quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

CNR: Cinco espanhóis no Serras de Fafe

O Serras de Fafe acontecerá dentro de quatro semanas, mas vai ter concorrentes estrangeiros. Até agora, cinco pilotos foram confirmados que irão concorrer no primeiro rali da temporada. Um deles será um R5 e o resto andará em R2.

Segundo conta o site revistascratch.com, o nome sonante será Alex Villanueva, o campeão nacional de terra, que estará presente com um Skoda Fabia R5 da ARVidal Racing. O carro estreou-se no ano passado, no Rallye Costa Tropical, onde terminou na segunda posição. Villanueva vai fazer companhia a Gustavo Sosa, que tinha confirmado dias antes a sua presença do rali.

Também em Fafe estarão quatro carros, todos Peugeot 208 R2. Efrén Llarena, Sara Fernández, David Nafría e Joan Vidal estarão presentes para fazer os primeiros quilómetros de 2018 e ganhar quilómetros para a próxima temporada da competição.

O rali da Demoporto, prova de abertura do Campeonato Nacional de Ralis, acontecerá no fim de semana de 18 e 19 de fevereiro.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Ralis: Volkswagen já tem 15 clientes para o seu Polo R5

Portugal terá um Volkswagen Polo R5 para estrear nas classificativas nacionais a partir de meados do ano. Pelo menos é isso que está na lista de clientes divulgada hoje pela Volkswagen Motorsport.

"Estamos impressionados pelas reacções positivas do Polo GTI R5. A procura dos potenciais clientes é enorme," referiu Sven Smeets, o responsável da marca alemã.

Segundo a lista publicada no site Sportmotores.com, dos 15 carros que já foram encomendados, um é português. O seu destinatário é desconhecido. O país aparece ao lado da Áustria, Paraguai e da Bélgica, com três carros cada um, dois para a Itália e a Finlândia, e um para a Suécia. Os carros serão entregues a partir do meio de 2018, e será interessante saber quem ficará com esse carro.

A Volkswagen andou a desenvolver o seu Polo R5 depois de abandonar os ralis no final de 2016.

Youtube Motorsport Presentation: A primeira saída do Ginetta LMP1

A Endurance vai ter uma "super-temporada" que vai começar em maio, com as Seis Horas de spa-Francochamps, e irá acabar em junho de 2019, com as 24 Horas de Le Mans. E na classe principal, a LMP1, muitos pensavam que iria ser um sitio solitário com a saída da Porsche e a permanência da Toyota. Contudo, outras construtoras mais pequenas avançaram para essa categoria, uma delas a Ginetta, que nesta segunda-feira, mostrou imagens do seu carro, o G60-LT-P1.

O "shakedown" foi no Leeds East Airport, no centro da Grã-Bretanha, onde rodou por algumas vezes de forma a testar os sistemas da máquina. Segundo os responsáveis da marca, o carro está agora pronto para passar à segunda fase, em que a máquina será afinada até ao mais ínfimo pormenor. O programa de testes é extensivo e deverá ser feito no sul da Europa.

Por agora, apenas a Manor tem um carro confirmado, mas aparentemente, há outras marcas interessadas em correr na classe LMP1. Por agora, eis o video do "shakedown".

Vende-se: McLaren MP4/8

Aos milionários que andam por aí que gostariam de ter um pedaço da história na sua garagem, eis a vossa chance de ter um. E não é um carro qualquer, é o McLaren MP4/8A, o carro usado por Ayrton Senna para vencer o GP do Mónaco de 1993, aquela que acabou por ser a sua sexta vitória no Principado, um recorde que se mantêm até aos dias de hoje. 

O chassis numero seis estreou-se no GP de Espanha, uma corrida antes, terminando no segundo posto, atrás do vencedor, Alain Prost, e fez com que ele corresse por seis provas, sem vencer mais qualquer corrida nesse ano, a última dos quais no GP de Itália, quando abandonou depois de uma colisão com o Ligier de Martin Brundle. Nas corridas do Japão e Austrália, onde Senna acabou por vencer, esse chassis foi usado como reserva.

