quinta-feira, 18 de maio de 2017

Formula 1: Carey quer rasgar Acordo da Concórdia

O novo dono da Formula 1, Chase Carey, quer substituir o Acordo da Concórdia com uma nova parceria mais aberta ao mundo. Carey chamou o atual acordo de "infame" e que a partir de 2020, ele deveria ser substituído por um acordo mais abrangente, onde os encargos fossem melhor distribuídos entre as equipas e a organização da competição.

"Acho que nosso objetivo comum deveria ser de criar uma parceria de longo prazo, e não uma parceria desse tipo, que tem um ponto no tempo que você renegociar a próxima parceria por oito anos, que há uma continuidade", disse Carey, numa entrevista à Eurosport.

Para além disso, Carey quer uma visão a longo prazo do desporto em que todos colaborem em harmonia em direção a um sentido em que todos saiam a ganhar:

"Realmente, o que estamos a fazer é dizer que estamos a trabalhar como parceiros que competem na pista, mas partilhamos uma visão de onde estamos indo como desporto e queremos partilhar juntos os seus benefícios", começou por dizer.

"É um desporto onde em termos históricos foi um pouco cada homem para si mesmo, e como você joga um contra outro e similares, onde 'um mais um dá um e meio'. Se você pudesse reunir com todos e descobrir qual é o caminho certo para todos, você faria um 'um mais um é três'".

"Esse é o nosso objetivo, mudar a cultura deste desporto, que tem aspectos muito peculiares e criar uma nova cultura. E eu me sinto bem nisso até agora, há uma verdadeira aceitação nesse sentido.

"Não há nenhuma dúvida que mudar uma cultura que existiu por muitos anos levará algum tempo, mas eu acho que é uma oportunidade transformadora para realmente construir a longo prazo, uma relação mais saudável que beneficia a todos", concluiu.

Não é uma má ideia. Um acordo com mais de 35 anos - que deu certo, há que dizê-lo - tem as suas limitações, e trata as equipas como meras "receptoras de dinheiro", para além de uma parte significativa dos lucros, cerca de 15 por cento, irem diretamente para Bernie Ecclestone. E para além disso, era absolutamente opaco. Se Carey e o pessoal da Liberty Media conseguir fazer um acordo onde as equipas tenham maior participação na competição, no calendário, na distribuição de dinheiros... tanto melhor. E claro, com a FIA também no barco, tentando evitar os conflitos de interesses.

Veremos no que isto irá dar. Não será fácil, pois obstáculos não faltarão. E haverá sempre uma equipa que quererá um pouco mais do que as outras, acreditem.

Ralis: Lukyanuk está em estado grave

Pouco mais de 24 horas após o acidente sofrido por Alexey Lukyanuk, os responsáveis pelo piloto russo informaram o público através da sua conta do Facebook que o piloto de 36 anos, atual vice-líder do campeonato europeu, sofreu várias fraturas e será operado nas próximas horas, numa unidade hospitalar de São Petersburgo.

Segundo se conta, Lukyanuk tem no calcanhar esquerdo, perna direita, pélvis e vértebras sacrais para além de danos importantes nos pulmões por causa da inalação de fumo. Já Nikita Gregely, outro dos envolvidos no acidente (e navegador de Lukyanuk), teve queimaduras em 17 por cento do corpo, foi operado e está nos Cuidados Intensivos por precaução.

As autoridades locais estão a investigar as causas da colisão, que acabou por matar Alexey Lyaduhin, o navegador de um dos carros envolvidos.

Lukyanuk foi o recente vencedor do Rali Islas Canárias, há cerca de semana e meia, e era o segundo classificado do Europeu de ralis deste ano, que é neste momento liderado por Bruno Magalhães.

Rali de Portugal: José Pedro Fontes quer ser o melhor português

José Pedro Fontes vai fazer o Rali de Portugal ao lado de um Citroen DS3 R5 para ser o melhor português nesta prova. Depois de não ter participado no rali dos Açores, e de ter regressado ao Rali Casino de Espinho para ser segundo classificado, e também confirmar as suas credenciais inerentes ao facto de terem o título de Campeões Nacionais de Ralis.

Ao lado de Inês Ponte, Fontes irá contar com alguns dos seus habituais adversários do Campeonato Nacional de Ralis (CNR), ao mesmo tempo que quererão mostrar serviço entre a elite do WRC2.

