quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Noticias: "F1" nomeado para quatro prémios da Academia de Hollywood


Noticias interessantes vindas da Califórnia: saiu esta quinta-feira as nomeações para a 98ª edição dos Prémios da Academia de Hollywood (vulgo, Óscares), e o filme "F1", realizado por Joseph Kosinski e produzido por Jerry Bruckheimer, Brad Pitt e Lewis Hamilton, conseguiu quatro nomeações, entre eles o de Melhor Filme. Os outros são mais técnicos: Melhor Edição, Melhores Efeitos Sonoros e Melhores Efeitos Visuais. 

Com isto, Lewis Hamilton torna-se no primeiro piloto de Formula 1, no ativo ou retirado, a receber uma nomeação.

Ganhará algum? Não sei. Mas posso afirmar que, a par de "Ford vs Ferrari" e "Grand Prix", este é o terceiro filme dedicado ao automobilismo que recebeu nomeações para o prémio mais importante do cinema. 

A cerimónia será a 15 de março, em Hollywood. 

Apresentações 2026: 5, O Mercedes W17


A Mercedes revelou esta manhã a decoração que terá na temporada de 2026, dentro do chassis W17, que será mostrado mais tarde. Com tons de preto e prata e tal como acontece no resto do pelotão, o W17 será mais pequeno, estreito e leve que o seu antecessor, tendo sido concebido e construído de acordo com os novos regulamentos aerodinâmicos.

Com a mesma dupla de pilotos ao volante nesta temporada - o britânico George Russell e o italiano Andrea Kimi Antonelli - a ambição da Mercedes com os novos regulamentos é bastante alta. Toto Wolff, o diretor desportivo, referiu que o chassis é o resultado do esforço coletivo da equipa de Brackley e de Brixworth - onde os motores são construídos - para ter um chassis competitivo, capaz de lutar por títulos.

“A Fórmula 1 sofrerá mudanças significativas em 2026, e estamos preparados para essa transição”, começou por afirmar o Diretor de Equipa e CEO, Toto Wolff. “Os novos regulamentos exigem inovação e foco absoluto em todas as áreas de desempenho. O nosso trabalho no novo carro, e o desenvolvimento a longo prazo da Unidade de Potência e combustíveis sustentáveis avançados com a Petronas, refletem essa abordagem.”, continuou.

“Divulgar as primeiras imagens do W17 é simplesmente o próximo passo nesse processo. Representa o esforço coletivo e sustentado das nossas equipas em Brixworth [base da Unidade de Potência] e Brackley [base do chassis]. Continuaremos a trabalhar arduamente nos próximos meses.”, concluiu.


O carro já passou por um "shakedown" em Silverstone, esta manhã, antes dos primeiros testes de pré-temporada em Barcelona, que acontecerá na próxima semana e serão realizados à porta fechada. Depois, a 2 de fevereiro, os oito vezes campeões do mundo realizarão então um evento de lançamento da temporada com os seus pilotos, pessoal sénior e o W17. Posteriormente, a equipa rumará ao Barhein para os testes oficiais de pré-temporada, antes da primeira corrida do ano, em Melbourne, no primeiro fim de semana de março.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Youtube Rally Crash: O acidente de Henri Toivonen no Rali de Monte Carlo, 1986

Aqui estão as imagens do acidente de Henri Toivonen no rali de monte Carlo de 1986, que como já foi dito, aconteceu no troço de ligação da 12ª especial. As reparações foram rápidas, e os mecânicos da Lancia conseguiram um milagre - como já foi dito, ele foi penalizado em um minuto - e a partir dali, foi uma corrida de recuperação até ele conseguir apanhar o Peugeot de Timo Salonen, na sua luta pela vitória. 

As imagens do dia




No final da 12ª especial do rali de Monte Carlo de 1986, Henri Toivonen estava a levar a melhor sobre a concorrência, particularmente sobre o Peugeot 205 do seu compatriota Timo Salonen. Quando o Lancia Delta S4 andava a uma velocidade normal no troço de ligação  - o Col de Mounchery, entre Burzet e Eintragues, uma estrada estreita e sombreada - o seu carro viu na sua frente, na saída de uma curva fechada, um Ford Cortina a alta velocidade. Sem ter tempo para manobrar, a colisão foi inevitável e ambos os carros ficaram com danos na sua frente. Rumores na altura diziam que o carro não tinha pneus para a neve e a taxa de álcool no sangue do condutor era... muito elevada.

A sorte de Toivonen e do seu navegador, Sergio Cresto, é que, ao contrário do Ford Cortina, o carro dele era mais descartável. A parte da frente do Lancia estava danificada, era certo, mas todos os sistemas estavam intactos, incluído o eixo da frente, que era critico para poder continuar no rali. Logo no local, as carrinhas de assistência da assistência começaram a fazer o trabalho indispensável no mínimo de tempo possível, para que Toivonen pudesse continuar, sem perder a liderança que estava a ser defendida. 

