terça-feira, 19 de maio de 2009

O lider passeia-se...

A Formula 1 chegou por fim ao Mónaco, a paragem mais glamourosa do ano. E há quem goze a liderança, mostrando-se numa pose de "não tô nem aí", como o Jenson Button, actual lider do Mundial. E demonstra a sua liderança... tal como veio ao mundo.


Button foi tomar um banho de mar, e um "paparazzi" achou por bem tirar as fotos dele em pelota. O The Sun comprou as fotos e decidiu expô-las no seu tabloide. Qual é a utilidade disso? Nenhuma. Apenas um fait-divers. Mas acredito que algumas das meninas do pelotão possam ficar interessadas em ver o peitoral do menino Jenson, não é?


Enfim, algo diferente para nos distrairmos da guerra FOTA-FIA...

FIA e Ferrari confrontam-se em Paris... de novo!

Mais uma ronda da guerra FIA-FOTA vai decorrer esta tarde em Paris. A entidade máxima do automobilismo vai comparecer hoje perante o Tribunal de Grande Instância de Paris, devido à providência cautelar pedida pela Ferrari, no sentido de impedir a FIA de aplicar os seus regulamentos para 2010, que referem entre outros, um tecto orçamental para as equipas de Formula 1.

"As inscrições para o Mundial de F1 de 2010 encerram a 29 de Maio, e como é público, não é possível à equipas inscreverem-se sem aceitarem o novo regulamento imposto pela FIA, que não está de acordo com o que foi anteriormente assumido com a Ferrari, pelo que não tivemos outra escolha que não passasse pelos tribunais", explicou Emmanuel Gaillard, um dos advogados da Scuderia.


A Ferrari alega que tem direito de veto sobre alterações aos regulamentos até 2012, na sequência de um acordo assinado com a FIA em 2005. A Scuderia afirma agora que a FIA passou por cima desse direito adquirido, para poder imprimir as novas regras que estão a criar grande revolta da generalidade das equipas, e da própria Ferrari. Max Mosley justifica-se afirmando que esse acordo deixou de ter validade a partir do momento em que a Ferrari se juntou à FOTA, no acto da sua fundação, em Setembro de 2008. O Tribunal revela amanha a decisão, mas o mais provável é que esta situação não termine aí, pois caso a sentença seja válida para qualquer um dos lados, a outra parte poderá recorrer.

Historieta da Formula 1: como os irlandeses...

... adoravam gozar com a cara de Bernie Ecclestone no Grande Prémio de Inglaterra!

Históricamente, irlandeses e escoceses nunca se deram muito bom com os ingleses, pois eles são vistos como o "invasor" das suas terras, e os que lhes tiraram a sua independência. A Irlanda moderna nasceu em 1922, mas só após alguns anos de guerra civil. Quanto à Escócia, apesar de fazer parte do Reino Unido e de ter autonomia politica face à Inglaterra, há independentistas que não desistem do sonho. Especialmente agora que são Governo...

Mas esta historieta é contada por Dave Kennedy, ex-piloto de Formula 1... irlandês nos anos 80, e actual comentador de televisão no canal Setanta Sports: "Em meados dos anos 80, eu corrida em Inglaterra, com o Michael Roe, o Bernard Devaney e outros, enquanto que Eddie Jordan e os seus amigos tinham uma equipa de Formula 3. Claro que queriamos todos ir a Silverstone por alturas do Grande Prémio, mas estava fora de questão pagar para entrar, pois isso era dar dinheiro aos ingleses. Forjar um passe para o carro, uma Ford Transit, e conseguir que alguém emprestasse outro ao Eddie, só para ele entrar no circuito, não era difícil, mas o que os guardas não sabiam é que na traseira do Transit, debaixo de uma carpete enorme, estavam deitados sete ou oito irlandeses, todos a entrar sem pagar. Depois espalhavamo-nos no paddock e o Bernie nunca percebia o milagre da multiplicação dos irlandeses..."

Tudo isto ocorreu durante anos a fio, mesmo nas barbas do Tio Bernie, até que... "quando começaram os passes electrónicos, acabou-se a brincadeira e agora temos de trabalhar cá dentro para termos passes. Mas ao menos não pagamos nada para entrar em Silverstone!" Tudo acaba sempre bem para os irlandeses...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana é interessante de se ver, pois tem imagens de tudo que foi evento na semana passada (excepto o WTCC, uma falha) e a maior parte das coisas que vão ser noticia no próximo fim de semana, como o GP do Mónaco, as 500 Milhas de Indianápolis, com a obvia chamada de atenção à Danica Patrick (importa saber que ela só vai partir da décima posição na grelha...) e até o Todo-o-Terreno...




