sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

GP Memória - Africa do Sul 1962

Hoje em dia já não se vê isso, mas há 45 anos atrás, a Formula 1 não era tão mediatica como nos dias de hoje. Se assim fosse, nunca arrastaria a decisão de um titulo mundial quase até 1963. Mas deu publicidade extra a uma prova que se estreava no calendário mundial: o Grande Prémio da Africa do Sul, que decorreu no circuito urbano de East London.

Nesse ano, Lotus e BRM lutavam pelo título de condutores e de construtores. Jim Clark e Graham Hill seriam os obvios sucessores de Phil Hill e da Ferrari, que tinham sido claramente batidos durante a temporada que terminava (e nbem levavam carros para esta prova). E Clark, no seu novo Lotus 25, o primeiro chassis monocoque da história, tinha tudo para ganhar, contra um Graham Hill que finalmente punha a BRM nos eixos, depois de mais de uma década aos soluços...


O GP da Africa do Sul iria mostrar a força desse país no calendário mundial. Desde 1960 que hávia um campeonato local de Formula 1, que era corrida por pilotos locais e da então Rodésia. Pilotos como John Love, Neville Lederle, Sam Tingle eram reis e senhores nas pistas africanas, e esta era uma oportunidade unica de se mostrarem perante o pelotão internacional. Outro dos que se iriam mostrar nessa corrida era Gary Hocking, o campeão rodesiano de motociclismo, que tinha mudando para os automóveis. Infelizmente, poucos dias antes da corrida no GP de Natal, um acidente fatal iria impedi-lo de se estrear oficialmente na Formula 1.


Nos treinos, Jim Clark fez o melhor tempo, seguido de perto por Graham Hill e Jack Brabham, no seu próprio carro. Na segunda fila ficavam Innes Ireland, num Lotus, John Surtees, num Lola e Tony Maggs, o melhor piloto local. A 29 de Dezembro de 1962, dia da corrida, tudo estava preparado para a decisão final desse ano, perante uma plateia cheia, num dia de sol no Verão austral sul-africano.


Na partida, Clark fica na frente, seguido de Hill e Brabham. Durante a corrida, as posições não se alteraram muito, pelo menos até à volta 62, quando Clark sofre uma fuga de óleo e vem para as boxes tentar resolver o problema. Mas este não podia ser resolvido a tempo e Clark vê as suas possibilidades de ganhar o título mundial se esfumarem a favor de Graham Hill. Entretanto, quem subiam posições eram os pilotos da Cooper, Bruce McLaren e Tony Maggs, este último para gaudio dos espectadores locais.



E no final, com Hill a ganhar e confirmar o título mundial, o auge de 12 anos de luta da BRM na Formula 1 para alcançar aquele momento, e os Cooper oficiais a conseguirem completar o pódio, a performance de Clark com o Lotus 25 era apenas uma amostra do que viria no seguir, com o carro a mostrar todo o seu potêncial, e o piloto escocês a transformar-se num dos melhores da sua geração.

A minha imagem do dia

Recebi esta imagem hoje pelo correio electrónico. E uma bela imagem: os dois Lotus 49 de Graham Hill e Jim Clark, tendo logo atrás o Eagle de Dan Gurney, curvando no antigo traçado de Watkins Glen, no penultimo (e mais rico) Grande Prémio do ano. Jim Clark venceu, ganhando mais de 35 mil dólares de prémio, mas o campeonato já estava decidido há muito a favor do neo-zelandês da Brabham, Dennis Hulme.


É uma imagem especial, num período à beira da revolução...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

The End: Benazhir Bhutto (1953-2007)

Pois é... este era um fim esperado. Os testemunhos indicaram, afinal, que ela não sairia dali viva: à saída de um comício, na cidade de Rawalpindi, um homem disparou uma rajada da sua AK - 47 contra o carro onde seguia Benazir, atingindo-a no pescoço, momentos antes de activar o cinto de explosivos que trazia consigo, matando mais 16 pessoas. Tinha 54 anos, por coincidência, a idade da minha mãe.


