domingo, 12 de outubro de 2008

A capa do Autosport desta semana

Esta semana, a Formula 1 é rei, com o GP do Japão. E com as asneiradas de Lewis Hamilton e Felipe Massa, quem ganha com isto tudo é Fernando Alonso, que venceu pela segunda vez consecutiva neste campeonato. E numa altura em que os mercados financeiros andam na mó de baixo, o título é apropriado: "Alonso escapa à crise".

Armando Parente sobe ao pódio na Alemanha

O português Armando Parente manteve a liderança da Formula ADAC Masters, ao ser terceira calssificado em ambas as corridas do fim de semana, apesar de ter perdido algum do avanço, pois o seu maior rival, Nico Monien, ganhou as duas corridas deste fim de semana, que teve lugar no circuito de Oberschleben.

Na primeira corrida em Oschersleben, Parente arrancou do segundo lugar da grelha, onde ficou lá até à penultima volta da corrida. Contudo, um erro da organização, que avisou erroneamente que faltava uma volta para o fim, quando na realidade faltavam duas, fez com que caisse para o terceiro lugar, ultrapassado por Marco Sorenson.


No final da primeira corrida, o semblante de Armando Parente não disfarçava alguma frustração. “Efectuei um bom arranque desde o segundo lugar da grelha de partida, mas não quis arriscar a ultrapassagem para chegar à liderança. Nas primeiras voltas rodei praticamente isolado, mas com o prematuro desgaste dos pneus, nas derradeiras voltas fui bastante pressionado pelo terceiro classificado. Uma pressão que, em circunstâncias normais, conseguiria aguentar, não fosse o facto da organização ter dado a informação de que faltava uma volta para o término da corrida quando, na realidade, faltavam duas para isso acontecer. É que só fui ultrapassado quando desacelerei na passagem pela linha de meta e quando me apercebi que afinal ainda faltava mais uma volta, já nada podia fazer para recuperar a posição”.


Na segunda corrida, ocorrida esta manhã, Parente partia da "pole-position", algo que conquistava pela primeira vez este ano. Contudo, um problema de motor nas voltas iniciais fez com que caísse para terceiro, sempre pressionado pelo quarto classificado até ao fim. No final, Sörenson venceu e Monien foi segundo, pelo que Armando Parente vai ter de lutar pela vitória a fim de garantir o título da Fórmula Masters na última jornada, nos dias 25 e 26 de Outubro, no circuito de Hockenheim.


“Por ser o meu primeiro ano de monolugares, por não ter feito os testes de pré-época e por se tratar de um campeonato tão competitivo, nunca imaginei poder ser campeão. Honestamente, parto confiante para a derradeira jornada, até porque Hockenheim é um traçado muito técnico que me agrada bastante. Mas vamos a ver como as coisas correm”, afirmou o piloto, que depende de si mesmo para alcançar o céptro máximo.

Formula 1 - Ronda 16, Japão (Revista da Blogosfera)

A duas provas do fim, e com a disputa pelos pontos ao rubro, resta saber como foi vista na Blogosfera este Grande Prémio do Japão, que quase todos a vimos madrugada adentro. Hamilton, Raikonnen, Massa, as manobras erradas, as penalizações dos comissários de pista, e a segunda vitória consecutiva do Alonso e o regresso da Renault à ribalta, foram vistos na Blogosfera da seguinte forma:

"Você não consegue vencer uma corrida na primeira curva - mas certamente pode perdê-la.

Ron Dennis, Norbert Haug, creio que até Felipe Massa já esperavam uma corrida cerebral de Lewis Hamilton. Sete pontos de vantagem em três corridas, basta uma boa administração: as batalhas deixam de importar, conquistar a guerra é o objetivo. Mas como bem disse Flávio Gomes, Hamilton no início da prova "parecia um etíope famélico diante de um frango assado com farofa".

Tudo poderia ter acabado na primeira curva, se Raikkonen decidisse não ceder espaço para o piloto da McLaren. Ou se Kovalainen não tivesse captado a manobra otimista do seu companheiro. Não se faz este tipo de aposta nestas circunstâncias. E foi punido injustamente por excesso de arrojo. Creio que a FIA ficou traumatizada com os campeonatos de 89, 90, 94 e 97; e quer evitar estas situações punindo exemplarmente.

