sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O último dos moicanos: Tony Rolt (1918-2008)

Esta quarta feira, morreu o último piloto ainda vivo que participou na primeira corrida de Formula 1 da história, o Grande Prémio de Inglaterra de 1950. O seu nome era Anthony Rolt, e se a sua participação na Formula 1 foi pequena (três corridas, nunca acabou), a sua vida merece um filme.


Anthony Peter Roylance Rolt nasceu a 16 de Outubro de 1918 em Bordon, no Hampshire, centro de Inglaterra, foi educado no selecto Eton College, e seguiu os passos do seu pai, um militar. Seguiu para a academia de Sandhurst, onde se graduou em 1939, quando a II Guerra Mundial começou. Enquanto isso, Holt corria em eventos motorizados, ao volante de um ERA, onde ganhou em 1936 o British Empire Racing Trophy, com apenas 18 anos.


Em 1940, o seu batalhão foi chamado para defender a cidade de Calais do imparável rolo compressor alemão, com os seus "Panzers" e "Stukas", numa estratégia conhecida como "guerra relâmpago". Foi feito prisioneiro pelos alemães no final dessa operação, mas nos quatro anos seguintes, não fez outra coisa senão tentar fugir do campo de prisioneiros. Tentou escapar por sete vezes, sempre sem resultado.


Após a sua sétima tentativa de fuga abortada, os alemães levaram-no em meados de 1943 para Colditz, o equivalente alemão a Alcatraz. Um castelo alto, na parte leste da Alemanha, com muros tão altos que era virtualmente impossivel escapar de lá. Mas mesmo ali, Rolt sempre teve a fuga em mente. Foi ele que concebeu o ardil mais engenhoso de todos: um planador com capacidade para duas pessoas. Contudo, a guerra acabou sem ele colocar o plano em prática.



Quando voltou, foi promovido a Major e recebeu a Military Cross, pelos seus feitos em Calais. Após isso, demitiu-se do exército e foi atrás da sua segunda paixão: o automobilismo. Juntamente com um mecânico, Freddy Dixon, dedicou-se à uma causa: as quatro rodas motrizes. Fundou a Rolt Dixon Manufacturing, que mais tarde se transformou em FF Developments, quando convenceu Harry Ferguson, o magnata dos tractores, a entrar no negócio. "Gentlemen Driver" por excelência, partilhou com Peter Walker um ERA na partida para o GP de Inglaterra de 1950, em Silverstone, onde não terminou.


Em 1953, foi contratado pela Jaguar para fazer parte da equipa oficial nas 24 Horas de Le Mans, ao lado de Duncan Hamilton (1920-1994), num Jaguar Tipo C. As histórias desse fim de semana na mítica prova francesa entraram na lenda. Durante muitos anos contou-se como estória verdadeira de que durante os treinos, correram com outro número, e os organizadores os desqualificaram. Tristes, foram para um bar local para "carpir as suas mágoas". Contudo, o "manager" da Jaguar, Lofty England (nome esquisito, hein?), convenceu os organizadores para que eles os reintegrassem. Quando os conseguiu, estavam tão bêbados que tiveram que dar café a Hamilton para que este se mantivesse acordado e alerta. Para piorar as coisas, Hamilton colidiu com um pássaro, partindo o seu nariz. Contudo, resistiu o suficiente para passar o carro para Rolt, que o levou até à vitória final.


Estória engraçada, não? Recentemente, foi reposta a verdade: eles nunca se estiveram bêbados quando souberam da sua reintegração na corrida. A unica coisa verdadeira foi o pássaro a bater na cara de Hamilton...



No ano seguinte, voltaram a Le Mans ao volante de um Jaguar Tipo D, e foram segundos classificados, sendo batidos pelo Ferrari 375 de Froilan Gonzalez e Maurice Trintignant.

No final dos anos 50, Rolt largou as corridas e convenceu Ferguson a financiar a construção de um carro de quatro rodas motrizes: o Ferguson P99. Correu em algumas ocasiões em 1961, sendo o seu momento de maior glória a vitória na International Gold Cup, em Oulton Park, quando foi guiado por Stirling Moss. Foi também a última vitória de um carro com motor à frente. Anos depois, o piloto disse que foi o melhor carro que jamais guiou.




Até à sua retirada de cena, trabalhou na sua empresa de engenharia, desenvolvendo tecnologia baseada nas quatro rodas motrizes, que mais tarde foi implementada na industria automóvel. O Jensen FF, de 1966, é um bom exemplo disso. Tudo isso o fez um homem rico, e passou relativamente tranquilo o resto dos seus dias, até esta quarta-feira, o dia da sua morte, aos 89 anos. Ars lunga, vita brevis.


Fontes:

http://www.grandprix.com/ns/ns20018.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Tony_Rolt
http://www.timesonline.co.uk/tol/comment/obituaries/article3329031.ece
http://www.kolumbus.fi/leif.snellman/dr.htm

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Rali da Suécia - Prólogo

Amanhã começa a segunda etapa do Mundial WRC de 2008, com a realização do Rali da Suécia. Depois de ameaças de cancelamento devido à falta de neve, esta veio em força na semana passada, dando aos organizadores o ingrediente necessário para a sua realização.

