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sábado, 26 de setembro de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 15, Baku (Corrida)


Esta era uma corrida num horário anormal. Ver uma prova destas num sábado, à hora do almoço, é algo que não acontecia há algumas... décadas. Nesses dias, tinha a ver com motivos... religiosos (Países Baixos e África do Sul são países com uma minoria calvinista) e as atividades não aconteciam ao domingo. Mas aqui no Azerbeijão, um país de maioria muçulmana, a razão era mais... nacionalista, um feriado para honrar os mortos de uma guerra contra um dos seus vizinhos, não há muito anos. 

Tudo indicava que a estratégia de corrida deste sábado, que tinha 51 voltas para completar, apontava para uma estratégia de uma paragem, embora os três compostos de pneus continuem a ser opções e o vento poderia influenciar o desenrolar da prova. Claro, muitos querem interessar que pneus calça Kimi Antonelli, ele que parte de 16º. E o que ele tinha, à partida? Médios, e usados. é a mesma de George Russell, seu companheiro de equipa. E eles eram os únicos da frente calçados. O resto - Red Bull, Ferrari e McLaren - dividiam-se: os da frente com moles, os mais atrás, médios. E nenhum iria começar com duros calçados, se calhar, guardando para depois da primeira paragem. 


Quando as luzes foram apagadas, Russell manteve a liderança, com Piastri a conseguir o segundo posto. Leclerc mantinha a terceira posição, enquanto Norris passava Hadjar e era quarto. Antonelli era cuidadoso e tinha perdido um lugar, para 17. En contraste, Nico Hulkenberg tinha passado três lugares no seu Audi. 

Max Verstappen tinha conseguido passar Lewis Hamilton para ser sexto, e ia atrás do seu companheiro de equipa, para que ele não descolasse dos primeiros lugares. E para provar isso, fazia a volta mais rápida. Passava Norris na volta 3, e era quinto, e com os pneus médios calçados. Antonelli, entretanto, mantinha-se na 17ª posição.

Hadjar, que estava de regresso à Formula 1, estava a começar bem e conseguia passar Charles Leclerc na quarta volta, para tentar livrar-se de Max, e agora, o piloto da Ferrari estava à mercê de Max, se queria manter o quarto posto. Mas não duraria muito: na volta 5, tinha perdido o quarto posto para o neerlandês da Red Bull. 

Na frente, Russell já tinha por esta altura mais de 2,8 segundos de diferença para Piastri, com o australiano a mais de 1,2 segundos sobre o francês. Entretanto, Antonelli já tinha subido para 15º, depois de ter passado Hulkenberg e Carlos Sainz Jr., e na volta seis, já era 14º, passando o Racing Bull de Arvid Lindblad.  

Na volta 7, Max e Hadjar trocaram de posições sem luta, enquanto na frente, Russell já tinha 3.5 segundos de avanço sobre Piastri, enquanto o australiano estava já a ser pressionado pelos Red Bulls. Duas voltas depois, Lance Stroll tornava-se na primeira desistência da corrida, agora devido a problemas mecânicos no seu Aston Martin. 

Antonelli só era 11º na volta... 12, depois de Liam Lawson, ter feito cara a sua passagem, e ele já tinha 27 segundos de desvantagem sobre Russell e 20 sobre Max, o terceiro classificado e claro, as suas chances de pódio eram relativamente baixas. Mas faltava imenso para o final da corrida, e Kimi Antonelli aproximava-se dos pontos ao ritmo de um segundo por volta em relação aos pilotos do meio do pelotão. Ele conseguia chegar aos pontos na volta 16, depois de passar Ollie Bearman. Na frente, Piastri conseguia aguentar a pressão vindo dos Red Bulls. 

 Na volta 20, algo interessante: Hadjar, com moles, era mais rápido que.,. Max! Ele até tinha conseguido a melhor volta, mas o neerlandês impedia de o passar, e ele não conseguia apanhar Piastri. Tudo isto acontecia na volta 22, quando Fernando Alonso ia para as boxes, de forma definitiva. Os Aston Martins estavam a ter um péssimo fim de semana.

Antonelli era nono, depois de passar Franco Colapinto na volta 23. Aparentemente, a sua abordagem cautelosa compensou, e agora, apesar de demorar mais tempo para chegar aos pontos, ele já estava, ainda antes da metade da corrida. E chegado ao meio, quase ninguém tinha ido às boxes... se calhar, esperando por alguém parar no meio da pista ou alguém bater na parede. Aqueles pneus iam para o limite dos limites. 

Norris travou forte e feio na curva 1, e saiu para fora da pista. Regressou, perdendo lugares para Pierre Gasly e Kimi Antonelli, para nono, e se calhar, poderia ter de ir às boxes para trocar... mas ainda antes disso, Alexander Albon bateu no muro, e na volta 31, o Safety Car entrava na pista. E claro, todos foram às boxes, trocar pneus.

Gasly, Antonelli, Norris, Colapinto, Bearman, Hulkenberg, Lindblad, Lawson, Brtoleto, Pérez e Bottas iam às boxes para fazer aquela que deveria ser a sua única troca. Os seus primeiros iam às boxes na volta seguinte, e Todos mantinham as suas posições, sem erros das boxes. Na frente, Russell e Verstappen tinham agora pneus moles, enquanto o resto tinha médios. 


O Safety Car regressou às boxes no começo da volta 36... e o caos acontece na primeira curva. Max conseguia passar Piastri, mas mais atrás, a meio do pelotão, os Alpine bateram, com Colapinto a tentar a sua sorte, e Lando Norris acabava no muro, acabando também a sua corrida. Os Racing Bulls também batiam, e ficavam com estragos. Safety Car de volta... menos de um minuto depois de ter recolhido às boxes. Acho que só teve tempo para abrandar, nem sei se parou. 

Altura de nova paragem nas boxes, mais para refrescar os pneus, e com toda esta carambola, Antonelli tinha subido para sétimo, seguido dos dois Haas e o Racing Bull de Arvid Lindblad. Apenas 16 carros estavam na pista. 

O Safety Car recolheu-se nas boxes na volta 39, com Russell na frente e todos a terem uma atitude cautelosa. Piastri conseguiu defender-se de Hadjar do terceiro posto, enquanto os dois primeiros estavam a afastar-se, com Max a tentar apanhar o piloto da Mercedes. Na volta 40, Hadjar conseguiu passar Piastri, e na travagem, o australiano acabou na escapatória e ficou fora dos pontos.

Max não largava Russell, mas a diferença era a volta de um segundo, mas começavam a faltar voltas: já estávamos na volta 42, a nove do fim. Hadjar era terceiro, e começava a ficar para trás. Por esta altura, Antonelli era quinto, passando o Ferrari de Lewis Hamilton.

A parte final da corrida foi um duelo entre George e Max, Mercedes contra Red Bull. Os dois já tinham deixado Hadjar a cerca de oito segundos, mas nenhum dos dois não desistia um do outro, sem cometer erros, por agora. No final... foi algo anticlimático, com Russell a ganhar por um décimo de segundo... depois de Valtteri Bottas ter batido na última volta, causando bandeiras amarelas. Mas estas eram locais. Russell, Max e Hadjar era o pódio, com Arvid Lindblad a conseguir o sétimo posto... pela aceleração pura e simples.

Antonelli foi quinto, colado na traseira de Charles Leclerc, o quarto. Conseguiu, de certa forma, menorizar os prejuízos, e ter sorte ao evitar a carambola no recomeço da corrida. E no último lugar pontuável, o Williams de Carlos Sainz Jr, marcando os primeiro ponto desde o Mónaco. A versão B parece funcionar melhor... 


Agora Baku fica para trás. E não há tempo para apreciar o por do sol, porque daqui a oito dias, é ir à Malásia para correr o GP do Bahrein.   