O leilão, organizado pela casa Bonhams, descreve o bólido num estado “surpreendentemente bem preservado” e “pronto para ser utilizado”. Não há estimativas para o preço de venda, mas a casa de leilões espera que seja vendido na casa dos sete dígitos. 

Mark Osborne, especialista global em automobilismo da Bonhams, disse: “Ayrton Senna foi o piloto mais carismático da era moderna, e o MP4/8A foi o carro com o qual sua equipa, a McLaren, ultrapassou a Ferrari como a equipe mais bem sucedida da história da Formula 1.

Este chassis em particular, o número seis, cimentou a lenda do rei de Mônaco. Nós, da Bonhams, estamos honrados e empolgados para poder apresentar um dos carros mais importantes de todos os tempos”, concluiu.

O leilão acontecerá a 11 de maio, no Mónaco.

WRC: O que vêm aí em 2018

E depois do Dakar, vamos para monte Carlo. O Mundial de Ralis de 2018 vai começar esta semana com as mesmas quatro marcas de 2017, e mais algumas modificações em relação ao ano anterior, especialmente na parte dos privados. Contudo, numa temporada em que todos estão contra Sebastien Ogier, mais do que ver o que Thierry Neuville pode fazer para quebrar a hegemonia dos "Sebastiões", existente desde 2004, é ver até que ponto é que este campeonato será equilibrado ou não, ou se teremos uma marca que dominará todos, como aconteceu com a Volkswagen no tempo de Ogier, entre 2013 e 2016.

Para além disso, o WRC verá algumas coisas interessantes como o regresso parcial de Sebastien Loeb, três anos depois do seu último rali do WRC. 

Mas a grande novidade vai ser na organização: para além da FIA ter um novo representante dos Ralis, na figura de Yves Matton, ex-diretor-desportivo da Citroen, eles irão fornecer o live-streaming de todas as classificativas dos ralis desta temporada, a começar por, claro, Monte Carlo. No final, serão 25 horas de cobertura contínua através do seu canal WRC+

Os adeptos do WRC terão agora a escolha e a flexibilidade de assistir à ação em qualquer momento das provas, em qualquer rali, durante um fim de semana. Os adeptos podem escolher o que querem ver, quando e onde estiverem” revelou Oliver Ciesla, Promotor do WRC. “O WRC All Live é o passo lógico do desenvolvimento do WRC+. Será também uma ferramenta importante para jornalistas, equipas, organizadores e Delegados de Segurança que trabalhem no WRC”, continuou.

Mas agora, vamos a ver o que as equipas tem prontas para a temporada que aí vêm.

CITROEN RACING - Citroën C3 WRC
Kris Meeke / Temporada completa
Craig Breen / 10 ralis
Stéphane Lefebvre / WRC2 – Citroën C3 R5
Khalid Al-Qassimi / Programa reduzido
Sébastien Loeb / México, Córsega e Espanha
Mads Ostberg / Suécia

A Citroen Racing está em agitação. Se o C3 WRC está a ter as suas "dores de crescimento", dentro da estrutora de pilotos, as coisas andam agitadas. Kris Meeke teve uma temporada agitada, onde as suas duas vitórias contrastaram com um resto de temporada cheia de baixos, e uma estrutura agitada, onde as trocas de pilotos foram uma constante.

E este ano, ainda é uma armada bem grande que a marca francesa vai ter nas estradas: seis pilotos, embora não terão todos esses carros ao mesmo tempo. Em Monte Carlo, por exemplo, eles terão Meeke e Breen, com Lefebvre a andar no WRC2. Mas entre os seus carros terão o regressado Sebastien Loeb, que estará ali para ajudar a equipa a melhorar as performances do C3 WRC, pois vai andar concentrado na sua campanha no WRX.

