terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Dakar 2009 - Dia 10

Era um dia decisivo na prova, esta etapa que ia e voltava à localidade de Copiapó, no Chile. Mas se foi decisiva, só se foi para o espanhol Carlos Sainz, que venceu a etapa e viu a diferença alargar-se para numeros cada vez maiores. O espanhol esteve em luta contra o Hummer H3 do americano Robby Gordon, que não o ganhou por meio minuto, devido a uma saída de pista no inicio da etapa.

Quanto aos outros dois carros da Volkswagen, o americano Mark Miller voltou a perder tempo para Sainz, assim como o sul-africano Giniel De Villiers. Miller, no entanto, voltou a ganhar face ao sul-africano, que ficou preso no último cordão de dunas durante cerca de vinte minutos. O espanhol Nani Roma, o ultimo dos Mitsubishi em prova, é o quarto na classificação, a já mais de uma hora de Sainz, mas tam agora que lidar com a recuperação de Robby Gordon nas últimas etapas, pois agora a cdiferença entre os dois é cerca de 21 minutos.

Nas motos, o espanhol Jordi Villadoms, no seu KTM, foi o vencedor da etapa, marcada pelo imenso nevoeiro, pelos enganos de Mar Coma, o líder da classificação geral, que foi apenas sexto, a 12 minutos e 17 segundos de Viladoms. Cyril Despres também se enganou, e quedou apenas na quinta posição. O erro de navegação ocorreu por volta do km 291, tendo-se visto na obrigação de retornar 23 kms para regressar à pista certa.


A etapa ficou ainda marcada pelo acidente grave de outro motard espanhol, Cristobal Guerrero, que caiu gravemente na sua KTM. Foi levado de helicóptero para Coiapó, e está em estado de coma, desconhecendo-se mais pormenores sobre a extensão das suas lesões. (foto encontrada no blog espanhol Motor en Marcha)


Quabnto aos portugueses, o grande herói foi Helder Rodrigues, que brilhou ao ser quarto na etapa, e ascender ao quinto posto da geral. "Foi uma etapa verdadeiramente alucinante! Este era um dos objectivos que tinha para esta prova. Estou contente por estar a alcançá-los. Igualei a minha melhor posição até agora no Dakar, mas quero melhorá-la e chegar se possível ao terceiro lugar. Estou ainda distante do Cyril, sei que vai ser difícil mas vou batalhar. Tudo pode ainda acontecer", referiu o piloto português da Lagos Team.

Outro português, Paulo Gonçalves, também teve um dia positivo, acabando na 12ª posição, e agora é 11º da geral.

IRL: Mexidas nas equipas da frente

A Penske anunciou esta segunda feira que o australiano Will Power vai ser o substituto do brasileiro Helio Castroneves na equipa para a temporada de 2009. Power será colega de equipa do seu compatriota, Ryan Briscoe, por tempo indeterminado, já que Castroneves se encontra a braços com a justiça americana, que o acusou de evasão fiscal.

Will Power havia perdido o seu lugar na KV Racing Tech depois de ter perdido o seu patrocinador principal, a Aussie Vineyards, que se retirara depois da saída de Surfers Paradise do seu calendário. O seu lugar na equipa será ocupado pelo brasileiro Mário Moraes, de 20 anos, e na sua segunda temporada na IRL.


Uma decisão que o deixou muito contente:"Preciso agradecer aos sócios da KV, Kevin Kalkhoven e Jimmy Vasser, por me proporcionarem essa chance. Acredito que a KV representa a melhor oportunidade para eu mostrar meu valor e minha carreira crescer. Estou realmente animado para fazer parte da equipe neste ano", afirmou Moraes em declarações captadas pelo site brasileiro Pitstop.

Ferrari F1, de 2008 a 2009: as diferenças

Sabia-se que ambos os carros seriam completamente diferentes um do outro, graças aos novos regulamentos, mas nunca pensei ver os dois carros lado a lado para ver até que ponto é que são diferentes. Eles são, e é assombroso!




