domingo, 13 de julho de 2008

IRL - Ronda 12, Nashville

O neozelandês Scott Dixon é cada vez mais o lider do campeonato IRL de 2008 ao vencer esta madrugada a sua quarta corrida nesta temporada, desta vez na oval de Nashville, à frente de do seu companheiro Dan Wheldon.


A prova foi marcada pelas constantes mudanças de tempo, com a corrida a ser encurtada em 29 voltas devido à chuva. O momento decisivo foi quando uma chuva fina humedeceu o circuito, na volta 147, fazendo com que o líder, o brasileiro Tony Kanaan, fosse às boxes, algo que os homens da Chip Ganassi não o fizeram, apostando que o tempo piorasse, para que a direcção de prova interrompesse definitivamente a corrida. E assim aconteceu, na volta 171, quando ambos os carros estavam na frente.



"Foi uma grande noite para a Ganassi", afirmou o piloto neozelandês em declarações captadas pelo site brasileiro Grande Prémio. "Hoje tivemos muita, mas muita sorte nessa corrida", completou. Cumprindo a tradição em Nashville, capital da musica "country" Dixon foi premiado com uma guitarra eléctrica fabricada à mão.


A completar o pódio, esteve o brasileiro Helio Castroneves, da Penske, enquanto que Kanaan acabou em quarto lugar, à frente de Danica Patrick. A próxima prova do campeonato acontece na próxima semana, no circuito de Mid-Ohio.

WTCC - Estoril (Corridas)

Neste meu fim de semana de aniversário, teria sido fixe se fosse ao Autódromo do Estoril ver o WTCC e apoiar o Tiago Monteiro. Mas tinha compromissos no estrangeiro, logo não dava... Desculpa, jocasipe. Fica para Portimão, em Abril de 2009, no A1GP.
Portanto, para mim, é paradoxal ver do estrangeiro (mas a caminho de casa) a vitória de Tiago Monteiro no seu SEAT Leon TDi, a sua segunda vitória no ano. Depois de ter sido décimo na grelha de partida, e ser sétimo na primeira corrida, vencida pelo sueco Rykard Rydell, com Nicola Larini e Yvan Muller a acompanhá-lo ao pódio, o sétimo lugar garantia-lhe um lugar na primeira fila no inicio da segunda, atrás do espanhol Felix Portero. Na partida, não conseguiu ficar logo na liderança, mas no final a primeira volta, já era o líder, "após ter percebido onde Porteiro colocava o BMW nas travagens, Monteiro ficou por fora na parabólica interior, lado a lado com o espanhol, prolongou esse "bailado" na recta seguinte, e na travagem para a curva do Tanque, ficou em melhor posição, passando para a frente da corrida." (Autosport.pt)


A acompanhá-lo no pódio foram Yvan Muller, noutro Leon TDi, e Andy Prilaux, no BMW 320i.


No final da corrida, o piloto português não escondia a sua emoção: "Foi o corolário de um fim-de-semana perfeito, pois ganhar em casa é o sonho de qualquer piloto e com os meus fãs e os meus amigos a apoiar, ganhar aqui teve um significado especial, também porque vi toda a gente em pé a aplaudir e todos os mecânicos no muro das boxes. Quero também dedicar esta vitória aos meus pais, por todo o apoio que me deram na minha carreira", referiu Monteiro, felicíssimo, ao jornal Autosport.

Grande Tiago, muitos parabéns!

sábado, 12 de julho de 2008

Bolides Memoráveis - Lotus 72 (1970-75)

Em dia de meu aniversário, decidi dar uma prendinha a mim mesmo e aos meus visitantes. Vou falar do que é provavelmente, o Formula 1 mais marcante de sempre, o desenho mais genial saído da pena de Colin Chapman, ajudado por Maurice Phillipe, e um recém-chegado da BRM, Tony Rudd. Eo desenho era tão genial, que teve uma duração superior ao normal, e continuou a ser um carro vencedor. Hoje é dia de falar do Lotus 72.


