quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

CNR: Manuel Castro quer aprender com o novo Hyundai

Depois de uma temporada com o Skoda Fabia R5, Manuel Castro volta ao CNR com uma nova máquina, o Hyundai i20 R5, o primeiro destes carros em estradas portuguesas. A poucos dias do começo do campeonato nacional de ralis de 2017, o piloto com o carro preparado pela Veloso Motorsport falou sobre o carro e as expectativas que têm em relação a este rali e ao campeonato, do qual não vai fazer todas as provas - para já, não vai ao Rali de Castelo Branco.

As expectativas são baixas em termos de resultados, porque o que ele pretender fazer é entender o carro e adaptar-se o mais depressa possível.

“A minha ideia para este ano é para já começar no top 10, se calhar é humilde de mais, mas acho que é assim que deve ser. É importante para mim fazer quilómetros e perceber o carro, acabar as provas e fazer pontos, porque só assim é que aprendemos. Este vai ser um ano de aprendizagem do carro e de evolução como piloto e para o ano sim, vou querer lutar pelo título", contou em entrevista à Autosport portuguesa.

Em relação à aposta no Hyundai, Castro disse que este é um carro veloz, apesar de ter a consciência de que é um carro muito novo em relação à concorrência.

"Eu sabia que estava a apostar num carro que é muito novo e é normal que os carros novos tenham alguns problemas. Temos o exemplo do Skoda Fabia R5 e do Pedro Meireles, por isso tenho de estar consciente que posso ter de passar por isso também. Por isso, a minha ideia é que todos vamos aprender este ano. Agora para Fafe, se conseguir um lugar entre os 10 primeiros será muito bom, tendo em conta o número de pilotos que vai estar na prova ao volante de R5 e mesmo de Evo, porque um Evo muito bem guiado, pode dar muitas dores de cabeça. Acredito que por isso um lugar entre os 10 primeiros será muito bom para mim", comentou.

Quanto aos resultados, Castro diz que mais do que a velocidade, o que conta é a consistência. "Eu acho que o meu problema não será a rapidez, mas sim, precisamente, a consistência de resultados. Temos visto pelo Carlos Vieira, que é um piloto muito rápido mas que ainda não conseguiu capitalizar resultados. Esse é o truque. Se calhar não serei tão rápido quanto o Carlos, mas a verdade é que o meu objetivo vai passar por não ser tão rápido, mas chegar ao fim e fazer o maior número de quilómetros, porque preciso de conhecer bem o carro", disse. 

WRC: FIA quer... velocidades mais baixas

A razão pelo qual a FIA decidiu anular a 12ª especial do Rali da Suécia está explicada: a entidade que regula o automobilismo não quer que os pilotos andem a uma média superior a 130 km/hora nas suas classificativas cronometradas. Contudo, tal anuncio parece que aparece como sendo um contra-senso, depois de ter pedido aos construtores para que os carros de 2017 fossem mais velozes e mais espectaculares, largando dúvidas sobre se a FIA estava a condescender na matéria da segurança. Afinal de contas, parece que não.

Jarmo Mahonen, director de ralis da FIA, começou por explicar ao site Motorsport.com que “estes carros são mais rápidos do que os antigos, mas nessa especial até os carros do ano passado iam a mais de 130km/h. Este tipo de classificativas mostra que temos de ser mais firmes quando os organizadores querem introduzir novas especiais e verificá-las”.

“Se virmos uma classificativa com velocidades médias acima dos 130km/h, há um indicador que precisamos de analisá-la. Do nosso ponto de vista isso é demasiado rápido. O que queremos é ter uma directriz sobre isto, mas talvez precisemos de pensar em regular”, continuou.

“Queremos que o cancelamento da classificativa de Knon 2 seja uma mensagem aos outros organizadores para pensarem cuidadosamente sobre o seu percurso. Pretendemos velocidades inferiores a 130km/h mas eu lembro-me que quando era organizador não queria fazer chicanes com fardos de palha. Compreendo isso e a resposta é simples: usem estradas mais pequenas que serão mais lentas. Isso é o que temos que fazer”, concluiu.


