segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Noticias: Bob Varsha lida com cancro

Bob Varsha, um dos mais reconhecidos comentadores americanos de automobilismo, anunciou que está a batalhar uma forma agressiva de cancro da próstata. O jornalista de 68 anos disse que por causa disso, irá se concentrar nos tratamentos que terá de seguir nos próximos meses de forma a combater a doença.

Para ajudar nas suas despesas médicas, foi criada uma conta no site GoFundMe.com e o objetio é alcançar os 50 mil dólares. Até agora, cerca de 23 mil já foram alcançados.

Varsha comenta corridas de automobilismo desde meados da década de 80, primeiro na ESPN, depois na Speed Channel. Essencialmente cobriu corridas de Formula 1, as 24 Horas de Le Mans e demais corridas de Endurance. Recentemente, desde 2016, Varsha comentava as provas da Formula E no canal oficial da competição.

Dakar 2020: Etapa 2 (Al Wajh-Neom)

A segunda etapa do Rally Dakar, entre Al Wajh e Neom, no total de 367 quilómetros, deu à Toyota a sua primeira vitória nesta prova. O sul-africano Giniel de Villiers terminou na frente com um avanço de 3.57 minutos sobre o argentino Orlando Terranova. Khalid Al-Qassimi foi o terceiro, a 5.42 minutos, no seu Peugeot. Quanto ao vencedor de ontem, Vaidotas Zala, no seu Mini, ele foi oitavo.

Fernando Alonso perdeu mais de uma hora quando a suspensão do seu Toyota bateu numa pedra e ficou danificada. Ricardo Porém, no seu Borgward, subiu ao 17º posto da geral, a 28 minutos e 16 segundos, depois de ter acabado a etapa no 18º posto, pois sofreu dois furos na etapa.

Na geral, o melhor é agora Terranova, que no seu Mini, tem um avanço de quatro minutos e 43 segundos sobre Carlos Sainz, também num Mini. Nasser Al-Attiyah é terceiro, a seis minutos e sete segundos do líder. Já o lituano Vaidotas Zala, caiu para o quinto posto da geral, a oito minutos e onze segundos da liderança.

Já no campo das motos, o surpreendente vencedor foi Ross Branch, do Botswana, no seu KTM, que venceu com 3.14 minutos de avanço sobre o britânico Sam Sunderland, também num KTM. Pablo Quintanilla foi o terceiro, e Paulo Gonçalves a ser o melhor português, na 12ª posição da geral.

Na geral, Sunderland é agora o líder, com um avanço de um minuto e 18 segundos sobre Quintanilla, e 1.32 sobre o argentino Kevin Benavides. Paulo Gonçalves é 14º, a 13 minutos e 10 segundos.

Amanhã, o Dakar andará às voltas nos arredores de Neom, numa etapa que durará 427 quilómetros em especial cronometrada.     

domingo, 5 de janeiro de 2020

Extreme E: Conhecido o calendário para a nova competição

A nova Extreme E, a competição eletrica idealizada por Alejandro Agag, irá ter o seu inicio dentro de um ano e já divulgou o seu calendário e alguns dos pilotos que paticiparão na competição. Alguns deles são ex-pilotos da Formula E, outros andam no WRX e até teremos Sebastien Ogier, cinco vezes campeão do mundo de ralis.

Um bom campeonato precisa de pilotos talentosos para ter sucesso. Esta lista de pilotos, representando os melhores homens e mulheres das diversas modalidades de alto nível, ilustra a seriedade do Extreme E. É mais um passo importante, enquanto continuamos a desenvolver a categoria.”, disse Alejandro Agag.

Por agora, serão cinco os lugares onde se disputarão a Extreme E. Começa no Lago Rosa, no Senegal - lugar onde a caravana do Dakar costumava chegar - e passa pela Arábia Saudita, Nepal, Gronelândia e acaba em Santarém, no Pará brasileiro. E lá estarão todos os cenários: deserto, gelo, montanha.