No final de 1969, o Lotus 49 já tinha dois anos de idade, e Chapman e a sua Lotus tinham sido derrotados pela Matra de Jackie Stewart. Somente conseguiram ganhar duas corridas, uma para Graham Hill, no Mónaco, e outra para Jochen Rindt, em Watkins Glen. Para além disso, Chapman tinha investido muito tempo num dos seus projectos falhados, o Lotus 63 de tracção total. Nesta altura, Chapman começava a tentar extrair o máximo de algo que tinha surgido na Formula 1 há pouco tempo: a aerodinâmica. Depois de regularem a altura das asas, após o acidente de Jochen Rindt em Montjuich, Chapman achou que era altura de começar a desenhar um carro totalmente revolucionário, e que fosse capaz de marcar a diferença em relação ao resto do pelotão, já que quase todos, à exepção da Matra, BRM e Ferrari, usavam motores Cosworth.


Assim sendo, para além da colaboração com Maurice Philippe, pediu a um recém-chegado da BRM, de seu nome Tony Rudd, para que ajudasse a desenhar o novo carro, aproveitando alguns elementos provenientes de outros modelos da Lotus, e ajudando a encontrar outros que mostrassem ser eficazes. Assim, o Lotus 72 transformou-se no primeiro carro da "era moderna". Este monocoque em aluminio tinha, entre outras coisas, o radiador nos lados do carro, após o "cockpit" e o mais próximo possivel do motor, para o ajudar a refrigerá-lo. Para ajudar ainda mais, colocou uma entrada de ar superior, no qual foi o primeiro a fazê-lo. No lugar do radiador, Chapman teve a liberdade de desenhar uma frente em bico, o mais aerodinâmico possivel, inspirado no seu modelo Lotus 56 a turbina, que tinha corrido dois anos antes em Indianápolis.


Em termos mecânicos, o Lotus 72 foi o primeiro carro a ter os travões de disco internos, e tinha também molas de torção tanto à frente como atrás. Em suma, um carro totalmente revolucionário.


Em testes comparativos com o modelo 49, e com o mesmo motor, a eficácia aerodinâmica era tal que conseguia ser 12 milhas por hora mais rápido do que o modelo anterior. Assim sendo, Chapman não hesitou em levar dois modelos, para Rindt e para o inglês John Miles, para os estrear no GP de Espanha de 1970, no circuito de Jarama. Mas a estreia... foi um desastre. Quando Rindt o experimentou, um dos veios de travão quebrou 200 metros depois da saída das boxes. Irado quando chegou às boxes, Rindt virou-se para Chapman e gritou: "Nunca mais volto a guiar esta m****!". Mas iria ser com este carro que iria ganhar cinco corridas seguidas naquele ano...


Depois de resolvidos os problemas de juventude, o Lotus 72 tornou-se numa máquina imbativel, pois Rindt ganhou na Holanda, França, Inglaterra e Alemanha, para além do Mónaco, onde ganhou com o modelo 49. Rindt estava destinado a conquistar o título, mas a 5 de Setembro de 1970, quando tentava fazer a pole-position num modelo 72 sem asas, os travões falharam na travagem para a Parabólica e o austriaco sofreu um acidente fatal.


Os Lotus retiraram-se dessa corrida, mas depois prepararam dois modelos 72 para o seu substituto, o sueco Reine Wissell e um novato de 23 anos chamado Emerson Fittipaldi. A ideia era fazer com que impedissem o assalto de Jacky Ickx às suas hipóteses de título. O plano foi aplicado no circuito americano de Watkins Glen, onde funcionou na perfeição, pois Fittipaldi ganhou e Wissel foi terceiro, ambos à frente do Ferrari de Ickx. Com isto, a Lotus venceu ambos os títulos de pilotos e construtores.


Em 1971, o desemvolvimento do Lotus 72 foi um pouco travado devido aos esforços de Chapman para desenvolver o fracassado Lotus 56 Turbina, e os resultados foram modestos, onde nem conseguiram vencer qualquer corrida.


Mas as coisas mudaram radicalmente em 1972. Depois de abandonar o modelo 56, Chapman, Phillipe e Rudd modificaram o carro, no sentido de o tornar ainda mais eficaz. O modelo D tinha uma nova tomada de ar e suspensões redesenhadas no sentido de se tornarem mais eficazes. O motor ganhou uma nova evolução, e os pneus Firestone fizeram o resto. Contudo, para o público em geral, a modificação foi visual. A Imperial Tobacco decidiu mudar a marca que estava a patrocinar, e passou da Players Cut, vermelho e dourado, para a John Player Special, negro e dourado. O mito estava criado.