Quem colocou um post sobre isso foi o "japonês" Ricardo Kakazu, do World Motor Sports Cars. Depois de ver isto, fico com esta pergunta no ar: que tipo de temporada será 2009?

O regresso de um nome mítico: BRM.

Sessenta anos depois da sua fundação, e trinta anos depois do seu desaparecimento, o nome da BRM está de volta às competições. A equipa, idealizada por Raymond Mays e suportada por muito tempo pela Owen Organization, e depois por Louis Stanley até 1974, venceu 17 Grandes Prémios e o título mundial de Construtores em 1962, num total de 197 participações, regressará... com um carro eléctrico.



O BRM Bee Four ERV é ideia de Paul Owen, neto de Sir Alfred Owen, e o chassis foi desenhado por Martin Ogyilve, ex-designer da Lotus, em colaboração com a Universidade de Oxford, Oxford Brookes and MIRA Ltd. O carro participará no British Speed Hill Climb de 2010, e será tripulado por Graeme Wight Jr. Este chassis faz parte de um projecto maior, que pretende produzir carros electricos para o dia-a-dia.

GP Memória - Argentina 1974

Depois de três meses de interregno, a Formula 1 estava de volta, e logo no inicio do ano, em paragens sul-americanas. Se o último Grande Prémio do ano anterior tinha coincidido com o inicio da Guerra do Yom Kippur, agora, três meses depois, as consequências dessa guerra faziam-se sentir. No final do conflito, os países árabes membros da OPEP dedicaram decretar um embargo ao Ocidente, como represália pelo apoio americano a Israel. Resultado: filas nas ruas e nas bombas de gasolina, a perturbar seriamente o dia-a-dia de um Ocidente que vivia a prosperidade do petróleo barato. Essa era tinha chegado ao fim, e o choque petrolífero estava em força.


Esse choque petrolífero tinha afectado o desporto automóvel, pois uns dias antes, os organizadores do Rali de Monte Carlo tinham cancelado o evento. Na Formula 1, temia-se que os efeitos desse choque pudessem afectar as equipas já instaladas em paragens argentinas. Mas tal não aconteceu, e o fim-de-semana correu como planeado.


O defeso viu imensas movimentações no pelotão da Formula 1. Sem Jackie Stewart, retirado, e Francois Cevert, morto, a marca contava com um alinhamento totalmente novo: o sul-africano Jody Scheckter, apelidado de “Baby Bear” pelo seu estilo de “pedal a fundo”. E que tinha causado acidentes no ano anterior, e o francês Patrick Depailler, escolhido no mês anterior, e que tinha tido a experiência de duas corridas ao serviço da Tyrrell em 1972.


Na McLaren, a equipa decidiu alinhar com três M23, dois oficiais, apoiados pela Merlboro, e um oficioso, apoiado pela Yardley. Dennis Hulme, agora com 37 anos, tinha visto sair o seu companheiro e amigo Peter Revson, para abraçar o projecto da Shadow. Para o seu lugar, Teddy Mayer, o patrão da marca, fora buscar o brasileiro Emerson Fittipaldi, naquela que para muitos era a transferência do ano. No terceiro carro, sem Scheckter, vinha o inglês Mike Hailwood. E na Argentina, a McLaren de Fittipaldi e Hulme iria estrear um novo patrocinador, a tabaqueira Marlboro. Eles iriam ficar na marca durante 23 temporadas…


Na Ferrari, era quase começar do zero. No final da época de 1973, com um jovem de 26 anos, Luca de Montezemolo, ao comando da parte desportiva, e da subsequente retirada do Mundial de Endurance, convidaram de volta o suíço Clay Regazzoni para ajudar a desenvolver o carro, e pediram a ele se poderia escolher um segundo piloto capaz de desenvolver o carro. Regazzoni recomendou a contratação de um jovem austríaco, que tinha pago para correr na sua equipa anterior, a BRM, e que tinha mostrado algumas boas performances. Chamava-se Niki Lauda.


