segunda-feira, 9 de abril de 2018

A imagem do dia (II)


“Pensei ‘OK, vou dar tudo o que tenho e, se houver oportunidades, vou assegurar que estarei lá para aproveitar’. Mas também pensei: ‘Vamos lutar com a Renault e com a McLaren, sabemos que a Haas é realmente rápida em corrida’. Mas nunca esperámos terminar em quarto. Para a equipa, é incrível. É o melhor resultado da Honda desde que voltaram, acho que há gente no Japão – nem sei que horas são por lá – que deve estar superfeliz. Eles tiveram anos muito duros, é uma ótima forma de motivá-los e mostrar que precisamos de continuar a esforçar-nos”, comentou Pierre Gasly no final do GP do Bahrein, onde foi quarto classificado.

O resultado de Pierre Gasly no Bahrein é fantástico. Um Toro Rosso-Honda, à partida, seria a pior combinação do pelotão, por causa dos maus resultados da equipa japonesa nas últimas três temporadas, desde a sua chegada à McLaren. E havia indícios de que as coisas poderiam correr bem na pré-temporada, logo, algo totalmente o contrário daquilo que se falava antes. E o que aconteceu ontem foi essa confirmação.

Mas vamos colocar as coisas desta forma. Primeiro, a Toro Rosso é um laboratório, uma equipa B. Se as coisas correm bem para eles, no ano a seguir, irá para a Red Bull. É assim com os pilotos, é assim com outro staff e outras tecnologias, como agora é com os motores. É como as equipas de futebol, quando têm as equipas B, que servem para fazer rodar os seus jogadores antes de irem para o palco principal. O resultado de Gasly no Bahrein, o segundo melhor da Toro Rosso - igualado com o quarto lugar de Sebastian Vettel no GP do Brasil de 2008 - basicamente deu duas coisas. A primeira é, se o motor continuar a melhorar, em 2019 ou 2020 estarão na Red Bull como equipa oficial, e a mesma coisa pode acontecer a Gasly. É tão claro como água.

Contudo, temos de tirar o chapéu aos mecânicos e demais staff técnico da marca. Primeiro, porque ganharam a outras equipas da mesma linha, como a Haas, a Renault, a Force India e a McLaren. E segundo, porque é um resultado que merece ser comemorado. E no automobilismo, como na vida, os bons resultados aparecem graças a uma combinação de fatores: talento, técnica... e sorte.

Agora, temos de saber se isto foi um "one-off", ou haverá mais bons resultados a caminho. O chassis parece ser bem nascido, veremos como vai ser o resto da temporada.

A(s) foto(s) do dia





A Porsche vai se dedicar em 2018 a fazer uma "tournée de despedida" do seu modelo 919 Hybrid. E neste domingo, em Spa-Francochamps, decidiu tentar bater o recorde da volta mais rápida no circuito belga. E conseguiu: a partir de hoje, o recorde é de 1.41,770 (apesar do 1.41,8 na placa), e pela primeira vez desde 1971 que o recorde da pista pertence a um não-Formula 1, o que é um feito.

Contudo, este é um carro "retirado". Não participa no Mundial de Endurance, não está conforme as regras da FIA, é mesmo para bater recordes e tentar alcançar alguns feitos. A barbatana não está conforme, a asa é diferente, a frente é aerodinâmica, sem faróis... é um "one-off", como muitas das vezes fez a Porsche com o 917, quando no final de 1971 a FIA decidiu ilegalizar os carros com motores de 5 litros, para favorecer os de três litros, iguais aos da Formula 1. Os carros, nessa altura, foram usados para bater recordes de velocidade e a andar noutras categorias como a Can-Am e consagrar a carreira de pilotos como Mark Donohue e George Follmer, por exemplo.

Não se sabe se é um híbrido puro, se tiraram os MGU's e é um puro motor a gasolina, não se sabe quantos cavalos faz, quantos turbos tem incluídos, mas pelas reações que andei a ler, os "porschistas" deliram. Estão a sonhar, não se importam com os detalhes. E se calhar é isso que querem: sonhar. E a Porsche deu-lhes esse sonho.  

Em agosto, se não chover, Lewis Hamilton ou Sebastian Vettel poderão bater esse recorde nos seus carros. Mas até lá, os carros alemães têm o seu dia de glória. E a seguir, irão tentar apagar dos registos o mítico recorde de Stefan Bellof no Nurburgring Nordschleife, que já têm 35 anos, a bordo de um 956. Se conseguirem, uma coisa é certa: é um recorde que não sai em casa. 

CNR: Organização do Rali de Mortágua estendeu prazo de inscrições

O Clube Automóvel do Centro (CAC) decidiu estender o prazo de inscrição dos pilotos para o Rali de Mortágua, terceira prova do Campeonato Nacional de Ralis (CNR) devido a problemas na aprovação dos regulamentos das provas por parte da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK). Agora, o prazo estende-se até ao dia 16 de abril, com bonificação, em vez do 1º de abril, o prazo anteriormente estabelecido.