Em 1972, Fittipaldi dominou a temporada, ganhando cinco corridas (Espanha, Belgica, Inglaterra, Austria e Itália), vencendo o seu primeiro título mundial, e tornando-se no piloto mais novo a consegui-lo. As coisas pareciam caminhar para um dominio maior em 1973, com Fittipaldi e o seu novo companheiro, o sueco Ronnie Peterson. Mas eles tinham um novo fornecedor de pneus, e do entusiasmo inicial (vitórias na Argentina, Brasil e Espanha), veio o deserto, e o favorecimento de chapman a Peterson, fazendo perder o título a favor de Jackie Stewart. contudo, conseguiram ganhar pela terceira vez o título de construtores.



A partir de 1974, agora com o belga Jacky Ickx ao volante, Chapman coloca uma versão E, mas já pensa no carro seguinte, o Lotus 76. Contudo, os testes com este carro revelaram que o modelo tinha muitas falhas, e os pilotos pediram para voltar ao já velho modelo 72. Foi com ele que Peterson ganhou três corridas (Mónaco, França e Itália), conseguindo o quinto lugar no Mundial de pilotos.


Em 1975, Chapman ainda investiu no modelo 76, mas verificou que era uma perda de tempo, e perferiu puxar ainda mais por uma máquina já velha e desusada, superada por modelos mais novos e velozes, como o Ferrari 312T, o McLaren M23, o Brabham BT44 ou até o Tyrrell 006... nesse ano, o melhor que conseguiram foi um segundo lugar no infame GP de Espanha, em Barcelona, através de Jacky Ickx.


O último Grande Prémio foi o de Watkins Glen, em 1975. Nessa corrida, Ronnie Peterson e o inglês Brian Henton correram com o modelo 72, e o sueco no final conseguiu um quinto lugar, e o inglês não conseguiu classificar-se. Por fim, podia ser substiuido pelo modelo 77, uma evolução mais eficaz. Nessa altura, o pelotão tinha sofrido uma mutação inequivoca, e todos copiavam, ou tinham-se inspirado, nas linhas do modelo 72. Provavelmente, tinha sido o modelo mais influente da história da Formula 1.


Carro: Lotus 72
Projectistas: Colin Chapman, Maurice Phillipe, Tony Rudd.
Motor: Cosworth V8 de 3 Litros, 460 cv às 10.300 rotações (1975)
Pilotos: Jochen Rindt, Graham Hill, John Miles, Reine Wissel, Emerson Fittipaldi, Dave Walker, Dave Charlton, Ronnie Peterson, Jacky Ickx, John Watson, Brian Henton e Ian Scheckter.
Corridas: 75
Vitórias: 20 (Fittipaldi 9, Peterson 7, Rindt 4)
Pole-Positions: 17 (Peterson 10, Fittipaldi 4, Rindt 3)
Voltas Mais Rápidas:9 (Fittipaldi 5, Peterson 4)
Pontos: 298 (Fittipaldi 141, Peterson 90, Rindt 36, Ickx 15, Wissel 13, Miles 3)
Títulos: Campeão do Mundo de Pilotos em 1970 (Jochen Rindt*) e 1972 (Emerson Fittipaldi). Campeão do Mundo de Construtores em 1970, 1972 e 1973.

Fontes:

Hoje... hoje é o meu dia!

Pois é... há sempre um dia no calendário que é especial para nós: o dia em que assinalamos o inicio da nossa presença no Planeta Terra. Em bom português, é o dia do nosso aniversário!



E este ano, calhou-me o numero 32. É um numero par, muito bonito, e também é um numero a partir do qual se começa a olhar para trás e vês que já podes começar a fazer um balanço da tua vida. Estou convencido que tenho muitos mais a cumprir, e assim o desejo, porque ainda quero viver para ver o Alvaro Parente a ganhar uma corrida de Formula 1, o Benfica a ganhar a Champions League e a nossa Selecção a ganhar um Europeu ou o Mundial...


E que mais quero? Ah, o costume: saúde, fortuna, uma namorada... e que o Mundial de Formula 1 seja tão excitante como está a ser. Que mantenha os mesmos amigos e ganhe mais alguns, e que continue a ter forças para continuar este belo Blog, porque gosto dele e gosto daquilo que faço.




Por falar em blogs... se me querem ver na vertente mais literária e outras larachas da minha vida pessoal, inventei outro há cerca de três semanas, o Magnum Opus (Grande Obra, em Latim). como inevitavelmente alguns jornalistas se tornam escritores, se calhar já devo estar a planear o meu futuro...



