quinta-feira, 20 de maio de 2021

Youtube Motorspot Video: Quem é o pai do Carlos Sainz Jr?

A nova geração, aquela que tem 15 ou 20 anos, que vive fora de Espanha e tem conhecimento limitado de automobilismo, sabe quem é o Carlos Sainz Jr. Mas há uma geração mais velha que entende a razão pelo qual existe um "Junior" depois do nome do piloto de 26 anos: é que uma geração antes, o pai dele foi um dos melhores pilotos de ralis da sua geração. Carlos Sainz foi bicampeão mundial do WRC pela Toyota, em 1990 e 1992, e também um excelente piloto no Dakar, onde aos 59 anos de idade, ainda dá cartas.

E quem conta essa história toda é a Amanda (Mandy) Roldan, que por estes dias decidiu montar o seu canal de Youtube, de seu nome "A Garota do Rali", explicando toda esta fauna automobilística como ela sabe muito bem fazer. Aproveitem, vejam o video, e pelo caminho, inscrevam-se no canal.

Noticias: Alpine desmente Gasly para 2022


A Alpine, novo nome da Renault desde esta temporada, parece ser um lugar interesante para um futuro próximo, principalmente para os pilotos franceses. Contudo, se eles já têm Esteban Ocon, não pretendem ter mais, logo, a ideia de ter Pierre Gasly por ali, ele que está neste momento na Alpha Tauri, parece estar descartada. Pelo menos em 2022.

Laurent Rossi, CEO da Alpine, disse esta quinta-feira em declarações ao site F1.com que Ocon está a fazer tudo o que deve fazer para merecer ficar na equipa. “Esteban está a fazer tudo para que eu considere mantê-lo na equipa. Seria negligente se não pensasse nisso, por isso, obviamente, neste momento, já estamos envolvidos em algumas conversas com o seu agente, a sua equipa de gestão, a Mercedes em geral. Esteban é um grande piloto, por isso estou feliz por ter esse tipo de problema – que na realidade não é [um problema]”, comentou.

Sobre a questão Gasly, Rossi foi preemptório: 

“Não estamos a pensar em nenhum piloto para o próximo ano, porque neste momento estou obviamente a considerar o Esteban como mencionámos anteriormente. O Fernando está aqui connosco no próximo ano, por isso, se quisermos continuar com o ímpeto que temos, faremos isso. Pierre é obviamente um grande piloto, de valor, mas de momento, isto não está nas nossas cartas, diria eu”, concluiu.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Noticias: Ralf questiona motivação de Vettel


Ralf Schumacher acha que já não falta muito para saber se Sebastian Vettel está ou não motivado para continuar na Formula 1. Após quatro corridas onde ainda não pontuou pela Aston Martin, e onde está constantemente a ser batido por Lance Stroll, o irmão mais novo de Michael Schumacher acha que o tempo está a escassear para mostrar ao mundo que ele ainda é necessário, que é uma mais-valia na competição.

Falando ao site alemão Speedweek, Schumacher começou por dizer: “A tarefa de Sebastian Vettel nas próximas corridas será a de dominar o seu colega de equipa. Como quatro vezes campeão mundial, ele tem de o fazer. Se não melhorar e ele não liderar a equipa, então em algum momento terá de se perguntar se tudo isto ainda faz sentido. Devemos dar-lhe mais duas ou três corridas, até lá o problema de se habituar a Aston Martin deve estar resolvido”, continuou.

“Lance Stroll sente-se em casa no carro que conhece bem, o que é uma desvantagem para a Vettel, especialmente no Mónaco, onde tem de se sentir extremamente confortável no carro. Sei que como piloto de Fórmula 1 se interroga durante cada sessão de treino e após cada corrida, se estiver atrás do seu colega de equipa: Como pode ser ele mais rápido? Porque é que ele consegue travar dez metros mais tarde? Isso afetou Vettel, e notamos que com certas declarações em entrevistas. Acredito que Vettel irá recuperar mas o tempo não está do seu lado”, concluiu.


