sábado, 24 de março de 2018

Youtube Motorsport Movies: Gonchi


Esta semana mostrei por aqui o "SuperSwede", o documentário feito no ano passado na Suécia sobre Ronnie Peterson. Apesar de ter sido mal gravado e apenas se ouvir em sueco, com passagens em inglês, ainda acho que vale a pena ver... pelo menos até arranjarem melhor cópia.

Este sábado, dei de caras com "Gonchi", o documentário feito há uns anos sobre o uruguaio Gonzalo Rodriguez, que muitos o consideravam uma grande esperança do automobilismo até sofrer um acidente fatal em Laguna Seca, a bordo de um Penske na CART, em setembro 1999. E ali mostra como foi o seu percurso nas categorias de acesso, com os testemunhos de muitos que correram com ele, desde Juan Pablo Montoya a Justin Wilson, que acabaram por correr quer na Formula 1, quer na IndyCar.

Se ainda não o viu, aproveite. Se ainda não viu os dois, aproveite também, neste fim de semana de começo de temporada.

ERC 2018: Rali dos Açores (Final)

O russo Alexey Lukyanuk venceu o Rali dos Açores, prova de abertura do Europeu da categoria, vencendo o local Ricardo Moura e Bruno Magalhães, que provavelmente vai ser o seu maior rival durante o campeonato que começou agora. O piloto russo da Ford venceu com um avanço de 16,4 segundos sobre Moura e 25,7 sobre Bruno Magalhães.

"Fiquei tão feliz que fiz alguns 'donuts' antes do final. Agradeço à minha equipa, meus patrocinadores, todos fizeram um ótimo trabalho. Vamos tentar fazer o melhor possível e sermos espertos", disse Lukyanuk.

"Acho que o Alex fez um grande rali, ele merece. Tivemos alguns problemas, mas conseguimos guiar este carro, para nós é muito bom. Parabéns ao Alex", respondeu Moura, dando os parabéns ao piloto russo.

"Os pneus não eram os corretos, estamos em slicks agora. Não foi possível fazer melhor. Foi bom rally, infelizmente algumas pequenas coisas não correram bem, mas mostrei o meu ritmo. Eu posso fazer melhor, mas estou feliz", disse Magalhães no final do rali.

O último dia do rali, com mais seis especiais de classificação, começou com Lukyanuk ao ataque, vencendo na primeira passagem por Graminhais, vencendo com 2,7 segundos de vantagem sobre Moura, com Lakasz Habaj no terceiro posto. Bruno Magalhães era o sétimo na especial, perdendo 25,2 segundos. Já Bernardo Sousa sofreu um pião e tinha problemas de motor, perdendo um minuto e 15 segundos na especial.

Lukyanuk voltou a vencer, na primeira passagem por Tronqueira, conseguindo mais 6,3 segundos a Magalhães e 7,2 a Moura, enquanto que Sousa acabaria por desistir por causa dos seus problemas com o motor. Na especial, o turco Orha Avcioglu capotava no seu Skoda Fabia R5 e causava perturbações na especial.

Na pequena especial do Grupo Marques, o polaco Hubert Ptaszek foi o melhor, na frente do seu compatriota Habaj, enquanto que Lukyanuk foi apenas nono, a 4,9 segundos do vencedor, mas na frente de Magalhães (23º a cinco segundos atrás dele) e de Moura, que ficou logo a seguir, a 11 segundos do vencedor.

Na parte da tarde, na segunda passagem por Vila Franca de São Brás, o Skoda de Fabian Kreim conseguiu surpreender Lukyanuk, conseguindo batê-lo por 0,9 segundos, enquanto que Bruno Magalhães foi o terceiro, a 3,9 segundos. Atrás, Martin Koci e Chris Ingram andavam na sua luta pessoal pelo quarto posto da geral, trocando constantemente de lugares. Com o primeiro lugar garantido, Lukyanuk "levantou o pé" e deixou que Magalhães ganhasse a penúltima especial do dia, a segunda passagem por Graminhais, ganhando 9,1 segndos a Lukyanuk, apenas quarto, mas na frente de Ricardo Moura.

E no final, Magalhães foi o melhor, com Lukyanuk a perder 36 segundos, mas ele já estava em modo festa, para comemorar algo que andava à procura desde há algum tempo: vencer o Rali dos Açores e suceder a Bruno Magalhães na lista de vencedores. A última especial ainda ficou arcada pela desistência de Martin Koci, que perdeu uma roda no seu Skoda Fabia R5.

