quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Youtube Lego Record: Um recordista à medida


Os meninos do Donut Media - mais concretamente, o pessoal da Wheelhouse - receberam um Lego Technic do Bugatti Chiron à escala 1/8 com o intuito de irem tão rapidamente quanto o modelo real... à escala. A ideia era alcançar 32,6 milhas por hora - 52,46 km/hora - e este video mostra se o alcançaram... ou não. Vale a pena ver.

WRC: Gus Greensmith de Ford em Portugal

A Ford anunciou hoje que o britânico Gus Greensmith correrá pela equipa na classe WRC2 Pro, ao lado do polaco Lukasz Pieniazek. Para além disso, estreará a bordo de um Fiesta WRC no Rali de Portugal, em maio, ao lado de Elfyn Evans e Teemu Suninen.

Estou muito orgulhoso por correr com a M-Sport Ford no WRC 2 Pro, e ainda mais orgulhoso por ter previsto fazer a minha estreia no WRC no terceiro WRC do Ford Fiesta da equipa no Rali de Portugal. A M-Sport Ford é composta por gente altamente motivada e é um privilégio aprender e trabalhar com eles", começou por dizer o piloto numa entrevista feita pela Autosport portuguesa.

"É onde eu queria estar e onde terei a melhor oportunidade, com o melhor programa para progredir como piloto em 2019. Também estou contente por ter Elliott [Edmondson, seu navegador] ao meu lado este ano e acredito que pode ser uma parceria de sucesso a longo prazo entre nós", continuou.

"É um sonho tornado realidade fazer a minha estreia no WRC [no rali de Portugal]. Estou muito grato à M-Sport por me ter dado esta oportunidade, e à minha família que me apoiou desde o início para que um dia pudesse mostrar o meu potencial”, concluiu.

Aos 22 anos de idade - nasceu a 26 de dezembro de 1996 - começou a correr nos ralis em 2014, acabando por ser campeão britânico junior, para depois começar a correr no Junior WRC Rally, a bordo de um Ford Fiesta R2T. No rali do México de 2018, alcançou os seus primeiros pontos ao terminar a prova na nona posição, tendo sido quarto classificado na geral do WRC2.

O regresso dos carros da A1GP

Lembram-se da A1GP, a competição entre nações que acabou após três temporadas? Houve uma certa altura em que a organização tinha pedido à Ferrari para que construísse vinte chassis a partir do vitorioso Ferrari F2004, no sentido de substituir os Cooper-Zytek que estiverem presentes no arranque da temporada, em 2005. Pois bem, depois do final da competição, em 2009, onde eles ficaram num armazém devido à falta de pagamento, eles foram comprados por um consórcio sul-africano, que os levou para lá com a ideia de construir uma série pan-africana de automobilismo, a Afrix GP.

Contudo, nada se soube sobre isto... até agora. A Autosport britânica anunciou que foram revelados os planos da Afrix GP, com ideias para começar em 2020-21, com os velhos chassis da A1GP, e com uma competição a acontecer um pouco por circuitos africanos. A organiação quer fazer em dezembro uma série de duas ou três corridas em Kyalami, antes da competição própriamente dita.

Alan Eve, o diretor comercial da Afrix, disse à Autosport britânica que o caminho até chegar ali foi longo e algo tortuoso.

"Foi um longo e difícil caminho para encontrar o capital operacional necessário para lançar a série", começou por dizer. 

"Agora temos o investidor certo em Izak Spies [cujo histórico é em engenharia química] e estamos sólidos para podemos dizer que teremos a primeira corrida no final deste ano. Kyalami é provavelmente [o circuito] onde começaremos em dezembro, mas o circuito de rua de Durban [que sediou as corridas da A1GP em 2006-08] faz questão de ter um evento e ainda tem todo o equipamento para disputar uma corrida", continuou.

O mesmo responsável refere que há conversações para receber provas um pouco pela África austral.

"Estamos conversando com o Botswana, por exemplo, e eles estão muito interessados em fazer algo connosco para o futuro, assim como a Cidade do Cabo", disse ele. "É provável que a maioria dos eventos ocorrerá em circuitos de rua", concluiu.