Temeu-se o pior, mas a Lancia e os seus mecânicos fizeram o milagre que se queria, ao fazer as reparações necessárias para poder continuar. Quando ficou pronto, Toivonen ficou com 53 quilómetros para fazer em 25 minutos e acabou por apenas penalizar um minuto, ao entrar com 14 segundos de atraso sobre a sua hora ideal. De facto, um pequeno milagre, em algo que poderia ter sido catastrófico. 

Mas claro, o tempo perdido fez com que o Peugeot de Timo Salonen se aproximasse, e ainda iria demorar um bocado até o carro entrar nos eixos. E o Peugeot estava intacto... e com vontade de lutar pela vitória. Faltavam 24 especiais e três dias até chegar a Monte Carlo, e ainda tínhamos os espectadores, que fariam de tudo que o vencedor fosse francês...

Toivonen depois queixava-se do carro, especialmente com as dificuldades de curvar por causa da direção dobrada, mas a sua vontade de vencer superava isso tudo. Afinal, ele sabia que as coisas poderiam ter acabado naquele momento e naquele local, mas o acidente, do qual o piloto esteve ilibado de culpa, só galvanizou o piloto para a única coisa que queria: vencer.   

WRC: Pilotos falam das dificuldades em andar nas estradas de Monte Carlo


Nas vésperas do Rali de Monte Carlo, as condições meteorológicas costumam ser um fator decisivo no resultado da prova. Condições essas que estão sempre a mudar, entre a chuva, o seco e a neve, e também são importantes para definir os resultados da prova. 

Pilotos como Sebastien Ogier, Elfyn Evans e Thierry Neuville, falaram sobre essa parte e referiram as dificuldades que é escolher os pneus ideais para a situação, e sobretudo, evitar as armadilhas.

“Monte Carlo é um dos eventos mais complicados do calendário do WRC.", começou por comentar Elfyn Evans. "Muitas condições variáveis, seja asfalto seco, asfalto molhado, gelo e neve com que todos temos de lidar. E podemos ter uma mistura de todas essas condições num só troço e, definitivamente, numa só ronda. Por isso, fazer a escolha correta de pneus é muito complicado. Gerir tudo isto ao longo de todo o fim de semana é mesmo muito difícil.”, concluiu.

No caso de Thierry Neuville, o piloto da Hyundai afirma que encontrar a afinação e o ritmo certo é algo muito difícil, devido às constantes mudanças na superficie. 

“Em Monte Carlo, cada detalhe é importante, mas também é muito difícil acertar em tudo, porque as condições — as condições meteorológicas, as condições da estrada — mudam muito. Encontrar a configuração certa, o compromisso certo, é muito, muito difícil. E é ainda mais difícil encontrar uma boa sensação ao conduzir com, às vezes, três compostos diferentes no carro. Esse é o único rali do ano onde podemos fazer isso, e temos de o fazer às vezes. Mas se não tiveres uma boa sensação nessas situações, o Rali de Monte Carlo é extremamente desafiante e difícil. Mas se tiveres a sensação certa, é muito agradável.”

Já Sebastien Ogier, dez vezes vencedor em Monte Carlo, afirma que continua a ser um desafio, pois ninguém domina verdadeiramente.

“Há muito mais estratégia neste rali com a escolha de pneus e a configuração, porque enfrentamos múltiplas condições.", começou por comentar o piloto francês, que nasceu em Gap, não muito longe de Monte Carlo. "Acho que ter também uma abordagem um pouco segura é frequentemente a chave num rali destes, pois é muito fácil cometer erros, especialmente quando se corre com os pneus errados nas condições erradas, com tão pouca aderência. Às vezes sentes que não tens velocidade nenhuma, mas precisas de manter a calma nesse momento e pensar que ninguém terá muito melhor.", continuou.

Questionado sobre a razão de ele ser o recordista de vitórias nesta prova, ele fala que o conhecimento do terreno ajuda, mas também a postura humilde perante o tempo e as condições é outra razão.

“Crescer num ambiente como este dá-te uma sensibilidade diferente para isto. Dá-te talvez uma melhor leitura destas condições e talvez isso faça parte da chave do porquê de eu ser tão forte neste rali. Mas também sei que, cada vez que começo este rali, tenho um respeito e uma humildade enormes, porque sei que é tudo menos fácil repetir a vitória num rali como este.”, concluiu.

O rali de Monte Carlo começa nesta quinta-feira, com as três primeiras especiais. 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Apresentações 2026: 4, o Audi R26


A Audi apresenta nesta terça-feira em Berlim o seu chassis para 2026, a primeira debaixo do seu nome, depois de no ano passado ter corrido como Sauber. Com a mesma dupla constituída por Nico Hulkenberg e o brasileiro Gabriel Bortoleto, o objetivo da equipa para a nova temporada será de melhorar as performances da passada temporada, logo chegar o mais possível ao pelotão da frente, para ver se luta por vitórias e títulos em 2030.