Noticias: Wehrlein de fora dos testes de pré-época

Está confirmado: Pascal Wehrlein não irá participar na primeira sessão de testes que se realizarão em Barcelona, a partir do dia 27 de fevereiro. As lesões que sofreu no pescoço durante a Race of Champions, em Miami, obriga o alemão a assistir a tudo do lado de fora, deixando o lugar para o italiano Antonio Giovanazzi, graças ao acordo de motores que a Sauber tem com a Ferrari.

Resta saber se o piloto de 22 anos irá estar em forma para a próxima sessão de testes da competição, agendada para a partir do dia 7 de março, pois caso contrário, Monisha Kalterborn terá de pensar num "plano B", pois a nova temporada está a aproximar-se vertiginosamente. 

O que vamos esperar para o CNR de 2017

No próximo fim de semana, começa o campeonato nacional de ralis, com a realização do Serras de Fafe, que este ano comemora a sua 30ª edição. Num campeonato onde José Pedro Fontes se prepara para defender o seu título pela terceira temporada consecutiva, a concorrência promete ser forte num 2017 em que quase toda a gente está de volta, e aparecerão novos pilotos com novos carros, dispostos a mostrar toda a sua velocidade ao longo desta temporada.

Nem todos farão todos os ralis deste campeonato. Nove provas, onde se saúda o regresso do Rali de Portugal ao calendário nacional, e também tem o Rali dos Açores a fazer parte de outro calendário internacional, neste caso, o Europeu de ralis. Contudo, os desequilíbrios continuam, entre os ralis de asfalto e os de terra. Para terem uma ideia, até meados de junho, alturas da realização do Rali Vidreiro, teremos já realizados seis ralis nesta temporada.

Mas nesta temporada, quase todos os pilotos que andaram em 2016 aparecerão nas classificativas de 2017. A grande ausência poderá ser a de Fernando Peres, mas ele sempre disse que seria um ano especial, para comemorar o seu 50º aniversário natalício. E em compensação, outros pilotos surgirão com máquinas novas. E a grande novidade será o Hyundai i20 R5 de Manuel Castro. Um piloto veloz que mostrou o que valeu no ano passado, ao volante de um Skoda Fabia S2000 e que se está a adaptar-se ao novo carro. Andamento para os lugares da frente ainda é uma incógnita, mas o carro é preparado pela Veloso Motorsport e isso tem de se ver em conta.

E já agora, o seu carro anterior não vai ficar parado: Hugo Mesquita será o piloto para 2017, no carro preparado pela Veloso Motorsport. “Não lhe poderia chamar outra coisa a não ser ‘desafio’, pois sempre tive curiosidade em evoluir para um carro de última geração. A oportunidade chegou e não consegui dizer que não, se é o momento certo ou não, nunca irei saber, mas como em tudo na vida, sempre gostei de arriscar, pelo que optei por dar o salto para o fascinante Skoda Fabia S2000”, contou na entrevista que fez à Autosport portuguesa.

Pilotos como José Pedro Fontes (Citroen DS3 R5), João Barros (Ford Fiesta R5) e Miguel Barbosa (Skoda Fabia R5) prometem andar por aqui em toda a temporada, e muitos outros estarão presentes, pelo menos, no Serras de Fafe. Os irmãos Pedro e Paulo Meireles (ambos em Skoda Fábia R5), Elias Barros (Ford Fiesta R5), Carlos Vieira (Citroen DS3 R5), Joaquim Alves, Ricardo Moura e Diogo Salvi (ambos em Ford Fiesta R5) vão estar presentes por ali. Aliás, na prova organizada pela DemoPorto existirão 14 carros R5, dois deles de pilotos espanhois.

Em contraste, quem primará pela ausência será Miguel Campos, mas ele promete que estará presente mais adiante no campeonato, e provavelmente com outra máquina que não o sei Skoda Fabia R5, algo que deixou no ar. Quem também pretende montar um projeto com um R5 é Bruno Magalhães, que deixou entender que está em conversações com potenciais patrocinadores, mas não agora, no Serras de Fafe.