Na Lotus, sem Fittipaldi, as atenções ficaram viradas para Ronnie Peterson, que tinha finalmente estatuto de primeiro piloto. Para o lugar do brasileiro veio o belga Jacky Ickx, que após quatro temporadas de bons serviços à marca do Cavalino, ingressava num dos rivais do Comendatore. Contudo, o Lótus 72, que já ia na sua terceira época, já demonstrava o peso dos anos, e Chapman preparava o seu sucessor, o Lótus 76.


A Brabham voltava a confiar os seus préstimos a Carlos Reutmann, mas agora o segundo piloto era outro: de Wilson Fittipaldi, que se retirara para dar corpo ao projecto do carro próprio, será substituído no lugar do segundo piloto esse carro pelo australiano Richard Robarts. E tal como a McLaren, um terceiro carro era apoiado pela marca, que era pilotado pelo jovem norte-irlandês John Watson.


A BRM preparava-se para estrear um novo chassis, o P201, que só iria ver a luz do dia na Africa do Sul, mas alinhava também com três carros, todos conduzidos por franceses: Jean-Pierre Beltoise, Francois Migault e Henri Pescarolo.


Na Shadow, com o veterano Revson vinha outro francês, vindo da March: Jean-Pierre Jarier. Na Surtees, John Surtees confirmava Jochen Mass como piloto, ao lado do brasileiro José Carlos Pace, enquanto que a March, oficialmente tinha o alemão Hans-Joachim Stuck (filho da lenda alemã dos anos 30 Hans Stuck) e o australiano Howden Ganley, enquanto que um terceiro March, inscrito pela Hesketh Team, era guiado pelo inglês James Hunt, a sensação da época passada. Para completar o pelotão, Frank Williams tinha um Iso-Marlboro guiado por Arturo Merzário (ex-Ferrari), e o veteranissimo Graham Hill arranjara dois Lolas para competir a sua própria equipa. O segundo carro era guiado por Guy Edwards. Finalmente, Mo Nunn tinha um Ensign inscrito para Rikky von Opel, do Lichtenstein.


Em 1974, a organização do Autódromo Óscar Galvez decidiu usar a versão mais longa do circuito, que por ter longas rectas, levava a velocidades médias mais altas. Ronnie Peterson conseguiu fazer a “pole-position”, mas logo a seguir veio uma pequena surpresa: os carros da Ferrari, a chacota da época passada, tinham trabalhado muito bem no Inverno e ficaram com o segundo lugar da grelha, com Regazzoni. Lauda ficava um pouco atrás, na oitava posição. A segunda fila pertencia a Emerson Fittipaldi, no seu McLaren-Ford, e Peter Revson, no seu Shadow-Ford. James Hunt partia da quinta posição, enquanto que o herói local, Carlos Reutmann, era o sexto da grelha. A fechar o “top-ten”, estava o terceiro McLaren de Hailwood, à frente de Denny Hulme.


Os dois Tyrrell estavam em posições mais modestas: Scheckter era 12º, Depailler 15º. E o melhor BRM era o de Beltoise, na 14ª posição.


Antes da partida, já havia uma baixa: o Ensign de Rikky von Opel tinha problemas de direcção e não alinhou na partida para o Grande Prémio. Seria a última vez que correria pela marca.


A partida foi dada pelo legendário Juan Manuel Fangio. Peterson parte em primeiro, com James Hunt logo atrás, dando um pulo de gigante do seu quinto lugar. Regazzoni, Revson e Hailwood estavam logo atrás, chegando ao mesmo tempo na curva, e a colisão foi inevitável. O suíço e o americano despistaram-se, e com o resto do pelotão atrás deles, eram inevitáveis algumas batidas. Revson foi o que teve mais azar pois foi abalroado por… Jarier. O francês desistiu na hora, enquanto que o americano se arrastou até às boxes, onde ficou por lá. Merzário e Watson ficaram com os seus carros danificados, e Scheckter não evitou uma incursão à relva para escapar à confusão. Entretanto, na frente, Hunt atacava Peterson, mas à saída de uma curva, perdeu o controle do carro e despistou-se, perdendo a chance de atacar a liderança.