Como é obvio, as polémica FOTA-FIA está para lavar e durar, e o título é sugestivo: "Mad Max não cede às equipas, Ferrari lidera revolta", onde se fala em campeonatos e calendários rebeldes, com a óbvia participação de Portugal no barulho... resta saber para que lado da barricada fica Portimão... ou haverá algo mais? Os meses que se seguem serão quentes, vão, vão!


Para além disso, a entrevista a Carlos Sousa, o mais bem sucedido piloto português de todo o terreno (e também tem os seus motivos de queixa!) e a referência ao fim de semana competitivo no Autódromo de Portimão, com o PTCC e o GT Open espanhol. Tudo isso a ver a partir de amanhã, numa banca perto de minha casa...

Mosley fléxivel com inscrições para 2010

O dia 29 de Maio aproxima-se, mas o presidente da FIA, Max Mosley, admite que nessa data muitas das actuais equipas de Formula 1 podem não estar inscritas nesse dia. Sendo assim, "Mad Max" admite prolongar o prazo, dando algum sinal de flexibilidade, mas... só enquanto os lugares não forem preenchidos.

"Julgo que iremos ter entre três e seis equipas no final do prazo. Depois disso serão [consideradas] entradas atrasadas e se houver vagas poderão entrar, se não ficam de fora", afirmou Mosley ao site inglês Autosport.com. A confiança de Mosley na resolução do conflito a seu favor reflecte-se, ainda, na ideia de que mesmo que as equipas falhem o prazo de inscrição, serão breves a fazê-lo nos dias ou semanas a seguir ao deadline de 29 de Maio.

"Não tenho a certeza se a situação se irá arrastar até ao Inverno, porque se se colocarem na posição deles [das equipas]. Terão de tomar uma decisão rápida sobre aquilo que querem fazer. Se quiserem continuar a competir na Fórmula 1, podem vir e falar. Se quiserem partir e fazer qualquer outra coisa, então terão de começar a fazer um carro. Se as equipas não entrarem no Mundial de Formula 1, elas terão de decidir muito depressa o que irão fazer - criar a sua própria competição, competir noutra série qualquer ou fechar. E nesse caso, terão um problema ainda maior do que se trabalharem sob um tecto orçamental no que diz respeito aos seus funcionários", referiu o britânico.

Quanto à possibilidade de ser criada uma nova categoria, Mosley garante que a FIA não teria problemas em... apoiá-la: "Absolutamente. Nós teríamos de o fazer e fá-lo-íamos. Se fizessem outra série, eles poderiam escrever as suas próprias regras e nós apenas os iríamos inspeccionar em termos de segurança. E seria tudo", admitiu.

A1GP: Assen encerra época de 2010

A A1GP anunciou este fim de semana que o circuito TT Assen, na Holanda, irá encerrar a temporada 2010 da categoria, que corre com chassis da Ferrari. Depois de três anos a abrir a competição, no circuito de Zandvoort, a próxima temporada, que terá em principio o seu começo no circuito australiano de Surfers Paradise, a 25 de Outubro, encerrará numa das catedrais... do motociclismo.




"Assen é uma pista com imensa história. Já albergou uma variedade de corridas, todas elas bem sucedidas, quer em duas quer em quatro rodas, e isto será uma aventura nova e excitante para nós.", afirmou Tony Teixeira, o presidente da A1GP.


A zona de Assen é palco de corridas desde 1925, e em 1955 foi construido um circuito permanente, que foi modificado em 2006, para os actuais 4555 metros. As suas bancadas podem albergar cem mil espectadores, normalmente é palco do GP da Holanda de motociclismo, que acontece sempre... ao Sábado. Em 2007, foi palco de uma corrida do campeonato CART.

domingo, 17 de maio de 2009

Finlandês que se preze...



... faz videoclips sobre os ralies. É o caso do famoso Antti Kahola, o prodigio de 18 anos que após algum tempo de ausência, colocou na semana passada o seu mais recente video produzido por ele. E claro, desta vez tem a ver com o mundo dos Ralies.