"A Comissão Organizadora do Rali de Mortágua informa todos os interessados que o prazo relativo às inscrições com bonificação será novamente estendido, de modo a permitir aos potenciais concorrentes daquele rali que, antes da decisão da formalização da sua inscrição, tenham mais tempo para a análise do respetivo regulamento. 

A nova data limite da inscrição com bonificação no preço será o próximo dia 16/04/2018, em alternativa ao dia 1 de abril que consta do Boletim de Inscrição. 

Reiteramos que embora alheios ao motivo do atraso da publicação do regulamento, não queremos deixar de pedir desculpa pelo transtorno que esta situação possa ter provocado, mas que julgamos ficar atenuada com a presente medida de extensão do prazo", disse o CAC no seu comunicado oficial.

Apesar de não se saber quem irá participar na terceira prova do campeonato, é provável que Ricardo Moura, o atual líder do campeonato, com duas vitórias, poderá não participar, por ter escolhido ir ao Rali Islas Canárias, segunda prova do Europeu de Ralis. 

Youtube Formula 1 Highlights: Os melhores momentos do GP do Bahrein

O pessoal do canal da Formula 1 no Youtube (sim, é verdade!) decidiu montar um video com os "highlights" do GP do Bahrein, comentado pelos narradores da Sky Sports, David Croft e Martin Brundle, onde se pode ver alguns momentos que deixamos escapar na corrida. 

Como, por exemplo, a tripla ultrapssagem de Lewis Hamilton na volta 5 da prova a Esteban Ocon, Nico Hulkenberg e Fernando Alonso...

domingo, 8 de abril de 2018

WRC 2018 - Rali da Córsega (Final)

Como seria de esperar, Sebastien Ogier foi o grande vencedor do Rali da Córsega, dominando as especiais à volta da ilha francesa. O piloto da Ford venceu pela terceira vez em quatro provas, segunda vez consecutiva, e está cada vez mais destacado no campeonato.

O último dia revelou-se ser apenas as duas últimas especiais, o Vero – Sarrola-Carcopino e a especial de Pénitencier de Coti-Chiavari, que era a Power Stage.

Tanak começou o dia a vencer, com 12,6 segundos de vantagem sobre o regressado Kris Meeke e 13,2 sobre Thierry Neuville. Sebastien Ogier foi o quarto, a 13,5 do vencedor, na frente de Sebastien Loeb, quinto, a 20,1 segundos. Esapekka Lappi perdeu um minuto e 55 segundos, caindo três lugares, de quarto para o sétimo lugar.

Na Power Stage o melhor foi Lappi, que com isso, conseguiu recuperar um lugar para o sexto posto, em troca por Andreas Mikkelsen. O finlandês da Toyota conseguiu uma vantagem de 2,2 segundos sobre Sebastien Loeb, enquanto que Ogier foi o terceiro, a 2,6 segundos.

No final do rali, os três primeiros foram os mesmos do que no final do dia anterior: Ogier vencedor, na frente de Tanak e Neuville, com Dani Sordo a ser o quarto classificado, conseguindo aguentar os ataques de Elfyn Evans. Com Lappi a ser sétimo, passando Mikkelsen na última especial, o "top ten" completou-se com o checo Jan Kopecky, oitavo e o melhor dos R5 no seu Skoda, Kris Meeke e o francês Yann Bonato.

O Mundial agora desloca-se para a Argentina, onde correrão entre os dias 26 e 29 de abril.  

Formula 1 2018: Ronda 2, Bahrein (Corrida)

No cenário do deserto árabe, parecia que a Ferrari tinha tudo para aproveitar muito bem os percalços da Mercedes, especialmente quando Lewis Hamilton tinha uma penalização de cinco lugares para cumprir. Tinham conseguido superar Valtteri Bottas na qualificação, e tudo indicava que naquela pista, eles teriam um conjunto bem melhor do que os Flechas de Prata. E a corrida indicava que as coisas iriam ser favoráveis a eles. 

E a corrida ainda tem uma comemoração simbólica para eles: o seu piloto principal, Sebastian Vettel, iria fazer ali a sua corrida numero 200.

E explicava-se da seguinte forma: com a noite a cair, sabia-se que as expectativas para esta corrida pareciam não ser muitas. Com os pilotos a queixarem-se da falta de ultrapassagens na prova anterior, temia-se que a prova barenita fosse aborrecida nesse campo, a não ser que acontecesse algum problema mecânico ou alguma asneira por parte de pessoas externas, como aconteceu com os mecânicos da Haas na Austrália. 