Aos meus amigos (reais, virtuais e os que me visitram), obrigado a todos. Que venhma sempre!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A paz, enfim!

Depois de um ano de brigas, acusações e discussões devido ao "Stephney/Colughangate", que resultou numa multa "record" para a equipa de Woking (100 milhões de dólares) e a retirada dos pontos que a equipa ganhou em 2007, McLaren e Ferrari decidiram hoje enterrar o machado de guerra.

Segundo escreve hoje o site brasileiro http://www.grandepremio.com.br/, ambas as equipas, em comunicados oficiais, ambas as equipas decidiram pôr fim às polémicas. No lado da McLaren, a equipa de Ron Dennis pediu desculpas pelo incómodo causado à equipa, e que irá reembolsar à Ferrari os custos do processo.

"Sobre o encerramento formal dos procedimentos da FIA e do seu Conselho Mundial contra a McLaren, em dezembro de 2007, e das desculpas públicas pedidas pela McLaren para a Ferrari, de maneira reiterada, Ferrari e McLaren concordaram em colocar um ponto final nas várias discussões entre as duas equipes relacionadas a este assunto.


A McLaren também concordou em reembolsar os custos da Ferrari com este assunto através de um pagamento."

Quanto à Ferrari, apesar de aceitar as desculpas, afirma que vai continuar a batalha, mas desta vez contra Nigel Stephney, do qiual vai pedir uma avultada indmnização pelos estragos causados, nomeadamente, a alegada sabotagem aos depósitos de gasolina dos carros após o GP do Mónaco de 2007.

"A Ferrari reconhece os reiterados pedidos de desculpas da McLaren pelos conhecidos eventos que ocorreram durante o Campeonato de 2007 de Formula 1 e, servindo os melhores interesses da Formula 1 e considerando os procedimentos finais, de Dezembro de 2007, da FIA e do seu Conselho Mundial contra a McLaren, confirma que aceitou encerrar todas as controvérsias entre as duas equipas. A Ferrari vai doar à caridade todo o pagamento recebido da McLaren.

A Ferrari vai continuar seu processo contra Nigel Stepney, relacionado ao mesmo episódio."

quinta-feira, 10 de julho de 2008

The End: Bernard Cahier (1927-2008)

O mais famoso fotógrafo da história da Formula 1, o francês Bernard Cahier, morreu hoje aos 81 anos, em Paris, vítima de um acidente vascular cerebral.

Ele e o seu filho são duas grandes instituições na Formula 1, pois são os fotógrafos que estão há mais tempo na competição. Bernard começou a cobrir a Formula 1 em 1952, no GP de Itália, e lá se manteve regularmente até aos finais dos anos 80, altura em que passou essa tarefa ao filho, Paul-Henri Cahier.

Bernard Cahier tinha uma personalidade simpática e jovial, e tornou-se amigo de praticamente todos os pilotos do pelotão, desde Stirling Moss a Emerson Fittipaldi, passando por Phil Hill e Jackie Stewart. Nessa altura, tornou-se tão famoso como os pilotos e os donos de equipa. Nos anos 70, fundou a IRPA (International Racing Press Association), que ajudou a defender os interesses dos reporteres fotográficos e demais agentes de imprensa até meados dos anos 80, altura em que foi dissolvida.

A sua morte aconteceu numa altura em que o seu filho Paul-Henri foi noticia, por se ter envolvido este Domingo num incidente com o finlandês Kimi Raikonnen pouco minutos antes da partida do GP de Inglaterra, onde alegadamente o tocou no seu equipamento, empurrando-o em retaliação.

Os homens passam, mas o seu legado fica. Se quiserem ver uma amostra do seu incrivel arquivo de fotografias, vão ao site http://www.f1-photo.com/. Ars lunga, vita brevis, Bernard!

Raikonnen fica!

Acabaram-se as dúvidas: O finlandês Kimi Raikonnen fica na Ferrari para a época de 2009. O piloto finlandês, actual campeão do Mundo, afirmou hoje no jornal desportivo italiano "Gazzetta Dello Sport" que irá cumprir o contrato até ao fim: "Nunca quebrei qualquer contrato na minha vida e não tenho intenções do fazer agora. Em 2009 irei guiar para a Ferrari.", declarou.

Esta entrevista surge no mesmo dia que outro jornal deportivo, o espanhol "AS", noticiou que Fernando Alonso terá assinado um contrato para 2010 na Ferrari, provavelmente em substituição de... Kimi Raikonnen.

