Mostrar mensagens com a etiqueta M. Campos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta M. Campos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

CPR: Campos elogia pelotão nacional

Miguel Campos não vai alinhar no Serras de Fafe, mas ele não se coíbe de elogiar o atual pelotão do Campeonato Nacional de Ralis. Em declarações à Agencia Lusa, ele pretende alinhar mais tarde no campeonato, que terá agora em Fafe 26 carros da classe R5.

"O campeonato está muito aliciante. Há uma euforia enorme", começou por dizer Campos, campeão nacional em 2002, à Agência Lusa. "Os carros que permitem lutar pelos primeiros lugares estão a preços mais acessíveis e a própria manutenção não é a mesma dos WRC, que era muito elevada. Isso atrai muitos investidores que compram carros para depois os alugar", explicou.

Campos disse que entre as provas em que irá alinhar conta-se o Rali de Portugal, embora não se saiba em que máquina. Na sua última participação, em 2017, alinhou a bordo de um Skoda Fabia R5. E deu umas ideias sobre orçamentos que se praticam nas nossas bandas. 

"Cada R5 custa cerca de 260 mil euros novo e um piloto, numa época, para andar nos lugares da frente, gasta mais 300 ou 400 mil euros em peças e testes, para ter uma fiabilidade constante", concluiu. 

O Rali Serras de Fafe arranca esta tarde.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

CNR: Campos confirma presença na Madeira

Miguel Campos anunciou que irá participar no Rali Vinho da Madeira. Depois da sua participação no Rali de Portugal, onde foi o melhor português, o piloto de Famalicão vai alinhar com o seu Skoda Fabia R5 da espanhola AR Vidal, o mesmo carro de 2016, onde a partir de segunda-feira estará em testes com vista à competição.

"Chegamos a avaliar outras hipóteses para esta prova, mas pareceu-me que manter a aposta no Skoda Fabia R5 fosse a ideia mais inteligente do ponto de vista desportivo", começou por afirmar Miguel Campos, explicando na sua página de Facebook que "em 2016, com este carro, tínhamos um bom set-up e conseguimos discutir a liderança na prova até termos um problema com um rolamento. Vencemos troços e fomos competitivos, pelo que vamos manter a aposta no Skoda para a edição deste ano", continuou.

"Em certas curvas o carro tem tendência a sair de frente, apesar do acerto que utilizamos em 2016 na Madeira ser já muito bom. É isso que vamos tentar trabalhar neste teste", concluiu.

O Rali Vinho da Madeira decorre entre os dias 3 e 5 de agosto, e não só vai contar para o Campeonato Nacional, mas também para a Taça Europeia de ralis.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

CNR: Miguel Campos apresenta a sua máquina para o Rali de Portugal

Miguel Campos apresentou ontem a sua máquina para o Rali de Portugal. Depois de já ter realizado em Fafe o primeiro teste de preparação e adaptação ao seu Skoda Fabia R5, carro que o piloto de Vila Nova de Famalicão já tripulou na edição de 2016 do Rali de Portugal, o piloto andou nestes últimos dias a readquirir ritmo competitivo ao mesmo tempo que se entrosou com o seu novo navegador para esta prova.

Conheço o carro, conheço a prova, apesar de ter algumas alterações, e como estamos inscritos na WRC2 deveremos ter uma boa posição de partida para os troços para este Rali de Portugal”, começa por afirmar no seu comunicado oficial. 

Campos disse ainda que “em função destes fatores o meu objetivo é ser de novo o melhor português, apontando também para um lugar no pódio na WRC2. Vamos entrar na prova para andar no máximo das nossas possibilidades, e depois gerir o andamento em função dos objetivos que traçamos”.

O piloto de Famalicão disse que este ano usará pneus Michelin. “Quase todos os pilotos do WRC2 usam esta marca pelo que iremos ter armas iguais aos nossos adversários”, finalizou.

O Rali de Portugal, quinta prova do Mundial de Ralis, acontece entre os dias 18 e 21 de maio.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Ralis: Miguel Campos vai correr o Rali de Portugal

Miguel Campos está de regresso aos ralis, quase um ano depois da sua última participação. O piloto de Famalicão correrá no Rali de Portugal a bordo do Skoda Fabia R5 da espanhola AR Vidal, no intuito de ser o melhor português do rali. A sua inscrição será na categoria WRC2, que toda a genta saberá que será bastante competitiva.

Conseguimos para já garantir a presença na nossa maior prova de estrada, como vamos integrar a competitiva WRC2, o que nos permite estar entre os primeiros pilotos nos troços, logo após a passagem dos pilotos das equipas oficiais e assim também gerar mais visibilidade para os meus patrocinadores”, começou por afirmar, em comunicado oficial.

“[O Rali de Portugal] foi uma escolha natural atendendo à experiência de 2016 que foi bastante positiva, no qual fui melhor português e 14º classificado da geral”, continuou. Ele vai ser navegado por António Costa – que é uma estreia – Campos disse que  “é um navegador ambicioso e com muita experiência”.

Campos está hoje em Fafe para começar a treinar para a prova, que vai decorrer dentro de quatro semanas, entre os dias 19 e 21 de maio.

sexta-feira, 17 de março de 2017

CNR: Miguel Campos vai alinhar no Rali de Portugal

Miguel Campos quer alinhar no Rali de Portugal. O piloto, campeão nacional de ralis por uma vez, não alinhou nos três primeiros ralis do ano, afirmando que estava a arranjar patrocinadores para fazer alguns ralis em 2017, mas agora disse que pretende fazer o rali de Portugal, caso as conversações cheguem a bom porto.

Tenho a intenção de fazer algumas provas do CNR. Todas já decidi que não vou fazer, mas talvez faça as mais importantes, mas não sei ainda ao certo quantas vou fazer. Talvez comece no Rali de Portugal, estou a equacionar fazer essa prova, o Rali da Madeira e outra, que ainda não sei qual” começou por dizer o piloto de Famalicão.