No final da primeira volta, o primeiro era Peterson, seguido por Reutmann, Fittipaldi, Hailwood, Ickx e Hulme nos restantes lugares pontuáveis. No final da terceira volta, Reutmann ataca Peterson e consegue alcançar a liderança, para gáudio do público local. Na volta seguinte, Fittipaldi vai às boxes com problemas num elemento da carroçaria, e perde uma volta. Com isto, o terceiro McLaren de Hailwood é terceiro, seguido por Ickx e Hulme, mas o neozelandês faz uma corrida de recuperação, passando primeiro o belga da Lotus, e depois o seu companheiro de equipa, instalando-se na terceira posição. Mais tarde, Ickx ultrapassa Hailwood para o quarto lugar. Pouco depois, Ronnie Peterson estava com problemas de travões, e cedeu o seu segundo lugar para Hulme e depois a Ickx, que por sua vez era pressionado pelo Ferrari de Niki Lauda, que por esta altura já tinha passado Hailwood. Algum tempo depois, o austríaco ultrapassa o Lótus do sueco, e a ordem da corrida, perto da volta 30, era esta: Reutmann, Hulme, Ickx, Lauda, Hailwood e Peterson.


Entretanto, Juan Peron, o presidente da Republica, tinha assistido ao início da corrida na TV, na sua Casa Rosada (residência oficial da Presidência) e decidiu rumar para o Autódromo Óscar Galvez para entregar o troféu de vencedor, esperava-se, a ele. Chegou lá pouco tempo depois, e enquanto ia a caminho, Ickx tinha tido um furo, deixando o terceiro lugar para Lauda. O seu companheiro Regazzoni vinha também de trás para primeiro apanhar Peterson, e depois aproveitar os problemas de Ickx (que acabaria por desistir na volta 35 devido à problemas de transmissão) para chegar ao quinto lugar. Depois apanhou Hailwood e instalou-se no quarto lugar. A fechar os pontos estava o BRM de Beltoise, à frente do Tyrrell de Depailler.


À medida que a corrida chegava ao fim, tudo correria pelo melhor ao Brabham do argentino, que ia a caminho da sua primeira vitória da carreira. Mas o ritmo da corrida fez com que o carro começasse a ter problemas de motor, e depois calculou-se que poderia não haver combustível para chegar ao fim. Assim, o ritmo abrandou, e os portenhos ficaram apreensivos: será que o seu herói chegaria ao fim? À medida que faltavam as voltas, viam o McLaren de Hulme a aproximar-se. E na penúltima volta, com o presidente Peron a rumar para o pódio no sentido de dar o troféu a Reutmann, o golpe de teatro: Hulme assume a liderança, e na última volta, o Brabham para, sem gasolina. Fica em sétimo, fora dos pontos, e Peron faz meia volta para sair de mansinho do Autódromo Óscar Galvez…


Para o neozelandês, era a sua oitava vitória da sua carreira, e a última dele (e de um piloto neozelandês) até aos nossos dias. Mas tão espantoso como ver Hulme no lugar mais alto do pódio foi ver dois pilotos da Ferrari a acompanhá-lo. Depois de duas temporadas desastrosas, a Scuderia estava lentamente a renascer… nos restantes lugares pontuáveis ficaram o terceiro McLaren de Hailwood, o BRM de Jean-Pierre Beltoise e o Tyrrell de Patrick Depailler, na primeira vez que chegava aos pontos.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

As gravações do 16 Valvulas

Eu coloquei um post no Sábado a falar sobre o 16 Valvulas, um programa de rádio que há aos Sábados à tarde (entre as 14 e as 16 Horas) que fala sobre automobilismo nacional e interncacional. Maioritariamente, fala sobre os pilotos nacionais, mas este fim de semana teve uma entrevistra com o Bruno Senna.




Pois bem, quem perdeu a oportunidade de o ouvir ao vivo, agora tem uma chance: no blog deles, mais concretamente na secção gravações, está lá a entrevista com o sobrinho do Ayrton, bem como a muitos outros pilotos que já lá passaram nos programas passados. Aqui está o link, e procurem pela emissão do dia 10 de Janeiro. Divirtam-se!