Massa, por outro lado, está com a corda do campeonato no pescoço desde Cingapura. Para ele é tudo ou nada até o último metro da última corrida, em Interlagos. Quando Felipe perdeu o ponto de freada e espalhou no "S" do miolo japonês, permitindo a ultrapassagem de Hamilton, já era de se esperar uma tentativa desesperada de recuperação do brasileiro. A situação dele no campeonato permite isso, ao contrário do inglês.

A tentativa de recuperação de Felipe foi muito infeliz. Era uma ultrapassagem impossível, a não ser que Hamilton cedesse um espaço de cerca de meio metro. Não aconteceu. Creio que o piloto da McLaren nem tenha visto a Ferrari vindo pela grama e zebra. Dali em diante todos sabem o que houve. Nos meus critérios, a punição à Ferrari número 2 foi justa. De qualquer forma, mesmo que Lewis não fosse punido, a corrida dele já tinha ido por água abaixo, e terminaria sem pontos com ou sem "drive-through".

Até poderia gastar algumas linhas aqui, discorrendo sobre como Hamilton perde o foco sob pressão, tornando-se agressivo em excesso e perdendo a frieza que é necessária a um campeão. Mas a conclusão que cheguei é, Lewis lembra muito o Ayrton, não tem jeito. A vontade de vencer todas as batalhas predomina no instinto esportivo dos dois, e somente a experiência fará o inglês tornar-se mais estratégico e menos imediatista.

E agora? Com a punição a Bourdais pelo toque com Massa, a diferença entre os dois ponteiros é de apenas cinco pontos. As últimas duas corridas, China e Brasil, teoricamente são favoráveis ao projeto do F-2008. Felipe precisa continuar no "tudo ou nada", e dependerá de um terceiro lugar de Hamilton para conquistar o caneco.Graças ao GP do Japão, o primeiro piloto da McLaren perdeu o direito de fazer corridas tranqüilas. Agora, deve correr para vencer, pois está em desvantagem técnica na pista. O final do campeonato promete emoções intensas..."

Juliano "Kowalski" Barata, Blog do Mulsanne

Alguém na FIA deve ter pensado após a segunda volta do Grande Prêmio do Japão. "Se punirmos só o Massa nessa altura do campeonato, vai dar uma confusão danada, pois vão pensar que protegemos o Hamilton. Mas temos que punir Massa! Então temos que inventar alguma coisa e punir o Hamilton também". Esse momento filosófico teórico deve ter tomada conta da Torre de Controle de Fuji neste domingo e isso pode definir o campeonato de 2008. Numa comparação ao Campeonato Brasileiro de 2005, quando o Corinthians foi campeão por manobras extra-campo, Felipe Massa pode ficar marcado por ter vencido o Campeonato desse ano por manobras extra-pista. A sigla FIA é conhecida na Inglaterra como "Ferrari Inconditional Aid" (Ajuda Incondicional a Ferrari) e deverá ser assim que a imprensa britânica baterá na Federação nesta segunda, mas quem vibrará será a imprensa espanhola com a segunda vitória seguida de Fernando Alonso e a demonstração de que a Renault está numa fase aguda e poderá incomodar em 2009, com Alonso cada vez mais forte.

(...)

É uma coisa difícil de se aceitar! "Carreras son carreras". E toda corrida tem seus riscos e uma ultrapassagem é uma manobra de risco. Podem criticar Hamilton pelo excesso de agressividade, o mesmo excesso que o fez perder o título de 2007, mas o inglês tinha que ficar atrás de Kimi na largada? E se ele batesse na traseira do finlandês? Hipótese, hipóteses... Mas o que me deixa mais triste é ver um ótimo campeonato, com várias corridas boas, como a de hoje, sendo estragado por manobras acontecendo não na pista, mas nas frias salas de controle de corrida.

(...)

O campeonato permanece apertado e recheado de erros pelos seus protagonistas. Num campeonato em quem errar menos será campeão, Hamilton e Massa já tem vários pontos nas suas respectivas carteiras e isso deu chances a pilotos como Alonso e Kubica brilharem. O final do campeonato será nervoso, como foi a corrida de hoje, mas só espero que o "Race Control" apareça menos vezes daqui para frente.