Foi primeira-ministra por duas vezes (1988-90, 1993-96) e era filha de Ali Buttho, um dos poucos primeiros-ministros civis que o país viveu, e que foi derrubado há 30 anos por um general, Zia al-Uhaq, que o mandou executar. Foi presa e depois enviada para o exilio, na Grã-Bretanha. Quando voltou, em 1986, foi recebida como se fosse a encarnação de uma deusa, e foi eleita. Mas quando esteve no governo, o poder assomou-a: num país dominado pela corrupção, o seu marido, Asif Ali Zadari, era conhecido no país pelo "senhor 10 por cento", pelos comissões que ele arranjou durante o tempo em que a sua mulher esteve no poder. Hoje em dia, fala-se que a familia tem uma fortuna avaliada em 1,4 mil milhões de dólares...




Mas o engraçado é que isso não deu cabo da reputação. Perlo contrário: o seu estilo popular, de estar em contacto com a população, granejou a simpatia para além da sua provincial natal, o Sind, no centro do país. Mesmo no exílio auto-imposto, primeiro em Inglaterra, depois no Dubai, a popularidade continuava a existir, especialmente depois do golpe de estado que colocou o General Pervez Musharraf no poder, em 1999.


Ela, tal como o outro ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, voltaram ao país em Setembro e Outubro deste ano, depois de alegadamente terem feito um acordo com o General. No caso dela, tinha a ver com uma eventual amnistia as acusações de corrupção. Mas quando voltou, a 18 de Outubro, para além de ter 300 mil manifestantes a recebê-la de braços abertos, tinha também vários bombistas suicidas que minaram a caravana. Resultado: 180 mortos.


Depois houve aquela declaração de estado de emergência (mais foi um golpe de estado), a 3 de Novembro, no sentido de tirar do lugar todo o Supremo Tribunal, hostil ao General. Durou pouco tempo, mas resultou. E agora havia eleições legislativas marcadas para o dia 8 de Janeiro, que provavelmente levariam de novo Benazir ao cargo de primeira-ministra. Uma combinação explosiva no horizonte...


Então, quem a matou? O mais conveniente seriam os "talibans", mas no final, pode ser o resultado da combinação volátil entre os serviços secretos paquistaneses (que não própriamente o dedinho de Pervez Musharraf) e os extremistas islâmicos. Como viam que agora o Ocidente poderia ter mais do que uma personalidade válida para combater o extremismo islâmico no seu país, para além do General, trate-se de a eliminar, de perferência, antes das eleições do dia 8 de Janeiro. Ora, isso, num país que têm a bomba nuclear há 10 anos, não são boas noticias...

O piloto do dia - Jean-Christophe Bouillon

O dia de hoje é o de aniversário natallício deste simpático, mas versátil piloto francês. Com um percurso triunfador nas categorias de acesso, chegou naturalmente à Formula 1, mas a sua passagem foi surpreendentemente efémera. Contudo, a vida após a Formula 1 foi também rica, sendo agora um piloto a ter em conta na Le Mans Series, depois de ter sido bi-campeão da categoria. Hoje, comemoro o aniversário de Jean Christophe Bouillon.

Nascido na cidade de Saint-Brieuc, no dia 27 de Dezembro de 1969 (faz agora 38 anos), começou a correr no karting em 1982. Seis anos e muitas vitórias mais tarde, ascende à Formula Ford, onde se torna campeão francês da categoria em 1990. Em 1991 chega à Formula 3 francesa e dois anos depois alcança o campeonato internacional de Formula 3000, onde se torna campeão europeu em 1994.

Por essa altura, Bouillon era piloto de testes da equipa Williams, onde acumulava milhares de quilómetros e fazia tempos comparáveis aos dos pilotos titulares David Coulthard e Damon Hill. Isso fez com que Peter Sauber o pedisse emprestado para a temporada de 1995, como substituto de Karl Wendlinger na Sauber, a partir do GP do Mónaco. Nessa primeira corrida, terminou em oitavo. Foi quinto em Hockenheim e sexto em Monza, mas no cômputo geral, raramente batia o seu companheiro de equipa, o alemão Heinz-Harald Frentzen, e antes do GP do Japão, foi substituido por... Wendlinger. no final dessa temporada, fica na 16ª posição.