Noticias: McLaren renova com Norris para além de 2022


A McLaren anunciou esta quarta-feira que renovou o contrato com Lando Norris por mais algumas temporadas, pelo menos para além de 2022. O anuncio veio da boca do seu diretor-executivo, Zak Brown.

“Estou encantado com a extensão do nosso acordo com Lando para além de 2022”, começou por dizer. Brown. “Ele tem sido fundamental para nosso retorno à forma aqui na McLaren e estamos orgulhosos do crescimento que ele demonstrou desde que começou connosco, em 2017. Lando é um dos talentos mais brilhantes da Fórmula 1 e estamos ansiosos para vê-lo crescer cada vez mais dentro e fora da pista”, completou.

Já o piloto, atualmente quarto classificado no campeonato, não cabia de estar contente com o anuncio e o passo adiante que tinha dado na sua carreira.

“Estou realmente satisfeito em estender a minha relação com a McLaren a partir de 2022. Tendo estado com o time já há quase cinco anos, me sinto muito parte de uma família aqui e não poderia imaginar começar a próxima fase da minha carreira em nenhum outro lugar”, afirmou. “A McLaren tem sido um apoio enorme desde a minha época nas categorias menores e eu realmente curti aprender e me desenvolver como piloto desde então”, frisou.

“Meu compromisso com a McLaren é claro: a minha meta é vencer corridas e tornar campeão mundial de Fórmula 1. E quero fazer isso com essa equipa. Desde 2017, nosso progresso foi consistente e temos ambições claras juntos para o futuro”, anunciou. 

“Quarto agradecer Zak e Andreas pela confiança que eles mostraram em mim desde o início, e a toda equipa por me darem um ambiente forte para continuar a minha carreira. Já tivemos momentos incríveis juntos que nunca esquecerei ― dois pódios e o terceiro lugar do campeonato [de Construtores] ― e, junto com Daniel e o resto da equipa, estou ansioso para lutar mais ainda por sucesso nos próximos anos”, concluiu.

Andreas Seidl, o diretor-técnico da marca, também elogiou o jovem piloto de 22 anos, que está na sua terceira temporada na Formula 1. 

“Nossa decisão de confirmar o futuro de longo prazo de Lando na McLaren foi muito direta. Lando nos impressionou desde o ano de estreia com suas performances e a evolução como piloto tem sido clara desde então”, começou. “Ele é uma parte integral do nosso plano de recuperação e performance dele e o histórico dele até aqui, com dois pódios com a equipe nos últimos dois anos, mostra que ele é um competidor formidável na pista. Assim como ele, temos uma forte ambição para nosso futuro juntos e estou satisfeito por continuarmos esta jornada no nosso próximo capítulo com Lando e a equipa”, continuou. 

“Com Lando e Daniel, temos um alinhamento enormemente talentoso e empolgante e esse anúncio é um forte sinal de comprometimento com o próximo capítulo da McLaren a partir de 2022”, acrescentou.

terça-feira, 18 de maio de 2021

WEC: Porsche e Audi assinam parceria com a Multimatic para construir os seus chassis


A Audi e a Porsche, que regressarão ao WEC em 2023 com os seus chassis LMDh, anunciaram hoje que colaborarão com a Multimatic no sentido de construírem os seus chassis. Isto acontece devido ao acordo entre as marcas e a FIA, ACO e IMSA, estipulando que a classe escolha o fabricante a partir de um dos quatro chassis feitos por quatro marcas: Multimatic, ORECA, Dallara e Ligier.

Para a Porsche, a colaboração com a Multimatic não é nova: atualmente, fornece os amortecedores para o 992 Cup, enquanto no passado, fabricou e forneceu os componentes da suspensão que foram instalados no 919 Hybrid Evo que funcionou em 2018.

Os responsáveis quer da Audi, quer da Porsche, já confirmaram que o desenvolvimento dos carros LMDh será feito em conjunto aproveitando todas as sinergias possíveis para tornar o processo mais eficiente.