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 15, Baku (Qualificação)


Duas semanas passaram desde a última corrida no continente europeu, agora em Madrid, e a Formula 1 arrumou as suas bagagens para atravessar a Europa para se espraiar nas margens do Mar Cáspio, mais concretamente para Baku, a capital do Azerberijão, nação rica em petróleo e história, apesar de ser independente há "apenas" 35 anos, um dos remanescentes da União Soviética.

Mas o mais interessante é que fim de semana da corrida acaba... num sábado. De uma certa maneira, recorda tempos idos, onde em sítios como os Países Baixos e a África do Sul - e de certa maneira, o Reino Unido - motivos religiosos impediam corridas no domingo, optando pelo sábado para a sua realização. 

Mas a razão porque isto acontecia por aqui tinha a ver com o calendário. Domingo é feriado nacional, e é para comemorar os heróis de uma guerra contra a Arménia, no qual conquistaram o Nagorno-Karabakh. Por causa disso, e como por ali o nacionalismo é para ser levado a sério - é um país de origem turca - aquele feirado é sagrado. Quero saber como será no ano que vêm, quando o feriado calhar no sábado... 

Por causa disso, este ano, Las Vegas não está sozinha: Baku faz-lhe companhia. Mas é durante o dia.      

Com temperatura amena, vento constante - a maior preocupação dos pilotos - e 41,3 °C de temperatura na pista, a qualificação não começou a horas, porque a limpeza da pista ainda decorria, consequência dos estragos que aconteceram nas corridas de suporte, quer na Formula 2, quer na Formula 3. Quando começou, o relógio tinha avançado cerca de cinco minutos e os pilotos foram para a pista com os seus moles calçados.  


Mas não demorou muito para que acontecesse o primeiro grande momento da qualificação: Andrea Kimi Antonelli, o líder do campeonato, bateu no muro e acabava ali a sua vez. Apesar de ter marcado o sexto tempo provisório, e mesmo que passasse para a Q2, não participaria mais. As imagens mostraram depois que tinha batido... na primeira curva, e tentou arrastar o carro até às boxes.

Por essa altura, os Red Bull tinha começado a aparecer no topo da tabela de tempos, primeiro Max Verstappen, com 1.44,279, seguido pelo regressado Isack Hadjar. Hamilton era o terceiro, a 578 centésimos de segundo. Pouco depois, George Russell marcava o seu tempo, e era uma grande melhora: 1.43,615, mais 426 centésimos que Max Verstappen. Era alguma coisa, depois de aproveitar os cones de aspiração de outros carros para ganhar velocidade e melhorar os seus tempos.

Mas se Russell saía satisfeito por estar na frente de saber que Antonelli ia ver o resto da qualificação nas boxes, outros também ficariam já de fora: os Audis de Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg, os Aston Martin de Lance Stroll e Fernando Alonso, e os Cadillacs de Valtteri Bottas e Sérgio Pérez. Mas, fraca consolação: os Aston Martin não eram os mais lentos. 

Com isso, passou-se para a Q2, já com Antonelli mais que eliminado.

Os carros entraram calmamente na pista, mas ninguém a demorar muito para ter tempo suficiente para aquecer os pneus. O vento tinha aumentado um pouco, e os pilotos pareciam ter algumas dificuldades a segurar o carro dentro dos limites. Os primeiros a chegarem ao topo da tabela foram os mesmos: Max Verstappen e Isack Hadjar, mostrando que os Red Bull se davam bem ali, e até Carlos Sainz Jr. passou pelo topo, mostrando também que a versão B do FW48 tinha sido um chassis bem nascido. 

Pouco depois, Charles Leclerc conseguia ser o primeiro piloto a entrar no segundo 43, com 1.43,780, para ser logo depois destronado por George Russell, com 1.43,462.

A parte final viu o neerlandês da Red Bull a subir para o segundo lugar, a 20 centésimos do tempo de Russell, enquanto Oscar Piastri, no seu McLaren, subia ao quarto posto. Mas mais surpreendente - ou talvez não - Carlos Sainz Jr. conseguir uma passagem para a Q3, a sua primeira em 2026, ao conseguir o nono melhor tempo, na frente de Franco Colapinto, o último dos qualificados.

No final, quem foi fazer companhia a Antonelli foram o Williams de Alex Albon, os Haas de Ollie Bearman e Esteban Ocon, e os Racing Bulls de Liam Lawson e Arvid Lindblad, que viu a sua tentativa final abortada por causa de uma saída na curva 1. 

E assim passamos para a Q3.


Esta começou com os pilotos a entrarem na pista logo de imediato, para aquecer os seus moles novos para marcarem as suas voltas o mais rapidamente possível. Isso aconteceu cerca de quatro minutos depois de começar a sessão, com George Russell a marcar 1.43,713, seguido por Norris, que tirava meio segundo em cada parte da volta, para acabar com 1.43,672, tirando 41 centésimos ao tempo do seu compatriota da Mercedes. Mas imediatamente a seguir, Oscar Piastri marcava um tempo ainda melhor: 1.43,571, 101 centésimos melhor que o seu companheiro de equipa.

Max era quarto, mas bem longe: mais de oito décimos de segundo. E os Ferrari ainda não tinham marcado tempos, esperando fazer mais tarde, no momento decisivo. 

Quando chegou, a cerca de quatro minutos do final, Russell estava atrás de Isack Hadjar, que tinha momentos antes marcado o quarto tempo provisório, com 1.43,703. No final, conseguiu 1.43,037, indo para o topo da tabela de tempos. Parecia que a pole era dele, mas faltava muito para a bandeira de xadrez. E a concorrência ia tentar destroná-lo.

Os Ferraris estavam na pista e tinham tempo para responder, primeiro com Hamilton, que conseguira 1.44,456, insuficiente para chegar ao topo, mas Leclerc estava melhor: 1.43,472, o segundo melhor tempo. 

No último minuto, depois de Isack Hadjar conseguir 1.43,500, e ficar com o terceiro melhor tempo, Russell estava na pista e conseguia melhorar, com um tempo-canhão: 1.42,526, deixando Leclerc a 926 centésimos! Um domínio absoluto. Já tinhamos "poleman". Leclerc confirmou o segundo posto, mas apenas a um milésimo de Oscar Piastri. Max era apenas oitavo, quarto lugares abaixo de Isack Hadjar.


Uma volta destas, com carros tão equilibrados como estes, e numa temporada competitiva como esta, parece espantoso. Quase lembrou os anos 90, com carros dominantes como os Williams ou os McLaren-Mercedes. E essa diferença espantou tudo e todos, a começar por Charles Leclerc:

“Sinceramente, foi uma volta bastante boa. O Lewis estava três ou quatro segundos à minha frente, penso eu, e consegui fazer uma boa volta no final. Mas, quando vejo a diferença para o George, talvez a volta não tenha sido suficientemente boa. No geral, estivemos em desvantagem durante todo o fim de semana.", disse o piloto monegasco, na conferência de imprensa pós-qualificação.

No final, até o próprio Russell ficou espantado com a diferença: 

"É provavelmente a maior vantagem que consegui em toda a minha carreira, incluindo os tempos da Formula 2 e da Formula 3. A volta deu-me excelentes sensações. O carro tem estado ótimo este fim de semana e, numa pista como esta, quando conseguimos fazer uma volta assim, a sensação é incrível. Foi simplesmente a volta perfeita no final. Tinha uma boa distância para o Hadjar à minha frente, o que me deu um pouco de cone de aspiração, provavelmente mais um ou dois décimos nesta reta final. Por isso, foi excelente.”, afirmou.


Veremos como será amanhã. Tem tudo para ser um passeio, mas num circuito urbano como esse, nada está garantido.

domingo, 15 de setembro de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 17, Baku (Corrida)


A Formula 1 não sabe muito bem o que fazer com Baku. Quer tê-lo, mas desde que o tem, já mudou de lugar por - agora - pela terceira vez. Começou inicialmente por acontecer em junho, depois passou para abril, e agora é em setembro, para fazer de ligação ente a Europa e a Singapura, Ásia e o Médio Oriente. Apesar de ser uma pista desenhada nas ruas da capital do Azerbaijão, conhecida apenas pela sua capacidade petrolífera e pelos prédios de "design" que enxameiam a cidade capital desta antiga republica soviética, a Formula 1 poderá ser o melhor cartão de visita para esta nação.    