Normalmente, diria que Sebastien Löeb é o favorito, mas desta vez estamos na Suécia, em neve, e aqui, quem manda são os pilotos "da casa". Portanto, pilotos como Peter Solberg, Mirko Hirvonnen ou Jari-Mari Latvala têm bastantes hipóteses de vitória.


Para nós portugueses, intressa-nos o Mundial de Produção, pois temos este ano dois pilotos, ambos ao volante de Mitsubishi Lancer Evo IX: Armindo Araújo e Bernardo Sousa. Se Araújo vem repetir e tentar melhorar as suas performances do ano passado (já afirmou que é candidato ao título), Bernardo Sousa, apoiado pela Red Bull, é o benjamim da prova, pois tem apenas 20 anos.

Esta tarde, decorreu em Karlstad o prólogo da prova. Quem levou a melhor por hoje foi o Subaru de Petter Solberg, que conseguiu meio segundo de vantagem sobre o Ford Focus de Jari-Mari Latvala. Sebastien Löeb foi terceiro, no seu Citroen C4, enquanto que Henning Solberg, irmão de Peter, foi quinto.

Quanto à Produção, Armindo já marcou a sua presença, ao ser segundo, atrás do checo Martin Prokop. Bernardo Sousa também teve uma prestação meritória, ficando no "top ten".

Amanhã, o rali começa "a doer".

Olha, elegeram-me! Então vou eleger também.

Estava eu a fazer a minha "visita de médico" ao Blog do Nuvolari, quando li o seu mais recente post. Basicamente elegeu este blog como "não sendo mau de todo". Obrigado, é essa a minha missão! E para provar isso, as quase 90 mil visitas em um cerca de um ano de existência.


Mas claro, acima de tudo estou agradecido pela escolha dele. Ainda por cima é um blog estrangeiro que me escolhe! É mais um sinal de que o talento português é reconhecido no estrangeiro...


Bom, o prémio do Nuvolari tem uma segunda parte: tenho que escolher os meus sete blogs favoritos na Blogosfera. Nâo é uma tarefa muito fácil, já que alguns desses blogs também foram escolhidos pelo Nuvolari, mas creio que se esforçar, até consigo fazer um bom trabalho.


Aqui vão os meus escolhidos:


1 - Blig do Groo. O seu estilo de escrita é o que me fascina no meio disto tudo. Fala de automobilismo, claro, mas também de outras matérias, e o estilo de escrita dele é apaixonante. Pura e simplesmente, não dá para desligar. E também ele é uma joia de pessoa, conversar com ele é um prazer.


2 - jcspeedway. Este tinha que ser escolhido, inevitavelmente. A maneira como o João Carlos Viana escreve sobre o automobilismo, eespecialmente os eventos passados, faz com que às vezes eu fique corado de vergonha com a maneira como as escreve. Pareço um aprendiz de feiticeiro... devia ser mais visitado do que é agora, porque ali há talento.


3 - Quatro Rodinhas. É o blog do José António, da vila de Mangualde, distrito de Viseu. Ele tem uma colecção enorme de miniaturas, do qual descreve as suas histórias, sejam elas de Formula 1, Ralies, Sport-Protótipos e outros. Não devem perder, de qualquer forma.


4 - Dispenso. É o blog do Filipe Sousa, um amigo meu da Universidade. Esteve desactivado durante uns tempos, mas recentemente voltou em força. Não fala de automobilismo, mas a maneira como aborda certos assuntos da nossa sociedade, de forma desempoeirada e algo sarcástica (com o seu punchline "Foi Profundo!"), fazem-me rir. Já foi citado pelo jornal "Público"... Recomendável.


5 - Blog F1 Grand Prix. É o blog do Gustavo Coelho. É um pouco como o meu, cheio de actualidades sobre o mundo do automobilismo em geral, mas ele tem uma particularidade (é o que temos todos nós), que é o "Top Ten" de tudo que é interessante: as Corridas Mais Emocionantes, as Corridas Mais Confusas, as Melhores Ultrapassagens... outro belo blog para ser visitado. Muitas Vezes.


6 - Castelo de Beja. Este é o blog do jocasipe (José Carlos Pereira), sediado em Beja. Para além do automobilsmo, ele fala também sobre a cidade em que vive, especialmente quando compara com o passado. Para além disso, também coloca umas larachas sobre o estado do nosso país e do nosso governo...


7 - F1 Girls. Foi o primeiro blog feminino que eu descobri. São quatro mulheres, todas viciadas no automobilismo, e falam sempre da actualidade, com algumas incursões pelo humor. Mais outro blog a não perder, pessoal!


E pronto, eis a minha escolha. Desculpem-me lá se não meti o Blog F-1, o Blog da Aline, o Blog Guard Rail, ou o Octeto Racing Team. O Nuvolari já as tinha escolhido, e hoje quis escolher blogs que ainda não tinham sido escolhidos. Se ele não vos tivesse, estariam aqui de certeza. E desculpem os outros, pois escolher sete num universo de dezenas de blogs não é tarefa fácil. Espero que me perdoem!

Continental Circus, 1º aniversário (VII): O texto de Priscilla Bar

Bom, e ao sétimo dia, coloco aqui o texto de alguém que anda por aqui há pouco tempo, mas que já marcou presença neste nosso universo. A Priscilla Bar, brasileira de nascimento, mas a viver actualmente nas Ilhas Canárias, escreveu um texto simpático para mim, neste aniversário do blog.