Ferrari F60 - Algumas imagens do shakedown



























O novo Ferrari F60, o bólide que vai competir na temporada de 2009, já rodou durante o dia de hoje em Mugello, num "shakedown" feito por Felipe Massa. Deixo-vos aqui algumas imagens para vocês poderem apreciar (e habituar-se) ao que vão ser os novos carros de 2009... estão livres de comentar aqui, se quiserem!

Ultima Hora: o site português Sportmotores.com afirmou agora que o baptismo de pista do F60 poderá ser no novo Autódromo de Portimão, ainda sem data marcada.

Dakar 2009 - Dia 9

A etapa numero 9 do Dakar 2009, que ligou as loalidades chilenas de La Serena a Copiapó, no total de 537 quilómetros, 449 dos quais feitos em troço classificativo. Nos carros, os Volkswagen excercem o seu dominio nas dunas do Atacama, com o espanhol Carlos Sainz a terminar a etapa no primeiro lugar, reforçando ainda mais a sua liderança na classificação geral, batendo o seu companheiro, o americano Mark Miller, por um minuto de 47 segundos.

Apesar de ter ganho a sua quinta vitória na edição deste Dakar, o piloto espanhol era, no final, o espelho do cansaço. "Foi uma especial muito, muito, muito difícil, com inúmeras pedras e difícil do ponto de vista da navegação. Muito complicado", disse Sainz aos jornalistas presentes. O terceiro classificado da etapa foi outro americano, Robbie Gordon, no seu Hummer H3, com uma diferença de 2 minutos e 16 sobre Sainz. O espanhol Nani Roma, o unico representante da Mitsubishi, terminou a etapa na sétima posição.



Nas motos, o holandês Frans Verhoven foi o grande vencedor da etapa, que bateu o francês David Fretigné por 3 minutos e nove segundos, e ambos relegaram o espanhol Marc Coma, actual lider das motos, para a quarta posição na ligação de hoje. O chileno Francisco "Chaleco" Lopez ficou com o lugar mais baixo do pódio.



No caso dos portugueses, o dia correu-lhes bem para Helder Rodrigues e Paulo Gonçalves. Rodrigues, no KTM da equipa Lagos, foi sétimo na etapa e voltou ao sexto lugar da classificação geral, enquanto que Gonçalves, no seu Honda 450, foi nono, a 15 minutos e 55 segundos do vencedor da etapa, e subiu para o nono lugar da geral, o que faz com que pela primeira vez no rali existam dois pilotos portugueses no "Top Ten" da geral.



"Foi uma etapa bastante dura, principalmente na parte final onde houve muita navegação e muita gente a perder-se. Hesitei duas vezes e a partir dessa altura apostei num ritmo mais calmo concentrando-me no road-book e no GPS, em detrimento da velocidade. A minha aposta pagou dividendos e estou contente por ter reconquistado o sexto lugar", referiu Hélder Rodrigues, em declarações captadas pelo sitio português Supermotores.net



O mesmo discurso é feito por Paulo Gonçalves: "Foi uma etapa muito dura, muito desgastante fisicamente, onde tinhamos que fazer muita navegação. Em deserto aberto a navegação complica-se, é a zona mais exigente de todo o rali. Ainda assim, em termos de classificação foi um dia bom, deixando-me satisfeito com a minha prestação", conclui o piloto Repsol Honda.

Apresentação Ferrari F60 2009 - O video oficial



Eis o video oficial da apresentação do novo carro. O video é do site oficial da Ferrari, o www.ferrariworld.com., que vi no blog da Priscilla Bar, que por sua vez, veio do blog do Rafael Lopes, o Voando Baixo. Acho que vale a pena, apesar da sua curta duração. E dentro deste, há mais!

Ecos de Maranello - O novo Ferrari F60

Começaram as apresentações. Esta manhã, em Maranello, o novo Ferrari de 2009 foi apresentado, via Net, aos fãs e imprensa em geral. Com a aplicação em força dos regulamentos de 2009, este é um carro totalmente novo, daí o seu nome oficial: o F60, em honra das 60 participações da Scuderia na Formula 1.