Com os quatro primeiros definidos - Chris Ingram ficou com o quarto posto por "default", seguido pelo sueco Frederk Ahlin. O húngaro Norbert Herczig foi o sexto, a quatro minutos e dois segundos, seguido por Lukasz Habaj, o britânico Rhys Yates e os portugueses Ricardo Teodósio e José Pedro Fontes.

O europeu prossegue entre os dias 5 e 7 de maio, nas Canarias.

Formula 1 2018 - Ronda 1, Austrália (Qualificação)

Ano Novo, temporada nova... e tudo parece estar na mesma. É verdade que a estética dos carros de Formula 1 se alterou por causa da introdução do Halo, do qual muitos reclamam, desejando regressar a um passado que só existe na cabeça deles. Mas em terços de performance, parece que a nova temporada mostra a velha hierarquia: Mercedes, Ferrari, Red Bull.

Mas a primeira coisa que se vê no fim de semana automobilístico é a qualificação, porque os treinos livres servem para dar uso aos pneus, arranjar as melhores afinações e de vez em quando, dar quilómetros aos terceiros pilotos, quando eles andam por ali.

Havia esperanças de que a qualificação fosse muito molhada, para baralhar e voltar a dar, mas à hora dela começar, a pista estava suficientemente seca para que os pilotos corressem com pneus ultramacios. E a qualificação começou de forma equilibrada, com Hamilton sempre na frente, mas Raikkonen andou melhor do que Vettel e não estava muito distante. E até no final da Q1, Vettel deu um ar da sua graça quando marcou 1.21,944, pouco mais de um centésimo na frente do inglês da Mercedes. O que surpreendeu muita gente, que esperava um maior... desequilibro.

Atrás, os que ficaram de fora eram aqueles do qual se esperava um pouco. Os Toro Rosso de Pierre Gasly e Brendon Hartley, os Sauber-Alfa de Charles Leclerc e Marcus Ericsson e o Williams de Serguey Sirotkin.

Para o Q2, as coisas nem foram muito diferentes, mas o que mostrou mais foi o pelotão do meio bem equilibrado, e as tendências que se desenhavam desde os testes de pré-temporada: os Force India ficavam para trás, em detrimento da Haas, que metia os seus pilotos na Q3, enquanto que a McLaren mostrou que o seu salto era modesto, não sendo capaz de entrar na parte final da qualificação, embora a sua prestação geral tenha sido melhor do que no ano passado. Alonso esteve à beira de entrar, e Vandoorne ficou um pouco atrás.

E foi a Q3 que deu alguma coisa. Pois foi ali que aconteceu a primeira grande perturbação do fim de semana, quando Valteri Bottas bateu forte no muro e teve de trocar de caixa de velocidades, acabando por ser punido com cinco posições na grelha de partida. A bandeira vermelha foi mostrada para recolher os destroços do carro, e no final, desiludido por aquilo que tinha acontecido, Bottas exprimiu a sua frustração:

“Ainda estava [a pista] um pouco molhada e perdi a traseira do carro”, começou por contar Bottas, entrevistado pela espanhola ‘Movistar+ F1’. “Aconteceu tão rápido que não pude fazer nada, simplesmente fui contra o muro e acabou. Temos um carro muito bom, muito rápido na classificação. Vai ser muito difícil amanhã, mas vamos com um espírito combativo para fazer o melhor possível”, prosseguiu.

“Claro que não foi a melhor forma de começar o ano. Eu estava a tentar e, quando você tenta ir ao limite, pode acontecer esse tipo de coisa. É uma pena, mas temos um bom carro e estou otimista. Meu companheiro é o pole, mas não vou desistir hoje. Amanhã vou fazer meu melhor e conseguir o máximo possível”, concluiu.

Mas depois dos minutos perdidos para retirar o carro da pista, a Q3 prosseguiu, com Hamilton determinado a fazer a pole-position. Uma volta perfeita fez com que fosse na frente dos Ferrari, mas quem ficou com o segundo posto não foi Sebastian Vettel, mas sim Kimi Raikkonen, pois o alemão cometeu um ligeiro erro e ficou no terceiro posto, tendo a seu lado o Red Bull de Max Verstappen. O 1.21,164 do piloto inglês assustou toda a gente, pois colocou os Ferrari a mais de seis décimos de segundo.