Na entrevista, o piloto finlandês aproveitou ainda para falar sobre a actual situação do campeonato do mundo: "Estou razoavelmente satisfeito, pois a velocidade não tem faltado, mas por vezes não temos conseguido juntar todas as pontas soltas, e por isso não confirmamos com resultados todo o potencial que, seguramente, temos".

E ainda teve tempo para dar a sua versão no incidente com Paul-Henri Cahier, em Silverstone: "Fui provocado pois ele pôs-se em cima das minhas coisas". Uma coisa é certa, temos Raikonnen para dar e vender!

GP Memória - Inglaterra 1988

Uma semana depois de Alain Prost ter ganho o "seu" Grande Prémio de França, máquinas e pilotos rumavam para Inglaterra, mais concretamente a Silverstone, para correrem na etapa inglesa do Mundial de Formula 1 daquele ano. Todos esperavam que o dominio dos McLaren continuasse, mas neste fim de semana, haveriam certas alterações no guião...


Os treinos mostraram que a Ferrari estava a evoluir, para melhor. Gerhard Berger e Michele Alboreto lideravam a tabela dos tempos durante todo o fim de semana, e no momento da verdade, foi Berger que conseguiu a "pole-position", ao lado do seu companheiro de equipa. Era a primeira vez nessa temporada que não havia McLarens na primeira fila!

Mas estes estavam logo a seguir, na segunda fila, com Ayrton Senna a levar a melhor sobre Alain Prost, enquanto que na terceira fila estava outra pequena surpresa, com o quinto lugar do March aspirado de Mauricio Gugelmin, tendo a seu lado o seu companheiro Ivan Capelli. Nelson Piquet era sétimo, com o seu Lotus-Honda, e tinha a seu lado o Benetton de Alessandro Nannini. A fechar o top ten, estavam o Arrows-Megatron de Derek Warwick e o Lotus-honda de Satoru Nakajima.

Nigel Mansell, no seu Williams-Judd, era 11º, e aproveitou o fim de semana britânico para anunciar que iria correr na Ferrari a partir da temporada de 1989. Uma escolha pessoal do velho Enzo Ferrari, do alto dos seus 90 anos...

No Domingo, 10 de Julho de 1988, a chuva fazia a sua aparição no Verão inglês (pela primeira vez em três anos e meio...), e baralharia as pretensões dos candidatos à vitória. Na partida, Berger foi para a frente, mas Senna ficou logo atrás dele, depois de conseguir livrar-se de Alboreto. Quanto a Prost... este apresentava problemas de dirigibilidade, o que aliadas ao seu crónico mau desempenho na chuva, o faziam cair para o meio do pelotão. Teve que desistir à volta 24, declarando que o seu carro era muito difícil de guiar.

Entretanto, Senna sentia-se à vontade na chuva. Ficando atrás de Berger, tentou assaltar várias vezes o comando, mas só o conseguiu na volta 14, distanciando-se o suficiente para garantir uma liderança confortável. Entretanto, quem fazia a corrida da sua vida era Nigel Mansell. Com um mau carro à partida, mas com um tempo que lhe era favorável, vinha passando carros atrás de carros, por vezes aos dois de cada vez...

Entretanto, Senna liderava sem qualquer oposição, e fazia um resto de corrida mais calmo e controlado, rumo a mais uma vitória, enquanto que Mansell consegue na volta 50 chegar ao segundo lugar, beneficiando dos problemas de combustível do Ferrari de Berger. Isto não só lhe dará os seus primeiros pontos do ano, mas também a melhor classificação de sempre de um carro com motores Judd. Alessandro Nannini, com o seu terceiro lugar, consegue o seu primeiro pódio da sua carreira a bordo do seu Benetton. Nos restantes lugares pontuaveis ficaram o March de Mauricio Gugelmin, o Lotus de Nelson Piquet (três brasileiros nos pontos!) e o Arrows de Derek Warwick.
Fontes:

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Imagens de Valência

A pouco mais de mês e meio da estreia do segundo GP em terras espanholas, a minha amiga Priscilla Bar colocou hoje um post no seu blog com algumas fotos do GP Valenciano, que decorrerá no dia 24 de Agosto, com algumas curiosidades...


Uma delas fala da "Curva da Morte", uma apertada curva à direita (obrigado pela correcção, Fidalgo!) para ser feita pelos pilotos. E porquê tem esse nome? Por agora, é porque fica paredes meias... com um cemitério! Espero ansiosamente por ver quantos é que se "estrepam" nessa curva mortífera...