Em relação ao carro, Campos está indeciso entre continuar com o Skoda Fabia R5 que andou em 2016 ou passar para um Ford Fiesta R5, revelando que há negociações nesse sentido, dependendo de um patrocinador. “Quanto ao carro ou vai ser um Ford Fiesta R5 ou Skoda Fabia R5, mas também ainda não sei qual, estamos em negociações”.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

CNR: Miguel Campos não corre em Fafe

Miguel Campos vai participar no campeonato nacional de ralis... mas não em Fafe. O piloto, campeão nacional em 2002, afirmou que está a montar um projeto para esta temporada, do qual implica a mudança de carro, ou seja, trocar o Skoda Fabia R5 que usou em 2016 por outro modelo. O projeto está na fase final de conclusão, dependente de um patrocinador, e o rali Serras de Fafe está demasiado perto para que esse projeto se conclua em tempo útil.

Só devemos arrancar noutro rali mais à frente, já este em Fafe não. Tudo vai depender duma negociação com um patrocinador que fará inclinar para uma determinada marca”, começou por revelar numa entrevista à Autosport portuguesa. "Ir a Fafe não era impossível, mas o projeto que estou a tentar viabilizar, para Fafe, era muito em cima da hora, não teria tempo para testar, e eu quero fazer bem feito. O objetivo passa por lutar pelos três primeiros lugares das provas em que participar”, concluiu.

Em 2016, Campos fez boas prestações em alguns dos ralis em que participou - Fafe e Madeira - a bordo de um Skoda Fabia R5, mas não venceu qualquer rali. Este ano, a ambição é de ficar nos três primeiros postos do campeonato, mas como não vai participar em todas as provas, é provável que esteja afastado da luta pelo título.

sábado, 6 de agosto de 2016

CNR 2016: Rali Vinho da Madeira (Final)

Bruno Magalhães foi o grande vencedor do Rali da Madeira, num último dia muito disputado entre ele, o local Alexandre Camacho e José Pedro Fontes. No final do rali, a diferença entre os dois primeiros foi de 5,7 segundos, com Fontes a conseguir passar Alexandre Camacho na última especial. Miguel Nunes ficou no quarto posto, a 33,5 segundos seguido por Miguel Campos, a 46,3.

Mas o final foi polémico, com a organização a anular a penúltima classificativa, devido à colocação de pedras no caminho e que prejudicaram Bruno Magalhães.

Depois de no final do primeiro dia ter acabado com Bruno Magalhães e Alexandre Camacho na luta pelo primeiro posto, com ambos a empatar na última classificativa do dia, no Terreiro da Luta, o inicio do dia começava com Magalhães na frente, mas a diferença entre o piloto da Ford para o quinto classificado, Miguel Campos, era de menos de vinte segundos.

Na primeira passagem por Câmara de Lobos, Magalhães passou para o ataque e venceu a classificativa, batendo Miguel Nunes por 1,3 segundos e Alexandre Camacho por 2,2 segundos. Assim, o piloto alargou a diferença para Camacho em 12,6 segundos, com José Pedro Fontes a ser o terceiro, a 14,7 segundos e pressionado por Miguel Nunes, a menos de um segundo.

Na primeira passagem pela Ponta do Sol, José Pedro Fontes reagiu e venceu, deixando Alexandre Camacho a 0,4 segundos e Bruno Magalhães a 1,7, com o piloto da Citroen a tentar alcançar o segundo posto. Já Miguel Campos atrasou-se e agora tinha um atraso de 24,2 segundos sobre os lideres, ainda no quinto posto.

Depois, na primeira passagem por Ponta do Pargo, Alexandre Camacho foi o vencedor, ganhando 1,1 segundos sobre José Pedro Fontes e Bruno Magalhães, que empataram no segundo posto. A seguir, na primeira passagem por Rosário, José Pedro Fontes venceu a especial, batendo Camacho por 0,2 segundos e Magalhães a três. Nesta altura, a diferença entre Magalhães e Camacho eram de meros 7,4 segundos, com José Pedro Fontes a ser o terceiro, a dez.

Para a segunda metade do dia, as segundas passagens pelas classificativas da manhã, Bruno Magalhães voltou a ganhar por ali, ganhando 1,5 segundos a Camacho e 2,2 sobre Miguel Campos. Por esta altura, a diferença entre Magalhães e Camacho era de 8,9 segundos, com Fontes a ser terceiro, a 12,4 segundos.

A seguir, Fontes reagiu e venceu na classificativa seguinte, com 0,3 segundos de vantagem sobre Camacho e Magalhães a 2,7 segundos, e Magalhães via Camacho a aproximar-se, agora estando a 6,5 segundos. José Pedro Fontes era o terceiro, a 9,7 segundos, quando faltavam apenas duas classificativas para o final.

Contudo, na penúltima classificativa, Bruno Magalhães bateu por causa de pedras colocadas no caminho e assinalou a Alexandre Camacho para parar. Apesar disso, o piloto do Ford não teve danos significativos. Com isso, a organização decidiu cancelar a especial e tudo ficou adiado para a última.

Ali, Fontes foi o mais veloz, deixando Bruno Magalhães a quatro segundos e Alexandre Camacho a 4,2 segundos. O madeirense acabaria por ser o grande perdedor, pois fica sem a segunda posição a favor de Fontes. Mas tudo ficou pendente à espera da decisão dos comissários devido aos eventos da penúltima especial.