Já agora, ela é a rapariga por detrás do Guard Rail, que é um blog interessante, pois não é todos os dias que se tem um blog que está no "centro do furacão", pelo menos em termos alonsistas...

Portanto, eis a mensagem que ela deixou:

"Sou nova nessa "profissão" de blogueira, mas Deus sabe o quanto eu gostaria de ter começado antes pra ter conhecido as pessoas bacanas que conheço hoje.

Os blogs alcançam o mundo... Nossas palavras são lidas em todo o mundo. Agora mesmo estou aqui, escrevendo das Ilhas Canárias, Espanha (Sim,Espanha!Nao África...rs) enviando esse e-mail pra Portugal, que será lido por pessoas de lugares que eu nem conheço.

Pois é, Speeder! Parabéns! Seu Continental Circus é lido no mundo inteiro e vai fazer aniversário dia 12 com mais e 90000 visitantes...Se Deus quiser! Sendo seu blog"aquariano" não me estranha o sucesso...hehe (sou do dia 14).

Contar algo sobre você seria mentir, porque ainda nao nos conhecemos tanto, mas sobre o seu blog , já te digo: sou figurinha fácil aqui. E sabe de que eu mais gosto? Informaçoes "fresquinhas" sobre os "portugas"...heheheh

Parabéns mais uma vez e que tudo siga assim de bom, viu?!Beijos.

Priscilla Bar - Blog Guard Rail"

Obrigado por tudo, Priscilla. Já tem mais um adepto fiel do teu blog, viu?

Ecos de Bombaim - O novo Force India VJM-01

A Force India (ex-Spyker, ex-Midland, ex-Jordan...) apresentou hoje na capital financeira da India o seu o seu primeiro carro sob nova gerência. E nova gerência significa novas cores. O bordeaux dos testes deu lugar a um carro branco e dourado, com um grande patrocinio da Kingfisher, a cerveja (e companhia aérea) detida por Vijay Maliya.


O proprietário mostrou-se orgulhoso para fazer parte de uma elite. «Existem somente onze equipas na Fórmula 1, pelo que sinto uma grande honra em fazer parte desse restrito lote.», referiu. Apesar de um investimento pessoal na ordem dos 120 milhões de dólares, só este ano, dificilmente a equipa sairá dos lugares do fundo de pelotão. Contudo, apesar desta apresentação, o novo chassis só estará pronto para testar em pista no próximo dia 25 deste mês.

A equipa apresentará este ano os pilotos Adrian Sutil e Giancarlo Fisichella. O veterano corredor italiano, ex-Benetton, ex-Jordan e ex-Renault, entre outros, está confiante que levará o carro aos lugares pontuáveis: «O meu objectivo é obter grandes resultados por esta equipa. Este ano vou procurar pontuar e em 2009 chegar ao pódio. Progredimos nos últimos testes e os resultados são bastante animadores», declarou à Autosport inglesa.

Quando as coisas se tinham acalmado...

Eis Fernando Alonso a agitar as águas e a alimentar especulações sobre uma ida para a Ferrari já em 2009. O piloto espanhol, que assinou pela Renault esta temporada, sempre se mostrou esquivo em relação às perguntas sobre a duração do seu contrato.




Hoje, porém, alimentou mais a especulação, ao afirmar na revista suiça Motorsport Aktuell que o eventual permanência na Renault em 2009 está condicionada por três factores: «A competitividade do meu monolugar, o ambiente na equipa e o elemento financeiro», referiu.


As afirmações de Alonso estão a mostrar que ele deve ter em mente um contrato com a Ferrari, que provavelmente deve estar apalavrado, senão assinado, com Luca de Montezemolo, para 2009. O unico obstáculo deve ser Felipe Massa, cujo "manager" é Nicolas Todt, filho de Jean Todt.


Entretanto, a entrevista serviu também para falar sobre as suas hipóteses para o título mundial nesta época: «A reconquista do título é um objectivo a médio prazo. Será muito difícil lutar com a Ferrari e com a McLaren, portanto os objectivos para 2008 passam por lutar pelos pódios.», referiu o piloto das Asturias.

O piloto do dia - Richard Seaman

Ainda continuo nos anos 30, a época das "Flechas de Prata", para falar de um piloto que, muito antes de Mike Hawthorn, Stirling Moss, Tony Brooks ou Peter Collins, levou o nome da Inglaterra bem alto nas pistas europeias, numa altura em que as relações entre esta e a Alemanha eram tensas, prevendo uma devastadora guerra à escala mundial. Hoje falo de Richard "Dick" Seaman.


Nascido a 4 de Fevereiro de 1913 em Chichester, no sul de Inglaterra, era filho de um rico homem de negócios e de uma aristocrata. Logo, viveu sempre em berço de ouro, o que ajudou a pagar desde cedo a sua paixão pelos automóveis. Educado em colégios de elite (Rugby School) e na Trinity College, na Universidade de Cambridge, começou a correr em subidas de montanha. Em 1934, foi para a Europa ao volante de um MG, para ganhar experiência. Ganhou o GP da Suiça na categoria de Voiturettes, o que lhe motivou a correr ainda mais.