Hamilton, no final, tentou desdramatizar a situação: "Eu posso garantir que não temos um modo de festa [para a qualificação]. Eu usei o mesmo modo do Q2 ao final do Q3. Não havia nenhum botão ou algum outro modo que eu tenha usado", disse.

Atrás, algumas das coisas que se disseram na pré-temporada acabaram por ser confirmadas. Os Haas de Kevin Magnussen e Romain Grosjean ficaram com a terceira fila da grelha, a melhor performance coletiva de sempre da equipa americana, na frente de Nico Hulkenberg e de um penalizado Daniel Ricciardo, enquanto que Carlos Sainz Jr completava as performances de uma Renault que pretende subir na geral de construtores, mas tem de estar atento à McLaren, que mesmo sem entrar na Q3, está bem melhor do que no ano passado. 

Contudo, com ou sem festa, Hamilton alcançou agora a sua 72ª pole-position da sua carreira, e parece que amanhã, na corrida, poderá ser um passeio para as Mercedes, e se calhar outro passeio para o "penta" do inglês, pensando mesmo o que a concorrência poderá fazer. Se isso se confirmar, parece que as faixas de campeão poderão ser já entregues...

Youtube Rally Movie: No caminho tinha umas vacas...

Alexey Lukyanuk lidera o rali dos Açores, apesar do assédio de Ricardo Moura e Bruno Magalhães, que não estão muito atrás dele. Contudo, ele não se livrou de um susto na sexta-feira, durante a passagem pela classificativa das Sete Cidades, quando teve de lidar com... vacas tresmalhadas.

O piloto russo teve tempo para dar umas risadas, mas poderia ter acabado pior... 

sexta-feira, 23 de março de 2018

ERC 2018 - Rali dos Açores (Dia 2)

O russo Alexey Lukyanuk lidera destacado o Rali dos Açores, prova inaugural do Europeu de Ralis. Concluídas nove especiais deste rali, o piloto do Ford Fiesta R5 tem um avanço de 21,8 segundos sobre Ricardo Moura, segundo e a estrear o seu Skoda Fabia R5. Bruno Magalhães fecha o pódio, algo distante da dupla Moura-Lukyanuk, mas tem atrás de si o eslovaco Martin Koci e o britânico Chris Ingram. Já Bernardo Sousa, no seu Citroen DS3 R5, é o sétimo da geral enquanto que Carlos Vieira era o português que fechava o "top ten" neste rali açoriano, no final deste segundo dia.

O dia começou com Ricardo Moura ao ataque, tentando aproximar-se de Alexey Lukyanuk. E na primeira passagem por Pico da Pedra, o local venceu o russo por 1,1 segundos e aproximou bastante do piloto da Ford. Bruno Magalhães foi terceiro, a 2,5 segundos de Moura e batendo o eslovaco Koci. Já Bernardo Sousa foi apenas nono, caindo para o sétimo posto da geral.

No troço seguinte, o de Feteiras, contudo, Moura sofreu um furo e perdeu 13,2 segundos para Lukyanuk, e nesse momento estava agora mais sozinho na liderança do rali, pois tinha uma vantagem de 14,8 segundos sobre o piloto açoriano. Bruno Magalhães foi o terceiro na especial, e como Martin Koci perdeu 14,1 segundos para Lukyanuk, o piloto do Skoda aproximava-se do terceiro posto da geral.

A seguir, os pilotos fizeram a primeira passagem pelo mítico troço das Sete Cidades, e aqui, Lukyanuk voltou a vencer - apesar de ele ter dito depois que tocou por duas vezes nas barreiras... - e alargou em mais seis segundos a sua vantagem para Moura. Bruno Magalhães foi o terceiro, cedendo 16,5 segundos, com o britânico Chris Ingram a ser o quarto e Martin Koci a perder algum tempo, tanto que o quarto posto da geral agora começava a ser ameaçado pelo Skoda de Magalhães...

Na parte da tarde, na segunda passagem por Pico da Pedra, Lukyanuk voltou a vencer, alargando a sua vantagem em mais 0,1 segundos sobre Bruno Magalhães e mais 0,2 sobre Ricardo Moura. Ingram foi o mais prejudicado, perdendo quatro segundos e caindo para o quinto posto da geral, atrás de Koci e Magalhães.

