domingo, 27 de maio de 2007

Extra-Campeonato: Se não tem, compra-se!

A Taça da Ásia, que deccore no próximo mês de Julho em quatro países do Sudeste Asiático (Tailândia, Vietname, Indonésia e Malásia), é uma competição futebolistica tão impotante como o Europeu de Futebol. E uma das equipas qualificadas é o Qatar, um Emirado do Golfo sem tradições no futebol (nunca se qualificou para um Mundial). Essa petro-monarquia vai jogar no Vietname, e não vai ter muita gente para o apoiar, então decidiu contornar essa ausência... contratando adeptos! Mais concretamente, 10 mil deles...

Para isso, pediu ao exército local e as associaçõs de estudantes para arranjar esses adeptos, pagando por eles e fazendo camisolas e bandeiras do país que os vai pagar. Isso não é novo: no Mundial da Coreia-Japão, em 2002, os coreanos ofereceram a cada uma das equipas que lá ficaram cerca de 1500 adeptos seus, para apoiar as equipas que lá estavam, para compensar a falta de adeptos locais. Isso deu jeito para quipas como o Senegal... mas não tanto para Portugal, pois não passaou para a fase seguinte, não é?

Num mundo globalizante, o futebol é um desporto incontornável. E como sem uma boa reputação e sem muitos adeptos para apoiar, não és nada. Portanto... compra-se!

Noticias: Indy 500 à chuva...

A esta hora, deveria ter começado as 500 Milhas de Indianápolis, mas parece que o tempo por aquelas banda não é famoso... os metereologistas previam sol e calor para hoje, mas parece que chove a cântaros por aquelas bandas.


Segundo o site brasileiro "Grande Prémio", os organizadores colocaram agora vários camiões na pista no sentido de apressar a secagem do asfalto, para que pudesse começar a corrida à hora marcada. Vamos a ver se eles conseguiram...

GP Monaco: A corrida

Bom... os McLaren dominaram isto tudo, de fio a pavio! Com Alonso a partir da "pole-position", ainda acalentava o desejo de ver o "novato" passar o bi-campeão, mas pronto, não deu!


As coisas na frente não se alteraram muito. Massa foi terceiro, a mais de um minuto dos McLarens, sendo o unico que ficou na mesma volta do vencedor, o que demonstra que não só os comandados de Ron Dennis são bons, como também este é o melhor chassis do ano.


De resto, pode-se dizer que a corrida foi uma procissão, só existindo emoção mais atrás, com o Raikonnen a ganhar posições (acabou em oitavo), os BMW a fazer uma boa corrida, mas a serem batidos pelo Renault de Giancarlo Fisichella (parece que a Renault está a recuperar o tempo perdido...), e os Williams a darem um ar da sua graça, com Wurz em sétimo. Mas Nico Rosberg viu a sua vida andar para trás...


O Toro Rosso de Speed esteve à beira dos pontos, o que pode ter dado um balão de oxigénio ao americano. Mas acho que foi mais por ser no Mónaco... E os Toyotas desapareceram de cena! Por onde andaram?


E quanto aos Honda... fiquem um pouco desiludido. Pensa que aqui poderiam minorar mu pouco o desastre que aquele carro é este ano. Não querem pedir emprestado o chassis à Super Aguri?

WSR: Grande vitória de Alvaro Parente!

Por fim, uma demonstração do talento de Alvaro Parente! Depois da "pole-position", uma corrida de fio a pavio para demonstrar que nas ruas do Mónaco, ele foi o melhor, oferecendo à Tech 1 Racing, a sua equipa, o primeiro sucesso nas WSR Fórmula Renault 3.5.


«Parti bem, e mantive-me no interior, para defender a posição na curva. O meu monolugar subvirava um pouco nas curvas lentas, mas a motricidade era boa pelo que consegui fazer a corrida sem grandes problemas, apesar da pressão do Vettel.», referiu Álvaro Parente ao Autosport.


De facto, Sebastien Vettel e Carlo Piccione foram os seus maiores rivais. Apesar de term pressionado Parente para que cometesse um erro, as coisas ficaram inamoviveis, com Parente até a registar a volta mais rápida da corrida. Na volta 20, quem comete o erro é Carlo Piccione, que bate em Ste. Devote, fazendo com que o mexicano Salvador Duran herdasse o terceiro lugar. E foi assim até à meta, onde Parente deu a Portugal a sua primeira vitória do ano nas WSR.