Para além disso, houve alterações na estrutura: Yves Matton saiu da marca, para ser o novo responsável dos ralis dentro da FIA, sendo substituido por Pierre Budar. E foi ele que disse quais serão os novos objetivos da marca para 2018: 

A nova temporada está mesmo a chegar, o que significa, quer alegria, quer incerteza, depois do segundo lugar na Alemanha e de vencer em Espanha, na segunda metade de 2017, o que confirmou o crescimento da equipa. Estou determinando em continuar o trabalho iniciado pelo Yves Matton, pelo que vamos continuar no ponto onde terminámos o ano passado. O C3 WRC melhorou ainda mais durante o inverno, devido ao muito trabalho. O Kris Meeke tem a experiência necessária para lutar pela vitória neste evento único, como mostrou em 2016, enquanto o Craig ganhou muita confiança o ano passado e está determinado em terminar numa boa posição. Ambos sabem, também, que não se pode preparar este rali da mesma maneira do que os outros: é preciso tratar todas as especiais com todo o respeito que merecem, para evitar ser apanhado nas suas armadilhas”, comentou.


HYUNDAI MOTORSPORT - Hyundai i20 WRC Coupé
Andreas Mikkelsen / Temporada completa
Thierry Neuville / Temporada completa
Dani Sordo / 7 ralis
Hayden Paddon / 7 ralis

A Hyundai pretende alcançar em 2018 ambos os títulos. Está com o i20, modificado e aprefeiçoado para a nova temporada, e de uma certa maneira, manteve o alinhamento do final do ano passado, depois da entrada de Andreas Mikkelsen, que os ajudou nos quatro ralis finais de 2017. Agora, a marca coreana vai apostar a tempo inteiro com dois carros, um para Thierry Neuville, que irá apostar para o título mundial, e para o norueguês ex-Volkswagen, que acha que também têm potencial para vencer o campeonato.

Quanto ao terceiro carro, será dividido entre o neozelandês Hayden Paddon e Dani Sordo, e fala-se que a merca coreana poderá alinhar com quatro carros no Rali de Portugal, em maio. Mas por agora, não passa de conjetura.

Quanto aos objetivos, Michel Nandan é especifico: fazer melhor do que em 2017:

Estamos a entrar no nosso quinto ano no WRC e temos a ambição clara de lutar pelos títulos, depois da nossa boa participação em 2017. A última temporada foi o nosso ano mais competitivo, mas queremos ser ainda melhores em 2018 – faltou-nos alguma consistência e vamos tentar melhorar isso. Desde a vitória na Austrália, em novembro, o nosso i20 Coupe WRC esteve em testes na França e em Espanha, estamos tão preparados quanto possível. Monte Carlo é indescritível, vamos ter de fazer bem o nosso trabalho para estar no topo”, disse. 


M-SPORT - Ford Fiesta RS WRC
Sébastien Ogier / Temporada completa
Elfyn Evans / Temporada completa
Teemu Suninen / 8 ralis
Bryan Bouffier / Monte-Carlo e Córsega


Malcom Wilson, o homem por trás, e uma pessoa satisfeita, pois conseguiu em 2017 ambos os títulos, os de pilotos e de construtores. E a sua estrutura é semi-oficial teve algumas modificações em relação à temporada passada, pois Ott Tanak rumou para a Toyota, e para substitui-lo, decidiu "promover" Elfyn Evans, que venceu no Rali de Gales do ano passado.

O finlandês Teemu Suninen, que deu nas vistas em alguns ralis de 2017, terá um 2018 mais alargado, tendo em mãos oito provas do mundial, enquanto que o veterano piloto francês e especialista em asfalto estará presente nas provas francesas: Monte Carlo e Córsega.

Num Ford Fiesta que está a ser constantemente melhorado, e apesar de haver promessas de que haverá um maior envolvimento da Ford no desenvolvimento da máquina, ainda não terá o apoio oficial que tem as outras marcas. 

Contudo, Malcom Wilson, o diretor da M-Sport, está esperançado que a nova temporada seja uma repetição de 2017.

 “O ano passado foi o nosso ano com mais sucesso e queremos prolongá-lo para 2018. O trabalho não parou e queremos todos garantir os títulos deste ano. Realizámos duas sessões de testes e o sentimento dentro da equipa não podia ser melhor. Pode não ser possível melhorar muito mais o carro devido aos regulamentos, mas trabalhamos com os nossos parceiros para tornar o carro ainda mais forte. Acho que todas as equipas vão estar ainda mais próximas este ano e todas serão capazes de ganhar. É impossível dizer quem vai ganhar e esta é a beleza do desporto. O Sébastien, o Elfyn e o Bryan são três pilotos muito competentes e inteligentes e qualquer um deles pode vencer em Monte Carlo. Este é o nosso objetivo e esperemos que aconteça”, disse.