“A Multimatic é a solução mais óbvia e lógica para nós”, disse Fritz Enzinger, vice-presidente da Porsche Motorsport. “Conhecemos esta empresa altamente respeitada e a sua equipa de profissionais experientes há muitos anos e estamos absolutamente convencidos da qualidade do seu trabalho. Não temos de estabelecer uma relação completamente nova com eles. Isto é vital e é exatamente o que precisamos quando desenvolvemos um novo carro de corrida. É imperativo que eliminemos o desperdício para podermos fazer um trabalho perfeito e entregar o que precisamos rapidamente. “, concluiu.

“Esta parceria com a Porsche Motorsport é o culminar de 30 anos de desenvolvimento da nossa experiência no campo da engenharia e desenvolvimento de veículos de corrida”, começou por dizer Larry Holt, o vice-presidente executivo da Multimatic. “O conceito LMDh e a convergência de regras entre os campeonatos do WEC e IMSA é sem precedentes. A colaboração já deu provas de ser perfeita e o entusiasmo da equipa é palpável em todas as reuniões. Estou também encantado com o recente anúncio da Porsche Penske Motorsport, uma vez que temos tido uma longa relação com Roger Penske e a sua equipa, tanto como colaboradores como como concorrentes. Não consigo pensar numa equipa melhor para fazer campanha com os novos carros do que a nossa vizinha da Carolina do Norte.“, concluiu.

segunda-feira, 17 de maio de 2021

A imagem do dia


Há precisamente 40 anos, Carlos Reutemann vencia pela última vez na Formula 1, no GP da Bélgica, em Zolder. Foi o culminar de um fim de semana absolutamente caótico e terrível com acidentes em catadupa, em boxes tão apertadas que os acidentes eram inevitáveis. E tudo isto, ainda por cima, numa altura em que ainda se vivia a luta entre a FOCA e a FISA, onde se vivia mais uma trégua podre do que uma paz incerta.

Dois dias antes, Reutemann foi a o envolvido involuntário num atropelamento mortal. Gianni Amadeo, um mecânico de 21 anos a trabalhar na Osella, tropeçou e caiu precisamente no momento em que o Williams do argentino passava nas boxes, ferindo-o mortalmente. O acidente foi a gota de água para os mecânicos, que se queixavam nas más condições de muitas das boxes, e Zolder não era a excepção. 

“Zolder era péssimo para os mecânicos trabalharem, muito difícil”, recordou Siegfried Stohr, piloto da Arrows em 1981,  numa entrevista divulgada esta segunda-feira no site the-race.com. “No paddock havia uma casa de banho para mais de mil pessoas ou algo assim, e o design das boxes não era tão funcional. Sempre foi caótico lá.” 

O incidente de Amadeo exacerbou as tensões entre todos: pilotos, mecânicos, dirigentes, promotores. E o GP da Bélgica de 1981 era uma das provas que era transmitida em direto para o resto do mundo, ao vivo e a cores. E no dia da corrida, as coisas estavam ao rubro: primeiro, os mecânico ensaiaram um protesto, e depois, alguns pilotos tentaram um boicote. O líder da GPDA na altura era Didier Pironi, piloto da Ferrari, e alguns companheiros de equipa tentaram segui-los, mas outros foram impedidos de sair pelos seus patrões, como Ken Tyrrell e Colin Chapman.

E quando foi dada a largada... mais confusão, e uma outra tragédia ia acontecendo na frente do mundo inteiro. Foi quando o Arrows de Ricciardo Patrese, quarto na grelha, ficou parado momentos antes de partida, e esta não foi abortada... mesmo quando outro mecânico, David Luckett, entrou na pista para tentar reativar o carro do italiano. Todos tentavam evitar o carro e o mecânico, mas um não conseguiu desviar-se a tempo. Irónicamente, foi Stohr, o companheiro de Patrese na Arrows.

“Eu vi Dave e, quando estava prestes a bater, pensei que com certeza ele iria morrer”, conta Stohr. "Quando bati, tive ainda mais certeza de que ele estava morto, e você pode ver que quando pulei do carro minha reação foi muito ruim porque vejo que Dave estava inconsciente e vejo que saía um pouco de sengue pelo ouvido."

Uma ambulância apareceu para o socorrer, e percorreu toda a pista... enquanto a corrida acontecia! Apenas a intervenção do Ferrari de Pironi, que decidiu parar no meio da pista, para a bloquear, fez com que a prova fosse parada com bandeiras vermelhas.

