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quinta-feira, 7 de maio de 2026

A imagem do dia




O desastre das 24 Horas de Le Mans foi há 70 anos, e na altura desse acidente, que matou mais de 80 pessoas, quase todos eles espectadores, muitos países europeus decidiram cancelar as corridas nos seus países - França, Alemanha, Espanha - para que as pistas fossem modificadas para proteger melhor as pessoas que assistiam. Contudo, um país foi mais longe: a Suíça, que baniu as corridas de forma indeterminada. 

Um banimento que durou mais de 60 anos, até que levantaram parcialmente para um tipo de corrida: os carros elétricos. Um ePrix de Formula E aconteceu em Berna, em 2018 e 2019, mas para outros tipos de competição, manteve-se. Tanto que não há pistas construídas em território suíço, e sempre que a Formula 1 fez um GP da Suíça... foi em território francês, nomeadamente, em Dijon, em 1975 (extra-campeonato) e em 1982.

Mas isso acabou. O mais longo banimento da história do automobilismo será levantado no próximo dia 1 de julho. O Conselho Federal Suíço - a Suíça é uma confederação - emendou a Lei do Transito, onde aboliu a proibição de corridas automobilísticas nas estradas da nação, com a tal excepção das corridas de carros elétricos. 

É preciso afirmar outra coisa: quando proibiram as corridas, eram apenas as provas em circuito. Os ralis prosseguiram, sem serem incomodados. Tanto que um dos ralis mais conhecidos da Europa, o Rally Valais, acontece... na Suíça, no cantão com o mesmo nome, não muito longe de Genebra.

Uma razão porque é que a proibição deste tipo de provas durou mais tempo, apesar da segurança nos circuitos ter aumentado bastante, é por outro motivo, mais ambiental: ruído. Os suíços são muito ciosos do barulho, e a partir das 10 da noite, em muitas cidades, exigem silêncio absoluto. E, por exemplo, o limite de barulho é de 110 decibéis, o que, por exemplo, faz com que certos aeroportos importantes, como Zurique ou Genebra, estejam encerrados a partir dessa hora, porque as pessoas querem dormir e ouvir um avião a pairar sobre as suas cabeças a partir de certa hora não é adequado.

Agora, por causa disso, toca a construir uma pista de automóveis e colocar de lado 50 milhões de dólares por ano, pagos pelo governo federal, para receber a Formula 1 em Genebra, Lausana, Basileia, Berna ou Zurique? Honestamente, não creio. Mas que a porta está aberta, lá isto está.   

sábado, 11 de outubro de 2025

A imagem do dia


Vi esta fotografia no Facebook e decidi trazer para aqui. É o escocês Jackie Stewart, colocando flores na campa de Jo Siffert, em Friburgo, na Suíça. Isto deve ter acontecido há algum tempo, se calhar na semana que passou, ou no mês que passou. não encontrei quaisquer referências temporais precisas, apenas aproximadas. 

Siffert morreu há quase 55 anos, a 24 de outubro de 1971, na Victory Race, em Brands Hatch, quando corria num BRM, depois de uma excelente temporada, onde o seu ponto alto foi ter ganho no GP da Áustria. Curiosamente, essa Victory Race deveria ser o GP do México, que tinha sido cancelado devido aos incidentes da temporada passada, e também da morte do seu companheiro na Porsche da Endurance, Pedro Rodriguez. Acabou por ser a corrida para comemorar o segundo título mundial de Stewart.

Ao ver esta foto, lembrei-me de duas coisas: de que no seu tempo, ele perdeu imenso amigos. Lembro também que há uma foto dele à frente da campa de Jim Clark, seu compatriota e também amigo, em Duns, no sul da Escócia. Também me lembro que ele tem 86 anos, e já começa a acarretar o peso dos anos. É o campeão do mundo mais velho ainda vivo, tem consciência de que poderá não estar por aqui por muitos mais anos - no inicio da temporada, no Bahrein, poderá ter conduzido o seu Tyrrell 006 pela última vez.