Os promotores pretendem também que esta seja uma competição que atraia o melhor talento africano, e avaliam também uma eventual "franchise" baseada em equipas nacionais, como foi a A1GP durante a sua existência.

Formula E: Felix da Costa atento à concorrência

A Formula E volta à ação neste fim de semana, quatro semanas depois da sua ronda inaugural, na Arábia Saudita, e António Félix da Costa pretende consolidar a sua liderança no campeonato, depois de ter vencido - e feito a pole-position - em paragens sauditas, batendo a forte concorrência da Techeetah.

Apesar desta vitória, e de ser um dos favoritos para o fim de semana marroquino, o piloto de Cascais mostra-se prudente e concentrado neste fim de semana, com o objetivo de obter um bom resultado para ele e para a sua equipa, a BMW Andretti. 

A vitória de Riade foi incrível sem dúvida, mas isso já lá vai e agora o foco é totalmente neste fim-de-semana. Trabalhámos muito em algumas áreas menos fortes do nosso carro, que sentimos necessárias para nos mantermos fortes na luta pelos lugares da frente. Ao contrário de Riade, Marraquexe é um circuito que todas as equipas conhecem, por isso penso que o equilíbrio será ainda maior. O nível das equipas e pilotos está muito alto, portanto nesta fase o importante não são as contas do campeonato, mas sim pensar corrida a corrida e trazer para casa o maior número de pontos, sempre com inteligência e sem cometer erros. É esse o foco!”, referiu.

A prova acontecerá ao longo deste sábado, com a qualificação a acontecer pelas onze da manhã, hora de Lisboa, e a corrida pelas 15 horas, ambas transmitidas pela Eurosport.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 3 (San Juan de Marconda - Arequipa)

A terceira etapa do Dakar foi péssima para as cores espanholas. Entre San Juan de Marconda e Arequipa, houve mudanças quer na liderança das motos, quer na liderança dos carros. Nasser Al Attiyah voltou à liderança e Carlos Sainz perdeu várias horas no rali, depois de problemas no seu Mini.  

Outros que também ficaram parados devido a problemas mecânicos foram o sul-africano Giniel de Villers, que teve problemas no seu Toyota, e Sebastien Loeb, que teve problemas para passar nas duas a bordo do seu Peugeot. No final do dia, Stephane Peterhansel foi o vencedor, três minutos e 26 segundos na frente de Nasser Al Attiyah. Desta forma, a classificação geral levou uma grande volta, agora com Al-Attiyah a reassumir a liderança da prova, com seis minutos e 48 segundos de avanço para o Mini do saudita Yazeed Al-Rahji. Stephane Peterhansel é terceiro, a sete minutos e três minutos de distância do primeiro.

Nani Roma foi quarto na etapa, perdendo 18 minutos para Attiyah e uma posição na geral, caindo para o quarto posto. Já Sebastien Loeb perdeu 42 minutos e 55 segundos para o seu compatriota da Mini, caindo do quinto para o oitavo lugar.

Nas motos, foi outro dia de loucos: Barreda Bort desistiu, Matthias Walkner atrasou-se, tal como Ricky Brabec. O grande vencedor foi Xavier de Soultrait. O piloto francês realizou uma jornada sem sobressaltos ao nível da navegação e colheu os frutos disso mesmo ao ser o mais rápido, oferecendo assim a primeira vitória neste Dakar à Yamaha. Pablo Quintanilla foi segundo, a meros 15 segundos, e ele é o novo líder da categoria.

"Estou muito desapontado. Eu comecei muito bem, sentindo forte, atacando e alcançando os pilotos à minha frente. Eu cheguei em um pico onde estava realmente nublado. Não houve visibilidade e eu [acabei por] descer. Estava muito escorregadio, era impossível para mim voltar [a subir], procurei uma solução no fundo, mas não encontrei nenhuma, não havia saída", contou Barreda, depois de ser evacuado de helicóptero.

Quanto a Paulo Gonçalves, fez uma boa operação, limpinha sem problemas, tendo conseguido ficar no sexto lugar na etapa e assim subir á nona posição da geral. A sua abordagem cautelosa parece estar a dar dividendos, num percurso onde, de um momento para o outro, se pode perder tudo o que se ganhou nos dias anteriores.

