quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Formula 1: Hamilton e Bottas ansiosos pela nova temporada

Depois da apresentação e do "shakewdown" do W10 para a temporada que aí vêm, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas estão ansiosos para saber o que o novo chassis lhes irá proporcionar, se manterão o dominio que têm tido desde 2014 e deu ao inglês quatro dos cinco títulos mundiais que já conquistaram até agora. 

Na antevisão, o piloto de 34 anos disse que continua com fome de títulos. “Estou muito ansioso para o próximo passo da nossa jornada juntos com a Mercedes e embarcar naquilo que não foi feito antes”, disse Hamilton. “Este é a minha sétima temporada com a equipa e a energia e a determinação dentro da equipa são realmente inspiradoras”, continuou.

A agitação realmente começa no início do ano, quando você vê o carro tomando forma. E aí você chega ao shakedown e entra no carro, e isso nunca cansa. Parece que é um verdadeiro privilégio, [pois] muitas pessoas trabalharam juntas para criar aquele carro e você sabe o quanto de trabalho duro foi depositado naquilo. Guiar um carro novo é como conhecer alguém pela primeira vez ― você quer conhecê-los da melhor maneira o mais rápido possível conforme embarcam em uma jornada juntos”, continuou.

Lewis contou que aproveitou as férias para se desconectar, mas frisou que já está pronto para uma nova temporada, para “alcançar mais coisas”.

Desliguei-me completamente das corridas por um tempo, tentando focar e me centrar novamente em mim e aí treinar duro para a temporada. 2018 foi um ótimo ano, mas eu sinto que 2019 pode ser ainda melhor. Eu quero alcançar mais coisas, quero continuar buscando. Sinto-me com energia e pronto para atacar”, concluiu.

No caso de Valtteri Bottas, depois de um 2018 que desiludiu, ele pretende que 2019 seja bem melhor com o novo carro. Esteve no defeso a descansar e a participar no Artic Rally, a bordo de um Ford Fiesta WRC.

Tive um inverno muito bom, estou cheio de energia e ansioso para a nova temporada" começou por dizer o piloto de 29 anos. "Comecei meu primeiro treino no começo de janeiro e estou no bom caminho desde então. Fiz a maioria do meu treino na Finlândia, primeiro no sul, perto da minha casa, e então mais ao norte, na Lapónia, porque é onde você tem o inverno propriamente dito. As condições foram extremas, um frio congelante, a neve é garantida, mas foi ótimo poder me exercitar e preparar minha mente e o corpo para a luta que está por vir”, acrescentou.

Estou empolgado com a nova temporada, e todo mundo começa com zero pontos. Todos nós estamos do mesmo lado, e 2019 pode trazer tudo. Vou com tudo neste ano. Houve muita crítica em algumas fases de 2018, mas agora estou otimista sobre mim porque isso me deu um impulso extra”, declarou.

“[Estou] ansioso para guiar o novo carro pela primeira vez. O carro mudou um pouco porque o regulamento aerodinâmico mudou, então vai ser interessante ter uma ideia de como o carro se comporta. Você nunca sabe o que esperar, então isso é empolgante, subir no carro e descobrir isso, tentar ter uma impressão do equilíbrio do carro e seu comportamento. Nós já estamos acelerando o carro no shakedown para sentir isso”, concluiu.

O W10 começará a rodar em Barcelona a partir de segunda-feira, nos testes coletivos da Formula 1.

A imagem do dia

No meio das apresentações e demais eventos que aí vêm, como o Rali da Suécia e o ePrix do Méxcico, quase ia esquecendo que esta semana, este canto faz anos. Doze, para ser mais exato. Haver tempo para fazer um post de comemoração desta data, e de como longe é que isto já foi até agora, ainda é algo do qual ainda não tenho consciência de ter feito. Mas fiz.

São poucos os que vivem até aqui, produzindo informação todos os dias, de forma regular. Tem dias em que cansa, mas no dia seguinte, senta-se aqui, de baterias carregadas e com vontade de mais. Pensa-se no que fazer, que matérias valem a pena serem feitas, para além dos que todos lêem num site qualquer. É um canto interessante, que tenta ser original e variado. E acho que faço bem o meu trabalho. Especialmente quando tudo isto é o esforço de uma pessoa só.