Jackie Oliver, então patrão da Arrows, disse que a grande razão de toda aquela pressa tinha a ver com o atraso no inicio da prova, importante para o sinal de satélite, que baralhou tudo e causou as confusões e as tragédias. 

“O RACB [Royal Automobile Club de Belgique] decidiu simplesmente começar a corrida porque já estava 20 minutos atrasado. Foi isso que causou o acidente, estava claro que foi isso que aconteceu ”, começou por dizer. “Todos falaram sobre isso, e entenderam o porquê da confusão, e marcaram uma reunião com a FISA para avisar que em caso de atraso deveria haver remarcação de todo o procedimento. Isso se transformou na situação presente: sempre que existe uma situação destas, tem uma bandeira vermelha, todos vão para as boxes ou vão para o grelha, e aí você faz nova volta de aquecimento. Isso foi corretamente inserido nos regulamentos e ajustes devido aos eventos de 1981.”, concluiu.

A corrida, para piorar as coisas, acabou quinze voltas antes do fim por causa de uma chuvada e Reutemann foi declarado o vencedor, na frente de Jacques Laffite e Nigel Mansell, que conquistava ali o seu primeiro pódio da sua carreira. Mas o semblante carregado do argentino dizia tudo: não era uma vitória feliz.

Para terminar: os ferimentos de Luckett não foram graves. Recuperaou rapidamente e continuou a trabalhar no automobilismo por mais de trinta anos, na Arrows, Leyton House, March, West Surrey Racing e na Highcroft, entre Formula 1, Formula 3 e Endurance. Já Stohr nunca recuperou psicológicamente dos eventos, e foi dispensado depois do GP de Itália, substituído por Jacques Villeneuve, irmão de Gilles Villeneuve. Stohr não mais voltou à Formula 1.  

Youtube Formula 1 Video: Os melhores da década de 1980, por Josh Revell

Chegou a década que muitos viveram, e o Josh Revell fez um video sobre os melhores pilotos da década de 1980, onde fez a sua lista dos seus melhores pilotos, e a sua escolha final é... provavelmente controversa. Mas isso só se forem ver, não é?

Mesmo assim, vale a pena ver o video.

Youtube Motorspot Video: As comunicações do ePrix do Mónaco

Passou uma semana do ePrix do Mónaco e o canal do Youtube da Formula E decidiu divulgar as melhores comunicações dessa corrida, vencida pelo António Félix da Costa.  

domingo, 16 de maio de 2021

A imagem do dia


Esta imagem em do Twitter de Mariana Reutemann, uma das suas filhas. Mostra seu pai, Carlos Reutemann, a ler um dos jornais de Rosário, a cidade onde está internado, ele que está há mais de uma semana a recuperar de um sangramento intestinal que teve.

Aos 79 anos, o ex-piloto, antigo governador da província de Santa Fé e atual senador, está a passar as agruras da idade avançada. Em 2017 foi operado para retirar um tumor no fígado e a sua recuperação foi demorada. Tanto que ele ia cada vez menos a Buenos Aires e já tinha anunciado que se iria retirar da politica no final deste ano e regressar para Santa Fé e gozar a reforma. 

A história do internamento de Reutemann comoveu a nação, especialmente no ano em que se comemora o 40º aniversário do seu vice-campeonato. Se no Brasil, se comemora o feito de Nelson Piquet nas ruas de Las Vegas, na vizinha Argentina sente-se a amargura pelo campeonato que nunca ganhou e, para eles, teria sido merecido. Afinal de contas, falamos de um piloto que, num dia bom, era imbatível. Mas esquecem-se que nos dias maus, tudo saía errado...

Mas é bom vê-lo em recuperação. É sempre bom sinal, a ver pelas imagens. 

Noticias: McLaren apresenta com decoração especial no GP do Mónaco


A McLaren apresentou este domingo em Woking uma pintura especial para o GP do Mónaco. Os carros guiados por Daniel Ricciardo e Lando Norris terão a decoração da petrolífera Gulf, que já patrocinou a equipa... em Le Mans, na edição de 1996 e 1997. A Gulf está na equipa desde esta temporada, mas só agora é que se destacou esse patrocínio.  