Em pouco mais de cinco minutos, Antti mostra-nos as "Quatro Estações" do WRC, que vão desde os gelos da Suécia ou Monte Carlo, passando pelas lamas inglesas, as noites do Col de Turini, os saltos de Fafe-Lameirinha, ou as longas picadas do Quénia, ao lado de leopardos, leões e antilopes... a beleza do automobilismo também passa pelas suas paisagens!

Eis algo insólito!




A coisa aconteceu numa das corridas do WTCC, esta tarde, no circuito urbano de Pau. E o invulgar nesta situação resulta na falha de comunicação por parte dos organizadores do circuito francês. Sendo Pau um circuito urbano, logo, estreito para os carros, quando há sarilho, recomenda-se a entrada do Safety Car. Neste caso em particular, tratou-se do BMW 320i do espanhol Felix Portero, que teve um principio de incêndio, no qual os organizadores acharam por bem colocar o safety Car, um Chevrolet Cruze da organização.


Ora, o piloto decidiu entrar em cena na pior altura possivel, e quem pagou as favas foi o BMW de Franz Englster...

WTCC: BMW dominam em Pau, Seat perdem dois segundos por volta

O fim de semana do WTCC em Pau demonstrou que os BMW e os Chevrolet dominaram as corridas do fim de semana francês, com os Seat a ficaram na cauda da tabela, depois da FIA ter alterado os regulamentos em relação ao limitador da potência dos Turbo, que causou a declassificação do Seat de Tiago Monteiro, na segunda corrida de Marrakech, em Marrocos.

Para piorar as coisas, o fim de semana foi fértil em polémicas, com toda a gente a queixar-se de toda a gente em relação à legalidade das limitações às rotações dos carros, que levou á anulação dos tempos a sete carros. Com todas as equipas a queixarem-se umas das outras, a plémica está lançada, e não se admire que possa haver decisões fortes nos próximos dias, que possam colocar em causa o campeonato deste ano. Para além disso, um incidente de corrida, na segunda volta da segunda corrida do dia, em que o Safety Car, que entrou devido ao incêndio no BMW de Felix Portero, precipitou-se a entrar na pista e bateu no BMW de Franz Englester, causando a interrupção da corrida.

Curiosamente, nessa corrida, quem herdou a liderança foi o Chevrolet Cruze de Alan Menu, que lá ficou até ao final, apesar das pressões por parte do BMW do brasileiro Augusto Farfus. O inglês Rob Huff subiu ao lugar mais baixo do pódio, enquanto que Gabriele Tarquini foi o melhor dos Seat, na sexta posição da corrida, e Tiago Monteiro terminou a prova na 11ª posição. Na corrida anterior, foram de novo os Chevrolet a ganhar, com Rob Huff, seguido dos BMW de Augusto Farfus e de Jorg Muller, com os Seat fora dos oito primeiros classificados.

Esses resultados, bem como as novas regras, deixaram a equipa espanhola na mão. Em Pau, perante a tolerância zero aos limites de potência do turbo, obrigados pela FIA, a equipa viu-se forçada a reduzir a potência de cada unidade, o que resultou numa diminuição em 40 cavalos da performance em pista. Num campeonato que, até aqui, tinha normalmente 15 pilotos dentro do mesmo segundo, isso significou cerca de dois segundos por volta a mais para os León TDI. Algo que deixa os pilotos oficiais da marca, como Tiago Monteiro, bastante frustrados:

"Os últimos dias foram muito frustrantes. Ninguém encontra justificação para mais esta alteração nos regulamentos. Para mim e para os outros quatro pilotos é como se estivéssemos a pilotar outro carro. Temos 40 cavalos a menos, o que representa uma diferença de quase dois segundos por volta para os mais rápidos. Tanto na primeira como na segunda corrida percebemos que assim os nossos Léon TDI dependem do azar dos outros para chegar aos pontos. Se nada acontecer à nossa frente podemos, na melhor das hipóteses, chegar a meio da tabela. Mais, neste estado actual das coisas, o resultado fica sempre em suspenso, até que venha a confirmação da direcção de prova, depois de demoradas verificações técnicas. Penso que, perante este cenário, a Seat irá repensar o futuro. Mas, vamos ter de aguardar pelo próximos dias para conhecer uma decisão da equipa", afirmou.