Depois dos cinco primeiros, Ricardo Moura foi o sexto, a dois minutos e 44 segundos, num rali onde esteve longe de lutar pela vitória, mas por fim terminou o rali, depois de dois anos de frustrações. Pedro Meireles foi o sétimo posto, na frente de Romin Dumas, o melhor dos Porsche 911, a três minutos e 18 segundos. Miguel Barbosa, no seu Skoda Fabia R5, e Gil Freitas fecharam o "top ten".

quinta-feira, 21 de julho de 2016

CNR: Quatro estrangeiros na lista do Rali Vinho da Madeira

Romain Dumas é o nome sonante da (pequena) lista de estrangeiros que vai estar no Rali Vinho da Madeira, que vai acontecer entre os dias 4 e 6 de agosto. O piloto da Porsche... na Endurance, mas com participações frequentes nos ralis e noutras categorias - esteve no Pikes Peak no inicio deste mês! -  levará à ilha um 997 GT3 RGT, e será o nome mais sonante. Os outros nomes serão o francês Robert Consani, num Citroën DS3 R5; o italiano Giacomo Costenaro, num Peugeot 208 T16 R5 e o espanhol Javier Pardo, num Peugeot 208 R2.

Para além disso, haverá 12 carros da categoria R5 na ilha da Madeira, e para além de alguns nacionais, haverá também os pilotos locais. Alexandre Camacho, por exemplo, é um dos locais que estará aos comandos do Peugeot 208 T16 R5. 

Do lado nacional, para além da confirmação do regresso de Bruno Magalhães, no Ford Fiesta R5 que pertence a João Barros, também estarão presentes Ricardo Moura (recente vencedor do Rali Açores) e Elias Barros, ambos em Ford Fiesta R5; José Pedro Fontes e Carlos Vieira, ambos em Citroen DS3 R5, e Pedro Meireles, Miguel Barbosa e Miguel Campos, todos em Skoda Fabia R5.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

CNR: Miguel Campos com ambições no Rali Vidreiro

A seis dias do Rali Vidreiro, Miguel Campos quer regressar aos bons resultados com o seu Skoda Fabia R5. Depois das boas prestações nos dois primeiros ralis do ano, e de ter sido o melhor português no Rali de Portugal, Campos deseja voltar a competir pelos lugares cimeiros neste rali da zona Centro, com ambições de vitória.

Estou muito contente por garantir mais uma prova pois não tem sido fácil. Quero agradecer aos meus patrocinadores por apostarem na minha presença em mais uma prova. Apesar de perdermos as pontuações do Rali dos Açores, estamos de volta para lutar pelos três primeiros lugares. Espero que o Skoda, após os próximos testes, fique mais competitivo. Voltamos ao campeonato para lutar pelo melhor lugar se assim nos for possível”, afirmou o piloto do Skoda Fabia R5.

O  Rali Vidreiro vai ter nove especiais de classificação, três deles a acontecer logo na sexta-feira, dia 24, com duas passagens pelo Farol e a super-especial noturna no centro da Marinha Grande. No sábado, dia 25, o Clube Automóvel da Marinha Grande preparou um itinerário com mais seis troços, com duas passagens por Caranguejeira, Espite e no Pinhal de Leiria.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Rali de Portugal: Miguel Campos quer ser o melhor português

Na semana do Rali de Portugal, Miguel Campos quer voltar a ser o melhor português, distinção que alcançou no ano passado. Este ano, apesar de ter dois terceiros lugares nos dois primeiros ralis do campeonato nacional, e com a presença do atual líder, José Pedro Fontes, o piloto de Guimarães está esperançado que este ano vai não só voltar ao lugar, como irá lutar pelos lugares cimeiros na classe WRC2.

Estou muito contente por voltar a disputar uma prova do campeonato do mundo no meu país e de poder defender as cores da bandeira de Portugal. Temos a noção que vai ser uma prova bastante difícil até porque vamos lutar com equipas com orçamentos do campeonato do Mundo e com muitos quilómetros de testes. Estamos inscritos no WRC2 para ter uma motivação extra e também para abraçar um novo desafio que é o de discutir um bom lugar na classificação deste campeonato. Esta é uma forma de agradecer aos nossos patrocinadores que sempre acreditaram em nós”, afirmou o piloto que vai guiar o Skoda Fabia R5.

Não vai ser um desafio fácil, pois o Rali de Portugal são praticamente três ralis num fim de semana, logo, os carros passarão pelo triplo do desgaste que existe num rali do campeonato nacional. 

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Ralis: Miguel Campos vai estar no WRC2 do Rali de Portugal

A pouco mais de um mês do rali de Portugal, Miguel Campos confirmou este fim de semana a sua participação a bordo do seu Skoda Fabia R5, na categoria WRC2. O melhor português na edição do ano passado, o piloto deseja repetir a mesma classificação neste rali e lutar de igual para igual contra os melhores da sua categoria.

"É com muito agrado que estamos de volta a provas do campeonato do mundo. Desta vez, vamos fazer o Rali de Portugal a competir diretamente com os WRC2. Tanto eu como o Carlos sabemos que vai ser uma tarefa difícil. Lutar com as equipas oficiais que fazem todo o campeonato é um grande desafio. Nós vamos procurar um bom resultado para tentar garantir a participação em mais provas", afirmou.

Miguel Campos voltou este ano a tempo inteiro no campeonato nacional de ralis, tendo conseguido até agora dois terceiros lugares, no Serras de Fafe e no Rali de Castelo Branco.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

CNR: As declarações dos três primeiros

No dia seguinte à realização do Rali de Castelo Branco, João Barros, José Pedro FontesMiguel Campos deram as suas impressões sobre as suas prestaões. Se João Barros era um homem feliz pela sua prestação, José Pedro Fontes estava conformado pelo segundo posto, graças ao erro que deu em pião e se tornou decisivo para o rali. No caso de Miguel Campos, que ficou com o lugar mais baixo do pódio, ele manifestava a sua satisfação com um Skoda Fabia R5 que ainda não está no seu melhor, pois acabou a mais de 30 segundos do vencedor, João Barros, e nunca esteve suficientemente próximo de interferir na luta pela vitória, apesar de rodar em tempos relativamente próximos.

