sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Noticias: McLaren confirma Piastri para 2023


A McLaren confirmou esta tarde que o australiano Oscar Piastri será seu piloto para 2023, horas depois do Tribubal de Arbitragem de Contratos ter dito que o contrato que o piloto australiano assinou para a equipa de Woking ter sido o único válido. “A McLaren Racing assinou em 2021 o campeão de Fórmula 2 da FIA, Oscar Piastri, num contrato plurianual tendo como companheiro de equipa, Lando Norris na temporada 2023”, lê-se no comunicado oficial da marca.

Horas antes, a Comissão de Reconhecimento de Contratos (CRC) da FIA tinha afirmado que o contrato assinado pelo piloto australiano era válido, apesar de ter um contrato como piloto de testes da Alpine, e do qual a marca aprobeitou para anunciar, no final de julho, que iria ser seu piloto para a próxima temporada, um dia depois de Fernando Alonso ter dito que se iria transferir para a Aston Martin, no lugar de Sebastian Vettel, que anunciou a sua retirada.

Depois de publicada a decisão da CRC, a Alpine fez saber que “agradece à Comissão de Reconhecimento de Contratos (CRC) por se ter reunido na segunda-feira e reconhecemos a decisão que tomaram. Consideramos o assunto encerrado do nosso lado e anunciaremos oportunamente o ‘line up’ de piltoos para 2023. O nosso foco imediato é o Grande Prémio dos Países Baixos e a conquista de pontos na nossa luta pelo quarto lugar no Campeonato de Construtores”.

Piastri, naturalmente, ficou feliz com o resultado e pôs, assim, anunciar como piloto da McLaren.

"Estou extremamente entusiasmado por fazer a minha estreia na Formula 1 com uma equipa tão prestigiada como a McLaren e estou muito grata pela oportunidade que me foi oferecida. A equipa tem uma longa tradição de dar uma oportunidade aos jovens talentos, e estou ansioso por trabalhar arduamente ao lado do Lando para empurrar a equipa para a frente da grelha. Estou focado em preparar a minha estreia na Formula 1 em 2023 e começar a minha carreira na Formula 1 de laranja", afirmou.

Com isso, o lugar está em aberto e o favorito para o preencher será Daniel Ricciardo, que irá sair da McLaren no final desta temporada. Mas também há notícias referentes a Mick Schumacher, que encerrará a sua participação na Haas no final desta temporada. 

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Meteo: Domingo não chove em Zandvoort


A Formula 1 terá um fim de semana relativamente complicado em paragens neerlandesas no final de semana, mas o vento será fraco e chuva, a acontecer, será no sábado, com aguaceiros dispersos. 

Quase nos dias da corrida, já há certezas sobre o tempo que fará. Se amanhã, o tempo ficou parcialmente nublado, com ventos a 18 km/hora, já no sábado, mantêm-se a velocidade, mas as chances de chuva aumentam para 33 por cento à volta das 15 horas, altura da qualificação. Já para domingo, não há chances de chuva, e o tempo será semelhante ao de sexta-feira. O vento será mais baixo: 10 km/hora.

Ou seja, as condições para uma boa corrida estão todas montadas. Veremos o que acontecerá.

Youtube Vídeo Challenge: Quem é o melhor em marcha-atrás?

Creio que muita gente já deve ter visto um vídeo muito maluco de gente, em carrinhos, a andar de marcha atrás, tentando ser o mais rápido. E claro, deverá ter mandado muitas gargalhadas. Pois bem, Max Verstappen e Yuki Tsunoda pegaram em dois DAF's - os minis neerlandeses - e foram dar umas voltinhas em Zandvoort. 

E claro, gravaram tudo em vídeo. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Noticias: Andretti irá providenciar um teste a Chadwick


A Andretti Autosport anunciou que irá providenciar um teste a Jamie Chadwick, a piloto da W series que está a dominar o campeonato deste ano, a caminho do seu tricampeonato. Piloto de testes da Williams, a piloto andará num chassis da Indy Lights em setembro em Sebring, na Florida, para poder ser avaliada nas suas capacidades. 