Pode haver mudanças importantes no futuro. A seu tempo, saberão. Caso se confirmem, poderão até ser um principio de algo maior num futuro a médio prazo. Espero que seja, até seria o concretizar de uma velha aspiração, até de reforçar a minha segunda vida, de escritor, que tenho vindo a fazer desde há algum tempo e do qual pretendo, no futuro, abraçar com mais força. Mas sem largar esta parte, claro.

Para finalizar, ao olhar para trás, não deixo de pensar no grupo de amigos e admiradores que isto criou. A eles, vai uma saudação, e que tragam um amigo com eles, no sentido de alargar cada vez mais este grupo de fãs.

Um muito obrigado a todos, e vamos para o ano numero treze da existência do Continental Circus, um sitio que tem como lema "Automobilismo no seu Todo". E até calha bem este aniversário, em plena semana de lançamentos de carros de Formula 1.

Formula 1 2019 (VII) - O Racing Point- Mercedes

Em Toronto, e ao vivo para todo o mundo, a Racing Point mostrou o seu chassis para 2019, numa temporada em que vai assumir completamente uma nova vida, depois de dez anos como Force India. Com Lance Stroll e Sergio Perez como pilotos, e a manutenção de boa parte dos patrocinadores - e a aparição de mais alguns, como a SportPesa, empresa de apostas desportivas, e a JCB, a empresa de máquinas industriais, vinda da Williams.

No lançamento do carro, Otmar Szafnauer explicou que se pensou em reavivar nomes como a Lola e a Brabham, mas no final decidiu-se que Racing Point seria o ideal. "Pensamos que era um nome apropriado, vamos torná-lo maravilhoso e vamos pegar esse nome e dar um pouco de história e tempo e um pouco de herança", começou por dizer.

"O Racing Point foi o que conseguimos. Acho que é apropriado e, graças ao nosso novo parceiro de título Sportpesa, também fazem parte do nome.", continuou.

O diretor técnico, Andy Green, explicou que a Racing Point planeia atualizações quer na abertura da temporada, na Austrália, quer para a quinta ronda, em Espanha - "algo que não conseguimos fazer anteriormente", começou por afirmar.

Depois, prosseguiu: "Esperamos que um carro 'simples' comece a produzir o que acreditamos ser um carro capaz de oferecer o que precisamos para chegar em Barcelona - trabalhando na fiabilidade e entendendo os pneus. Nós fizemos o possível para levar o carro no lançamento, mas no fundo sempre trabalhamos no carro para a primeira corrida, tentando encontrar o máximo de desempenho possível para Melbourne."

"Estamos planeando atualizar o carro para a primeira corrida e, provavelmente, nas duas ou três corridas depois disso. Eles serão mudanças bastante significativas antes de mais um grande passo em frente em Barcelona, na quinta corrida. Espero que, quando chegarmos à Europa, tenhamos uma plataforma decente para trabalhar e desenvolver.", concluiu Green.

O carro começará a rodar na semana que vêm, em Barcelona.

Formula 1 2019 (VI) - O Red Bull RB15 Honda

Com o seu habitual desenho "one off", antes da temporada que vai começar, a Red Bull apresentou o seu chassis RB15, que vai ter a partir desta temporada o motor Honda, que veio da Toro Rosso. Com Max Verstappen e Pierre Gasly como pilotos, espera-se que o carro e o motor sejam uma combinação vencedora, capaz de desafiar a Ferrari e a Mercedes na liderança do campeonato.

Com este chassis, que tem a asa frontal de acordo com os novos regulamentos, a equipa de Milton Keynes espera estar a par das equipas da frente e volte a conquistar títulos, algo que não consegue desde 2013.

No video de apresentação, Max Verstappen afirmou que, apesar do potencial que este carro têm, evitava estabelecer objetivos até a corrida de abertura, em Melblourne.

