terça-feira, 28 de agosto de 2007

A1GP: Team Portugal confirmado

Este fim de semana confirmou-se a inscrição da Team Portugal na competição da A1GP para 2007/08. Hoje e amanhã vai decorrer o primeiro teste oficial da época, com João Urbano ao volante. Para ele, que não corre permanentemente desde 2006, altura em que alinhou na F3 Euroseries, não esconde a sua satisfação em integrar, agora a tempo inteiro, este projecto:

"Sinto-me orgulhoso por me ter sido dada esta oportunidade de guiar novamente o carro nacional e o objectivo imediato é prepará-lo para que possa ser competitivo ao longo da época. Estou preparado para trabalhar e concentrado para corresponder às ambições da equipa. Vou aproveitar ao máximo esta oportunidade para aumentar a minha experiência e evoluir como piloto.", afirmou Urbano ao site Sportmotores.com

Para Luis Vicente, o director da equipa, acredita que as possibilidades este ano são maiores, depois de ter acordado uma parceria com a sua congénere britânica, em termos de assistência técnica:

"Continuamos a desenvolver todos os esforços para levar o A1 Team Portugal à conquista de bons resultados nesta terceira época no Campeonato A1 GP. Consideramos a parceria com a nossa congénere Britânica muito importante para a concretização dos nossos objectivos, pois foram ao longo das duas temporadas passadas sempre a equipa mais consistente em termos de rapidez e resultados. Aliás, a nossa aliança, que se estende também à co-propriedade da equipa é a continuidade de uma aliança bem antiga entre duas Nações.", afirmou ao site Sportmotores.com

Quem não fará parte da equipa é Álvaro Parente, que revelou ao jornal português Autosport que "não vou tomar parte nos testes e este ano não tenho qualquer relação com o A1 Team Portugal", revelando que quer tomar outro rumo na carreira.

A temporada 2007/08 da A1GP começa dentro de um mês no circuito holandês de Zandvoort, onde alinharão 22 carros vindos de igual numero de países, dos quatro cantos do mundo.

A imagem do dia

Grande Prémio de Long Beach, 1976. O suiço Clay Regazzoni goza à sua maneira a vitória na corrida, a sua unica do ano. E está bem acopmanhado, mas o "cameraman" à vossa esquerda escusava de estar vestido daquela maneira...

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

O piloto do dia - Derek Warwick

Durante os anos 80, este homem era a pessoa que era mais capaz de ganhar um título mundial na Formula 1, mais do que o outro candidato, Nigel Mansell. Contudo, as más decisões que tomou fez com que a sua carreira na formula 1 ficasse definitivamente afectada. E hoje ele faz anos: Derek Warwick.


Derek Stanley Arthur Warwick nasceu a 27 de Agosto de 1954 (faz agora 53 anos) em Arlesford, na provincia do Hampshire, no centro de Inglaterra. Cedo se influenciou pelos automóveis, por influência do seu pai, dono de uma empresa de reboques. Mo inicio dos anos 70, começou a correr nos Stock Cars, onde foi campeão nacional e mundial em 1972, na categoria Superstox. Em 1975, mudou-se para a Formula Ford, onde nas duas épocas seguintes ganhou 30 das 60 corridas possíveis, e esteve no pódio mais 18 vezes. Um currículo impressionante...



Em 1977 foi para a Formula 3, com o apoio da empresa familiar do pai e do tio. Com um chassis Chevron, teve bons resultados, mas foi em 1978 que se tornou Campeão Britânico de uma das categorias, competindo contra... Nelson Piquet! No ano seguinte passou para a Formula 2 europeia, com um chassis Ralt, e os resuiltados foram modestos. Em 1980, foi para a Toleman, uma equipa fundada por um dos mais bem sucedidos homens de negócios de Inglaterra: Ted Toleman. Com um chassis desenhado pelo sul-africano Rory Bryne, Warwick torna-se vice-campeão europeu, para 1981, ele decidir acompanhar a equipa na sua aventura na Formula 1.


A sua estreia na Formula 1 foi no Grande Prémio de San Marino, mas não conseguiu qualificar o seu carro para a corrida. Aliás, até á ultima prova, em Las Vegas, Derek Warwick não teve oportunidade de correr. A sua estreia em competição só aconteceria na capital do jogo, onde não chegou ao fim.