Aldo Costa, o director técnico da Ferrari, destaca esse aspecto: "Como podem ver, não é uma evolução do ano passado. É um carro completamente novo, iniciado a partir de uma folha em branco", explicou, em declarações captadas pelo jornal português Autosport.

Costa enalteceu que as principais diferenças surgem devido à nova aerodinâmica e à introdução do sistema KERS. "Por causa disso, tivemos de começar a trabalhar bastante cedo e rever o conceito do nosso carro, pelo que foi um trabalho muito intenso e longo", concluiu.

Quanto aos pilotos, Felipe Massa não deixou de esconder a sua surpresa pela pequenez e compactibilidade do novo carro: "Fiquei surpreso quando vi o novo carro porque esperava um carro enorme como os de 10 anos atrás. Mas na verdade o carro é pequeno, compacto, principalmente na traseira. Mas é bonito e espero que seja tão rápido quanto aparenta" - disse o piloto brasileiro, em declarações captadas pela minha amiga Priscilla Bar, do seu blog Guard Rail.

Quanto a Kimi Raikonnen, o piloto finlandês afirmou que a má fase passou e é candidato para o título mundial de 2009: "A última temporada não foi exatamente o que eu esperava, mas isso já ficou no passado e agora vou tentar se campeão de novo. É claro que não dá para saber até que ponto o carro é competitivo porque as regras mudaram muito, mas confiamos que o carro será muito bom. Veremos isso nas próximas semanas", disse Raikkonen, em declarações captadas pelo site Pitstop

Raikonnen ainda acrescentou: "Com certeza, vamos tentar vencer o campeonato, mas vamos ver o que vai acontecer. O carro parece muito diferente por causa das mudanças de regulamento, só que você se acostuma depois de um tempo olhando para ele. Está diferente, mas muito bonito. Estou ansioso para ver o F60 na pista e observar seu desempenho", concluiu.

As primeiras voltas do novo F60 já aconteceram esta manhã no circuito de Mugello, com Felipe Massa ao volante.

Historieta da Formula 1 - O estilo de pilotagem de Graham Hill

A "historieta" da Formula 1 que trago hoje, descobri esta semana na secção "Você Sabia" no site Pitstop, a secção automobilistica do site srzd.com, e fala sobre as capacidades de Graham Hill a pilotar aviões.


Nos anos 60 e 70, Hill e Clark começaram a ser os primeiros pilotos a terem aviões privados, assim como Colin Chapman, o dono da Lotus. Só que Hill, com os seus conhecimentos básicos de pilotagem, causou algumas situações embaraçosas, antes do seu final trágico, a 29 de Novembro de 1975, quando o seu Piper Aztec colidiu com um bosque nos arredores do campo de golfe de Arkney, nos arredores de Londres, matando a ele e mais cinco elementos da sua equipa, entre os quais o seu projectista Andy Smallman (ou Smallwood, alguém é capaz de dizer o apelido corecto do homem?) e o piloto Tony Brise. Oficialmente, escolheu ir mais cedo a Londres, devido a um jantar de angariação de patrocinios, mas também se falou na altura, como mera especulação, que Hill só tinha dinheiro para pagar gasolina o suficiente para ir directo de Paul Ricard a Londres, e não tinha o suficiente para contornar o nevoeiro, ou aterrar na Belgica e esperar que o nevoeiro passasse...

Mas não é disso que quero falar. Falo de duas situações descritas na "histórieta". A primeira envolve Hill e Ronnie Peterson, que pediu boleia ao inglês no seu avião. A meio do vôo, Hill liga o piloto automático e decide tirar uma soneca, para espanto do sueco. "O avião está no piloto automático. Está tudo programado. Você só precisa observar o marcador de combustível. Quando ele ficar baixo, acione esta alavanca para passar para o outro tanque", disse Hill. Peterson, assustado, respondeu: "Preciso mesmo fazer isso?". E Hill, tranquilo: "Não se preocupe, você vai conseguir".