As notas do GP de Inglaterra

Com algum atraso, publico aqui e agora as notas dadas por alguns de nós das perfomances do chuvosos que os pilotos deram no GP de Inglaterra.



Claro, há alguma polémica: o Pezzolo achou um pouco mal ter mandado nota 7 para o Heidfeld e nota 5 para o Kubica. Ora, para responder, digo isto: não acho que o Heidfeld tenha feito maravilas no circuito, aparte aquela ultrapassagem, e o polaco, apesar do erro no seu despiste, não andou a fazer piões a torto e a direito, como o Maffinha ou o Webber... e acabaram!


Agora, confesso que dou a mão na palmatória ao Rubinho. Podia ter-lhe dado mais um valor a ele, mas para isso, ele deveria ter feito uma boa prestação nos treinos, não é?




Enfim, as notas estão dadas, passemos para a Alemanha!

Super Aguri vai a leilão

Três meses depois da sua extinção, os bens da Super Aguri vão a leilão no próximo dia 31 de Julho, poucos dias depois do GP da Alemanha. A antiga equipa de Aguri Suzuki, que correu durante duas temporadas e meia e teve como principal piloto o japonês Takuma Sato, vai leiloar o que lhe resta, e pelo que Nick Fry andou a dizer em Silverstone: "Não deve restar muita coisa", se calhar deve ser isso mesmo.

Enfim... será uma excelente oportunidade para as equipas mais pequenas do plantel, e as que militam nas categorias de promoção, comprarem material pouco usado a muito bom preço, mas também para os adeptos da Fórmula 1, esta é uma ocasião quase única de adquirirem uma peça de colecção. Mas também o nome pode ser interessante, pois falou-se ontem que os espanhois Adrian Campos e Alejandro Agag podem não ter esmorecido o interesse de lançar uma oferta pelo direito de usar esse nome na próxima temporada...

Uma dica para os meus amigos estrangeiros!

Amigos... como sabem, pedi-vos na semana passada para votarem em mim no Super Blog Awards. Se tiverem inscritos, mas ainda não votaram no meu blog, simplesmente vão ao site da Super Bock, fazem o vosso login, e procurem pelo meu blog na categoria Desporto. Eu devo ser o 19º da lista...

Mas como sabem, tenho muitos amigos estrangeiros que gostariam de votar em mim, mas que não podem, porque na verdade, eles pedem uma morada em Portugal. De facto, há muitos campos de preenchimento obrigatório. aliás, só não vos pedem o sexo, o numero do Bilhete de Identidade e a data do vosso nascimento...

Então, eis as dicas. Nâo são ilegais, mas são imorais, eh, eh, eh...

- A primeira parte é fácil: nome, morada, o vosso password...



- A segunda parte é mais complicada, pois eles vos pedem o numero do vosso telemóvel (celular). Não se preocupem, pois são telemóveis... portugueses! Aqui temos três operadores: Vodafone, TMN e Optimus, que começam todos com os seguintes prefixos: 91 (Vodafone) 96, (TMN) e 93 (Optimus). O meu conselho é que usem estes numeros, que passarei a dar: 914171437. Este é o telemóvel da minha mãe, mas como ela, em termos de tecnologia, e uma info-excluida, e dá pouco uso, não terão problemas, pois sou eu que as trato...

- Outro problema é a morada. Seria simples dar a minha, mas desconfiariam demasiadas coisas vindas do mesmo sítio. Eu tenho uma boa dica, aliás, uma dica quase infalível: quando estudava em Coimbra, era normal haver muitas casas para alugar, e muita carta costuma parar nas caixas de correio dessas casas, sem resposta, porque os estudantes vão e vêm, raramente ficam mais do que um ano.

Então, a "morada conveniente" para vocês, será esta:


Rua de Moçambique, 139, C/V
3030-062
Localidade/Distrito: Coimbra

Na realidade, é a casa da minha avó, mas como ela está agora num lar, e está temporaraiamente desocupada, não há problemas, pelo menos, caso esse pessoal queira mandar os "newsletters"...