Desde o princípio que sabia que havia três pilotos que condições para vencer: Eu, o Fontes e o Campos. Acabei por ser eu e o José Pedro a discutir o rali até ao derradeiro troço. Ele deu-me uma grande luta. Tinha a noção que um erro ditaria a vitória no Rali de Castelo Branco e acabou por pender para o meu lado. Esta é uma prova muito bonita de que eu gosto bastante. A luta foi espectacular porque nos fez andar sempre no limite”, afirmou o piloto do Ford Fiesta R5, que provavelmente com esta vitória, irá fazer todo o campeonato nacional de 2016.

Já Fontes não escondia a desilusão pelo resultado, mas teve fair play suficiente para dar os parabéns ao vencedor e elogiar a luta que teve pela liderança.

Na primeira curva da oitava especial do rali fiz um pião. Foi um erro meu. Sabia que tinha de dar o máximo e acabei por ultrapassar os limites. Mas o resultado foi bom para o campeonato. Quero dar os parabéns ao João porque foi um justo vencedor.”, comentou.

Já o piloto do Skoda Fabia R5, que voltou este ano aos ralis a tempo inteiro, o piloto de Guimarães exprimiu no seu Facebook as suas impressões sobre como correu a segunda prova do campeonato de 2016: 

Estou satisfeito com a nossa prestação. Antes da prova, fizemos um breve teste mas não tínhamos termo de comparação com a concorrência. Sentimos que os nossos adversários estão num patamar de evolução acima e trabalhámos ao longo de toda a prova no sentido de melhorar. Fizemos várias alterações de afinações e reunimos informações importantes para sermos mais competitivos nas próximas jornadas de asfalto”, começou por explicar.

De manhã fiz alterações que resultaram e que melhoraram o carro. À tarde voltámos a mexer e fazer pequenas mudanças. Mas não foram positivas e como não era possível sermos tão rápidos optámos por gerir o terceiro lugar. Nas zonas mais encadeadas não conseguimos acompanhar o Citroën e o Ford”, concluiu.

O campeonato regressa no inicio de junho para o Rali dos Açores.

terça-feira, 8 de março de 2016

CNR: As declarações pós-rali Serras de Fafe

O rali Serras de Fafe, prova de abertura do Campeonato Nacional de Ralis, tinha atraido muita atenção pelo facto de na lista de inscritos estarem 14 carros da classe R5, o que faria deste campeonato um dos mais competitivos da Europa. e de uma certa maneira, foi o que aconteceu, num duelo entre José Pedro Fontes, o campeão em título, e Pedro Meireles, que lutaram pela vitória, com esta a calhar ao piloto do Citroen DS3 R5, que o obteve por menos de dez segundos.

Mas pelo meio, houve outros candidatos à vitória, como Ricardo Moura e Miguel Campos. O açoriano viu-se obrigado a abandonar devido a uma quebra na transmissão, enquanto que o regressado piloto nortenho, com o seu Skoda Fabia R5, atrasou-se da luta pela vitória, acabando a mais de um minuto do vencedor, mas a conseguir o lugar mais baixo do pódio.

Assim sendo, no rescaldo deste rali, muitos tiveram a oportunidade de dar as suas impressões sobre o que se passou. Selecionou-se as impressões de pilotos como José Pedro Fontes, Miguel Campos, Fernando Peres, Ricardo Teodósio e Miguel Barbosa, todos com sortes diferentes acerca deste rali.

Começando pelo vencedor, Fontes começou aqui a defesa do título alcançado no ano passado com uma vitória no Serras de Fafe, mas consciente de que defrontou uma enorme concorrência que deixou caro este resultado. 

Um resultado que deixou o atual campeão em título naturalmente satisfeito. “Foi um excelente trabalho da equipa, acho que merecíamos há muito esta vitória em terra. Fizemos aqui uma boa demonstraçao do trabalho sério que temos feito ao longo de todo este projeto e é toda a equipa que está de parabéns”, começou por afirmar.

Ontem perdemos muito tempo na segunda especial devido a uma ligeira saída de estrada, e isso prejudicou-nos. Hoje abrimos a estrada e a manhã nao foi fácil. Fiz a primeira passagem por Montim debaixo de chuva forte e depois tentámos forçar, mas mantendo sempre a calma. Tivemos também uma boa réplica por parte do Miguel, do Pedro e do Ricardo. Da tarde também foi difícil de gerir. Acho que foi um belo espetáculo para todos, estamos todos de parabéns e é para continuar”, continuou.

De resto, elogiou o carro que têm entre mãos e a concorrência que alinhou para este rali: “Temos um excelente carro e foi um rali muito difícil, com muito mérito da parte de todos os meus adversários, que andaram todos muito depressa. Mas nós ganhámos e ainda bem”, finalizou.

Para Miguel Campos, terceiro classificado neste rali, o seu regresso aos ralis foi quase perfeito. Depois de ter lutado pelo comando durante alguma tempo, foram os problemas que teve no seu Skoda Fabia que o impediram de vencer. “Estou muito contente com o meu regresso. Estivemos na liderança da prova mas o minuto e 17 segundos que perdemos no troço de Luílhas fez nos passar para o terceiro posto. Ficou um registo muito positivo porque sabemos que retirando o tempo que perdemos tínhamos ganho o rali”, afirmou, reconhecendo que fez um bom trabalho num carro que pouco conhece...

Miguel Barbosa fez em Fafe a sua estreia nos ralis, e apesar de uma toada cautelosa, conseguiu levar o carro ao fim num meritório quinto posto. no final, estava satisfeito com o resultado alcançado num Fabia R5, acompanhado por Miguel Ramalho, ex-navegador de Armindo Araujo: “Estou muito satisfeito com esta primeira experiência nos ralis. Sinto que progredi imenso ao longo destas dez especiais. Estou, como é compreensível, numa fase de aprendizagem e mais do que o resultado aquilo que para mim é mais importante é ter a noção de que evoluí significativamente”, frisou.