Quanto a Filipe Albuquerque, foi apenas décimo, mas conseguiu pontuar. O piloto apoiado pela Red Bull partiu do 14º posto, devido aos problemas que teve nos treinos, e conseguiu chegar a um lugar pontuável: “Numa pista tão particular como a do Mónaco, onde as ultrapassagens são tarefa quase impossível, tudo dependia do desempenho dos meus adversários. E infelizmente, nenhum deles cometeu erros que me permitisse subir posições na tabela. Assim, tive que me contentar com o 10º lugar”, referiu Albuquerque.


Quanto ao campeonato, Vettel comanda, e Parente é cada vez mais segundo. A próxima prova vai ser no circuito de Budapeste, a 14 e 15 de Julho.

Sem comentários...

Bom, o incidente com Raikonnen na qualificação desta tarde ainda está fresca na memória de todos, e já andam a gozar com a situação! Tou a dizer isso porque o meu amigo Filipe Midea já comentou o assunto, com uma imagem elucidativa do caso...

Já agora, entre gozos sobre a maneira como os pilotos da Ferrari adoram a "La Rascasse", recoradaram-me que isto não é novo. O Ivan Capelli (o piloto, não o outro), também teve a mesma ideia em 1992. Ora vejam...

GP2: Maldonado estreia-se a ganhar

Numa corrida que foi descrita pelos especialistas como "chata", o venezuelano Pastor Maldonado conseguiu a sua primeira vitória da sua carreira na GP2. Sem nenhuma ultrapassagem, com duas situações de bandeiras amarelas, Maldonado pura e simplesmente cumpriu aquilo que estabva destinado, desde o momento em que fez a pole-position: ganhar.

Entre os favotitos à vitória, quem se safou melhor foi o alemão Timo Glock, que terminou em terceiro. Entre Maldonado e Glock ficou outro ex-piloto de Formula 1, o italiano Giorgio Pantano. Quanto aos brasileiros, Lucas di Grassi foi quinto e António Pizzonia (outro ex-piloto de formula 1) foi oitavo. Bruno Senna, que ganhou em Barcelona, acabou em 11º, depois de uma má escolha de pneus quando foi às boxes.


No campeonato, Glock possui agora 37 pontos e está na liderança, com mais 16 pontos do que Filippi, o novo vice-líder. Bruno Senna caiu para terceiro e está empatado com o seu compatriota Lucas Di Grassi. Ambos têm 18 pontos. Com a vitória, Maldonado pulou para o quarto posto da tabela, com 12.

sábado, 26 de maio de 2007

História da Indy 500 - Edição de 1989

A partir de meados dos anos 80, o domínio americano no campeonato CART começou a ser contestado, principalmente por ex-pilotos de Formula 1 europeus. Sempre houve participantes não-americanos nas 500 Milhas, e o primeiro vencedor europeu data de 1913, com o francês Jules Goux, mas eram participações pontuais e nunca houve essa invasão no domínio do campeonato em si.

Contudo, a partir de 1984, com o regresso de Mário Andretti aos Estados Unidos, depois de uma passagem bem sucedida na Europa, alguns ex-pilotos europeus e brasileiros encontraram nas corridas americanas a descontracção e a proximidade com os espectadores que já não havia nas corridas de Formula 1. E um desses pilotos que foram para a CART no sentido de ganhar prazer em correr era Emerson Fittipaldi.

Na altura com 42 anos, “Emmo” tinha voltado a correr em 1984, depois do fracasso do seu projecto de Formula 1, que deixara a si e à sua família arrasado física, emocionalmente e financeiramente. Em 1989, corria na Patrick Racing, com um chassis Penske, e tinha dado boa conta de si no inicio desse campeonato, sendo um dos favoritos à conquista do primeiro lugar.

Mas Fittipaldi tinha rivais: Rick Mears e Al Unser Sr, seu companheiro na Patrick. Com quase 50 anos na altura (faria no dia seguinte à corrida) Al Unser Sr. era, conjuntamente com A.J.Foyt, um dos dois únicos quádruplos vencedores das 500 Milhas, e logo, um veterano a ter em conta. Nos treinos, os três pilotos ocuparam a primeira fila da grelha, com Mears, no seu carro amarelo patrocinado pela Pennzoil, o mais rápido de todos, a uma média de 360,4 Km/hora. Ele tinha razão em correr a essa média: pela primeira vez na competição, o vencedor iria receber 1 milhão de dólares!

