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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Youtube Motoring Help: Quando o Rei da Jordânia tira um carro da neve

Esta vi no Jalopnik. Imaginem que neva numa das ruas mais movimentadas do país e tens o carro atolado na neve. E uma das pessoas que te ajuda a empurrar o carro dali é o lider do pais? Pois bem, isso aconteceu na semana passada em Aman, na Jordânia, quando uma tempestade de neve caiu sobre a cidade. Um fenómeno invulgar, mas não tão raro assim pois costuma acontecer uma a duas vezes por ano naquela zona do Médio Oriente.

Quando os transeuntes estão a tentar tirar da berma este Toyota verde, aparece de forma algo surpreendente, com o lenço beduino na cabeça, o Rei Abdullah II da Jordânia, que ajuda o condutor a tirar o carro do banco de neve. No final os transeuntes gritam "vivas ao Rei!", numa ação que, mais do que um golpe publicitário, pode apenas ser um mero ato de ajuda.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Youtube Rally: o final emocionante de Sebastien Ogier no Rali da Jordânia



Foi neste sábado que aconteceu a mais pequena diferença de sempre na história dos ralis: 0,2 segundos entre Sebastien Ogier e Jari-Matti Latvala no final do Rali da Jordânia, onde o piloto francês da Citroen conseguiu tirar das mãos de Latvala a liderança da competição, e logo no "Power stage", incluindo nesta temporada com pontos para os três primeiros.

Neste pequeno video, atentem à velocidade de Ogier, a expectativa e a desilusão nas hoestes da Ford, onde Latvala é consolado pelo seu navegador, e a expressão oposta nos lados da Citroen. O que 0,2 segundos são capazes de fazer...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana coloca desde logo uma frase de aviso ao leitor: "Fim de semana escaldante", demonstrando que a emoção não faltou nas provas que aconteceram nestes últimos dois dias, nomeadamente o Rali da Jordânia e o GP da China de Formula 1. Se no primeiro, as coisas foram decididas por muito pouco ("Ogier vence o Rali da Jordânia por 0,2 segundos!") no segundo, a revista começa a colocar "McLaren bate Red Bull em duelo emocionante" como antecipação do que aí vem.

E a revista resolve escolher como título: "Hamilton e Vettel, os Homens da Luta", resolvendo mostrar a Formula 1 em primeiro plano, com uma foto pequena de Lewis Hamilton e uma foto maior do seu carro. E nos subtitulos: "Hamilton quebra ciclo de vitórias de Vettel"; "Novas regras e pneus aumentam numero de ultrapassagens" e "Mercedes recupera e Ferrari em crise".

No caso do WRC, para além da referência à pouca distância entre vencedor de vencido, há referências a primeira vitória de um português no SWRC ("Primeira vitrória de Bernardo Sousa no Mundial"), uma referência ao todo o terreno nacional ("Miguel Barbosa e Carlos Sousa em duelo no Alentejo") e há um especial que apresenta a Mini ao Mundial de Ralis ("Especial: Mini à conquista do WRC")

sábado, 16 de abril de 2011

WRC 2011 - Rali da Jordânia (Final)

Foi emocionante, em "maximum attack" e disputado ao milésimo. No final, o vencedor foi Sebastien Ogier, que conseguiu arrebatar na última classificativa do rali o primeiro lugar ao Ford de Jari-Matti Latvala... com a menor diferença de sempre de um rali: 0,2 segundos! Num rali encurtado devido aos problemas logisticos, numa prova disputada ao "sprint" e com classificativas grandes, ver este rali ser resolvido por pouco mais de meio carro é um feito que merece ser referido.

"Foi um dia incrível, tive de puxar ao máximo porque o Jari-Matti estava muito rápido e tive de forçar ao máximo. Tive de limpar a estrada esta manhã e era impossível andar mais rápido do que isto. Ganhei 28 pontos, foi o fim de semana perfeito", afirmou Ogier no final da prova, ainda surpreendido com o seu próprio tempo.