Ora, o "Super Sueco" nunca tinha pilotado um avião na vida (!) e ficou atento às conversas das torres de controlo. A certa altura, acorda Hill, avisando: "Está vindo um Jumbo por cima de nós, Graham". Hill, dormitando, respondeu: "Tem espaço de sobra, Ronnie. Estamos em segurança, deixa-me dormir", retrucou Hill. O enorme Boeing 747 lá passou bem perto deles, mas nunca em perigo de colisão. Mais tarde, Hill acordou, pousou o avião e explicou que havia traçado uma linha recta do ponto que partiram até ao ponto de chegada. Ora, essa linha recta passava exatamente por cima... do aeroporto de Orly, nos arredores de Paris.

Outra história com Hill passou-se... na Suécia. A caminho de uma prova de Formula 2, Hill aterrou no aeódromo local, julgando que era o seu ponto de destino. Enganou-se: era uma base militar da Força Aérea Sueca, e ainda por cima... era secreta. Hill foi recebido com metralhadoras em riste, foi detido, e a noticia chegou rapidamente aos jornais. Os organizadores tiveram de se desdobrar em desculpas públicas e promessas que tal comportamento não se repetiria. Hill lá foi participar nessa prova, sem problemas.

Noticias: Divulgada a nova numeração para 2009

A FIA divulgou este Domingo a numeração que os carros irão usar na temporada de 2009. Numa época de crise onde tempos, até agora, a confirmação de 18 carros, de nove equipas, não existem grandes alterações em relação ao numerário, expepto, obviamente, pelo numero um que serão levados pelos McLaren de Lewis Hamilton e Heiki Kovalainen.
Esta numeração para 2009 tem algumas curiosidades interessantes: A Toro Rosso, graças à sua classificação no ano anterior, terá os numeros 11 e 12, que serão mais pequenos que os da... Red Bull, que ficarão com os numeros 14 e 15. FErnando Alonso será o numero 7, Robert Kubica o 5, e os Force India serão os numeros 18 e 19. Isto é assim, pois caso a ex-Honda volte com novas roupagens, vai ficar com os numeros 20 e 21 nas suas carenagens.


Eis a lista completa:


1. Lewis Hamilton (GBR) - McLaren Mercedes
2. Heikki Kovalainen (FIN) - McLaren Mercedes
3. Kimi Raikkonen (FIN) - Ferrari
4. Felipe Massa (BRA) - Ferrari
5. Robert Kubica (POL) - BMW Sauber
6. Nick Heidfeld (GER) - BMW Sauber
7. Fernando Alonso (ESP) - Renault
8. Nelsinho Piquet (BRA) - Renault
9. Jarno Trulli (ITA) - Toyota
10. Timo Glock (GER) - Toyota
11. Sebastien Buemi (SUI) - Toro Rosso Ferrari
12. A ser anunciado - Toro Rosso Ferrari
14. Sebastian Vettel (GER) - Red Bull Renault
15. Mark Webber (AUS) - Red Bull Renault
16. Nico Rosberg (GER) - Williams Toyota
17. Kazuki Nakajima (JAP) - Williams Toyota
18. Giancarlo Fisichella (ITA) - Force India Mercedes
19. Adrian Sutil (GER) - Force India Mercedes

domingo, 11 de janeiro de 2009

A capa do Autosport desta semana

Eis algo que não se vê todas as semanas: uma fotografia com imacto, daquelas que fazem jus à samosa frase "uma imagem que vale mil palavras". E é essa imagem que faz a capa do jornal "Autosport" desta semana. A imagem é de um dos Volkswagen Touareg do Rali Dakar de 2009, que vai entrar agora na sua segunda semana, neste momento em paragens chilenas, e pode-se dizer que este Dakar é "Duro!", muito duro. E para salientar isso, escreveram essa palavra em letras garrafais, a ocupar meia página.