Na partida, Fittipaldi assumiu a liderança, e lá ficou durante grande parte da corrida. Entretanto, na volta 4, Kevin Cogan teve uma forte batida que desintegrou o seu carro, mas saiu ileso. Ao longo da corrida, o piloto brasileiro continuou na frente, mas teve o assédio dos pilotos americanos: Unser Sr, Mears, Andretti, Brayton, Rahal… perto do fim, Al Unser Jr, o filho de Al Unser, aproximou-se perigosamente da liderança e na volta 196 a quatro do fim, conseguiu ultrapassá-lo. A emoção continuou e na volta 199, Fittipaldi assaltou a liderança. Na Curva 3, os carros andavam lado a lado, e tocaram-se. O americano, que estava no lado de dentro, bateu no muro de protecção, e o brasileiro ganhou as 500 Milhas, o primeiro de origem estrangeira a ganhá-lo desde 1969.

No final da corrida, Unser Jr. cumprimentou-o, num evidente sinal de desportivismo, e justificou o incidente como sendo de “duas pessoas tentando desesperadamente ganhar aquela corrida”. Mesmo com este embate, Unser Jr. classificou-se em segundo, e outro brasileiro, Raul Boesel, acabou em terceiro.

WSR: Parente faz a pole-position!

Alvaro Parente demonstrou este Sábado todo o seu talento na World Series by Renault ao fazer a "pole-position" para a prova de amanhã, no traçado do Mónaco. O piloto da equipa Tech 1 foi o mais rápido do segundo grupo, com 1m25.815s, e vai ter a seu lado na primeira linha da grelha o alemão Sebastian Vettel (Carlin Motorsport), que dominou o primeiro grupo.

Quanto a Filipe Albuquerque, Da Epsilon Euskadi, apoiada pela Red Bull, foi sétimo no segundo grupo, liderado por Vettel, com 1m27,422s. Isso fez com que não conseguisse melhor do que o 14º tempo. O facto de não ter conseguido, durante os treinos livres, conhecer adequadamente o circuito, obrigou-o hoje a perder demasiado tempo nos reconhecimentos.


“Quanto mais voltas fazia à pista, melhor o meu tempo se tornava. No entanto, o facto de não ter aproveitado os treinos livres, não me permitiu conhecer bem a pista. Assim, hoje perdi demasiado tempo a adaptar-me. Estava consciente que iria pagar caro o erro cometido na Quinta-feira. No entanto, fica a satisfação de que todos os pilotos à minha frente, já terem em anos anteriores, corrido nesta pista”, referiu Albuquerque à revista Autosport.


A prova de amanhã vai ser importante para Parente, pois perante um palco recheado de observadores da Formula 1, fazer uma boa corrida e impressioná-los pode ser uma rampa de lançamento para mais altos vôos para este antigo Campeão da Formula 3 britânica...

GP Mónaco - Qualificação

Sim senhor! A McLaren resolveu guardar para si a primeira fila da grelha de partida do GP Mónaco, com Fernando Alonso a levar a melhor sobre Lewis Hamilton. O espanhol marcou 1m15,726s no seu crono, com o estreante piloto inglês a 0,189 s de diferença (1m15,906s)


Na segunda fila ficaram o Ferrari de Filipe Massa e o Renault de Giancarlo Fisichella. O brasileiro conseguiu um tempo ainda abaixo do 1m16 (1m15,967s), enquanto que "Fisico" não conseguiu melhor do que 1m16,285s. Nos quinto e sexto lugares da gralha vão partir o alemão Nico Rosberg (Williams) e o australiano Mark Webber (Red Bull), com a quarta linha para os dois BMW, onde Robert Kubica qualificou-se na frente de Nick Heidfeld.

Os dois Honda, desta feita, lograram entrar no top 10, com Rubens Barrichello à frente de Jenson Button. Quem diria? Parece que a Terra afinal pode ser salva...






Quem “borrou a pintura” foi Kimi Raikkonen, que na segunda fase da qualificação, bateu nos rails, na zona das Piscinas, danificando a suspensão dianteira direita do seu Ferrari, pelo que irá partir da 16ª posição da grelha, já que apesar de ainda ter rumado às boxes, o seu monolugar não podia ser reparado em tempo útil. Outro que também "borrou a pintura" foi Ralf Schumacher, que ficou com o... 20º tempo! A Toyota não quer contratar já o Takuma Sato?