E até calhou bem receber a competição nesta altura. Com três ou quatro equipas a lutarem pela vitória, parece que a competição será das mais renhidas em quase meio século. E se esta corrida tivesse acontecido no inicio do ano, seria um passeio da Red Bull, mas agora... é um pouco ver quem se sairá melhor. A Ferrari tinha o ímpeto, desde Monza, e ainda por cima, Charles Leclerc, está em alta depois de ter ganho, e da pole de ontem, a McLaren, que parece ter o melhor chassis do pelotão, e quer Lando Norris, quer Oscar Piastri, tem um carro para lutarem pela liderança, e melhor ainda, poderão chegar à liderança do campeonato de Construtores, algo que não acontece desde 2014! 

A Red Bull tenta conter a decadência, mas parece que ali poderá ser um bom lugar para alguém que muitos o querem ver fora do lugar onde está: Sérgio Pérez. Que ficou na frente de Max Verstappen, que parece estar um modo "damage control". E nem sabemos ainda se a Mercedes não tirará chances para baralhar e voltar a dar. Eis a Formula 1 neste final de verão de 2024. E claro, Baku está alegre por os receber. 


Na partida, Charles Leclerc reagiu bem e ficou com o primeiro posto, defendendo-se de Oscar Piastri, que por sua vez, começou a defender-se de Carlos Sainz Jr e Sérgio Pérez. O mexicano aproveitou a curva 3 para passar o espanhol para ser terceiro, iniciando-se um duelo que iria durar... quase toda a corrida. Max passou Russell e agora, era quinto depois de algumas curvas. Atrás, Lance Stroll e Yuki Tsunoda tocavam-se, mas os carros continuavam intactos. 

Leclerc passou a tentar afastar-se de Piastri, para poder gerir a sua corrida a seu bel-prazer, enquanto atrás, Lando Norris começava a fazer uma corrida de recuperação, aproveitando as longas retas. No inicio da terceira volta, já era 12º e ia atrás de Yuki Tsunoda. Nas voltas seguintes, foi esse o ponto de interesse da corrida: a recuperação de Norris, lugar após lugar, para chegar aos pontos o mais depressa possível. No inicio da oitava volta, tinha passado Oliver Bearman e já estava nos pontos. 

A partir dali, começaram as primeiras paragens de pneus, todos trocando os médios para os duros, e claro, alguns pilotos, que começaram com os duros, ficaram na pista e subindo dessa forma na classificação. Foi assim que na volta 15, Norris já era quinto, atrás de Alex Albon, e a ser ameaçado por Sérgio Pérez, um dos que tinha pneus novos. Na volta seguinte, Piastri parava, enquanto ao mesmo tempo, o mexicano passava o piloto da McLaren e era quinto. Mas ambos não apanhavam Piastri na luta pelo quarto lugar.    


Com pneus novos, o australiano foi apanhar o monegasco da Ferrari e conseguiu no inicio da volta 19, com aquilo que chamam de "divebomb", ou seja, uma travagem no limite. Novo líder, e é um McLaren. Leclerc tentou responder, mas o australiano defendeu-se bem. Pouco depois, Norris trocou de pneus, caindo para sexto... e a ser ameaçado por Max Verstappen. Mas ele aguentou nas voltas seguintes. Como Piastri deu o seu melhor para se afastar, Leclerc reagiu indo atrás dele, esperando por uma chance de atacar. E tentou na volta 28, no mesmo lugar onde foi ultrapassado antes, mas o australiano defendeu-se dessa ocasião. Nas voltas posteriores, via-se porque é que Piastri tem mais estofo de campeão, porque sabia qual era a melhor trajetória para se defender dos ataques de Leclerc, que, por mais que tentasse, não conseguia passar. 

E no meio disto tudo, Sérgio Pérez aproximava-se de ambos e esperava por um momento de má sorte... deles. Aliás, na volta 33, menos de um segunda separava o pódio! Mas a partir dali, parecia que os pilotos ansiavam mais num jogo de espera, pretendendo jogar com os pneus, porque a partir dessa altura, começavam as segundas paragens. Norris, por exemplo, trocou de pneus na volta 38, colocando médios. 

Tudo muito calmo até à parte final, onde ali, as coisas escaldaram... confundindo tudo e todos. Tudo começou na volta 50, depois de Norris ter conseguido o que queria, passar Max a ganhar pontos na luta pelo campeonato. Depois, na volta 50, Pérez atacou Leclerc, que começara a afastar-se de Piastri por causa dos seus pneus, mais desgastados que os do australiano, e o monegasco defendeu-se. Quando este recuou para tentar de novo, Sainz Jr atacou-o para tentar ficar com o terceiro lugar, que conseguiu!  


Claro, o mexicano não iria desistir - tinha de ser, faltava pouco mais de uma volta - e quando o espanhol foi para o lado direito, o mexicano tentou a ultrapassagem. Mas ambos colidiram! Bandeiras amarelas, Safety Car Virtual, e a corrida acabada. Basicamente!

Com isto, Piastri conseguiu a sua segunda vitória do ano, e aproximou-se dos três primeiros, com George Russell a ser terceiro, um inesperado pódio, na frente de Lando Norris, que claro, ficou na frente de Max Verstappen. As grandes surpresas aconteceram atrás, com os Williams, numa corrida imaculada, acabaram sétimo e oitavo, Alex Albon a conseguir a sua melhor pontuação da temporada, até agora, e Franco Colapinto a ser oitavo, e a conseguir nos primeiros pontos a um piloto argentino... desde 1982! Ainda havia um momento para Oliver Bearman, que acabou na décima posição e conseguiu um ponto para a Haas, e de uma certa forma... deu o primeiro ponto à sua futura equipa!


E foi assim a primeira das duas corridas urbanas neste setembro. Semana que vem, em Singapura, há mais! 

sábado, 14 de setembro de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 17, Baku (Qualificação)


Baku, no mar Cáspio, não é Europa em termos geográficos, mas em muitas outras coisas - especialmente na politica - é um país europeu. Rico em petróleo e arquitetura, um país turcófono, construiu um circuito no meio da cidade que atrai gente para poder assistir, especialmente agora, neste final de verão, onde ainda se sente o calor vindo da estepe da Ásia Central, e de uma certa forma, é, assim dizer, a última corrida do verão europeu... de uma certa forma.

E foi nesse calor que a Formula 1 chegou à capital do pequeno - mas rico - Azerbeijão. Com alterações na lista de pilotos, graças à chegada de Oliver Bearman, que substituirá Nico Hulkenberg na Haas F1, excluído por causa do limite de pontos que ultrapassou na corrida anterior, em Monza, muitos queriam saber até que ponto é que Max iria aguentar o ataque dos pilotos da McLaren e Ferrari, especialmente Leclerc, que vem de um triunfo em Monza, a catedral "tiffosi", e enche os ferraristas de esperança.


Debaixo de um sol de verão, a qualificação começou com todos os pilotos a usarem pneus macios, exceto Fernando Alonso e George Russell, com o carro de Max Verstappen a sofrer uma modificação na configuração, os carros foram para a pista marcar os seus tempos. Sérgio Pérez foi o primeiro a marcar um tempo, antes de Carlos Sainz Jr melhorar e marcar 1.43,436.

Pouco depois, já com todos a calçarem moles, Pérez melhorou, mas foi superado pelo outro Ferrari de Charles Leclerc, que marcou 1.42,775. Logo a seguir, Russell deu um salto na tabela com os pneus macios, ficando a 364 centésimos do piloto monegasco da Ferrari.