Em 1982, continua na Toleman, onde passou a entrar mais vezes nas corridas, mas nunca alcançou os lugares pontuáveis. Contudo, deu à equipa o seu primeiro feito: a volta mais rápida do Grande Prémio da Holanda. Para 1983, as coisas mudam para melhor: em Zandvoort, leva o seu carro para o quarto lugar, alcançando os primeiros pontos e os da equipa. No final da época, fica com nove pontos e classifica-se na 14ª posição.


Isso desperta o interesse de outras equipas. A Renault foi uma delas. Tinha perdido a dupla de pilotos do ano anterior e procurava um piloto rápido. Warwick era o homem, e ele pensava que tinha finalmente uma máquina ganhadora, pois no ano anterior quase tinham ganho o título mundial.



Só que o ano de 1984 coincidiu com a queda da marca do losângulo. Apesar de ter tido boas chances de ganhar, como atestam os seus quatro pódios: dois segundos em Zolder e em Brands Hatch, e dois terceiros em Kyalami e Hockenhiem. No final da época, apesar de não ter ganho, estes pódios deram-lhe 23 pontos e o sétimo lugar no campeonato. Para além disso, teve uma volta mais rápida em Detroit.


No final de 1984, teve uma chance de ouro, que poderia ter mudado o rumo da sua carreira. O acontecimento é contado no Blog Histórias da Formula 1: Frank Williams queria um piloto inglês para substituir Jacques Laffite, e Warwick tinha sido o escolhido. Só que ele não quis, pois não confiava no motor Honda Turbo, que na altura não era eficiente. Então Warwick recusou, e Mansell, que iria ficar apeado da Lotus no final daquela época, foi o escolhido. Ah pois...

Sendo assim, ele ficou na Renault, mas em 1985, a equipa francesa estava cansada e com problemas internos. Ainda por cima era batida pelas marcas clientes (Lotus e Ligier), e por isso decidiu abandonar a competição no final da temporada. Warwick sentiu na pele esse desinvestimento, e falhou o pódio nesse ano, consehguindo apenas cinco pontos e o 14º lugar do campeonato. Nessa mesma altura, Nigel Mansell tinha sido sexto no campeonato, com duas vitórias em Brands Hatch e Kyalami. O Destino quando quer, é cruel...


No final desse ano, Warwick ficava sem lugar, e logo a seguir surgiu uma boa hipótese de continuação: A Lotus procurava um substituto para Elio de Angelis, e Warwick parecia ser o piloto adequado. Peter Warr queria dar uma chance, mas o piloto-estrela, o brasileiro Ayrton Senna, vetou a sua entrada. Sendo assim, ficou de fora no inicio da época de 1986, a foi correr para a Jaguar, em Sport-Protótipos.


Mas em meados de Maio, a morte prematura de Elio de Angelis fez com que a Brabham precisasse de um substituto, e foram buscar o piloto britânico. Contudo, o BT55 Skate era demasiado problemático e ele não conseguiu pontuar.


Em 1987, Warwick embarcou na primeira das três épocas ao serviço da Arrows. Se na primeira época, levou três pontos para casa e o 16º lugar do campeonato, a de 1988 foi melhor: pontuando regularmente com o motor Megatron (que não era mais do que um BMW Turbo com outro nome), conseguiu 17 pontos e o oitavo lugar. O seu ano final, 1989, teve menos oportunidades de pontuar, mas podia ter ganho no Canadá, caso o motor não tivesse falhado a meio da corrida. Mesno assim, conseguiu ficar no Top Ten, com sete pontos.


Em 1990, Warwick mudou-se para uma Lotus já na sua irreversível queda. Com motores Lamborghini V12, o carro podia ser perigoso, como soube pela sua própria pele no circuito de Monza, na primeira volta do Grande Prémio local: safou-se incólume a mais de 220 Km/hora de um acidente à saída da Parabólica. Algumas semanas depois, o seu companheiro Martin Donelly tinha um grave acidente no circuito espanhol de Jerez. No final da época, o britânico consegue três pontos, mas não fica na Formula 1.