Outro grande desafio para a marca alemã é o do seu próprio motor, que o estreará nesta temporada, e do qual será uma página em branco, mesmo tendo alguém como Mattia Binotto na frente do projeto. Ele, que tem a experiência adquirida na Ferrari, onde era o responsável pela área técnica, antes de ser o diretor desportivo da marca italiana. Para além dele, também esteve presente Jonathan Wheatley, que também terá funções de direção na equipa, e o diretor técnico, James Key.


Com um equipamento desenvolvido pela Adidas, a apresentação aconteceu em Berlim, perante uma multidão de convidados. O chassis, batizado de R26, é pintado parcialmente de cinzento e vermelho, com a cauda em preto, com letras vermelhas, e é, de uma certa forma, a seguir as cores da marca. O que se pode dizer é que o chassis foi construído na fábrica de Hinwil, na Suíça, enquanto a nova unidade motriz foi integralmente desenvolvida e produzida em Neuberg, na Alemanha.

Na apresentação, o diretor de equipa, Jonathan Wheatley, afirmou que a Audi não pode dar-se ao luxo de ser complacente e pensar que os resultados vão surgir automaticamente só por ser um grande construtor automóvel.

“É preciso ser realista quanto ao ponto de partida e também humilde em relação ao desafio que temos pela frente”, começou por afirmar. “Não se vencem equipas como a Ferrari, a Red Bull, a Mercedes ou a McLaren simplesmente por se aparecer como Audi Fórmula 1. Não é assim que funciona. É preciso um plano. O nosso plano é tornar-nos primeiro desafiantes, depois competitivos e, por fim, campeões. É importante encarar isto como um percurso e que as pessoas compreendam essa jornada.”

Questionado sobre como andam as coisas até este momento, Mattia Binotto afirmou que as coisas tem corrido calmamente na evolução do carro.

“Até agora, tudo tem corrido bem. Porque é que tem corrido bem? Penso que é por causa do empenho da Audi. A Audi tem-nos apoiado muito desde o primeiro dia, desde o primeiro dia zero, estando realmente totalmente comprometida com o nosso projeto, apaixonada por ele, diria eu. Quando se sabe que se tem o total apoio da marca, o total apoio da direção e que nos dão os meios necessários para executar o plano, isso é o mais importante no final do dia. E executar um plano, há sempre dias bons e dias maus. Isso faz parte do trabalho. Mas, no geral, acho que até agora, está ótimo.”


Já o diretor técnico, James Key, considera que a Audi tem o que é preciso para ter sucesso a longo prazo. E questionado no lançamento do chassis sobre se achava realista o objetivo traçado para a temporada de 2030, respondeu:

“Vendo a ambição por trás da equipa e o plano que temos pela frente, gosto de acreditar que é absolutamente realista. Estamos a dar-nos algum tempo porque somos realistas. Sabemos que ainda não temos tudo no sítio e que precisamos de estar no nosso melhor o mais rapidamente possível. Mas também reconhecemos que todas as equipas são concorrentes diretas da Audi. Já não existe o chamado ‘meio do pelotão’. Por isso, temos de estar lá. E, naturalmente, estamos a analisar que passos precisamos de dar para termos a melhor oportunidade de alcançar esse objetivo. É uma ambição muito clara, não só da nossa parte, mas de toda a estrutura.”, concluiu.

Youtube Formula 1 Video: Senna e Eu

Inesperadamente, aparecem coisas boas por aí. 

O canal do Youtube do Jornal dos Clássicos anunciou esta segunda-feira que irá lançar a sua série sobre Ayrton Senna, e terá uma série de entrevistas com gente que conheceu e cruzou com o tricampeão do mundo.

E o grupo de gente que foi entrevistada para esta série é bem interessante, desde Alan Mosca, o filho de Sid Mosca, que desenhou o seu capacete icónico, até Emerson Fittipaldi, passando por John Watson, ex-piloto da McLaren, esta série revisita memórias e testemunhos únicos sobre o piloto brasileiro, que teve uma ligação especial a Portugal.

O primeiro episódio sairá a 22 de janeiro. 

WRC: Hyundai quer regressar aos títulos


A Hyundai Shell Mobis World Rally Team apresentou-se esta segunda-feira para a temporada de 2026 e o seu objetivo declarado é um: recuperar os títulos que escaparam à equipa nas últimas épocas. Construída sobre alicerces de experiência comprovada – com Thierry Neuville como figura de referência, um antigo campeão mundial – a estrutura combina profundidade competitiva com determinação renovada.

O núcleo da equipa reúne para o arranque em Monte Carlo, Andrew Wheatley na direção desportiva, os pilotos Thierry Neuville, Adrien Fourmaux e Hayden Paddon. Este alinhamento reflete uma aposta ambiciosa em experiência consolidada, capaz de competir desde a primeira etapa da época. Mais lá para a frente, entrarão na liça, Esapekka Lappi e Dani Sordo.