Nos últimos momentos, houve algumas perturbações, a mais séria teve consequências: Lando Norris teve um pequeno erro na curva de entrada para a reta da meta, perdendo muito tempo e chegando mesmo a abortar a tentativa, ficando-se pelo 17.º lugar do Q1. Ou seja, foi eliminado, fazendo companhia aos Sauber de Valtteri Bottas e Guanyou Zhou, o Alpine de Esteban Ocon e o Racing Bulls de Daniel Ricciardo.

Bem... a concorrência exalta, aparentemente.

Chegados à Q2, os pilotos começaram a marcar os seus tempos. Mantendo os moles, embora com outros jogos de pneus, Max Verstappen começou a marcar o seu ritmo, com 1.42,042, seguido por Sérgio Pérez, a dois décimos de segundo. Pouco depois, Oscar Piastri faz uma volta forte em 1.42,598 com pneus novos para ser o mais rápido da sessão até ali.

A cinco minutos do final da sessão, Charles Leclsrc tentou a sua sorte e apesar de um bom segundo setor, o monegasco não conseguiu bater a marca de Max Verstappen, ficando a 14 centésimos do adversário neerlandês. Pérex foi o terceiro, e surpreendentemente, os Williams passaram para a Q3, colocando Franco Colapinto num sensacional sexto posto, na frente de Alex Albon! De fora, Oliver Bearman era 11º, na frente de Yuki Tsunoda, Nico Hulkenberg, Pierre Gasly e Lance Stroll.


E assim, chegamos à Q3.

Calmamente, todos os pilotos saíram das boxes sem pressas para marcar tempos. Do grupo que saiu rapidamente para a pista, Albon, Colapinto, Alonso e Piastri optaram por colocar pneus usados, enquanto os restantes meteram pneus moles novos.

Russell foi primeiro a estabelecer tempo, com 1.41,962. Piastri melhorou, mas Sainz Jr ultrapassou-o. Leclerc melhorou ainda mais, marcando 1.41,610, e parecia ser tempo para pole-position. Depois de um tempo onde os pilotos trocaram de pneus, e esperaram pela melhor altura, houve um incidente nas boxes da Williams, quando Alex Albon saiu de lá com o sistema de refrigeração acoplado, precisando o tailandês de parar no final da via de saída das boxes para o retirar sem ajuda externa e prosseguir na sessão. (no final, a Williams safou-se com uma multa de cinco mil euros).

Na volta final, Charles Leclerc melhorou ainda mais o seu tempo da pole, com a marca de 1.41,365, seguido de Oscar Piastri e Carlos Sainz Jr, e assim, conseguiu a sua segunda pole seguida do campeonato, colocando-se na melhor posição de vitória para a corrida de domingo. Belos dias para os lados de Maranello...       


No final, é algo interessante ver algo sobre Charles Leclerc, partindo do primeiro posto da grelha, com uma McLaren onde houve do bom e do mau, especialmente um Norris que poderá ser prejudicado na sua luta pelo título. Será que foi cedo demais, as ordens de equipa?

E claro, ver como reagirá Max amanhã. Não está em bons lençóis, isso é verdade. 

Antes de fechar, soube-se que Gasly tinha gasolina a menos e foi desclassificado, ou seja, partirá mesmo de último. Mais um bom condimento para a corrida de amanhã...

terça-feira, 2 de maio de 2023

Youtube Formula 1 Video: As comunicações de rádio de Baku

 Mais uma corrida, mais uma seleção das melhores comunicações do fim de semana de Baku. 

domingo, 30 de abril de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 4, Baku (Corrida)


Bom, quatro corridas e os pilotos da Red Bull partilham as vitórias ente si. É a Formula 1 desta temporada. Mas começar pelo fim desta corrida não quer dizer necessariamente que esta foi uma corrida aborrecida. OK... até foi, mas existiram coisas dos quais se pode afirmar que tebe coisas do qual bale a pena falar. Nem que seja, por exemplo, que trocaram os lugares de Charles Leclerc e Max Verstappen no pódio, e poucos minutos antes, Esteban Ocon entrou nas boxes... na última volta, quando naquele momento, estavam a fechar o acesso ao local!  Seria cómico, se não fosse trágico. 

Mas depois de um fim de semana cheio de corridas - a qualificação na sexta-feira, um "Sprint Shootout" no sábado de manhã (que raio é isto?) e a Sprint Race, onde Sergio Pérez conseguiu beneficiar do toque que Max teve com George Russell e o relegou para o terceiro posto, passado pelo "poleman", Charles Leclerc.


A largada não foi muito emocionante. Antes, sabia-se que quase todos estavam de médios, excepto Ocon e Hulkenberg, que estavam de duros. Leclerc ficou com o comando, mas os Red Bull ficaram logo atrás, espreitando pela melhor oportunidade para o ultrapassar, que, sabendo das longas retas, o iriam passar. Alonso, atrás, tentou passar Hamilton, mas este conseguiu defender-se. 

A ultrapassagem aconteceu no inicio da quarta volta, quando Max atacou o piloto da Ferrari na travagem do final da reta da meta. Duas voltas depois, a mesma coisa acontecia a Sergio Pérez, quando apanhou Leclerc e ficou com o segundo posto.  Depois disto... um pouco o deserto, não é?
  
Claro, as primeiras trocas aconteceram na volta 10, quando Lewis Hamilton foi às boxes trocar para duros, deixando o quinto posto para Fernando Alonso, enquanto Lando Norris seguiu-o, também para colocar duros. Quase ao mesmo tempo, Nyck de Vries despistou-se e colocou-se numa posição perigosa, obrigando a entrada do Safety Car... que foi aproveitado pelo outro neerlandês para ir às boxes e trocar de pneus.  Com o carro de segurança na pista, Checo e Leclerc foram também às boxes para trocar para duros - ou seja, tentar ir até ao fim com o mesmo jogo de pneus - e com isso, o mexicano aproveitou bem e ficou com o comado da corrida. 

No recomeço - volta 13 - Pérez defendeu-se de Leclerc na travagem para a primeira curva e manteve o comando. O monegasco tentou aguentar o ataque do neerlandês, mas lado a lado, ele foi melhor na travagem e ficou com o segundo lugar. Um pouco atrás, dois espanhóis lutavam pelo quarto lugar, e o mais velho, e correndo num carro verde, levou a melhor sobre aquele outro que corre num vermelho. Sainz Jr. tentou responder, mas Alonso conseguiu afastar-se o mais possível do seu compatriota. 
 
Na volta seguinte, outra ultrapassagem, com Hamilton a levar a melhor sobre George Russell. Depois, foi atrás de Lance Stroll que, com um toque no muro e outros erros menores, ficou à mercê de Hamilton, que na volta 21, apanhou-o e ficou com o sexto lugar. 

E a partir daqui, o divertimento desapareceu. Tirando toques aqui e ali, nada de especial. O adormecimento tomou conta da corrida e começou-se a contar as voltas até à meta. E o último grande susto foi a tal entrada do Ocon nas boxes quando se começava a arrumar o estaminé para as comemorações do pódio, algo do qual foi... estranho, mas poderia ter sido pior. foi se calhar nessa altura que muitos acordaram dos seus sofás e aplaudiram, aliviados, que a corrida tinha chegado ao final.    
 

E passou-se mais uma corrida. Agora... há os dois primeiros perto um do outro. Desta vez, Alonso não foi ao pódio, mas não andou longe - foi quarto - o que mostra o equilíbrio daquele carro em termos de chassis. Agora toca a arrumar tudo, porque semana que vêm é em Miami, que é (quase) no outro lado do mundo. Quase! 

sábado, 29 de abril de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 4, Baku (Sprint Race)


Depois da qualificação de ontem, sábado era o dia da primeira corrida sprint do campeonato. A organização decidiu este ano modificar as coisas, colocando uma "Sprint Shootout", onde bsicamente os carros andam mais um bocado durante a manhã, para confirmar sabe-se-lá-o-quê, e onde Charles Leclerc ganhou, mesmo com um bico partido, porque os pneus tinham ficado sem aderência no asfalto depois da meta.