Sendo assim, vai para os Sport-Protótipos em 1991, de novo ao serviço da Jaguar. Mas a meio do ano, e abalado por uma terrível noticia: o seu irmão mais novo, Paul Warwick, um jovem promissor, tem um acidente fatal no circuito de Oulton Park, quando liderava uma prova de Formula 3000 britânica. Tinha 22 anos, e no final da época, torna-se campeão da título póstumo.


Apesar da terrível noticia, Derek continuou no activo, tendo sido Campeão do Mundo de Sport-Protótipos em 1992, ao volante de um Peugeot 905, ex-aequo com o francês Yannick Dalmas. Nesse mesmo ano, em companhia de Dalmas e Mark Blundell, ganha as 24 horas de Le Mans.


No ano seguinte, aos 38 anos, volta à Formula 1 para uma última época, ao serviço da Arrows. Consegue quatro pontos, o 16º posto na classificação geral e outro enorme susto, desta vez em Hockenheim...

A sua carreira na Formula 1: 162 Grandes Prémios, em onze temporadas, quatro pódios, duas voltas mais rápidas, 71 pontos.


Após a sua saída da Formula 1, Warwick tentou a sua sorte no BTCC (British Touring Car Championship). Ficou famoso por uma corrida que ganhou em Donnington, em 1998, sob uma enorme carga de água, semelhante a aquilo que Ayrton Senna tinha feito cinco anos antes... fundou a 888 Racing, largando a competição no final daquele ano.


Contudo, em 2005, voltou á competição, na GP Masters, a Formula que junta os pilotos do passado com mais de 45 anos, cujo maior impulsionador é Nigel Mansell. Nas duas corridas feitas até agora, Warwick foi quinto em ambas.

IRL - Ronda 14, Sonoma

Não foi uma corrida muito atribulada, mas teve o seu quê de emoção. Pela quarta vez nesta época, a IRL correu-se num circuito convencional, e Dario Franchitti tinha ontem a possibilidade de conseguir um bom resultado, depois de nas duas últimas corridas, ter começado a voar, literalmente, do chão.

Ora, ontem, no circuito de Sonoma, na California, o ecocês conseguiu ficar na frente da corrida, apesar da pole de Tony Kanaan. contudo, por alturas da última paragem nas boxes, as hipóteses de vitória foram-se abaixo devido a um "chega para lá" de... Marco Andretti, seu companheiro de equipa na Andretti-Green. A manobra pôs furioso o seu pai, Michael Andretti, que viu aqui as hipóteses do título da IRL se esfumarem.

Quem beneficiou disto tudo foi o neo-zelandês Scott Dixon, que ganhou e passou para a frente do campeonato. Tony Kanaan foi segundo, enquanto que Franchitti acabou um consolador terceiro lugar. Quanto a Danica Patrick, foi sexta, numa corrida que foi mais de sorte do que outra coisa, enquanto que Sarah Fisher não terminou. Agora, a luta pelo título es+ta ao rubro, com Dixon, Franchitti e Kanaan com hipóteses de conquistar o ceptro máximo.

A imagem do dia

A fotografia em si só dá uma amostra do que se passou: há exactamente sete anos, decorria o Grande Prémio da Belgica, em Spa-Francochamps. Mika Hakkinen e Michael Schumacher batalhavam pela vitória. O alemão estava á frente, mas o finlandês era mais rápido e queria ultrapassá-lo, mas nada feito. Depois, a duas voltas do fim, ambos estavam na recta Kemmel, quando vêm o BAR do brasileiro Ricardo Zonta. O resultado é este...


Agradeçam ao Blog do Capelli por se ter lembrado deste dia...

Extra-Campeonato: Nelson Évora é campeão do Mundo!

O saltador Nelson Évora venceu esta tarde o concurso do triplo salto dos Canpeonatos do Mundo de atletismo, que decorrem esta semana na cidade japonesa de Osaka.


O atleta de 23 anos saltou 17,74 metros, um novo recorde nacional e a segunda melhor marca do ano, superado apenas pelos 17,90 metros do saltador brasileiro Jadel Gregório. Ele foi medalha de prata, com 17,59 metros, enquanto que Walter Davis, dos Estados Unidos, campeão do mundo em 2005, obteve o bronze, com 17,33 metros.