Na geral das motos, o piloto chileno lidera com 11 minutos e 23 segundos de avanço sobre Kevin Benavides, que agora é o cabeça de série da Honda. O britânico Sam Sunderland, no seu KTM, é terceiro da geral, a doze minutos e doze segundos do primeiro posto.

Amanhã, o Dakar vai de Arequipa até Monegua, no total de 405 quilómetros, 106 dos quais são cronometrados.

Youtube Rally: Loeb vs Ogier... mas em paródia

A temporada de 2019 vai ser interessante porque iremos ver o regresso de Sebastien Ogier à Citroen e Sebastien Loeb num carro que não um da marca do "double chevron" em... 22 anos. Apesar de ser apenas seis provas, certamente muitos irão olhar para ambos os pilotos com interesse.

Contudo, o pessoal do "Passats del Canto" levou a coisa um pouco mais além, juntando já as duas máquinas para ver como eles se comportarão na estrada. Mas os carros que estão ali não são ainda o C3 WRC e o i20 WRC... 

Youtube Rally Testing: Kris Meeke no Toyota, Monte Carlo 2019

Ano Novo, mas os testes continuam para o Rali de Monte Carlo, que vai acontecer dentro de pouco mais de duas semanas. Hoje trago para aqui o teste de Kris Meeke, que se adapta ao Toyota Yaris WRC para  nova temporada, nas estradas francesas à volta de Monte Carlo.

Youtube F1 Classic Modern: GP Japão 1976

Mais um belo video onde os clássicos da Formula 1 ficam com os gráficos modernos. E desta vez é o GP do Japão de 1976, aquela corrida onde James Hunt acabou com os pontos suficientes para ser campeão, depois de ver Niki Lauda se retirar voluntariamente no final da primeira volta.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Dia 2 (Pisco-San Juan de Marconda)

A segunda etapa do Dakar, entre Pisco e San Juan de Marconda, mostrou um Sebastien Loeb em recuperação, acabando por vencer a etapa, depois de um duelo com Bernhard ter Brinke e Nani Roma. O italiano acabou por ser o segundo na etapa, perdendo oito segundos para o piloto francês. ten Binke foi o terceiro, a um minuto e vinte segundos do primeiro.

Giniel de Villers foi o quarto e o melhor dos Toyota, já que Nasser Al Attiyah perdeu tempo e foi apenas 11º, a sete minutos e 37 segundos de Loeb. Stéphane Peterhansel ficou ainda pior, terminando  apenas em 17º e perdeu 15 minutos e nove segundos para o francês.

Na geral, o novo líder é Giniel de Villers, no seu Toyota, que têm uma vantagem de 28 segundos sobre ten Brinke, enquanto o terceiro é agora Nani Roma, a 42 segundos do sul-africano da Toyota. Sebastien Loeb é agora o quinto da geral, enquanto Nasser al Attiyah caiu para a oitava posição.

Nas motos, foi um duelo entre Ricky Brabec e Matthias Walkner, com o resultado a ser favorável ao piloto austríaco. No final, foram 22 os segundos que separaram ambos os pilotos. Barreda Bort foi o terceiro na especial, pagando o preço por ter aberto a especial, cedendo um minuto e 41 segundos para o vencedor. Continua a liderar, mas agora a diferença é de um minuto e 31 segundos para Walkner.

Paulo Gonçalves foi o melhor dos portugueses, sendo 11º, a 14 minutos e 12 segundos, e mantendo a mesma posição na geral.

Amanhã, o Daka ligará San Juan de Marconda e Arequipa, num total de 467 quilómetros, 331 dos quais em especial cronometrada. 

O que esperar do novo homem-forte da Ferrari?

Maurizio Arrivabene sai, Mattia Binotto entra. Aconteceu no inicio do ano, o que é um tempo critico para a planificação da próxima temporada. Com a Scuderia a não conseguir qualquer título desde 2007, para os Construtores, e com duas tentativas sérias de quebrar a hegemonia da Mercedes nas duas últimas temporadas, acabando ambas mal, a estrutura tinha de ser revista para ver se da próxima vez quebram o domínio da Mercedes. 