A familia estava contra, pois queria que ele desistisse das corridas para que este seguisse uma carreira como advogado ou como deputado "Tory". Mas este estava decidido a ter uma carreira nas corridas. Tanto que quando o seu pai morreu, em 1935, Richard pressionou sempre a sua mãe para que lhe desse dinheiro para comprar um carro ERA para correr. Ao lado de Guido Ramponi, antigo engenheiro da Alfa Romeo, verificou que não ia a lado nenhum com esse carro, e comprou um Delage, onde conheceu o sucesso em 1936.


Quem observou deliciado os pormenores deste jovem corredor inglês era Alfred Neubauer, o director desportivo da Mercedes. No final desse ano, pediu a Seaman para que fosse testar um dos seus carros em Monza. Impressionado com os resultados, pouco tempo depois, e com aprovação do próprio Adolf Hitler, assinou contrato com a equipa. Desta vez, a mãe ficou duplamente preocupada: para além do automobilismo, ele iria correr pela Alemanha nazi, a maior ameaça à paz da Europa.


O ano de 1937 foi de adaptação, onde o seu melhor resultado foi um segundo lugar na Vanderbilt Cup, em Nova Iorque. Em 1938, um novo regulamento entrava em vigor, onde os carros não podiam ter motores de três litros, e o novo carro da Mercedes iria demorar algum tempo a estar pronto. Sendo assim, tirou férias e entranhou-se na vida social alemã. Foi aí que conheceu Erica Popp, então com 18 anos, filha de um dos fundadores da BMW. Imediatamente se apaixonaram e no final de 1938, casaram-se. Mas a mãe de Seaman não aprovou o casamento, devido ao facto de ela ser alemã, e os dois cortaram relações.


Em termos competitivos, o ano de 1938 para Seaman começou em Junho, no GP de França. Apesar de não ter acabado, isso não abalou a sua confiança e na corrida seguinte, em Nurburgring, o novo carro esta pronto e Seaman marcou o terceiro posto nos treinos. Na corrida, Seaman era segundo, atrás de Manfred Von Brauchitsch, quando este foi para a box trocar de pneus e teve um principio de incêndio. Liderando a corrida, não mais abandonou até final, surpreendendo a Alemanha e Hitler. O embaraço foi maior quando este fez a saudação nazi. Apesar do gesto ter caido bem na Alemanha, a coisa não foi lá muito bem recebida em Inglaterra, já que se aproximava a primeira grande crise europeia, com a questão dos Sudetas, na Checoslováquia.


Mas imune a todas as politiquices, Richard Seaman somente disse: "Gostaria que esta vitória tivesse acontecido ao volante de um carro britânico"



Essa vitória foi o suficiente para que Seaman visse o seu contrato renovado para a temporada de 1939. Estava ansioso para se mostrar como primeiro piloto, especialmente quando os Mercedes e a Auto Union aparecessem para o Grande Prémio da Grã-Bretanha, em Donnington Park, que estava marcado para o dia 30 de Setembro desse ano. A primeira grande oportunidade que teve que Seaman teve para se mostrar foi no GP da Belgica, a 25 de Junho de 1939.


O dia tinha amanhecido chuvoso, e a corrida iria acontecer nessas condições. Na partida, Seaman perseguiu Rudolf Caracciola, que era o "Regenmeister", mestre da chuva. Na volta nove, Caracciola despistou-se e Seaman passou para a liderança. Nas 12 voltas seguintes, Seaman lutou contra uma pista onde havia zonas secas e molhadas, pois a chuva entretanto tinha parado. Mas na volta 22, o desastre acontece: no gancho de La Sorce, alargou demais a sua trajectória e despitou-se, batendo numa árvore. O carro ficou de pernas para o ar, e para piorar, o depósito de combustível rebentou e pegou fogo. Dois comissários conseguiram tirá-lo do carro, mas Seaman estava gravemente queimado.


No hospital, disse a um destroçado Rudolf Ulenhaut, o unico membro da equipa que sabia falar inglês, o seguinte: "Ia depressa demais para as condições da pista. A culpa foi minha, desculpem-me". Cerca da meia noite desse dia, Richard Seaman estava morto. Aos 26 anos.


A Mercedes ordenou que todos os seus concessionários colocassem uma fotografia de Seaman. Representantes das duas marcas foram ao seu funeral, em Londres, e o próprio Adolf Hitler mandou uma enorme coroa de flores ao seu funeral. Pouco mais de dois meses depois, Inglaterra e Alemanha estavam em guerra um contra o outro, quatro semanas antes do GP da Grã-Bretanha, em Donnington. Obviamente, não se realizou.


Até aos dias de hoje, a Mercedes ainda cuida da sua campa.






Fontes:


Bandeira da Vitória - Ed. Autosport, Lisboa, 1996


http://www.ddavid.com/formula1/seaman.htm
http://observer.guardian.co.uk/osm/story/0,6903,782811,00.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Seaman

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Noticias: Bakkerud companheiro de Parente na Super Nova

No dia em que Alvaro Parente assinou pela Super Nova para a GP2 em 2008, a mesma equipa anunciou a contratação não do espanhol Roldan Rodriguez, mas sim do dinamarquês Christian Bakkerud.