Barbosa mostrou-se também bastante feliz com o carro checo. “Quero destacar a excelente escolha que foi o Skoda Fabia R5. Uma máquina com um comportamento muito bom e que muito contribuiu para a minha evolução, tal como o Miguel Ramalho.

Fernando Peres não teve o regresso que desejava, pois os problemas que teve no seu Ford Fiesta o relegaram para o 13º posto final, muito longe do "top five" que ambicionava alcançar com o seu carro. Um toque numa pedra na Lameirinha danificou um braço da suspensão do seu carro e condicionou o seu rali.

Foi a primeira prova do campeonato e não foi a prova que queria ter feito. Dei um pequeno toque e parti um braço de direção, o que acabou por me condicionar. Tive que aguentar dois/três troços a andar devagar e com isso perdi muito tempo. Na segunda secção de troços andámos mais mas o carro estava ligeiramente desalinhado”, começou por afirmar.

"Foi o rali que pudemos fazer. Não correu a cem por cento, mas vamos trabalhar para estarmos melhores na próxima prova. O campeonato está muito forte e gostávamos de ser competitivos. É para isso que vamos continuar a trabalhar.

Mesmo assim, Fernando Peres mostra-se satisfeito por ter alinhado em Fafe. “Foi muito bom fazermos este rali porque os testes são sempre testes, andamos sozinhos e não temos noção da diferença para os outros. Num rali vemos tudo e sabemos perfeitamente o que é que temos de fazer. Estamos muito motivados e vamos ver se as próximas provas nos correm bem”, concluiu.

Ricardo Teodósio esteve bem pior, pois o seu rali não passou do PEC 2, devido a problemas de travões no seu Ford Fiesta R5, que fizeram com que a sua participação tivesse um final antecipado. “A nossa participação no Rali Serras de Fafe ficou marcada pela falta da sorte. Fizemos tudo para inverter os problemas que surgiram nos primeiros quilómetros, mas com a réstia de travões atrás, o Ford Fiesta RS teve uma mudança brusca de trajetória, sendo inevitável um pequeno toque que abriu a direção e que nos impossibilitou de continuar em prova”, revelou.

Estamos dececionados com o que nos aconteceu, mas estamos empenhados em prosseguir em frente, pelo que, brevemente, faremos a apresentação pública deste projeto em terras algarvias”, concluiu.

O campeonato nacional de ralis prossegue entre os dias 22 e 24 de abril, com o Rali de Castelo Branco.

sábado, 5 de março de 2016

CNR 2016: José Pedro Fontes foi o grande vencedor em Fafe

Sabia-se que o Rali Serras de Fafe tinha tudo para ser um grande rali, e as expectativas não foram frustradas. Ricardo Moura liderou até abandonar, José Pedro Fontes e Pedro Meireles lutaram até ao fim para saber quem seria o vencedor, e ambos fizeram com que a derrota saísse cara. E no final, foi o piloto do Citroen DS3 R5, que levou a melhor sobre o Skoda Fabia R5 de Pedro Meireles por 7,2 segundos.

Foi um excelente trabalho da equipa, acho que merecíamos há muito esta vitória em terra. Fizemos aqui uma boa demonstração do trabalho sério que temos feito ao longo de todo este projeto e é toda a equipa que está de parabéns.”, começou por dizer Fontes, à chegada a Fafe.

O piloto elogiou também o seu Citroen DS3 R5 e a forte concorrência. “Temos um excelente carro e foi um rali muito difícil, com muito mérito da parte de todos os meus adversários, que andaram todos muito depressa. Mas nós ganhámos e ainda bem.”, concluiu.

Depois dos troços noturnos de Confurco, na véspera, onde Ricardo Moura tinha conseguido uma ligeira vantagem sobre José Pedro Fontes e Miguel Campos, o dia de hoje prometia luta pelos lugares da frente, e ainda por cima com carros de três marcas: Skoda, Citroen e Ford. Mas o dia começou com o abandono de João Barros, que depois da segunda especial, teve problemas com o seu diferencial por causa de uma peça partida e do qual não conseguiram repará-lo a tempo.

Quem também tinha abandonado o rali foi Ricardo Teodósio, mas este tinha saído de cena devido a problemas de travões no seu Ford Fiesta R5. 

Na primeira classificativa do dia, a primeira passagem por Luílhas, Campos mostrou que "quem sabe não esquece" e conseguiu vencer a especial na frente de Ricardo Moura, subindo ao segundo posto, e ficando a pouco mais de dois segundos do piloto açoriano. Campos explicou depois que tinha passado a noite a alterar a afinação no seu Skoda Fabia R5, para que fosse melhor nos pisos escorregadios que tinha de lidar. Quanto a Moura, foi apenas quarto, a 11,4 segundos, ficando atrás de Pedro Meireles - segundo, a 0,2 segundos - e José Pedro Fontes - terceiro, a pouco mais de oito segundos.

Quem se atrasava na geral era Carlos Vieira, que capotou na especial, com alguns danos no carro.

Campos continuou a acelerar, e na quarta especial, a primeira passagem por Montim, voltou a ser vencedor, ganhado 0,9 segundos a Moura, apertando os calos ao piloto da Ford. O piloto açoriano foi o terceiro, perdendo para José Pedro Fontes, que perdeu apenas 0,2 segundos para o piloto da Skoda. Pedro Meireles tinha feito o quarto melhor tempo, a um segundo do vencedor, e mantinha o quarto lugar, mas a 18,9 segundos do líder.