“Ela estará testando em Sebring a 21 de setembro”, disse o COO da Andretti, Rob Edwards, à publicação americana racer.com. “Estamos empolgados em dar a ela uma oportunidade. Ela é claramente a piloto dominante na W Series e, em nossa opinião, merece uma chance de traduzir isso para o próximo passo em sua carreira.”, continuou.

Chadwick, de 24 anos, domina a W Series desde a sua constituição, em 2019, e tem sido a recordista da competição em termos de vitórias - tem onze - bem como pole-positions, com dez, 18 pódios e seis voltas mais rápidas. Em 2022, lidera a competição com 143 pontos, 45 na frente de Beitske Visser e Alice Powell.

Youtube Formula 1 Vídeo: A escalada de Verstappen até ao primeiro lugar

Max Verstappen, como foi dito, fez uma corrida de recuperação de 14º até à liderança em poucas voltas, em Spa-Francochamps, um feito ao alcance de dois pilotos: Jim Clark e Michael Schumacher. Mas se o alemão conseguiu isso num asfalto sempre húmido e em mudança, em 1995, o neerlandês fê-lo sempre em seco. 

E o pessoal da Formula 1 não esqueceu isso, fazendo um video das ultrapassagens que fez até chegar ao topo. E já estava no "top ten" em Les Combes, a meio da volta um...

terça-feira, 30 de agosto de 2022

A imagem do dia


Bruce McLaen posa para uma foto em 1967, já como piloto e construtor da sua própria equipa, preparando-se para os triunfos na Cam-Am, no ano seguinte, com o seu compatriota Dennis Hulme. 

Por estes dias se falou que Max Verstappen conseguiu triunfar em duas corridas seguidas partindo do meio do pelotão: em Budapeste, ele parte de décimo, em Spa-Francochamps, de 14º, ambos acabando no lugar mais alto do pódio.

Max empatou um recorde com 62 anos, que pertencia ao aniversariante do dia: Bruce McLaren. Que se estivesse por aqui, comemoraria hoje o seu 85º aniversário. 

No GP dos Estados Unidos, em 1959, o piloto, então pela Cooper, partia de décimo na grelha, numa corrida que era a última do campeonato, e com três candidatos ao título, entre Stirling Moss, Tony Brooks e Jack Brabham, McLaren parecia ser um ator secundário perante toda esta gente - na altura, tinha 22 anos e fazia a sua primeira temporada completa. 

O neozelandês aproveitou bem o carro e subiu de lugares até no final, indo atrás de Brabham. No início da última volta, ele era segundo, entre o australiano e Trintignant, e tudo indicava que ele seria campeão. Mas um golpe de teatro fez com que ele ficasse sem gasolina e tivesse de empurrar o carro. McLaren, surpreso, levantou também o pé, mas o australiano fez gestos para que acelerasse e passasse para a frente. O carro de Brabham parou a algumas centenas de metros da meta, e saiu do carro para o empurrar, cruzando a meta em quarto, suficiente para ser campeão.

No final ganhou seis mil dólares de prémio... e terras à volta de Sebring. Quem diria!

A primeira corrida de 1960 aconteceu no verão austral e estava um calor de derreter ananases. A corrida aconteceria dois meses depois da corrida americana, e McLaren partiu de bem mais abaixo: 13º da grelha, entre o argentino Carlos Menditeguy e o britânico Alan Stacey, no seu Lotus oficial. Não muito acima na grelha ficou Jack Brabham, que era décimo.

Contudo, McLaren aguentou bem o calor. Andou a correr de camisa e calções - como eles andavam nesses tempos! Moss liderou boa parte do tempo, até que o carro sofreu um problema de suspensão e foi andar no carro de Maurice Trintignant, mas o seu terceiro lugar final não contou para os pontos, porque as regras de partilha do carro tinham sido abolidas em 1958. 

O jovem piloto aguentou os calores austrais e acabou na liderança na bolta 68, quando ultrapassou o carro de Jo Bonnier, indo sem problemas até à meta. No final, foi uma questão de resistência e juventude que o ajudou nestas suas vitórias. Afinal de contas, ele tinha batido o recorde de juventude em termos de triunfo e claro, foi o cartão de visita de uma longa carreira no automobilismo, infelizmente cortado por um acidente quando experimentava o seu carro de Can-Am, uma década mais tarde. Mas o seu legado permanece. 