Eis o calendário:

22-24 janeiro: Lago Rosa (Senegal)
4-6 março: Al-Sharraan (Arábia Saudita)
6-8 maio: Kali Gandaki Valley (Nepal)
27-29 agosto: Kangerlussuaq (Gronelândia)
29-31 outubro: Santarém do Pará (Brasil)

Dakar 2020 - Dia 1 (Jeddah-Al Wajh)

No primeiro dia do Dakar em terras sauditas, entre Jeddah e Al Wajh, é um lituano que lidera a competição em carros, a bordo de uma Mini, enquanto nas motos, Toby Price continuou no mesmo lugar onde tinha acabado na edição passada, saindo vencedor de uma etapa que ligou 


Nos automóveis, o lituano Vaidotas Zala foi o melhor, conseguindo superar de modo surpreendente Stephane Petershansel por 2.14 minutos, enquanto Carlos Sainz foi o terceiro, a 2.50. Nasser Al Attiyah, o piloto qatari, dominou boa parte da etapa, mas um furo o fez cair para o quinto posto, perdendo 5.33 minutos. 

No final da etapa, ele mostrava-se eufórico com um resultado inesperado. 



"Estou muito feliz por pilotar este MINI, pois nunca teríamos alcançado este resultado nos nossos carros anteriores”, começou por dizer à chegada, de modo entusiasmado. “Notei imediatamente a diferença nos primeiros quilómetros da etapa. Não foi fácil, mas conseguimos evitar os furos, mas eu nunca esperei um resultado tão bom”.

Uma boa surpresa foi o décimo posto de Fernando Alonso, apesar de ter sofrido um furo. Já Ricardo Porém, foi 23º na etapa, a 39.18 minutos do vencedor. 

No lado das motos, o melhor foi Toby Price, na sua KTM. Price, o vencedor no ano passado, em terras peruanas, bateu o americano Ricky Brabec, com uma diferença de 2.05 minutos, enquanto Matthias Walkner foi o terceiro, a 2.40. 

Foi um dia difícil, mas correu bem. Fiquei sem o meu roadbook depois de apenas 15 quilómetros, por isso foi estranho. De certa forma, tive muita sorte porque consegui seguir um pouco de poeira e acompanhar os outros pilotos. Uma vez que o livro de estradas se foi, estive praticamente a conduzir às cegas. Não é o melhor começo, mas ainda há um longo caminho pela frente. Estou em boa forma, sinto-me bem na moto e estou feliz por isso”, disse Price, na chegada.

Paulo Gonçalves foi o melhor dos portugueses, chegando na 14ª posição da geral.

O Dakar prossegue amanha, com a realização da segunda etapa, entre Al Wajh e Neom.

sábado, 4 de janeiro de 2020

Presidente da IMSA espera que haja convergência entre DPi e Hipercarros

A IMSA tem novo presidente. John Doonan é agora o líder da competição, escolhido em outubro, mas começou o seu trabalho no dia de Ano Novo. O dirigente tem conhecimento das negociações entre a sua organização e o ACO sobre a possibilidade de colocar os DPi no Mundial de Endurance, que a partir de 2021-22 terá os hipercarros. Doonan diz que o interesse é legítimo.

Desde o segundo dia de trabalho como presidente do IMSA que já me envolveram nas discussões com os parceiros do ACO.”, começou por dizer, em entrevista à sportscars365.com

Há muito interesse e as discussões envolvem muita coisa. Estamos a trabalhar juntos para que este desporto continue a crescer.”

Quando perguntado sobre a viabilidade de uma convergência, Doonan indicou que os fabricantes do FIA WEC, assim como os atuais fabricantes dos DPi, já fizeram grandes investimentos nas plataformas confirmadas.

A Toyota já fez um grande investimento. A Aston Martin já se comprometeu, tal como a Peugeot, à plataforma dos Hipercarrros. No IMSA os nosso três principais investidores também já se comprometeram. Só o tempo dirá. Há potencial para tal, mas, tal como tudo, existem muitas coisas a resolver antes.”, concluiu.