Contudo, antes da prova começar, soube-se que Lewis Hamilton iria largar com pneus soft, diferente dos restantes nove primeiros, que iriam competir com os "supersoft". Quem também andaria com o "soft" era Max Verstappen, que iria fazer para subir o mais que podia no pelotão. 

A partida começou com Vettel na frente e Bottas a ficar com o segundo posto de Raikkonen. Atrás, Verstappen começou a subir lugares atrás de lugares até chegar a Hamilton, que tinha sido passado por Alonso. Contudo, no inicio da segunda volta, o holandês ultrapassava o inglês da Mercedes de forma musculada e tinha consequências: um furo tentava arrastava-se... ao mesmo tempo que Daniel Ricciardo desistia na curva 3. Virtual Safety Car na pista por três voltas, até que tudo voltasse ao normal.

Na volta 4, Magnussen passou Gasly "a dormir" e conseguiu passá-lo, atirando o piloto da Toro Rosso para o lado. Mas o piloto da Toro Rosso voltou ao lugar, ficando tudo como estava dantes. Mais ultrapassagens aconteciam nesses primeiros metros, e o beneficiado foi Lewis Hamiltom, que agora era sexto. Após isso, atacou o piloto da Haas, e ficou com o lugar, para depois atacar Gasly, que agora era quarto. E por esta altura, Verstappen também estava fora. Os Red Bull tinham uma noite para esquecer.

Hamilton era quarto no final da volta oito, depois de passar Gasly, mas por esta altura, ele tinha um atraso de 9,2 segundos, que teria de recuperar de alguma forma. E claro, esperava que os pneus ajudassem nesse campo. Atrás do francês, havia uma luta entre Magnussen, Hulkenberg e Alonso, para ver qual deles é que se daria melhor. Atrás, Brendon Hartley, que era décimo, era penalizado em dez segundos por causa de um incidente com Sérgio Perez no inicio da corrida.

Tudo correu bem nas trocas de pneus da Haas, desta vez, com a troca de Magnussen a acontecer na volta 12, a seguir veio Alonso às boxes, mostrando que não só queria reagir aos Haas, como também mostrava que iriam fazer duas paragens nas boxes durante a corrida.

Na volta 19 Vettel parava nas boxes para trocar de pneus, passando para softs, voltando à pista no quarto posto, atrás de Hamilton. Bottas liderava, mas ia para as boxes na volta 21, para responder aos Ferrari, pois Raikkonen também parara na volta anterior. Bottas continuava na frente de Raikkonen, e não se sabia até que ponto Hamilton iria beneficiar com este tipo de pneus.

Neste momento, a situação era esta: Ferrari apostava no ritmo de corrida, Mercedes na sua duração.

Na volta 25, Ericsson foi às boxes. Tinha de ser referido porque o piloto sueco tinha ido para a corrida de softs, suficiente para andar a certa altura no sexto posto, suficiente para causar chatices com Kevin Magnussen e Nico Hulkenberg, antes de ir às boxes. E isso era importante por causa do que acontecia à frente, especialmente no duelo Ferrari-Mercedes. 

E nessa altura, Vettel estava a apanhar Hamilton. Na volta 26, no final da reta da meta, o alemão passou-o, avisando ao mundo que os seus pneus começavam a dar de si. O carro numero 5 ia-se embora, e o piloto do carro 44 entendeu a mensagem, tendo parado no final dessa volta. Nesta altura, faltavam 30 voltas para o final da prova.

A partir dali, os duelos na frente tinham acabado, pelo menos com os carros à vista. Raikkonen lá se aproximava de Bottas, mas na volta 36, voltavam a colocar pneus em pilotos. Raikkonen parou... e deu-se mal. Um dos mecânicos aleijou-se e o finlandês acabou a corrida ali, porque o pneus não ficou devidamente apertado. Um a zero para a Mercedes, pois Vettel estava sozinho contra os Flechas de Prata.

Agora, parecia que Vettel tinha um dilema: aumentava o ritmo ou mantinha os pneus até ao fim, esperando que aguentem até lá. Porque sem Raikkonen, os Mercedes arriscavam a sair dali com dobradinha. No rádio, falava-se que ele tinha de ir para um "plano D", e o alemão ficava na pista, com 8,2 segundos de vantagem sobre Bottas. A tensão acumulava-se, por causa da incerteza nas voltas finais. E a dez voltas do fim, a diferença entre os dois primeiros tinha caído para seis segundos.

E foi nessa altura que Bottas passou ao ataque. O finlandês aproximou-se de modo dramático, com Hamilton um pouco atrás. A cinco voltas do fim, a diferença tinha chegado aos 2,8 segundos. A tensão estava bem alta, a respiração estava contida até ao final, onde os ataques de Bottas não resultaram. E perante a bandeira de xadrez agitada por Gerhard Berger, Vettel vencia a segunda corrida do ano.