A quinta especial seria dramática para o piloto dos Açores, quando uma avaria mecânica - quebra da transmissão do seu Ford fiesta R5 - o atirou para fora da luta pela vitória neste rali. Mais tarde, lamentou o sucedido: “Este resultado é uma desilusão muito grande até por toda a preparação que a nossa equipa fez para este rali, nada foi deixado ao acaso”, contou, em declarações à Autosport portuguesa.

"É uma pena. É verdade que liderei o rali desde a primeira especial até ter desistido, mas mais do que tudo tinha a perfeita convicção de que estaria à altura de fazer um grande rali aqui, mas infelizmente as coisas não correram bem. Há dias assim…”, concluiu.

Apesar do vencedor ter sido José Pedro Fontes, Campos foi o terceiro, a 4,7 segundos do piloto da Citroen, e era o novo líder do rali, mas com uma vantagem de 1,7 segundos sobre Fontes, e 13,1 segundos sobre Pedro Meireles. Paulo Meireles, irmão de Pedro, era o quarto na geral, mas já tinha quase um minuto e meio de atraso para o líder, aproveitando os problemas de Fernando Peres, que se atrasara nesta especial, devido a problemas mecânicos no seu Ford. Carlos Martins era o quinto e Miguel Barbosa o sexto, mas já tinham mais de dois minutos de atraso.

Na sexta especial - a segunda passagem por Luilhas - mostrava um novo líder no rali. Apesar de ter sido apenas o segundo classificado - perdendo 3,3 segundos para Pedro Meireles - José Pedro Fontes era o novo líder do rali, beneficiando dos problrmas que sofrera Miguel Campos, que o fez perder mais de um minuto para a geral e caindo para o quarto posto. Assim, a diferença entre Fontes e Meireles era agora de 8,1 segundos, quando faltavam fazer as classificativas da tarde.

Pela tarde, Campos recuperou o fôlego e venceu a sétima especial, batendo Pedro Meireles por 3.1 segundos e José Pedro Fontes por 6,5 segundos. Este último mantinha a liderança, mas a diferença para o piloto de Guimarães era meramente de 4,6 segundos, com Campos a ser o terceiro, mas a 59 segundos. Nesta altura, Paulo Meireles já tinha abandonado o rali devido a problemas de travões. A seguir, Fontes tirou 1,6 segundos ao piloto da Skoda, com Campos a consolidar o terceiro posto.

Assim, as classificativas finais deixaram um pouco de incerteza no ar, e no final... José Pedro Fontes levou a melhor, vencendo as duas últimas especiais do dia, a terceira passagem por Luílhas e Montim, alargando a vantagem para 7,2 segundos sobre Pedro Meireles. Miguel Campos foi o terceiro, a um minuto e sete segundos, apesar de ter sido o segundo classificado na última especial.

Ontem perdemos muito tempo na segunda especial devido a uma ligeira saída de estrada, e isso prejudicou-nos. Hoje abrimos a estrada e a manhã nao foi fácil. Fiz a primeira passagem por Montim debaixo de chuva forte e depois tentámos forçar, mas mantendo sempre a calma. Tivemos também uma boa réplica por parte do Miguel, do Pedro e do Ricardo. Da tarde também foi difícil de gerir. Acho que foi um belo espetáculo para todos, estamos todos de parabéns e é para continuar”, comentou Fontes.

Carlos Martins levou a melhor sobre Miguel Barbosa e ficou com o quarto posto da geral, mas a mais de três minutos e 29 segundos, menos oito do que o piloto do Skoda Fabia R5. Diogo Salvi foi o sexto e o melhor dos Ford, a mais de quatro minutos e meio - 4.32,1 - não muito longe de Joaquim Alves, o sétimo. Manuel Castro e Elias Barros ficaram logo a seguir e Diago Gago fechou os pontos, na décima posição, e o melhor dos R4.

Com o Rali Serras de Fafe encerrado, máquinas e pilotos preparam-se para voltar a defrontar-se a 24 de abril, em Castelo Branco, no primeiro rali de asfalto da temporada nacional de ralis.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

CNR: Miguel Campos vai a Fafe de Skoda R5

A pouco mais de duas semanas do inicio do campeonato nacional de ralis, Miguel Campos confirmou este final de semana que irá participar no rali Serras de Fafe a bordo de um Skoda Fabia R5 que pertence à equipa espanhola da Arvidal Racing. O piloto vai fazer o seu regresso aos ralis nacionais, um ano e meio depois de ter feito o rali da Madeira a bordo de um Peugeot 208 Ti16.

Apesar de ainda estar a arranjar orçamento para conseguir andar toda a temporada do campeonato nacional de ralis, Miguel Campos está feliz por ter um carro que é capaz de lutar pela vitória.

É com enorme satisfação que estou de regresso aos ralis. Esta é a minha modalidade de eleição e sei que tenho condições para entrar em prova e lutar pelo triunfo do primeiro ao último troço. Desta vez, conto com um carro de última geração mesmo no que aos R5 diz respeito e apesar de ainda não o ter pilotado, tenho a certeza que estarão reunidas as condições para me bater pelo primeiro lugar. Estou muito contente por voltar ao campeonato que este ano tem muitos pilotos e carros com valor”, afirmou o piloto.

Miguel Campos contou que vai voltar a ter como navegador o lendário Carlos Magalhães. Este, por sua vez, mostrou o seu contentamento pelo fato de voltar a competir no campeonato nacional de ralis. 

Estou feliz por regressar aos ralis e com o Miguel Campos. No passado fomos sempre uma equipa muito forte. Também estou ansioso por experimentar o Skoda Fabia. Não tenho dúvidas do seu potencial, principalmente porque será assistido por uma estrutura que conheço bem e que tenho as óptimas relações”, afirmou.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

CNR: Miguel Campos vai alinhar no primeiro rali do ano

O Campeonato Nacional de Ralis (CNR) está a ser cada vez mais um sitio bem concorrido, com mais de doze carros da categoria R5, sejam eles Skoda, Citroen, Peugeot ou Ford. Pilotos como Fernando Peres irão regressar à competição principal, e até Miguel Barbosa, que corre no Todo o Terreno, que ontem anunciou que também irá para os ralis em 2016.