Noticias: Meeke pensa no Dakar

No fim de semana em que começa o Rally Dakar, o britânico Kris Meeke pensa na ideia de poder correr num futuro mais ou menos próximo. Aos 40 anos de idade, ele afirma que não volta mais aos ralis de forma permanente, e que recentemente, teve um convite por parte de Cyril Després para tentar a sua sorte nas areias do deserto.

Sou muito amigo do Cyril. Ele está na classe T3 com a Red Bull Junior Team e assim tive a oportunidade de vir cá ver como é o Dakar. Sempre segui na televisão e sempre tive uma paixão pelo Dakar. Já fiz alguns eventos de endurance com a minha moto e sempre disse que quando acabasse o WRC, isto poderia ser uma hipótese.”, começou por afirmar.

É muito bom estar aqui. E se o fizeres deve ser ainda melhor. É algo que gostava de explorar no futuro.”

Quanto aos ralis, depois de ter sido dispensado da Toyota, no final do ano passado, Meeke diz que por agora, encerrou o capitulo, por razões familiares, sobretudo. 

Quando o mercado de pilotos está assim é impossível. Neste ponto da minha carreira tenho de ser realista. Eu não vou pilotar por nada. Não vou passar 200 dias fora da minha família por nada. Provavelmente o Lappi leva o salário da Citroen, por isso não precisa de dinheiro, portanto para mim o WRC para mim a tempo inteiro acabou. Continuo a falar com a Toyota para, talvez, estar envolvido em testes. Mas mantenho as minhas opções abertas. Estou à procura de outras coisas que me apaixonem.”, concluiu.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

A imagem do dia

Está tudo pronto de Jeddah para o primeiro Dakar em terras arábicas. Os concorrentes fazem os seus "shakedowns", os mecânicos tratam dos carros, motos e camiões, e o resto, desde os jornalistas até aos fãs. contam as horas para o começo, que acontecerá no domingo. Será o primeiro Dakar a acontecer na Arábia Saudita, depois de onze edições em areias e terras sul-americanas, fdesde Buenos Aires até Lima, passando por Santiago, Córdoba, Assuncion e La Paz, entre outros.

Está tudo pronto... mas a politica poderá ter uma mãozinha nisto. E eu temo essa mãozinha.

Esta madrugada, o general Qasem Soleimani, o chefe supremo da guarda Revolucionária iraniana, foi morto por um drone americano quando estava na gare do aeroporto de Bagdad. Solemani era a segunda figura mais poderosa do Irão, e graças a ele, a Guarda Revolucionária andou na última década em sítios como a Síria, para apoiar o líder Al-Assad contra um levantamento geral que gerou a guerra civil síria e que causou mais de trezentos mil mortos e mais de de milhões de refugiados.

O ataque a Soleimani aconteceu menos de uma semana depois de uma multidão ter atacado a embaixada americana em Bagdad. A multidão, suspeita-se, tenha sido guiada por iranianos para armar confusão. O ataque lembrou os eventos de há 40 anos, em Teerão, onde  uma multidão invadiu a embaixada, prendeu 56 membros do seu staff e os fez reféns por 444 dias, sendo libertados precisamente no dia da tomada de posse. Muitos analistas dizem que o presidente americano, ao reagir dessa forma, poderá ter caído numa armadilha causada por eles para escalar ao ponto de conflito.

E o que têm a ver o Dakar com isto tudo? Ora, este ano é na Arábia Saudita, um país maioritariamente sunita. E os iranianos são xiitas. É como os católicos e os protestantes no século XVII: não se podem ver nem pintados a ouro. E para além da divisão dentro da religião, também tem a rivalidade regional. Em setembro, a maior refinaria de petróleo do mundo, situado no leste do país, foi atacado por drones desconhecidos, mas tudo indica terem sido drones iranianos, eventualmente mandados pela Guarda Revolucionária, provavelmente em jeito de provocação. E como o Irão também deseja ter o poder de fechar o Estreito de Ormuz, passagem de mais de um terço do petróleo saudita e de outros países da região, tentar algo desse género seria um passo mais para uma guerra aberta.