Atrás, algumas surpresas. Pierre Gasly fez uma corrida sólida e conseguiu um quarto posto com o seu Toro Rosso-Honda, na frente de Kavin Magnussen, o quinto, no seu Haas - um posto que merecia, depois do que aconteceu na Austrália - o Renault de Nico Hulkenberg, os McLaren de Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne, o Sauber de Marcus Ericsson - pontuava pela primeira vez desde Itália 2015! - e Esteban Ocon, da Force India.

E assim, Vettel venceu com os pneus no limite, a sua corrida numero 200 da sua carreira, na frente de Bottas e Hamilton. Segunda vitória do ano, numa temporada onde não poderá errar, se quiser ser penta. E esta vai ser mais uma daquelas bem longa, bem complicada, e cheia de armadilhas pelo caminho. Semana que vêm, em Xangai, haverá mais.

sábado, 7 de abril de 2018

WRC 2018 - Rali da Córsega (dia 2)

Sebastien Ogier já tem o rali da Córsega na sua mão. Completadas dez das doze especiais deste rali, a liderança do piloto francês da Ford é incontestada, pois agora têm uma vantagem de 44,5 segundos sobre Ott Tanak, que agora anda a disputar essa posição com o Hyundai de Thierry Neuville, depois de terem visto Kris Meeke abandonar devido a despiste.

O segundo dia começou com Ogier em modo de passeio, controlando adversários como Neuville, Meeke ou Tanak, como já se disse acima. Tanto que logo de inicio, deixou-se ser apanhado por Sebastien Loeb, que tinha voltado à estrada em modo "Rally2" depois do despiste de ontem. Venceu na primeira especial do dia, a primeira passagem por Cagnano - Pino - Canari, com uma vantagem de 1,4 segundos sobre Esapekka Lappi e 4,8 sobre Ogier, apenas quarto na especial, mas na frente de Neuville e Tanak, por exemplo. E Meeke, que o superou, foi apenas por quatro segundos.

Loeb voltou a vencer na primeira passagem por Désert des Agriates, com um avanço de um segundo sobre Tanak e 1,4 sobre Ogier, com este a voltar a controlar o andamento. A seguir, foi a vez de Tanak mostrar a sua velocidade, vencendo na primeira passagem por Novella, com uma vantagem de 2,7 segundos sobre o piloto da Ford, enquanto que Loeb perdia 6,7 segundos. Com Ogier a controlar, havia mais lutas em destaque. A primeira era a luta pelo segundo lugar, entre Neuville, Meeke e Tanak, com o belga a levar a melhor. E entre o sexto posto, entre Dani Sordo, Jari-Matti Latvala e Elfyn Evans. No final da sétima especial, era Sordo que estava na frente, afastando-se um pouco do galês da Ford.

Pela tarde, Lappi foi o melhor na oitava especial, a segunda passagem por Cagnano - Pino - Canari, 2,2 segundos mais veloz que Loeb e 5,2 sobre Ogier, Nessa especial, Latvala sofreu um toque que acabou com ele a bater de lado a uma árvore, danificando o "rollbar" do seu Toyota, suficiente para que não continuasse na prova. "Puxei demasiado, travei muito tarde e bati a traseira numa árvore", disse no final.

Também nessa especial, Bryan Bouffier acabou por abandonar o rali, vitima de problemas de motor.

LOeb voltou a vencer no rali, na nona especial, a segunda passagem por Désert des Agriates, deixando Ogier a 3,8 segundos, enquanto que Meeke apanhava Neuville para ser segundo, igualado com o piloto da Hyundai. Mas no final do dia, na segunda passagem por Novella, o inglês perdeu o controlo do seu Citroen e acabou fora de estrada.

O grande beneficiado foi Tanak, que venceu a espacial e ficou com o segundo posto, passando Neuville, que foi apenas quarto, a 3,2 segundos do vencedor.

No final, com Ogier a andar bem, e Tanak a superar Neuville, Esapekka Lappi é o quarto, não muito longe do belga da Hyundai, com Dani sordo a ser o quinto, a ser perseguido por Elfyn Evans. Andreas Mikkelsen era o sétimo, no terceiro Hyundai, tendo atrás de si, e já bem longe (mais de seis minutos!) o Skoda de Jan Kopecky, o melhor dos R5. E a fechar o "top ten" estão os Citroen de Yann Bonato e Kris Meeke.

Amanhã termina a Volta à Córsega, com a realização das últimas duas especiais.

ERC: Cinco portugueses nas Canárias?


O Rali das Canárias, segunda prova do Europeu de Ralis, só acontecerá no inicio de maio, mas parece que poderão haver cinco portugueses presentes nessa prova, e com alguns nomes bem surpreendentes. 

Se Aloísio Monteiro tem garantida a sua participação no Europeu, no seu Skoda Fábia R5, acompanhado por Diogo Gago, no Peugeot R2 para defender a sua liderança no ERC3 e no Under-27, já Bruno Magalhães ainda está a pensar se vai continuar a competir, apesar do terceiro lugar alcançado no Rali dos Açores, prova de abertura do campeonato. 