É uma dupla que se junta de novo: em 2005, Bakkerud e Parente foram companheiros na Carlin, mas o dinamarquês foi sempre o mais fraco dos três membros da equipa (o terceiro elemento era o americano Charlie Kimball)


Bakkerud esteve na GP2 no ano passado, pela equipa DPR, ao lado do espanhol Andy Souchek, mas não marcou pontos. Agora em 2008, está na equipa para a GP2 Asia Series, e parte para uma segunda temporada que tem de ser muito melhor daquela que passou, pois asim vai ser como há três épocas atrás: sem ver de vista o carro do português...

Continental Circus, 1º aniversário (VI): O texto de Gustavo Coelho

Assim de repente, não devem conhecer este nome de lado nenhum. Mas se disser que ele é o criador do Blog F1 Grand Prix, só assim é que vocês o reconhecem. Famoso pelos seus "Top Tens" de todos os tipos de corridas, ele também acedeu ao meu pedido para escrever um texto de homenagem a mim e ao meu blog, do qual agradeço imenso. E espero que ele continue a produzir esse belo blog que é o dele.


Contudo, ele não cumpriu um dos requesitos que pedi a todos: quando lhe pedi a fotografia era dele próprio e não outra qualquer. Mas como ele mandou uma fotografia do Gilles Villeneuve, num dos seus famosos "slides", acompanhada por uma explicação plausível, deixei passar. Mas é uma excepção.


Aqui vai a mensagem dele:


"Escrever um blog atualizado quase todo dia dá trabalho, mas esse esforço tem as suas recompensas. Uma delas é conhecer gente simpática, inteligente e fã daquilo que eu mais gosto: o esporte a motor. Já fiz muitas amizades, mas uma das que eu mais prezo é, com certeza, a do famoso Speeder_76.


Paulo Alexandre Teixeira é o nome verdadeiro desse grande especialista do automobilismo. O Continental Circus – blog que ele mantém com enorme carinho e dedicação – é parada obrigatória para qualquer que se diz fã da velocidade. No meu “Favoritos”, por exemplo, o Circus tem vaga cativa...




Das seções do blog, a minha preferida é a “Piloto do dia”. Parece que o Speeder tem um talento especial para contar a história desses personagens, muitas vezes ilustres desconhecidos do público em geral. Mas quem se importa? O esporte não é feito só dos vencedores. Em várias oportunidades, são justamente esses coadjuvantes os donos das trajetórias mais impressionantes...


Mas o Continental Circus é muito mais do que isso. Foi através dele que eu fiquei sabendo da possibilidade de demolição do Autódromo de Estoril, o que seria um tremendo atentado ao esporte. É também pelo blog do Speeder que acompanho as carreiras de nomes como Tiago Monteiro e Álvaro Parente, pilotos que considero tão queridos quanto qualquer um dos brasileiros que se aventuram pelo exterior.


Eu poderia escrever vários e vários parágrafos apenas exaltando o excelente trabalho do Speeder, mas acho que isso não é necessário. A mensagem já foi dada. Espero apenas que este seja o primeiro de muitos aniversários do Continental Circus, um blog que eu tenho o maior prazer de acompanhar.


Speeder, meus parabéns por ter um dos melhores blogs sobre automobilismo da Internet. Um grande abraço,


Gustavo Coelho.


P.S.: Precisa explicar a minha escolha da foto? Acho que não, né? Como você mesmo já disse, “parece que nós todos temos um fraco por Gilles Villeneuve”. Está aí um perfeito retrato do espetacular canadense, talvez o último resquício daquela Fórmula 1 magnífica e romântica. Que nós podemos até não ter vivenciado, mas que tanto aprendemos a admirar..."

Porque apoio o fim do TC


A imagem de Jarno Trulli a fazer um "slide" com o seu Toyota nos testes do Bahrein levou hoje a uma discussão no Fórum do Autosport e não resisti a trazer isto para aqui. Uma das razões porque eu (e nós todos) nos apaixonamos pela Formula 1 tem a ver a noção da luta do homem pelo controlo da máquina, especialmente depois da Formula 1 adoptar o conceito do motor traseiro, no final dos anos 50.


Estas imagens vêm dos anos 70 e inicio dos anos 80. Aqui podemos ver, de cima para baixo, Ronnie Peterson, no seu March, em Nivelles (1972), Francois Cevért, em Anderstorp (1973), Patrick Depailler e Jacky Ickx na Argentina (1974) e por fim o grande Gilles Villeneuve, no seu Ferrari, em Long Beach (1980). Peterson e Villeneuve devem ter sido os pilotos que melhor controlavam o carro em "slide" que a Formula 1 jamais viu. Era um espectáculo e nós, embevecidos, apaixonamo-nos por aquele espectáculo e transmitimos esse entusiasmo para as gerações seguintes.

"A corrida dos engenheiros (sem qualquer menosprezo pelos mesmos) pela supremacia tecnológica acabou por nos trazer a actual F1, em que uma ultrapassagem em pista é um acontecimento exótico, quase com contornos de caso de polícia, que origina toda uma série de investigações e teses académicas sobre as suas consequências.

Esqueceram-se de que as corridas são um espectáculo para o público, e que o público (nós) gosta de ver os seus ídolos a disputarem os lugares na pista, com ultrapassagens, com audácia, e com uma emoção que nos faz transpirar e despertar a adrenalina.


A evolução da Segurança dos intervenientes nos GP's´foi um feito fantástico, mas agora é necessário conciliar essa segurança com o espectáculo em pista. Se foi possivel chegar onde se chegou na segurança, também é possivel fazer acontecer o espectáculo, o saber fazer existe, pois a F1 dispõe de muitos dos melhores engenheiros da actualidade, assim haja vontade politica para tal."