"Esforcei-me mesmo muito, cometi alguns erros e estou um pouco desapontado com isso. Mas dei o meu máximo, os pneus já estavam no limite. Se perder tenho de estar satisfeito na mesma", disse Jari-Matti Latvala, que mesmo derrotado por muito pouco, teve uma grande manifestação de desportivismo ao ser o primeiro a dar os parabéns a Ogier mal este cruzou a linha de meta.

Sebastien Löeb poderá não ter tido um grande rali. Batido por Latvala e Ogier, fez o melhor para minorar os prejuizos, mas não conseguiu mais do que o terceiro lugar final, com igual resultado no Power Stage. Contudo, Loeb considerou que foi um bom fim de semana: "Cometi um grande erro no início do troço e perdi quase dois segundos. 16 pontos é um bom resultado para o campeonato, sabemos que ser o primeiro na estrada como será o caso na próxima prova será difícil mas temos de dar o melhor. Fizemos o que pudemos neste fim de semana", referiu.

Depois dele ficou Mikko Hirvonen. Após ter sido prejudicado pelo fato de ter sido o primeiro a abrir a estrada e de ter tido problemas com a direcção assistida do seu carro, Hirvonen conseguiu um quarto posto, algo distante dos três primeiros e de ter lhe saído a "fava" no Power Stage. Mas como Löeb, minorou os estragos. Após ele ficou Matthew Wilson, que teve um interessante duelo com Kimi Raikonnen, que ficou resolvido a favor do britânico quando o finlandês furou perto do fim, e este teve de se contantar com o sexto posto. O argentino Frederico Villagra foi o sétimo, seguido do árabe Khalid Al Qassimi e do holandês Dennis Kuipers na classificação geral.

E este foi um rali histórico para o madeirense Bernardo Sousa, pois venceu na sua categoria, o SWRC, e conseguiu acabar o rali na décima posição final, conseguindo assim o seu primeiro ponto oficial na sua carreira. Numa demonstração sólida da sua performance ao longo do rali, que o tinha colocado no segundo lugar no final do dia de ontem, os problemas de motor por parte do lider, o qatari Nasser Al Attiyah, que o obrigaram a abandonar a prova, fizeram com que ele herdasse o primeiro posto e conseguindo assim a sua primeira vitória da categoria na sua carreira, apesar de ter tido problemas com a sua suspensão traseira antes do final da prova.

"No final correu tudo bem, conseguimos manter-nos na estrada e nas curvas para a esquerda tentámos ser mais cautelosos e distribuir melhor o peso. A minha primeira vitória no SWRC e por isso só posso estar muito contente", referiu Sousa aos microfones da World Rally Radio.

Agora, após quatro provas, o Mundial está ao rubro, pois os quatro primeiros classificados estão com oito pontos de diferença entre si. Ainda com a adição dos pontos da "Power Stage" este ano, onde os pilotos poderão acrescentar até mais três pontos em caso de vitória, a competição deste ano está enormemente equilibrada. E Sebastien Ogier, com esta segunda vitória consecutiva, mesmo arrancada "a ferros", é um piloto em alta e está desejoso de bater Sebastien Löeb antes que se retire. E ainda faltam nove ralis para o final da época...

O próximo rali acontecerá de 5 a 8 de maio na Ilha da Sardenha, e verá ali a estreia oficial dos Mini Countryman em competição, acrescentando mais uma marca à competição.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

WRC 2011: Rali da Jordânia (Dia 1)

O primeiro dia deste encurtado rali da Jordânia foi marcado pelo dominio dos Citroen nas classificativas à volta do Mar Morto, e onde Sebastien Ogier decidiu acelerar e colocar-se na frente da competição, mandando a tática às malvas e conseguindo 31,6 segundos de vantagem sobre o seu companheiro Sebastien Löeb. No última classificativa do dia, e a mais longa do rali, com 41 quilómetros, Ogier acelerou e bateu Petter Solberg por mais de 18 segundos.

Atrás ficou Sebastien Löeb. Sendo o segundo na estrada, conseguiu anular de uma certa forma a desvantagem que teria sobre os que iam logo atrás, mantendo-se sempre no segundo posto. Pior ficou Mikko Hirvonen, que por abrir a estrada, perdeu mais de um minuto para a concorrência e é agora o quinto classificado, a dois minutos e 50 segundos, ameaçado agora... por Kimi Raikonnen, que está a fazer um bom rali.