Com estas polémicas novas no WTCC, esperamos uma decisão radical em vista?

PTCC 2009 - Portimão (Corridas)

José Pedro Fontes, no seu BMW 320i, e Patrick Cunha, no Seat Leon Supercopa, foram os grandes vencedores das corridas de hoje no Autódromo Internacional de Portimão, na terceira jornada dupla do Campeonato Português de Velocidade, mais conhecido pela sua sigla internacional, o PTCC.



A primeira corrida do dia foi marcada logo na primeira curva, quando o "poleman" João Pedro Figueiredo, no seu Peugeot 407 S2000, levou um toque de Patrick Cunha, que o fez despistar e cair várias posições. Devido a isso, Figueiredo somente recuperou até ao terceiro posto final, enquanto que Cunha foi penalizado com o "stop and go", e terminou na sétima posição. Quem aproveitou disso foi José Pedro Fontes, que passou para a liderança e aproveitou o facto de Duarte Felix da Costa estar mais preocupado com a regularidade, aproveitando a ausência do seu rival César Campaniço, que correu este fim de semana em Adria, no ADAC GT.


No final da corrida, Felix da Costa acabou na quarta posição e ascendeu á liderança do campeonato, atrás de Figueredo, que ficou com o lugar mais baixo do pódio. Na segunda posição, atrás de José Pedro Fontes, o vencedor, ficou o luso-francês Joffrey Didier, no seu Seat Leon Supercopa, que conseguiu o seu melhor resultado do ano.



José Pedro Fontes era um homem feliz com este resultado: “Tirei partido da confusão inicial. Quando cheguei à liderança procurei manter a concentração e mas a determinada altura percebi que o Joffrey se aproximava e tive que forçar novamente para salvaguardar a minha vantagem. Estou muito contente com esta vitória”, afirmou.


Na segunda corrida do dia, Patrick Cunha estava numa posição priveligiada para alcançar a vitória, dado que partia da segunda posição da grelha. Na largada, foi surpreendido com o arranque-canhão de José Monroy, que partiu para a frente, e Cunha foi atrás dele para o alcançar a liderança, algo que conseguiu poucas voltas depois. Após isso, foi-se embora sem mais ser incomodado, rumo a sua primeira vitória do ano na competição.


"Fiz um bom arranque e apesar de ter sido ultrapassado pelo José Monroy, dei o tudo por tudo para o passar logo no início, consegui, e depois de aguentar ainda a pressão do Félix da Costa, acabei por me afastar na liderança e controlar a corrida até ao fim. Estou naturalmente satisfeito e espero que esta seja a primeira de muitas vitórias no que falta do campeonato.", afirmou o piloto do Seat Leon Supercopa.


Logo a seguir ficou José Pedro Fontes, no seu BMW 320i, que em Portimão faz uma jornada excelente para as suas cores, dado que venceu na primeira corrida do fim de semana algarvio. Fontes aguentou as investidas de Duarte Felix da Costa, que com este terceiro lugar, consolida a sua liderança no campeonato nacional de Turismos.


A próxima jornada dupla do PTCC vai acontecer no fim de semana de 13 e 14 de Junho, no Autódromo do Estoril.

sábado, 16 de maio de 2009

WTCC: BMW dominam a qualificação em Pau

Os WTCC estreiam-se este fim de semana em paragens europeias, num dos classicos circuitos franceses de rua, em Pau, depois por passagens em Curitiba, Puebla e Marrakesh. E aqui, os melhores doram os BMW, com Augusto Farfus e Andy Prilaux a serem os melhores, e os Seat Leon TDi a terem grandes dificulades, sendo o sueco Rykard Rydell a ser o melhor, conseguindo... o 15º tempo. Outro dos pilotos da marca, o português Tiago Monteiro, vai partir da 21ª posição.

O mais interessante nesta sessão de treinos é que os Seat's estiveram tão mal que o melhor foi o de... Tom Coronel, com com o seu carro a gasolina foi terceiro, a meio segundo dos BMW. Quanto aos Chevrolet, qualificaram-se juntos, nas quinta, sexta e sétima posições. Robert Huff foi o melhor de todos, à frente de Alain Menu e de Nicola Larini. Sérgio Hernandez, Félix Porteiro e Franz Engstler, três independentes, todos em BMW, completaram o lote dos dez mais rápidos.