Isto vem hoje no Fórum Autosport. O forista CG disse tudo: em nome da segurança, matamos o espectáculo. O controle de tracção deve ser o exemplo mais acabado de todos. Quando a FIA decidiu abolir esta medida, achei que por fim, uma medida com senso. A maior parte aplaudiu, mas houve quem estivesse contra, como Felipe Massa e David Coulthard, afirmando que isto seria perigoso e que iria arriscar a segurança dos pilotos.


Ora, perderam uma boa oportunidade para estarem calados. Eles foram completamente demolidos por pessoal como Niki Lauda, que os aconselhou a voltar à escola de condução, ou então, nos últimos dias, Sebastien Bourdais, piloto da Toro Rosso e tetra-campeão da CART, que disse isto: "Sobre todas essas discussões a respeito de não pilotar na chuva sem o controle de tração, se eles têm essas preocupações, não deveriam estar aqui".


Mas também tenho que ser sincero: o fim do controle de tracção não é a panaceia para todos os males. Mas acho que deveria ser um principio que deveria ser seguido. Se o "tio" Max e a FIA forem para a frente com a ideia de abolir com os "penduricalhos aerodinâmicos" no final de 2008, já é outro passo no rumo certo, porque da maneira como estão, as ultrapassagens estão a ser como as baleias e os ursos polares: espécies em vias de extinção. Para mim, já basta ver "carros-veado", "carros-viking", "carros-dumbo" e o raio que o parta...

Olhem só quem faz anos hoje!

O João Carlos Viana, dono do blog jcspeedway, comemora hoje o seu primeiro aniversário. Uma joia de pessoa, o seu blog é um verdadeiro achado em termos de história, pois consegue ser ainda mais completo em relação ao meu em certas matérias.


Espero que o seu blog continue a existir por muitos e bons anos, pois é uma mais valia. Feliz Aniversário!

O piloto do dia - Rudolf Caracciola


Depois de ontem ter escrito sobre Bernd Rosemeyer, hoje falo de outro grande piloto das "Flechas de Prata" dos anos 30, mas que sempre correu por uma equipa: a Mercedes. O seu amor pelo automobilismo fê-lo correr até depois da II Guerra Mundial, já bem nos seus cinquentas, apesar de nunca ter participado num Grande Prémio de Formula 1. Hoje em dia, os seus troféus estão expostos no Museu das 500 Milhas de Indianápolis. Hoje é dia de falar de Rudolf (Rudi) Caracciola.



Nascido a 30 de Janeiro de 1901 em Remagen, na Alemanha, é descendente de um antepassado italiano que no século XVII conquistou um castelo na cidade de Koblenz. Os seus pais eram donos de um pequeno hotel em Remagen. Aos 14 anos, abandonou a escola e disse que queria ser corredor. Mas em vez de se embrenhar nas garagens, aprendendo a mecânica dos carros, decidiu ser... vendedor de automóveis. Primeiro na Fanfir, e depois vendeu pela Daimler-Benz, em Dresden.



A sua insistência em poder pilotar carros deu frutos: em 1922 começou a competir pela Mercedes e quatro anos depois, na primeira edição do GP da Alemanha, venceu-a a bordo de um modelo SSK, no circuito de AVUS, em Berlim, perante... 500 mil espectadores!



A sua lealdade para com a Mercedes vai durar toda a sua carreira, excepto por dois anos, em 1932 e 1933, quando correu pela Alfa Romeo, devido à retirada de competição da marca de Estugarda. Entretanto, até essa altura, tem tempo para ser campeão europeu de Montanha em 1930 e no ano seguinte, irá ser o primeiro estrangeiro a ganhar as Mille Miglia, a mítica competição de Mil Milhas feitas no norte e centro de Itália, e que durará até 1957.


Em 1932, ao volante de um Alfa Romeo P3, ganha em dois circuitos míticos: Nurgurgring e Monza, respectivamente palco dos Grandes Prémios da Alemanha e da Itália.



Em 1933, a situação politica na alemanha muda. A 30 de Janeiro, no mesmo dia em que Caracciola comemora o seu 32º aniversário natalicio, Adolf Hitler chega ao poder na Alemanha, e pouco tempo depois instala um regime totalitário. Caracciola não gosta do "Furher", e irá viver para Lugano, na Suiça, mas ele sabe que foi graças a Hitler, um apaixonado pelo automobilismo, que a sua amada Mercedes voltou às pistas.



Entretanto, em 1933, sofre um acidente grave quando compete no Grande Prémio do Mónaco. O acidente lesiona-o gravemente na anca, e graças a isso irá correr para o resto da carreira com dores constantes e coxeando. Para piorar as coisas, durante a sua convalescença, a sua mulher Charly morrerá vítima de uma avalanche nos Alpes Suiços.



Em 1934 volta à competição, a bordo da sua amada Mercedes. Dirigida por Alfred Neubauer, Caracciola ganhará nesse ano o Grande Prémio de Itália, e no ano seguinte dominará as pistas europeias, vencendo seis corridas: o Grande Prémio de Tripoli, o GP da Belgica, o GP de Espanha, a Eifelrennen, o GP de França e o GP da Suiça. no final desse ano, torna-se campeão europeu.