"Eu acho que até a Austrália você não pode realmente definir metas", disse Verstappen. "É um pouco cego. Na Formula 1 está relacionado ao conjunto que você recebe. Então, eu sempre sou muito calmo. Mas isso não significa que eu nem sempre tento fazer o melhor que posso para conseguir tirar o melhor de mim mesmo. Mas você é tão dependente do que você recebe que apenas tem que esperar.", continuou.

Depois do "shakedown" em Silverstone, a equipa segue para Barcelona, para os primeiros testes da pré-temporada.

Formula 1 2019 (V) - O Mercedes W10

A Mercedes revelou hoje o seu W10 - o primeiro de trÊs apresentações marcados para hoje. É tudo novo no carro: não só o chassis, mais "aberto" em termos de entradas de ar, quer as laterais, quer a frontal, mas tambem com uma asa frontal que está de acordo com os novos regulamentos. Para além das alterações aerodsinâmicas, têm também um novo motor, mais potente e mais resistente, espera o seu responsável, Toto Wolff.

Em Silverstone, palco dos primeiros quilómetros do carro, com Lewis Hamilton e Valtteri Bottas ao volante, Toto Wolff procura baixar as expectativas de uma equipa que têm vindo a ganhar tudo desde 2014.

Desde 2017, é a segunda vez que temos um grande abanão nos regulamentos. Fez-se novo ‘reset’ e agora todas as equipas têm a oportunidade de produzir um carro vencedor. Estou muito entusiasmado por ver como algumas das equipas se vão sair, e se vamos conseguir manter a nossa posição, na frente", começou por dizer.

"Cinco campeonatos duplos é muito mais do que alguma vez teríamos esperado, mas cada temporada começa com zero pontos. Não há nada, nenhum crédito que se possa tirar das temporadas anteriores para uma nova, e é por isso que abraçamos todos os anos com a mesma motivação desejo de vencer que em todas as temporadas anteriores”, concluiu.

James Allison, o diretor técnico da marca, afirmou que a Mercedes se aplicou fortemente durante a pré-temporada para ver se conseguia obter vantagem em relação à concorrência nesta temporada que aí vêm.

"A dirigibilidade do W09 é uma grande melhora em relação ao W08, que é bastante idiossincrático", começou por dizer. "Conseguimos ser competitivos nas pistas onde tinhamos mais dificuldade nos últimos anos. No entanto, apesar desta melhoria, ainda não éramos tão bons como alguns dos nossos concorrentes no sentido de preservar o desempenho dos pneus traseiros", continuou.

"Temos trabalhado arduamente na suspensão e características aerodinâmicas para entregar um carro que será muito mais gentil com seus pneus - o suficiente, esperamos, para nos permitir sermos competitivos em todas as fases da corrida e em cada pista do calendário."

Allison disse também que a Mercedes passou o inverno a "emagrecer" o carro, no sentido de ganhar ainda mais competitividade. 

"Mesmo que o limite mínimo de peso tenha sido aumentado em dez quilos para 2019, a redução de peso continua sendo um verdadeiro desafio para a atual geração de carros de Formula 1. Os componentes que foram emagrecidos em 2018 foram novamente retirados, um a um, e submetidos a uma nova rodada de análises agressivas para reduzir ainda mais o peso dos mesmos."

"Alguns componentes perderam meio quilo, que foi um passo de gigante, outros apenas alguns gramas, mas coletivamente cada uma dessas vitórias somam um punhado de quilos que foram investidos em aerodinâmica, suspensão e unidade de potência para trazer [melhor] desempenho", concluiu.

Depois do "shakedown", a equipa ruma a Bercelona para participar nos testes coletivos a partir de segunda-feira.

Youtube Live Broadcasting: A apresentação do Racing Point

Depois da Mercedes e da Red Bull - que falarei mais tarde - é a vez da Racing Point, a ex-Force India, fazer a apresentação do seu carro. E depois da Wolf, decide ser a segunda equipa canadiana na história da Formula 1, pois a sua apresentação acontece ser em paragens canadianas, no Salão Automóvel de Toronto.