Claro que gostaria de me bater pelos lugares da frente da categoria, mas há que equilibrar os pratos da balança, tendo em conta os nossos objetivos finais, que passam pela revalidação do título de Campeões no final do presente campeonato e isso passa, também, pela conquista do maior número de pontos nesta prova”, começou por dizer.

Sobre a abordagem ao rali, Jose Pedro Fontes afirma que isto vai ter de ser diferente dos ralis "sprint" no CNR, e também por causa da dureza dos troços deste rali.

Naturalmente que não se pode abordar uma prova longa de três dias como se faz num rali do tipo sprint, mais concentrado, do restante CNR, excetuando os Açores e a Madeira. Para além da duração, há outros fatores a ter em conta, como a conhecida dureza de alguns troços clássicos deste Vodafone Rally de Portugal, de que são exemplo os que se disputam no Minho. Quanto ao nosso carro, ele encontra-se no seu máximo em termos de evoluções e pronto para o arranque da prova. Estou, por isso, bastante confiante num bom resultado!

Vamos atacar onde nos sentimos mais à vontade, poupar a mecânica nas zonas mais duras, nomeadamente em alguns pontos das segundas passagens, em que os troços já estarão mais cavados, e tentar dar algum espetáculo ao muito público esperado nesta prova. Contamos com todos a apoiar o Citroën Vodafone Team!”, concluiu.

O rali de Portugal começa esta tarde, com o "shakedown".

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Ralis: Lukyanuk fica ferido num acidente

O russo Alexey Lukyanuk sofreu um grave acidente na tarde de ontem quando se preparava para um rali na Letónia. O piloto, segundo classificado do Europeu de ralis, circulava num troço em terras russas com um Mitsubishi Lancer quando embateu contra outro Mitsubishi Lancer, acabando ambos os carros a incendiarem-se. 

Do incidente resultaram três feridos, um dos quais o próprio Lukyanuk. Contudo, um dos navegadores, Alexey Lyadukhin, acabou por falecer devido aos graves ferimentos.

O acidente foi divulgado na página oficial do piloto.

"Hoje, na zona de Pskov, houve uma colisão entre dois carros. O navegador Alexey Lyadukhin morreu no acidente.

“Alexey Lukyanuk, Nikita Gergel e Vjacheslav Kucherov ficaram feridos. Um inquérito está a decorrer para saber as causas do acidente.

Nada se sabe ainda do estado de saúde de todos os envolvidos, porque neste momento estão a ser observados num hospital da região, embora se diga que estão todos em estado grave. Sobre Lukyanuk, fala-se que poderá ter pertido uma das pernas.

Lukyanuk, de 36 anos, é atualmente o segundo classfificado do Europeu de ralis (liderado pelo português Bruno Magalhães), depois de ganho o rali Islas Canárias, há cerca de semana e meia.

Formula 1 em Cartoons - Espanha (Cire Box)



O "Cire Box" lá fez os desenhos sobre o que foi este GP de Espanha, onde Lewis Hamilton levou a melhor sobre Sebastian Vettel, e onde o andamento entre eles foi tão grande que deixaram o terceiro classificado muito, mas muito longe. Tão longe que... bom, vocês entenderão quando virem o primeiro desenho.

Nicky Hayden sofre acidente em Itália

O motociclista americano Nicky Hayden sofreu esta tarde um grave acidente quando andava de bicicleta na zona de Rimini no centro de Itália, sendo internado em estado muito grave. O antigo campeão de MotoGP, de 35 anos, foi atropelado por um automobilista quando pedalava com um grupo de ciclistas, sendo projetado para a berma. Chegado ao hospital, os médicos consideram que o seu prognóstico é reservado, pois sofreu poli-traumatismos cranianos e toráxicos.

Campeão do mundo em 2006 pela Honda e terceiro classificado em 2005, vencendo por três vezes na sua carreira, Hayden corria desde 2016 no Mundial de Superbike ao serviço da Red Bull Honda Superbike World Racing Team, onde foi quinto classificado no Mundial, com uma vitória na Malásia. Para além da Honda, teve passagens pela Ducati entre 2009 e 2013.