E como a Arábia Saudita está ao lado dos Estados Unidos, uma prova desportiva como esta tem os seus riscos. Afinal de contas, é algo do qual os sauditas servem como demonstração de relações públicas, de que são um país aberto e seguro. Imaginem algo que perturbe o Dakar ou o país por estes dias? Pois... esse é o risco. 

É olhar atentamente para o que vai acontecer e esperar pelos próximos dias para saber até que ponto isto irá escalar. Uma retaliação iraniana - e isso será inevitável - acontecerá já o Dakar estará em ação, em pleno deserto. Veremos se não será perturbado.  

WRC: Latvala na Suécia com novo navegaor

Jari-Matti Latvala, que saiu da Toyota no final da temporada passada, confirmou que irá disputar o Rali da Suécia, em fevereiro, com novidades no lugar do lado direito. E não é um qualquer que o irá navegar: será Juho Hanninen, que já foi piloto de ralis da Toyota.

Estranho... mas real. Primeiro que tudo, Mika Anttila irá navegar outro finlandês, e Hanninen, de 38 anos, e sem competir desde 2017, já trabalhou como navegador ao lado de Latvala na Finlândia. Quanto ao programa de Latvala, já estão garantidos dois ralis em 2019, mas ele poderá conseguir mais seis, caso arranje bons apoios. E todos esses ralis acontecerão a bordo de um Toyota Yaris WRC.

 A prova sueca, segundo rali do ano, disputa-se de 13 a 16 de Fevereiro, nas classificativas à volta de Karlstad.

Dakar: Ricardo Porém quer aprender

O piloto leiriense Ricardo Porém está no Dakar a defender as cores da Borgward, e nesta primeira edição em que participa com a nova máquina, pretende levar o seu carro até ao fim, com o objectivo se aprender algo nesta primeira edição em terras sauditas. Com o seu irmão Manuel Porém como navegador, a dupla portuguesa estará integrada na mesma equipa de Nani Roma, o conhecido e experiente piloto espanhol, vencedor do Dakar em 2004 na categoria de motos e 2014 nos automóveis.

O objetivo principal é aprender, sem descurar um possível bom resultado. Vou disputar o Dakar pela segunda vez, agora com o Borgward, e estou confiante que eu e o meu irmão Manuel poderemos lutar para terminar nas dez primeiras posições. Participei em 2019 no Dakar, noutra região e com uma viatura diferente, mas estou em crer que a experiência que acumulei será muito importante para o desafio deste ano, principalmente ao nível da navegação nas etapas mais longas e técnicas. Creio que na Arábia não teremos áreas de dunas tão extensas como nas edições passadas o que será uma novidade.", começou por dizer em Jeddah, onde o rali irá parte e de onde já foi feito o "shakedown".

"O Borgward BX7 é um carro competitivo e bastante fiável, e acredito que estará apto a permitir algumas boas surpresas ao longo da prova. O trabalho desenvolvido pelo Nani Roma e pela Borgward Rally Team tem sido muito relevante na evolução da performance do Borgward, e vamos com confiança. Vou fazer a minha corrida e partir sem qualquer tipo de pressão, tentar ser inteligente, pois são muitos dias, e quero evitar erros, apostar na regularidade, para obter o melhor resultado final", concluiu.