Mas também para evitar qualquer tipo de incómodos, é simples: quando vos pedem "Autorizo que os dados fornecidos sejam processados informaticamente e utilizados pela UNICER, SA para o envio de Informações de marketing e novos produtos", dizem simplesmente NÃO. E já agora, para evitar que a minha mãe seja bombardeada com SMS e MMS chatos da Super Bock, quando virem "Quero receber descontos, ofertas e acções promocionais da UNICER, SA e seus parceirosno meu telemóvel, via SMS/MMS", respondam também NÃO. Aliás, respondam NÃO a tudo que vos pedem, OK? Eu fiz isso, e tenho vivido em paz até agora...

Espero que vos tenha sido útil. Agora, toca a inscrever-se e a votar em mim. Força aí pessoal, preciso dos vossos votos!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Noticias: Brawn contra nova equipa

Nas últimas semanas, as noticias de uma nova equipa no pelotão em 2009, liderada pelo americano Ken Anderson, estão a causar algum desconforto na equipa oficial, com o seu director, Ross Brawn, a afirmar hoje que está contra essa nova equipa, caso tenha de usar recursos da Honda.

Segundo a edição desta semana do jornal português Autosport, Ken Anderson esteve em Silverstone a conversar com várias equipas, mas foi com a Honda que esteve mais tempo, no sentido de conversar com Nick Fry e Keita Muramatsu, o representante da casa-mãe que está agora a conduzir estas negociações.

E porque Ross Brawn está contra? Basicamente é o receio de que os recursos da marca se dispersem. Como é provavel que na nova equipa de Anderson, se venha a contar com os serviços de Takuma Sato, Brawn receia que a parte japonesa da equipa Honda de Fórmula 1 disperse os seus esforços, como aconteceu nos tempos da Super Aguri.

Mas Anderson apresenta como trunfo de que será apenas um cliente da Honda, pagando pelos motores - com o dinheiro da Honda América - não requerendo qualquer assistência técnica aos japoneses. Contudo, Anderson saiu de Silverstone sem qualquer garantia de que terá um motor Honda para 2009, o que o começa a deixar com muito pouco tempo para organizar tudo, pois no final de Julho, as equipas terão que formalizar as suas inscrições para a próxima temporada.

Claro, também se pode pensar noutra coisa, que é a reputação. Se no ano passado, a Super Aguri, com um carro do ano anterior emprestado e sem dinheiro para testar batia regularmente a Honda oficial... como seria agora, com uma equipa mais apretrechada? É mais isso que Ross Brown teme, e não tanto uma eventual dispersão de esforços. Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos...

A péssima atitude de Kimi Raikonnen

Que o "Iceman" seja uma personagem fora do vulgar mesmo entre os pilotos de Formula 1, isso se sabe. Que por vezes ele tenha um mau feitio, isso sabia, mesmo antes do incidente de ontem, antes do GP de Inglaterra. Nos minutos que antecediam a corrida, um dos fotógrafos chegou-se perto demais dele, e acto contínuo, empurrou-o.




Só que o fotógrafo que ele empurrou não era um "paparazzi" qualquer. Era Paul-Henri Cahier, um dos fotógrafos míticos da formula 1, com mais de quarenta anos e cobriu centenas de Grandes Prémios. O seu pai, Bernard Cahier, é outro fotógrafo mítico, que acompanhou a Formula 1 por mais de 50 anos.


Se quiserem ver o seu site, carreguem aqui, e podem ler logo na primeira página, um press-release com a sua versão dos acontecimentos.


E para finalizar: tendo ou não razão em fazer aquilo, não se deve fazer tal coisa, pois é uma personagem pública, e as suas acções, por mais irrelevantes que sejam, serão sempre sancionadas pelos que vêm. E mesmo que tenha razão, ele comportou-se naquele momento como um idiota.

O piloto do dia - Jo Schlesser

Os anos sessenta foram muito deprimentes para o automobilismo francês. Não tanto em termos de equipas, pois em 1967, surgiu a Matra, pelo menos na categoria máxima, e existiam nas categorias inferiores preparadores como Gordini. Era em relação a pilotos que se poderia falar em "depressão", pois depois da morte de Jean Behra, em 1959, e da retirada de Maurice Trintignant, em 1964, pouca coisa havia.

Em 1967, acompanhando a entrada da Matra, apareceu Jean-Pierre Beltoise, mas era ainda muito jovem e algo inexperiente. Assim sendo, outras esperanças estavam viradas para pilotos como Guy Ligier, e o seu melhor amigo na marca, Jo Schlesser. É dele que vou falar hoje, no dia em que se comemoram os 40 anos do seu acidente fatal.