Por outro lado, há pilotos que alinham no Serras de Fafe, mas não dão garantias de que farão o mesmo para o resto da temporada. Pedro Meireles é um deles, afirmando que não tem ainda a resposta de todos os patrocinadores para fazer toda a temporada. 

“Sei que vou a Fafe, para não ‘perder o comboio’, digamos assim, pois neste momento ainda não tenho uma resposta dos patrocinadores para fazer a época toda, um conjunto de provas ou seja o que for. Por isso estou concentrado apenas na primeira prova do ano”, disse o piloto de Guimarães à Autosport portuguesa. 

Ricardo Moura também vai estar em Fafe, mas depois do rali dos Açores, onde venceu no ano passado, para o Europeu, com o seu Ford Fiesta R5, não se sabe se continua. Caso aconteça, é para lutar pelo título, e claro, fazer "vida negra a José Pedro Fontes.

No lado dos Grupo N, há duas entradas interessantes. Carlos Martins e Ricardo Teodósio decidiram fazer "marcha-atrás" e foram correr com Mitsubishi Lancer Evo X. Fernando Peres também vai correr no Grupo N, mas com um Lancer Evo IX e é para a Taça Nacional de Ralis em Terra (TNRT), a mesma máquina que José Mendes, Pedro Sá e Vitor Ribeiro vão usar. Já Manuel Inácio vai ser diferente, pois vai usar um Subaru Impreza STi.

E Adruzilo Lopes e Vitor Pascoal prometem andar nas classificativas com os Porsche 911, para mostrar um pouco mais de variedade em termos de máquinas. Mas não no Serras de Fafe...

Nas duas rodas motrizes, com Diogo Gago ausente, Gil Antunes (Renault Clio R3T) e Paulo Neto (Citroen DS3 R3T Max) surgem na linha da frente para o campeonato. Contudo, há mais nomes a ter em conta, como Ricardo Roda (Citroen C2 R2), Pedro Antunes (Peugeot 208 R2), Paulo Moreira (Peugeot 208 R2) e até Joana Barbosa, no seu Ford Fiesta R2.

Mas agora, tudo se prepara para o Rali Serras de Fafe, que vai contar para o Troféu Europeu de Ralis, Troféu Ibérico de Ralis e Taça de Ralis FPAK Terra. Dividida em dois dias, irá começar pelas 14:30 de sábado, com três passagens pelas classificativas de Mondim e Confurco, antes da Special Stage de Fafe, no centro da vila, enquanto que no domingo, o rali prosseguirá com três passagens por Luilhas e duas por Lameirinha, até ao pódio, que acontecerá pela uma da tarde do dia 19 de fevereiro.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Noticias: Despiste causa um morto em Mortágua

Um carro de rali despistou-se esta tarde em Mortágua, causando a morte do seu navegador. De acordo com o Centro Distrital de Operações de Socorro do distrito de Viseu, os pilotos estariam a realizar treinos, na estrada nacional 234, quando a viatura se despistou no limite entre Santa Comba Dão e Mortágua, tendo caído ao rio Caíz. 

O carro - um Mitsubishi Lancer Evo VI - encontra-se parcialmente submerso na água. O piloto, o penafidelense João Vinha, foi retirado do local e transportado para o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, não tendo lesões graves.

O falecido era Jorge Amorim, também co-piloto e vice-presidente do Clube Automóvel do Centro, que organiza, entre outros, o Rali de Mortágua. E ao contrário do que do que foi inicialmente anunciado, eles não estavam a preparar-se para o Rali Serras de Fafe, mas estavam numa sessão de testes privados. Amorim estava em substituição de Cristiano Queiroga, seu navegador habitual e que não pode participar nesta sessão de testes.

João Vinha e o seu navegador iriam participar no Rali Serras de Fafe, competindo na TNRT, a Taça Nacional de Ralis de Terra. A organização já afirmou que a partida simbólica da prova vai ter um minuto de silêncio, e apela que todos os concorrentes exibam uma faixa preta no seu carro de forma a homenagear Jorge Amorim.