Se quiserem acompanhar, é seguir por aqui, pelo "feed" do Youtube da equipa.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

WRC: Tidemand ansioso por correr "em casa"

Para o sueco Pontus Tidemand, o Rali da Suécia vai ser especial, porque pela primeira vez desde 2014, ele irá tripulá-lo a bordo de um carro do WRC. E claro, sendo o único natural do seu país a participar nesse rali com esse tio de carro, as expectativas existentes são bem altas e o piloto de 28 anos espera obter um bom resultado em classificativas que conhece muito bem.

"O Rali da Suécia é o ponto alto do meu ano – o momento que eu sempre anseio e sinto-me 100% pronto para assumir o desafio do meu evento em casa. E o que o torna ainda melhor é que estou ao volante do carro mais incrível que já conduzi", começou por dizer. 

Para além de ter um carro competitivo, Tidemand sabe que correr junto vda familia e amigos lhe dá um incentivo extra para fazer um bom resultado.

"Acelerar pelas florestas nevadas e ver todos os fãs, as fogueiras e as bandeiras suecas acenando é uma sensação incrível que bate tudo. E saber que tenho família, amigos e adeptos dá-me um grande impulso. Estou a começar a sentir-me muito confortável com o carro e já me sinto em casa na equipa. Quando chegamos a Monte Carlo no mês passado, mais ou menos tudo era novo. Foi uma experiência extremamente importante para mim e para o Ola [Ola Floene, seu navegador] e deu-nos a hipótese de nos acostumarmos a tudo. Sempre disse que é na Suécia que quero ser competitivo e ter o melhor desempenho. Este é o meu evento em casa, conheço-o muito bem e tenho um grande sentimento sobre ele este ano”.

O Rali da Suécia começa esta quinta-feira e termina no domingo.

Formula 1 2019 (IV) - O Renault R.S.19

Depois de ontem termos visto a Williams e a Toro Rosso, hoje foi o dia de ser mostrado o Renault RS19, o bólido que a marca sediada em Enstone irá usar na temporada que aí vêm. Em Enstone, sede da equipa, o carro foi apresentado à imprensa, esperando que em 2019, as performances do carro sejam melhores e consigam diminuir a diferenla para os três primeiros classificados, já que eles foram quartos no campeonato de Construtores de 2018.

E para isso, contrataram o australiano Daniel Ricciardo, a primeira contratação sonante da equipa desde o seu regresso à Formula 1, em 2014. Eles esperam que, com ele, voltem a subir a pódios e andem um pouco mais à frente na grelha de partida. E é isso que espera e deseja Cyril Abiteboul, o diretor da Renault F1, na apresentação do bólido para a temporada que aí vêm.

É o momento certo para mostrar tudo o que tem acontecido nos bastidores, nos últimos três anos, o que nos deixa extremamente orgulhosos. Em Enstone, sente-se a paixão e a dedicação às corridas. A primeira fase do plano foi a regeneração – praticamente todas as áreas da fábrica foram melhoradas, se não completamente transformadas, tudo melhorado a fim de competir ao mesmo nível dos melhores”, afirmou.

Para Nico Hulkenberg, a chegada de Daniel Ricciardo representa um desafio para si, mas o que lhe interessa é que a equipa melhore as suas performances em relação à temporada anterior.

Como equipa, nós evoluímos muito desde o início de 2017, e isso faz parte do processo se quisermos atingir nossas metas de longo prazo”, começou por dizer. “Quando cheguei, a infraestrutura ainda era jovem, percorremos um longo caminho desde então, com muito progresso. Eu quero extrair o melhor de mim mesmo, e maximizar o potencial da equipa e do carro”, continuou.

O importante é que, como equipa, demos um bom salto e temos um desempenho melhor de forma consistente. Queremos que a tendência continue para cima e mantenha o [seu devido] desenvolvimento”, concluiu o alemão de 31 anos.

Quanto ao australiano, de 29 anos, diz que a sua ida para a Renault foi a decisão certa no momento certo. E afirma que a equipa não está nada atrás da Red Bull.

"Eu ainda não passei por nada [na fábrica] onde tive de dizer: 'A Red Bull tinha isso, vocês precisam disso'", começou por explicar. "Então não é nada em particular que eu sinto que estejamos atrás. Eu acho que quando começar a guiar o carro, vou saber mais o que o carro precisa. Mas eu vejo coisas boas por aqui", continuou.