Nesta altura da vida, vai mais a funerais do que a eventos que o homenageiam. A sua mulher, Helen, está doente com uma forma de demência que não é Alzheimer, mas que a deixa numa cadeira de rodas. Ainda vai ao paddock da Formula 1, onde ainda é reverenciado por aqueles que o reconhecem, mas os mais novos nunca o viram correr. Será que o reconhecem como mais do que um velhinho que veste de modo excêntrico? Que tem 27 vitórias no palmarés, três títulos mundiais, que ganhou corridas como construtor, na sua própria equipa, agora, a Red Bull?

Os garotos que agora percorrem o asfalto, o paddock, desconhecem que devem muito a ele, especialmente como paladino da segurança. Poderei afirmar que 50 anos antes de Carlos Sainz Jr. passar a mão no cabelo numa publicidade a uma marca de champoo, ele desfilava de cuecas perante meia dúzia de modelos - procurem na Internet, isso existe! - mas eles também sabem que por causa dele, e outros, não tem de ir uma, duas ou três vezes ao ano, a um cemitério para ver enterrar um dos seus companheiros. Mas, independentemente disso, chegarão a velhos - ou não - e também chegarão ao dia em que irão mais a funerais que a festas ou tributos. E a sua cara vista no "paddock" por novas gerações, sem saber porque estão ali, ou o que fizeram na vida.

Afinal é a lei da Vida. Até lá, temos de aproveitar momentos como estes, porque sabemos que o fim já não anda longe. 

sexta-feira, 13 de junho de 2025

A imagem do dia


Como disse anteriormente, o automobilismo quase morreu na primavera de 1955, depois do acidente de Pierre "Levegh", que matou 80 espectadores durante as 24 Horas de Le Mans. O automobilismo tinha um calendário bem preenchido naquela temporada. A Formula 1 tinha um calendário de 11 corridas, o maior até então, que contavam, para além de corridas em Indianápolis, os GP's da Suíça, Alemanha e Espanha. No Mundial de Velocidade, tinham os 1000 km de Nurburgring, a Carrera Panamericana, no México, o Tourist Trophy, na Irlanda do Norte, entre outros. 

Contudo, com o acidente, os governos atuaram rapidamente. Muitas corridas foram canceladas, e os apelos para um banimento total eram bem fortes. Em junho, a Formula 1 tinha chegado ao meio do campeonato, e das seis corridas que se previam, apenas duas acabaram por acontecer: Grã-Bretanha e Itália. Praticamente, com os cancelamentos dos GP's de França, Alemanha, Suíça e Espanha, o campeonato foi entregue à Mercedes. Nos Sportscars, apenas o Tourist Trophy foi realizado... e foi outra catástrofe, com acidentes e mortes. Lance Macklin, que sobrevivera a Le Mans, depois de outro acidente nessa corrida, decidiu pendurar o capacete de vez.

O governo francês decidiu de imediato por um banimento nas corridas de automóveis, com o objetivo de criar uma série de regulamentos para a proteção de espectadores nos circuitos. Ele durou quase todo o verão - foi levantado a 14 de setembro - e os organizadores das 24 Horas de Le Mans decidiram que a pista seria modificada, na parte das bancadas. A pista foi também modificada, cavando uma trincheira entre as bancadas e a pista, esta foi alargada para os carros terem mais espaço. Mas não muito mais, porque a segurança dos pilotos e das pistas propriamente ditas ainda estava na pré-história. 

As modificações ficaram prontas a tempo da edição do ano seguinte das 24 Horas de Le Mans, mas nesse ano, havia uma ausência de peso: a Mercedes. 

Eles, que tinham regressado ao automobilismo, cinco anos antes, como símbolo de uma Alemanha a reerguer-se das ruínas, e tinham conseguido dominar o automobilismo mundial, acharam que, depois do acidente, não tinham muita moral em continuar, e com os objetivos alcançados, decidiram no final do ano, colocar os seus carros no museu. Na realidade, eles já tinham decidido que iriam abandonar na mesma, mas o acidente em Le Mans deu a cobertura ideal, digamos assim. Alfred Neubauer sabia que essa decisão iria ser o final de uma carreira no automobilismo. Ficou na Mercedes, como conselheiro, fiel à marca. Acabaria por morrer a 22 de agosto de 1980, em Estugarda, aos 89 anos.