Mas a mais surpreendente inscrição poderá ser Ricardo Moura. O piloto de São Miguel, vencedor das duas primeiras provas do Nacional de Ralis e segundo classificado no rali açoriano, está inscrito no Rali das Canárias, o que poderá querer dizer que estará ausente quer no Rali de Mortágua, que acontecerá uns dias antes, como também no Rali Sical, a próxima prova do campeonato açoriano.

Quem também poderá aparecer nas Canárias é Luis Pimentel, a bordo de um Mitsubishi Lancer Evo X.

O Rali das Canárias poderá ter entre 30 e 40 carros na categoria R5, sendo que o mais ilustre poderá ser o do norueguês Mads Ostberg.

Formula 1 2018 - Ronda 2, Bahrein (Qualificação)

Passaram-se duas semanas depois de Melbourne, e as pessoas falavam ainda de Formula 1. Sobre o novo logótipo, ainda sobre o Halo, o baixo número de ultrapassagens, sobre as regras que a Liberty Media pretende implementar a partir de 2021, sobre o regresso pontual das "grid girls" no Mónaco, sobre as equipas, que não querem saber se dão cabo da concorrência, à medida que contestam as ideias de uma competição mais barata, tirando os privilégios que têm - como a Ferrari, por exemplo. Parecendo que não, os novos donos pretendem fazer as coisas à sua maneira, dizendo às equipas que agora são os novos donos do circo.

Resta saber no que isso irá dar, mas como vi esta semana no Facebook de um amigo meu: acabou o armistício. A guerra vai começar, mas primeiro vai ser nos bastidores. longe dos olhares públicos, para depois explodir em toda a linha nas páginas dos jornais, sites e redes sociais, nos próximos meses, e deixar a competição em ebulição, com ameaças de abandono ou de uma série paralela.

Mas ainda antes de começar a qualificação, na sexta-feira à noite, soube-se que a Mercedes teria de mexer na caixa de velocidades de Lewis Hamilton, obrigando-o a sofrer uma penalização de cinco lugares e claro, agora todos sabiam que o poleman não seria ele.

Com fios de luminosidade ainda visíveis no horizonte de Shakir, e com os holofotes ligados ao máximo, máquinas e pilotos preparavam-se para a qualificação. O primeiro a sair para a pista foi Marcus Ericsson, mas os primeiros tempos relevantes foram as dos Toro Rosso, que eram mais lentos do que... os Sauber-Alfa. Pouco depois, Kevin Magnussen fez 1.30.0 e ficou na frente da tabela de tempos com o seu Haas. Depois, Kimi Raikkonen fez melhor, 1.28,9, 1,1 segundos mais veloz do que o piloto dinamarquês. E claro, o primeiro recorde de pista a cair. Sebastian Vettel fez um pouco pior, a 109 centésimos.

Os Mercedes acabaram por ficar atrás dos Ferrari, mas não se sabia muito bem se seria para poupar pneus ou porque eram piores do que os carros da Scuderia nesta pista. E os Red Bull não andavam muito melhor, com Daniel Ricciardo a andar seis centésimos mais lento do que Raikkonen.

Mas a meio da Q1, o primeiro sarilho: Max Verstappen perdeu o controlo do seu carro na curva 2 e bateu no muro, danificando a suspensão frente-esquerda, e acabando ali a sua qualificação. Bandeira vermelha, para limpar a pista e tirar o carro dali, em pouco mais de cinco minutos, a sessão voltou e com todos a tentarem marcar os melhores tempos possíveis.

E foi o que aconteceu: os Sauber de Charles Leclerc e Marcus Ericsson, os Williams de Lance Stroll e Serguei Sirotkin e o Haas de Romain Grosjean ficaram de fora, acompanhando Max Verstappen, que não iria correr o resto da qualificação. E Grosjean e Alonso tinham uma coisa estranha na tabela de tempos: 1.30,530. O mesmo tempo! E o espanhol levou a melhor sobre o francês porque foi ele o primeiro a fazer.

Começando a Q2, os primeiros a sair foram os Ferrari, com Vettel a sair em "supersoft", enquanto que Hamilton ia sair também em "supersoft", provavelmente o suficiente para ir ao Q3 e poupar pneus para amanhã. O alemão começou com 1.28,341, com Raikkonen e Bottas a responderem, mas ficando atrás de Vettel. Hamilton também marcou um tempo na ordem dos 1.28,468, mas atrás do alemão, suficiente para a Q3.

Na parte final, não houve grandes diferenças, mas o facto de Valtteri Bottas ter ficado atrás de Hamilton durante a parte final desta qualificação parece indicar que o finlandês não tem andamento para o inglês, nesta batalha interna pela melhor posição nos Flechas de Prata.

