segunda-feira, 4 de março de 2013

Yourubr Motorsport Ad: o anuncio de Kimi Raikkonen na Renault


A Renault decidiu aproveitar-se do humor involuntário de Kimi Raikkonen e colocou hoje um anuncio de um dos seus modelos, o Megane, onde mostra as vantagens do seu consumo. O resultado é este...

Noticias: Robert Kubica vai estar no rali de Portugal

A Citroen confirmou esta manhã que Robert Kubica srá seu piloto na categoria WRC2. Não só vai correr em algumas provas do Europeu de ralis - a partir do Rali das Islas Canárias - como também vai participar em algumas provas do Mundial, a bordo de um Citroen DS3 WRC, mais concretamente na segunda categoria, o WRC2. Ao todo, o polaco de 28 anos vai fazer sete provas do Mundial, começando a sua participação no Rali de Portugal.

Eu comparei as diferentes opções antes de decidir o meu programa. Eu mantive-me em contacto com a Citroen Racing e os dois lados quiseram trabalhar juntos. Estou muito satisfeito por voltar a poder competir ao mais alto nível”, começou por dizer Robert Kubica no comunicado oficial.

Começar no Rali das Canárias será um desafio interessante para mim. Mal posso esperar pelo começo do rali, embora eu ainda não tenha estabelecido um objectivo especifico. Eu ainda tenho muito para aprender nos ralis e vou precisar de fazer muitos quilómetros de especiais”, prosseguiu.

Robert Kubica está a competir desde setembro passado nos ralis, após quase ano e meio em reabilitação após o seu grave acidente em fevereiro de 2011 no Rali Ronde di Andora, no noroeste de Itália, ficando gravemente ferido no braço, mão e perna direitos. Desde o seu regresso que Kubica venceu dois ralis de asfalto e revelou ser um piloto muito veloz em todas as provas de asfalto em que participou, mesmo aquelas onde não terminou a prova, como no Rali du Var, onde tinha um avanço considerável até abandonar, vitima de despiste.

domingo, 3 de março de 2013

O apelo de António Félix da Costa

Para um piloto como o António Félix da Costa, o capacete e o fato de competição são as suas identidades no seu local de trabalho, que é uma pista de automóveis. Simbolo da sua identidade, pouco ou nada é sem eles. Daí que esta sexta-feira tenha sido desagradavelmente surpreendido com a novidade que o saco onde levava ambas as suas coisas ter sido levado pelos "amigos do alheio" na sua Cascais natal, quando eles fizeram uma visita ao seu automóvel particular, aproveitando a ausência do seu proprietário.

Pela sua página do Facebook, Félix da Costa contou a desagradável novidade e fez um apelo: 

"Ola a todos, tenho noticias tristes. 6a feira as 5PM assaltaram me o carro em Cascais e roubaram me o capacete novo, e o meu fato de corridas a estrear. Muito triste e frustrado com a situação, queria pedir-vos se virem, ou ouvirem alguma coisa avisem-me. O mais provavel e ser vendido em sites de vendas, mas nao e facil para eles porque tem o meu nome. Obrigado pela ajuda. Abraços!"

O apelo fica feito. Resta torcer para que haja um final feliz o mais rapidamente possível.

Formula 1 em Cartoons - O regresso de Sutil (GP Toons)

Isto já tem uns dias, mas só agora é que vi. Quando o Hector Garcia, dos GP Toons, soube do regresso de Adrian Sutil à Formula 1, decidiu que a melhor maneira de o receber de volta ser o enquadrar no famoso "gang" da Destroyers Racing Team. 

Eis o resultado final..

Sebastien II, o novo dominador dos ralis


(...) num ano em que as pessoas pensavam que iria ser uma temporada equilibrada, após saberem da “semi-retirada” de Sebastien Löeb, muito provavelmente terão de pensar outra vez. É que muito provavelmente, esta poderá ser a temporada em que o WRC poderá assistir à coroação de “Sebastião II”, ou se preferirem, o francês Sebastien Ogier. É que na última prova do campeonato, em terras suecas, o piloto da Volkswagen conseguiu dar à marca a sua primeira vitória após o seu regresso aos ralis, depois de um segundo lugar na prova de abertura, o Rali de Monte Carlo.