João Carlos Viana, jcspeedway

Que Hamilton e Massa foram estúpidos, não há dúvida. O primeiro, por querer decidir a corrida nos primeiros metros – sequer nas primeiras voltas. O segundo, por acreditar que sairia impune de uma batida mais do que evitável.

Por mais que as punições não tenham sido proporcionais aos danos, ambos os protagonistas do campeonato se tornaram meros coadjuvantes em cena. Brigando pelas migalhas do fim do pelotão, deixaram o caminho livre para o “The Alonso and Kubica Show”, mais divertido e emocionante, na medida do possível, que a batalha pelo campeonato – e provido, talvez, de melhores pilotos.

Mas a vitória de Alonso, as batidas, a largada controvertida, tudo é explicável na corrida, menos a punição a Bourdais por um toque entre ele e Massa no fim da reta. Em primeiro lugar, porque era uma disputa de posição, porque não houve conseqüência para o andamento da prova, porque não houve mudança brusca de trajetória, nem saídas propositais de pista. Mudança de trajetória e corte proposital do traçado, aliás, que foram óbvios no choque entre Massa e Hamilton. A Fórmula 1 entra, enfim, na era do Grande Irmão.


Pois é, caro leitor, ontem fui dormir com essa pergunta martelando a cabeça. Sim, também acho que o inglês poderia ter tido mais cautela, já que está liderando o campeonato e, na largada, tinha Massa atrás dele ainda. Entre os torcedores, sempre vai existir a discussão, se o cara é agressivo demais, ou faz bobagens demais, mas a FIA punir um piloto pela sua agressividade é no mínimo ridículo.
Aliás, por que diabos Hamilton foi punido hoje? Por ter “obrigado” os demais pilotos a saírem da pista? Uau. Acho que os comissários da FIA se esqueceram que são responsáveis por uma categoria chamada “corrida de carros” e não “balé aquático”. Sim, porque, só isso pode explicar uma punição a um piloto que apenas fez uma tentativa de ultrapassagem na primeira volta, sem se tocar em ninguém. No caso da punição a Felipe Massa, vá lá, o brasileiro tocou em Hamilton, mas também acho que o inglês deixou pouco espaço para o brasileiro contornar a curva e ele acabou passando na grama (ah, a maravilhosa grama), perdeu o controle do carro e acertou a McLaren. No mínimo, os dois foram agressivos e, na minha opinião, não caberia punição, por ser um toque de corrida. E o que dizer da punição a Sebastien Bourdais? Ah, melhor não dizer nada.
O fato é que, se continuarmos desse jeito, caminhamos a passos largos para vermos corridas em fila indiana no ano que vem. Porque qualquer manobra de ultrapassagem será questionada. É realmente uma pena que, além das questões técnicas e mercadológicas (que já discutimos várias vezes), que impedem os pilotos de realizarem manobras ousadas, os comissários resolveram entrar em ação. Vão todos plantar batatas...

Bruno Aleixo, Grid GP


E a FIA viu em Sebastien Bourdais um culpado pelo acidente com Felipe Massa, tirando-lhe 25 segundos do tempo final, dando ao brasileiro mais uma posição ao final da corrida. Assim, Felipe marcou dois pontos, diminuindo a diferença para Lewis Hamilton para cinco pontos.

Mais do que a interferência artificial na pontuação do campeonato, a medida me preocupa pelo excesso de rigor dos comissários. Agora, nenhum piloto pode disputar posição, pois qulquer incidente será punido com a destruição de sua corrida. A FIA deseja uma Fórmula 1 mais competitiva ou desejam transformá-la em voleibol, sem contato físico?

É fato que é necessário coibir excessos, em nome da segurança e da esportividade, mas daí a adotar uma postura de tolerância zero vai uma grande diferença. Dos três incidentes avaliados e cujos pilotos foram punidos na corrida, o único realmente "punível", digamos assim, foi o de Felipe Massa com Lewis Hamilton, uma manobra um tanto otimista do brasileiro que, mesmo com o carro totalmente fora do traçado, empurrou o adversário e o fez rodar. E, ainda assim, um tipo de incidente que não era punido até há alguns anos.

Não quero ver nenhum piloto ferido nem um título decidido em acidentes e movimentos de pouca esportividade. Mas também não gostaria de ver um campeão do tapetão. Será que é pedir muito?