A Mercedes só regressou ao automobilismo a sério em 1987, a Le Mans, com uma associação com a suíça Sauber, seis anos antes do seu regresso à Formula 1, em 1993. E trouxe com eles os seus prodígios: Karl Wendlinger, Heinz-Harald Frentzen e Michael Schumacher, ajudados pelo seu "professor", Jochen Mass. 

E quando chegou, encarou na pista o seu velho rival de 1955: Jaguar. 

Quem também não mais correu em Le Mans foi Juan Manuel Fangio, bem como outros como John Fitch, o companheiro de "Levegh" naquela corrida fatídica. Ele regressou em 1960, para ajudar a Corvette na corrida francesa, graças à sua amizade com Briggs Cunningham, e depois, dedicou-se a desenhar barreiras de segurança nas estradas e circuitos. Morreu em 2012, aos 95 anos, sendo um dos últimos sobreviventes da Mercedes nesse ano de 1955. 

Já Hawthorn, o vencedor, prosseguiu a sua carreira vencedora. Correu pela Ferrari na Formula 1, e em 1958, tornou-se no primeiro britânico campeão do mundo, batendo Stirling Moss. Três meses depois, em janeiro de 1959, morreu num acidente de viação, a bordo de um Jaguar, e alegadamente, a perseguir um Mercedes. 

Contudo, meses antes, Hawthorn escreveu a sua biografia, de seu nome "Challenge Me the Race", onde afirmou que não tinha qualquer responsabilidade do acidente. Lance Macklin leu a sua autobiografia e achou que ele o tinha responsabilizado, indiretamente, do sucedido, e decidiu processá-lo para defender o seu bom nome em tribunal. O processo ainda estava a decorrer quando Hawthorn teve o seu acidente mortal, e claro, acabou por ali. Macklin morreu no Kent britânico a 29 de agosto de 2002, aos 82 anos. 

Na realidade, nunca houve alguém responsabilizado pelo acidente. Nem Levegh, nem ninguém. A unica coisa que foi levantada, em todo o tempo, sobre o acidente, foi a atitude de Hawthorn quando comemorou a sua vitória. Já viram, ele estava angustiado, mas a atitude inglesa de esconder as suas emoções resultou em algo que foi muito mal interpretado e no qual, no mínimo, foi considerado como mau gosto. 

Até há pouco tempo, ainda havia mais um rescaldo de 1955. Na Suíça, as provas de automobilismo em pista e estrada foram proibidas depois do acidente, com a excepção das subidas de montanha, e a proibição manteve-se por mais de 60 anos, até ser levantado parcialmente, em 2015... para as corridas com carros elétricos. A Formula E, aliás, já correu nas ruas de Berna, a capital. Contudo, essa abolição parcial tornou-se total em 2022, quase vinte anos depois da primeira tentativa ter sido chumbada pela Assembléia Federal suíça. Mas daí até ver a Formula 1 em terras da Confederação Helvética... ainda faltará muito para se ver uma pista como o Red Bull Ring, na vizinha Áustria. Isto, se alguém tiver dinheiro para isso.     

domingo, 24 de outubro de 2021

A imagem do dia (II)


Deveria ter sido uma corrida de celebração, mas acabou muito mal. Há precisamente meio século, em Brands Hatch, um os pilotos mais completos de então, o suíço Jo Siffert, morria nos destroços do seu BRM.

A Victory Race, que acontecia num dia brilhante de outubro, era para comemorar o título mundial de Jackie Stewart, no seu Tyrrell, e tinha trazido a fina flor do automobilismo, correndo quer em carros da Formula 1, quer os da Formula 5000. E claro, todos andavam felizes. E quem andava particularmente feliz era a BRM, que tinha ali três pilotos: Jo Siffert, Peter Gethin e Howden Ganley. As máquinas foram as melhores, empatando na primeira linha, mas com o suíço a levar a melhor.

A corrida foi dominada por Peter Gethin, enquanto que Siffert era tocado pelo March de Ronnie Peterson, que iria causar os danos na suspensão que o iriam fazer despistar-se. Mas isso só seria visto na 14ª volta, quando a suspensão cedeu na Hawthorn Bend e o carro se desfez contra o guard-rail, incendiando-se. Quando as chamas se apagaram, descobriu-se que Siffert tinha morrido sufocado pelos fumos tóxicos e não pelo acidente, nem pelas queimaduras. 