Entre os eliminados, os McLaren de Alonso e Vandoorne, o Toro Rosso de Brandon Hartley e o Force India de Sergio Perez. Entre os que passaram, os mais surpreendentes foram o Toro Rosso de Pierre Gasly e o Haas de Kevin Magnussen, na frente do Force India de Esteban Ocon, o último a qualificar-se.

A Q3, parte final da qualificação começou com todos usando "supersoft" e Kimi Raikkonen a fazer 1.28,101, melhor que Sebastian Vettel... apesar de uma ligeira saída de pista. Hamilton foi o terceiro, a 201 centésimos, na frente de Bottas, mas parece que os Ferrari iriam monopolizar a primeira fila da grelha. E naquele momento mostrava-se o buraco entre os três primeiros e o resto: Daniel Ricciardo era quinto, a 309 centésimos de Raikkonen, com Pierre Gasly a ser sexto a... pouco menos de dois segundos!

No final, Vettel fez 1.27,958 e conseguiu ficar na frente de Kimi Raikkonen e Valtteri Bottas, que não conseguiu dividir os Ferrari. Hamilton ficou apenas com o quarto melhor tempo, fazendo com que vá começar amanhã do nono lugar da grelha. E o maior beneficado era Pierre Gasly, que com o seu Toro Rosso-Honda, irá largar de... quinto. E na frente de, por exemplo, Kevin Magnussen, no seu Haas-Ferrari.

Foi uma qualificação interessante, mas amanhã era a altura de ver como seria a corrida. Até que ponto seria diferente de Melbourne, isso teremos de saber. Mas quando se sabe que, em termos aerodinâmicos, esses carros tem um arrasto maior do que antes, e que há uma menor facilidade em ultrapassar, teme-se o pior para a corrida...

O dia da morte de Jim Clark


Em 2013, participei num projeto de curta duração chamado ADN80. A ideia era de fazer artigos de fundo sobre variados temas, e durou três números. O projeto era de um amigo meu, João Pedro Pereira, e decidi participar com um artigo sobre as mortes na Formula 1 em 1968, desde Jim Clark a Jo Schelsser, que todos tinham algo em comum: terem todos acontecido num dia 7, de abril até julho. 

Nesse artigo, falei sobre os quatro pilotos em questão, bem como Jackie Stewart, um paladino pela segurança, e também sobre aquela que provavelmente foi a sua melhor corrida de sempre no automobilismo, o Grande Prémio da Alemanha de 1968, disputado debaixo de imensa chuva, em condições que hoje em dia não seriam as mais adequadas para a competição. 

Para assinalar os 50 anos da morte de Jim Clark, que aconecem hoje, decidi recuperar esse artigo de há cinco anos, para recordar as circunstâncias e os testemunhos dessa altura, provenientes de muitas personagens relevantes. Espero que gostem, e pode ser que qualquer dia coloque o artigo na sua íntegra. 

(...) Desde 1966 que a Formula 1 vivia tempos de mudança em todos os aspetos: técnicos e de regulamento. Nesse ano, a Formula 1 tinha adotado os motores de três litros, e no ano seguinte, entrou em ação o motor Ford Cosworth DFV V8, uma encomenda de Colin Chapman, patrão da Lotus, e de Walter Hayes, patrão da Ford Europa, à preparadora Cosworth. Nessa temporada, tinha sido o melhor motor do campeonato, e os seus preços eram bem mais baratos do que os potentes motores V12 que tinham a concorrência.

Contudo, no início de 1968, havia duas novas revoluções. A primeira tinha sido nos regulamentos, quando a Comission Sportive International (CSI), antecessora da FIA, decidiu abolir o regulamento que obrigava as equipas a reger-se pelas cores nacionais de cada país. Isso deu a Colin Chapman a oportunidade de arranjar um grande patrocínio, na figura da Gold Leaf, graças a um contrato com a Imperial Tobacco. E algumas semanas depois, uma segunda revolução começou a ser experimentada na Austrália, durante as Tasman Series, quando se colocou um aerofólio traseiro no Lotus de Jim Clark.

Mas todas essas experimentações e a sensação de excitação e novidade que deram foram rapidamente apagadas com os acidentes que sucederam nessa primavera e verão. As mortes em pista fizeram com que se repensasse a maneira de correr e fizeram com que a segurança para as pistas e para os pilotos começasse a ser reivindicada.


7 DE ABRIL: JIM CLARK, EM HOCKENHEIM


Nesse mesmo dia, na cidade americana de Atlanta, mais de um milhão de pessoas estava a assistir ao funeral de Martin Luther King, assassinado três dias antes na cidade de Memphis, com uma bala na cabeça. O mundo falava e comentava a morte violenta do líder do movimento dos Direitos Civis, mas na Europa, mais concretamente no circuito alemão de Hockenheim, decorria uma prova do Europeu de Formula 2, onde se juntaria alguma da fina flor da Formula 1, como o francês Jean-Pierre Beltoise, da Matra, e os pilotos da Lotus, o escocês Jim Clark e o inglês Graham Hill.