Ivan Capelli, Blog do Capelli

Noticias: Bourdais penalizado em 25 segundos

Como seria de esperar, o francês Sebastian Bourdais foi penalizado em 25 segundos, depois daquele toque em Felipe Massa à saída das boxes. O Colégio de Comissários Desportivos chegou à conclusão que o toque do francês, que ocorreu depois do segundo reabastecimento de piloto da Toro Rosso, era merecedora uma penalização.


Sendo assim, Bourdais passa de sexto para décimo, e Felipe Massa ganha um lugar, classificando-se na sétima posição final, ganhando um ponto a Lewis Hamilton. O Red Bull de Mark Webber fica com o último lugar pontuável.


Para finalizar: Felipe Massa tem que agradecer aos Comissários Desportivos, pois foi graças a eles que se mantêm na luta pelo título. Sem estes sete pontos ganhos na secretaria, não sei se o título já estaria atribuido...

WRC - Rali da Corsega (Final)

E Sebastien Löeb fez o que devia: geriu a enorme vantagem que tem, levou o seu Citroen C4 WRC ao fim, e ganhou o Rali da Corsega, ficando perigosamente perto de um quinto título mundial consecutivo.




Se Löeb dependeu de si próprio para ganhar, já o segundo classificado, Mikko Hirvonen, beneficiou das "ajudas" de Francois Duval e Jari-Mari Latvala para subir ao segundo posto, pois ambos os pilotos penalizaram à entrada da última classificativa. Com este resultado, Hirvonen vê assim um pouco atenuadas as perdas no Mundial de Pilotos, se bem que no final pouca diferença deverá fazer. A não ser que surja alguma daquelas surpresas em que as corridas de automóveis são pródigas (não, aqui não há comissários!)


Sebastien Löeb está agora mais perto do seu quinto título consecutivo no WRC, pois a duas provas do final da competição, tem 14 pontos de avanço para Mikko Hirvonen. Esta vitória na Córsega é a décima da época para o piloto francês de 34 anos, que venceu 14 (!) das 16 especiais da prova.
Classificação final do Rali da Corsega:

1º - Sebastien Löeb (FRA) Citroen C4 WRC 3h42:58.02.
2º - Mikko Hirvonen (FIN) Ford Focus WRC + 3:24.7.
3º - Francois Duval (BEL) Ford Focus WRC + 3:31.6
4º - Jari-Matti Latvala (FIN) Stobart-Ford Focus WRC + 3:37.5
5º - Petter Solberg (NOR) Subaru Impreza + 5:35.4
6º - Chris Atkinson (AUS) Subaru Impreza + 6:10.4
7º - Urmo Aava (EST) Citroen C4 WRC + 7:25.2
8º - Matthew Wilson (GBR) Stobart-Ford Focus WRC + 9:02.2

Formula 1 - Ronda 16, Japão (Corrida)

À medida que nos aproximamos do fim, a tensão vai alta, e cada vez mais veremos quem terá nervos de aço para ser campeão. E esse melhor exemplo vimos esta madrugada no circuito de Fuji.

Na partida, pilotos como Hamilton, Raikonnen, Kovalainen e Massa estavam tão atentos um ao outro, que saem de pista, deixando a liderança para pilotos como Robert Kubica e Fernando Alonso. E logo a seguir, para piorar as coisas, Felipe Massa coloca fora Lewis Hamilton! Decididamente, esta é a manobra do ano...

Mas isso de pouco serviu, pois se Hamilton ficou no final do pelotão, e de lá não mais saiu, Massa estava num pálido sétimo posto... entretanto, os incidentes continuavam. Primeiro tivemos a forte batida de David Coulthard, depois o motor partido de Heiki Kovalainen. Entretanto, os comissários analisaram o incidente e decidiram distribuir o mal pelas aldeias: Massa e Hamilton foram penalizados com uma passagem extra pelas boxes.

Claro, com os lideres na cauda do pelotão, vimos Kubica na frente, e quando foi a primeira passagem pela box, o espanhol levou a melhor sobre o polaco, e tinhamos uma Renault na liderança da corrida. Outros beneficiados eram o Toyota de Jarno Trulli e os Toro Rosso de Sebastien Bourdais e Sebastian Vettel. Ah! e o segundo Renault de Nelson Piquet Jr.