E foi um triste fim para uma grande temporada. Siffert tinha conseguido bons resultados na Endurance - nunca ganhou em Le Mans, a sua maior frustração - tinha ajudado a marca ser campeã na competição, e as sua vitória no GP da Áustria, pela BRM, um mês depois do acidente mortal de Pedro Rodriguez. O resultado disso foi a sua melhor temporada de sempre, um quinto lugar no campeonato, com meros 19 pontos, numa temporada dominada por Stewart e o seu Tyrrell.

E claro, aquele acidente foi uma grande ironia: afinal de contas, tinha sido ali que três anos antes, depois de uma grande batalha com Chris Amon, tinha conseguido a sua primeira vitória na Formula 1, num Lotus da Rob Walker Racing. 

Hoje, meio século depois, Siffert não foi esquecido, especialmente na sua Suíça natal. Para terem uma ideia, um dos 917 que conduziu apareceu num rinque de hóquei do gelo na liga suíça, para assinalar o seu desaparecimento e celebrar a sua carreira. 

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Youtube Racing: O e-Prix de Berna na íntegra

Uma semana depois do e-Prix de Berna, que pode ter sido decisivo nas contas do campeonato, temos agora a prova na íntegra, uma corrida onde demorou mais tempo que o costume graças a uma carambola na primeira volta, e depois, à aparição da chuva na parte final da corrida.

Eis o video. 

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Formula E: Félix da Costa quer lutar em Berna

Depois de três semanas de ausência, a Formula E está de volta para mais uma prova, desta vez em Berna, a capital da confederação suíça. Com um traçado de 2750 metros de perímetro, tem um total de quatorze curvas, oito delas para a esquerda e seis para a direita, e para as equipas, é obviamente uma novidade. Contudo, pelas indicações retiradas em simulador, é de acreditar que seja um traçado difícil de ultrapassar, logo, a posição de largada poderá ser de extrema importância.

Com a luta do campeonato estar reduzida a cinco pilotos, que se encontram separados por 21 pontos, António Félix da Costa, atual quarto classificado, sabe que terá de entrar agressivo em pista de forma a superar os seus rivais nesta luta, nomeadamente Jean-Eric Vergne e Lucas di Grassi. E partir do Grupo 1 na qualificação, normalmente não é fácil: 

“Tenho estado sempre no grupo 1 da qualificação e isso tem obviamente prejudicado a minha posição de largada nas corridas, ainda assim temos recuperado muito nas corridas e feitos boas provas. Este fim-de-semana trata-se de um circuito novo para as equipas e todos os pilotos que estão na luta do titulo estarão no grupo 1 portanto será fundamental batê-los na qualificação e depois na corrida adotar uma estratégia agressiva para conseguirmos recuperar bons pontos face ao Vergne, Lotterer e Di Grassi. Quero definitivamente levar esta luta pelo titulo para Nova Iorque e serei mais agressivo que o costume nas lutas em pista”, analisou o piloto oficial da BMW.

A corrida tem lugar na tarde deste sábado, a partir das 17 horas de Lisboa e terá a duração de 45 minutos, acrescidas de uma volta.

domingo, 10 de junho de 2018

Formula E: Di Grassi foi o vencedor em Zurique

No regresso do automobilismo à Suíça, quase 64 anos depois da última vez, Lucas Di Grassi foi o vencedor, triunfando pela primeira vez na temporada. O piloto da Audi bateu Sam Bird e Jerome D'Ambrosio a ficar no lugar mais baixo do pódio. Jean-Eric Vergne, o líder do campeonato, foi décimo e viu Bird a aproximar-se na geral. Quanto a António Félix da Costa, fez uma prova sem erros e aproveitou bem as penalizações dos pilotos da frente, acabando no oitavo posto.  

Depois de Mitch Evans ter conseguido a pole-position, havia expectativas para as 39 voltas da prova. Quando as luzes se apagaram, Evans manteve-se na frente, com Lotterer a ser ameaçado por Bird, mas mantiveram os lugares. Vergne subiu um lugar à custa de Sarrazin, enquanto Abt perdeu a asa traseira depois de um toque com Piquet Jr, mas ambos mantiveram-se na pista. Os dois pilotos acabaram por ser chamados às boxes pela organização para fazer as reparações.