Claro, o melhor dos Ford nao é nem Kimi, nem Mikko. É sim Jari-Matti Latvala, que é o terceiro classificado, embora tenha andado durante grande parte do dia na segunda posição, cedendo apenas esse lugar para Löeb, para tentar ter maior vantagem na etapa de amanhã, embora essa seja a última deste encurtado rali. Quem já abandonou, vitima da caixa de velocidades do seu Fiesta, é o norueguês Mads Ostberg.

Depois de Matthew Wilson, o sétimo da geral, o árabe Khalid al Qassimi é o oitavo, à frente de Frederico Villagra e do qatari Nasser Al Attiyah, o melhor dos SWRC. O português Bernardo Sousa vem logo atrás, na 11ª posição da geral e segundo na sua classe, mas muito longe de Al Attiyah. Quando a Daniel Oliveira, o brasileiro do Mini Countryman S2000 desistiu cedo devido a problemas na pressão da água e a equipa decidiu por bem sair mais cedo.

O rali da Jordânia termina amanhã.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sem treinos, a Ford goza... a boa vida!

Como sabem, o Rali da Jordânia vai ser, no mimino, amputado de pelo menos um dia de competição devido aos atrasos logisticos. E como os carros ainda estão a caminho, ou então já chegaram mas ainda estão a ser montados e adaptados, alguns pilotos aproveitaram esta folga forçada para fazer... turismo no Mar Morto.

Foi o que fizeram os pilotos da Ford, quer a oficial, quer a Stobart, que se juntaram e conviveram em pleno Abril, banhando-se e descansando antes do começo de um encurtado rali da Jordânia. Veremos se os sorrisos se mantêm no final deste rali, e não sejam os do costume a comemorar, não é?

Noticias: primeira etapa do Rali da Jordânia anulada

A organização do rali da Jordânia decidiu esta manhã cancelar a primeira etapa, que deveria acontecer esta sexta-feira, devido aos vários atrasos de ordem logistica para a chegada dos carros à zona de Amã e do Mar Morto, local da realização do quarto rali do calendário de 2011.

De fato, atrás de problemas está a ter este rali, a quarta etapa do Mundial. Para além dos problemas políticos, pois a região está conturbada devido á agitação social, as avarias do barco que transportou os carros até ao porto de Haifa, em Israel e as burocracias existentes entre as alfândegas de Israel e Jordânia fizeram atrasar mais o "shakedown" e a apresentação das equipas.

A maior dificuldade logística do Rali da Jordânia é o transporte dos equipamentos que usamos na Europa. Nossos camiões são muito grandes para serem transportados por ar, assim, temos de usufruir do transporte marítimo”, justificou Sven Smeets, o diretor logistico da Citroen, ao site brasileiro Grande Prêmio.

A princípio, cruzaríamos o Canal de Suez e chegaríamos a Aqaba, ao sul da Jordânia. Mas a situação egípcia dificultou esse caminho, e decidimos desembarcar em Tartous, na Síria. Por causa da situação atual do país, essa solução tampouco foi possível. Junto com a Ford, a North One Sport, a Michelin e outras equipas privadas, nós alugamos um navio para chegar a Haifa desde Trieste. Todo o equipamento deveria chegar por estrada ao Mar Morto na segunda-feira à noite.”, concluiu.

Contudo, o atraso foi de três dias e isso levou a que a decisão de anular o primeiro dia do rali jordano fosse a mais lógica. Assim sendo, a prova será mais um "rally sprint" do que os três dias normais de uma etapa do Mundial.

terça-feira, 5 de abril de 2011

In extremis!

A FIA pode ter dado luz verde ao Rali de Jordânia, mas o fato de terem feito um plano B para a logistica do rali - no qual os carros estão de fora, pois quem cuida disso é a FIA - está a fazer com que o material chegue muito em cima da hora a paragens jordanas, e algumas equipas contemplam a ideia de alterar os horários, pelo menos do shakedown.