O Rally Dakar arranca no dia 5 de Janeiro em Jeddah, e termina no dia 17 de Janeiro em Qiddiya, perto da capital, Riyadh.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

A imagem do dia

O normal fos filhos é ficarem com o negócio dos pais quando eles morrem ou reformam-se. Mas para Gilbert Sabine, um pacato dentista do norte de França, aos 64 anos de idade, foi acometido de algo inesperado: ficar com o negócio do filho, tragicamente desaparecido num acidente. Pode-se imaginar que isso é anormal, mas mais anormal seria se esse negócio fosse o Paris-Dakar, precisamente a mais famosa prova de todo-o-terreno, fundada pelo seu filho, Thierry Sabine.

E tudo isso se passou em 1986. A 14 de janeiro, quando a caravana estava em Gao, no Mali, o helicóptero, um Ecreuil, levava Sabine, o piloto e co-piloto, o cantor Daniel Balavoine e a jornalista Nathalie Odent quando este se despenhou numa duna, matando-os a todos. A organização, apanhada em choque, pediu ao seu pai para que administrasse da melhor maneira possível a administração deste rali, enquanto passava pela tarefa de sobreviver - como todos - à morte do seu fundador. 

Gilbert Sabine fez o seu melhor, mantendo-se à frente da organização até ao final da década de 80, quando esta passou para as mãos da Amaury Sports Organiation, a ASO. Ao ver que esta estava em boas mãos, decidiu regressar ao anonimato da sua vida e observar o legado do seu filho crescer e ir para outros lados, como este ano, onde passará a correr nas areias do deserto saudita, onde um século antes, T.E. Lawrence ajudou os beduinos do deserto se libertar do jogo otomano, apesar da Grã-Bretanha e França não lhes terem dado logo a independência...

Gilbert Sabine morreu no último dia de 2019, aos 97 anos de idade. O Dakar, independentemente do lugar, continua a ser tão famoso e tão forte como era nos tempos do seu filho, porque não interessa o lugar, o que se que é muita areia e que seja aquilo que o seu filho disse um dia. Que fosse o desafio para os que partiam, e um sonho para os que ficavam. 

Youtube Formula 1 Video: Yuji Ide, o pior piloto de sempre?

Ano Novo, vida nova... e esqueçam o Taki Inoue. No capitulo de "pior piloto de sempre", pelo menos. Digo isto porque o Josh Revell publicou hoje um video sobre... Yuji Ide, que provavelmente deverá ser ainda pior que Taki Inoue! Diz-se isto porque esteve em apenas quatro corridas, na temporada de 2006, pela Super Aguri, e... não só não fez nada como era um perigo na pista!

Enfim, eis o video que o Josh Revell fez sobre ele. Até tem um palmarés interessante, mas pelo que ele conta... não sabia falar inglês. 

WRC: M-Sport anuncia Lappi

A M-Sport, que prepara os Ford no Mundial de Ralis, anunciou esta tarde que o finlandês Esapekka Lappi será seu piloto para a temporada de 2020, ao lado de Teemu Suninen e de Gus Greensmith. Numa equipa muito jovem - a média de idades dos engenheiros anda pela casa dos 30 anos! - os pilotos também o são. Gus Greensmith, por exemplo, tem 21 anos. 

Para Lappi, que é o mais velho dos três - tem 28 anos - a M-Sport é uma alternativa à Citroen, que se retirou de cena no final da temporada de 2019, onde obteve três segundos lugares como melhor resultado. Já no caso de Suninen, é a continuidade, depois de uma temporada onde o segundo lugar no rali da Sardenha foi o seu melhor na temporada. Para Gus Greensmith, que esteve em onze das catorze provas, três dos quais num WRC, em substituição do lesionado Elfyn Evans, andar toda a temporada nessas máquinas é uma espécie de recompensa.

Ao contrário de Lappi e Suninen, Greensmith vai fazer nove ralis: Monte Carlo, México, Argentina, Portugal, Sardenha, Finlândia, Turquia, Alemanha e País de Gales.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

A(s) image(ns) do dia

Jacky Ickx e Hans-Joachim Stuck tem algumas coisas em comum, para além da data de nascimento. O belga nasceu em 1945 e o alemão, filho do mítico Hans Stuck, seis anos depois. Correram na Porsche, entre 1983 e 85, embora não correram juntos num 956 ou num 962. E Ickx era mais cavalheiro do que Stuck, apelidado de "Strietzel" e um enorme brincalhão, como já viu pela foto...