TOYOTA GAZOO RACING - Toyota Yaris WRC
Jari-Matti Latvala / Temporada completa
Esapekka Lappi / Temporada completa
Ott Tänak / Temporada completa

Este é o segundo ano da Toyota no seu regresso às classificativas, e dificilmente eles terão um ano melhor, depois das três vitórias em 2017, devido à concorrência que tem pela sua frente. 

A grande novidade é a chegada de Ott Tanak, que veio da Ford, depois de ter sido terceiro classificado no Mundial, e que se juntou a Jari-Matti Latvala e a Esapekka Lappi. Tanak substituiu Juho Hanninen, e ele espera ter um melhor carro em 2018, depois de se ter queixado de que na equipa de Malcom Wilson, ele não ter um carro igual a Sebastien Ogier, logo, não tendo lutado de igual para igual para o campeonato do mundo.

Quanto a objetivos, Tommi Makkinen, o dono da Toyota Gazoo Racing, espera ser mais consistente a interferir na luta pelo título mundial.

Por essa altura, o ano passado, nós não sabíamos como estávamos, uma vez que era a nossa estreia. Nesta temporada de 2018, acho que poderemos ser mais consistentes, que é o que precisamos para poder lutar pelos títulos. Este é o nosso desejo depois de um ano de aprendizagem. A pausa desde o Rali da Austrália não foi muito longa, mas estivemos sempre muito ocupados a tentar tornar o nosso carro ainda melhor. Monte Carlo é sempre um evento peculiar e difícil de prever. Apesar de o ter vencido por quatro vezes, enquanto piloto, nunca o preparei muito bem, nem pensava muito nos ralis, passava mais tempo a esquiar. Os nossos três pilotos estão a preparar-se muito melhor, com muitos testes e esperamos ter um bom resultado”, comentou.

PRIVADOS
Jourdan Serderidis / 3 ralis (Citroën C3 WRC ou Ford Fiesta WRC)

Os carros privados vão andar por aí em 2018. Por agora, são poucos os que estão inscritos para esta tarefa, mas esta é uma grande vitória, pois os que gostariam de andar de igual para igual com os carros de fábrica, vão ter uma hipótese, quando antes não o tinham, limitando-se a andar com os carros da classe R5, um pouco inferiores. 

Para já, apenas o grego Jourdan Serderidis está confirmado, para pelo menos três provas, mas é provável que outros pilotos, como Mads Ostberg ou Nasser Al Attiyah poderão tentar a sua sorte em alguns ralis do campeonato, com WRC's vindos de fábrica e fazendo alguns ralis do campeonato, nunca fazendo a tempo inteiro. E alguns dos que têm temporadas parciais, agora, em carros oficiais, poderão também tentar a sua chance num WRC privado.

E eis o que vêm aí para a temporada que vai começar.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

A imagem do dia

Na Dallara, um chassis está a ser construído para o futuro. Depois de quatro temporadas, a Formula E está a construir um carro para a nova geração de baterias e motores, capazes de darem mais energia e prolongarem por mais tempo, de preferência toda uma corrida.

As baterias vão ser providenciadas pela McLaren, e à partida, vão ser mais potentes do que são agora. Quanto ao aspecto, nada se sabe, mas até pode ser pouco convencional, como é atualmente o carro da Roborace. Isso terá de se ver, mas de uma certa maneira, aos poucos, o futuro desenha-se e claro, será algo do qual que povoará os pesadelos dos petrolheads que acham que o automobilismo só poderá ter motor de combustão interna.

O chassis deverá ser mostrado mais tarde na temporada, provavelmente na primavera ou verão. Veremos que tipo de carro ele será.

Noticias: Sainz Jr. vai experimentar em Monte Carlo

Filho de peixe pode saber nadar, embora noutras águas. Carlos Sainz Jr. é um piloto de Formula 1 em ascensão na Renault, mas os ralis não andam muito longe do pensamento. Tanto que neste Rali de Monte Carlo, que se vai iniciar no final da semana, ele será o piloto de um dos "carro zero" que a organização irá providenciar.