A Formula 1, como de costume, já tinha começado a sua temporada, na Africa do Sul, mas isso tinha sido em janeiro. Somente no inicio de maio é que iria prosseguir, no circuito espanhol de Jarama. Até lá, a Lotus tinha ido à Austrália e à Nova Zelândia para efetuarem a Tasman Series, onde Clark tinha acabado como vencedor, já com a marca a correr com as cores vermelhas e douradas do seu novo patrocinador, a tabaqueira Golden Leaf. Eram a primeira equipa a correr com as cores que não do seu país.

De volta à Europa, Clark e Hill estavam na Alemanha para participar nessa corrida, a “Deutschland Trophae”. A Lotus estava lá devido a compromissos com a marca de pneus Firestone, e para os pilotos, era uma oportunidade para passar mais dias fora da Grã-Bretanha, para evitar pagar mais impostos sobre o rendimento, e ambos tinham os dias contado para testes e corridas. Daí que Clark tinha declinado o convite para correr nesse dia em Brands Hatch, numa prova de Endurance.

Contudo, nesse fim-de-semana, Clark estava a ter um momento difícil. O seu Lotus 48 de Formula 2 era um carro pouco equilibrado e ele andou o fim-de-semana a tentar encontrar a afinação ideal para poder andar entre os da frente. Para piorar as coisas, aquele dia estava a ser chuvoso e frio, e a pista estava molhada na maior parte do circuito. As suas últimas palavras para um dos mecânicos, David Sims, foram: “Da maneira como este carro está, não contes comigo no pódio”.

Sims contou depois que o tempo nesse dia estava horrível: “Estava muito frio, tão frio que tínhamos problemas para medir o combustível, porque tínhamos componentes a quebrar devido ao estado do tempo, pois congelavam”.

Na lista de inscritos, para além de Clark e Hill, estavam os Matra de Jean-Pierre Beltoise e Henri Pescarolo, o Ferrari de Chris Amon, dois Brabham inscritos por um jovem chamado Frank Williams, para Derek Bell e Piers Courage, e uma série de privados, incluindo um futuro construtor, o francês Guy Ligier, e um futuro presidente da FIA, Max Mosley, que corria num Brabham.

A corrida estava dividida em duas mangas, e quando a primeira começou, a chuva tinha caído pouco antes e a visibilidade era pobre. Mosley contou anos depois o seu testemunho: “Quando fazíamos a primeira curva, o “spray” era tão grande e tão denso e pensei ‘isto não é boa ideia’. A única maneira de te guiares era pelo topo das árvores, porque não conseguias ver os limites da pista”.

Nessa corrida, Beltoise saltou para a frente e não mais foi alcançado. Na quarta volta, ocorre o primeiro acidente, quando o local Walter Habberger despistou-se com o seu Lotus 41 na entrada da primeira curva e alguns destroços foram para a pista. Entretanto, Clark ficou para trás e rodava isolado quando começou a quinta volta da corrida. 

Doug Nye, jornalista britânico, relata sobre o acidente: “Jim acelerou pelo bosque fora… um solitário comissário de pista ouviu o Lotus aproximar-se, depois dos líderes terem passado, e de repente, a máquina vermelha e dourada começou a ziguezaguear de um lado para o outro, com o piloto lutando com o volante. Depois, saiu da pista, de lado, a uns 225 km/hora, até se partir ao meio contra uma árvore”.

Outro jornalista, o português Francisco Santos, relatou anos depois sobre esse dia: "Estava eu sentado na primeira fila da sala de imprensa das '500 Milhas BOAC' em Brands Hatch. A grelha era aliciante e a corrida emocionante. Jim Clark deveria correr no novo P68 Ford (…) para o Mundial GT desse ano e para uma vitória em Le Mans. Clark aceitou o convite, já que esse carro era apadrinhado por Walter Hayes, a quem o escocês devia bastante do seu sucesso graças ao motor DFV. (...)

(…) As 'BOAC 500' estavam emocionantes. Ao meu lado, um colega puxou o telefone directo para a redação do 'Daily Mail' e eu senti um vazio, um longo silêncio entre o ronco dos V8. Perguntei 'o que se passa?', e meio gaguejado, respondeu-me 'Clark acaba de morrer'. De repente, toda a sala parou. Em estado de choque."