Da maneira como andam as coisas, estas modificações só causam ainda mais confusão, e provavelmente, nem fará com que isto seja mais emocionante. Coisas da Liberty... 

Largando da pole, Leclerc fez o que pode para aguentar a liderança, mas cedo foi passado por Sérgio Pérez. Atrás, Max foi atacado por George Russell, só que ele se defendeu e acabou em toque. Russell acabou por passá-lo, mas o neerlandês queixou-se da manobra.

Na volta 2, um incidente quando o Alpha Tauri de Yuki Tsunoda viu o seu pneu traseiro direito fugir do seu carro e este se arrastou para as boxes, no sentido de ter um novo. Mas a suspensão já estava estragada e o japonês recolheu-se de forma definitiva, com os comissários e fazerem entrar o Safety Car. Entretanto, descobrem-se danos no carro de Max, e temia-se que poderia prejudicar a sua corrida.

O recomeço foi na sexta volta, com Leclerc a aguentar os avanços de Checo, até que na oitava volta, o mexicano conseguiu passar à liderança. E depois disso, começou a afastar-se do piloto da Ferrari... e a partir dali, já não houve muita história, a não ser alguns dos pilotos a trocarem para médios, porque quem tinha os macios, tinha dificuldades em extrair algo desses pneus.   

 


Mas a meta era na bolta 17. E ali, Checo ria-se e triunfava num lugar que começa a ser "caseiro" para ele, na frente de Leclerc, Max e George Russell, que continuava a recuperar do mau resultado na qualificação. Amanhã, ele terá o monegasco atrás de si, mas espera que consegue aguentá-los até à meta... claro, se os pneus colaborarem.  

Mas foi depois dos carros estacionados, houve tensão entre Max e o George Russell, que discutiram o incidente, mas quem ficou a sorrir foi Checo, que espera repetir o resto na corrida de domingo. Desde que acertem nos pneus, claro... 

Amanhã há mais, mas poderia afirmar que, mesmo com as alterações, esta corrida sprint valeu pelos primeiros metros, e nada mais. Acho que a Liberty Media, depois do que assistiu, deve começar a pensar em grelhas invertidas e piso molhado na hora anterior à corrida...

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 4 - Baku (Qualificação)


Demorou um mês, mas a Formula 1 está de volta. Num lugar que não é bem Europa, mas... a Turquia também não é na sua grande parte, não é verdade? Mas como Istambul fica entre ambos os continentes, e partilham o mesmo país, lá ficou.

Mas nesse mês de ausência, numa primavera que começa a despertar um pouco por todo o Hemisfério Norte, as pessoas dentro das equipas ficaram a pensar no que fazer para contrariar aquilo que parece ser um domínio imbatível da Red Bull, que ganhou as três primeiras corridas do ano, com a maior oposição a vir... da Aston Martin, em vez de Mercedes ou Ferrari, por exemplo. Mas as equipas regressam sempre às suas fábricas e trabalham o mais que podem para encontrar a evolução ideal para os apanhar.

Mas também, num fim de semana onde se estreia a Sprint Race, e a qualificação passa a ser às sextas-feiras à tarde, pode ser que nas ruas estreitas da capital azeri, poerá haver algo que baralhe e volte a dar, como muitas das vezes acontece neste tipo de circuitos. 


Foi o que aconteceu a Nyck de Vries, que logo nos primeiros minutos da Q1 bateu forte no muro, ficando logo de fora do resto da qualificação. Bandeiras vermelhas, numa altura em que Max já começava a marcar tempos que o permitiam andar na frente. Retirado o Alpha Tauri, a sessão prosseguiu, mas alguns minutos mais tarde, nova amostragem de bandeiras vermelhas quando Pierre Gasly bateu no muro com o seu Alpine. Sem sorte para ele, depois de na sessão da manhã ter ficado sem motor. 

E parecia que a última filha da grelha já tinha dono.

Quase ao mesmo tempo, Carlos Sainz Jr tinha problemas em marcar um tempo, porque um despiste quando fazia isso atrasava a altura para o marcar. Para piorar as coisas, com todos estes problemas com os pilotos que batiam nos muros, o nervosismo aumentava nas hostes da Maranello...

Tudo limpo, destroços retirados, os pilotos regressaram a pista e quando o cronómetro chegou ao zero, o mais rápido tinha sido o Ferrari de Charles Leclerc, com o tempo de 1.41,269. Os carros Rampantes beneficiavam das condições mais frescas da pista, ficando na frente dos Red Bull, enquanto os que faziam companhia a De Vries e Ocon foram os Haas de Kevin Magnussen e Nico Hulkenberg, que andou o tempo todo a queixar-se do seu motor, e o Alfa Romeo de Guanyou Zhou. 

Chegados ao Q2, o grande interesse era saber qual dos da frente iria ficar por aqui, fora do "top ten". Foi uma qualificação mais calma do que se esperava, com os pilotos a caçar moles, para conseguir o melhor possível com o traçado mais fresco, logo, onde este tipo de pneus funcionaria de forma mais eficaz. Sergio Pérez chegou a ser o melhor, com 1.41,131, com Max a 62 centésimos, Leclerc a 85 e Alonso a 239 centésimos, antes de ser batido por Leclerc e Max, com este último a conseguir 1.40,822.

Os Mercedes ficaram aflitos: Hamilton apenas conseguiu o décimo melhor tempo, colocando de fora George Russell por meros 4 milésimos de segundo. O britânico fez companhia a Esteban Ocon, Valtteri Bottas e os Williams de Logan Sargeant e Alex Albon, que se queixou de um impedimento de Sainz Jr. na sua volta rápida. E entre os da frente, os McLaren e o Alpha Tauri de Yuki Tsunoda. 


E chegados à Q3, era o momento decisivo. E começou... com um empate. Dos principais candidatos à pole position, Charles Leclerc e Max Verstappen marcaram o mesmo tempo, com vantagem para o neerlandês da Red Bull por ter terminado a volta antes do monegasco. 

Parecia que a pole iria ser discutida entre os dois, porque entre a concorrência próxima, Carlos Sainz mostrava estar mais lento do que este trio e a Aston Martin tinha alguma dificuldade com a ativação do DRS no carro de Lance Stroll e Fernando Alonso poderia estar na luta pela segunda linha da grelha. E Lewis Hamilton, no único Mercedes que estava na Q3, nem desses lugares se aproximava.

Na parte final, parecia que Pérez ia para a pole, mas perdeu tempo no primeiro parcial, e a mesma coisa acontecia com Max, que de forma surpreendente, não melhorava o seu tempo. Que faria isso era Leclerc, e o monegasco deu à Ferrari a sua primeira pole-position do ano, com 1.40,203. Sainz Jr era quarto, na frente de Hamilton e Alonso, na terceira fila. 


Parece ser uma boa grelha para a primeira sprint do ano. Resta saber se portarão bem e evitarão as armadilhas. Amanhã há mais, certamente.

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Youtube Formula 1 Vídeo: As comunicações de Baku

No fim de semana da corrida azeri, eis o que a Formula 1 considerou de relevante em relação às comunicações por rádio e as reações dos pilotos para mostrar neste seu vídeo por aqui.  

domingo, 12 de junho de 2022

Formula 1 2022 - Ronda 8, Baku (Corrida)


A Formula 1 está sempre a correr de um lado a outro, sem se fixar em lado algum, quais ciganos errantes pelo mundo inteiro, tanto que, ainda nem temos junho a meio e já passamos o primeiro terço do campeonato. À partida, é algo surpreendente termos a Formula 1 no Azerbeijão, porque embora não esteja longe de um palco de guerra, ela acontece. Mas depois, quando pensamos em Jeddah e no míssil que atingiu a refinaria a pouco mais de 15 quilómetros do circuito onde eles corriam, pode-se dizer que os critérios deles são bem largos. A Dorna, por exemplo, decidiu cancelar o GP da Finlândia de MotoGP, apesar de não haver, ameaças explicitas ao país, e rejeitou terminantemente uma proposta vinda do Cazaquistão para ser o seu substituto no calendário. Critérios...