Segundo diz o veterano jornalista Martin Holmes à Autosport portuguesa, a alteração dos planos para o transporte do material, que devido à situação na Siria, tiveram de agora passar por Israel, e a chegada do material às margens do Mar Morto acontecerá a 10 de abril, uma segunda-feira. E é precisamente nesse dia é que começam os reconhecimentos, logo, algumas equipas já pediram o adiamento ou a alteração dos horários, e a FIA poderá aceder a esse pedido.

Em suma, como diz o jornalista: "os pilotos e os carros vão de avião para a Jordânia pelo que por aí não vai haver problemas. Tudo o resto é que se arrisca a chegar tarde."

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Noticias: FIA garante Rali da Jordânia

No Primeiro de Abril, todas as noticias terão de ser vistas duas vezes, mas parece que esta é verdadeira. A FIA conseguiu esta manhã resolver os problemas de logística referentes ao Rali da Jordânia e este irá adiante na data prevista, que é dentro de duas semanas, de 12 a 14 de Abril.

As dúvidas sobre o rali jordano apareceram no final da semana passada, devido à instabilidade politica no Médio Oriente, cujo último país a ser atingido foi a Siria, onde existem protestos um pouco por todo o país contra o regime dos Assad, exigindo democracia e o levantamento do estado de emergência, que está em vigor desde... 1963. E algumas equipas como a Citroen, usam a Siria como ponto de passagem do seu material para Amã, a capital da Jordânia, e esta, pela voz de Olivier Quesnel, tinha pedido à FIA em Faro, por alturas do Rali de Portugal, para que a etapa fosse cancelada.

Contudo, de acordo com a Autosport britânica, a FIA poderá ter conseguido uma rota alternativa que consegue evitar as regiões problemáticas e faça com que o rali prossiga como previsto, à volta do Mar Morto. Espera-se uma confirmação por parte das equipas ainda hoje.

sábado, 26 de março de 2011

Noticias: Agitação na Siria coloca Rali da Jordânia em risco

De facto, a agitação no Médio Oriente está a estragar o calendário desportivo e automobilistico de 2011. Depois das agitações sociais no Bahrein, que levaram ao cancelamento do Grande Prémio, que seria a prova de abertura do Mundial de Formula 1, o Rali da Jordânia, quarta prova do ano, está em risco devido à agitação social... num dos seus vizinhos. A Siria, para ser mais exato.

O pais dos Assads tornou-se no mais recente de uma lista já longa, a agitar-se. Durante a semana, os confrontos em Deraa, no sul do pais, causaram mais de 75 mortos entre a população e as forças de segurança. Detenções e disparos indiscriminados na população fizeram com que as multidões saissem à rua num numero cada vez mais crescente, e já chegaram a Damasco. O regime já fez algumas promessas de reforma e abertura politica, bem como o fim do estado de emergência.

E porquê é que isto pode afetar uma prova noutro pais? Porque a Siria é a rota mais curta e menos trabalhosa para que os carros chegem à Jordânia e o rali possa ser realizado na data prevista, entre 14 e 16 de abril, nas margens do Mar Morto. Preocupados com a situação, as equipas reuniram-se de emergência esta noite, em Faro e a hipótese de um cancelamento puro e simples esteve em cima da mesa.

E o diretor da Citroen, Olivier Quesnel, defende isso: "Para mim, acho que passar por países com grandes problemas... não é pelo fato de que isso é perigoso, não acho que devemos correr enquanto eles têm esses grandes problemas, seria insensível e imoral. Eles [a FIA] podem decidir isso muito em breve, eles apenas têm de dizer que está acabado.", afirmou, em declarações captadas pelo site brasileiro Grande Prêmio.

Contudo, o delegado da FIA presente em Portugal, o finlandês Jarno Mahonen, afirmou cauteloso que a situação está a ser acompanhado para saber se as condições se mantêm nas próximas horas ou dias, antes de se avançar para qualquer decisão dessa natureza. "A decisão será tomada por nós. Claro que nós estamos investigando a situação. Parece tudo bem na Jordânia, mas nós estamos fazendo uma investigação sobre a Síria e teremos uma atualização nesta tarde", afirmou.

"Como organização desportiva, você não pode simplesmente cancelar um evento. Nós precisamos de evidências de que isso é inseguro e nós vamos discutir isso com as equipes", acrescentou.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Muitos inscritos na Europa, poucos fora dela...