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Noticias: O fim de semana automobilistico

Meus amigos, para além do Grande Prémio do Mónaco de Formula 1 e das 500 Milhas de Indianápolis, que vão decorrer neste Domingo, termos outros motivos de interesse no campo automobilistico neste fim de semana, a saber:
- A GP2 vai correr este fim de semana no Mónaco, com Timo Glock e Bruno Senna entre os favoritos, mas pelo que a grelha de partida definiu este fim de semana, parece que temos mais candidatos... o venezuelano Pastor Maldonado foi "pole".


- Também no Mónaco correm as World Series by Renault, com Alvaro Parente e Filipe Albuquerque cotados entre os favoritos para a vitória, contra a concorrência de pilotos como Sebastien Vettel, Salvador Duran e Mikhail Aleshin. Só para vos recordar: o último vencedor nesta corrida foi Alvaro Parente!


- Entretanto, por cá, a terceira ronda do Campeonato Nacional de Velocidade (PTCC) vai decorrer no Circuito do Estoril, com uma grelha de partida cada vez maior... consta-se que vão participar 26 carros, nas três categorias. Um novo fôlego para um campeonato que estava moribundo não há muitos anos atrás... Como complemento, temos a ronda portuguesa do Campeonato Espanhol de GT, com Pedro Couceiro e Manuel Gião como parincipais participantes.

Extra-Campeonato: Há muito tempo atrás, muma galáxia distante...


Faz hoje 30 anos que estreou, no Gruman Chinese Theather de Los Angeles, o filme "Guerra das Estrelas" de George Lucas, um dos filmes mais marcantes do século XX. A história de Luke Skywalker, que juntamente com Obi-Wan Kenobi e Han Solo, correram todos os tipos de perigos para salvar a Princesa Leia das garras de Darth Vader e do Império, captou a imaginação de milhões no mundo inteiro.


Foi no dia 25 de Maio de 1977 que o filme - uma fantasia espacial, uma extravagância de luz e som, um filme diferente de todos os que tinham sido produzidos até então - chegou aos cinemas americanos. A apenas 32 cinemas americanos, tal era a desconfiança inicial da produtora 20th Century Fox sobre a adesão do público ao espectáculo. "Logo na primeira sessão, quando rolou a cortina e começou aquela fantástica abertura da nave rebelde a ser perseguida pelo destroyer imperial, a audiência rebentou em gritos de espanto e entusiasmo. Percebi logo que estava a assistir a qualquer coisa de histórico", recorda Alan Ladd, ao caderno P2 do Público. Ladd tinha contrariado a administração da Fox para garantir o financiamento do projecto, pois acreditava que o filme iria ser um sucesso.


O filme veio da mente de George Lucas, que demorou três anos a planear, construir os cenários e os bonecos, e filmar as sequências todas. Foi a Londres, à Tunisia (as inesquecíveis sequências iniciais, em Tatooine), sempre com a ideia de que tudo aquilo se tornasse num monumental fracasso. Custou, pelos valores da altura, 11 milhões de dólares, e estreou-se numa "má altura" para uma estreia dessas: final da Primavera. Afinal de contas, o filme tinha inaugurado o conceito de "blockbuster", ou seja, as estreias de Verão, onde os miudos, acabado o ano escolar, iam para as salas de cinema para ver filmes de acção. E "Star Wars" tinha isso tudo.


Eu sou um daqueles que não deixou de ficar hipnotizado por aquele filme. Aliás, é o filme da minha infância. Não o vi por alturas da estreia (tinha pouco menos de um ano), mas alguns anos depois, quando o meu pai se tornou na primeira pessoa a ter um videogravador no meu prédio, em 1984, arranjou alguns filmes para mim. E dois deles eram "O Regresso de Jedi" e o "Star Wars". Como é obvio, todos os meus vizinhos queriam-no ver, e eu próprio vi os filmes da saga pelo menos algumas dezenas de vezes. Chegava até a pôr o filme em câmara lenta para poder ver, com todos os pormenores, a sequência de destruição das naves!