A sua carreira na Formula 1: 11 Grandes Prémios, numa só temporada (1995), três pontos.

Após esta temporada na Formula 1, voltou a ser piloto de testes da Williams e depois da Tyrrell. Entretanto, começa a competir no British Touring Car Championship (BTCC), ao volante de um Renault Laguna, onde alcança bons resultados e lá fica até 1999. Em 2000, vira-se para os carros da Le Mans Series, onde está até agora, comprtindo neste momento pela Pescarolo Sport, onde foi bi-campeão da categoria, em 2005 e 2006, com o seu compatriota Emmanuel Collard.

Diz que é um ano sabático...

Ralf Schumacher anunciou hoje o óbvio: sem lugar na Formula 1, decidiu tirar um ano sabático para ver se volta à competição numa boa equipa do pelotão da Formula 1.


«Vou descansar da Fórmula 1 em 2008. Tive três difíceis anos na Toyota e a Force India não é opção para mim. Teoricamente posso regressar em 2009, mas não será fácil» referiu em declarações ao motorsport-total.com.


O teste que efectuou com a Force India foi, segundo o próprio, apenas um “favor” que fez ao amigo Vijay Mallya, o dono da Force India. Mas com praticamente todos os lugares confirmados para 2008, Ralf Schumacher já afirmou aquilo que todos já sabem: na próxima temporada não vai correr na Fórmula 1. Cá para mim, é um pretexto para dizer que não volta mais...

Dakar 2008 - Parte 1

A partir de hoje e até ao dia 5 de Janeiro, vou começar a fazer a previsão do Rali Lisboa-Dakar de 2008. Depois de ter mostrado há uns tempos o percurso do rali deste ano, com passagens por Marrocos, Mauritânia e Senegal, hoje vou começar a mostrar as equipas que participam neste que é considerado como o maior rali-raid do mundo.



O dia de hoje é dedicado à equipa Mitsubishi, pluri-vencedora do Dakar (12 vitórias, dos quais sete consecutivas), e crónico candidato ao triunfo final. Este apontamento está a ser feito pelo blog 16 Válvulas, que nos últimos dias tem feito vários artigos sobre o rali. É um excelente blog, de um programa de rádio existente em Évora, que deve ser de visita obrigatória!


O Carro - Mitsubishi Pajero/Montero Evolution


"A Mitsubishi compete com um Pajero/Montero Evolution, primeiro uma curiosidade, o porque de ter 2 nomes (Pajero/Montero). Nos países de expressão Espanhola a palavra Pajero tem uma conotação negativa, então a Mitsubishi decidiu trocar o nome nos países de língua Espanhol, por lá são conhecidos por Montero.


(...) o Mitsubishi Pajero Evolution é talvez dos projectos mais ambiciosos da marca Japonesa, iniciado em 2002 para respeitar já os regulamentos de Super Produção que a ASO ia impor, ( Kleinschmidt ganhou em 2001 com Mitsubishi mas competindo com um Pajero T2 da Mitsubishi Alemanha), o carro é já desenvolvido para vencer, desenhado por Olivier Boulay, o carro é baseado no Pajero 2+2, e é apresentado em Genebra em 2002, com um motor de 3,5 Litros V6 e capaz de atingir os 190km/h, um desenho de carroçaria totalmente diferente dos anteriores Pajero, as medidas aumentadas para 2 metros de largura (o máximo permitido pelo regulamento), e um sistema inovador que permitia esvaziar e encher os pneus apertando um botão dentro do carro.


A estreia do Pajero Evolution no Dakar foi em 2003 e resultou na vitória de Masuoka à geral, repetia-se assim a vitória do Japonês na estreia do novo carro da Marca. Depois da espectacular estreia no Dakar 2003, a Marca Japonesa faz algumas mudanças no carro, a mais significativa ao trocar o motor 3,5 Litros V6 por um 4 litros V6, alterou ainda as suspensões e as barras de protecção do carro. Com a evolução do carro foram alteradas a caixa de velocidades passou a ser de 5 marchas, o carro atigiu os 270cv, e o motor está 100mm mais baixo para baixar o centro de gravidade, sendo a principal alteração a estreia do motor diesel no Dakar 2008."