Contudo, foi o piloto português a reagir e na oitava especial, conseguiu ser o mais veloz, 0,9 segundos à frente de Ricardo Teodósio e 1,1 sobre Ricardo Moura. Lukyanuk foi 1,7 segundos mais lento, mas manteve a liderança, agora com 20,4 segundos de avanço sobre Moura, enquanto que Magalhães era agora terceiro, passando Koci, que nesta especial foi apenas sexto, cinco segundos mais lento do que o vencedor.

No final do dia, na segunda passagem por Sete Cidades, e com o nevoeiro a baixar no local, Bruno Magalhães conseguiu ser mais veloz, batendo Chris Ingram por cinco segundos e Alexey Lukyanuk por sete. Já Ricardo Moura foi o quarto, a 9,2 segundos, deixando Martin Koci a vinte.

Na geral, depois do trio Lukyanuk-Moura-Magalhães, Chris Ingram era agora o quarto, tendo passado Martin Koci nessa luta, e ambos estavam a menos de um minuto do líder. Frederk Ahlin era o sexto, a um minuto e 37 segundos, com Bernardo Sousa não muito longe, a um minuto e 54 segundos. Rhys Yates era o oitavo, a dois minutos e 29 segundos, e a fechar o "top ten" estavam o norueguês Frank Tore Larsen e o português Carlos Vieira, no seu Hyundai.

Amanhã termina o Rali dos Açores, com a realização das restantes seis especiais. 

Youtube Motorsport Video: O novo tema da Formula 1... com carros

Toda a gente já sabe qual vai ser a música da Formula 1. O novo tema tem os seus admiradores e detratores, mas ainda não se tinha visto videos desta mesma música com carros e pilotos à mistura. Já apareceram alguns, mas escolhi este de propósito porque tem comentários do próprio Brian Tyler.

Portanto, aqui vai, agora que a Formula 1 está de volta com mais uma nova temporada. 

Vende-se: BMW 507 de John Surtees

Este está a ser um bom ano para os leilões de clássicos. Depois de termos visto esta semana carros e fatos de Ayrton Senna, agora vamos ver um "daily driver". E não é um qualquer, é um BMW de luxo dos anos 50, que teve apenas um dono, mas não foi um mero dono qualquer. "Apenas" uma lenda do automobilismo e do motociclismo. Pois bem, este raro BMW 507 Coupé está à venda. A casa de leilões Bonhams vai leiloar este belo exemplar de 1957 que foi propriedade de John Surtees por mais de 50 anos. 

Tudo aconteceu em 1957, depois de ele ter conseguido o seu primeiro título mundial pela MV Agusta. O Conde Agusta queria dar uma recompensa ao seu piloto pela conquista do Mundial do ano anterior, e Surtees viu este carro em Hockenheim, guiado por Alexander von Falkenhausen. Apaixonado por ele, convenceu-o a adquirir o carro por três mil libras, uma fortuna na altura. Para além disso, ajudou a desenvolver pneus para a Dunlop e como recompensa, o carro têm travões de disco às quatro rodas.

Quando no final de 1962, ele foi para a Ferrari correr para eles, apareceu em Maranello ao volante do BMW, algo do qual Enzo Ferrari recompensou... com um desconto no seu salário!

Surtees, o único piloto que foi campeão nas duas e quatro rodas, e também foi construtor, usava este carro frequentemente até morrer, em março do ano passado.

O leilão vai acontecer a 13 de julho, em Goodwood, e sem reserva, a casa de leilões acha que poderá alcançar valores na ordem dos dois milhões de libras.

GP Memória - Malásia 2003

Duas semanas depois do começo de temporada na Austrália, máquinas e pilotos viajavam até Sepang para o GP da Malásia, onde se esperava que alguns dos pilotos que não se tinham dado bem na primeira corrida tentariam melhorar por aqui e tentar não escapar alguns dos seus candidatos ao título. Mas a grande novidade dessa corrida malaia foi ver que a Renault estava em enorme forma, e especialmente Fernando Alonso, que na sua segunda temporada na Formula 1, iria começar a bater recordes de precocidade.