Sainz Jr. estará ao volante do novo Renault Mégane R.S., durante a Power Stage, em La Cabanette-Col de Braus, no domingo, com a partida a ser dada a 1400 metros de altitude, nos Alpes Marítimos, com vista para o Principado do Mónaco. A rota perderá, depois, altitude, através de uma série de curvas apertadas, antes de regressar às altas montanhas, para terminar no Col de Braus.

Estou ansioso pela minha primeira experiência no Rali de Monte Carlo. O meu pai fala sobre isto com muita frequência: quão difíceis são as especiais, como as condições podem oscilar entre neve, chuva ou sol muito repentinamente, já para não falar na necessidade de ter nervos de aço para enfrentar todas as dificuldades. Será um verdadeiro prazer participar num evento tão lendário ao volante do novo Renault Mégane R.S., que estará equipado com pneus de neve para que eu possa sentir ainda mais as sensações do rali nessas estradas”, disse o piloto espanhol.

"Eu pratiquei muito com meu pai - temos um carro de rali na nossa casa de campo, então fizemos muitas classificativas de terra com o carro e continuo a aprender muito", acrescentou Sainz Jr.

"Eu ouvi muito sobre isso [Monte Carlo Rally] do meu pai: a dificuldade das classificativas, como as condições podem mudar em um instante da neve para chuva ou luz do sol a brilhar no asfalto e, claro, como você precisa de ter nervos de aço para algumas dessas classificativas de montanha e os ganchos".

O palmarés do seu pai em Monte Carlo é rico e extenso, tendo vencido por três vezes: em 1991, a bordo de um Toyota Celica, em 95, num Subaru Impreza e em 98, num Toyota Corolla.

domingo, 21 de janeiro de 2018

CNR: Carlos Martins de DS3 R5 no Serras de Fafe

Depois de em 2017 ter mudado para o Grupo N, onde andou em duelo com Ricardo Teodósio, Carlos Martins disse que irá participar num Citroen DS3 R5 no Nacional de Ralis de 2018, pelo menos no Serras de Fafe, mas afirmou que esta participação será decidida "rali a rali".

Numa entrevista a Gonçalo Sousa Cabral, do 16 Valvulas, o piloto disse que vai pilotar o DS3 R5 que é preparado pela Sports & You, mas não confirma que vai andar a temporada toda, por causa da sua vida profissional. 

No campo das passagens nas classificativas antes dos ralis, Martins defende que os pilotos deveriam fazer pelo menos mais uma passagem, para além das duas que todos são obrigados a fazerem por uma questão de confiança. "É uma questão de duas [passagens] obrigatórias, por uma questão de segurança, para 'limpar a nota', e o mesmo critério é para todas as provas".

Quanto aos troféus, Martins quer fazer como "ultima opção. Não penso nessa perspectiva. Um troféu requer trabalho que não tenho a nível profissional, e se não fizer R5, prefiro fazer regional", comentou.

CNR: Teodósio vai correr com R5 em Fafe

Ricardo Teodósio, piloto algarvio conhecido por ter uma condução espectacular, irá estar presente na primeira prova do campeonato nacional de ralis, o Serras de Fafe, desconhecendo-se em que máquina, mas que será um R5 preparado pela ARC sport. E o objetivo imediato dele é ganhar o primeiro troço de 2018, depois de ter ganho o último troço de 2017, no Rali do Algarve.

Na entrevista que deu a Gonçalo Sousa Cabral, do podcast 16 Valvulas, Teodósio revelou que este ano, ele têm uma estrutura a trabalhar para ele, e irá apenas se preocupar em conduzir. Mas por agora, só tem o Serras de Fafe confirmado. "A única coisa que posso garantir agora é que iremos estar à partida do Rali Serras de Fafe", afirmou.

Quando ao carro, ele não abre o jogo nesse campo, mas afirma que será "um carro totalmente novo para eles." Fala-se que poderá ser um Skoda Fabia R5.