As corridas decorrem amanhã, e terão transmissão directa no canal pan-europeu Eurosport.

GP Memória - Mónaco 1999

Quinze dias depois de San Marino, máquinas e pilotos chegam para correr nas ruas sinuosas de Monte Carlo para a corrida mais clássica e glamourosa do ano. Em Imola, Michael Schumacher tinha ganho a sua primeira corrida do ano, e estava na disposição de ganhar mais, para demonstrar a sua candidatura ao título perante o último campeão, Mika Hakkinen. O finlandês, por seu turno, queria demonstrar que o seu erro de Imola não foi mais do que um azar e que uma vitória nas ruas do Principado voltaria por as coisas no seu lugar.


Sem novidades de maior no pelotão, os treinos demonstraram a sua emoção nos últimos minutos. Schumacher liderou a tabela de tempos nessa altura, e tudo indicava que ele iria partir do primeiro lugar no dia seguinte. Mas praticamente no último minuto, Hakkinen faz uma volta excepcional, e arrebata a pole-position ao alemão da Ferrari, por apenas 0.064 segundos (1.20,547 do finlandês contra 1.20,611 do alemão) A segunda fila era exactamente igual: David Coulthard era melhor do que Eddie Irvine, e na terceira fila, Rubens Barrichello, no seu Stewart (que comemorava o seu centésimo Grande Prémio da sua carreira), conseguia bater o Jordan de Heinz-Harald Frentzen, e na quarta fila, o italiano Jarno Trulli dava à Prost a sua melhor posição do ano, ficando á frente do BAR de Jacques Villeneuve. A fechar o “top ten” estavam os Benetton de Alexander Wurz e Giancarlo Fisichella.


A corrida foi decidida no momento da largada: Michael Schumacher arrancou bem e passou Mika Hakkinen na primeira curva, após a Ste. Devote. Mais leve do que o finlandês, apostou numa só paragem, cedo, para suplantar os McLaren, que iriam parar por duas vezes. Por causa disso, nas primeiras voltas, começou a ter uma vantagem de meio segundo em cada volta. Assim sendo, as coisas na corrida foram aborrecidas, pois Schumacher liderou em todas as voltas da corrida monegasca. Mais atrás, Mika Hakkinen tentava acompanhar Schumacher, a mas a partir da volta 18 começa a ter problemas de estabilidade no seu carro, principalmente com uma frente demasiado dura e demasiado instável.


Mais atrás, Irvine, que também tinha batido David Coulthard na largada, também afastava-se de do escocês, apesar de usar duas paragens na corrida. Quando Hakkinen se despistou na descida do Mirabeau, na volta 39, o irlandês aproveitou e passou o finlandês para a segunda posição, praticamente terminando a disputa a favor dos carros do Cavalino Rampante.


No final, Schumacher e Irvine comemoravam a dobradinha da Ferrari, algo inédito nesse ano. O piloto alemão conseguia a sua terceira vitória na carreira nas ruas monegascas, e era aqui que o piloto alemão conseguia a sua 16º vitória ao serviço da Scuderia, batendo o “record” de Niki Lauda. Mas Schumacher não iria ficar por aí…


Depois dos Ferrari e do McLaren de Hakkinen, nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Jordan de Heinz-Harald Frentzen e os Benetton de Alexander Wurz e Giancarlo Fisichella.



Fontes:

Santos, Francisco – “Formula 1 1999/2000”, Ed. Talento, Lisboa/São Paulo, 1999


http://en.wikipedia.org/wiki/1999_Monaco_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr634.html

sexta-feira, 15 de maio de 2009

FIA vs FOTA: as reacções de hoje

A noticia sobre o falhanço do acordo entre FIA e FOTA levou a várias reacções nos quadrandes da Formula 1. Se do lado da FOTA, os contrutores mantêm-se unidos e apoiam a decisão de abandonar a competição, com a hipótese do campeonato paralelo a ganhar cada vez mais força, do lado da FIA, Max Mosley demonstra que não está preocupado com um eventual abandono da Ferrari e demais equipas da Formula 1.