Ambos tiveram longas carreiras e a correrem por vezes juntos na mesma equipa, deverão ter corrido com o mesmo carro, juntos. Claro. Uma das vezes aconteceu em 1974, no Nurburgring Nordschleife, a bordo de um BMW 3.0... e a participação de ambos acabou na volta três, devido a um problema na sua caixa de velocidades. 

Curiosamente, ambos foram campeões do mundo de Endurance. Ickx conseguiu-o em 1983, Stuck dois anos depois., emparelhado com Derek Bell. E ambos partilham sete vitórias em Le Mans, embora nunca tenham vencido juntos qualquer uma dessas edições onde alcançaram o lugar mais alto do pódio. Stuck esteve mais com Bell e o americano Al Holbert.

Noticias: Kubica assina pela Alfa Romeo

Robert Kubica irá ser piloto de desenvolvimento da Alfa Romeo em 2020 e leva consigo um dos seus patrocinadores, a RK Orlen, que fará parte da equipa como "main sponsor". Aos 35 anos de idade, o piloto polaco atuará no simulador e ficará de prontidão para uma eventual substituição, em caso de necessidade.

"Estou realmente feliz em começar este novo capítulo da minha carreira com a Alfa Romeo Racing Orlem", disse Kubica. "Esta equipa tem um lugar especial no meu coração e estou satisfeito de encontrar alguns rostos conhecidos dos meus anos aqui em Hinwil", continuou.

A razão de ele ter dito isto é simples: a Alfa Romeo é a antiga Sauber, lugar onde Kubica andou lá como piloto titular entre 2006 e 2009, antes de passar para a Renault.

Para Frederic Vasseur, as suas contribuições serão importantes para fazer desenvolver os carros para esta e as temporadas seguintes. 

"Nós também estamos alegres em receber Robert de volta à nossa casa e não vemos a hora de começarmos a trabalhar com ele", começou por dizer. "Ele é um piloto que dispensa apresentações: um dos mais brilhantes de sua geração e um indivíduo que mostrou o verdadeiro significado da determinação humana em sua luta para voltar a correr depois de seu acidente. Sua ajuda terá fundamental para continuarmos avançando".

Em 2019, Kubica se tornou piloto titular da Williams, depois de oito anos de ausência à conta do seu acidente no Ronda di Andora, em fevereiro de 2011. Contudo, o mau chassis da equipa de Grove fez com que tivesse apenas um ponto. 

Noticias: Formula 1 apresenta logótipo comemorativo



A Formula 1 entra em 2020 a comemorar os 70 anos da sua fundação, e a Liberty Media pretende comemorar de muitas formas. Numa competição com mais de mil Grandes Prémios, e onde 33 pilotos foram campeões do mundo, 108 ganharam Grandes Prémios, e até agora, 764 pilotos e mais de 150 equipas participaram em pelo menos uma corrida, os novos logótipos honram o "pedigree" automobilístico e o vasto legado que já criou ao longo destes anos.

"As duas linhas do novo logotipo e o design interligado permitem que esta marca honre essas pistas. Outro objetivo deste design é permitir às TV, promotores, patrocinadores e equipas injetar as suas próprias cores na marca, proporcionando um nível de personalização na celebração deste aniversário da Fórmula 1", começaram por dizer os responsáveis da Liberty Media, no comunicado oficial. 

"Para além da marca numérica, desenhámos também uma palavra como se mostra [numa das imagens]. O nosso passado alimenta o nosso futuro e o novo logótipo celebra um marco ao mesmo tempo que olha para o futuro. Celebrar 70 anos é tornar o passado parte do presente, enquanto o nosso desporto olha para o futuro, o que faz com confiança e orgulho”, concluiu.