"Eu estava aqui em dezembro e havia muito barulho e construção acontecendo, e isso já acabou. Eles trabalharam no duro durante o inverno e isso é um ponto positivo que eu vi inicialmente: a ética de trabalho. Eu serei o primeiro a dizer isso: no final da temporada você está pronto para uma folga. Mas eu sei que há muitas pessoas aqui que não tiveram folga e isso é apenas um sinal para mim de que elas estão com fome, o que é realmente positivo", concluiu.

Depois das apresentações, o RS19, em conjunto com os outros chassis das outras equipas, estará presente em Barcelona a partir do dia 18, para a primeira sessão de testes coletivos da Formula 1.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Youtube Snow Challenge: Lamborghini vs Porsche, The Grand Tour

O The Grand Tour desta semana tem como destaque a apresentação do Lamborghini Urus, o primeiro SUV da marca italiana em trinta anos. Com Jeremy Clarkson ao volante, ele foi à Suécia testar o carro na neve, especialmente contra um Porsche 911, outro clássico dos automóveis, guiado pelo piloto de testes do programa... Abbie Eaton.

Ora, ambos foram testar num circuito desenhado na neve. Cujo desenho é... feito por um garoto na puberdade. Só que esse garoto têm quase 60 anos...

WRC: Rali da Suécia debaixo de neve e gelo

O Rali da Suécia vai acontecer no final da semana, e as condições são perfeitas para esta época do ano na zona de Karlstad, no centro do país. A organização fala que as estradas têm muita neve e a zona vive um estado de inverno rigoroso desde há várias semanas.

Temos muita neve, as condições são muito boas em toda a área do rali, mesmo na etapa mais a sul em Karlstad”, disse Glen Olsson, o CEO do Rali da Suécia, ao site wrc.com. “O que esperamos agora são alguns dias quentes, que parece que vamos ter. A neve seca pode derreter em gelo e dar-nos estradas melhores para os pneus”, prosseguiu.

E é isso que a organização anda à espera: que a camada de gelo extra, com dez a quinze centímetros, ajudem os pilotos no rali, na escolha dos melhores pneus para a aderência nos troços onde passarão a prova.

Temos estado a regar as estradas para construir essa base de gelo, normalmente é 10-15 centímetros na super especial. Também regamos o final dos troços de Torsby e Torsby Sprint, nas secções que são muito usadas. Com tantas estradas é impossível regá-las todas, mas esperamos receber alguma ajuda de cima para criar mais gelo em cima da terra. Ainda assim, é muito, muito bom. Não nos devemos queixar. É um belo paraíso de Inverno para todos os gostos, mas temos sempre como objetivo as melhores condições possíveis.”, concluiu.

A segunda prova do campeonato do mundo de ralis decorre entre os dias 14 e 17 de fevereiro na região de Värmland, no centro-oeste da Suécia, com troços também do outro lado da fronteira, na Noruega, mostrando que não é só a única prova em piso de neve, como também é a única prova trans-fronteiriça do campeonato.

Formula 1 2019 (III) - O Toro Rosso STR14-Honda

A Toro Rosso apresentou também esta segunda-feira a sua decoração para a temporada que aí vêm, e de uma certa forma, nada acrescenta de especial a um carro que será guiado por Daniil Kvyat e o estreante Alexander Albon. 

Em termos de chassis, a grande diferenla em relação ao ano passado são as derivas laterais entre os flancos e o eixo dianteiro, bastante distintas das ostentadas pela versão anterior, assim como as asas, componentes de acordo com o regulamento técnico deste ano. 

Alguns componentes da unidade motriz serão da mesma especificação utilizada pela Red Bull Racing, mas a maioria das peças que recebemos da Red Bull Technology serão especificações do seu monolugar do ano passado. A Scuderia Toro Rosso, sendo uma equipa mais pequena, não consegue acompanhar o rápido processo de desenvolvimento e produção que é feito em Milton Keynes” disse Franz Tost, Chefe da equipa com sede em Faenza, no centro de Itália.

Quanto aos pilotos, Franz Tost afirmou que Daniil Kvyat mostrou estar um pouco mais maduro desde a última vez, enquanto reconhecer que Alexander Albon vai ter um pouco para aprender na sua temporada de estreia na Formula 1.