É a primeira medalha de ouro que Portugal ganha em mundiais de Atletismo, desde 1997, em Atenas, altura em que Carla Sacramento ganhou a final dos 1500 metros femininos.



Évora nasceu na Costa do Marfim, filho de pais cabo-verdianos, e parente distante da cantora Cesária Évora, é atleta do Benfica e naturalizou-se português em 2001. Foi campeão europeu de atletismo sub-23 e foi quarto classificado nos Europeus do ano passado na cidade sueca de Gotemburgo.

GP2 - Glock ganha segunda corrida

O alemão Timo Glock recuperou ontem o comando do campeonato após vencer a segunda corrida de Istambul, aproveitando o mau resultado do seu mais directo rival, o brasileiro Lucas di Grassi, que foi penalizado com um "drive-through" devido ao facto de ter tocado num adversário. O brasileiro terminou fora dos pontos num discreto 11º lugar.

A corrida começou com o indiano Karun Chandhock no comando, seguido pelo japonês Kazuki Nakajima e por Glock. Mas a meio da corrida, numa manobra suicida do filho de Satoru fez com que ambos os carros terminassem a corrida no local. Sendo assim, o comando caiu direitinho no colo de Timo Glock, que somente teve que levar o carro até ao fim, na posição mais alta do pódio.

A acompanhá-lo, estiveram o brasileiro Alexandre (Xandinho) Negrão, no segundo lugar, enquanto que o inglês Adam Carrol ficou com a terceira posição. Agora, Glock tem 66 pontos contra 64 de Lucas di Grassi. A proxima prova será no fim de semana de 8 e 9 de Setembro, no Autodromo Nazionale di Monza.

A capa do Autosport desta semana

Confesso que é um trocadilho com a sua piada... mas deve ser a unica coisa engraçada que teve esta procissão que se tornou a Formula 1 actual!

domingo, 26 de agosto de 2007

A imagem do dia

Já falei disto há uns dias atrás. Fez hoje 28 anos que esta corrida aconteceu. E foi também o dia em que Gilles Villeneuve deu mais um espectáculo na pista, guiando em três rodas. Desperdiçou as suas chances para conquistar o título daquele ano, mas a sua exibição foi o suficiente para ganhar mais alguns adeptos... Que contraste com a corrida de hoje, hein?

CART - Ronda 11, Zolder (Corrida)

Mais uma vez... Sebastião come tudo, tudo, tudo! No circuito belga de Zolder, o piloto francês da Newman-Haas-Laningan (NHL), ganhou a primeira corrida em solo europeu, e está cada vez mais próximo de um quarto título consecutivo, antes da tal mudança para a Formula 1 em 2008.

Mas quem fez uma excelente prova foi o brasileiro Bruno Junqueira, que foi segundo, depois de partir do quarto lugar da grelha. Foi simplesmente o seu melhor resultado do ano. O americano Graham Rahal, filho do lendário Bobby Rahal, foi terceiro.

Quanto aos seus rivais para o título: Robert Doornbos não teve andamento para acompanhar Bouradis, e para piorar as coisas, uma má escolha de pneus relegou-o para a sétima posição final, enquanto que Will Power terminou melhor classificado, na quarta posição.

Agora, o avanço de Bourdais na classficação é de 53 pontos, e somente uma ponta final catastrófica o poderá tirar da luta pelo título... A competição continua na semana que vêm no circuito holandês de Assen.

WTCC - Oberschleben (Corrida)

Ora, eis um contraste com a Formula 1: do aborrecimento turco passamos para a emoção alemã. E começou logo nos primeiros metros! Na primeira corrida, quatro carros envolveram num acidente que resultou na sua eliminação. Alex Zanardi, Nicola Larini, Pierre-Yves Corthais e Massiliano Pedalá, ambos da Taça dos Independentes.


Algumas centenas de metros mais à frente, o Seat de Tom Coronel e de Roberto Colciago bateram ao tentar evitar o Chevrolet de Alain Menu, em despiste. O BMW de Felix Portero também foi outro dos envolvidos neste segundo acidente. Os destroços destes carros todos levaram a organização a colocar em pista o safety-car.