Hoje em dia, ainda gosto de ver esses filmes. Mais do que os outros três filmes da saga, mais recentes. Não creio que sejam grande coisa (aliás, acho que só com o tempo é que se poderá tirar conclusões), mas servem essencialmente para completar o círculo, para contar o resto da história. Afinal de contas, o Star Wars era o episódio IV...


E depois... este filme revelou-me o melhor mau da fita que já vi na história do Cinema. Esqueçam o "film noir" e o "Bogie" (Humpfrey Bogart)! Darth Vader é excelente! Mas não sabia, por alturas da minha infância, que a voz era de uma pessoa completamente diferente daquele que o encarnava... ou seja, era a voz que fazia a diferença. E o sr. James Earl Jones tem uma senhora voz...


Enfim, Star Wars is forever. 30 anos são apenas um instante na eternidade, e acho que muitos anos depois de todos desaparecerem, as novas gerações continuarão a olhar para o filme da mesma maneira do que nós. Com fascínio.

História da Indy 500 - Edição de 1973

Esta foi provavelmente a mais conturbada edição das 500 Milhas de sempre. Durou três dias, morreram três pessoas, treze ficaram feridas, e a corrida acabou bem antes das 500 Milhas estarem completas. Uma edição para não mais esquecer, sem dúvida…

Mas primeiro contextualizemos a situação das corridas americanas em 1973: Os 33 carros que alinharam naquele ano na grelha da Indy 500, 22 deles tinham motores Offenhauser (Offy) e eram todos turbo comprimidos. Os Offy podiam ter potências combinadas de quase 1000 cavalos, algo que era impensável em Formula 1, onde um motor Cosworth normal atingia os 450 cavalos…

Nesse ano, os favoritos ao título eram Bobby Unser, Mário Andretti, Johnny Rutherford, Danny Ongais, A.J. Foyt e Mark Donahue, o vencedor do ano passado. Contudo, a desgraça começou ainda nos treinos. Art Pollard tentava qualificar-se quando despistou e embateu no muro na Curva 1. O impacto e a inércia foi tal que o carro só parou na Curva 2. Pollard teve morte imediata.

A corrida estava marcada para uma segunda-feira, 28 de Maio. Contudo, o mau tempo fez com que se adiasse a hora da partida para o meio da tarde. Quando tal aconteceu, a pista ainda estava encharcada. Na Europa, seria normal correr nestas condições, mas nos Estados Unidos, tal não aconteceria. E quando os carros procuravam uma maneira de escapar ao “spray”, na primeira volta, uma colisão provocou uma rwacção em cadeia que envolveu 12 carros! O causador disto tudo fora Salt Walther, que embateu forte no muro de protecção da Curva 1, com os depósitos de combustível totalmente cheios. O embate rompeu os depósitos, que se espalharam pelos espectadores. 13 deles ficaram feridos com queimaduras de vária gravidade, enquanto que Walther sobrevivia, mas gravemente ferido.

A corrida teve que ser parada para que se procedesse à limpeza, mas no momento em que tal ocorreu, a chuva voltou a cair com violência tal que a prova foi adiada para o dia seguinte.

Na Terça-feira, 29 de Maio, logo após a volta de apresentação… a prova foi adiada, devido mais uma vez, ao mau tempo. E assim sendo, ao terceiro dia… a prova finalmente arrancou, mas com tempo encoberto.

Um dos líderes era o americano Swede Savage, um protegido de Dan Gurney, na Eagle, Savage era um dos lideres da corrida. Mas na volta 57, perde o controle do carro, e embate violentamente na Curva 4, para bater de novo mo muro exterior das boxes.O carro desintegra-se e Savage fica gravemente ferido. Na confusão dos socorros, um mecânico do piloto australiano Graham McRae, Armando Teran, vem em seu auxílio, mas é atropelado por um camião de bombeiros, matando-o. Resultado: a bandeira vermelha foi mostrada, interrompendo a corrida.

Pouco mais de uma hora mais tarde, a prova recomeçou, mas o tempo, que sempre ameaçou chuva, fez mais uma vez das suas. Na volta 133, a corrida é interrompida de vez, e Johnny Rutheford é declarado pelo director da corrida como o vencedor das 500 Milhas mais curtas, atribuladas e trágicas de sempre.

Mais uma nota: Swede Savage acabará por morrer vítimas dos seus graves ferimentos 33 dias mais tarde, a 2 de Julho. Tinha 25 anos.