Os pilotos - Stephane Peterhansel, Luc Alphand, Nani Roma e Hiroshi Masuoka


Stephane Peterhansel e francês, tem 43 anos e é um dos homens que mais venceu no Dakar, quer em motos, quer em carros. A bordo de um Yamaha, ganhou por cinco vezes o Dakar (1992, 1993, 1995, 1997, 1998) e mais três vezes em carros, sempre pela Mitsubishi (2004, 2005, 2007). Naturalmente, em 2008, é o candidato numero um para mais uma vitória no Dakar, já que o seu carro é quase imbatível, e a sua experiência o precavê dos erros que os outros concorrentes, mais fogosos, costumam cometer quando estão nas etapas do deserto.




Luc Alphand é outro francês, com 42 anos e antigo campeão de ski alpino. Após terminar a carreira nas montanhas, passou para os automóveis, especialmente o rali-raid (embora com algumas participações nas 24 Horas de Le Mans). Em 1999 ganha a categoria T1 (carros de Produção) no Dakar, em 2004 vai para a equipa oficial de BMW, onde dá nas vistas, e no ano seguinte é convidado para fazer parte da equipa oficial da Mitsubishi. Ganha a competição em 2006 e termiona em segundo na edição do ano passado. Este ano e, em conjunto com Peterhansel, sério candidato à vitória.



Nani Roma é espanhol, tem 35 anos e durante muito tempo foi um dos melhores pilotos de enduro do seu país. em 1996 começa a competir no Dakar e torna-se campeão da sua categoria em 2004 ao volante de uma KTM. No ano seguinte faz a transição para os automóveis, onde se torna terceiro piloto da Mitsubishi desde então. Apesar do estatuto, isso não impede de ser candidato aos primeiros lugares.



Hiroshi Masuoka é um veterano nestas andanças. Tem 47 anos e vem ao Dakar desde 1990. Em 1992 ganhou na categoria T2 e dez anos depois ganhou na Geral, tendo repetido o feito no ano seguinte, sempre ao volante da Mitsubishi. No ano passado, depois de dois anos em que ficou pelo caminho, Masuoka terminou o Dakar no quinto lugar. A sua veterania é sempre bem vinda para este rali e pode dar uma ajuda importante numa classificação final.


Por hoje é tudo. Amanhã falarei do maior rival da Mitsubishi neste Dakar: a equipa Volkswagen.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

"Vou poder mostrar-me a outras pessoas"

Alvaro Parente conta os dias até ao 17 de Janeiro, dia em que irá testar o Renault R27 no circuito espanhol de Jerez de La Frontera, e mostra isso nas declarações publicadas hoje no jornal Autosport: «Vou fazer o meu banco no dia 7, e depois vou concentrar-me em fazer um trabalho com a equipa. Não tenho nenhuma meta específica nem sei quantos quilómetros vou fazer, pois o meu tempo vai estar condicionado às necessidades da Renault».

Enquanto isso, o campeão 2007 da World Series by Renault 3.5 espera por respostas dos patrocinadores para poder ter um lugar na GP2 para 2008: «Nesta altura apenas espero confirmar algumas respostas dos patrocinadores. A iSport e a ART já estão completas, mas ainda existem alguns lugares competitivos». Apesar disso, Parente tem boas hipóteses na Super Nova e na Campos Racing, que ainda não anunciaram os seus pilotos.

O cartão de Natal de Bernie Ecclestone

Este cartão de Natal vi hoje no Blog F-1, do Felipe Maciel. Trata-se do cartão que o Bernie Ecclestone enviou aos seus amigos e familiares. Um deles, Roger Benoit, desmanchou-se e contou tudo ao tabloide suiço "Blick".


O cartão brinca com o caso da espionagem que abalou a Formula 1 em 2007, e mostra Mike Coulghan e Nigel Stephney a entregarem um presente da Ferrari a Ron Dennis, que receoso, afirma: "Desculpe, mas não posso aceitar. Tente da maneira convencional". Vá lá, o "tio" Bernie tem bom humor...