Fazendo equipa com Manfred von Brautishitch, partiu confiante para revalidar o título em 1936, mas teve que fazer face a uma irresistível Auto Union e de outro compatriota: Bernd Rosemeyer. Somente ganhou o Grande Prémio do Mónaco. Contudo, no ano seguinte, Caracciola voltou à carga, onde ganhou os Grandes Prémios da Suiça, Alemanha e Itália, e no final da época, tornou-se bi-campeão europeu.



Nessa altura, Mercedes e Auto Union debatiam-se em pista quase uma vez por mês para ver quem detinha o recorde de velocidade em terra. Aparentemente, tinha sido uma ordem de Adolf Hitler, no sentido de demonstrar a superioridade da tecnologia alemã. Caracciola detestava este tipo de eventos, pois sabia que corria desnecessariamente perigo de vida. Mas fazia-o, pelo amor ao automobilismo e pela fidelidade à Mercedes.



A 28 de Janeiro de 1938, dois dias antes de fazer 37 anos, encontrou-se com a Auto Union no trço de auto estrada entre Frankfurt e Darmstadt. Lá estava o seu amigo Bernd Rosemeyer, que era então o detentor da melhor marca, por ter sido o primeiro a ultrapassar os 400 km/hora. Caracciola tentou primeiro, e bateu o recorde, fixando-se nos 428 km/hora. Tendo sido avisado de que haveria ventos cruzados no troço, a partir das 10 horas desse dia, avisou Rosemeyer dos perigo potêncial. Este sorriu e disse "Agora é a minha vez!". O piloto da Auto Union tentou, o seu veículo foi apanhado por um vento cruzado, capotou e morreu.



A temporada de 1938 decorreu sob o signo da regularidade. Somente venceu uma corrida, na Suiça, mas os segundos lugares em França, Alemanha e o terceiro lugar em Itália, permitiram-lhe ser coroado com o tri-campeonato, tornando-se no piloto com mais títulos neste periodo de tempo.



Em 1939, Caracciola ganha pela sexta vez o Grande Prémio da Alemanha, em Nurburgring. A prova decorreu em Julho, mas a Europa estava pouco preocupada com provas automobilisticas, apesar de ter sido um ano mau para a equipa (o seu companheiro, o inglês Richard Seaman, morrera poucos meses antes no GP da Belgica). A Alemanha tinha conquistado o que restava da Checoslováquia, estava a rearmar-se a um ritmo alarmante e já ameaçava a Polónia, devido ao Corrdeor de Dantzig (actual Gdansk, na Polónia). A França e a Inglaterra comprometeram-se a acorrer a Polónia, em caso de agressão, e quando isso aconteceu, a 1 de Setembro, dois dias mais tarde, Inglaterra e França decidem entrar na guerra. Era o inicio da II Guerra Mundial, que duraria seis anos e mataria quase 60 milhões de pessoas.


O conflito tinha apanhado a equipa em Belgrado, para disputar o GP da Jugoslávia. Caracciola fora batido pela Auto Union de Tazio Nuvolari, e logo a seguir, decidiu exilar-se para a sua casa em Lugano, com um Mercedes de corrida na sua garagem, para que estivesse pronto quando o conflito terminasse.


Quando tal aconteceu, em 1945, Caracciola recebeu um convite para competir nas 500 Milhas de Indianápolis de 1946, que prontamente aceitou. Levou o seu Mercedes por uma Alemanha devastada, e parou nas ruinas da fábrica, em Estugarda, procurando por peças sobressalentes. Quando chegou a Hamburgo, as autoridades de ocupação britânicas não o deixaram levar o seu carro para os Estados Unidos. Ele foi autorizado a viajar e competiu com um carro local.


Antes de treinar, os organizadores das 500 Milhas impediram-no de treinar se ele não usasse um capacete de aço, obrigatório na época. Protestou, mas no final acabou por usá-lo. Em boa hora o fez: um pássaro colidiu com ele quando tentava uma volta mais rápida e acabou por despistar-se. Esteve dez dias em coma, mas sobreviveu. Em sinal de gratidão com Troy Hulman, o proprietário de Indianápolis, quando morreu, os seus troféus foram doados ao Museu das 500 Milhas.


Já envelhecido e com muitas sequelas dos acidentes passados, decidiu não competir no novo Campeonato do Mundo de Formula 1, concentrando-se nos carros de Sport. Foi assim que, quando a Mercedes voltou às competição, em 1950, ficou com eles, obtendo o terceiro lugar nas Mille Miglia de 1952. Mas nesse mesmo ano, outro grave acidente em Bremegarten, na Suiça, colocou um ponto final na sua carreira.


Poucos anos depois, a 28 de Setembro de 1959, um cancro nos ossos e problemas hepáticos levaram à sua morte, em Lugano, aos 58 anos. Como prometido, a sua segunda mulher, Alice, doou os seus troféus ao Museu das 500 Milhas de Indianápolis.


Fontes:

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Continental Circus, 1º aniversário (V): O texto de jocasipe

E ao quinto dia... apresento o meu primeiro texto escrito escrito por um português de Portugal! Ainda bem que assim acontece, pois também gosto dos portugueses que aqui escrevem, e claro, dos blogues deles. Gosto do blog deste senhor em particular: é o José Carlos Pereira, vulgo jocasipe, do blog Castelo de Beja (http://www.castelodebeja.blogspot.com/)


E ele, para abrilhantar a coisa, arranja-me uma foto em que ele está ao lado do Alessandro Zanardi. Bolas! Com esta não posso competir...