Depois da segunda passagem pelas boxes, as coisas mantiveram-se na mesma: alonso na frente, Kubica a resistir aos ataques de Kimi Raikonnen, e com Piquet a espreitar. Mas o jovem brasileiro cometeu um erro não comprometedor, e perferiu ficar com os cinco pontos a que tinha direito. Mais atrás, Felipe Massa recuperava até a lugares pontuáveis, mas apanha o Toro Rosso de Sebastien Bourdais, e os dois tocam, sem consequências para os dois em termos fisicos, mas os comissários, essa zelosa autoridade, decidiu que tal incidente deve ser investigado. O que dará?

No final, Massa chega ao oitavo lugar, o que lhe dá um ponto, mas a diferença continua a ser grande: seis pontos, a duas corridas do fim, pode ser já uma distância só ao alcance de quem tem nervos de aço. Será que ele os tem?

Enfim, no final, Fernando Alonso comemorava a sua segunda vitória consecutiva do ano, demonstrando o regresso da Renault à ribalta, com Kubica e Raikonnen a acompanhá-lo no pódio. Piquet fica com um merecido quarto lugar, enquanto que Jarno Trulli dá à toyota o quinto posto "em casa". Sebastien Bourdais terminava pela primeira vez no ano, à frente de Sebastian Vettel, mas ambos conseguiam mais alguns pontos à equipa B da Red Bull, um claro contraste aos zero pontos alcançados pela equipa principal!

E agora, depois do Japão, temos a China, dentro de uma semana. E pode ser que tudo se decida em terras chinesas. Será que os Tios Bernie e Max vão deixar?

Já não falta muito para a inauguração...

A inauguração oficial do Autódromo do Algarve vai ser com a etapa do Mundial de Superbikes, a 2 de Novembro, mas desde esta semana que circula na TV portuguesa o anuncio da inauguração, bem como a prova em si. Apesar de ser motociclismo, espero que façam a mesma coisa para as provas automobilisticas. E já agora, eis as mais recentes imagens da pista, feitas uma semana. E já têm espectadores...


Entretanto, Paulo Pinheiro, o homem forte da Parkalgar, que idealizou e construiu o circuito em apenas oito meses, falou à Agência Lusa sobre o projecto. "O autódromo está quase concluído. Estamos a fazer as instalações especiais e os acabamentos exteriores. A pista está completamente concluída. No dia 30 vai estar tudo pronto", afirmou.

Em relação às provas previstas para 2009, Paulo Pinheiro afirma a sua satisfação: "Estamos muito satisfeitos com a ocupação que já está prevista, apesar dos factores que actualmente condicionam a economia mundial". E em relação à possibilidade do regresso da formula 1 a Portugal, afirma que isso e uma "decisão política".

sábado, 11 de outubro de 2008

WRC - Rali da Corsega (Dia 2)

O Rali da Corsega está cada vez mais uma cavalgada solitária de Sebastien Löeb rumo à vitória e ao quinto título mundial consecutivo no WRC. Pelo menos, é isto que andamos a ver...

Vencendo todas as especiais realizadas até ao momento (nove), o piloto francês tem agora uma vantagem de 41,7 segundos sobre o piloto da Ford, e seu maior rival, o finlandês Mikko Hirvonen, que continua em acesa disputa com o seu colega de equipa, o belga François Duval, pelo segundo lugar. A luta é intensa entre os dois, trocando frequentemente de posições: na sétima especial, Duval chegou a ascender ao segundo posto, mas Hirvonen recuperou-o logo na classificativa seguinte.


Também a luta pelo quarto lugar está muito acesa, com três segundos a separarem o finlandês Jari-Matti Latvala, agora na Stobart-Ford, e o norueguês Petter Solberg, no seu Subaru Impreza WRC. O australiano Chris Atkinson, no outro Impreza WRC, perdeu o comboio desta luta, ao furar na nona especial, caindo para o sexto lugar, a mais de um minuto do seu companheiro de equipa. O estonio Urmo Aava (PH Citroën) ocupa o sétimo posto, à frente de Toni Gardemeister, da Suzuki Swift WRC oficial.

Formula 1 - Ronda 16, Japão (Qualificação)

A qualificação para o GP do Japão, no circuito de Fuji, pode ter dado um resultado decisivo para Lewis Hamilton, pois ao conquistar a "pole-position", e ver o seu adversário mais directo, o brasileiro Felipe Massa, na quinta posição da grelha, pode ter cada vez mais abertas as portas para o título mundial.


