará no Mundial de Formula E pela Jaguar. 

Fontes bem posicionadas da marca disseram à Autosport portuguesa que o piloto de 34 anos já tem acordo com a Jota Sport, equipa britânica que representou de 2019 a 2023 e conta com dois Cadillac V-Series.R na categoria de topo do campeonato. E ele terá como parceiros no carro 12 da Cadillac Hertz Team Jota, o francês Norman Nato e o britânico Will Stevens, com quem já correu nos tempos da Porsche, que terminou em 2023, por ordens da marca alemã, que queria os seus pilotos concentrados na competição elétrica.

Aliás, o regresso de Felix da Costa à equipa Jota Sport poderia ter acontecido em 2026, mas a Alpine foi mais rápida e o contratou para esta temporada. 

Confrontado com as informações por parte da Autosport portuguesa, ele não confirmou o acordo e remeteu o anúncio de decisões sobre o futuro no WEC para depois da última corrida de 2026, que acontecerá em novembro, em Monza.

O acordo deverá ter tido o consentimento da Jaguar, a marca que o contratou para a competição elétrica e do qual continuará em 2027, altura em que se estreará o chassis Gen4, bem mais veloz que o atual Gen3Evo, que se despediu das pistas neste fim de semana, em Londres.

Curiosamente, a Cadillac tem também um piloto português, Filipe Albuquerque, mas corre na categoria americana, a IMSA, ao lado do americano Ricky Taylor, e que recentemente - a 2 de agosto - triunfaram nas Seis Horas de Road America.

The End: Alex Fiorio (1965-2026)


O antigo piloto de ralis Alex Fiorio, que correu nos Lancia do Jolly Club e foi campeão do mundo de Grupo N em 1987, morreu esta segunda-feira aos 61 anos, depois de alguns meses a batalhar um cancro no estômago.

Filho de Cesare Fiorio, que foi o diretor da equipa oficial da Lancia, e depois, da Ferrari de Formula 1, entre 1989 e 1991, nasceu a 10 de março de 1965 em Turim. A sua irmã mais nova, Giorgia, é uma fotografa de calibre internacional e cantora.

Começando no mundo dos ralis com um Fiat Panda, depois, ganhou o Trofeo Uno em 1985, e entrou no Mundial de ralis em 1986, guiando um dos Fiat Uno Turbo de Grupo A do Jolly Club, e tendo como navegador Luigi Pirollo - que será seu navegador por grande parte da sua carreira - participando em cinco provas. Foi ali que se começou a ver as suas capacidades na estrada: piloto racional e metódico, e com uma condução precisa e consistente, nem sempre precisava de ir aos limites, graças ao seu conhecimento do carro e dos troços.  


Na temporada de 1987, transferiu-se para os Lancia Delta de Grupo N, onde conseguiu como melhor resultado um sétimo posto no rali da Sanremo, acabando, contudo, como campeão mundial do Grupo N. 

Em 1988, passou a andar nos carros de Grupo A, conseguindo cinco pódios, quatro deles segundos lugares, acabando o campeonato com 76 pontos e o terceiro lugar da geral. No ano seguinte, conseguiu mais quatro pódios e mesmo tendo 65 pontos, acabou como vice-campeão do mundo. Nesse ano, acabou involuntariamente envolvido numa saída de estrada, no rali de Monte Carlo, onde perdeu o controlo do seu Lancia e atropelou mortalmente dois espectadores que estavam na trajetória do carro, sendo deles o piloto sueco Lars-Erik Torph, e o seu navegador, que nessa prova, eram batedores de outro piloto.


Fiorio começou a temporada de 1990 num Lancia, mas a meio do ano foi para a Ford, pilotando um Sierra 4x4 Cosworth, com um terceiro lugar na Austrália como melhor resultado. Contudo, com um carro pouco competitivo em 1991, regressou aos carros da Lancia em 1992, pela Astra Team, onde conseguiu resultados razoáveis, numa máquina que já acusava o peso dos anos. 

Em 1994, passou para um Ford Escort Cosworth e conseguiu como melhor resultado um quarto posto no Rali da Acrópole, um bom resultado para um rali abrasivo como aquele em termos de máquinas e material. Um oitavo lugar no rali de Portugal de 1995, num Ford Escort Cosworth da RAS Ford, foi o seu último resultado de relevo. A partir daqui, dedicou-se aos ralis do campeonato europeu e italiano, mesmo tendo participado em alguns ralis do Mundial até 2002, num Mitsubishi Lancer da Ralliart.