Na apresentação para a imprensa, Wheatley reforça que a maior lição acumulada em múltiplas posições no desporto automóvel é a versatilidade intrínseca dos ralis. “A variedade deste desporto é o que o torna verdadeiramente especial. Temos oportunidades constantes ao longo do ano, não apenas em diferentes condições meteorológicas, mas também nos desafios distintos que experienciamos em cada prova em que competimos. Viajamos literalmente pelo mundo inteiro e vivenciamos tudo”, afirma.

“As pessoas aqui oferecem 110 por cento todos os dias. É uma equipa incrivelmente focada e determinada. Sabemos que o desafio é colossal, mas essa determinação em recuperar os títulos é aquilo que nos impulsiona constantemente. O Monte Carlo funcionará como barómetro de desempenho para todo o ano, embora seja um rali extraordinariamente exigente”, reconhece.

Quanto aos pilotos, Neuville identifica fontes claras de motivação para mais uma temporada de elite ao serviço da marca coreana. “A paixão pelo desporto, a adrenalina e, naturalmente, o desejo de vencer. O rali faz parte da minha vida desde sempre”, começou por referir o piloto belga. 

“Esperamos estar na luta pelo triunfo. Para ganhar aqui precisas de confiança genuína, de um bom sentimento com o carro, muita confiança pessoal e, obviamente, de uma equipa sólida por trás para tomar as opções certas nos momentos críticos”, sublinha.

Já Adrien Formaux oferece uma perspectiva sobre o percurso trilhado até à oportunidade atual. O piloto francês reconhece que talento isolado é insuficiente no panorama moderno. “Podes ter capacidade inata, mas precisas igualmente de trabalho intenso. O desporto é agora tão profissional que exige conjugar todos os elementos fundamentais”, começou por referir. 

No final, ele referiu ao que vinha, aos seus objetivos pessoais: "Estou aqui para vencê-lo".

Para finalizar, Hayden Paddon. O piloto neozelandês, que regressa à equipa depois de oito anos, afirmou que o convite foi inesperado, e interpreta a oportunidade como validação de uma trajetória de persistência. “Foi uma chamada absolutamente surpreendente. Não antecipava regressar à categoria principal”, começou por admitir.

“Sinto-me um piloto muito mais completo e maduro do que há oito anos, fruto da experiência acumulada no ERC, onde aperfeiçoei significativamente a minha condução em asfalto. O meu foco imediato é contribuir para o desenvolvimento da viatura e somar pontos para a equipa. O objetivo é usar Monte Carlo como base de aprendizagem para, progressivamente, lutar por posições mais competitivas ao longo da época”, concluiu.

O rali de monte Carlo começa no final da semana nas estradas alpinas ao largo da capital monegasca.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

As imagens do dia





Na semana em que começa o Mundial de Ralis, em Monte Carlo, recuo 40 anos no tempo para falar de uma altura onde o Grupo B está no seu auge, e meia dúzia de marcas tem os seus carros na estrada para tentarem a sua sorte. E em 1986, sabia-se que a chance de haver um duelo pela vitória era bem real. 

Todos sabem o que aconteceu: um duelo para a história, entre a Peugeot e a Lancia. 

A Peugeot tinha o 205 Ti16, campeã do mundo com Timo Salonen, e queria ir para Monte Carlo para revalidar a vitória que tinha conseguido com Ari Vatanen, alcançada depois de um acidente no inicio, que o fez atrasar quase quatro minutos, antes de fazer uma corrida de recuperação, que o levou ao lugar mais alto do pódio. Uma das vitórias mais épicas da carreira do piloto finlandês, que em 1986 era a maior ausência deste rali, pois recuperava do seu arrepiante acidente na Argentina, quase meio ano antes.

No seu lugar, havia outro finlandês, Juha Kankkunen, que estava ao lado de Salonen e dos franceses Bruno Saby e Michele Mouton, que faziam parte da armada da marca do Leão. Em contraste, com a Audi algo enfraquecida, com o seu modelo Quattro S2, e pilotos como Walter Rohrl e Hannu Mikkola outras marcas que ainda estavam no seu inicio, como a Rover e a Citroen, com o BX - e a Ford só apareceria na Suécia com o RS200 - outra marca estava em ascensão: a Lancia, com o seu Delta S4. Quinhentos cavalos de potência, com um turbo compressor e um supercompressor, potencias brutais do qual poucos eram capazes de domar. 

Ao contrário da Peugeot, apenas dois Delta S4 estavam presentes, inscritos para Markku Alen e Henri Toivonen, outros dois finlandeses. E nesse ano, um deles era o favorito: Toivonen. Vencedor do Rali RAC de 1985, onde o carro se estreou, o piloto, então com 29 anos, dava-se tão bem com o carro como Alen, que tinha a fama do "Maximum Attack". Mas Toivonen ainda tinha mais uma razão para ganhar em Monte Carlo, e esse era familiar, que em 1986 fazia vinte anos.