Foi uma qualificação bem disputada (na Q1 havia 17 carros que ficaram separados por menos de um segundo), e na fase decisiva, quando muitos prognosticavam uma "pole-position" da Ferrari, Hamilton puxou dos galões e obteve o melhor tempo, tendo a seu lado o Ferrari do finlandês Kimi Raikonnen.


No final da qualificação, Hamilton disse de sua justiça: "A equipa fez um excelente trabalho e o carro está perfeitamente equilibrado. Temos um bom "set up" para a corrida e, assim sendo, partir na frente é a situação ideal. Vamos lá ver se a estratégia que escolhemos funcionará." Contudo, esta pole ficou ensombrada durante algum tempo com a queixa, emitida pela Renault, ao Colégio de Comissários Desportivos, por alegadamente Hamilton ter bloqueado Nelson Piquet Jr. no Q2, o que o poderá fazer perder três lugares, passando para 4º. Mas a queixa foi indeferida.


Na segunda fila ficaram o segundo McLaren de Heiki Kovalainen, o terceiro, e o Renault de Fernando Alonso, que com este resultado, confirma a boa tendência da equipa neste final de campeonato. Mas se o resultado do piloto espanhol espelha a sua garra e o regresso da confiança, já Nelson Piquet Jr. voltou a estar demasiados furos abaixo, já que não foi além do 12º posto.

Este resultado da Renault iguala-os com a BMW, onde Robert Kubica sairá da sexta posição (mas Nick Heidfeld foi pior, sendo 16º), e a monopolizar a quarta fila, ficarão os Toyota de Jarno Trulli e Timo Glock, que apesar deste bom resultado de conjunto, quereriam melhor, pois "jogam em casa"... No final do Top Ten ficaram os Toro Rosso de Sebastien Vettel e Sebastien Bourdais, que uma vez mais, ridicularizam a equipa principal, embora desta vez, David Coulthard (11º) tenha sido melhor que Mark Webber (13º)...

Mais logo, no final da madrugada, o GP do Japão terá o seu lugar. E os momentos decisivos aproximam-se...

The End: Joerg Haider (1950-2008)

O polémico politico austriaco Joerg Haider morreu esta madrugada em Klagerfurt, vitima de um acidente de viação, quando conduzia o seu carro, um Volkswagen Phaeton. Tinha 58 anos. Segundo as primeiras indicações, Haider, que era o governador da Carinthia, a provincia mais a sul da Austria, circulava sozinho a bordo da sua viatura de serviço no sul da capital da Caríntia quando sofreu um despiste por uma razão ainda desconhecida. Curiosamente, horas antes, esteve na festa de um "cabaret" local, e no dia seguinte, ia festejar os 90 anos da sua mãe...




Joerg Haider era uma figura bastante polémica. Populista, com simpatias pela extrema-direita, filho de ex-membros do Partido Nazi, nunca escondeu a sua simpatia pelos ideais, embora não os advogasse abertamente. O seu envolvimento na politica começara bem cedo. Em 1970, aos 20 anos, e enquanto estudava Direito em Viena, tornou-se lider juvenil da FPÖ (o partido de sua eleição por muitos anos), e nove anos depois, era o mais jovem deputado no Parlamento austriaco. Dez anos depois, tornou-se Governador da Carinthia, o estado mais a sul da Austria, onde ficou durante dois anos. Voltou em 1999 ao cargo, onde ficou até à sua morte.


O seu carisma fez com que se notasse na politica do seu país, e depois no resto da Europa. Em 2000, depois das eleições legislativas, o partido vencedor, o Partido Popular Austriaco, do conservador Wolfgang Schussel, coligou-se com Haider para formar governo. Ele não tomou qualquer cargo ministerial (perferiu ficar na Carintia), mas a União Europeia, ainda a 15, decidiu suspender, num gesto inédito, a Austria, por seis meses.




Os seus detractores acusavam-se de ser xenófobo e egolatra narcisista. Certo dia, elogiou a politica laboral do III Reich, que aumentou ainda mais a sua hostilidade. Chamou Jacques Chirac, então presidente francês, de "Napoleão de Bolso", e Joscka Fischer (ministro dos Estrangeiros alemão no consulado de Gerhard Scroder) de "terrorista de esquerda", entre outros mimos. Era contra a entrada da Turquia na União Europeia, e defendia restrições, senão a expulsão, de emigrantes vindos desse país.