A diferença de ambos é grande. Arrivabene era um administrativo, tendo vindo do marketing - trabalhou na Philipp Morris (Marlboro) por muitos anos - e agora Binotto é um engenheiro. Mas um engenheiro competente, pois foi graças a ele que os motores da Scuderia começaram a ser competitivos, vencendo corridas, mas faltando chegar ao título. Contudo, boa parte desses "quases" pouco ou nada teve a ter com a sua área, logo, é o menos culpado.

Mas também temos de colocar isto no lado politico. A Ferrari - e o grupo FCA no geral - está em transição desde o verão passado, com a morte de Sergio Marchionne. John Elkann, o novo presidente do Grupo, e da Ferrari em particular, teve de mexer em algumas coisas para consolidar o seu poder, e isso, segundo contam alguns "insiders", faz com que a equipa pagasse o preço, pois a falta de desenvolvimento - e os erros dos pilotos - não impediram que a Mercedes e Lewis Hamilton voltassem a vencer no campeonato, quase fazendo pensar que a Formula 1 seria a coutada dos "Flechas de Prata". E claro, também que o seu piloto principal, Sebastian Vettel, fosse contestado a ponto de muitos estarem agora a torcer que o seu novo companheiro de equipa, o monegasco Charles Leclerc, o coma de cebolada.

Na realidade, a escolha de Leclerc também teve a ver com politicas internas. Na segunda metade do ano, parte da estrutura dirigente até queria manter Kimi Raikkonen por mais uma temporada. Isso era algo do qual Marchionne até estava interessado, mas Elkann, para além de ser bom amigo do finlandês, deixou que o profissionalismo falasse mais alto, e escolheu o monegasco, porque ele vinha da "cantera" da marca, e eles também queriam mostrar serviço.

Contudo, ao ler o artigo que o Jonathan Noble escreveu hoje na Autosport britânica, Binotto pode ser uma mais valia na Ferrari. Um excelente técnico, muitos consideraram que ele poderá dar à Scuderia a visão estratégica que não teve nas últimas temporadas, principalmente na parte critica, quando tinha de fazer a movimentação necessária para bater a Mercedes. Claro, muitos viram isso, mas apontaram para o lado errado, dizendo que Vettel ou Raikkonen, os pilotos - e os que dão a cara - como sendo culpados. E depois, passa a ideia de que a Scuderia é um local onde se queimam carreiras, como foi com Fernando Alonso, por exemplo.

Binotto é um excelente técnico, e conhece os cantos à casa. Está na Scuderia desde 1995 - é uma vida, digamos assim - e mostrou serviço. E as suas ideias poderão ser bem úteis para que eles dêem o pulo que andam tão necessitados desde os tempos de Ross Brawn, Jean Todt e claro, Michael Schumacher. Doze anos começa a ser muito tempo, e o pessoal já começa a não ter paciência. E pode ser que Sebastian Vettel alcance o tão sonhado penta e bata Lewis Hamilton. Mas resta saber se por fim, vão dar um conjunto de sonho para os pilotos guiarem.  

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Dia 1 (Lima-Pisco)

O Dakar começou hoje, com a ligação entre Lima e Pisco. Apesar de te apenas 84 km cronometrados, foi mais que suficiente para criar diferenças significativas. Nasser Al Attiyah foi o vencedor no seu Toyota, deixando o segundo classificado, Carlos Sainz, no seu Mini da X-Raid, a quase dois minutos.
O piloto do Qatar não deu a mais pequena hipótese aos seus adversários e tornou-se no primeiro líder deste rali.

O polaco Jakub Przygonski, noutro Mini 4X4, perdeu apenas um segundo para o espanhol, deixando atrás de si noutra Toyota Hilux, o russo Valdimir Vasilyev.

Yazeed Al Rajhi, noutro Mini 4x4, acabou em quinto, seguido pelo sul-africano Giniel de Villers. Stephane Peterhansel foi cauteloso e acabou a etapa no sétimo posto, perdendo quase três minutos.