Parece que nestes tempos, ninguém se quer aventurar para fora da Europa. Digo isto porque, ao acompanhar a lista de inscritos das provas do WRC, noto que nas corridas fora da Europa, a lista de inscritos parece ser diminuta. No México foram 25 os participantes, e hoje soube que os inscritos para o Rali da Jordânia, quarta prova do Mundial WRC, são apenas 31 os pilotos que confirmaram a sua participação.

A grande excepção até agora é o Rali de Portugal. 75 carros inscreveram-se para a prova que começará dentro de nove dias, e isso bate até os 48 pilotos que decidiram participar no primeiro rali oficial do ano, na Suécia.

Entre os inscritos na prova jordana, estão as equipas oficiais e as filiais. Cinco Citroens DS3 WRC, oito Ford Fiesta WRC, e um Mini S2000. Para além disso, sete dos dez pilotos na categoria SWRC marcarão presença na prova jordana.

Bem sei que estes são tempos de crise e o WRC está numa fase de transição, mas... não deveria estar a ver mais carros inscritos na lista? Se não vir mais inscritos nas provas fora da Europa, independentemente das circunstâncias temporais, o que vejo é que em certos aspectos, a expansão dos ralis para terras com pouca ou nenhuma tradição nesse campo, bem como a "pobreza" no panorama local, faz pensar em eventos futuros. Valeria a pena ter um rali em Abu Dhabi, quando se arrica a ter uma lista de inscritos com 20 ou 25 carros, por exemplo? Qual é o custo de receber o rali nessas paragens desconhecidas e deixar de fora provas como a Nova Zelândia, Argentina, Itália, Monte Carlo e outros, onde a lista de inscritos seria seguramente maior, e os custos bem menores? O dinheiro dos patrocinadores valerá tudo?

Veremos o que os próximos tempos nos reservarão. Mas seguir uma espécie de "modelo ecclestoniano de gestão" fará mais mal do que bem ao WRC. E o IRC está à espreita para receber os eventos despromovidos e lucrar com isso...

sábado, 3 de abril de 2010

WRC 2010 - Rali da Jordânia (Final)

O final do rali pode ter acabado com o vencedor do costume, que aplicou uma vantagem de 35,8 segundos sobre o Ford de Jari-Matti Latvala, mas o dia foi marcada pelas táticas de Ford e Citroen, que colocaram máquinas secundárias para "abrir a estrada" e ajudar os dois primeiros classificados. Mikko Hirvonen, regressado através da cartada "Superally", e Sebastien Ogier, que teve problemas elétricos e perdeu muito tempo, foram os ajudantes de serviço.

A tática resultou, e Sebastien Löeb conseguiu segurar a vantagem que tinha alcançado no final do segundo dia, apesar dos ataques de Latvala. Löeb conseguiu por fim uma vitória que tinha fugido inesparadamente em 2008, quando bateu de frente num troço de ligação com o carro do zimbabueano Conrad Rautenbach.

No último lugar do pódio ficou o norueguês Petter Solberg, a mais de um minuto de Löeb, sem poder alcançar os dois carros da frente, mas capaz de bater o segundo carro oficial, do catalão Dani Sordo. Depois veio o Stobart-Ford de Matthew Wilson, o Citroen de Sebastien Ogier, o Ford do argentino Frederico Villagra e o Citroen de... Kimi Raikonnen, que conseguiu por fim, numa prova sem erros, os seus primeiros pontos no WRC.

No PWRC, Patrik Flodin venceu pela segunda vez nesta época, com Armindo Araujo a conseguir levar o seu carro ao segundo lugar, mantendo a liderança do campeonato, depois de fazer uma prova regular, num local onde se exige muito dos carros.

"Optámos por mudar as afinações do carro, colocando-o mais duro, na tentativa de atacar ao máximo e recuperar a desvantagem para o Patrik Flodin. Logo nos primeiros quilómetros percebemos que o resultado dessa alteração não iria surtir efeito pois sentimos que estávamos a perder tempo. A partir daqui não valia a pena correr riscos pois ficámos um pouco distantes da liderança. Logicamente que gostaríamos de ter vencido, mas este segundo lugar é muito positivo para as contas do campeonato que continuamos a liderar. Isso para nós é o mais importante e estamos bastante satisfeitos com este inicio de época", afirmou o piloto de Santo Tirso.