Mas isso tudo não era, muitas das vezes, uma forma de não abandonar as páginas dos jornais. Aliás, adorava dar nas vistas, com a sua pele bronzeada e o seu gosto por Porsches. Exemplo disso? Em 2003, poucos meses antes da II Guerra do Golfo, deslocou-se de propósito a Bagdad para falar com Saddam Hussein.




Este tipo de jogadas encolerizou os membros do Partido Liberal, e em 2005, saiu do partido, deixando-o às mãos de outro populista mais jovem, Heinz-Christian Strache. Pensavam que seria a fim de Haider, mas este fundou um novo partido, o Aliança para o Futuro da Austria (BZO) e no passado dia 28 de Setembro, surpreendeu tudo e todos, ao conseguir 10,43 por cento, e passando de sete para 21 assentos. Mas isso foi metade da surpresa, pois os Liberais de Strache obtiveram 17,5 por cento dos votos, e passaram de 21 para 34 lugares. Já agora, metade dos votos que ambos os partidos conquistaram vieram de eleitores entre os 16 e os 29 anos. Significativo, hein?

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

As reacções à exclusão de Montreal

A decisão de excluir o Circuito Gilles Villeneuve do calendário da formula 1 em 2009, fazendo com que pela primeira vez, a América do Norte deixe de ter Formula 1 a correr em circuito americanos ou canadianos (o México está fora desde 1992), está a correr muita tinta no país da folha de ácer.

Daí que hajam iniciativas por parte de diversas entidades, desde grupos de cidadãos, até membros do governo provincial do Quebec. E também algumas equipas estão contra a decisão de excluir a paragem canadiana do calendário.

Uma dessas iniciativas vi agora no blog do Felipe Maciel, o Blog F-1. O site local Manpipe está a fazer uma petição para tentar convencer Bernie Ecclestone e a FIA em voltar atrás na decisão de excluir Montreal do calendário. É certo que o circuito canadiano não está muito de acordo com os acutais padrões da Formula 1 (não tem escapatórias suficientes, está dentro de um parque, no meio de uma ilha artificial...), mas a prova canadiana contribui para que a Formula 1 seja mesmo uma prova global.


Pode não dar em nada, por muitas as asinaturas que sejam recolhidas (e já dei a minha parte), mas acho que é altura dos fãs dizerem algo acerca do desporto que amam, caso contrário, esta disciplina está condenada a desaparecer, vítima dos caprichos e da ganância de dois idosos, um deles quase octogenário...

Noticias: divulgado o calendário da Le Mans Series para 2009

O Automobile Club de L'Ouest (ACO) , entidade que organiza a Le Mans Series, divulgou esta tarde o calendário para 2009, onde a grande novidade é uma prova nocturna... no novo Autódromo de Portimão.

O Algarve vai receber uma prova nocturna de 1000 km, marcada para o dia 2 de Agosto, e vai ser a primeira prova após as 24 Horas de Le Mans. A prova portuguesa vai substituir os 1000 km de Monza. No total, o calendário da Le Mans Series vai receber cinco provas de resistência, mas o ACO poderá acrescentar uma sexta ronda, em Novembro (possivelmente no circuito checo de Brno), e continua em estudo a alteração do formato de uma corrida de 1000 km para duas de 500. Este calendário tem ainda que ser aprovado pelo Conselho Mundial da FIA, mas a estrutura agora apresentada deverá ser definitiva.

Eis o calendário provisório:


5 Abril - 1000 km da Catalunha (Barcelona)

10 Maio - 1000 km Spa-Francorchamps (Belgica)

2 Agosto - 1000 km Algarve (Portugal)

30 Agosto - 1000 km Nürburgring (Alemanha)

13 Setembro - 1000 km Silverstone (Inglaterra)

WRC - Rali da Corsega (Dia 1)

Seria de esperar que o Rali da Corsega marcasse a continuação do dominio dos Citroen e de Sebastien Löeb em particular, e por aquilo que se viu no final das especiais da manhã... isso confirma-se. O piloto da casa está na frente, mas já não tem a presença na estrada do seu companheiro, o espanhol Daniel Sordo, pois este desistiu no derradeiro troço antes da passagem pela assistência, devido a um toque.