"Digo sempre que um jovem piloto precisa de dois a três anos para compreender e apresentar resultados no complicado mundo da Formula 1, mas o Daniil mostrou a sua velocidade natural desde o início. Quando a contingência exigiu a sua mudança para a Red Bull Racing, parecia que ele podia estar pronto para o desafio. Ele realizou algumas performances muito boas, mas o desempenho sob pressão é sempre um desafio, agora podemos dizer que, em retrospetiva, era demasiado cedo", começou por dizer Tost, sobre Kvyat.

"Alex terá muito que aprender, como qualquer estreante na Fórmula 1, mas certamente provou estar nas categorias mais baixas como a Fórmula 3, GP3 e especialmente na Fórmula 2, onde foi capaz de vencer corridas. Na segunda metade do Campeonato de F2 do ano passado, ele impressionou com muitas manobras de ultrapassagem e foi isso que nos convenceu, de que é o piloto certo para a nossa equipa.", concluiu.

O chassis será mostrado para o resto do mundo nos testes coletivos da próxima semana, em Barcelona.

Formula 1 2019 (II) - O Williams FW42

A Williams revelou esta segunda-feira a sua nova decoração para a temporada de 2019, e a grande surpresa é um patrocinador... que pouca gente ouviu falar. A Rokit - que substitui a Martini como patrocinador principal - é uma empresa de telemóveis americana, que existe desde 2002, e patrocina, entre outros, os Houston Rockets. Os aparelhos estão para ser lançados "dentro em breve", logo, pouca gente ouviu falar desta empresa.

A equipa conta este ano com o estreante George Russell e o regressado Robert Kubica, que oito anos depois, está de volta a um cockpit de Formula 1, depois do seu acidente no rali Ronda di Andora, em fevereiro de 2011, ter interrompido a sua carreira na categoria máxima do automobilismo. O carro novo só vai ser mostrado nos testes coletivos em Barcelona, logo, apenas hoje foi o dia de mostrar as cores que vão usar na temporada que aí vêm.

Estamos muito satisfeitos em dar as boas vindas à Rokit como nosso parceiro principal a partir da temporada de 2019", começou por dizer Claire Williams. “Temos valores e aspirações semelhantes à Rokit, colocando a engenharia e a inovação no centro de tudo que fazemos, na busca de sermos os melhores – a plataforma perfeita para começar uma parceria. A Rokit está numa jornada emocionante no mundo das telecomunicações, assim como a Williams está a construir uma equipa para um futuro de sucesso.”, concluiu.

Curiosamente, Jonathan Kendrick, um dos co-fundadores da Rokit, foi engenheiro da Goodyear e esteve um tempo na Formula 1 em 1978, quando cuidou do carro de Alan Jones, que na altura era o único que a equipa de Frank Williams cuidava.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

CNR: Ricardo Teodósio apresenta o seu projeto

Depois de quase ter vencido o campeonato em 2018, Ricardo Teodósio parte para a nova temporada disposto a triunfar contra uma concorrência cada vez mais forte e competitiva, liderada pelos Hyundai Portugal de Armindo Araujo e Bruno Magalhães.

Este sábado,  no Restaurante ‘O Teodósio’, na Guia, Albufeira, Teodósio e o seu navegador, José Teixeira, apresentaram o Skoda Fabia R5 preparado peça ARC Sport, com um "upgade" em relação à temporada passada, e a dupla de pilotos está disposta a alcançar algo inédito na carreira deles: o título nacional.

Aquilo que fizemos em 2018, com condições nem sempre equiparáveis às da concorrência direta, leva-nos a acreditar que temos capacidade para sermos campeões”, começou por dizer Teodósio durante a sua apresentação. “No ano passado ganhámos em Castelo Branco e fomos quase sempre consistentes na luta pelos primeiros lugares, ao ponto de termos chegado ao Rali Casinos do Algarve a lutar pelo título. Agora temos outra experiência e ritmo com o Skoda, que entretanto sofreu um ligeiro upgrade de motor, e além disso continuamos a contar com a competência da ARC Sport e o apoio de todos os nossos patrocinadores, família, amigos e adeptos. Não escondo que vamos para ganhar”, referiu o piloto algarvio. 