O Mundial de Ralis continua dentro de 15 dias na Turquia, e vai ser o primeiro em superfície mista (terra com algum asfalto).

sexta-feira, 2 de abril de 2010

WRC 2010 - Rali da Jordânia (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Jordânia foi como habitualmente marcado pelo ataque de Sebastien Löeb à liderança, mas outro ingrediente importante foi adicionado a este dia, que foi o atraso sofrido por Mikko Hirvonen, que comprometeu bastante o seu resultado final, regressando apenas para o Superally.

Logo na primeira especial do dia, Mikko Hirvonen foi vitima de um despiste, causando a quebra da suspensão do seu Ford Focus WRC ceder logo na primeira especial do dia. Esse resultado fez com que o piloto só volte amanhã em versão Superally, mas poderá ter consequências no campeonato, já que Löeb tem uma oportunidade de outro para se distanciar no comando do campeonato.

E sabendo disso, atacou ao longo deste dia para diminuir a desvantagem que tem em relação ao lider, o finlandês Jari-Matti Latvala, que no final do dia conseguiu chegar à liderança. Mas a vantagem para o finlandês é apenas de 30 segundos, que pode ser insuficiente, pois como abre a estrada nas classificativas de amanhã, o finlandês da Ford pode adoptar a mesma tática e sair a ganhar. E as declarações de Löeb exprimem esse receio: "Não sei se [a vantagem] é suficiente. Tentei forçar o máximo possível e não consegui fazer o melhor do que isto. Espero que seja uma boa escolha", afirmou.

Mais atrás, Sebastien Ogier é agora o segundo classificado, a 24,6 segundos de Löeb, mas conseguiu manter a diferença para os seus adversários mais directos, como Latvala, o espanhol Dani Sordo e o norueguês Petter Solberg. Agora, o francês da Junior Team da Citroen tem uma vantagem de apenas três segundos para o finlandês da Ford, mas tem dezanove segundos de diferença para Solberg e 24 para Sordo.

Mais atrás, no sexto posto, está Matthew Wilson, mas muito distante (mais de cinco minutos) seguido pelo argentino Frederico Villagra e pelo finlandês Kimi Raikonnen, que está a fazer uma prova calma, isenta de erros.

Quanto aos portugueses, Armindo Araujo e Bernardo Sousa tiveram sortes diferentes. O português da Mitsubishi Evo X do agrupamento de Produção é segundo classificado, lutando com o sueco Patrik Flodin pela vitória, com uma diferença de 23 segundos entre os dois. "Estou a dar o máximo mas continuo a perder tempo. Tenho de continuar a lutar. Está a ser uma grande batalha [com Flodin]. É difícil, mas temos mais um dia e amanhã é para atacar".

Já Bernardo Sousa teve um dia para esquecer. Depois de ter perdido a liderança para Xavier Pons, andou o dia todo para recuperar o tempo perdido, e as coisas estavam a ser vantajosas para ele à entrada da última etapa, com a diferença entre ambos a 7, 3 segundos... quando bateu numa pedra e danificou a suspensão. "Entrámos muito depressa numa curva, batemos e furámos um pneu. Tive muita sorte. Não sei o tempo, nem quero saber...", afirmou Bernardo Sousa, desapontado com o sucedido.

Contudo, o pior veio depois. No troço de ligação, decidiram que iriam fazer o último diua em modo Superally, e foram empurrados até ao Parque de Assistência, devido à falta de gasolina. Contudo, como não tinham entregue a carta com as notas, os comissários da FIA os viram a empurrar, conmsideram-os como participantes. Resultado: foram excluidos.

"Para mim tudo isto é estranho. Os comissários desportivos basearam-se nos regulamentos, considerando que, como não tínhamos entregue a carta de controlo, julgaram termos oficialmente desistido e desse modo que não poderíamos ser levados para a nossa assistência. Como tal, asseguraram-nos que não lhes restavam outra decisão se não a de nos excluir da competição", lamentou.