Em 1966, a edição do rali de Monte Carlo ficara marcada pela desclassificação dos Mini Cooper oficiais, que ficaram com os três primeiros lugares, por causa de uma irregularidade... nos faróis dianteiros, que emitiam mais luz que o indicado pela direção de corrida. Carros desclassificados, o quinto classificado (o Ford Cortina de Roger Clark foi também desclassificado pela mesma razão) foi declarado vencedor. Que era um Citroen DS21, um carro francês, guiado pelo finlandês Pauli Toivonen, o pai de Henri, que em 1966 tinha nove anos de idade.

Toivonen pai acabou por ser campeão europeu de ralis em 1968, mas sempre lhe falaram que a sua vitória em Monte Carlo, que deveria ser um dos corolários da sua carreira - ele ganhou o Rali dos Mil Lagos em 1962, antepassado do atual Rali da Finlândia, num Citroen DS19 - eles recordavam daquele "asterisco", algo do qual o seu filho sempre esteve disposto a defender a honra da família. E ganhar Monte Carlo, numa altura importante, teria sido fantástico.       

Em 1986, o rali durou quase uma semana - começou a 18 de janeiro, acabou a 24 - e era bem longo: 3991 quilómetros, divididos pelos percursos de concentração, classificação, comum e final. 36 provas especiais de classificação, no total de 880 quilómetros. O tempo por esses dias esteve na maioria seco, mas com alguns nevões em determinadas zonas. Os pilotos lidavam com pisos dos mais variados tipos, desde seco a coberto por neve, passando por húmido, placas de gelo e neve derretida. 

O rali começou com os Lancia ao ataque perante Salonen (número 1) e o seu Peugeot, e Rohrl (número 2) e o seu Audi. Primeiro, com Alen (número 9) a liderar, mas a partir da segunda especial, Toivonen (número 7) ficou com o comando e começou a distanciar-se da concorrência, tentando ir mais rápido num asfalto que como já foi dito, por vezes gelava, noutras nevava. E em certos sítios, os espectadores não ajudavam muito...

Contudo, o rali, que estava a ser bem interessante, com Toivonen a liderar no final do primeiro dia, iria ter um momento critico no inicio da manhã do dia 21 de janeiro, no final da 12ª especial, mais concretamente, num troço de ligação...

WRC: Toyota apresenta a sua equipa para 2026


A Toyota Gazoo Racing World Rally Team apresenta-se nesta segunda-feira em Monte Carlo com um carro GR Yaris Rally1 radicalmente renovado na imagem – revestido de uma nova e impressionante pintura em vermelho, branco e preto – mas também tecnicamente evoluído em termos técnicos. No inicio da sua décima época de competição no WRC, a Toyota vai para a estrada com um objetivo claro: defender os títulos de fabricante, piloto e navegador, conquistados no final de 2025.

Com uma esquadra de pilotos constituída por Sébastien Ogier, Elfyn Evans, Sami Pajari, Takamoto Katsuta e Oliver Solberg, este é um elenco de elevada competitividade. O seu diretor, Juha Kankkunen, situa a aproximação à prova de Monte Carlo no contexto de experiência acumulada e gestão estratégica.

"O Monte Carlo exige mais do que simplesmente conduzir a fundo do início ao fim. Precisas de usar a cabeça. Tenho a melhor equipa do mundo atrás de mim e confio neles cem por cento", começou por afirmar Kankkunen. “É sempre emocionante começar uma nova época. O que desenvolvemos na suspensão e aerodinâmica deve colocar o GR Yaris Rally1 numa posição forte, mas sabemos que os nossos rivais também trabalharam intensamente para melhorar. Monte Carlo é o evento mais difícil e stressante da época, mas também o mais gratificante se conseguires atingir o pódio no Mónaco”, sublinha.

Já Sebastien Ogier, que tem uma ligação mais emocional ao rali monegasco - ele nasceu e cresceu em Gap, perto da sede do rali - encara esta prova como sendo a sua caseira. “É o rali mais icónico do calendário. Sendo natural da região, sinto-me em casa. O teu coração quase sai do peito no arranque da primeira etapa, mas assim que começas, o ritmo acalma”, começa por descrever o piloto francês. 

Após conquistar o nono título mundial em 2025, Ogier mantém o foco orientado para o presente. “Tem sido agradável celebrar e valorizar o que alcançámos no ano passado, mas a concentração já está na nova época, quando todos começam do zero”, reflete.


Apesar de não participar em todas as provas como nas temporadas anteriores, reconhece a intensidade do calendário. “Tentaremos extrair o melhor junto desta grande equipa, que permanece sempre empenhada em melhorar cada ano. Monte Carlo é o rali que mais significa para mim e aquele que me fez sonhar, pelo que foi um momento de enorme orgulho vencer pela décima vez no ano passado. O objetivo será o mesmo, mas nunca fica mais fácil”, conclui.