Está a ser uma altura complicada para se andar de bicicleta. Nas últimas semanas, houve vários ciclistas que sofreram acidentes graves e até mortais na estrada, vitimas de atropelamentos. O italiano Michele Scarponi, vencedor do Giro D'Itália em 2011, morreu no passado dia 22 de abril, quando treinava, e na semana passada, o britânico Chris Froome também foi atropelado por um motorista quando se treinava para o Giro, mas o ciclista sofreu ferimentos ligeiros.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Os selos do dia

Daqui a um mês teremos o GP do Canadá, e em julho, eles comemorarão os 50 anos do seu primeiro Grande Prémio, no circuito de Mosport. Assim sendo, os serviços postais canadianos decidiram homenagear não só o Grande Prémio como cinco dos vencedores desta corrida: Jackie Stewart, Gilles Villeneuve, Ayrton Senna, Michael Schumacher e Lewis Hamilton.

A Gilles e Lewis, o Canadá é especial: foram os lugares onde venceram pela primeira vez, em 1978 e 2007, respectivamente.

O resto tem também o seu palmarés: o escocês venceu em 1971 e 72, o brasileiro foi o melhor em 1988 e 1990, o alemão por seis vezes (1997-98, 2000, 2002-04) e para além de 2007, o britânico venceu em 2010, 2012, 2015 e 2016.

E não é a única vez que os canadianos fizeram isto nos seus selos: vinte anos antes, em 1997, homenagearam Gilles Villeneuve com um conjunto de quatro selos do seu Ferrari.

Pilotos da Formula E querem Mónaco "por inteiro"

Depois da Formula E ter feito uma corrida num circuito elaborado nas ruas do Principado, usando uma parte do traçado que a Formula 1 costuma usar, alguns pilotos da categoria acham que os organizadores deveriam usar o mesmo circuito da próxima vez que o visitarem. Com um acordo entre os organizadores e o governo local para que a pista seja usada de dois em dois anos, para alternar com a corrida de clássicos, Sebastien Buemi e Lucas di Grassi acham que, caso a Formula E volte ao Mónaco em 2019, deveriam usar a pista na sua totalidade, incluindo passagens pelo gancho do Loews ou o Túnel, entre outros.

"É muito importante usar a pista de Fórmula 1", disse Buemi à Autosport britânica. "Ele definitivamente mostra o desenvolvimento desta tecnologia. Eu acho que seria uma grande coisa para o campeonato, a tecnologia e os pilotos seria muito melhor. Há realmente um incentivo para voltarmos [que seria correr] no grande circuito", continuou.

Algo que Lucas di Grassi corroborou:

"As pessoas ficam muito confusas quando falamos de energia, confundem o conceito com a potência", disse di Grassi.

"O motor está produzindo energia constante para nós. Não importa se você está indo para cima ou para baixo, ele vai produzir 170kW [no modo de corrida]. O consumo de energia é constante, a única diferença é quanto mais você sobe, você vai mais lento", continuou.

"[O circuito] é curto e apertado para a Formula 1, mas para nós a pista é perfeita. Ele tem uma longa reta ao longo da costa e é grande o suficiente para fazermos ultrapassagens. É melhor [a Formula E] ter uma boa corrida [nesse circuito] do que para a Formula 1", concluiu.

Caso aconteça, seria a primeira vez que a Formula E usaria um circuito também usado pela categoria máxima do automobilismo. Contudo, existem os criticos que acham que os carros de Formula E são ainda muito lentos e pouca autonomia, comparados com a outra categoria. Algo que para ambos os pilotos, é uma injusta comparação.

"Você não pode comparar um carro de corrida elétrico com um carro normal", disse Buemi. "Estamos apenas no começo. A Fórmula 1 existe há mais de 60 anos, quem sabe onde estará o carro elétrico daqui a 60 anos?", contou o suíço.

Di Grassi acrescentou: "O primeiro ano não foi melhor para compará-lo. Agora, as pessoas sabem que é uma parte complementar do automobilismo. É como comparar WRC e Formula 1, são animais completamente diferentes", concluiu.