Mike Jones, CEO da Gulf Oil International, explicou, na apresentação oficial, o que é este noo desenho: “Quando fizemos o lançamento no ano passado, a reação dos fãs foi incrível e ficamos surpresos. Estávamos a ver fãs que já haviam pintado suas próprias maquetes e eles estavam enviando mensagens pessoais nas redes sociais, dizendo: 'por que você não faz este desenho?' Então, Zak e eu começamos a pensar sobre a história da Gulf e da McLaren, para ver o que podemos fazer, e isso se desenvolveu a partir daí.”


As regras da Formula 1 exigem que os carros apareçam em cada corrida "substancialmente com a mesma pintura", então a McLaren teve que buscar a aprovação da FIA e da FOM para a mudança única para as cores da Gulf. Brown disse que não houve nenhum problema em obter luz verde.

“Todos adoraram e aprovaram”, disse ele, em declarações à Autosport britânica.

Brown deixou claro, no entanto, que a mudança para a pintura do Golfo é pontual, então não se tornará uma pintura regular para a McLaren.

“Neste ponto, pretendemos apenas executá-lo em Mônaco”, disse ele. “Eu acho que se você vai ter uma pintura especial, você a mantém especial. É algo, como todos sabem, que não é feito com frequência na Fórmula 1. Estou animado para ver a reação dos fãs e, no Mónaco, acho que será o centro das atenções.”, concluiu. 

Youtube Motorsport Video (II): A terceira etapa da SuperFormula japonesa

A SuperFormula japonesa teve esta manhã a sua terceira etapa no circuito de Autopolis, na ilha de Kyushu, no sul do país. Transmitida pela Red Bull TV, no seu canal do Youtube, foi uma prova que se disputou debaixo de chuva, e começava com Giuliano Alesi, o filho de Jean Alesi, na pole-position.

Eis o streaming do que foi essa corrida, e claro, pode sempre ver a qualquer altura, pois a corrida já aconteceu. 

Youtube Motorsport Video: A segunda etapa da Stock Car brasileira

A Stock Car brasileira correu este fim de semana em Interlagos, na segunda etapa do campeonato, e esta etapa interessa-nos por causa da participação de António Félix da Costa, que foi conidado pela equipa Eurofarma RC para substituir Ricardo Mauricio, que teve um teste positivo à CoVid-19 e não pode correr.

E num ano onde eles decidiram transmitir as corridas em sinal aberto no seu canal do Youtube, coloca-se aqui o que foram essas corridas no circuito em que se recebe a Formula 1. 

sábado, 15 de maio de 2021

Endurance: Conhecidos os pilotos da Glickenhaus em Portimão


A Glickenhaus anunciou neste final de semana que alinhará um carro nas Oito Horas de Portimão, com três pilotos: o americano Gustavo Menezes, o francês Romain Dumas e o australiano Ryan Briscoe. Será a estreia oficial do SCG 007 Hypercar no Mundial de Endurance.

O carro, numero 709, estará em Portugal, enquanto o 708 irá aparecer nas 24 Horas de Nürburgring antes de uma reconstrução completa para se preparar para a sua estreia na corrida nos 1000 km de Monza, prova anterior às 24 Horas de Le Mans, que acontecerá em agosto.

“A fiabilidade do carro tem sido muito boa até agora, eu diria que muito surpreendente para um novo programa como este. É uma coisa boa para uma corrida como as 24 Horas de Le Mans, onde a sobrevivência é muito importante.", começou por dizer Gustavo Menezes à endurance-info.com. 

"Será importante ver como estamos contra os Toyotas. No entanto, antes de Le Mans, penso que não saberemos mais por causa da política do BOP. Jim Glickenhaus é claro nas suas ambições, ele não esconde absolutamente nada. Ele só quer viver a sua paixão pelas corridas de automóveis. Penso que será em Le Mans que todos irão realmente mostrar o que têm e só então poderemos ver como está o Glickenhaus”, concluiu.