Quem ficou muito mal hoje foi Sebastien Loeb, que perdeu mais de seis minutos nas areias de Pisco no seu Peugeot 3008 DKR.

Nas motos, Joan Barreda Bort foi o melhor, no seu Honda CRF 450 Rally. O piloto espanhol, como já é seu hábito, entrou com tudo em prova e foi sempre o mais veloz, batendo Pablo Quintanilla por um minuto e 34 segundos. Outro piloto Honda, Ricky Brabec, foi o terceiro, seguido pelo Yamaha de Adrian van Beveren

Paulo Gonçalves foi o melhor representante da nação lusa ao ser o 11º na etapa inicial deste Dakar. O homem da Honda começou a prova de forma cautelosa e foi seis minutos e 41 segundos mais lento do que o colega Joan Barreda Bort.

Foi a corrida possível, fiz uma corrida tranquila, não tive dores. Fui de forma bastante cautelosa, e estou contente por ter terminado este dia. Amanhã vamos ter uma etapa bastante maior em termos de quilómetros e vou ver como é que me vou sentindo, irei tentar melhorar o ritmo ao longo da corrida. O importante é terminar dia após dia e ir melhorando”, cdisse o piloto português, no final da etapa.

Amanhã, o Dakar continua nas areias peruanas, na etapa entre Pisco e San Juan de Marcona, no total de 342 quilómetros, 211 dos quais em etapa cronometrada.

Formula E: Futuro da corrida de Hong Kong em díúvida

Se as corridas da Formula E na Ásia até estão a ser populares, com a noticia de uma prova em Seul a partir do ano que vêm, noutros locais, a presença dessa competição poderá estar em dúvida. A organização está a negociar com os promotores do ePrémio de Hong Kong o prolongamento do contrato que acaba nesta temporada, mas estas negociações parecem não estar a correr como previsto, devido à viabilidade do negócio.

"Nosso promotor local na China, que é Enova, agora propriedade da Yungfeng, decide onde as corridas acontecem dentro de certos parâmetros no território chinês", começou por dizer o presidente da Fórmula E, Alejandro Agag, ao e-racing365.

"Temos Sanya nesta temporada e também estamos procurando outra corrida no continente. Eles [Enova] gostam de Hong Kong e nós também gostamos, mas é muito caro estar lá. Então, há outras opções e também chances de ficar em Hong Kong. Estamos no meio das discussões, então é muito cedo para dizer.", concluiu o promotor.

A Enova recebeu um investimento significativo da Yungfeng Capital em dezembro de 2017 e continua a ser o promotor regional e parceiro da Fórmula E na Ásia. Quanto à prova em si, este ano terá menos uma bancada, cortando em seis mil os lugares disponíveis. Contudo, a organização espera que estes estejam cheios no fim de semana da corrida. 

O ePrémio de Hong Kong, que é realizado desde 2016, vai acontecer a 10 de março, duas semanas antes da caravana da Formula E viajar para a estância balnear de Sanya, a 23 de março, estrando-se nas ruas da urbe chinesa.

Arrivabene sai da Ferrari, Binotto é o substituto

Maurizio Arrivabene está prestes ser substituído por Mattia Binotto no cargo de diretor desportivo.  A noticia foi avançada esta manhã pelo jornal Gazetta dello Sport, e a Scuderia poderá confirmar nas próximas horas. 

Segundo conta a reportagem do periódico italiano, a substituição tem a ver não só com os resultados que a marca teve na temporada anterior, para além dos erros de estratégia por parte de Arrivabene, como também tem a ver com a transição no grupo FCA, onde John Elkann está a liderar, depois da morte de Sergio Marchionne, no verão passado. Elkann era fã de Binotto, apesar de Arrivabene estar bem relacionado com Marchionne, e isso fez com que Binotto pensasse seriamente em abandonar a Scuderia, provavelmente rumo a um dos seus rivais, a Marcedes. Contudo, conseguiram segurá-lo, provavelmente com a garantia de que iria ficar com o lugar de Arrivabene num futuro próximo.