José Teixeira volta a ser o navegador de Teodósio no Skoda Fabia R5 e continuará a ser o grande apoio do piloto algarvio na caminhada conjunta rumo ao topo do Nacional de ralis. 

Montámos um projeto ainda mais profissional para esta época, em todas as vertentes, também para justificarmos a aposta dos nossos parceiros e patrocinadores. Partimos para esta nova época com ambições reforçadas, depois de termos superado os nossos objetivos em 2018, já que no início do ano apontávamos ao top 5. O objetivo é sermos consistentes e pensarmos rali a rali, começando já em Fafe”, afirmou José Teixeira. 

O Nacional de ralis, que este ano vai ser mais competitivo que o habitual, começa nos dias 22 e 23 de fevereiro, nos emblemáticos troços de terra do Rali Serras de Fafe. 

sábado, 9 de fevereiro de 2019

CPR: Pedro Heller também vem a Fafe

Ontem falou-se por aqui que o chileno Alberto Heller iria estar presente no Rali Serras de Fafe, a bordo de um Ford Fiesta R5 para preparar a temporada no WRC2. Contudo, o seu irmão Pedro Heller também irá marcar presença na prova de abertura do campeonato nacional de ralis, também a bordo de um Ford Fiesta R5, e com Marc Martí como seu navegador.

Aos 30 anos de idade, Pedro Heller vai estar pela terceira vez em Portugal, depois das participações nos ralis de Portugal em 2017 e 2018, nesta última temporada ao serviço de um Ford Fiesta R5 no Mundial WRC2, onde ficou no quarto lugar do campeonato.

Tal como acontece com o seu irmão, ele vai fazer seis provas no WRC, e o Serras de Fafe acontecerá depois de alinhar no Cambrian Rally, na Grã-Bretanha. E com esta participação, vai alargar o pequeno contingente de pilotos estrangeiros que estará na primeira prova no Nacional de Ralis, que será liderada por Dani Sordo, piloto oficial da Hyundai e que alinhará com um i20 R5 inscrito pela Hyundai Portugal.

O rali Serras de Fafe acontece no fim de semana de 22 e 23 de fevereiro.

CPR: Pedro Almeida apresentou o seu carro

O jovem piloto Pedro Almeida, sexto classificado no Nacional de Ralis de 2018, apresentou ontem à tarde o seu projeto para a nova temporada do campeonato, com uma nova montada, um Skoda Fabia R5, preparado pela ARC Sport.

Em Famalicão, à frente do edifício da Fundação Cupertino de Miranda, o jovem piloto - que terá como navegador Nuno Almeida - o piloto espera melhorar os resultados que teve na temporada passada, embora diga que com o novo carro, haverá o habitual tempo de adaptação.

Evoluir mais uma vez é o objetivo que temos para o este novo ano. Temos um novo carro, há aqui alguma adaptação a fazer mas temos a convicção de que podemos melhorar os resultados alcançados no primeiro ano”, começou por salientar o piloto.

Hoje tivemos aqui muitos que nos apoiam e motivam. Sabemos que este ano vamos ter um campeonato mais exigente e competitivo mas o trabalho de preparação que temos feito com a ARC Sport no carro, dá-nos a expectativa de voltar a realizar uma época competitiva”, continuou.

Pedro Almeida aproveitou a ocasião para afirmar o projeto de responsabilidade social que faz questão de abraçar, onde pretende mostrar instituições de solidariedade social consideradas relevantes nas regiões onde passarão as provas do campeonato nacional de ralis.

Os ralis são um palco privilegiado para expor e alertar para causas e situações em que todos podemos ajudar. Ao longo do ano, em cada uma das regiões onde a caravana dos ralis vai passar, vamos identificar situações e instituições para, com o apoio dos nossos parceiros, ajudar de forma positiva projetos sociais de mérito e valor, que vamos apoiar e incentivar a que outros também apoiem”, continuou. 

O CPR começa nos dias 22 e 23 de fevereiro, no Serras de Fafe.