O Rali da Jordânia termina amanhã.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

WRC 2010 - Rali da Jordânia (dia 1)

No fim de semana em que a Formula 1 tem a sua terceira corrida da temporada, a mesma coisa se passa no Mundial de Ralis, com máquinas e pilotos a percorrerem as estradas pedregosas da Jordânia, provavelmente uma das melhores do Médio Oriente, na sua segunda edição deste rali a contar para o Mundial WRC.

E neste primeiro dia, é o carro de Jari-Matti Latvala que lidera nas classificativas jordanas. O piloto finlandês, muito rápido mas muito inconstante, desta vez está a levar o seu Ford Focus WRC para a liderança do campeonato, com uma vantagem de 30,2 segundos sobre o Citroen C4 do francês Sebastien Ogier. Contudo, o primeiro dia de qualquer rali do WRC é mais tático do que decisivo, logo, estes 30 segundos de vantagem pode não significar grande coisa. Especialmente porque os cinco carros que estão a seguir a Latvala estão separados... por meros 15 segundos. Sebastien Löeb é terceiro, a 1,6 segundos de Ogier, Petter Solberg é quarto, a 0,7 segundos do heptacampeão francês, e Mikko Hirvonen é quinto, a 9,7 segundos de Löeb.

Estas táticas resultaram na seguinte confissão do piloto norueguês: "É difícil de saber se fiz o acertado. Desta vez tentei isto. No México tentei uma coisa diferente. Posso fazer o que quiser, pelo que espero resulte melhor do que no México. Vamos esperar", afirmou.

O mesmo tipo de declaração teve Mikko Hirvonen, vencedor na Suécia e o principal rival de Sebastien Löeb: "Estamos atrás do Loeb e espero que seja a decisão mais acertada. Não precisei de abrandar mas adoptei um ritmo consistente ao longo do dia. Mas nunca se sabe se foi a decisão certa.", afirmou.

Quanto a Kimi Raikonnen, hoje teve um primeiro dia consistente e sem erros, que resultou no décimo lugar no final da primeira etapa, a 3 minutos e 50 segundos da liderança, mas a mais de um minuto de diferença sobre o argentino Frederico Villagra, no seu Ford Focus WRC da Munchi's.

Em relação aos portugueses, este foi um bom dia. Bernardo Sousa, que continua a adaptar-se ao Ford Fiesta S2000, e é o lider do agrupamento. Graças a um ritmo consistente e eficaz, conseguiu obter uma vantagem de 12 segundos sobre o espanhol Xavi Pons, e é o 11º classificado da geral. Já Armindo Araujo, no seu Mitsubishi Lancer Evo X, também está a ter um rali cauteloso e consistente, e no final deste primeiro dia é 15º da geral e o terceiro da classe PWRC, não muito longe do lider da categoria, o sueco Patrik Flodin.

O rali da Jordânia prossegue amanhã.

domingo, 27 de abril de 2008

WRC - Rali da Jordânia (Final)

A emoção foi até ao fim, e o último a rir... foi Mirko Hirvonnen, que levou o seu Ford Focus à vitória no Rali da Jordânia, que este ano se estreou no Mundial WRC.

Se Daniel Sordo liderou grande parte deste rali, ele nunca teve descanso, pois foi sempre assediado na luta pela lidernça. Primeiro por Petter Solberg, depois por Sebastien Löeb, depois por Jari-Mari Latvala e por fim por Mirko Hirvonnen. E hoje, o último dia da prova, ambos os Ford jogaram pela inteligência, ao perderem de propósito mais de 20 segundos no último troço de ontem, para que Sordo partisse hoje a abrir os troços.

Assim sendo, os Ford tomaram a liderança logo no primeiro troço do dia, e tudo indicava que seria uma dupla Latvala/Hirvonnen a acabvar o rali, mas Latvala despistou-se e perdeu muito tempo, sendo relegado para o sétimo posto final. Já Hirvonnen aguentou a liderança dos ataques de Sordo, e este arriscou tudo, perdendo no último troço, quando se despistou. Contudo, os 50 segundos perdidos não foram suficientes para o desalojar do segundo lugar.