Apesar de não ter passado o fim de semana na melhor das formas - estava doente - a pole ficou nas mãos do piloto das Astúrias, o primeiro da sua sua carreira, e batendo um recorde de precocidade que pertencia desde 1994 a Rubens Barrichello. A seu lado iria ter Jarno Trulli, seu companheiro de equipa, com Michael Schumacher e David Coulthard a partilhar a segunda fila. Rubens Barrichello era o quinto, no segundo Ferrari, seguido pelo Sauber de Nick Heidfeld, com Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya na quarta fila, lado a lado, e a fechar o "top ten" estavam o BAR de Jenson Button e o Toyota de Olivier Panis.

Os momentos que antecederam a largada foram confusos. Jacques Villeneuve e Cristiano da Matta tiveram problemas nos seus carros e tiveram de largar das boxes, enquanto que Giancarlo Ficichella estacionou o seu carro no lugar errado, acabando por ter problemas também no seu Jordan. Desses três, apenas o brasileiro da Toyota é que conseguiu largar para a corrida.

Na partida, os Renault mantiveram as posições, mas Schumacher tentou passar Trulli para ser segundo e não conseguiu, acabando por quebrar o seu nariz e arrastar-se até às boxes, enquanto que o italiano ia para a cauda do pelotão. Para piorar as coisas, Schumacher ainda teve de cumprir uma penalização, pois os comissários julgaram-o culpado pelo incidente. E ainda houve mais um acidente quando Antônio Pizzonia bateu na traseira de Juan Pablo Montoya, arrancando a sua asa traseira e perdendo duas voltas para o resto do pelotão. Iria ser apenas 12º, a três voltas do vencedor.

Com isto tudo, Coulthard era o segundo classificado no final da primeira volta, mas uma falha no seu sistema eletrónico fez com que a corrida acabasse na volta seguinte, para espanto de todos. Assim, o lugar era herdado pelo seu companheiro de equipa, Kimi Raikkonen, com Heidfeld e Barrichello atrás. Pouco depois, na décima volta, o brasileiro passou Heidfeld para ficar com o segundo posto.

Na volta 14, Alonso parou para reabastecer, deixando Raikkonen na liderança, e ele foi apenas cinco voltas depois, mas o suficiente para ficar com o lugar quando voltou à pista. Barrichello foi às boxes na volta 21, mas não conseguiu passar Alonso. Atrás, Trulli era sexto e apanhava Jenson Button, que estava na sua frente.

Na volta 35, começavam a segunda série de reabastecimentos, com Alonso a entrar em primeiro lugar, seguido por Barrichello, três voltas depois, e conseguindo ficar na frente do piloto da Renault, enquanto que Raikkonen, já muito longe, abasteceu na volta 40, sem ser incomodado na sua liderança.

No final, Raikkonen cortou a meta para subir ao lugar mais alto do pódio pela primeira vez na sua carreira, com Barrichello em segundo e Alonso em terceiro - também era o primeiro pódio do piloto espanhol. Ralf Schumacher foi o quarto, seguindo por Jarno Trulli, Michael Schumacher, Jenson Button e a fechar os pontos, Nick Heidfeld.

quinta-feira, 22 de março de 2018

ERC 2018 - Rali dos Açores (Dia 1)

Após a realização das três primeiras classificativas do Rali dos Açores, o russo Alexey Lukyanuk lidera a prova, com 2,7 segundos de vantagem sobre Ricardo Moura, que está a adaptar-se ao novo Skoda Fabia R5, num rali onde todos rodam não muito longe uns dos outros.

O rali começou com uma curta especial desenhada com um misto de asfalto e terra, tipo super especial. Ali, o vencedor foi o húngaro Dávid Botka, no seu Skoda Fabia R5, que bateu por 0,1 segundos o russo Alexey Lukyanuk (Ford Fiesta R5). O portugues Bruno Magalhães foi terceiro e melhor português a 0.6 segundos, na frente de Bernardo Sousa (Citroën DS3 R5), que entrou bastante bem no rali, pois esteve muito tempo parado.

Ricardo Moura, no seu Skoda Fabia R5, que foi mais cauteloso e perdeu 1,4 segundos para o campeão húngaro, sendo apenas sexto na especial. Já Carlos Vieira (Hyundai i20 R5), e atual campeão nacional, fechou o top 10 e foi o quarto melhor português.