A grande novidade é Oliver Solberg, que corre no lugar de Kalle Rovanpera, que a partir de 2026 está a tentar a sua sorte nos monolugares. O filho de Petter Solberg vive um momento de cumprimento de ambição pessoal ao integrar o escalão de pilotos oficiais da Toyota em regime permanente, e ele reconhece a responsabilidade atribuída e a confiança que a equipa demonstra.

“Algumas pessoas dizem que é pressão, mas há pressões naturais ligadas ao desempenho, e é por isso que estamos aqui. Queremos desempenhar bem. Não estou aqui apenas para conduzir — quero dar o meu melhor e acredito que tudo é possível”, começa por afirmar, ele que tem alguns objetivos modestos para esta prova.

“Quero um início bom e limpo, ser consistente e ver o que posso fazer pela equipa. Para mim, isto demonstra que a equipa acredita em mim e tem confiança. Sinto que ainda tenho aprendizagem a fazer em asfalto. Nesta superfície sentes uma diferença maior entre a viatura Rally2 e Rally1 em termos de velocidade, mas tivemos testes bons e tenho um sentimento muito positivo do carro”, reflete. “Monte Carlo é um evento que tens apenas de amar, mesmo que seja realmente complicado e provavelmente o rali mais difícil do ano. É sempre uma experiência especial e aguardo-o com entusiasmo”, conclui o piloto sueco.

Apresentações 2026 - 3, O Haas VF-26


Esta segunda-feira, a Haas mostrou as suas cores para a temporada de 2026. Não sendo ainda o VF-26, as cores refletem a entrada cada vez maior da Toyota, agora como "main sponsor", porque o resto se mantêm: motores Ferrari e os pilotos de 2025, Oliver Bearman e Esteban Ocon, o proprietário Gene Haas e o seu diretor, Ayao Komatsu.

Ambos os dirigentes descreveu os desafios associados ao desenvolvimento simultâneo de monolugares competitivos para 2025 enquanto se preparava para as novas regras de 2026, com Komatsu a referir o esforço colossal necessário para ter o monolugar de 2026 operacional, apenas semanas após o encerramento da temporada de 2025.

“É quase surrealista estar a revelar um carro novo tão cedo no ano, mas é igualmente estimulante iniciar uma campanha de Formula 1 com uma mudança regulamentar tão significativa”, começou por afirmar o diretor de equipa Komatsu. “Estamos completamente focados em estar prontos para a ‘Shakedown Week’ em Barcelona. Foi um esforço monumental de toda a estrutura, considerando o intervalo reduzido entre o final da época passada e a colocação dos carros em pista em janeiro.”, concluiu.

“O período pré-época será crucial para compreender o que estes carros conseguem fazer e como nos adaptaremos a eles”, acrescentou Gene Haas.


Quanto aos pilotos, ambos encontram-se otimistas para a temporada que está prestes a começar. “O período pré-época será crucial para compreender o que estes carros conseguem fazer e como nos adaptaremos a eles”, afirmou Esteban Ocon. "O carro em si pareceu muito bom. O equilíbrio foi decente, embora, claro, tenha sido o nosso primeiro contacto no simulador, por isso precisamos de ver como será na realidade, mas o nível de aderência foi bom.", continuou.

"Claramente, a maior mudança está no motor, e essa será a chave para estarmos preparados. É um desafio entusiasmante e uma forma diferente de conduzir em comparação com antes. Penso que podemos esquecer tudo o que aprendemos desde os tempos do karting sobre como ser rápido, mas será interessante aprender um novo estilo de condução e, com sorte, encontrar velocidade com ele."

Sobre os novos carros, Ocon acha que as mudanças serão tantas que praticamente terão de reaprender a conduzir, mas acha que essas mudanças serão bem interessantes de se passar.

"Esta é definitivamente a maior mudança de regras que já enfrentei", começou por afirmar. "A primeira vez que pilotei um carro de Fórmula 1 foi na era dos motores V8, depois passámos para um sistema híbrido, onde pilotei um dia em Valência e fui para Abu Dhabi para o TL1. Provavelmente foi uma mudança semelhante à que vamos enfrentar agora, mas, como disse, precisamos de esquecer tudo o que aconteceu antes. Precisamos de aprender tudo de novo, por isso acho que a experiência ajuda a adaptarmo-nos rapidamente, mas precisamos de adaptar tudo. Todos os nossos sentidos, como nos sentimos, precisaremos de pensar muito mais enquanto pilotamos sobre o que fazer para ir mais rápido. É emocionante e será interessante." 


Fazendo eco dos comentários do chefe de equipa Ferrari, Fred Vasseur, e de outros, o piloto de 29 anos espera que a ordem de classificação inicial na primeira corrida de 2026, na Austrália, sofra muitas alterações, considerando os rápidos avanços que as equipas devem alcançar.

"Diria que por volta da terceira ou quarta corrida teremos alguma indicação, mas não será a ordem de classificação final, porque haverá muito desenvolvimento, especialmente neste primeiro ano", concluiu Ocon.