Formula E: Novos construtores a caminho

A FIA recebeu esta semana as inscrições de alguns construtores com vista para a temporada de 2018-19 da Formula E, para construir os seus próprios sistemas de propulsão. Apesar da FIA não ter divulgado quantos construtores entraram nesse processo, sabe-se que Audi, BMW e Jaguar, que tem equipas na competição, fizeram a sua inscrição, bem como a Mercedes.

Em declarações à Motorsport.com, um porta-voz da FIA disse que "terão trabalho para fazer", mas que no próximo mês poderão fazer um anuncio nesse sentido. "Todo o processo tem de ser cuidadosamente cumprido porque é um passo tão importante, especialmente a partir da quinta temporada em diante, pois teremos tecnologia completamente nova", comentou.

Já Alejandro Agag, o patrão da Formula E, está contente pelo interesse dos construtores pela competição, que a partor da quinta temporada em diante, terão de cumprir toda uma corrida com a mesma bateria, em vez de trocar de carro a meio da prova, como tem sido feito até aqui:

"Continuo a ficar encantado com o nível de interesse que a Fórmula E vem recebendo dos fabricantes mundiais de automóveis desde o início de sua primeira temporada.", começou por dizer ao sitio oficial da competição.

"Este é uma ótima maneira de ver como a Fórmula E está liderando o caminho para o automobilismo, que é verdadeiramente relevante para a indústria automotiva e como ela está inspirando a próxima geração de veículos elétricos", concluiu.

A Formula E está de volta este final de semana no circuito de Puerto Madero, em Buenos Aires.

CNR: Fontes não conta ter a vida facilitada

Apesar de José Pedro Fontes ser o atual campeão nacional, e de manter toda a estrutura da Sports & You, onde continuará a contar com a navegadora Inês Ponte e o Citroen DS3 R5, o piloto do norte não conta ter a vida facilitada para o campeonato Nacional de Rali de 2017 (CNR), a poucos dias do seu começo, em Fafe, pois a concorrência vem tão forte como tinha acontecido no ano passado.

“Naturalmente que optámos por manter toda a estrutura da época passada. Contamos com uma máquina perfeitamente rodada e oleada para 2017, a que acrescentamos esta grande dose de motivação pelos sucessos e títulos alcançados em 2016. O nosso principal objetivo consiste, assim, na revalidação do título e é nisso que estamos concentrados, apesar das enormes qualidades dos nossos adversários, pelos quais nutrimos, obviamente, o maior respeito e com os quais temos sempre imenso prazer em competir. O leque de inscritos para a temporada de 2017 revela equipas extremamente competitivas, muito bem preparadas, o que vai tornar as coisas muito mais interessantes. Portanto, no plano competitivo, não estamos a contar ter a vida facilitada”, disse Fontes no comunicado oficial da sua equipa.

Fontes afirmou ainda que está feliz por saber que o Rali de Portugal volta a contar para o CNR, que traz um maior estímulo para os pilotos do campeonato nesta temporada:

"É uma novidade muito positiva, pois traz um outro estímulo às equipas e aos pilotos e navegadores, além de enriquecer substancialmente o estatuto do Nacional. Em resumo, temos tudo preparado e arrancamos com total confiança no DS3 R5 e nas pessoas que, nos bastidores, fazem um trabalho incrível e determinante para termos o nosso carro sempre impecável e 100% competitivo. E é com este espírito que aguardamos pelo arranque do primeiro rali, que é já esta semana, e onde estaremos, como sempre, na luta pela vitória final”.

O Rali Serras de Fafe, primeira prova do Nacional, arranca este fim de semana.

Formula E: Félix da Costa pronto para o desafio de Buenos Aires

Três meses depois de terem corrido pela última vez, nas ruas de Marrakesh, a Formula E está de volta com o ePrix de Buenos Aires. Corrido nas ruas de Puerto Madero, a terceira prova do campeonato irá ver até que ponto Sebastien Buemi continuará a dominar o campeonato, como tem vindo a fazer agora, tendo vencido todas as corridas até então.

E quem tem aspirações a um bom resultado é António Félix da Costa. Vencedor na edição de 2015, o piloto da Andretti espera ter aproveitado bem este período de inverno, onde esteve a fortalecer a sua condição física, e agora parte confiante para a capital argentina, esperando por um bom resultado. 