Chapman, que não estava em Hockenheim nesse dia – estava de férias, nos Alpes suíços - ficou devastado com a morte de Clark. Afirmou publicamente que “tinha perdido o seu melhor amigo”, e pensou seriamente em abandonar a competição. Por isso, queria saber a fundo o motivo pelo qual Jim Clark perdera a vida. E foi com esse objetivo que pediu a Peter Jovitt, um perito especializado em acidentes aéreos para determinar as causas do seu despiste fatal. Quase vinte anos depois, em 1986, Jowitt recordou a investigação:

“Encontrei um corte estranho no pneu traseiro direito, e não vi qualquer destroço que o tivesse provocado. Se o pneu tivesse furado, há um efeito que conheço bem: a alta velocidade, em reta, a força centrífuga segura o pneu de tal forma que o piloto nem nota o furo. Em curva, aumentada a carga do pneu, ele torna-se instável e perde a aderência que o piloto dele espera. O conta-rotações mecânico mostra que Jim tinha continuado a acelerar até ao embate, tentando controlar o carro. O pneu traseiro estava descolado do aro e metade de fora. Havia lama em todo o piso do pneu (…) Em pistas atuais, um acidente como este não causaria mais do que uma batida contra os rails e um regresso a pé para as boxes…”

Sobre a razão desse furo, não se sabe bem se foi por defeito do pneumático ou porque Clark passou pelos destroços de outro carro, o de Walter Habbeger, que se tinha despistado na volta anterior, na primeira curva do circuito, imediatamente antes de Clark perder o controle do seu Lotus e sofrer o seu acidente fatal. Chapman ficou convencido até à sua morte, em 1982, que foi essa a causa do acidente mortal de Clark, mas David Sims, o mecânico que estava nesse dia em Hockenheim, avança outra explicação para o acidente, que tinha a ver com a má carburação do motor naquelas condições.

Ele transmitiu isso a Derek Bell, futuro vencedor das 24 Horas de Le Mans, e este respondeu: “Se entendo o que se passou, caso fizesse aquela curva, o motor ‘cortava’ a aquela velocidade e fazia com que o piloto perdesse o controlo do bólide… quem sabe?” Uma teoria que foi corroborada por outro piloto britânico, Chris Irwin, que seguia Clark a cerca de cem metros de distância. “De repente, o carro perdeu o controlo. Julguei logo que tinha sido algo mecânico.”

Independentemente das causas, a perda de Jim Clark foi enorme para a Formula 1. Alguns dias depois, em Duns, a terra natal do piloto, a fina flor do automobilismo despedia-se daquele que provavelmente era o melhor da sua geração. O neozelandês Chris Amon disse depois o que muita gente pensava: “Acho que ninguém passou a andar mais devagar depois da morte de Jimmy, mas todos pensávamos que se poderia acontecer com ele, poderia acontecer a qualquer um. Muitos de nós achávamos que éramos inatingíveis, e isso acabou ali…”

Formula E: Lisboa pode ser considerada no calendário

A organização da Formula E chegou a estudar a viabilização de uma pista nas ruas de Lisboa por alturas da quinta temporada, entre o final de 2018 e o inicio de 2019. É o que diz esta sexta-feira o site e-racing365.com, dedicado ao automobilismo elétrico.

Segundo conta a noticia, a organização está a considerar novas datas e pistas no calendário, e duas das mais prováveis poderão ser Riyadh, na Arábia Saudita, e Hainan, na China. Há a possibilidade de essa corrida acontecer a 8 de dezembro, como prova de abertura do campeonato, movendo Hong Kong para março, tendo como companhia a corrida na China.

"Ainda há muita coisa em aberto", começou por dizer o fundador e CEO da Fórmula E, Alejandro Agag, ao e-racing365 no mês passado. "Mas é quase certo que [Hong Kong] será em março", continuou. "Vamos esperar provavelmente até abril para colocar algo para fora e depois vamos apresentar [o calendário] ao Conselho Mundial da FIA em junho", confirmou.

Há várias hipóteses de lugares em cima da mesa, desde regressos a Buenos Aires a uma prova em Vancouver ou Toronto, em substituição de Montreal, que cancelou a sua corrida no ano passado. Uma coisa é certa: Mónaco regressará ao calendário, e vai ser usado o mesmo circuito da Formula 1.

Eis o eventual calendário 2018-19 da Formula E:


Riade – Dezembro 2018
Marrakesh – Janeiro 2019
Santiago – Janeiro 2019
Cidade do México – Fevereiro 2019
Hong Kong – Março 2019
Hainan – Março 2019
Roma – Abril 2019
Paris – Abril 2019
Mónaco – Maio 2019
Berlim – Maio 2019
Zurique – Junho 2019
Nova Iorque – Julho 2019
TBA – Julho 2019

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Youtube Rally Crash: Outro video do despiste de Sebastien Loeb

Outro video do despiste de Sebastien Loeb, mas desta vez vinda do canal oficial do WRC no Youtube. E ali, poderemos ver o que aconteceu de dentro do Citroen C3 WRC do piloto nove vezes campeão do mundo.