"Não creio que o façam [deixem a F1]. Há esta ideia de que há algum tipo de crise, mas eu não acredito que haja crise", afirmou Mosley ao Autosport.com. "Eu ficaria muito surpreendido se a Ferrari abandonasse mesmo, porque têm dito que vão sair mas entraram [hoje] com uma acção nos tribunais para impedir que as regras sejam alteradas. Se eles fossem mesmo sair, seria de pensar que eles apenas abandonariam. Mas em todo o caso, isso não será um problema ao longo de grande parte do ano, ou dez meses", concluiu.

Depois disso, falou sobre as hipóteses de aparecerem novas equipas no pelotão da Formula 1, como a Lola, que confirmou hoje a sua presença:

"Agora que isso foi feito, as novas equipas irão candidatar-se e vamos analisá-las e tomar uma decisão. Na altura, provavelmente existirão mais algumas vagas, e talvez outras equipas decidam entrar mais tarde, dependendo dos casos. Não haverá nenhuma crise até Março de 2010, que é quando vamos para Melbourne. Há imenso tempo", reforçou o homem-forte da FIA.

Por outro lado, a posição da Ferrari foi apoiada por outras equipas, como a Toyota, cujo presidente, John Howlett, veio a público apoiar tal decisão: "Sei que a Ferrari tomou algum tipo de acção legal, e do ponto de vista da Toyota percebemos a posição deles e apoiamo-los", afirmou Howett.


Entretanto, ainda hoje, o hepta-campeão do Mundo, Michael Schumacher, que tem estado silencioso nestes ultimos tempos, veio a público defender a posição da Ferrari, e dizer de sua justiça sobre o que aconteceria à formula 1, caso a Ferrari abandone a Formula 1 no final do ano: "Apoio-a totalmente. A Ferrari é uma parte imensamente importante da Formula 1, que sem ela seria uma série de segunda categoria. Aquelas ideias de tecto orçamental e liberdade técnica sugeridas pela FIA não têm sentido para nós. Dever-se-ia iniciar de imediato um diálogo entre as partes para se chegar a um compromisso que permita [à Ferrari] ficar", afirmou o agora conselheiro da marca italiana.

"Para mim, seria inimaginável uma Formula 1 sem a Ferrari", finalizou o alemão.

FIA vs FOTA: não há acordo!

A FIA e a FOTA reuniram-se esta tarde em Londres para tentar debelar as divergências entre ambas as entidades relacionadas com o tecto orçamental e as novas regras. A reunião acabou há pouco mais de meia hora, e aparentemente não houve acordo entre Max Mosley, o representate da Ferrari, Stefano Domenicalli, no lugar do presidente Luca di Montezemolo, que está em Itália devido á moirte do seu pai, Massimo.

Caso se confirme essa divergência, mostra-se cada vez mais que Max Mosley pretende puxar as coisas até ao limite, ou seja... deseja a cisão da Formula 1, pois quer verificar até que ponto eles vão levar isto por diante. É o que dá negociar com o sado-maso, rapazes!

Tudo tem um fim, infelizmente

Ontem à noite, recebi a notica no meu mail de que o programa de rádio 16 Valvulas, do Gonçalo Sousa Cabral, vai amanhã chegar ao seu fim, depois de três anos no ar na Rádio Telefonia do Alentejo, em Évora. Eis parte da mensagem que recebi:




"Pois é, meus amigos. Chegou a hora de nova mudança de vida do 16 Válvulas. Depois de três anos na Rádio Telefonia do Alentejo, eis que no próximo Sábado dia 16 de Maio vai chegar ao fim o Programa de Rádio dos Campeões.


Vicissitudes várias levam ao final desta aventura emplogante que tive o prazer de partilhar com todos vós.Espero ter contribuído para uma outra visão da vossa parte em relação ao Desporto Motorizado trazendo até a uma Rádio privada , do interior de Portugal os maiores nomes portugueses e internacionais. (...)"


É sempre triste ver um projecto destes chegar ao fim, especialmente quando se saber que é raro, muito raro, existir programas sobre automobilismo em rádios privadas, neste país. Especialmente este programa, que ao longo desse tempo todo trouxe a essas ondas hertezianas uma bela quantidade de pilotos nacionais e estrangeiros. Ainda por cima, desde o ano passado que conheci este grupo de pessoas, lideradas pelo Gonçalo.


Claro, acaba o programa de rádio, mas o blog continua. Mas isso tera uma dimensão completamente diferente... e espero que volte para outras ondas hertezianas.