A fechar o pódio ficou o Subaru Impreza do australiano Chris Atkinson. Após esta prova, Hirvonnen é o líder, com 35 pontos, seguido por Löeb, com 30, e Chris Atkinson, com 28. A próxima prova do Mundial de Ralies WRC será o Rali da Sardenha, de 16 a 18 de Maio.

sábado, 26 de abril de 2008

WRC - Rali da Jordânia (Dia 2)

Anda tudo agitado no pedregoso Rali da Jordânia. Acidentes por todo o lado, e até Sebastien Löeb não escapa. O piloto francês desistiu esta manhã, vítima de uma colisão com o piloto do Zimbabwe Conrad Rautenbach.
Um acidente no mínimo... estranho: o francês completava a terceira classificativa do dia quando viu em frente, a iniciar essa mesma classificativa... o piloto do Xsara. A colisão foi inevitável, e ambos os carros ficaram seriamente danificados. Ambos poerão voltar no método Super Rally, mas as hipóteses que tinham de uma boa classificação estão definitivamente comprometidas.

Sendo assim, quem lidera o rally é o seu companheiro de equipa, Daniel Sordo. Mas é uma liderança disputada com Jari-Mari Latvala, que a bordo do seu Ford Focus WRC, está a dar luta. Chegou a haver uma distância de 0,7 segundos, mas no final das classificativas do dia, a diferença agora é de 8,4 segundos. O terceiro classificado, o outro Ford Focus WRC de Mirko Hirvonnen, não anda muito longe, pois está a 10,4 segundos do líder. Uma disputa muito animada, portanto.

Mas fora dos três primeiros, o quarto classificado está muito longe. O australiano Chris Atkinson está a quase dois minutos de Sordo, e não tem muito mais com que fazer senão levar o seu carro a bom porto, já que o quinto, o estoniano Urmo Aarva, também está longe.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

WRC - Rali da Jordânia (Dia 1)

Este fim de semana, o Mundial de Ralies vai decorrer num ambiente totalmente novo: a paisagem semiárida do reino da Jordânia, que decidiu substituir no calendário do Rali de Portugal.

Quinta ronda do campeonato, o Rali da Jordânia é o primeiro do Médio Oriente a fazer parte do calendário WRC. Sendo desconhecido para a quase totalidade dos pilotos, vai-se saber quem se adaptará melhor ao traçado pedregoso deste rali. E será que o francês Sebastien Löeb continuará a dominar o Mundial?

Jà agora, o rali tem duas curiosidades: é disputado na zona do Mar Morto, ou seja, a maior parte das classificativas vão ser disputadas abaixo do nível do mar. Vai haver até um que partirá das suas margens, ou seja, um dos pontos mais baixos da terra, a cerca de 400 metros.

Esta manhã, os pilotos já fizeram as suas primeiras classificativas, onde ao fim do quarto troço, há um Citroen na frente. O de Daniel Sordo.

Pois é: o piloto espanhol entrou ao ataque, e ao final da manhã, lidera a prova com 4,7 segundos de diferença sobre o seu companheiro, o francês Sebastien Löeb. O terceiro classificado, o Ford Focus WRC do finlandês Jari-Mari Latvala, está a 9,3 segundos de Sordo, o que demonstra um grande equilibrio entre os pilotos da frente. Logo a seguir vem o outro Ford Focus, de Mirko Hirvonnen, que está a 20,3 segundos, enquanto que o australiano Chris Atkinson, no Subaru Impreza, está muito mais afastado, a um minuto do lider Sordo.

Entretanto, há houve desistências de maior: o Subaru Impreza do norueguês Petter Solberg abandonou após a quinta especial, devido a problemas de suspensão causados pelo embate numa pedra. O piloto noruguês era quinto, após uma fugaz passagem pela liderança da prova logo na primeira classificativa. Quem também não aguentou a dureza do rali foram os Suzuki: em três classificativas, ficaram sem carros. O sueco Per Gunnar Andersson despistou-se na especial de abertura, e danificou a suspensão do seu SX4 WRC, desistindo no troço seguinte. Já o finlandês Toni Gardemeister ficou pelo caminho na PE 3, com uma fuga de óleo no motor.

Logo, há mais.