Na oitava volta, Mortara saiu em frente numa travagem e acabou a sua corrida por ali, e na volta seguinte, Vergne chegava aos pontos depois de passar Nick Heidfeld. Nesta altura, Lotterer, Bird e Di Grassi aproximaram-se de Evans e a ameaçar a liderança, mas foi o brasileiro a passar na volta 14, a Sam Bird, para ficar com o terceiro posto. Duas voltas depois, passou Lotterer para ficar com o segundo lugar.

A partir daqui, Di Grassi atacou Evans e com muita facilidade, passou-o na volta 18, mas atrás, Rosenqvist bateu no muro depois de ser ultrapassado. Ele continuou, mas acabou no fim do pelotão, com a asa danificada. Houve bandeiras amarelas, mas não Safety Car. A partir dali, o brasileiro tentou afastar-se do pelotão, mas a asa solta de Rosenqvist ficou no meio da pista - sendo até pisada pelo carro de D'Ambrosio - fez com que a organização colocasse o Full Course Yellow, para tirar os destroços dali.

E essa foi a altura onde os pilotos entraram nas boxes para trocar de carro. Vergne, que era sétimo, perdeu tempo na troca - não conseguiu colocar o cinto a tempo - e caiu para o nono posto. Com o regresso à normalidade, Di Grassi alargava a sua vantagem para Evans em quase três segundos, mantendo o resto nas suas posições, excepto Vergne, que passava Prost, para ser oitavo.

De repente, na volta 31, a organização decide penalizar quatro pilotos - José Maria Lopez, Sebasien Buemi, Mitch Evans e André Lotterer - numa passagem pelas boxes devido a excesso de velocidade durante o Full Course Yellow. Vergne também foi penalizado, pela mesma razão, mas o aviso surgiu mais tarde. Com isso, Lotter, Evans e Buemi cairam para quinto, sexto e sétimo. E por esta altura, Nico Prost perdia posições porque saiu em frente na travagem para a curva de 90 graus.

Vergne cumpriu a penalização e caiu para 12º, fora dos pontos, e a classificação estava confusa: Di Grassi liderava, mas Bird era segundo, seguido por D'Ambrosio. Vergne regressou à pista, ao ataque, enquanto na volta 36, Lopez falhou a travagem para a primeira curva, fazendo com que Felix da Costa subia para oitavo.

Apesar de todos estes duelos, Di Grassi seguia tranquilo, rumo à vitória, com Bird e D'Ambrosio a seguir. Para o piloto da Audi, a parte final da temporada está a ser de sonho, mas por causa dos problemas que teve no seu inicio, está um pouco de fora da luta pelo título mundial.

No campeonato, Vergne lidera, com 163 pontos, contra os 140 de Bird e os 101 de Di Grassi. Agora a Formula E vai para Nova Iorque, onde terá a sua ronda final dentro de um mês, nos dias 14 e 15 de julho.  

Formula E: Evans dá a primeira pole da Jaguar em Zurique

Na primeira corrida em 65 anos em terras suíças, o neozelandês Mitch Evans fez história ao ser o primeiro poleman ao serviço da Jaguar, batendo o Techeetah de André Lotterer e o Virgin de Sam Bird. Quanto a António Félix da Costa, foi apenas 15º na grelha, um lugar à frente de Stephane Sarrazin e dois à frente de Jean-Eric Vergne. Já Oliver Turvey bateu na sua volta de qualificação e será o último na grelha.

Nas ruas de Zurique, e pela primeira vez num domingo, a Formula E fazia a sua estreia em terras suíças, perante bancadas cheias. Vergne ficou no primeiro grupo, ao lado de Sam Bird, Felix Rosenqvist, Sébastien Buemi e Daniel Abt, e nas sua volta, o piloto francês desiludiu, fazendo 1.13,524, mostrando que era provável a sua não qualificação, pois Rosenqvist, Buemi e Abt melhoraram os seus tempos. As coisas iriam complicar-se para o piloto francês, que tem uma chance de ser campeão em Zurique.