MotoGP: Miguel Oliveira confirmado na Aprilia


O português Miguel Oliveira será piloto da Aprillia em 2023, ao serviço da sua equipa-satélite, a RNF Racing. Desde há muito tempo que se sabia da sua saída da KTM, após lhe terem proposto correr na próxima temporada pela equipa-satélite, que seria renomeada GasGas. O piloto de 27 anos considerou que isto seria uma despromoção e resolveu não renovar com eles no final da temporada. A Aprilia era algo do qual se falava desde há algumas semanas, especialmente depois do chefe da Ducati ter dito que tinham estado interessados, mas eles foram mais velozes em tê-lo nas suas fileiras.

Contudo, a equipa do piloto de Almada não é a oficial, mas sim a equipa satélite, a RNF Racing, ao lado de Raul Fernández, que este ano tem passado um mau bocado com a Yamaha, e terá um período de adaptação a uma nova marca em 2023. Mas o piloto acredita que este é o passo certo na sua carreira. E de uma certa maneira, os resultados da marca este ano indicam que sim: Aleix Espagaró, o seu piloto oficial, é atualmente segundo classificado no campeonato, embira não tenham neste momento uma equipa satélite, algo que acontecerá a partir da próxima temporada.

Numa conferência de imprensa feita na sede do seu clube de fãs, em Almada, afirmou que ficar na KTM teria sido mais fácil, em termos emocionais. Mas o facto de ter ambições para lutar por títulos mundiais acabou por pesar na decisão de ir para a Aprillia.

“Todas as mudanças requerem um bocadinho de esperança e um bocadinho de fé, foi nessa vertente que decidi abraçar um novo projeto para os próximos dois anos. O meu percurso com a KTM não foi um percurso de curta duração, estivemos muitas temporadas juntos, conquistei individualmente dois vice-campeonatos, um em Moto3, outro em Moto2. O maior passo foi dado com eles, que foi a transição para a categoria do MotoGP. Conquistámos 37 pódios, dos quais 14 são vitórias, é um percurso do qual me orgulho bastante, acredito que esse número ainda pode ser aumentado.", começou por dizer, dando ênfase ao que fez na KTM, quer na Moto2, quer na MotoGP. 

"Este ano foi de abertura de muitas oportunidades a nível de mercado. Da minha parte, procurei sempre garantir que me enquadrava com a KTM para o futuro, mas ao longo das negociações percebemos que os nossos caminhos deviam separar-se. Só tenho a agradecer todo o esforço que a KTM teve comigo em todas as temporadas, e também o esforço que fez em manter-me na estrutura até ao último minuto. Mas sinto que é o passo que necessito para a minha carreira, e é nessa base de confiança que construirei a relação com o novo projeto nos próximos dois anos”, concluiu.

Atualmente na KTM, Miguel Oliveira é décimo no campeonato com 85 pontos, e uma vitória no GP da Indonésia, no início da temporada. 

Youtube Formula 1 Vídeo: As comunicações de rádio da Bélgica

A Formula 1 está de volta depois de quase um mês de ausência. E logo em Spa-Francochamps, na Bélgica, um lugar onde muitos gostam de lá estar. E ao longo do final de semana, os pilotos andaram entre embaraços, bons e maus resultados num circuito bem desafiante. 

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

A imagem do dia


Se fosse vivo, James Hunt faria hoje 75 anos. Um dos pilotos mais carismáticos de sempre do automobilismo, a sua lenda e o duelo com Niki Lauda em 1976 deu filme em Hollywood. 

Não teve uma carreira longa: Hesketh, McLaren e Wolf. Mostrou que podia estar entre os da frente quando teve carro. Seu pódio na sua terceira corrida da carreira, em Zandvoort, em 1973, mostrou isso. Aliás, como estamos em semana de GP dos Países Baixos, poderemos falar das suas aventuras em terras neerlandesas: três pódios, duas vitórias e algumas histórias pelo meio.