Button não exclui um regresso a tempo inteiro

Jenson Button vai regressar temporáriamente aos carros de Formula 1 no fim de semana do GP do Mónaco, preenchendo a vaga de Fernando Alonso, que vai a Indianápolis fazer as 500 Milhas. Apesar de dizer que isto é apenas a sua única participação nesta temporada, e de ter contrato com a McLaren até 2018, ele afirma que é provável que faça um regresso às pistas, caso, por exemplo, o piloto espanhol não fique na McLaren a partir do final da temporada, como ele já ameaçou em Barcelona.

Tenho um contrato com a equipa para correr na próxima temporada, então eu definitivamente não descarto nada”, começou por afirmar, numa entrevista à British Sport Association.

Penso no Mónaco como a minha única corrida que vou fazer este ano, e obviamente, se me perguntarem novamente em correr noutro momento do ano, irei preencher esse lugar, mas não vou pedir para dirigir porque essa não é a minha ideia”, continuou.

Eu não tenho nada a ganhar, mas também não tenho nada a perder. Estou aqui para ajudar a equipa a se divertir e provavelmente será uma das corridas mais gratificantes para mim, porque não há pressão, é pontual, então estou animado com o desafio”, concluiu.

Para além disso, ele declarou que foi contactado no inicio do ano por duas equipas para correr ao seu serviço.

Tive tantas opções para correr este ano que foi absolutamente hilariante. Óbviamente, não tive qualquer interesse em correr”, contou.

Youtube Motorsport Presentation: A antevisão do Rali de Portugal

Já não falta muito para a quinta prova do Mundial de ralis, em Portugal, e o WRC fez um video de antevisão da prova, onde mete a falar alguns dos  pilotos que participam no Mundial, como Sebastien Ogier, Kris Meeke e Jari-Matti Latvala, quase todos todos vencedores na prova portuguesa, e todos eles com experiência nas classificativas nortenhas.

A imagem do dia

"Durante uma tentativa de qualificar-se para as 500 Milhas, Gordon Smiley, um jovem e arrogante piloto do Texas [era do Nebraska, ndr], estava determinado a quebrar as 200 milhas por hora [320km/hora] ou morrer tentando. Vários pilotos veteranos... tinham avisado que era uma fasquia muito alta para ele, e estava a guiar de forma errada para o Speedway. Ele era um piloto de estrada e foi habituado a corrigir a sua trajetória se perdesse a tração nas rodas traseiras".

"Enquanto corria para o carro, notei pequenas manchas de uma peculiar substância cinzenta marcando um trilho no chão. Quando cheguei, fiquei chocado ao ver que o capacete de Smiley tinha desaparecido, juntamente com o topo do seu crânio. Ele tinha sido essencialmente escalpelizado pela cerca. O trilho cinza que vira na pista era o que restava do seu cérebro. O seu capacete, devido à massiva força centrífuga, foi literalmente puxado da sua cabeça no impacto..."

"Eu fui até o centro de emergência com o corpo. Pelo caminho, eu fiz um exame superficial e percebi que quase todos os ossos do seu corpo estavam partidos. Parecia que tinha sido atacado por um tubarão, pois nunca tinha visto tamanho trauma."

Estas são as declarações do Dr. Steve Olvey, o médico da CART por muitos anos, e que as contou na sua autobiografia quando relatou o acidente fatal de Godron Smiley.

Foi há precisamente 35 anos, durante a qualificação das 500 Milhas de Indianápolis daquele ano. Gordon Smiley já tinha experiência de andar no "Brickyard", mas ainda não era o suficiente para que pudesse ser considerado como um "expert" para os veteranos, pois ainda tinha jeitos de piloto de estrada. E ali, isso era fatal, bastava uma chance para demonstrá-lo em todo o seu horror.

E foi o que aconteceu. Ele corrigiu uma trajetória na pior altura possivel, que o catapultou para a parede a 90 graus, destruindo o carro e a ele mesmo. E a descrição acima só mostra o puro horror que foi aquele acidente. Foi a primeira morte na Indy desde 1973, e só aconteceria outra dali a dez anos, com o filipino Jovy Marcelo

segunda-feira, 15 de maio de 2017

WRC: Tommi Makkinen considera Rali de Portugal "especial"

Na semana que acontece o Rali de Portugal, a Toyota colocará três carros, que vai ser o primeiro alargamento da marca japonesa neste seu ano de estreia. Após a vitória na Suécia, com o carro de Jari-Matti Latvala, e de resultados mais modestos na Corsega e na Argentina, os pilotos da Gazoo Racing poderão aplicar na sua totalidade os resultados dos testes que vêm fazendo ao longo desta temporada, sem "nuances" como a altitude ou o tipo de superfície.