Nasceu Joseph Schlesser em Lionville, a 18 de Maio de 1928 (teria 80 anos se fosse vivo), mas cedo emigrou, com os pais, para a ilha de Madagascar. Em 1946, com 18 anos, volta a França para estudar Engenharia Mecânica em Nancy, e algum tempo depois, foi trabalhar numa fábrica, para aprender mais sobre o oficio. Com o tempo, começa a interessar-se pelo automobilismo, e aos 24 anos (uma idade muito tardia), começa a correrm no Rally Lorraine, a bordo de um Dyna-Panhard.

Pouco tempo depois, volta para Madagascar, e inicia durante um bom tempo uma série de viagens entre aquele ilha africana e a França, correndo quando estava de férias, na Europa. Tinha fama de rápido, mas era muito propenso a acidentes. começou a correr num Triumph TR2, mas depois de um acidente com um Ferrari (caiu de uma ravina...), decide ser piloto profissional.

Compra um Formula 3 ao americano Harry Schell, e corre nas pistas do seu pais, com alguns bons resultados, mas os acidentes não o largam. Em 1961, tem um acidente grave ao treinar-se para as 24 Horas de Le Mans, e fica fora de combate por alguns tempos. Em 1963, junta-se a um compatriota seu, ex-jogador de rugby e homem de negócios bem sucedido no sector da construção civil e como ele, começou a pilotar tarde em automóveis: Guy Ligier.


Em 1964, recebe um convite para correr nos Estados Unidos, em algo que se viria a chamar mais tarde de... NASCAR. Os resultados foram algo modestos, e no final do ano, regressou à Europa. No ano seguinte, foi correr de Formula 2, com alguns bons resultados, e alguns acidentes. Mas com quase 40 anos, não desistia do sonho de ser piloto de Formula 1. Em 1966, aproveitando o facto dos pilotos de Formula 2 poderem participar no GP da Alemanha ao mesmo tempo que os da Formula 1, estreou-se com um Matra, termonando na décima posição. No ano seguinte foi a mesma coisa, mas nessa ocasião não terminou a corrida.

Em 1968, Schlesser iria fazer 40 anos, mas era popular, e não tinha desistido de correr na categoria máxima, a tempo inteiro. Quando a Honda lhe convidou para estrear o RA302 em Rouen, num golpe publicitário para impulsionar as vendas da marca (o próprio Sochiro Honda estaria lá para assistir à corrida), ele aceitou sem hesitar.

Mas o convite era um presente envenenado. A Honda tinha dificuldades em desenvolver esta versão, muito pesada, muito lenta e muito instável. Para mais, o magnésio, além de ser leve, era inflamável. Em suma, era uma bomba com rodas e um volante... Nos treinos, Schlesser sofre com o carro, e consegue um tempo sete segundos mais lento que o de Jacky Ickx, o "poleman". Mas o francês estava confiante, pois conhecia bem a pista.


Na corrida, Schlesser parte bem, conseguindo ganhar uma posição, mas foi sol de pouca dura. No inicio da terceira volta, quando o carro chega à zona de Six Fréres, perde o controlo e embate no barranco, causando imediatamente um incêndio. Quando os bombeiros conseguem apagar o fogo, vinte minutos depois, Jo Schlesser, de 40 anos, estava carbonizado, sem vida.

Foi um acidente que chocou muitos. Em França, a sua morte foi sentida, por ser um piloto popular. A Honda, que tinha apostado nele para andar com o seu novo carro, decidiu retirar-se das pistas, como equipa, no final da temporada, voltando apenas 15 anos depois, mas somente como fornecedora de motores. E quando o seu melhor amigo, Guy Ligier, viu o que se passara com Schlesser, a cinco dias do seu 38º aniversário, decidiu que era altura de abandonar a competição e passar para o lado do construtor. Em sua memória, todos os Ligier que construiu até aos nossos dias são baptizados de JS, as iniciais de Jo Schlesser.

Hoje em dia, o seu nome é também lembrado devido aos feitos do seu sobrinho, Jean-Louis Schlesser. Embora tenha feito grande parte da carreira nos Todo-o-Terreno, mais especialmente no Paris-Dakar, onde venceu por duas vezes, através dos "buggys" construidos na sua oficina, também teve participações na Formula 1, a mais famosa das quais quando se envolveu com Ayrton Senna na última volta do Grande Prémio de Itália, perdendo a corrida a favor de uma dobradinha da Ferrari...