Terceiro em 73, na proba marcada pelo acidente mortal de Roger Williamson, em 1974, com o carro a ser mais o Hesketh que acabamos por conhecer, o britânico alinhava em sexto na grelha, mas a sua corrida acabou cedo, na curva Tarzan, batendo no Shadow de Tom Pryce. O galês ficou por ali, enquanto o britânico resistiu mais volta e meia até chegar ao ponto de que o carro não daria para mais. 

Nos dois anos seguintes, tudo correu bem: triunfou com o Hesketh, depois de uma batalha com Niki Lauda, e no ano seguinte, enquanto o austríaco estava no hospital, triunfou no duelo com Clay Regazzoni para ganhar pela segunda vez consecutiva.

Em 1977, o campeonato já tinha uma mão e meia nas mãos de Lauda, de regresso, bem mais pragmático e calculista que antes. Com o carro a aguentar mais que a concorrência, Hunt rinha de fazer algo para manter a disputa do título, e conseguiu marcar o terceiro melhor tempo, atrás apenas de Mário Andretti e Jacques Laffite. Lauda estava a seu lado.  

Na partida, Hunt foi para a frente, e Andretti foi à caça, com Laffite e Lauda atrás. O italo-americano tentou recuperar o lugar, mas o britânico defendeu-se de modo agressivo, fazendo-o perder lugares. Andretti não ficou sossegado e foi novamente à caça, passando o piloto da Ligier e na volta sete, já estava de novo em cina do piloto da McLaren quando tentou a sua sorte no final da reta da meta. Ambos ficaram lado a lado, Hunt tentou de novo a defesa agressiva... e não resultou. Tocaram ambos nos pneus, e o piloto da McLaren retirou-se de imediato, com danos no seu carro. Andretti prosseguiu até que o seu motor explodiu na volta 14. 

E claro, no meio disto tudo, Lauda bateu Laffite e acabou como vencedor. E pouco depois, campeão. 

Em 1978, Hunt continuava na McLaren, mas nesse ano, o seu carro era atropelado pelos Lotus 79 de outro mundo. Hunt, apesar de um sétimo posto na qualificação, ficou a uma volta dos vencedores e no décimo posto, fora dos pontos. Já era a decadência do piloto e do carro, que nem mesmo a transferência para a Wolf, em 1979, conseguiu impedir. 

Hunt apenas andou por estas bandas por 45 anos, tempo suficiente para marcar uma impressão em toda uma geração. A BBC, com os seus comentários nos Grandes Prémios, ao lado de Murray Walker, e Hollywood, também ajudaram mais um bocadinho.

Meteo: Zandvoort poderá ser chuvoso


Se há oito dias se previam chuvas em Spa-Francochamps - que acabaram por não acontecer - a mesma coisa também se prevê no próximo fim de semana, quando os neerlandeses receberem em delírio Max Verstappen em Zandvoort. Segundo conta o boletim meteorológico, prevêem-se aguaceiros no sábado e domingo de Grande Prémio.

Se na sexta-feira, o tempo estará parcialmente nublado, sem possibilidades de chuva, já no sábado, essas chances aumentam para 30 por cento à hora do almoço, e para 63 por cento pelas 15 horas, provavelmente o início da qualificação para a corrida. 

Já no domingo, com a temperatura nos 24 graus, as possibilidades de chuva são de 30 por cento à hora da partida, as 14 horas, mas aumentarão para 61 por cento uma hora mais tarde, aumentando sempre até ao final do dia. Se isto apanhar no meio da prova, o final poderá ser complicado para pilotos e máquinas.

Claro, este é o tempo no início da semana. Nada se sabe se no final, as coisas já estejam melhores para toda a gente, como aconteceu na semana que passou...

domingo, 28 de agosto de 2022

Youtube Presentation Video: Uma aventura escandinava

Os Três Estarolas estão de volta. E desta vez, eles irão andar no Norte. Mas... menos no Norte da Europa. Lugares com renas e muita neve. Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond irão pegar em carros que tem algo de ralis - Um Mitsubishi Lancer, um Subaru Impreza e um Audi A6 - este da parte do "Orangotango" Clarkson - foram à Noruega, Suécia e Finlândia para experimentar estes carros no gelo e em condições negativas. 