Quando a corrida voltou ao normal, três voltas mais tarde, o pole-man, Gabriele Tarquini, continuou na liderança, mas na volta seguinte, o francês Yvan Muller passou para a frente e não mais o largou, fazendo história ao ser o primeiro carro Diesel a ganhar uma corrida do WTCC. Tarquini foi segundo e o Alfa Romeo de James Thompson foi terceiro. Quanto a Tiago Monteiro, foi décimo nesta corrida.

Na segunda corrida, com os oito primeiros invertidos na grelha, o brasileiro Augusto Farfus partiu da primeira posição e não mais o largou, vencendo pela terceira vez nesta época. O piloto brasileiro teve no pódio a companhia do outro BMW do alemão Jorg Muller e do espanhol Marc Gené, no seat Leon TDi. quanto a Tiago Monteiro, saltou do décimo para o sétimo lugar no momento da partida, para depois perder essa posição na batalha com o seu companheiro Gabriele Tarquini.

Depois, perto do final da corrida, viu o seu oitavo lugar em perigo devido à aproximação de Alex Zanardi. Na última volta e meia, os dois ex-pilotos de Formula 1 lutaram, metro a metro, entre encontrões, pelo último lugar pontuável. A luta acabou com o despiste do piloto italiano, e o ponto ganho pelo ex-piloto da Jordan, Midland e Spyker.


"No final tive uma pequena batalha com o Zanardi, que me pareceu um pouco exagerada! Ele bateu-me, eu retorqui, e depois ele acabou por fazer um pião sozinho! Ainda assim consegui pontuar", disse ao site português Autosport.


No final uma revelação: pode ter um Leon TDi antes do final da época. "Tudo vai depender do que os responsáveis da Seat decidirem. Ninguém esperava que o carro ganhasse logo na sua segunda prova, por isso, com estes resultados, talvez a equipa possa construir mais Leon TDI". declarou ao mesmo site.


Quanto a Miguel Freitas, o outro português na categoria, ele não correu devido a um motor partido. O piloto português, que viu o seu Alfa Romeo destruido na ronda da Boavista e falhou a ida a Anderstorp, foi último na grelha de partida e só andou algumas centenas de metros para descobrir que a junta do seu motor estava partida.

GP Turquia - A corrida

Vamos ser honestos: assisiti a uma procissão, capaz de adormecer elefantes. Custa-me a acreditar que o desporto que amo ter ficado reduzido, em termos de emoção, a um furo do Lewis Hamilton e à vitória do Felipe Massa. A coisa estava tão aborrecida que decidi ver a final dos 100 metros masculinos dos Campeonatos do Mundo de Atletismo. E lá não estava o Francis Obikwelu!


Bom... apesar de tudo, vi algumas coisas de interesse, a saber: Massa sempre esteve à frente de Raikonnen, ou seja, tinha um carro bem equilibrado para a corrida. Voltou a ser feliz no local onde no ano passado alcançou a sua primeira vitória da sua carreira. Isso significa que ele ganhará em Interlagos?


Os McLaren estiveram sempre inferiores durante o fim de semana. Em certos momentos foram batidos pelos BMW de Kubica e Heidfeld, que poderiam ter tido melhor sorte em termos de resultado final. O alemão foi quarto, enquanto que Kubica lá levou um ponto para casa, batido pelo Renault de Kovaleinen e pelo Williams de Rosberg.


Os Toyota e os Honda andam pelas ruas da amargura: Trulli teve um contacto com Fisichella na primeira curva e perdeu tempo, Os Honda chegaram a rodar atrás dos Spyker (oh, suprema humilhação!) o Ralf voltou à fase "Half", mas foi o melhor deles todos, na 12ª posição.


Para finalizar: só um carro desistiu. Os Formula 1 estão cada vez mais resistentes... alguém quer mudar de novo o sistema de pontuação?

sábado, 25 de agosto de 2007

CART - Ronda 11, Zolder (Qualificação)

E mais uma vez... Sebastien Bourdais parte da pole-position em mais uma corrida na CART. Desta vez foi no circuito belga de Zolder, a primeira incursão da CART na Europa. O piloto francês, que lidera o campeonato após ter caído para o terceiro lugar, vai a galope rumo ao tetra-campeonato, antes de fazer a transferência para a Toro Rosso em 2008.