Enfim, eis o texto dele. Sugeriu-me até para que instalasse um motor de busca. Não é mau, mas até lá, sempre pode carregar nas palavras que costumo colocar no fim dos posts... Bom, espero que gostem do texto.



"Sou loucamente apaixonado por automóveis.


Doido por corridas”, ou “o maluquinho dos automóveis” são dois dos termos que os meus amigos mais usam para me definirem. É assim desde 1978, altura em que adoptei o meu primeiro ídolo: Chamava-se Mário Andretti, e pilotava um lindíssimo Lotus preto e dourado (quem não se recorda?). Depois veio o Alan Prost, o meu verdadeiro ídolo! Hoje, já não torço por piloto algum, antes desfruto do prazer de uma boa corrida.

Serve de preludio este texto para vos dizer que conheci o
http://continental-circus.blogspot.com/ e nunca mais deixei de o seguir. Conheci-o no fórum do Autosport, e descobri aquele que considero o melhor blog Português (com grande distância de qualquer outro) dedicado ao automobilismo. Também sou um bloguista à menos de um ano, 23 de Fevereiro, e nutro uma estima pela fenomenal qualidade do trabalho que vejo diariamente no Continental Circus. Como sou jornalista de Rádio (já acabou, 1988/2004) e Jornal, sinto-me capacitado para dizer ao speeder_76 que os seus textos têm uma qualidade muito superior a muitos que vejo diariamente na nossa imprensa. Não tenho dúvidas nenhumas que poderias estar numa redacção a escrever noticias, ou peças temáticas sobre automóveis.


Este blog tem uma qualidade imensa, quer nos textos, nas imagens, nas efemérides ou nas noticias da actualidade.

Parabéns Paulo Alexandre. Não é à toa, que passado um ano de actividade estás muito perto dos 100.000 visitantes!

Espero que este ano nos possamos encontrar, e conhecer pessoalmente, nalguma corrida que formos assistir – Deixo o repto: 12 e 13 de Julho, Autódromo do Estoril – WTCCOpen GTPTCC - ITCC. O programa vale a pena.

Abraço
José Carlos Pereira

Hmmm... obrigado pelo convite. Eis um bom pretexto para comemorar o meu aniversário!

A minha imagem do dia

Hoje poderia falar de Cristiano Ronaldo. E também poderia falar de Sven-Goran Eriksson, o treinador sueco que deixou muitas saudades no Benfica. E também poderia falar de Samuel Eto'o. Mas esqueçam essa gente toda, pois hoje decidi colocar uma fotografia de alguém que chega hoje a um numero redondo: 40 anos.




Sim, hoje falo do recém-reformado Marcus Gronholm, piloto finlandês de Ralies, campeão do mundo em 2000 e 2002, e nos últimos tempos, o grande rival de Sebastien Löeb na disputa pelo Mundial de Ralies. Um excelente piloto de ralies, cuja ausência vai ser sentida no pelotão do Mundial, pelo menos nos próximos tempos...


Para matar as saudades, eis um viedo do Antti Kahola sobre a disputa do Mundial de Ralies do ano passado. Para recordar, ou para se espantar...

Schumix nos Jogos Olimpicos

No passado Sábado fui ver "Asterix nos Jogos Olimpicos" ao cinema. confesso que tinha certas expectativas em ver este filme, já que sou fã dos livros da dupla de autores René Gosciny e Albert Uderzo (mas só os pré-1977, antes da morte de Gosciny). Os mais recentes são muito insonsos...


É o filme francês mais caro de sempre (78 milhões de Euros), e tem um elenco de luxo: Gerard Depardieu é Obelix, Clovis Cornillac é Asterix, Alain Delon é Julio César (um enorme narcisita, que farta-se de olhar ao espelho) e Benôit Poolvedore (um actor belga) faz de Brutus, o filho mal-amado de César, que quer matar o pai de todas as maneiras e feitios possiveis...


Bom... a história é engraçada. O gaulês Apaixonadix está enamorado pela Princesa Irene da Grécia, mas por sua vez, está prometida a Brutus. Ela não quer casar com ele, e então diz que casará com o vencedor dos Jogos Olimpicos. Então, Apaixonadix volta à Gália e convence Asterix, Obelix e Panoramix a irem à Olimpia, para competir nos Jogos Olimpicos.


Brutus também compete, e tenta por todos os meios ganhar as competições (quando digo tudo, falo de subornar os juízes) e depois saca a poção mágica dos Gauleses. E onde entra Michael Schumacher (Schumix)? Depois de tantas trapaças, César decide que o vencedor será decidido na ultima prova: a corrida de quadrigas. Schumix, num carro vermelho, é o representante da Alemanha, com Jean Todt como patrão de Schumix. A corrida é excelente, com momentos divertidos...


O final é fraco, pois é um desfile de personagens famosas (ou como os americanos chamam de "cameos"), embora o Zidane seja o melhor de todos... enfim, aconselho-vos a gastarem o dinheiro para ver o filme, pois há bons momentos de riso.