Pelo menos, é o que andamos a ver aqui no vídeo de apresentação da próxima aventura do The Grand Tour. Iremos ver como é que correu, mas pela amostra, parece ter tido a sua graça.

Formula 1 2022 - Ronda 14, Bélgica (Corrida)


Agosto acaba e a Formula 1 regressa num circuito clássico do calendário. Uma pista que foi renovada desde o último ano, e com os desafios de ficar no calendário no ano que vêm - que ficará em 2023 e fala-se que se calhar, ainda a teremos até 2026 - a grande dúvida sobre o tempo foi dissipada ao longo dos dias, quando se descobriu que o tempo acabou por ficar mais para o nublado do que para a chuva intensa. Pelo menos, ao contrário de 2021, iriamos ter corrida.  

A coisa interessante sobre a prova belga era a grelha. Carlos Sainz Jr. poderia ser o poleman, mas na realidade, quem foi o mais veloz fora Max Verstappen. Mas porque tinha mudado de motor e caixa de velocidades, ele era apenas 14º. E gente como Fernando Alonso era apenas... terceiro. 

E deve ser que, por causa disso, os pilotos da Alpha Tauri, Pierre Gasly e Yuki Tsunoda, largariam das boxes neste domingo de corrida.


Na partida, Sainz fica na frente, mas Pérez, que queria bater o piloto da Ferrari, não fez bem em La Source, e Alonso aproveitou para ser segundo. Mas em Les Combes, Hamilton tentou a sua sorte e Alonso não deixou. Acabou voando para o ar, o e o britânico não foi muito longe. Acabou por abandonar a proba.

E no meio disto tudo, Max era oitavo, no final da primeira volta. 

Na segunda bolta, mais uma colisão, quando Bottas e Latifi colidiram e os comissários disseram que "era o suficiente" e colocaram o Safety Car na pista. Na rádio, Alonso chama o heptacampeão de "idiota" por causa da sua tentativa ousada de o passar no final da reta Kemmel. "Este tipo só sabe largar e andar em primeiro", acrescentou. 

Nas três voltas seguintes, o Mercedes vermelho andou na frente do pelotão, disciplinando os carros e deixando que os comissários fizessem o seu trabalho. Quanto regressou, na quinta volta, Sainz Jr. continuou na frente, com Pérez na segunda posição. Max subia posições, e no final da décima volta, ele já era terceiro. Por esta altura, Leclerc já tinha ido às boxes, porque parecia ter algum problema no seu carro.


Sainz foi às boxes na volta 11, e Max queixava-se de Pérez porque queria ir para a frente. Lá conseguiu, na volta 12, e iria ficar o mais possível até for a sua altura de ir às boxes. O que fez na volta 16. Mas não ficou muito tempo atrás, porque apanhou Sainz na volta 18, para ficar de novo no comando da corrida. E três voltas depois, foi a altura de Pérez fazer o mesmo ao espanhol. Os Red Bull eram os melhores, "game over".  

A partir da volta 24, os carros paravam nas boxes pela segunda vez. Primeiro Alonso, depois os Ferrari, com Sainz e regressar em quinto e Leclerc em sétimo. Na volta 28, foi a vez de Perez ir às boxes, regressando em terceiro, depois de colocar pneus duros, e duas voltas depois, a mesma coisa fez Russell, ficando na quarta posição. Na volta 31, por fim, Max foi às boxes, trocou também para duros e continuou na liderança. 

Na parte final, e aparte a fabulosa ultrapassagem de Esteban Ocon a Pierre Gasly e Sebastian Vettel, imitando os eventos do ano 2000 no mesmo local - um Hakkinen, se preferirem - as coisas na frente estavam calmas. Sainz na frente de Russell, com Leclerc logo atrás, e os Alpine em sexto e sétimo, com Alonso na frente de Ocon. Stroll chegava-se a Albon para ver se ficava com o último lugar pontuável.