Já Ollie Bearman, que está na sua segunda temporada completa de Formula 1, reconheceu a melhoria pessoal demonstrada na segunda metade de 2025. “Realmente elevei o meu nível. Na segunda metade da época, comecei a produzir resultados muito fortes dos quais fico orgulhoso, e isso foi crítico para mim. Estou entusiasmado em continuar esse trajeto este ano”, declarou o piloto britânico.

WRC: M-Sport apresenta a sua equipa para 2026


A M-Sport apresentou esta segunda-feira a sua equipa para a nova temporada do WRC, com uma aposta clara no futuro e na juventude, com os irlandeses Josh McErlean e Jon Armstrong. Com esta dupla de pilotos - e respectivos navegadores - a formação liderada por Richard Millener prepara-se para enfrentar o exigente Rali de Monte Carlo com ambição e o objetivo de provar que a juventude é o motor ideal para o sucesso no palco mundial.

“A M-Sport tem sido reconhecida por trazer jovens talentos para o pináculo do WRC e tenho a certeza de que estes rapazes que reunimos este ano seguirão esses passos. E é ótimo ter dois pilotos jovens, dois co-pilotos jovens, ter o Josh e o Owen [Tracy, o navegador] de volta na equipa e o Jon e o Shane [Byrne, também o navegador] a subir da categoria Rally 2. Vai ser muito emocionante”, começou por dizer Millener, na apresentação. 

Mais adiante, ele falou um pouco como é liderar a M-Sport: 

“Costumo dizer que não sei se é mais difícil cuidar dos meus próprios filhos ou destes rapazes. Depende do rali, acho eu. Mas eu não lhes posso dizer como pilotar. Eles são melhores pilotos do que eu, nós estamos aqui para tentar dar-lhes o melhor carro e a melhor equipa à volta deles para os ajudar a fazer o que precisam de fazer, e dar-lhes o apoio ao longo de toda a temporada. Este é apenas o início de um ano muito longo. Portanto, queremos sair daqui com um resultado sólido para nos pôr a andar.”


Para Jon Armstrong, que se estreia num Rally1 em Monte Carlo, e com uma carreira feita no Rally2 e até... nos simuladores, estes dias serão de grande desafio, num ambiente totalmente novo.

“É definitivamente um sonho tornado realidade. Mas vai ser um grande desafio. Sabíamos disso ao vir para aqui e temos apenas de tentar desfrutar de cada passo do caminho e tentar ganhar o máximo de quilometragem possível. Mas claro, estamos no auge do desporto e a competição à nossa volta é muito, muito boa. São os melhores do mundo.",. começou por afirmar o piloto irlandês. 

"Por isso sim, espero que sejamos aprendizes rápidos e no final do Monte Carlo teremos uma boa ideia de onde estamos e isso prepara-nos para o resto do ano. Por isso sim, somos rapazes cheios de sorte e é graças à M-Sport e à Motorsport Ireland Rally Academy. Todos os que nos apoiam para estarmos aqui e vamos aproveitar ao máximo”, continuou.

“É um evento muito exigente. Na verdade, é a minha primeira vez que faço o Rali de Monte Carlo. Portanto sim, fazê-lo num Rally 1 é um grande desafio e apenas temos de focarmos-nos realmente no que podes controlar, como fazer bons reconhecimentos, tirar boas notas e vamos ver que tempo faz, e tentar fazer boas escolhas de pneus. Veremos como corre. Mas é muito difícil saber no que nos focarmo-nos até estarmos no meio da ação. E as primeiras especiais na noite de quinta-feira nas montanhas serão exigentes, mas dar-nos-ão uma boa ideia.”, concluiu Armstrong.

Na sua segunda temporada de Rally 1, Josh McErlean espera fazer desta temporada de 2026 uma que aplique aquilo que aprendeu na temporada passada, para obter melhores resultados: “Acho que fazer 14 rondas do Campeonato do Mundo de Rali faz-te crescer muito depressa. Obviamente, no ano passado a começar a temporada foi uma experiência e tanto. Por isso, estar de volta para uma segunda temporada completa com a equipa é incrível e sinto-me muito honrado por estar nesta posição. Portanto, espero que possamos colocar toda a aprendizagem do ano passado em boas performances este ano e ter uma boa temporada”, disse.


O WRC começa no final da semana em Monte Carlo, debaixo de neve e gelo, nas estradas alpinas.

domingo, 18 de janeiro de 2026

As imagens do dia




Há 40 anos, o Grupo B preparava-se em Monte Carlo para começar uma temporada que prometia muito. Com Audi, Lancia e Peugeot a serem bem sucedidas neste quesito, havia outras como a Toyota, que apostava nas provas africanas para se destacar, deixando para mais tarde ambições maiores. Mas havia outras marcas que se preparavam para entrar nesta competição. A Rover tinha estreado o seu modelo 6R4, e a Ford ia meter o seu modelo RS200. Mas para além deles, a Citroen também tinha a sua escolha para a nova temporada, baseada do modelo BX. Que preferia não ter lançado.