"Gosto muito e sempre me dei bem neste circuito de Buenos Aires, ganhei aqui em 2015 e o ano passado estava na luta pela vitória até ter sido obrigado a abandonar com um problema técnico", começou por dizer o piloto de Cascais no comunicado oficial da Andretti. 

"Acredito que esta é uma das pistas do calendário onde o nosso carro será mais competitivo e poderemos estar mais perto das equipas da frente, portanto temos de aproveitar para trazer pontos para casa. O factor crucial será o calor que está em Buenos Aires, é duro fisicamente, mas estou preparado, é para isso que treino diariamente e o objectivo é trazer pontos e continuar a evoluir o nosso carro, a BMW e a Andretti têm trabalhado arduamente nesse sentido!", concluiu.

O circuito urbano de Puerto Madero tem 2480 metros de comprimento e doze curvas, e toda a ação da corrida - treinos livres, qualificação e corrida - acontecerá ao longo do dia de sábado, com a prova a acontecer pelas 18 horas de Lisboa. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A visão da Mercedes e da Formula 1 por parte de Nico Rosberg

Retirado da Formula 1 no final do ano passado, depois de ter sido campeão do mundo, Nico Rosberg não se coibiu de falar sobre as mais recentes movimentações da Formula 1, em especial da sua equipa, a Mercedes. Numa entrevista captada pela Autosport britânica, o filho de Keke Rosberg afirmou o que espera para o futuro próximo, sobre Valtteri Bottas, seu substituto, disse que ele lhe pediu uma conversa, mas que ele recusou, afirmando que não pretende partilhar segredos.

"Valtteri é muito talentoso, ele pode conseguir grandes coisas também, contanto que a equipa lhe dê um bom carro", começou por dizer Rosberg à Reuters.

"Ele perguntou se nós poderíamos ter uma conversa em breve e eu estou feliz em fazer tal coisa, é claro - mas vou ser muito, muito neutro. Eu não vou dar nenhum segredo Lewis por exemplo, vou apenas ajudá-lo na maneira de integrar melhor na equipa", continuou.

Para além disso, o alemão deixa o aviso de que o finlandês não terá a vida facilitada na formação anglo-germânica.

“O Valtteri é um piloto muito talentoso e que pode conquistar muitas coisas sempre que a equipa disponibilizar um bom carro. Contudo deixo o aviso de que não terá pela frente um caminho fácil. Isso é certo. Será um desafio entrar numa nova equipa num ano com novos regulamentos e onde se tem Lewis Hamilton como companheiro de equipa, ele que já está há tantos anos na Mercedes. O Lewis é um dos melhores pilotos do mundo pelo que o caminho não será fácil”, explicou Nico Rosberg.

Entretanto, sobre a temporada que aí vêm, Nico Rosberg fala que a grande ameaça para a Mercedes será a Red Bull, e que acredita que a Ferrari e McLaren não serão capazes de alcançar vitórias, apesar de acreditar que Fernando Alonso chegará aos pódios nesta temporada.

“Durante os últimos anos, sempre que existiram mudanças regulamentares estas casaram sempre bem com Adrian Newey. No entanto teremos de esperar para ver o que irá acontecer”, começou por dizer.

“Penso que Fernando Alonso estará no pódio ou nas posições muito próximas dele. A McLaren vai melhorar muito o seu desempenho. Não estou à espera que dominem as corridas, mas terão uma nova oportunidade para se aproximarem das posições cimeiras”, continuou.

Sobre o futuro da própria Mercedes, Rosberg acha que Alonso ainda tem algo para oferecer, graças ao seu talento e capacidade. “É óbvio que a Mercedes deve ter o nome do Fernando em conta para 2018. Agora nunca disse que deveria ocupar o lugar que era meu. O Fernando tal como o Sebastian Vettel não são dos pilotos mais jovens, mas continuam a dar o máximo”, concluiu o atual campeão do mundo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CNR: Saiu a lista de inscritos do Serras de Fafe

A Demoporto divulgou esta segunda-feira à noite a lista de inscritos para o Rali Serras de Fafe, primeira prova a contar para o campeonato nacional de ralis de 2017. 36 pilotos estão inscritos para este rali, que se realizará no próximo fim de semana, e destes, 14 carros serão da classe R5, para além do carro de Hugo Mesquita, um Skoda Fábia S2000.