Mas a Ferrari ainda tinha uma última jogada na cartola: parou Leclerc antes da última volta e regressou atrás de Fernando Alonso. Queria ver se alcançavam a volta mais rápida... e não conseguiram! Mas o monegasco voltou ao quinto posto. Seria menos mal... até depois da bandeira de xadrez, quando os comissários penalizaram Leclerc por causa do excesso de velocidade nas boxes, devolvendo o quinto posto a Alonso.  


E claro, na frente, o melhor era Max, numa dobradinha para a Red Bull. Parece que a entrada dos energéticos neste regresso os coloca num patamar inalcançável para a concorrência. E parece que as sensações de 2013 poderão estar de regresso. Afinal de contas, com uma dobradinha dos energéticos neste domingo, não só Perez é agora o segundo classificado, como a concorrência está tão longe e perde tantos pontos que, se calhar, estamos a seis ou sete corridas de assistirmos ao bicampeonato de Max.

Daqui a uma semana, a Formula 1 está em Zandvoort. Aquilo irá encher ainda hoje, se decidissem abrir as portas agora.

sábado, 27 de agosto de 2022

Endurance: Alpine quer experimentar hidrogénio na Garagem 56


A Alpine está na Formula 1, mas também na Endurance, com o seu projeto próprio. Para 2023, estão a construir o projeto na categoria LMH, mas a marca francesa também está a ampliar os horizontes, nomeadamente o projeto do hidrogénio, que a ACO está a avançar, tentando atrair outras marcas. A ideia, confirmada pelo CEO da Alpine, Laurent Rossi, é de construir um protótipo para colocar na Garagem 56, usada para projetos inovadores. 

E ali, ao investir num estudo sobre a viabilidade do hidrogénio, o objectivo é de compreender adequadamente se a energia do hidrogénio poderia fornecer os níveis de desempenho necessários para a categoria máxima do automobilismo. E se sim, é para saber se poderá usar a partir de 2031, quando forem revistos os regulamentos sobre os motores. 

"Vamos desempenhar o nosso papel para inspirar os outros, os órgãos directivos com certeza", começou por dizer Rossi. "Adoraríamos poder mostrar, mas primeiro provar a nós próprios, que funciona, porque ainda precisamos de investigar se é mais do que uma crença ou uma profecia. Se funcionar, então queremos demonstrar que, digamos através da Garagem 56 em Le Mans ou em Nurburgring com um dos nossos veículos de estrada, será possível estando equipado com um motor de combustão interna alimentado a hidrogénio."

É improvável que os motores eléctricos e as baterias sejam suficientemente fortes em 2031 para alimentar os carros de Formula 1 nos seus níveis de desempenho actuais, o que significa que o campeonato terá pensar o que deve fazer a seguir para se manter relevante.

"Isto inspirará então talvez os órgãos directivos de que existe ali um caminho", conclui Rossi. "Se Porsche, a Ferrari e outros estiverem a seguir outras pistas, que assim seja. Mas é ainda melhor porque vamos trazer para a mesa mais opções do que apenas uma".

Youtube Formula 1 Vídeo: A avaliação dos pilotos a meio da temporada

Depois de três semanas de férias, a Formula 1, como sabem, regressou à ação em Spa-Francochamps. E com 14 corridas nesta temporada, é altura de fazer uma avaliação dos pilotos até agora. Quem o faz é Josh Revell, e claro, estas opiniões próprias são o que são e valem o que valem.

São cerca de 15 minutos de video. O que posso dizer é sentem e apreciem o video.  

Formula 1 2022 - Ronda 14, Bélgica (Qualificação)


Depois de três semanas de férias bem passadas, a Formula 1 regressa ao ativo para uma segunda parte que irá ser compacta, porque o campeonato tem de acabar antes do começo do Mundial de futebol, algures nas Arábias. A partir de agora, serão rondas triplas, ou seja, corridas em três fins de semana consecutivas, e logo no início de setembro, estaremos fora da Europa. 