Observando o sucesso da Peugeot, que desde meados de 1984 ganhava ralis com o 205, a Citroen queria aproveitar o embalo para construir o seu próprio modelo, para poder competir com as marcas presentes. Contudo, sem um modelo pequeno o suficiente para ser ágil, optou por um carro longo, o BX. E a versão que foi construída, o 4TC (de Tração) era ainda mais longa que o modelo de estrada, os testes cedo mostravam que tinha problemas de agilidade. 

Com um motor de 2.2 litros baseado no Matra-Simca, tinha de ser montado em termos longitudinais, o que lhe dava um aspecto maior do que o normal. Com tração integral construído pela Heuliez, a suspensão era hidropneumática e a caixa de velocidade era proveniente do modelo SM, que tinha sido deixado de fabricar doze anos antes, porque era o único que aguentava a potência que o carro tinha, a rondar os 360 cavalos.

Os testes mostravam logo que o carro não era fantástico. Pelo contrário: demasiado pesado, pouco potente e subvirador em curva, pois ao contrário de outros modelos, que têm um motor central-traseiro, aqui, o motor está na frente do carro. E para piorar as coisas, a suspensão hidropneumática não funciona tão bem quanto se esperava.

Mesmo com todos estes defeitos, a marca inscreve dois carros para o Rali de Monte Carlo, para os franceses Jean-Claude Andruet e Philippe Wambergue. O seu andamento acabará por ser modesto até que ambos abandonam devido a quebras na caixa de velocidades.

Ambos correm no rali seguinte, na Suécia, onde Andruet consegue o sexto lugar final, enquanto que Wambergue não chega ao fim. Eles só voltariam a correr no Rali da Acrópole, com mais um piloto, Maurice Chomat, mas nenhum dos três chega ao fim do rali. No final da temporada, o Grupo B é abolido, mas a marca já se tinha retirado da competição, não pensando mais nos ralis até ao final do século, com o Xsara de duas rodas motrizes.

Pequena curiosidade: para ser holmologado, a Citroen tinha de construir 200 exemplares de estrada do BX 4TC. Contudo, em termos de vendas, foram um fracasso. Desses 200 carros produzidos, apenas 62 foram vendidos. Caros e não muito eficientes, alguns anos depois, esses exemplares que nunca foram vendidos acabaram na sucata. Hoje em dia, os exemplares sobreviventes são dos mais procurados no mercado dos clássicos.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Youtube Motorsport Video: O convívio de inverno da Formula 1

Isto é um tesouro raro: como os pilotos descontraíram na neve. Agora, é raro, mas em 1970, ver pilotos, esposas, fotógrafos e outros membros na Suíça, na neve, algumas semanas antes do começo da temporada, no verão sul-africano.

Entre os que estão neste video, está Bruce McLaren, Bette Hill (esposa de Graham Hill) e o fotógrafo Bernard Cahier, Jackie Oliver, e Henry Taylor, entre outros. A matéria é do programa "Wheelhouse", da BBC britânica.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

As imagens do dia




Quase um dia depois da Red Bull e Racing Bulls terem mostrado os seus chassis, no outro lado do Atlântico, em Silverstone, a Cadillac dava os seus primeiros passos na Fórmula 1, ao realizar o shakedown do seu monolugar de 2026 em Silverstone. Numa sessão marcada pela pista molhada, a marca norte-americana prepara-se para a sua estreia oficial na categoria, tornando-se a primeira nova equipa a entrar no campeonato desde a Haas, em 2016.

Com a sua base europeia localizada junto ao circuito britânico, a Cadillac optou por realizar um primeiro teste discreto antes da apresentação oficial da decoração do carro, prevista para 8 de fevereiro, durante o intervalo do Super Bowl. A equipa irá também participar no primeiro teste de pré-época em Barcelona, a partir de 26 de janeiro. 

O shakedown contou com o piloto de reserva Guanyu Zhou ao volante, tendo a equipa divulgado nas redes sociais um breve vídeo das primeiras voltas do monolugar em pista. Sendo cliente da Ferrari no fornecimento de unidades motrizes, este teste marcou igualmente a primeira saída para pista do motor Ferrari de 2026.

Zhou comentou a importância do shakedown para o desenvolvimento inicial do projeto:

“É um momento entusiasmante. O shakedown serve para garantir que o carro está a funcionar e que todos os engenheiros estão a validar os principais sistemas, como a caixa de velocidades, o motor e os primeiros acertos de afinação.", começou por afirmar.

“Para o piloto, trata-se de perceber se nos sentimos confortáveis no novo cockpit, com o volante, com as sensações e com a comunicação com a equipa. Estou ansioso por esta fase e ainda mais pelo início da época, quando tudo começar a sério.”

Mas um passo na nova aventura, outras serão dadas até Melbourne, a primeira corrida do ano. E ali, veremos como se comportará em relação aos outros, com os carros dos novos regulamentos.