A Champcar está numa encruzilhada

Como todos sabem, a competição que já foi Indy e CART, passa agora por uma fase de encruzilhada, sendo agora uma pálida imagem daquilo que já foi não há muito tempo atrás. E numa altura em que Sebastien Bourdais, o homem que ganhou quatro títulos na competição, rumou à Formula 1, é altura de se pensar se a competição não estará a caminho da sua extinção, apesar de ter tido boa recepção na Europa...

O problema actual é que este campeonato está a perder as suas referências. Sem Bourdais, que voltou à Europa para os braços da Toro Rosso, restam poucas referências na competição. Muitos dos que andaram pelo pelotão da CART há alguns anos ou estão na IRL, ou estão na NASCAR, definitivamente a competição de eleição de todos os pilotos de referência americanos. Somente os canadianos Alex Tagliani e Paul Tracy ficaram fieis à Champcar, e das equipas principais, somente a Newman/Haas é a unica equipa de referência. Outras como a Patrick Racing, Chip Ganassi e a Penske, estão ou na IRL ou na NASCAR.

O que é que sobra? Pouco. Há a hipótese de muitos dos que correram na GP2, como o venezuelano Ernesto Viso, o brasileiro Alexandre (Xandinho) Negrão. Já foram testar, e se conseguirem os apoios necessários, pode ser que haja lugar para eles em 2008. Há contudo alguma esperança, pois há equipas que vão lançar três carros para o pelotão, e um bom exemplo é a Minardi, que para além de Dan Clarke e Robert Doornbos, colocará um terceiro carro.

Quem também poderá ir para a Champcar é um apelido famoso: Lauda. Depois de uma carreira modesta no DTM, Mathias Lauda pode estar a caminho do outro lado do Atlântico, e quem também pode ir, segundo o site Sportmotores, poderá ser o português Pedro Petiz, que depois de ganhar o Troféu Megane Eurocup, precisa de um novo rumo na sua carreira. E diz-se que Filipe Albuquerque é outro que poderá estar interessado em rumar para os States...

Bom, as unicas coisas que posso meter aqui e que estão confirmadas, são estas:

Calendário da CART para 2008:

20 de Abril - Long Beach
27 de Abril - Houston
18 de Maio - Laguna Seca
1 de Junho - Zolder (Belgica)
8 de Junho - Jerez de la Frontera (Espanha)
22 de Junho - Cleveland
29 de Junho - Mont-Tremblant (Canadá)
6 de Julho - Toronto (Canadá)
20 de Julho - Edmonton (Canadá)
27 de Julho - Portland
10 de Agosto - Road America
14 de Setembro - Assen (Holanda)
26 de Outubro - Surfers Paradise (Australia)
9 de Novembro - Cidade do México (México)

E os pilotos que estão confirmados até agora:

Newman/Haas:

- Graham Rahal (Estados Unidos)
- a definir

Forsythe/Petit Racing


- Paul Tracy (Canadá)
- a definir
- a definir

Minardi Team USA

- Robert Doornbos (Holanda)
- Dan Clarke (Inglaterra)
- a definir

Team Australia


- Will Power (Austrália)
- Simon Pagenaud (França)

Rocketsports


- a definir


Dale Coyne Racing


- Bruno Junqueira (Brasil)
- a definir

PKV Racing


- Neel Jani (Suiça)
- a definir



Pacific Coast Motorsports


- Alex Figge (Estados Unidos)
- a definir


Conquest Racing

- a definir
- a definir

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Bolides Memoráveis - Lotus 49 (1967-70)

Há quarenta anos atrás, a Formula 1 passou por uma grande mudança, ganhando uma nova motorização, a Formula de 3 Litros, e preparava-se para abraçar outras mudanças que iriam modificar para sempre a face da Formula 1. Três delas foram a introdução da publicidade nos carros de competição, o motor Cosworth e... o Lotus 49. É deste último que vou falar.


No final de 1966, Chapman e a Lotus não se adaptaram muito bem à nova Formula 3 Litros. Com a Coventry-Climax, que tinha dominado a Formula de 1.5 Litros, a retirar-se de competição, precisava de um novo motor para continuar a ser competitivo. O seu salvador veio na pessoa de Walter Hayes, o director de competição da Ford na Europa, que pediu a Mike Costin e a Keith Duckworth que projectassem um motor Ford V8 de quatro válvulas duplas (daí os motores terem a sigla DFV - "double four valve"). Foi aqui que nasceu a Cosworth.