Só para terem uma ideia: os Mitsubishi só têm um carro, o de Nani Roma, e o unico BMW que lhes poderia fazer frente, o do qatari Nasser Al Attiyah, foi desclassificado, mas mesmo que nãso fosse, tinha sofrido uma avaria que quase lhe seria fatal. E tudo isto ainda na Argentina, quando ainda falta atravessar o Deserto do Atacama...


E tudo isso com os Volkswagen a dominar... E ainda há a parte das motos, a unica categoria onde os portugueses brilham. Helder Rodrigues é oitavo, e diz que está ansioso para o que vêm ai "Agora, que venha o Deserto!", é o seu grito de guerra.


Há outros tópicos no jornal, obviamente. No caso da Formula 1, no dia em será feita a primeira apresentação do ano, se falará dos aspectos técnicos da competição que entrarão em vigor nesta temporada.

Ferrari F1 2009, by Bruno Mantovani

Amanhã é o dia da primeira apresentação de um Formula 1 para a temporada de 2009. Aliás, a semana que vai começar será recheada de apresentações, dos quais são flatarão da dupla Red Bull/Toro Rosso, a Force India e eventualmente a marca que substituirá a Honda, caso esta seja comprada antes de começar a nova temporada.



Vai ser um ano com muitas inovações, que vao desde o KERS, o dispositivo de recuperação de energia, até à nova configuração aerodinâmica, e o regresso dos pneus "slicks", entre outros. Desconhece-se como será o novo carro, mas o Bruno Mantovani, o blogueiro das caricaturas, decidiu soltar a sua imaginação e imaginou o desenho que gostaria que a Ferrari usasse em 2009. Achei genial, mas sei que não é isso que eles vão usar este ano...

Dakar 2009 - Dia 8

A etapa de hoje, que foi corrida entre as cidades chilenas de Valparaiso e La Serena, confirmou a liderança de Carlos Sainz nos carros, fazendo ampliar a sua liderança no Rali Dakar 2009, que está agora a atravessar altas duas e a chegar ao temivel deserto do Atacama. O madrileno venceu a etapa, com uma diferença de 4 minutos e 2 segundos sobre o alemão Dieter Depping, e 4 minutos e 12 sobre Mark Miller.

Quanto ao resto da concorrência, o Mitsubishi Lancer de Nani Roma foi quarto na etapa, e agora é o quarto na geral, e as equipas portuguesas andaram hoje depressa. Ricardo Leal dos Santos, no seu BMWX5, fez o 18º tempo e Francisco Inocêncio, no seu Mitsubishi Pajero, o 19º tempo.

No caso das motos, Cyril Desprès voltou a ser o mais rápido do dia ganhou 1 minuto e 49 segundos a Marc Coma, continuando, porém, a mais de uma hora e meia do líder. Contudo, Després é agora o terceiro classificado na geral, subindo duas posições, e parece recuperado dos azares das primeiras etapas.

"Agora vamos chegar ao tipo de terreno ao qual estávamos acostumados na África. Acredito que será possível atacar mais. O problema é que, quando a sorte foi lançada nos primeiros dias, eu não me dei muito bem", afirmou o francês, em declarações captadas pelo site brasileiro Pitstop.

Já Marc Coma, apesar de relaxado com a liderança, não baixa a guarda: "Nós ainda estamos na metade do Dakar. Estou safisfeito com os meus resultados, mas preciso evitar problemas. Acredito que vamos encontrar mais dificuldades no Atacama. Está sendo um Dakar espetacular. As surpresas que eu esperava estão aparecendo", disse Coma, em declarações captadas pelo mesmo site.

Quanto aos portugueses, Helder Rodrigues foi 12º na etapa, e caiu duas posições, para o oitavo lugar da geral, enquanto que Paulo Gonçalves bateu Rodrigues na etapa, pois foi 11º. Mas na geral, manteve o 13º lugar. Apesar da descida na classificação, Rodrigues mantêm-se optimista quando se aproxima a fase crítica da prova. o Deserto do Atacama: "Estou desejoso de entrar no Atacama e de competir mais em pleno deserto, pois sei que é um cenário extremo onde me sinto muito à vontade", afirmou, em declarações captadas pelo jornal português Autosport.