A seguir, na primeira passagem por Vila Franca São Brás, Alexey Lukynauk seu o seu melhor, batendo Ricardo Moura por 1,3 segundos. Martin Koci foi o terceiro na frente o britânico Chris Ingram, que terminou o troço na frente de Bernardo Sousa e Bruno Magalhães.

No final do dia, na especial desenhada na pedreira do Grupo Marques, o melhor foi Frederik Ahlin, sueco com um Skoda Fabia R5, que bateu Lukyanuk por 0,9 segundos, enquanto que Moura foi o terceiro, a um segundo. 

No final deste primeiro dia, Lukyanuk tinha 2,7 segundos sobre Moura, com o eslovaco Koci a 3,8 segundos, e o quarto, Bruno Magalhães, já a 13,2. Bernardo Sousa era o quinto, a 14,6, na frente de Chris Ingram, a 15,0, enquanto que o sueco Ahlin era sétimo, a 15,3. A fechar o top tem estão o alemão Marjan Gribel (a 20,5), o norueguês Larsen (a 22,5) e o alemão Fabian Kreim, a 32,8.

Amanhã, o rali dos Açores comtinua com a realização de mais seis especiais.

ERC: O entusiasmo de Jean-Baptiste Ley

Para quem não sabe, Jean-Baptiste Ley é o Co-Coordenador do ERC, e também o responsável do Eurosport Events para o campeonato, o European Rally Championship, o Europeu de ralis, cuja prova de abertura vai acontecer neste fim de semana nos Açores. Nas vésperas do seu inicio, falou à Sportmotores.com sobre o rali e o campeonato, onde falou que é um excelente trampolim para o WRC, graças a competições como os sub-27, por exemplo.

"Não é o caso de como poderemos ser um trampolim para o WRC, o ERC é um trampolim para o WRC e um com muito sucesso!", começou por dizer. "Com o ERC Junior sub-27 e o ERC Junior sub-28 nós pusemos de pé uma estrutura clara que permite os pilotos de nível nacional percorrerem todo o caminho até ao WRC. É algo que muitas ADN (Autoridades Desportivas Nacionais) estão envolvidas", continuou.

"O programa de treinos ERC Junior Experience cobre um número de tópicos desenhados para equipar os pilotos com as habilidades necessárias para construírem carreiras no desporto. Pilotos como o Craig Breen, Jari Huttunen, Jan Kopecký, Esapekka Lappi e o Stéphane Lefebvre são todos produtos do ERC, enquanto o Kris Meeke, Andreas Mikkelsen, Thierry Neuville e Ott Tänak, todos eles, venceram eventos do ERC no início das suas carreiras”, concluiu.

Em relação ao próprio Rali dos Açores, Ley afirma que tem os cenários mais bonitos do Europeu, e elogia a sua organização.

"Espectacular é a palavra" começou por afirma Ley. "O Azores Airlines Rallye oferece muito mais que isso. Tem uma organização muito profissional e pro-activa por trás, e tem um grande senso do momento e vontade para que o evento seja um enorme sucesso."

O Azores Airlines Rallye de 2018 irá contar com quinze classificativas corridas essencialmente em pisos de terra, num total de 675,05 quilómetros, 207,44 dos quais disputados em troços cronometrados. 

Youtube Formula 1 Documentary: SuperSwede


Em setembro, passarão 40 anos sobre a morte de Ronnie Peterson. O "SuerSueco", um dos pilotos mais velozes e carismáticos os anos 70, pilotou entre 1970 e 78 por equipas como March, Lotus e Tyrrell, venceu por dez vezes, conquistou 14 pole-positions e conseguiu nove voltas mais rápidas, mais 26 pódios. E foi vice-campeão do mundo por duas vezes, em 1971 e 78, entrando no estrito clube dos pilotos que não conseguiram um titulo mundial, mas do qual o público acha que merecia, a par de Stirling Moss e Gilles Villeneuve.

Em 2017, estreou-se na Suecia "SuperSwede", um documentário sobre a vida e a carreira do piloto, bem como a sua relação com a sua mulher, Barbro Edwardson, e do qual tiveram um filha, nascida em 1975. E claro, sobre a sua popularidade num país que tinha os ABBA e os seus Volvo e SAAB eram considerados como os melhores do mundo.