Contudo, Makkinen disse que nem todos os testes foram proveitosos por causa das condições meteorológicas, e em alguns aspectos, eles irão partir para o Rali de Portugal sem saber se certos componentes nos seus carros irão funcionar ou não. 

Testámos algumas coisas novas para Portugal, como as suspensões, assim como outros componentes, mas o tempo estava tão mau que não sabemos se os resultados são muito realistas. Portugal é um evento difícil com algumas especiais muito técnicas mas é também o que o torna tão especial. Embora ainda existam muitas coisas desconhecidas, esperamos dar mais um passo em frente nos pisos de terra melhorando o carro como temos feito até agora. O terceiro carro que vamos estrear em Portugal com o Esapekka [Lappi] e o Janne [Janne Ferm, o seu navegador] vai-nos ajudar muito nesse particular.” disse Mäkinen.

O Rali de Portugal vai acontecer entre os dias 18 e 21 de maio, com 19 especiais de classificação, no total de 349,17 quilómetros.

WRC: Matton quer que os seus carros cheguem ao fim

O chefe da Citroen deseja que os seus pilotos levem os seus carros até ao fim no Rali de Portugal. Com um inicio de temporada relativamente atribulado, com acidentes na Córsega e na Argentina, apenas a vitória no México por parte de Kris Meeke compensa o desastre que está a ser a temporada de 2017.

Contudo, isso não faz com que continuem os testes de desenvolvimento dos carros franceses nesta temporada, e como neste rali vão ser inscritos quatro carros, Yves Matton gostava de ter resultados, já que rapidez, o carro já mostrou que é veloz e tem pilotos capazes... quando eles terminam as provas.

Depois de inscrever três carros na Volta à Córsega, damos agora outro passo, acrescentando um quatro Citroën C3 WRC no Rali de Portugal [para Khalid Al-Qassimi]. É uma grande conquista, alcançada em grande parte pelo trabalho da nossa equipa técnica. Por várias razões, os resultados dos dois últimos ralis não foram tão bons como esperado, pelo que para esta sexta ronda pediremos aos nossos pilotos para chegar ao final do rali, esperando ter dois C3 WRCs entre os cinco primeiros da geral”, contou Matton.

O rali de Portugal, que vai acontecer entre os dias 18 de 21 de maio, terá o maior número de WRC's inscritos, com pelo menos treze máquinas oficiais e mais alguns privados.

domingo, 14 de maio de 2017

Youtube Motorsport Video: A segunda corrida da TCR Series em Monza

Uma semana depois de correrem em Spa-Francochamps, a TCR Series foi logo para Monza, onde correu a quarta jornada dupla deste campeonato de turismos. E aqui, na primeira corrida, que aconteceu ontem, o italiano Roberto Colciago levou a melhor, batendo o húngaro Atilla Tassi e o espanhol Pepe Oriola.

Agora, na segunda corrida, com Hugo Valente na pole-position, restava saber quem levaria a melhor. Eis o video da prova na sua íntegra.

Formula 1 2017 - Ronda 5, Espanha (Corrida)

A qualificação de ontem foi bem interessante de se seguir, não tanto por causa dos pilotos da frente, que não passaram de uma hierarquia do qual já sabemos desde a Austrália - mas que, mesmo assim, dá duelos entre equipas, que é o que interessa mais. Após quatro corridas, há um equilíbrio entre Ferrari e Mercedes, enquanto que a Red Bull vem a seguir. Mas o mais interessante foi ver Fernando Alonso, que fez o seu melhor - e mais algum - para conseguir um sétimo lugar na qualificação, pois estava a correr em casa.

Assim sendo, a corrida espanhola - a primeira verdadeiramente europeia, pois é aqui que aparecem as "motorhomes", por exemplo, tinha mais motivos de interesse. Até o boletim meteorológico era interessante, pois previa-se chuva na zona da Catalunha. Contudo, a poucos minutos da corrida, via-se que tal hipótese não aconteceu. Mas até foi bom, porque não creio que os fãs quisessem ver corridas a começar atrás do Safety Car, por exemplo.