Para piorar as coisas para o lado de Arrivabene, este tinha dito que a razão do insucesso se devia maioritariamente à falta de progresso no desenvolvimento do carro, algo que deixou os engenheiros desagradados com essas chamadas de atenção.

Binotto começou a sua carreira na Ferrari em 1995, sendo primeiro engenheiro de motores na equipa de testes, passando à equipa de corridas, dois anos mais tarde. Depois de ter assumido o papel de engenheiro de pista, subiu a director do departamento de motores e do KERS em 2009. Passou a diretor técnico em 2016, substituindo James Allison, e foi graças a ele que a Scuderia subiu de forma nas duas últimas temporadas, ajudando Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen a lutar pelo título contra os Flechas de Prata, sem resultados, contudo.

Caso seja Binotto a ficar com o lugar de Arrivabene, há dois candidatos à sua sucessão, ambos italianos: Enrico Cardile, chefe do departamento de aerodinâmica, e Corrado Iotti, responsável máximo pelo departamento de motores.

Quanto a Arrivabene, de 61 anos, está na Ferrari desde 2014, em substituição de Marco Mattiacci, e foi apontado depois de ter estado quase vinte anos na Phillip Morris, primeiro no departamento de marketing, ascendendo ao posto de vice-presidente encarregado do marketing e consumo, e através da Marlboro, esteve sentado desde 2010 na Comissão da Formula 1, como representante dos patrocinadores.

domingo, 6 de janeiro de 2019

Niki Lauda volta a ser internado

Niki Lauda voltou a ser internado em Viena. O ex-piloto e um dos diretores da Mercedes teve uma recaída na recuperação à operação para substituir um dos seus pulmões, na sua casa de Ibiza, e está de volta ao AKH Wien, internado nos Cuidados Intensivos, devido a uma nova gripe. Nada se sabe ainda se isso também poderá fazer com que o corpo tenha começado a rejeitar o órgão transplantado no passado mês de agosto.

Recorde-se que o ex-piloto, tri-campeão do mundo em 1975,77 e 84, a atualmente com 69 anos, sofreu um colapso num dos pulmões no passado mês de agosto, enquanto passava férias em Ibiza, e que levou a uma operação de urgência para substituir um dos seus pulmões. Os médicos disseram na altura que isso nada teve a ver com as lesões que sofreu em 1976, no GP da Alemanha desse ano.

Lauda acabou por sair em meados de setembro do hospital e esteve até agora em casa, quer na Áustria, quer no seu retiro em Ibiza, a recuperar da cirurgia. Pretendia recuperar o suficiente para poder voltar ao paddock em Abu Dhabi, a última corrida do ano, mas os médicos pediram para que ficasse um pouco mais de tempo, para poder estar em forma na temporada que aí vêm.

Dakar: Loeb deseja ganhar a prova

Sebastien Loeb vai ter um janeiro muito cheio. Antes de se estrear pela Hyundai no Rali de Monte Carlo, ainda vai ao Dakar, onde a bordo de um Peugeot 3008 DKR, vai tentar algo que ainda não conseguiu: vencer a mítica prova de todo-o-terreno, prova essa onde desistiu em 2018, após a quinta etapa.

Apesar da marca francesa ter anunciado a sua retirada da competição, a nível oficial, os carros estarão presentes para tentar a sua sorte contra a Mini e a Toyota, e o piloto francês quer aproveitar a ocasião.

Participar neste Dakar 2019 com o Daniel é um desafio fantástico. Estou pronto para a aventura, como estive nas minhas três participações no WRC deste ano. Agora, estou com uma equipa privada. Levando em consideração as mudanças de regras, não pude pilotar o 3008 deste ano pelo que estaremos com a versão de 2017, que terá um motor com algumas das alterações de 2018", começou por dizer.

"Obviamente, há muitos carros novos a correr contra nós e por isso não fazemos ideia de se seremos competitivos. Várias equipas terão hipóteses de vencer e espero que sejamos uma delas. Gosto das dunas. Provavelmente estaremos menos preparados do que os nossos rivais, mas não esqueci tudo o que aprendi nos últimos três anos. Ainda tenho fome de sucessos!”, concluiu.

O Dakar começa mais logo, nas areias peruanas de Arequipa.