Ao contrário de ontem, onde a qualificação começou mesmo no final da tarde, aqui, no dia da corrida, ele aconteceu por volta do nosso meio-dia. E com Red Bull e Ferrari a dividirem as duas primeira linhas, todos queriam saber quem levaria a melhor na primeira curva, e depois, no resto. 


Na partida, Sergio Perez largou melhor que Charles Leclerc, e ficou com o primeiro posto na primeira curva, enquanto atrás, Max Verstappen fazia a mesma coisa em relação a Carlos Sainz Jr. Já logo nos primeiros metros, a Red Bull triunfava e mostrava à Ferrari que a velocidade de ponta não chega. Pouco depois, Sainz Jr perdia o quinto posto a favor de George Russell, numa altura em que o DRS já estava ativado e Verstappen ia atrás de Leclerc para ter o segundo posto.

Já Nicholas Latifi foi penalizado com um "Stop & Go" de dez segundos porque um dos mecânicos tocou no seu carro depois do tempo permitido, entrando em infração. 

Na nona volta, o primeiro golpe de teatro para Maranello, quando Sainz Jr parou na escapatória da curva 4, e isso motivou um Virtual Safety Car. Charles Leclerc aproveitou para entrar nas boxes e colocar pneus duros, tal como fez George Russell, Pierre Gasly, Sebastian Vettel, Lewis Hamilton e Yuki Tsunoda. Os Red Bull, com pneus médios, ficaram na pista. Pérez liderava ainda, seguido de Verstappen.

Quando a corrida retomou, o mexicano continuou na frente, mas o neerlandês pressionou-o e no final da volta 15, conseguiu ficar com o primeiro posto. Lá ficou na liderança até à volta 19, quando foi às boxes e colocar duros - duas voltas depois de Sergio Perez ter feito o mesmo - para ver se ficava o mais tempo possível na pista. 


Parecia que iria ser um duelo à distância, entre pilotos com pneus duros, mas na volta seguinte, o motor de Leclerc explode e esse duelo, que prometia, acabava de modo prematuro, a favor de Max. Russell era promovido a terceiro enquanto atrás, Lando Norris parava nessa altura nas boxes, com Ricciardo a assumir o quarto lugar. Mas Gasly estava a pressioná-lo e o francês levou a melhor, ficando com esse lugar pouco depois.

A meio da prova, Verstappen liderava como queria. Era dos mais rápidos em pista e tinha quase dez segundos de vantagem para Sergio Pérez, Russell estava atrás, a 18 segundos, seguido por Gasly, a 21. Mas ainda faltava meia corrida, e poderia haver mais surpresas...

Na volta 33, Kevin Magnussen ficava parado na pista, o que fazia com que o Virtual Safety Car fosse acionado pela segunda vez na corrida. E isso foi aproveitado para que boa parte do pelotão fosse de novo às boxes para trocar de pneus, a começar pelos Red Bull, seguido pelos Ferrari. Alpha Tauri e o Aston Martin de Sebastian Vettel ficaram na pista. 

Pouco depois do VSC acabar, Yuki Tsunoda teve problemas na sua asa traseira, mas foi resolvida com... fita-cola (!) e ele regressou à pista para acabar. Fora dos pontos, é verdade, mas acabou. Quem atacava era Lewis Hamilton, que queria o quarto posto de Pierre Gasly para assim poder compensar a má qualificação e a corrida cinzenta que estava a ter até ali. Ele atacou, e no final da volta 44 - até calhou! - conseguiu o lugar que era do piloto da Alpha Tauri. 

Na parte final, com a Red Bull a ordenar a Max para que não usasse o DRS, para não ter problemas com a asa - e também, porque a distancia com Perez estava controlada - ele foi calmamente para o triunfo, a quinta do ano, com uma distância respeitável sobre Sergio Perez, e George Russell a conseguir o seu terceiro pódio da temporada, e a consolidar o seu quarto lugar na geral.   

Também no final, Lewis Hamilton foi o quarto, numa parte final de recuperação, mas também ficou a imagem do piloto da Mercedes a sair do carro em dificuldades por causa das costas doridas, cortesia do violento "porpoising" que o seu carro causou nas ruas de Baku - Riccardo também se queixou disso no final. Toto Wolff disse que teme pelo seu piloto em Montreal, mas eu estou convencido que ele recuperará a tempo. 


Mas quem deveria temer o futuro era a Ferrari. Afinal de contas, ver a Red Bull 80 pontos na sua frente no campeonato de Construtores, apesar de já ter passado um terço do campeonato, dá que pensar. Quando é que transformarão em resultados os feitos em qualificação? E Canadá é já a seguir...

Formula 1 2022 - Ronda 8, Baku (Qualificação)


Não acho muita graça ter um fim de semana de Formula 1 na mesma altura das 24 Horas de Le Mans. Não tanto no sentido de que isto possa impedir que esses pilotos não possam competir na mais importante prova de Endurance do mundo, mas é mais no sentido de que isto retira, ou distrai as pessoas da prova. Como acontece quando colocam o GP do Mónaco e as 500 Milhas de Indianápolis no mesmo dia. A sorte de todos eles é que as partes importantes não colidem em termos de horário, ou se colidem, é por pouco. 

Quanto ao campeonato, chegados ao primeiro terço, na atualidade está a ser bem interessante. Não lidera aqueles que já vaticinavam uma vitória por esmagamento, os que dominavam vêm-se aflitos por conseguirem pouco mais que um pódio, e o tal "GOAT" está a ser vulgarizado por aquele que deveria ser seu segundo piloto. Parece Michael Schumacher e Nico Rosberg, entre 2010 e 2012. 

Mas neste sábado de junho, verão no Mar Cáspio, havia expectativas sobre o que iria acontecer neste duelo a três, e mais algumas coisas. Então, a qualificação começou desta forma.

Primeiro, as reparações: afinal de contas, estamos num circuito citadino e os danos causados pelos acidentes na Formula 2 atrasaram as coisas em pelo menos um quarto de hora. Mas, para piorar as coisas, eles iriam correr no inicio da tarde na Europa Ocidental, ou seja... mais três horas de diferença. Ou seja, a qualificação iria começar quase no final da tarde. 

Quando a luz verde foi mostrada, os carros lá sairam para a pista, mas os primeiros tempos competitivos apareceram com Max Verstappen, que foi o primeiro a entrar no segundo 42 neste fim de semana, numa clara declaração de interesse. Sergio Pérez ficou a 260 centésimos do seu colega de equipa, seguido de Charles Leclerc e Carlos Sainz. George Russell fez um excelente tempo e colocou-se na quarta posição, ficando à frente de Esteban Ocon, Sebastian Vettel, Yuki Tsunoda, Lewis Hamilton e Zhou Guanyu. 


Na segunda parte, para os tempos decisivos, Leclerc foi o melhor, mas Perez reagiu, subindo ao topo da tabela de tempos, mas depois, Max conseguiu um tempo 11 centésimos superior a todos os outros. E foi mesmo a tempo, porque depois, Lance Stroll saiu de pista por duas vezes, primeiro na curva 7, depois mais adiante, trazendo as bandeiras vermelhas.

Quando voltou a luz verde, havia tempo para uma mera volta cronometrada, mas o transito era tal que houve poucas mudanças. No final, para além de Stroll, ficaram para trás os Williams de Alex Albon e Nicholas Lattifi, e os Haas de Kevin Magnussen e Mick Schumacher.