No segundo grupo, que tinha Lucas Di Grassi, Mitch Evans, Oliver Turvey, Nelson Piquet Jr. e André Lotterer, Evans mostrou-se, fazendo 1.12,594, o melhor tempo até então. Lotterer fez o segundo melhor tempo, passando Di Grassi, enquanto Turvey teve o tal toque que o excluiu da SuperPole.

No terceiro grupo, com Alex Lynn, Nick Heidfeld, Edoardo Mortara, Maro Engel e António Félix da Costa, foi um grupo que fez tempos modestos, com Heidfeld e Lynn a serem os melhores, mas o resto serviu para povoar o fundo da grelha. Pior que Félix da Costa, só Maro Engel, que ficou atrás de Vergne.

No último grupo, com Jérôme D'Ambrosio, José María López, Nicolas Prost, Stéphane Sarrazin e Luca Filippi, Prost começou a fazer o equivalente ao sexto tempo, ficando de fora da SuperPole, mas depois José Maria Lopez fez melhor e candidatou-se. Jerome D'Ambrosio fez melhor, mas os tempos conjuntos fizeram com que ambos fossem para a fase final, algo que acontecia pela primeira vez na temporada. Quanto aos outros, Sarrazin ficou atrás de Felix da Costa, 

Na SuperPole, Bird foi o primeiro a sair, fazendo uma volta segura, sem exageros, para logo a seguir, Lotterer melhorar, fazendo 1.12,948. Seguiram-se os Dragon, mas não conseguiram deslumbrar ou ameaçar o primeiro lugar. O belga ficou na frente do argentino, que tendo três lugares de penalização para cumprir, vai largar de oitavo.

O melhor ficou guardado para o fim, com Mitch Evans a fazer 1.12,811 e a pular para a pole, a primeira da marca britânica na Formula E e a abrir boas perspectivas para a prova, que vai acontecer mais tarde.

Resta saber como será a corrida, que está marcada para as 17 horas, horário de Lisboa, mais uma hora em Zurique.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Formula E: Felix da Costa quer ser feliz em Zurique

A formula E viaja até Zurique, na Suíça, naquilo que irá ser uma prova histórica, pois pela primeira vez desde 1954 que a nação helvética verá uma prova de automóveis nas ruas da cidade. Com isso em mente, António Félix da Costa quer que esta prova signifique o seu regresso aos pontos.

Com Stéphane Sarrazin a voltar a ser companheiro de equipa de AFC, o piloto de Cascais deseja chegar aos pontos nesta estreia na competição.

"Será um fim-de-semana interessante para todas as equipas, uma vez que é uma estreia absoluta da Fórmula E neste circuito citadino de Zurique. Fizemos o nosso trabalho de casa o melhor possível, com sessões bastante produtivas no simulador. Mesmo sabendo das nossas limitações face às equipas oficiais, penso que poderemos ter uma oportunidade de chegar aos pontos aqui na Suíça, para isso é importante não cometermos erros e maximizar ao limite o potencial do nosso carro. Só assim poderemos surpreender os nossos adversários!", comentou.

O e-prix de Zurique acontecerá no domingo - e não no sábado, como habitualmente - terá 2460 metros de comprimento e a corrida terá 39 voltas, começando pelas 17 horas de Lisboa, com transmissão em direto em Portugal pela Eurosport.


terça-feira, 10 de abril de 2018

Formula E: Bilhetes para Zurique esgotaram-se em 90 minutos

O regresso do automobilismo à Suíça, depois de quase 63 anos de ausência, está a ser um sucesso. A prova da Formula E, que vai acontecer a 10 de junho, começou ontem a vender os seus bilhetes... que esgotaram em pouco mais de hora e meia, segundo conta a organização.

Depois da aprovação no parlamento suíço em 2015 do levantamento da proibição das competições em circuitos, na condição de estes serem de carros elétricos, tentou-se fazer circuitos em alguns lugares na Suíça, como Lugano, onde Jarno Trulli poderia estar por trás dessa tentativa. No entanto, foi Zurique que venceu nessa corrida, e na altura, os organizadores e a competição assinaram no ano passado um acordo para receber a competição até 2027, como prova de fé do sucesso da competição.

A corrida de Zurique vai ser a 10 de junho e será a última prova em terras europeias antes da dupla jornada final em Nova Iorque, a 14 e 15 de julho.