Em relação ao campeonato, Teodósio afirma que não vai ser fácil para eles. "Se o carro foi bom e fiável, mesmo com uma estrutura pequena se consegue lutar pelos cinco primeiros. Nao acredito pelos três primeiros, porque a concorrência poderá estar forte e não vai ser fácil lutar. Mas não há impossíveis".




Formula E: Gary Paffett deseja estar no projeto da Mercedes

Aos 36 anos de idade, o britânico Gary Paffett ofereceu-se para correr no projeto da Mercedes na Formula E. O piloto da DTM, mas com imensa experiência como piloto de testes da McLaren e da Williams na Formula 1, deseja estar no projeto da HWA, que quer montar uma equipa na próxima temporada, ou de entrar na Venturi, que tem uma parceria com a marca alemã.  

Quando a Mercedes anunciou que ia entrar na Fórmula E, deixei claro a eles e à HWA que eu gostaria de ver se é possível para mim e que é algo que quero fazer. Eles sabem desde o início que é algo que quero fazer. O [projeto da Mercedes no] DTM está a chegar ao fim, e ainda estou à procura de algo para fazer a tempo inteiro – a Fórmula E pode ser a solução para isso. A Mercedes está a chegar à categoria, sou piloto da Mercedes há muito tempo e continuar com a Mercedes é algo que gostaria de fazer, se possível”, disse Paffet.

Paffett, que nunca correu na Formula 1, est´no DTM desde 2003, tendo sido campeão em 2005, sempre ao serviço da Mercedes. Em 166 participações no campeonato de turismos alemão, conseguiu vinte vitórias, 12 pole-positions e oito voltas mais rápidas bem como 38 pódios. 

sábado, 20 de janeiro de 2018

Dakar 2018 - Última etapa, Córdoba-Córdoba

E acabou o Dakar 2018. Nos caminhos à volta de Córdoba, máquinas e pilotos preocuparam-se mais em chegar à meta, depois de duas semanas bem exaustivas nos desertos de Peru, Bolivia e Argentina, até receberem a devida recompensa.

Carlos Sainz foi o melhor neste rali, levando a maias uma vitória da Peugeot, no ano em que, provavelmente, irão abandonar os "rally-raids". Para o piloto espanhol, repetiu a vitória que tinha alcançado em 2010, e claro, no final estava feliz com o evento. E curiosamente, lembrou-se da sua carreira no WRC por causa de uma coincidência: foi em Córdoba que venceu ali pela última vez.

Estou muito feliz, é uma recompensa merecida. Que alegria tão grande. Como coincidência, venci aqui o meu último rali do WRC, nestes mesmos caminhos, em 2004. Córdoba e a Argentina deram-me mais uma grande alegria. Tenho abandonado o Dakar nestes últimos anos, mas dei sempre o meu máximo. Este ano, o Dakar foi duríssimo. Agora vou desfrutar da vitória e só depois penso no futuro. A Peugeot vai sair e eu vou ver o que decido com a família”, disse o espanhol.

Nasser al Attiyah, segundo classificado na edição deste ano, afirmou estar mais aliviado com o facto de ter chegado ao fim, a 43 aminutos do vencedor, mas afirmou que este foi um Dakar bem duro. E falou disso no final:

Este Dakar foi uma loucura, mas é assim que gostamos, quando os resultados mudam todos os dias. Estou muito contente por terminar. Durante muito tempo pensámos que íamos terminar fora do pódio, por isso, terminar em segundo não está mal, ainda para mais com todos os problemas que tivemos durante a primeira semana. Vou-me esforçar ao máximo para no ano que vem podermos ganhar”.
 
Para esta última etapa, os organizadores decidiram mandar para a pista os concorrentes na ordem inversa da etapa anterior, e o vencedor foi o Toyota do sul-africano Giniel de Villiers, a sua primeira desde 2014. O piloto da Toyota bateu Stephane Peterhansel por 40 segundos, Nasser Al-Attiyah por 41 e deixou o local Lucio Álvarez a 43.