Dos que estarão presentes em Fafe, destacam-se (quase) todos os pretendentes ao título nacional, desde o campeão, José Pedro Fontes, passando por Pedro Meireles, Carlos Vieira, João Barros, Ricardo Moura, Diogo Salvi, entre outros. Há dois espanhóis que participam neste rali, também com máquinas da classe R5: Pepe Lopez (Peugeot 208 Ti16) e Gustavo Espinel (Ford Fiesta R5)

Carlos Martins e Ricardo Teodósio irão alinhar com dois Mitsubishi Lancer Evo X, enquanto que Manuel Castro alinhará com um Hyundai i20 R5, o primeiro desse género em Portugal, preparado pela Veloso Motorsport.

A prova, que vai contar para o Troféu Europeu de Ralis, Troféu Ibérico de Ralis e Taça de Ralis FPAK Terra, estará dividida em dois dias. Irá começar pelas 14:30 de sábado, com três passagens pelas classificativas de Mondim e Confurco, antes da Special Stage de Fafe, enquanto que no domingo, o rali prosseguirá com três passagens por Luilhas e duas por Lameirinha, até ao pódio, que acontecerá pela uma da tarde do dia 19 de fevereiro.

WRC: Bertelli vai usar Fiesta 2017 no Rali do México

O italiano Lorenzo Bertelli vai participar no Rali do México com o carro de 2017. O piloto anunciou hoje na sua página de Facebook que irá andar num carro devidamente atualizado a partir da terceira prova do Mundial, fazendo a sua devida estreia no WRC com uma máquina competitiva. Assim, ele irá se juntar aos carros oficiais de Sebastien Ogier e Ott Tanak, bem como o carro da DMACK, guiado pelo galês Elfyn Evans.

Bertelli, de 28 anos, não participou no rali de Monte Carlo e alinhou na Suécia com o carro de 2016, mas diversos problemas com o motor fizeram com que acabasse por desistir da prova. E o México é um sitio ótimo para o italiano, pois foi aí que conseguiu o seu melhor resultado da sua carreira, um oitavo lugar na edição do ano passado.

Sortes contrastantes num campeonato equilibrado

Dois ralis normalmente não querem dizer nada sobre o que vai ser este campeonato, mas eu já vejo duas coisas. A primeira, que vai ser um campeonato mais equilibrado do que todos os outros - agora que a Volkswagen está fora de cena, não se sabe por quanto tempo - e que quem escorregar agora, dificilmente recuperará nas carreiras seguintes. As quatro marcas presentes tem carro para vencer, e são capazes de alcançar o lugar mais alto do pódio ao longo desta temporada. Mas em termos de favoritos, posso dizer que o primeiro candidato desperdiçou a sua hipótese. E não falo de Sebastien Ogier.

Posso dizer que daquilo que vi de Thierry Neuville, ele poderia ter saído deste rali com 58 pontos e provavelmente um avanço nada desprezível sobre a concorrência. Mas neste momento, o belga da Hyundai sai do Rali da Suécia com oito pontos, o oitavo lugar no campeonato... e nenhuma chegada no "top ten". Todos estes pontos resultam das suas posições no Power Stage, fraca consolação pelas lideranças perdidas em Monte Carlo e na Suécia. No primeiro caso, foi o azar que o acompanhou. Meros vinte centímetros é a diferença entre vencer e bater numa berma, acabando com um pneu furado, danos na suspensão e a chance de vitória esfumada. Contudo, no segundo, foi mais azelhice - ou excesso de confiança - que o levou a bater no muro e danificar a direção, perdendo dez minutos e nova chance de vitória, "entregando o ouro ao bandido" a Jari-Matti Latvala.