A corrida começava com confusão: Kimi Raikkonen e Max Verstappen tocaram-se (mas quem começou foi Valtteri Bottas...) e ambos acabaram prematuramente a sua corrida, enquanto que Fernando Alonso acabava na gravilha, mas voltou à pista no meio do pelotão. Quem também acabava a corrida era Felipe Massa, também com problemas e caia para o último posto. Na frente, Sebastien Vettel estava na frente dos Mercedes, de Daniel Ricciardo e dos Force India.

Com o passar das voltas, Vettel abriu vantagem sobre os Mercedes, chegando a dois segundos e meio na sétima volta para Hamilton. Bottas estava já a oito segundos. E cedo, os pilotos foram às boxes, por causa dos pneus moles: na volta 15, Vettel ia às boxes, deixando Hamilton na frente.

Depois, foi a vez de Hamilton ir às boxes, enquanto que o alemão da Ferrari colou-se à traseira do Mercedes de Bottas, aguentando as investidas do carro vermelho. Ele ainda não tinha ido às boxes na volta 24, na altura em que Vettel o tentou passar, mas não conseguiu. Conseguiu na volta seguinte, no final da reta, com algumas manobras um pouco ortodoxas...

Pouco depois, na volta 27, Bottas vai às boxes.

A partir dali, as coisas acalmaram-se, com Vettel e Hamilton a andarem relativamente juntos - cerca de cinco segundos de diferença entre eles - enquanto que Pascal Wehrlein dava nas vistas ficando na sétima posição, mantendo o mesmo jogo de pneus. E de repente, na volta 35, entrava o Virtual Safety Car (VSC) por causa de um toque entre Felipe Massa e Stoffel Vandoorne, que levou ao abandono do piloto belga. O McLaren ficou numa posição perigosa na curva 1, e ele tiveram de o tirar dali.

E essa foi uma altura em que muitos aproveitaram para ir às boxes, trocando de pneus, e isso incluiu Pascal Wehlrein, que caiu para o décimo posto, E Lewis Hamilton, que aproveitou para parar no final da volta 36, precisamente no momento em que acabava o VSC. Na volta seguinte, Vettel também foi para as boxes, saindo na frente de Hamilton. Ambos andaram a tocar-se, mas o alemão levou a melhor.

Imediatamente a seguir, Valtteri Bottas fica fora da corrida, ficando com menos um carro entre os da frente, na mesma altura em que Hamilton tentava apanhar Vettel. E ele conseguiu apanhá-lo na volta 44, no final da reta.

A partir dali, não houve grandes feitos. Vettel e Hamilton tinham estabilizado a diferença entre eles, e as coisas ficaram assim até à final, apesar do alemão da Ferrari ter pensado em fazer uma terceira paragem nas boxes, mas depois acabou por desistir. Ainda antes do fim, Daniil Kvyat e Kevin Magnussen lutavam pelo nono posto, com toques e tudo, mas acabou com o dinamarquês nas boxes, por causa de um furo. E quem beneficiou disto tudo? Wehrlein, que  por causa da penalização - que o arriscava a colocar fora dos pontos - acabou no oitavo lugar e deu os primeiros pontos do ano para a Sauber.

No final, Lewis Hamilton cruzou a meta como vencedor, na frente de Sebastian Vettel. Mas ambos tinham dado "calendários" para Daniel Ricciardo, o terceiro classificado. Os Force India, discretamente, eram quarto e quinto - Sergio Perez e Esteban Ocon - beneficiando das desistências dos pilotos da frente, na frente de Nico Hulkenberg, o piloto da Renault. Depois de Sainz e Wehrlein, Daniil Kvyat e Romain Grosjean fechavam os lugares pontuáveis.

Com isto, a Mercedes voltou a marcar pontos à Ferrari, mas este é um campeonato equilibrado. Ainda há muito pela frente, e nada garante que a Scuderia responda já no Mónaco, ou que um dos candidatos ao título tenha o mesmo azar que os outros tiveram agora em Barcelona. Mas que ninguém diga que este campeonato é aborrecido!

Para finalizar: Fernando Alonso, 14º na corrida caseira, mostrou a bandeira espanhola perante os seus fãs. Querem ver que ele estava a fazer a sua despedida?