AS Oito Horas de Portimão acontecerão no fim de semana de 16 e 17 de junho.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

A imagem do dia


Passam-se hoje 35 anos sobre o acidente mortal de Elio de Angelis, numa sessão de testes no circuito de Paul Ricard, poucos dias depois do GP do Mónaco desse ano. Uma sessão do qual nem era ele que deveria ter ido. Inicialmente, quem iria fazer esse teste seria Ricciardo Patrese, com De Angelis a pedir para fazer os desenvolvimentos no seu lugar porque estava insatisfeito com o desenvolvimento de um Brabham BT55 que tinha sido, aparentemente, demasiado radical para o motor que tinham.

Mas neste dia em que se recorda um dos últimos "cavalheiros" do automobilismo, não queria falar sobre o seu acidente mortal e os perigos deste tipo de acidente numa altura em que eram poucos os comissários que estavam na pista naquele dia - foram alguns pilotos que ajudaram a levantar o carro acidentado e a tirar o piloto do cockpit - mas lembrar o dia em que Patrese e De Angelis foram rivais... e deram cabo um do outro.

Recuemos até 25 de setembro de 1983, para Brands Hatch, o palco do GP da Europa. Para o italiano, era uma temporada bem frustrante, com a Lotus a lutar na sua transição para o motor Turbo, e ainda a sofrer com a partida prematura de Colin Chapman, dez meses antes. Enquanto Nigel Mansell tinha conseguido algumas corridas muito boas, como o quarto posto no GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, com o 94T, De Angelis apenas tinha conseguido pontuar em Monza, com um quinto posto. Mas em Brands Hatch, o italiano teve um grande fim de semana, ao conseguir a "pole-position", a primeira da marca na era turbo, e a primeira desde 1978, e a primeira da sua carreira - iria ter mais duas, no GP do Brasil de 1984 e no GP do Canadá de 1985. 

E espalhados nas duas filas estavam a Lotus e a Brabham, que por esta altura, já usava a tal gasolina que estava no limite da octanagem, para apanhar o Renault de Alain Prost...

De Angelis achava que essa corrida poderia ser a redenção da sua temporada frustrada, mas claro, o perigo de atrapalhar nos planos da Brabham era real. Mas como Patrese era o segundo e largava a seu lado, até poderia ser uma ótima lebre para o resto. 

E foi o que aconteceu: Patrese largou bem e tentou afastar-se do pelotão, com De Angelis atrás, enquanto Piquet era terceiro, depois de se livrar de Mansell. Nas onze voltas seguintes, o italiano da Lotus tentava não perder de vista o seu compatriota da Brabham, no intuito de recuperar a liderança perdida. Contudo, quando ambos passavam pela curva Surtees, De Angelis tentou a sua sorte quando viu o que parecia ser uma abertura para passar Patrese. As coisas correram mal para ambos, acabando por bater e rodar, cada um para o seu lado. Piquet assumiu calmamente a liderança, com Patrese a cair para terceiro na frente de Prost. Mas os estragos fizeram-no perder posições, sendo passado por Alain Prost, enquanto De Angelis, que queria recuperar o tempo perdido, rolava em sétimo, mas o motor Renault decidiu ceder no final da 11ª volta, acabando prematuramente a sua prova.

A corrida, como viram, não durou muito para ele (a propósito, Piquet venceu, na frente de Prost e Mansell), mas o que se viu ali foi um De Angelis agressivo, procurando pela vitória, algo do qual não era muito conhecido por isso. Ele era mais do género esperar até que as coisas caíssem pelos erros ou azares os outros, e era altamente regular, tanto que no ano seguinte, ele foi terceiro classificado, sem vencer qualquer corrida. Sempre regular na pista, e um cavalheiro fora dela, o seu final trágico ajudou no final de uma era na Formula 1, já que os motores turbo acabariam por ser abolidos no final de 1988.