Com Sainz como vencedor e Nasser no segundo posto, a vitória do piloto sul africano com Córdoba assegura também o lugar mais baixo do pódio para ele, o seu oitavo no Dakar, ele que é o vencedor da edição de 2009, nessa vez com a Volkswagen. Stephane Petersonsel acabou nob quarto posto da geral, numa edição que não foi muito boa apra ele, devido aos seus imensos problemas com o seu Peugeot.

Nas motos, Kevin Benavides deu o seu melhor para apanhar Matthias Walkner, mas apesar de ter vencido a etapa, com 54 segundos de avanço sobree Toby Price e dois minutos e 49 sobre Antoine Méo, o piloto austríaco da KTM acabou por ser o grande vencedor, batendo-o na geral por cinco minutos e 38 segundos.

É completamente louco. Meu objectivo era alcançar um lugar no pódio, mas vencer é um sonho tonado realidade. A luta pela vitória foi sempre muito apertada ao longo de toda a prova e a 10ª etapa acabou por ser decisiva Foi muito apertado, e o 10º estágio foi chave neste rali. É preciso ter sorte, umas vezes temos e outras não . Desta vez a sorte esteve do meu lado”, afirmou.

Walkner também teve a sorte no seu lado: sempre constante, nuinca teve grandes avarias mecânicas e sempre fez as coisas bem feitas, aliado à sorte que muitos acabaram por não ter, especialmente na primeira semana.

Acabou o Dakar de 2018, ano que vêm haverá mais.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

A imagem do dia (II)

Nesta revista argentina, o titulo não está na capa, mas quando se lê a página que dá o título ao artigo, esta é exemplar: "La victoria perfecta". A vitória perfeita. E é verdade: das 16 vezes em que Stirling Moss fez cantar o "God Save the Queen", esta é daquelas que entram na história. Pois era uma que ninguém esperava, e no final, deveu-se a uma mistura, de manhã, técnica e um pouco de milagre.

O Cooper que ele guiou não tinha qualquer chance de vitória contra os Ferrari e os Maserati. Os organizadores achavam que ele tinha feito pouco deles quando apareceu em Buenos Aires com aquele carro de motor traseiro, mas no final, foi uma vitória da astúcia: os pneus aguentarem toda uma corrida, ao contrário dos outros, que tiveram de trocar de pneus e reabastecer ao longo da corrida. 

Noss fez das fraquezas, forças e alcançou uma vitória impossivel, que o elevou à qualidade de génio. Ele, e o seu mecânico chefe, Alf Francis, bem como Rob Walker, o chefe de equipa e o privado mais bem sucedido da história da Formula 1. Com Moss ao volante, conseguiu cinco das sete vitórias que alcançou na sua carreira, entre 1958 e 1968.

E ninguém na altura previa isto, mas ele tinha acabado de colocar o primeiro prego no caixão dos carros com motor à frente. Um ano depois, os Cooper dominariam o pelotão e em 1961, todos os carros, até a Ferrari, teriam os seus motores na traseira.

Por coincidência, estava a escrever este post quando li uma noticia no seu site oficial por parte do seu filho, indicando que Moss iria se retirar de vez das reuniões de carros antigos. Os 88 anos e as suas doenças recentes, de uma certa forma, o fizeram tomar tal decisão.

Eis a declaração:

"Para todos os seus muitos amigos e fãs ao redor do mundo, que usam seu site para atualizações regulares, meu pai gostaria de anunciar que o vai encerrar.

Após as graves infecções no final de 2016 e a posterior recuperação, que foi lenta e árdua, foi tomada a decisão de que, aos 88 anos de idade, o infatigável finalmente se iria reformar-se, de modo que ele e minha mãe possam ter um merecido descanso e passar mais tempo uns com os outros e o resto da família.

O extenso clã Moss agradece a todos por todo o seu amor e apoio ao longo dos anos e desejamos a todos um feliz e próspero 2018", concluiu.

De uma certa forma, Moss está a assistir ao pôr do sol da sua vida. Foi longa e cheia, foi amado por tudo e por todos, e sobreviveu a uma época perigosa. E na semana em que, vocês sabem, nos despedimos de outra lenda do automobilismo, Dan Gurney, e no momento em que escrevo isto, poderemos dizer que nós, os que não vimos correr, fomos uns privilegiados por o termos ouvido as suas histórias, e guiado os carros do seu passado, agora muito distante. Ele é o vencedor mais antigo ainda vivo, e um dos dois sobreviventes que venceram corridas ainda nos anos 50 - o outro é Tony Brooks, esse agora com 85 anos. 