Poucos minutos mais tarde, começava a Q2. Com a temperatura da pista a descer cada vez mais, a dúvida era ver quem faria companhia à Red Bull e a Ferrari, embora se soubesse que a Mercedes seria um forte candidato. Na primeira parte, os Red Bull continuavam muito fortes e os primeiros tempos andavam pelo 42 baixo, primeiro Max, depois Checo, mas os Ferrari reagiram com Carlos Sainz a tratar de se aproximar ainda mais do segundo 41, ficando com o melhor tempo provisório na primeira tentativa, 94 centésimos mais rápido que Charles Leclerc. Pierre Gasly era quinto e conseguia um tempo melhor que George Russell, com Sebastian Vettel a seguir, em sétimo. Fernando Alonso, Yuki Tsunoda e Lando Norris completavam o top 10 no final das primeiras tentativas.

E com os minutos finais, havia alguns alertas para os que ficavam de fora: Lewis Hamilton, Esteban Ocon, Daniel Ricciardo, Zhou Guanyu e Valtteri Bottas estavam na zona de eliminação. 

Hamilton, com a ajuda do cone de aspiração de Russell conseguiu melhorar o seu tempo, mas Lando Norris errou na sua última volta e ficava assim eliminado. Aliás, os McLaren não entravam, porque Daniel Ricciardo lhe fazia companhia. Esteban Ocon e os Alfa Romeo Sauber de Guangyou Zhou e Valtteri Bottas acompanhavam-os no infortúnio.

E agora, era a Q3, os minutos finais para definir a pole. 

Aqui, os homens da Red Bull lutavam com a dupla da Ferrari, e nas primeiras tentativas, Carlos Sainz Jr fez melhor que Leclerc e que os dois carros da Red Bull. Com o tempo de 1.41,814, o espanhol ficava 47 centésimos à frente de Leclerc. O tempo de Pérez era 126 centésimos mais lento, mas ficava na frente de Verstappen, a 175 centésimos. O melhor do segundo pelotão era Pierre Gasly, mas a mais de um segundo do líder.


A última parte foi mais excitante. Cada um por si, sem ajudar ninguém, e Sainz Jr começou mal a volta. Ficou à mercê de Leclerc que vinha com tudo para tentar o melhor tempo e conseguiu tirar meio segundo ao que o espanhol tinha feito. Verstappen reagiu, conseguindo o segundo tempo, mas foi destronado por Pérez, o último a sair porque tinha demorado a reabastecer e a sair das boxes.

Mercedes e Alpha Tauri dividiram a terceira e quarta fila, com Russell e ser melhor que Gasly, e Hamilton mais veloz que Yuki Tsunoda, e a fechar o "top ten", os veteranos Vettel e Alonso. 

Amanhã é dia de corrida, e claro, mais um capitulo no duelo bem interesante, com outros a espreitarem. Esta será, definitivamente, uma temporada longa. 

terça-feira, 8 de junho de 2021

Youtube Formula 1 Video: As comunicações de Baku

O GP do Azerbeijão foi bem emocionante, como costumam ser muitas vezes as corridas citadinas. E as comunicações de rádio ao longo do fim de semana mostram toda a panóplia de sensações entre os pilotos, da angustia à raiva e frustração. E claro, a alegria entre os que triunfaram. 

domingo, 6 de junho de 2021

Formula 1 2021 - Ronda 6, Baku (Corrida)


A temporada de 2021 não é ainda um regresso ao normal. Ainda há muitas coisas pendentes, e apesar de se combater fortemente a pandemia com a vacina, e se nota que há sucesso, com o diminuir dos casos um pouco por todo o mundo, o cancelamento da corrida de Singapura, na semana que passou, mostra que as coisas ainda vão demorar pra voltar ao que era em 2019.

Contudo, o interessante sobre isto é que, nesta altura do campeonato, parece que havia mexidas. Não era o passeio dos últimos anos, a Mercedes tinha por fim alguém à sua altura, a a Red Bull queria provar ter um conjunto melhor e mais consistente, mas a corrida do Mónaco tinha sido um "baralhar e voltar a dar", com a Mercedes fora do pódio. E se achavam que eles voltariam, e era um soluço, Toto Wolff avisou logo que Baku não seria o palco do regresso. E a qualificação provou isso, apesar da luta de Lewis Hamilton para não acentuar as diferenças.  

Mas a história desta corrida pode-se resumir no seguinte: se vocês desligaram a televisão a seis voltas do fim, esperando que a Red Bull iria fazer uma grande corrida e Max Verstappen ia a caminho de uma vitória convincente, e uma dobradinha para a equipa energética, então... perderam provavelmente alguns dos momentos mais decisivos do campeonato. E foi um perfeito "bodo aos pobres".

Então, a corrida começou desta maneira: Leclerc largou bem e ficou na frente, seguido por Hamilton e Verstappen, que passara Perez na traagem para a primeira curva. Uma partida normal, sem incidentes de maior, nem o Mazepin fez asneiras, que como sabem, nesta pista onde um erro e acabas no muro, tens de ser perfeito. Atrás, Perez tinha passado Sainz Jr. e Vettel começava a recuperar posições, passando Bottas e era nono.

Na terceira volta, Hamilton passou Leclerc e ficou com a liderança da corrida, apesar da reação do monegasco da Ferrari. Quatro voltas depois, e quase no mesmo lugar, Verstappen passava Leclerc e ficava com o segundo lugar, a ia à caça de Hamilton. E a mesma coisa fazia Perez na volta seguinte, ou seja, na velocidade pura, a Ferrari ainda não tinha motor para Flechas Negras e energéticos austríacos.  


Quando os pilotos da frente começaram a trocar de pneus, lá pela volta 11, o britânico foi o primeiro a parar, esperando que conseguisse superar os Red Bull quando fosse a vez deles de trocar de pneus. Os vermelhos, moles saíram para os brancos, duros, ou seja, iriam até ao fim. Mas a paragem foi mais lenta que o habitual, e essa estratégia parecia ter ido por água abaixo. E quando três voltas depois, os energéticos fizeram o que tinham a fazer, eles tinham conseguido ficar na frente de Hamilton, o objetivo deles. Ali, os energéticos pareciam que tinham ganho o dia.

Mas também chegou-se a um ponto em que Sebastian Vettel chegou a liderar a prova. Um Aston Martin a liderar uma corrida? Bom, tenho a certeza que les esperavam isso um dia, foi agora, na sexta corrida do campeonato! E ainda tinha os moles, claro, enquanto todos que estavam atrás de si já tinham os duros, se calhar para ver se iam até ao final da corrida. Quando por fim, o alemão parou, saiu para a pista em sétimo, passando Tsunoda no processo.

Agora, Verstappen voltava à liderança, com Perez a seguir, e Hamilton à espreita.


Mas se todos pensavam que seria Mazepin que iria causar a primeira situação de Safety Car, afinal de contas, foi... Lance Stroll, que bateu no muro. Claro, o Safety Car era inevitável e o Mercedes vermelho entrou na pista para juntar toda a gente, ainda com os Red Bull na frente, com Hamilton em terceiro, Gasly em quarto e Leclerc em quinto.

Com o carro parado num lugar relativamente perigoso, a entrada das boxes estava fechado até que tirassem o Aston Martin dali. Quando isso aconteceu, os mecânicos da Haas fizeram uma asneira bem grande com os pneus de Mick Schumacher. Se calhar era para ver se o Mazepin o apanharia, não? 


E no regresso à bandeira verde, quem aproveitava era Vettel, que em pouco tempo passava Gasly e Leclerc para ser quarto classificado. Bom, ele adora circuitos citadinos, não é? Atrás, Raikkonen também fazia passagens, como a um... Valtteri Bottas. Nossa, que fim tão triste. 

Na frente, Hamilton tentava não deixar escapar os Red Bull, especialmente Perez, que fazia o seu trabalho de ser o "wingman" de Max, que claro, tentava escapar do resto do pelotão, rumo à vitória. Estava tudo a correr bem, tudo a correr de acordo com o grande plano da Red Bull e tudo o mais, porque... golpes de teatro em Baku, alguém se lembra? Não, pois não?