Noticias: Carlos Barbosa espera "responsabilidade" no Rali de Portugal


O Rali de Portugal, que acontecerá na semana que vêm, será a primeira grande realização que terá público, e quer a organização, quer as autoridades locais, avisaram os espectadores para que sejam responsáveis e não manchem a boa recuperação que o país está a ter em termos da pandemia, numa altura que ainda falta muito até se atingir a imunidade de grupo, e com o verão a bater a porta.

Carlos Barbosa, Presidente do ACP, disse na conferência de imprensa de apresentação do Rali que a segurança da prova está nas mãos dos adeptos, esperando que saibam tomar conta de si próprios.

“O último ano foi complicado, pois como sabem o último Rali de Portugal foi em 2019, em 2020 como sabem não houve Rali de Portugal devido à situação pandémica do país, regressamos este ano depois de muitos trabalhos e muitas conversas com a Direção Geral de Saúde, para que fosse possível ter este rali com todas as condições sanitárias, para que não houvesse qualquer espécie de contactos pandémicos durante o Rali de Portugal, e portanto só podemos estar satisfeitos, a GNR vai aqui ter um papel importantíssimo para controlar as zonas a que o público pode aceder no que diz respeito às diretivas da DGS. Portanto estou muito esperançado que corra bem e só espero que o público tenha uma palavra a dizer neste Rali de Portugal.” começou por dizer.

 “Como sabem no Rali de Portugal de 2019 ganhámos um prémio de sustentabilidade, foi o rali mais limpo desse ano. Este ano o que queremos é que as pessoas cumpram as regras da DGS que mantenham a distância entre elas, que usem a máscara, porque não queremos amanhã ser responsáveis por um crescimento dos números da pandemia, que possa acontecer, e cujo foco seja o Rali de Portugal. Esperamos que as pessoas que forem ao Rali de Portugal sejam suficientemente conscientes, para poder seguir as regras da DGS, e cumprir as regras que a GNR lhes vai transmitir…”, concluiu.


Em relação a Arganil, cujo concelho sofreu um recuo em termos de desconfinamento esta semana, o seu presidente da Câmara, Luís Paulo Costa, disse que não terá reflexos na passagem do rali.

“As regras para a prova já foram definidas pela DGS [Direção-Geral de Saúde] e consideram, como é natural, uma redução significativa de pessoas, nas zonas de público”, referindo depois que para quem conhece Arganil, seria “impensável uma proibição total, que nunca iria resultar”.

Da parte a GNR (Guarda Nacional Republicana), que faz o policiamento das classificativas do rali, bem como os seus acessos, afirma que este ano, o problema será duplo, porque para além da segurança habitual, também tem de lidar com os ajuntamentos que querem evitar, pois a pandemia, largamente controlada, não está extinta.

 “À semelhança do que temos feito nas edições anteriores, pretendemos que o público tenha todas as condições para poder ver o rali, sendo que este ano com a imposições trazidas pela DGS, aquilo que nos importa é condicionarmos a nossa ação de forma a facilitar a movimentação do público.", começou por dizer o Major Francisco Martins, na conferência de imprensa de apresentação da prova.

"Aquilo que vamos fazer, nos locais em que o histórico nos diz que vai existir mais probabilidade de aglomeração de público, vamos começar a nossa ação mais cedo, de modo a acompanhar o público que se queira dirigir para esses locais, lembrando que as pessoas que se dirigirem para esses locais devem cumprir escrupulosamente as indicações dos militares da GNR que estiverem no local, ou por outros elementos da organização, mas também perceberem que a pandemia não acabou, infelizmente, e por isso temos de adequar a postura de todos de forma a que o Rali de Portugal, o maior evento desportivo nacional, não seja uma fonte de contágio da Covid-19.", continuou.

"O que é importante todos percebermos é que a imagem de Portugal vai ficar dependente da atuação de todos nós. Sejam eles participantes, público ou mesmo a GNR, no âmbito do cumprimento da medidas da DGS, mas também dos pressupostos de segurança que têm de ser cumpridos, para que a imagem de Portugal aos olhos do mundo, permaneça de acordo com o que tem sido, principalmente desde que regressou ao Norte, com muita afluência de público, e que leve o bom nome dos portugueses por esse mundo fora duma forma que só os portugueses o sabem fazer.", concluiu.