Ontem à noite, escrevendo na página deste sitio no Drivetribe, disse não saber o que aconteceu na cabeça de Neuville. Posso pensar que foi simplesmente um azar, mas é como na velha frase: "à primeira, todos caem, a partir da segunda, só cai quem quer". Portanto, com aquele incidente, só posso pensar em duas coisas: ou é azelhice, ou então pode ser que ele não aguente a pressão de estar à frente. Quero acreditar que tem a ver com um erro que cometeu, e não porque ele quebra sob pressão, para ir ao contrário da publicidade a certa marca de relógios.

E se falei de Neuville, agora falo de Latvala. O João Carlos Costa, jornalista da Eurosport, fazia a pergunta, hoje, na sua página do Facebook: "Quem dava algo por ele?" Como favorito para vencer o campeonato, creio que ninguém, para além do sonho secreto do próprio Jari-Matti. Ele tem 31 anos, e pela primeira vez na sua "longa carreira" (a sua primeira vitória na Suécia foi há nove!), ele comanda o campeonato do mundo. E hoje, depois de saber que comandava o rali, com uma diferença pequena sobre o Ford de Ott Tanak, dominou as especiais deste domingo e venceu com autoridade, alargando a diferença para os 30 segundos!

É um piloto maduro, correndo o que tem a correr, sem nada a perder. É um ano zero para a Toyota, e lidera o projeto fino-japonês. Contudo, dar uma vitória à marca no segundo rali após o seu regresso, algo que - interessantemente - conseguiu na Volkswagen, em 2012. Mas pelos vistos, Jari-Matti está a mostrar que não é mais o "Bate na Vala" ou o "Lata na Vala", que os acidentes são uma coisa no passado. Contudo, dois ralis não significam nada. O verdadeiro ponto da situação, se calhar, deverá acontecer a meio do ano, em Portugal, o quinto rali do ano. Mas Latvala, pelos vistos, está a mostrar que temos de contar com ele para as vitórias. Mas os resultados que teve foram mais por estar no lugar certo à hora certa do que um duelo contra este ou aquele piloto. Anda a dar o seu melhor sem pisar o risco. Talvez tenha encontrado em Tommi Makkinen o mentor perfeito para que ele brilhe ainda mais e melhor.

Contudo, temos de pensar nisto: poderemos estar perante um dos campeonatos mais equilibrados dos últimos quinze anos. Aquela era de domínio dos "Sebastiões" poderá ter chegado ao fim. Com Loeb agora noutras paragens, e Ogier a adaptar-se à Ford, pode ser que com todo este equilíbrio entre as quatro marcas presentes, poderá dar aos fãs uma temporada equilibrada e imprevisível, como muitos gostariam de ter e que acham que o automobilismo deveria ser. 

Sabemos que não é assim... mas deixemos os fãs sonharem, por agora. Daqui a um mês, no México, há mais.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

As imagens do dia




Enquanto nos entretínhamos com o Rali da Suécia, a Spark mostrou o que pode ser o seu carro de Formula E a partir de 2018.

E o design parece ser bem radical, em relação ao desenho anterior: não há asa traseira, e parece que eles querem usar com força o efeito-solo. Basicamente, parece ter juntado o melhor dos carros de Formula 1 e de Endurance, e ali, o projetista não se coíbe de fazer algo contra as regras conhecidas sobre os monolugares.

Aliás, faz lembrar mais os carros da Roborace, a tal competição que pretendem fazer para mostrar a viabilidade dos carros autónomos. Ou dizendo por outra forma, os carros que poderão despedir os pilotos...

Como a Formula E regressa na semana que vêm, para correr nas ruas de Buenos Aires, veremos até que ponto este desenho será real. Tudo indica que em 2018, veremos estes carros nas ruas e nas pistas. E ainda por cima, poderá ter uma capota...

WRC 2017 - Rali da Suécia (Final)

O "tropeção" de Thierry Neuville no final do dia de ontem deu azo a que Jari-Matti Latvala dessa à Toyota a sua primeira vitória no WRC desde 1999. E ele bem o mereceu, claro. O finlandês de 31 anos venceu o Rali da Suécia pela quarta vez na sua carreira (fê-lo em 2008, 2012 e 2014), e mostrou que tem maturidade suficiente para mostrar estofo de campeão. A vitória de hoje foi uma mera confirmação, apesar de ter, no final do dia anterior, Ott Tanak mesmo atrás dele. Mas hoje mostrou que tinha tudo controlado e os dias de "Lata na Vala" ou "Bate na Vala" já lá vão.