Contudo, se alguns estão a fazer um orçamento suficiente para poder correr, com os patrocinadores, outros poderão fazer com o seu próprio bolso, e no caso de Ricardo Teodósio, apelando ao "crowdfunding" para que entrem donativos para ele poder fazer todo o campeonato. E um dos que está a tentar fechar orçamento para o ano todo é Miguel Campos, que vai alinhar no primeiro rali do ano, mas não tem a certeza para o resto da temporada.

De acordo com o site Sportmotores.com, o piloto de Vila Nova de Famalicão garantiu ter "assegurada a presença na primeira prova do campeonato" e com o objectivo claro de "lutar pela vitória." O objectivo primário do piloto é o de "garantir apoios que me permitam efectuar a totalidade do campeonato.

Campos assegura estar em contactos com diversos potenciais patrocinadores e os planos dependem do desfecho dessas negociações. "Vou tentar garantir o orçamento para as 8 provas do campeonato, mas se tal não fôr possível irei seleccionar as provas que melhor sirvam os interesses dos patrocinadores em função do orçamento que tiver," explicou o antigo campeão nacional de ralis.

Quanto ao carro a utilizar, ele ainda não decidiu. "A única certeza é que será um 'R5', mas ainda estou em negociações com os preparadores e há diversas possibilidades em aberto". Miguel Campos alinhou em algumas provas de 2014, nomeadamente o rali da Madeira, a bordo de um Peugeot 208 Ti16. 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

As expectativas de três portugueses no rali local

Miguel Campos, Miguel Jorge Barbosa e João Barros serão três dos pilotos portugueses que competirão neste rali de Portugal, sem grandes aspirações a não ser o melhor piloto nacional, numa categoria recheada de bons nomes do automobilismo mundial. Curiosamente, todos eles vão correr neste rali com Ford Fiesta R5, na categoria WRC2 e todos têm o mesmo objetivo: chegar ao fim e gozar o momento, numa altura em que o rali regressa ao Norte de Portugal, região do qual todos são naturais.

O Rali de Portugal é uma prova de gestão, porque representa mais de dois ralis do Nacional em termos de extensão e, além disso, os pisos devem estar completamente destruídos quando nós passarmos”, começou por dizer João Barros à Autosport portuguesa.

Porém “não temos qualquer pressão e não vamos andar devagar, mesmo sabendo que não teremos ritmo para os pilotos de WRC2. Vou para me divertir num rali que será uma festa e um prazer para alguém como eu, que sente a paixão que há nesta região pelo desporto automóvel”, concluiu o piloto de Paredes, que cresceu a ver os pilotos a passarem perto da sua casa.

É verdade, lembro-me bem de sair de casa todo contente, com os amigos, e irmos para os troços para ver o Mäkinen, Sainz, McRae, Auriol e tantos outros. Era uma emoção especial para quem gostava de automóveis e de ralis. Nunca imaginei que um dia eu próprio poderia ser um dos intervenientes da prova e, sobretudo, voltarmos a ver os WRC na minha região. O Shakedown em Baltar, por exemplo, fica a 500 metros da casa do meu pai”, finalizou.


Quanto a Miguel Campos, que começou com um Peugeot 208 Ti16, mas que trocou por um Fiesta R5 fornecido pela M-Sport, deseja contribuir para o espectáculo que é o Rali de Portugal.


Gostei muito do Fiesta R5 no teste e quero ambientar-me rapidamente e poder contribuir para o grande espetáculo que é o Rali de Portugal. Sei que o Ford Fiesta R5 é um modelo muito bem construído e capaz de garantir resultados”, explicou o piloto de Famalicão, que será navegado por Carlos Magalhães.

É o regresso a uma casa que conheço bem. Esta prova está carregada de simbolismo e vamos entrar em competição com o objetivo de fazer boa figura”, concluiu.

Já Miguel Jorge Barbosa, tem a sua máquina assistida pela ARC Sport, e já andou com ele por 45 quilómetros em troços na zona de Nelas, e ficou com boas impressões sobre o bólido.

Gostei muito do Fiesta R5 em terra, pois é muito confortável a passar por cima do mau piso e ágil em todas as situações, mas é evidente que me faltam quilómetros de adaptação, sobretudo, quanto aos limites da travagem, pelo que é impossível pensar em lutar pelas primeiras posições entre os portugueses. Vamos andar o melhor possível mas com o espírito de nos divertirmos e não vale elevar muito a fasquia competitiva”, frisou o piloto.

Barbosa, que já foi campeão nacional de Produção, irá ter a seu lado Alberto Silva, e lembra que “não quer elevar as expetativas em termos de resultados pois vamos para nos divertir e conseguir o melhor resultado possível sem qualquer tipo de pressão”, finalizou.

sábado, 14 de março de 2015

CNR 2015 - Ronda 1, Rali Serras de Fafe (Dia 1)

Começou esta noite o Rali Serras de Fafe, a primeira prova do campeonato nacional de ralis. Apesar da grande maioria dos troços a serem disputados este sábado à volta de Fafe, na noite desta sexta-feira realizaram-se duas especiais na zona de Confurco, onde o Rali de Portugal costuma ter uma das suas classificativas mais emblemáticas. E após estas duas primeiras classificativas, o Ford Fiesta R5 de Ricardo Moura já lidera, com uma vantagem de 5,8 segundos sobre João Barros, também num Ford Fiesta R5.