E por falar em corridas, já houve alguns anúncios interessantes. Aparentemente, a Bélgica poderá ganhar um prolongamento, porque a Formula 1 não se acordou com o governo sul-africano para que haja corridas em Kyalami em 2023, mas claro, isso não é oficial - a saída do GP de França do calendário é - e isso, de uma certa forma, ficou num plano secundário face à chegada da Audi à Formula 1... em 2026. 

Mas mesmo antes disso, soube-se que por causa da mudança de componentes, Charles Leclerc, Max Verstappen, Mick Schumacher e Valtteri Bottas partirão do fundo da grelha, ou seja, as quatro últimas posições da grelha já têm dono. E claro, a chuva, que no início da semana era uma possível ameaça, agora não seria mais. 

Claro, com isso tudo, será que agora seria a altura da Mercedes brilhar?


Enquanto se pensava nisso, a qualificação belga começava com 25 minutos de atraso em relação ao horário inicial por causa de um acidente numa das provas de complemento, o Porsche Supercup, que danificou as barreiras entre Pouhon e Staevlot.

Os Williams foram os primeiros a sair à pista, simbolizando o início da qualificação, e pouco depois, apareceu o resto do pelotão. Primeiro, Mick Schumacher marcou 1.47,929, mas logo a seguir, foi superado por Max, com 1.44,581. No entanto, o seu companheiro de equipa conseguiu melhor: 1.44,377. Os Red Bull estavam a ser os melhores.

Até ao final da qualificação, não houve grandes novidades, e apesar de Lewis Hamilton ter andado perto de ser eliminado da Q1, e de George Russell ter avisado de "pingos de chuva" na pista, quem acabou por ficar no lado pior foram o Aston Martin de Vettel, o Alfa Romeo de Bottas, o Williams de Latifi, o Haas de Magnussen e o Alpha Tauri de Tsunoda.


Pouco minutos, depois, começou a Q2 sem grandes alterações. Boa parte do pelotão saiu logo no primeiro minuto, com Ricciardo e Gasly a saírem mais tarde. Max começou a marcar tempos, seguido por Pérez. O neerlandês fez 1.44,723, contra o 1.44,794 do mexicano. 

Entretanto, a Ferrari, Charles Leclerc queixava-se do comportamento do carro: "O carro está pulando como um louco no apex das curvas lentas. Está muito estranho."

Para a parte final, os Red Bull ficaram calmos nas boxes, provavelmente para poupar jogos de pneus, enquanto os outros fizeram isso. Especialmente Ocon e Russell, que estavam a puxar pelos seus companheiros de equipa ficando na sua frente o espaço necessário para terem vácuo. Ricciardo conseguiu apenas o oitavo melhor tempo, mas depois cai fora da Q3 graças a Alex Albon, no seu Williams. E o australiano fará companhia a Mick Schumacher, Lance Stroll, Guanyou Zhou e Pierre Gasly. E na frente, Charles Leclerc marcava 1.44,551 e ficava na frente da tabela de tempos.  

Mas por causa das penalizações, dos dez, apenas seis iriam disputar verdadeiramente a pole-position: Perez, Sainz, Hamilton, Russell, Alonso e Albon. O resto já está penalizado.

E foi com essas contas que fomos para a Q3. Esta começou com Leclerc a queixar-se... dos pneus. Parece que alguém não aproveitou estas férias como deve ser... claro, Max aproveitou e fez 1.43,665, contra os 1.44,297 de Carlos Sainz Jr. Claro, com Leclrc algo comprometido, decidiu rebocar o seu companheiro de equipa para ver se ele conseguia tirar a pole da Red Bull. Mas... não deu muito certo, pela menos na primeira parte da volta.


Mas no final, isso não contou muito. Verdade, Max conseguiu o melhor tempo, mas com a penalização, iria largar do meio do pelotão. Quem beneficiaria disto tudo era... Sainz Jr, que era pole, com Pérez em segundo e Alonso em terceiro. Um pódio que "habla español. Muy bien!" e o filho do Carlos Sainz consegue a sua segunda pole da sua carreira. 

Claro, isto foi a qualificação deste sábado. Resta saber o que esperar de amanhã, numa grelha que, no mínimo, está baralhada.