E em breve, também passará à História. É inevitável, acontece a todos nós. Mas por agora, podemos celebrar o privilégio de o termos visto.

A imagem do dia

"- Jimmy disse que você era o único a quem ele temia em um carro de corridas. 
- Sr. Clark, Jimmy nunca temeu ninguém. 
- Sim. Ele temia, ele me disse isso muitas vezes".

Este diálogo aconteceu entre James Clark e Dan Gurney a 9 de abril de 1968, na pequena localidade de Chirnside, na Escócia. Jim Clark, o filho de James, morrera dois dias antes, e Gurney, como seu amigo, veio prestar os respeitos à familia e assistir ao funeral. Gurney contou anos depois que esteve à beira das lágrimas. Era o melhor elogio que poderia ouvir dele, e infelizmente. só o soube no funeral do seu amigo.

Clark e Gurney devem se ter cruzado algures em 1960. O americano estava desiludido com a sua temporada na Ferrari - segundo conta Nigel Roebuck, ganhava "apenas 163 dólares por mês para guiar Formula 1 e Sportscars" - enquanto que Clark começava a correr pela Lotus, uma opção pela sua carreira e claro, vida.

Ambos correram ao longo de oito temporadas. Gurney por equipas como BRM, Porsche, Brabham e a "sua" Eagle, clark fiel a Colin Chapman. Mas houve ocasiões em que correran juntos: na América, nas 500 Milhas de Indianápolis. Gurney correu com os Lotus entre 1963 e 1965, antes de construir a sua All American Racers, sem grande sorte. 

Aliás, foi Gurney que convenceu o patrão da Lotus a tentar a sua sorte com os seus carros de motor traseiro, pois em troca, em caso de vitória, teria um prémio chorudo à sua espera. Foi o que aconteceu em 1965, com Clark.

Se ele nunca desconfiou do elogio do escocês, deveria ter ficado com as antenas em alerta, quando ele comentou o desafio da Car & Driver para o ter como candidato presidencial. Clark, na altura, disse que "adoraria que ele fosse presidente, pois assim não teria de correr contra ele na Europa".

Mas a rivalidade era nas pistas. Fora delas, respeitavam-se e tinham uma boa amizade.

Dakar 2018: Etapa 13, San Juan - Cordoba

O Dakar está a chegar ao fim, depois de duas semanas exaustivas em terras peruanas, bolivianas e argentinas, correndo entre dunas, ribeiros e o planalto de sal de Uyuni. 

Nesta penúltima etapa, esta ficou marcada pelo acidente de Stephane Peterhansel, à volta do quilómetro 80, deixando o seu carro severamente danificado e a necessitar de ajuda para continuar na prova. Acabou por cair para o quinto posto, e agora, Nasser Al Attiyah tornou-se no segundo classificado, e estava a quase uma hora (57 minutos e 35 segundos), na frente do seu companheiro de equipa, Bernhard ten Brinke. Contudo, o piloto holandês teve um problema mecânico no seu Toyota e acabou por abandonar a prova.

Nas motos, Toby Price voltou a vencer, com Kevin Banavides no segundo lugar, a dois minutos e três segundos, enquanto que Antoine Meo chegou ao lugar mais baixo do pódio, as dois minutos e 44 segundos. Nesta etapa, já em gestão, Matthias Walkner, perdeu 11 minutos e 32 segundos para o vencedor, tudo para chegar ao fim no primeiro lugar.

A uma etapa do fim, Walkner é o líder da classificação com uma vantagem de pouco mais de 20 minutos para o argentino Kevin Benavides.

Amanhã, o Dakar termina com uma etapa à volta de Córdoba, com 284 quilómetros, 119 dos quais em troço cronometrado.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A imagem do dia (II)

Hoje, teriam sido 68, mas acabou por ser "apenas" 32. Contudo, a lenda é sempre eterna. "Salut, Gilles!"