Aqui está o filme, inteiro. Tentem ver antes que o tirem do ar, mas digo já que tem defeitos: não há legendas (apenas é em sueco com partes em inglês) e tem uns "glitches" que por vezes incomodam bastante quem está a ver o filme.

quarta-feira, 21 de março de 2018

A imagem do dia

Se estivesse vivo, Ayrton Senna faria 58 anos. E como já disse tudo o que tinha a dizer sobre ele ao longo de todos estes anos, a melhor maneira de o recordar é colocar uma imagem a fazer o que sabia fazer melhor: correr. E ainda por cima, este é um ano especial, porque faz 30 anos sobre o seu primeiro campeonato mundial, e também sobre o McLaren MP4/4, provavelmente um dos melhores chassis da história da Formula 1, mais uma criação do génio de Gordon Murray, e que teve como base o falhado projeto do Brabham BT55 "Skate".

E sobre ele, como vi-o correr, sei dizer que ele era bom no que fazia, mesmo com todos os seus defeitos. 

Meteo: vai chover em Melbourne!

O fim de semana de estreia da Formula 1, em Melbourne, vai ter um pouco de tudo. Até chuva. Segundo as previsões meteorológicas previstas neste fim de semana, apesar de temperaturas amenas, na casa dos 24 graus Celsius, os dias não vão ser iguais. 

Na sexta-feira, vai estar céu limpo e temperaturas a rondar os 29 graus à hora dos treinos livres, de adaptação ao circuito, mas as coisas serão bem diferentes no sábado, à hora da qualificação. Aí, as chances de chuva serão à volta de 90 por cento, numa temperatura a rondar os 24 graus, e também se ouvirão trovoadas.

No domingo, dia de corrida, os céus estarão um pouco mais claros, e as chances de chuva aerão próximas do zero, pois apenas choverá mais tarde no dia. Mas a ideia de ter uma grelha de partida toda baralhada na primeira prova do ano até será bem interessante... mas também a chance de termos uma qualificação a arrastar-se no tempo, como foi em Monza no ano passado, poderá ser uma realidade.

Veremos.

CNR: Vieira espera ter um bom resultado nos Açores

Carlos Vieira, o atual campeão nacional de Ralis, espera obter um bom resultado no Rali dos Açores, segunda prova do campeonato, e também a contar para o Europeu. O piloto da Hyundai Portugal - que não vai ter a companhia de Armindo Araújo neste rali - demonstra ambição, apesar da pouca experiência nas estradas da ilha de São Miguel. Contudo, ele afirma que o resultado dos últimos testes que efectuou lhe deram mais confiança nele mesmo e no seu carro, depois de um algo decepcionante sexto posto no Serras de Fafe.

“Testámos em Fafe, na segunda e na terça-feira da semana passada, e voltámos a testar ontem (segunda-feira), já em S. Miguel, com as especificações para o rali. Penso que conseguimos evoluir o Hyundai i20 R5, que já estava muito bem e que agora demonstra estar na plenitude, renovando a nossa confiança num bom resultado”, começa por dizer Carlos Vieira. 

“Estou muito satisfeito com o carro e motivado para o rali. Vou procurar o melhor resultado possível, mas tenho igualmente consciência de que enfrento uma concorrência de grande qualidade nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis. Pilotos com grande talento e com uma experiência e um conhecimento da prova muito superiores ao meu”, admite.

No entanto, isso não lhe é impeditivo de “procurar levar a pontuação máxima desta prova com tanta tradição no panorama internacional dos ralis e com troços dos mais bonitos que se podem encontrar em qualquer parte do mundo”, assegura.

O Azores Airlines Rallye 2018, que vai decorrer nos dias 22, 24 e 24 de março, conta com quinze classificativas corridas essencialmente em pisos de terra, num total de 675,05 quilómetros, 207,44 dos quais disputados contra o cronómetro. 

Youtube Motorsport Crash: O final louco desta corrida argentina


O video tem cerca de dez dias, mas só agora é que vi isto no site WTF1.co.uk. A corrida é o equivalente à Formula Renault e aconteceu no circuito de Rio Cuarto, na Argentina. (já agora, sabiam que este país têm cerca de 40 autódromos?)

A corrida teve duas voltas finais que foram bem alucinadas, com acidente uns atrás os outros, ao mesmo tempo que os pilotos não tinham qualquer intenção de levantar o pé, pois acima de tudo, queriam ganhar. Só que... enfim, vejam o video.