O piloto da Newman-Haas-Lanigan cilindrou a concorrência, fazendo 1:12,821s e sai novamente na frente pela quinta vez no ano e trigésima na sua carreira na CART. Ao seu lado vai estar o australiano Will Power, que se valeu da regra que o põe na primeira fila por ter conseguido o primeiro lugar nos treinos de sexta-feira. Power ainda concorre ao título da temporada, mas com a concorrência do holandês Robert Doornbos, que esta tarde ficou a 0,2 segundos de Power, as suas chances para o título são remotas.

A quarta posição pertence ao brasileiro Bruno Junqueira, que é a sua melhor na temporada, e uma das melhores da história da equipa Dale Coyne, habituada com posições no fundo do grid. Quanto à unica mulher do pelotão, a britânica Katherine Legge, vai partir da 14ª e antepenúltima posição da grelha.


Entretanto, Dan Clarke, excluído da prova, foi substituido pelo mexicano Mario Dominguez, ficando na 12ª posição da grelha. A corrida vai ser disputada à mesma hora que o Grande Prémio da Formula 1, na Turquia.

WTCC - Obershleben (Qualificação)

O campeonato FIA WTCC prossegue este fim de semana no circuito alemão de Oberschleben, onde Tiago Monteiro corre com 35 quilos de lastro devido ao segundo lugar alcançado na corrida anterior, no circuito sueco de Anderstorp.

Depois de uns treinos livres em bom plano, na qualificação, as coisas foram um pouco piores, mas nada que comprometa as suas corridas de amanhã. O piloto português vai partir da sétima posição da grelha de partida, numa qualificação onde os Seat Leon foram reis e senhores. O melhor foi o italiano Gabriele Tarquini, com 1:36,291s. sendo o segundo, o francês Yvan Muller, corrido na versão TDi, e ficou a 11 centésimos de segundo. Tiago Monteiro fez 1:36,582s, a quase três décimos de segundo do piloto italiano.


À frente de Monteiro, ns sexta posição, ficou o BMW 320i do brasileiro Augusto Farfus, que bateu o piloto português por 24 centésimos de segundo (1:36, 558s). Quanto a Miguel Freitas, que corre na Taça dos Independentes, a bordo de um Alfa Romeo 156, foi 26º e último classificado na grelha.

GP2 - Lucas Di Grassi ganha corrida 1 em Istambul

O piloto brasileiro Lucas di Grassi ganhou a primeira corrida da GP2 deste fim de semana no circuito turco de Istambul, e aproveitou os problemas que Timo Glock e Andreas Zuber tiveram na corrida. Agora, Di grassi é o novo líder do campeonato, com 64 pontos, contra 60 de Glock.


No momento da partida, o austro-árabe Zuber passou do terceiro para o primeiro lugar, aproveitando uma má largada do italiano Luca Fillipi, o "pole-man". Para piorar as coisas, Fillipi despistou-se no final da primeira volta e deixou cair o motor abaixo. Mais atrás, outro incidente: o britânico Mike Conway causa um acidente com Andy Souchek e o sul-africano Adrian Zaugg. Resultado: safety-car em pista.


Esse foi o momento aproveitado por todos para fazerem a obrigatória paragem nas boxes. Todos... excepto Timo Glock. A corrida continuou, com Glock a liderar tranquilamente, mas isso não lhe servia de nada, pois não tinha ido às boxes. Neste momento, o líder virtual era Zuber.


Mas a impulsividade de Zuber deitou tudo a perder. Quando tentava ultrapassar o espanhol Roldan Rodriguez, da Minardi-Piquet Sports, fez mal os calculos e bateu no carro do espanhol, caindo na gravilha para não mais sair. Perto do fim, Glock veio às boxes e saiu em quarto, o seu lugar final. Quem ganhou com isto tudo foi o brasileiro di Grassi, que teve no pódio a companhia do italiano Giorgio Pantano (2º) e do inglês Adam Carrol (3º).


Quanto aos outros brasileiros, Alexandre Negrão foi sétimo, enquanto que Bruno Senna foi décimo. A segunda corrida é amanhã de manhã.