E pela primeira vez na sua carreira, ele lidera o campeonato do mundo de ralis. “É fantástico vencer logo a prova que faço com a Toyota. Fiz a melhor power stage da minha carreira. Estou muito motivado para lutar pelo título”, explicou no final do rali.

O dia de hoje foi praticamente a caminhada triunfal do finlandês rumo ao lugar mais alto do pódio, apesar da ameaça da Ford. Na primeira especial, a primeira passagem por Likenas, Latvala deu 7,1 segundos a Tanak e 7,7 a Dani Sordo.

Já Sebastien Ogier perdeu 27 segundos, vitima de um erro na primeira curva.  “Um erro estúpido na primeira curva. Cortei-a, mas apanhei um banco de neve e fiz um pião. Depois demorei um pouco para continuar. Depois disso, tive cuidado, pois sabia que estava acabado. É pena, queria atacar esta manhã, mas é a vida…”, disse.

Na especial seguinte, a segunda passagem por Likenas, Latvala conseguiu mais 9,1 segundos a Tanak, alargando o avanço para vinte segundos quando começou a encarar a Power Stage. Ogier perdeu mais 14,1 segundos, e praticamente garantiu o terceiro posto. 

E na Power Stage, o melhor foi de novo Latvala, que conseguiu bater Ogier por 1,2 segundos, e Neuville por 1.5 segundos. Apesar de tudo, o finlandês da Toyota conseguiu um avanço de 29,2 segundos sobre Tanak e 59,5 segundos sobre Ogier, ambos em Ford. Dani Sordo acabou por ser o melhor dos Hyundai, na quarta posição, mas a mais de dois minutos do vencedor, com Craig Breen a ser quinto e o melhor dos Citroen. Elfyn Evans é o sexto - e o melhor dos Ford não-oficiais - a mais de cinco minutos e 26 segundos do vencedor, conseguindo bater Hayden Paddon.

O francês Stephane Lefebvre foi o oitavo, noutro Citroen, e a fechar o "top ten" ficaram o Skoda de Pontus Tiedmand, o melhor dos WRC2, e o outro Skoda de Teemu Suninen, a mais de dez minutos do carro vencedor.

O WRC prossegue em terras mexicanas, entre os dias 10 e 12 de março. 

Nunca pensei que este dia chegasse...

...mas chegou. Hoje é um dia bem especial. Hoje, este cantinho à beira-mar plantado, amante de automobilismo, comemora o seu décimo aniversário. Dez anos é muito, temos de reconhecer. Se algum dia pensei que chegasse aqui, com um total acumulado de dois milhões de "pageviews", com página no Facebook, videocast e milhares de fãs, que adoram automobilismo? Não. E essa é a parte incrível.

Mas também a parte incrível desta viagem, que chegou agora ao final da sua primeira década de vida, é que isto é uma paixão. E chegar aqui é a vitória da persistência, de alguém que adora o que faz e nunca deixou de fazer. É certo que os blogs vão e vêm, alguns viraram sites, outros acabaram porque os seus criadores assim quiseram, mas também é aqui que se descobrem, conhecem e se fazem amizades com pessoas que tem a mesma paixão em comum: a paíxão pelo automobilismo.

Para mim, eu também vi este sitio como o ensaio para a minha paixão pela escrita. Não é segredo nenhum que já escrevi alguns manuscritos do qual espero um dia retirar da gaveta e os publicar. Como em tudo, é preciso ter paciência e persistência, e que nunca faltam ideias e inspiração para continuar.

E quanto a isto... da minha parte, escreveria aqui para sempre. O amor pelo automobilismo é o que me faz mover, e onde quer que o faça, vai ser sempre por aqui onde as coisas começarão. 

Por mais dez anos e muito mais além!