Debaixo de muito público, máquinas e pilotos fizeram a primeira passagem por lá, onde o melhor foi o piloto açoriano, que conseguiu logo 4,8 segundos de vantagem sobre Barros. A 7,4 segundos, no terceiro lugar, ficava o Citroen DS3 R5 de José Pedro Fontes. Contudo, ainda na primeira passagem, Diogo Salvi, noutro Ford Fiesta R5, despistou-se e bloqueou a estrada, obrigando à neutralização do troço por parte da organização.

Foi muito bom mas não foi fácil pois havia muitos sítios onde não se via nada com autênticas paredes de pó. Mas senti-me confortável com o carro e as afinações pareceram-me bem”, começou por afirmar Ricardo Moura no final da primeira passagem.

O troço tinha muito gravilha e pó e isso condicionou o andamento. Mas acho que não estivemos mal para a entrada do rali. Contudo, houve alturas em que tive que travar a fundo por não ver nada. O set up não estava perfeito pois estava ligeiramente duro”, respondeu João Barros.

Na segunda passagem, Ricardo Moura alargou a liderança, ganhando 5,8 segundos sobre João Barros. Miguel Campos, no seu Peugeot 208 Ti16, foi o terceiro, a oito segundos do vencedor e trocando de lugar com José Pedro Fontes na geral, já que o piloto do DS3 R5 perdeu doze segundos para Moura nesta especial. Pedro Meireles (na foto) era o quinto, na frente de Carlos Martins, ambos em Skoda Fabia S2000.

Foi ótimo entrar desta forma, estou confiante. Senti.me confortável, o carro está bem afinado e a diferença menor na segunda passagem tem a ver com o facto de eu entrar sempre mais forte nas primeiras passagens, enquanto os meus adversários não costumam entrar tão bem", afirmou Moura, após a segunda especial.

Correu bem, estou na luta e fiquei com a certeza que tenho carro e ritmo para andar a lutar pela vitória”, respondeu João Barros, então o segundo classificado, enquanto que Miguel Campos manifestava algumas queixas. “Foi melhor do que estava à espera. Correu tudo bem, ainda que ache que o tempo atribuído foi injusto, e devia ter sido tempo do Ricardo Moura”, comentou.

Em relação aos estrangeiros, o espanhol Pepe Lopez é o melhor, ocupando o 11º posto no seu Peugeot 208 R2, enquanto que Max Vatanen é o 14º no seu Ford Fiesta R4.

O rali Serras de Fafe continua amanhã. 

sábado, 2 de agosto de 2014

CNR - Rali da Madeira (Dia 1)

O rali da Madeira já começou, com o primeiro de dois dias de uma prova que, pela primeira vez em 36 anos, só têm concorrentes portugueses, mas em claro contraste, têm aquilo que poderemos dizer como um dos plantéis mais ricos de carros e pilotos dos últimos tempos. Desde que se soube do regresso de Miguel Campos aos ralis, a bordo de um Peugeot 208 Ti16 R5, que existiam elevadas expectativas, pois para além dos três Ford Fiesta R5, o Peugeot 208 Ti16 de Bruno Magalhães também iria aparecer por ali. E não se poderia esquecer dos três Porsche 997 GT3 que também fariam a sua aparição, bem como o Subaru Impreza STi de Adruzilo Lopes, entre outros.

Em suma: um cartaz bem recheado.

A especial de abertura começou com Bruno Magalhães a ser o mais veloz, abrindo uma vantagem de 4,6 segundos sobre o Porsche de José Pedro Fontes, e 5,1 segundos sobre o outro Porsche de Alexandre Camacho. Ricardo Moura, o líder do campeonato, era o quarto classificado, perdendo 8,1 segundos para o comandante do rali. Já Miguel Campos tinha feito o sexto tempo, a doze segundos, enquanto que Bernardo Sousa tinha o oitavo melhor tempo, a 21,1 segundos. Quanto a Ricardo Teodósio, problemas de travões no seu Mitsubishi fizeram-no atrasar na classificação geral.

Pouco depois, os pilotos foram para a classificativa de Chão da Lagoa, onde aí, José Pedro Fontes fez o melhor tempo, passando para a liderança com 0,2 segundos sobre Bruno Magalhães, que foi terceiro na classificativa. Entre eles, de forma algo surpeendente - ou talvez não... - ficou o Mitsubishi Lancer Evo X de Miguel Nunes, a 1,4 segundos. Ricardo Moura foi o quarto na especial, e isso o fez cair um lugar na geral, enquanto que Miguel Campos têm problemas com o seu Peugeot 208, caindo para o sétimo posto e queixando-se do funcionamento do seu motor:

Já tínhamos sentido o motor a falhar no shakedown mas acreditamos que tudo se resolveria a tempo da partida. Entramos no rali de forma cautelosa, à procura do ritmo que nos falta e correu tudo bem no primeiro troço. No entanto, na passagem por Chão da Lagoa 1, os maus sinais voltaram a aparecer e perdemos algum tempo. Esperamos que a equipa consiga resolver o problema para voltarmos amanhã em condições de discutir os primeiros lugares com a concorrência”, disse em declarações à Autosport portuguesa.

Apesar de serem só duas classificativas, já se começa a delinear um grupo de favoritos. Atrás de Fontes e Magalhães, têm o Miguel Nunes no terceiro posto, a 5,6 segundos, com o segundo Porsche de Alexandre Camacho já a 13 segundos. Ricardo Moura está a 15,3 segundos, enquanto que o Skoda de Pedro Meireles, o seu rival no campeonato, é o sexto, a 24,9 segundos. 

Atrás de Miguel Campos está Bernardo Sousa, já a 35,2 segundos, mas e admitir que andou em toada cautelosa. “Estou a jogar pelo seguro, trouxe pneus macios mas não funcionou, perdemos tempo. Há muito rali amanhã, estou aqui para preparar o Rali da Alemanha, e hoje serviu para perceber pneus nesta ronda curta”, contou no final da classificativa.

O Rali Vinho da Madeira continua amanhã.