Resolvida a questão do motor, faltava o chassis. Sabendo que o Lotus 33 já não servia para os seus propósitos, projectou logo um novo chassis para albergar o novo motor, mas este não ficou pronto a tempo do primeiro GP da época, na Africa do Sul. Somente no GP seguinte, na Holanda, é que o conjunto se estreou.


Quando Jim Clark e Graham Hill testaram o carro, afirmaram que era um chassis fácil de guiar, apesar de terem problemas para lidar com o motor Cosworth, devido às suas imprevisíveis reacções. Contudo, eram problemas de juventude, e cedo, o carro revelou-se ter um potêncial vencedor: Clark ganha em Zandvoort, e irá ganhar mais três corridas em 1967, mas devido à pouca fiabilidade do motor Cosworth, as suas esperanças de alcançar o título naquele ano ficaram postas de lado, em favor dos mais fiáveis Brabham-Repco de Dennis Hulme e Jack Brabham.


Em 1968, o carro torna-se mais fiável e Colin Chapman tem esperança que o carro lhe dê a Clark o seu terceiro título mundial. O britânico ganha na Africa do Sul e as Tasman Series, a série que era corrida na Australia e na Nova Zelândia, mas a 7 de Abril de 1968, numa mera prova de Formula 2, no circuito de Hockenheim, Jim Clark sofre um acidente fatal.


O acidente tem reprecursões na equipa. Colin Chapman, o melhor amigo de Clark, ponderou retirar-se da Formula 1, mas o companheiro de equipa, Graham Hill, compôs a equipa e ganhou três corridas nesse ano (Espanha, Monaco e México) para alcançar o seu bi-campeonato, perante a oposição dos Matras de Jackie Stewart e Jean-Pierre Beltoise. No final desse ano, para além do título mundial de pilotos, a Lotus alcança também o título mundial de construtores.


Foi também nesse ano que a Formula 1 sofreu uma nova mudança: a entrada dos patrocinios. Quando Chapman soube que a Comission Sportive Internationale (a antecessora da FIA) iria abolir as cores dos carros de acordo com a nacionalidade, Chapman tratou logo de arranjar o patrocinio da Imperial Tobacco, que custou na altura 60 mil libras (quase um milhão de Euros, ao câmbio actual). Nas Tasman Series, Jim Clark apareceia com os carros vestidos de vermelho, branco e dourado da marca de cigarros Golden Leaf, e começava uma nova era.


Foi também nesse ano que começaram a ser usados os aerofólios, usados primeiro pelos Ferrari, mas depois a Lotus desenvolveu o conceito até quase a certos limites que roçaram o absurdo e levaram a um grave acidente no GP de Espanha de 1969, com Jochen Rindt a ser vlevado ao hospital devido a uma quebra do aerofólio traseiro.


Nesse ano, Chapman tentou encontrar um substituto para o Lotus 49, concebendo o Lotus 63 de quatro rodas motrizes. Contudo, esse projecto foi um fracasso absoluto, pois eram carros ingovernáveis. Assim sendo, não restava a Chapman do que continuar com os 49 por mais um ano, ganhando duas corridas, no Mónaco (Hill) e em Watkins Glen (Rindt). O carro continuou a correr no inicio de 1970, enquanto que Chapman acabava um novo projecto de carro, que viria a ser o Lotus 72, onde viria a ganhar uma última vez, no GP do Mónaco de 1970, através de Jochen Rindt.



Carro: Lotus 49

Projectistas: Colin Chapman e Maurice Phillipe
Motor: Cosworth V8 de 3 Litros
Pilotos: Jim Clark, Graham Hill, Jochen Rindt, Emerson Fittipaldi, Jo Siffert, Richard Attwood, Brian Redman, Jackie Oliver, Mario Andretti.
Corridas: 39
Vitórias: 12 (Clark 5, Hill 4, Rindt 2, Siffert 1)
Poles: 19 (Clark 7, Hill 5, Rindt 5, Siffert 1, Andretti 1)
Voltas Mais Rápidas: 14 (Clark 5, Rindt 3, Siffert 3, Hill 2, Oliver 1)
Pontos: 212 (Hill 89, Clark 50, Rindt 31, Siffert 27, Oliver 6, Attwood 3, Fittipaldi 3)
Títulos: Campeão do Mundo de Condutores em 1968 (Graham Hill), Campeão do Mundo de Construtores, em 1968 e 1969.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Feliz Natal a todos!