Noticias: A ultima maluqueira da Red Bull

De facto, os comandados do Touro Vermelho tem ideias, no minimo originais. Desta vez, a marca das bebidas energéticas anunciou esta tarde que vai arrecadar um milhão de dólares para a beneficiência, nomeadamente para a "Wings of Life", uma instituição britânica vocacionada para ajudar crianças com problemas na espinal medula.


Até aqui, tudo normal. O anormal nesta história toda é o método: a equipa vai oferecer um espaço 2 por 2 centímetros nos carros de David Coulthard e de Mark Webber a todos os fãs que queiram colocar a sua foto. Cada um dos carros deve levar as fotos de 50 mil fãs, e estes terão de pagar à volta de 20 dólares pelo espaço (cerca de 16 Euros)




A partir do meio-dia de amanhã, quem quiser contribuir, basta ir ao site oficial da equipa (www.redbullf1.com), onde será possível enviar uma foto, escolher o lugar do carro onde querem a imagem e até reservar um espaço para outra pessoa! Que tal? Alguém se oferece? É uma boa causa!

Perguntem ao especialista



Luis Vasconcelos é o representante português em termos jornalisticos que se move bem nos meios da Formula 1. De quando em quando, o jornal Autosport dá oportunidade aos leitores de fazerem perguntas sobre a actual situação do campeonato. Ora, das algumas dezenas de perguntas feitas selecciona 10. E uma delas foi feita por mim, e não pergunto qualquer coisa...


«Não existem sistemas perfeitos…»


P - O facto de, neste momento, termos um líder que ainda não ganhou uma única corrida é prova da falência do actual sistema de pontuação? E se sim, deveria voltar-se ao sistema antigo?

Speeder_76


R – «Também acho esquisito alguém estar na frente do campeonato depois de quatro corridas sem ter ganho nenhuma, mas se o sistema fosse o antigo, que privilegiava os vencedores (10-6-4-3-2-1), era o Massa que liderava, mas o Hamilton e o Alonso só estariam a um ponto (23-22). Penso que este sistema, que foi criado para dar hipóteses às equipas mais pequenas de marcarem pontos – com a fiabilidade geral da Fórmula 1 se marcassem só pontos os seis primeiros só seis equipas teriam pontuado este ano – acaba por penalizar quem vence, pois ganha pouca vantagem face a quem fica em segundo lugar. Convém acrescentar que o sistema antigo também tinha os seus defeitos – penalizando muito um candidato ao titulo que abandonasse duas ou três vezes num ano – e que não existem sistemas perfeitos. Mas para Hamilton chegar ao título vai ter mesmo de ganhar corridas e, por isso, no final do ano, já ninguém se vai recordar da situação actual.»


Luis Vasconcelos


Alguém concorda ou não? Se quiserem comentar isto, estejam à vontade!

quinta-feira, 24 de maio de 2007

GP Mónaco - Dia 1


Começaram esta manhã is treinos livres para o GP do Mónaco, e os McLaren dominam a cena. Alonso foi o melhor nos treinos livres, enquanto que Hamilton o secundou. O "rookie" britânico, aliás foi protagonista de uma forte batida na segunda sessão de treinos livres, na Curva Ste. Devote, que arrancou uma parte da suspensão do seu carro.


Até essa altura, Hamilton lutava pelo melhor registo em pista, com o seu companheiro de equipa Fernando Alonso, e a McLaren, a voltarem a dominar a sessão. O treino parece não ter sido muito profícuo para os pilotos ingleses, já que também Anthony Davidson saiu de pista no mesmo local, momentos antes de Hamilton. Para além destes, ainda Nick Heidfeld e David Coulthard e Adrian Sutil beijaram os rails do circuito de Monte Carlo.


Entretanto, o Ferrari de Kimi Raikonnen conseguiu infiltrar-se entre os dois McLaren nesta segunda sessão de treinos. Na quarta posição veio o Toyota de Jarno Trulli, a mostrar quem realmente é o melhor representante da equipa de Colonia... não é, Ralf?


Massa foi sexto, numa clara demonstração de que se está a adaptar-se à condução no Principado. Os Honda ficaram fora do Top Ten, enquanto que Kubica foi sétimo, em contraste com Nick Heidfeld, que fez o 14º tempo. Agora resta esperar por Sábado, para saber como irão parar as modas...