O Citroen C4 WRC ficou parado cerca de 700 metros após o início da especial, o que resultou na perca do segundo lugar que detinha atrás do seu chefe-de-fila, e para já desconhece-se se o espanhol conseguirá prosseguir em prova.


Sendo assim o segundo lugar pertence ao Ford Focus WRC de Mirko Hirvonen, que de têm uma desvantagem de 14.3 segundos sobre o seu maior rival. O belga François Duval, companheiro de Hirvonen na Ford, é terceiro, a 2.2s do seu companheiro de equipa, na frente do norueguês Petter Solberg, no seu Subaru Impreza, que já dista 19.7s do líder, e está classificado na frente de Jari-Matti Latvala e do australiano Chris Atkinson.


Este Rali da Córsega é a primeira hipótese para Löeb conseguir resolver desde já o título mundial, o seu quinto da carreira, pois está a somente oito pontos de resolver o assunto, caso Hirvonnen desista, e o francês vença este rali.

Formula 1 - Ronda 16, Japão (Treinos)

Enquanto a madrugada ia alta na Europa, a Formula 1 marcava os seus primeiros tempos no circuito japonês de Fuji, e um dos candidatos ao título, senão o principal, já mostrava ao que vinha: Lewis Hamilton foi o melhor numa das sessões de tempos livres do GP do Japão, a primeira.

Numa sessão que se realizou com pista seca e ao sol, o piloto inglês bateu o seu rival na luta pelo título, Felipe Massa (Ferrari) por meros 0.153 segundos. (1.18,910 segundos contra 1.19,063 segundos), com os respectivos colegas de equipa, Heikki Kovalainen (McLaren) e Kimi Raikkonen (Ferrari) na segunda fila da grelha (1.19,279 para Kova, contra 1.19,399 para Kimi). A Renault ficou com a terceira fila da grelha, com Fernando Alonso na quinta posição, (1.19,473) na frente do seu colega de equipa, Nelson Piquet Jr. (1.19,743)

Sebastien Vettel foi sétimo, no seu Toro Rosso, enquanto que o oitavo lugar ficou para Robert Kubica, no seu BMW Sauber, e a fechar o "Top Ten" ficaram o Toro Rosso de Sebastien Bourdais e o Williams de Kazuki Nakajima.

Na segunda sessão de treinos, o melhor foi o Toyota de Timo Glock, que bateu Fernando Alonso na luta pelo topo da tabela de tempos (1.18,383 segundos para Glock, 1.18,426 segundos para o espanhol da Renault). No terceiro posto ficou Lewis Hamilton, no seu McLaren, (1.18,463 segundos, a 0.080 de Glock) que foi melhor do que Felipe Massa, da Ferrari (1.18,491 segundos, mais 0.108 que o alemão da Toyota).

Kimi Raikonnen foi o quinto, no seu Ferrari, seguido pelo Red Bull de Mark Webber, pelo Williams de Kazuki Nakajima, pelo Toro Rosso de Sebastien Vettel, o McLaren de Heiki Kovalainen e pelo Toyota de Jarno Trulli.

Amanhã vai ser dia de qualificação. Eu acho que isto do Glock foi uma amostra do que a Toyota pode fazer. Uma coisa é certa: tem capacidade de colocar os dois carros no "top ten", mas para a pole? E a dupla da frente e o "rescuscitado" Alonso? Muitas dúvidas e a promessa de uma qualificação emocionante, em principio, debaixo de chuva.

Contado, ninguém acredita!

Mas é verdade. Esta vem no Blog do Capelli.


As eleições municipais do passado Domingo, no Brasil, resultaram na eleição, pela primeira vez, de milhares de vereadores, independentemente da sua cor politica, claro. E um dos vereadores, da cidade gaúcha de Urugaiana, com 26 anos de idade, tem um nome peculiar. Qual? Ronnie Peterson Mello!


Certamente, a admiração do pai pelo piloto sueco, e a possibilidade dos brasileiros registarem qualquer nome, por mais inverosimil que seja, resulta nisto. E já agora, caro Ronnie, espero que governe bem, para não ser mais um politico qualquer. E já agora, não se candidatou nenhum Gilles Villeneuve brazuca? Já agora...