Bom, por estas bandas faltam poucas horas para a Ceia de Natal, e os familiares estão chegando a minha casa para saborearmos um bom bacalhau cozido no forno, como de costume. As prendas estão alinhadas na árvore, e tenho a minha prima de quatro anos ansiosa para mexer e abrir as prendas antes do tempo.


E nesta altura em que desejamos o melhor para todos, eu também desejo-vos um Feliz Natal e que tenham as prendas que desejaram, junto dos vossos entes queridos. O blog não para, volta à acção no dia 25, com mais calma, e com mais histórias para contar. Um Bom Natal para todos!

A capa do Autosport desta semana

Achei esta capa um pouco estranha a principio, mas depois como no Natal as pessoas vão mais ao circo, a ideia era essa... Ainda por cima, com o Dakar à porta, as coisas combinam-se! Outro assunto que está lá dentro do jornal, é uma reportagem sobre os pais dos pilotos de Formula 1. E nessa reportagem, há de tudo um pouco: desde os omnipresentes (Hamilton, Alonso, Button...) até os que deixam respirar os filhos (Kubica, Webber...). Uma reportagem interesdsante, a não perder!

domingo, 23 de dezembro de 2007

A minha imagem do dia

Ainda Michele Alboreto. Quando via imagens dele no site não-oficial dele, deparei-me com esta, captada no GP do Mónaco de 1984. Trata-se de uma excelente imagem, pois vê-se que é tirada de longe, e reparas que há outro carro à frente dele, talvez o do seu companheiro de equipa, René Arnoux. Uma imagem bela, para homenagear um excelente piloto...

Lembrando Michele Alboreto

Se estivesse vivo, faria hoje 51 anos. Mas hoje, só poderemos é homenagear Michele Alboreto neste aniversário natalício, ele que era um piloto versátil, e que se tornou numa referência do automobilismo italiano e mundial nos anos 80, especialmente, por duas coisas: por ter dado à Tyrrell as suas duas últimas vitórias da sua carreira, e por ter sido o último piloto italiano a ganhar pela Ferrari.


Teve uma carreira longa e versátil, quer na Formula 1, quer mais tarde nos Sport-Protótipos, correndo pela Porsche e Audi, vencendo por uma vez as 24 Horas de Le Mans, em 1997, com o seu amigo e ex-companheiro de equipa na Ferrari, Stefan Johansson. Cinco anos e meio depois de ter morrido, num acidente na oval alemã de Lauritzsring, aquilo que ficou são as imagens e fotografias de um dos melhores pilotos da sua geração na Itália, que podem ver aqui.

O busto de Graham Hill

Um homem de 47 anos foi ontem preso em Bolton, Inglaterra, depois de ter sido acusado de receptação de objectos roubados. A razão? ele tinha em sua casa um busto de Graham Hill, bi-campeão do mundo de Formula 1, em 1962 e 1968, que foi roubado da sede do British Racers Driving Club (BRDC), em Silverstone (a duas horas de carro de Bolton), em... 1999!


"Este foi uma presente de Natal antecipado para nós. Estamos nas nuvens. Já tinhamos mandado fazer outro busto há anosm nas iremos coloca-lo noutro local, pois o original vai para o lugar que pertence." afirmou Stuart Pringle, o secretário-geral do clube à agência Reuters.

Já agora, o actual director do BRDC é... Damon Hill, seu filho e campeão do mundo de Formula 1 em 1996.


P.S: Já agora, da próxima vez que o jornal "A Bola" paginar a sua edição, verifiquem por mais do que uma vez que não eastão a repetir a mesma noticia noutra página. Isso acontece de quando em quando, mas hoje, ver a mesma noticia em páginas seguidas, acho que é um pouco demais...