Mas a três voltas do fim... o tal golpe, digno de um Adelaide 1986. E tudo aconteceu quando o pneu traseiro esquerdo de Max rebenta em plena reta da meta. Despistou-se e abandonou, entregando 25 pontos a Hamilton. O pneu mandou sinais de alerta para o resto das equipas, que foram às boxes para trocar de pneus, mas a organização da corrida decidiu colocar para fora a bandeira vermelha, parando a corrida. O holandês estava frustrado até à décima potência, afinal de contas era uma vitória quase garantida... não era?

Alguns minutos depois, os carros alinharam na grelha para aquela que muitos já diziam, sarcasticamente, como a primeira corrida "sprint" da história. E neste aparato para duas voltas a uma pista longa, era possivel muita velocidade e qualquer coisa no meio. E quando a bandeira verde foi mostrada... novo golpe de teatro quando os travões cederam e Hamilton seguiu em frente. Houve um bruááá nas bancadas, nas janelas e sem dúvida, nas televisões e telemóveis um pouco por todo o mundo. 

As coisas finalizaram com um triunfo de Sergio Perez, que estava no lugar certo, na hora certa, na frente de um Sebastian Vettel que teve uma grande tarde, e ainda tentou a sua sorte no primeiro posto, mas no final, para além de dar o primeiro pódio da Aston Martin, tinha conseguido amealhar 28 pontos em duas corridas citadinas e enxotado a ideia de que era um piloto acabado. E Pierre Gasly, terceiro depois de ter conseguido passar Charles Leclerc, também deu à Alpha Tauri o primeiro pódio do ano. E ainda por cima, com Tsunoda em sétimo, foi um bom fim de semana para os energéticos juniores.


Mas a grande moral da história que se tira de Baku é que ninguém sai a rir dali. Os da frente não pontuaram, embora a Red Bull tenha um sorrido maior do campeonato de Construtores, que com os 25 pontos do mexicano, afastou-se mais da Mercedes. Mas nem Hamilton, nem Verstappen, saíram a ganhar ali, foi um gigantesco "bodo aos pobres", algo do qual ninguém esperava, se alguém tivesse a ideia de desligar o televisor a cinco voltas do fim. Não é?  

sábado, 5 de junho de 2021

Formula 1 2021 - Ronda 6, Baku (Qualificação)


Depois da vista sobre o Mar Mediterrâneo, a vista sobre o Cáspio. De Mónaco a Baku não se pode dizer que é de uma ponta a outra da Europa, mas é um mundo onde se vai de um principado onde os serviços e o entretenimento são reis, para um lugar onde o ouro negro manda desde que foi descoberto, em meados do século XIX. Muito antes de Abu Dhabi, Baku foi a primeira cidade do mundo que vivia do petróleo, e que fez fortuna a todos aqueles que o comerciavam, incluindo um jovem arménio que, quando envelheceu e foi apanhado pela vertigem da II Guerra Mundial, se mudou para um quarto de hotel em Lisboa, onde passou ali o resto da sua vida. Um tal de Caoulste Glubenkian.

Mas mais de século e meio depois, os negociantes de petróleo são outros, e com o dinheiro que ganharam, puderam juntar algum e receber a Formula 1, meio pelo prestigio, meio para colocar o seu país no mapa, porque esta é uma competição mundial. Contudo, a parte mais interessante de um circuito que é tão veloz como de incrivelmente apertado, é que isto calha numa altura em que os carros da Mercedes estão incrivelmente vulneráveis ao ponto de, pela primeira vez desde 2013, que não estão no comando do campeonato.

E se acham que é aqui que as coias regressam à normalidade, Toto Wolff deixou um aviso: não contem com isso. Claro, 90 por cento das pessoas acham que não passa de "bluff"...  


Com um dia claro de final de primavera, as coisas começavam com a expectativa de ver o que fariam Red Bull e Mercedes, pois pareciam não ser os favoritos. O primeiro que marcou na volta foi Charles Leclerc, mas logo depois, Lance Stroll bateu forte na curva 2 e causou a primeira situação de bandeiras vermelhas. Para o canadiano, a qualificação acabava ali, e claro, iria largar garantidamente da última fila.

Passaram-se os minutos, a pista foi limpa e quando voltaram, os pilotos começaram a marcar tempos, com os Red Bull a serem os melhores. Mas quase a seguir, nova amostragem de banderias vermelhas quando o Alfa Romeo de Antonio Giovinazzi bateu no muro e a sua posição perigosa era o suficiente para nova amostragem de bandeiras vermelhas. Parecia que iria ser às pinguinhas... e claro, Giovinazzi iria completar a última fila com Stroll. Desta vez, os Haas e os Williams não iriam ser os bombos da festa, mas não iriam ficar muito mais longe...

É que das três vagas que faltavam, dois foram para os Haas, e o terceiro lugar calhou para Nicholas Latifi, que ficou com a "fava", a favor de George Russell, definitivamente, o piloto que faz da Williams algo melhor do que consegue ser neste momento.

Passando para a Q2, já havia dúvidas sobre Lando Norris, porque aparentemente, ele não tinha ido logo às boxes quando aconteceu a primeira situação de bandeiras vermelhas. Os comissários acreditavam que ele não tinha obedecido às ordens e qualquer posição que alcançasse na grelha, ela estaria em perigo de penalização. 

Os pilotos estavam com pressa para ir à pista e marcar tempos, e por vezes nem sequer olhavam para os espelhos ao ponto do Sebastian Vettel ter ido para fora das boxes quando Sergio Perez estava demasiado perto... mas depois do susto, o mexicano marca 1.41,630 e está no topo da tabela de tempos. Verstappen marcou logo a seguir, um pouco mais lento que o mexicano, enquanto Hamilton abortava a tentativa e esperava por melhores momentos. Quando conseguiu marcar tempo, foi quatro milésimos melhor que o mexicano.


A parte final da Q2 ficou marcado pelo acidente de Daniel Ricciardo na curva 3, causando a terceira situação de bandeiras vermelhas desta sessão. Alguns foram prejudicados, como Sebastian Vettel, que ia na sua volta rápida, e poderia ser decisiva sobre se ficaria ou sairia. Não conseguiu passar. Como não passou Ricciardo, Russell, Kimi Raikkonen e Esteban Ocon. Em contraste, os Alpha Tauri passaram - Tsunoda na Q3, quem diria! - acompanhados pelos do costume na Red Bull, Mercedes e Ferrari, bem como o McLaren de Norris e o Alpine de Fernando Alonso.   

Para o Q3, havia expectativas para saber quem se daria melhor. O mais interessante é que não eram só os candidatos do costume, mas havia mais gente que queria o mesmo lugar, como os Ferrari. E logo nos primeiros minutos, Charles Leclerc começou a ficar com os melhores tempos, aproveitando - também - o vácuo de Carlos Sainz Jr. que no inicio desta Q3 era terceiro.

Mas os Mercedes não ficavam parados, espcialmente quando Lewis Hamilton ficou com o segundo melhor tempo. E Max? Conseguiu passar Sainz Jr, mas era apenas terceiro. Pouco depois, os Alpha Tauri iam para a pista, e com Tsunoda a rebocá-lo, Gasly conseguia o quarto tempo provisório, com o japonês a ser sétimo. Cada vez mais interessante...


A parte final viu os carros saírem das boxes em bando, vendo se havia tempo para uma última volta. Mas as expectativas foram curtas: Sainz e Tsunoda bateram no muro antes da curva 2 e a qualificação terminava ali, com bandeiras vermelhas (pela quarta vez!) e Charles Leclerc a ser pole pela segunda corrida seguida. Claro, pode-se pensar que Hamilton, com o seu segundo tempo, está na frente de Verstappen, o que seria vantajoso para o campeonato... mas nem tanto. É que os números impares largam do lado limpo da pista, e não se pode descartar a ideia de que o holandês poderá fazer uma largada relâmpago...

Ah, e a distância para o sr. Bottas? 1.2 segundos, porque o finlandês largará apenas de décimo na grelha. O Tsunoda e o Alonso ficaram na frente dele, diabos!

Enfim, veremos como será amanhã.