Por essa altura, tinha começado a sua carreira como diretor desportivo... no motociclismo, ao ser, no ano 2000, o "team manager" da Honda Benetton Playlife Racing Team no Campeonato do Mundo de 125cc, conquistando o título de construtores. De 2001 a 2004, foi team manager da BMW Cibiemme Team no campeonato FIA Euro SPC. Hoje em dia vivia em Ceglie Messapica, na região de Brindisi, no sul do país, e tinha criado uma competição, a Fiorio Cup, e era muito ativo nas redes sociais.

domingo, 16 de agosto de 2026

Formula E: Barnard triunfa na segunda corrida de Londres, Wehrlein é campeão


O britânico Taylor Barnard, da DS Penske, foi o vencedor da segunda corrida em Londres da Formula E, e apesar dos três primeiros não terem pontuado, o alemão Pascal Wehrlein, da Porsche, acabou por ser campeão desta temporada da competição elétrica. Nyck de Vries e Edoardo Mortara, ambos da Mahindra, ficaram com os restantes lugares do pódio, enquanto Mitch Evans foi o melhor dos da frente, ao ser quarto, e assim garantiu o título de Construtores à Jaguar.

Com De Vries a ser o poleman nesta corrida final do campeonato - e também dos carros da Gen3 Evo - esta começou com ele na frente, seguido de Mortara e os carros da Porsche, que tentavam bloquear Evans para terem uma chance de alcançarem o título de construtores, pois estavam em luta com a Jaguar.

Pouco depois, Muller deixava passar Wehrlein para ficar com o terceiro posto, enquanto Felix da Costa, que tinha largado de oitavo, era o primeiro a ir para o Attack Mode, logo na quarta volta, e começou a subir para quinto, e ficando na traseira de Nico Muller, no outro Porsche. Quando o passou, numa manobra que o fez encostar à parede, foi atrás de Wehrlein, que a partir dali... decidiu infernizar a sua corrida. Felix da Costa passou para a frente, e aguentou o que pode numa altura em que o alemão, que tinha energia extra por ter passado pelo Attack Mode, o pressionava. Acabou por passar, mas no último instante da sua energia extra. Tudo isto numa altura em que Jake Dennis, outro dos candidatos ao título, estava na cauda do pelotão, na 17ª posição.

Nesta altura, na volta 14, Nico Muller aguentava Mitch Evans para o sexto posto, e se na luta pelo campeonato de pilotos, as coisas estavam bem para a Porsche, para o de Construtores... nem por isso. Evans acabou por passar Muller na volta 17, numa ultrapassagem mais musculada.  

Na volta 20, as táticas das duas equipas iam-se fazendo sentir, com Félix da Costa a levantar o pé e a defender o ataque de Wehrlein, ajudando Evans a chegar-se ao piloto da Porsche. A Jaguar jogou bem e AFC defendia-se magistralmente do alemão da Porsche, que era quarto. Sete voltas depois, Evans, com Attack Mode ligado, tentava ir-se embora e passava Wehrlein, que era bloqueado por Félix da Costa. Na volta seguinte, Buemi passou ambos os pilotos, e com o português concentrado no alemão, perderam ambos muitos lugares, ambos ficando fora dos pontos. Nesse campo, Felix da Costa estava a fazer o seu trabalho até bem demais!

Evans era agora quarto e tentava apanhar Taylor Barnard, enquanto Jake Dennis estava agora nos pontos, no nono posto, e estava perigosamente perto do primeiro lugar da geral. E na volta 30, era sétimo... e virtual campeão.

Nesta altura, Wehrlein tinha ido ao Attack Mode... bem como Felix da Costa, e ambos tinham a sua corrida pessoal. O alemão regressava aos pontos, no décimo lugar, e indo para a frente do campeonato... por um ponto, e ambos estavam atrás de Jake Dennis, que ia para o Attack Mode para tentar afastar-se de ambos. Felix da Costa, também com o Attack Mode, assediava o alemão, querendo passá-lo e complicar-lhe a vida.

Mas na volta 31, o momento decisivo: Joel Eriksson, da Envision, estava na frente deles quando Wehrlein e Dennis estavam lado a lado, lutando por um lugar. Ele foi tocado pelo alemão e entrou em pião, levando ambos para o muro, para tentarem escapar dele. Felix da Costa, que estava atrás deles, teve sorte e passou do outro lado. Dennis ficou sem nariz, e Wehrlein, sem danos, regressou na cauda do pelotão, mas com o seu principal rival eliminado, era o campeão, pois Mitch Evans era quarto e não apanhava os três primeiros. 

No meio disto tudo, Barnard usou o seu segundo Attack mode e passou ambos os Mahindras para ficar com a liderança, e assim, ir a caminho da sua primeira vitória da temporada. E foi o que aconteceu no final: o britânico foi o vencedor, Evans foi quarto, mas não foi suficiente, Wehrlein ficou de fora dos pontos, mas o bicampeonato era dele, porque Evans também não pontuou. 


Foi um final realmente emocionante, digno de registo de mais uma temporada encerrada, agora que a Formula E entrará numa nova era, com o Gen4. E isso tudo começará em dezembro, em principio, na jornada dupla de Jeddah, na Arábia Saudita.