E tal coisa, depois de quase uma década de domínio de Löeb, parece já desmoralizar muita gente no WRC. Há duas semanas, em entrevista ao jornal francês “L’Equipe”, Malcom Wilson, o patrão da M-Sport, parecia atirar a toalha ao chão e render-se às evidências: Ogier vai dominar o WRC como fez Sébastien Löeb. Pelo que vi, partimos para mais dez anos com outro Seb...” (...)

(...) Sobre o seu estilo de pilotagem, Francois-Xavier Demaison, o seu engenheiro na VW, conta uma história curiosa: “Faz-me lembrar o Marcus Gronholm no estilo” começou por dizer o francês, que também foi engenheiro do piloto finlandês, bicampeão do mundo em 2000 e 2002, retirado das classificativas desde 2008.

Ele é rápido e fez coisas que me marcaram. Num dos testes, o nosso camião estava parado a meio do troço do teste, numa curva muito rápida e nós divertimo-nos a colocar pequenos papéis na primeira trajetória, deixada pelas rodas do Polo. Nas passagens seguintes, o Seb fazia exatamente a mesma linha de trajetória e isso prova a sua excelência. A mim parece-me que talvez com o quarto lugar do Jari-Matti (Latvala) o Polo vale somente essa posição e a diferença da nossa vitória foi feita pelo Seb”, concluiu.

Na minha coluna de opinião do Nobres do Grid deste mês, falo sobre ralis. Mais concretamente sobre Sebastien Ogier, o piloto da Volkswagen que aos 29 anos de idade, é o candidato numero um à sucessão a Sebastien Löeb, que este ano começa a sua retirada gradual dos ralis, para continuar a sua carreira nas pistas, mais concretamente na Endurance e nos GT's, a bordo de um McLaren MP4-12C.

Com o arranque fabuloso que teve neste inicio de temporada no WRC, tudo indica que os mais de 20 mil quilómetros de testes que teve ao longo de 2012 para afinar e melhorar o seu Volkswagen Polo R WRC estão largamente a compensar. E com isso, os resultados andam acima das expectativas, com uma vitória na Suécia e  o comando do campeonato. Apesar de ainda faltarem onze ralis para o final da temporada, parece que o francês é o candidato numero um ao titulo mundial.

Tudo isto e muito mais podem ler a partir deste link

GP Memória - África do Sul 1973


Três semanas após terem corrido no Brasil, máquinas e pilotos atravessavam o Atlântico para participarem na terceira corrida do ano, a realizar em paragens sul-africanas. Com Emerson Fittipaldi a dominar o campeonato, cabia à Tyrrell reagir, sob pena de ver o piloto brasileiro a escapar, rumo à uma possível revalidação do titulo.

Em paragens sul-africanas, a Shadow fazia enfim a sua estreia na Formula 1, com dois chassis, entregues ao britânico Jackie Oliver e ao americano George Follmer, mais conhecido pelas suas participações na Can-Am e Trans-Am, onde era um dos melhores pilotos. Havia também outra entrada nova, a de Andrea de Adamich, num Surtees inscrito pela Cerâmica Panagossin.

Na McLaren, o novo chassis estava pronto, e entregue a Dennis Hulme, enquanto que os outros dois M19 eram para o americano Peter Revson e o local Jody Scheckter. Para além dele, ainda iria haver mais três sul-africanos: Jackie Pretorius, que iria guiar um Iso-Marlboro no lugar de Nanni Galli - lesionado depois de um acidente – Dave Charlton, num Lotus 72 da Scuderia Scribante, e Eddie Keizan, num Tyrrell privado da Lexington Racing.

Com 25 carros inscritos, no final da qualificação, o novo chassis da McLaren deu resultados inesperados, com Dennis Hulme a ser o melhor, fazendo aos 37 anos a sua primeira pole-position da sua carreira. Emerson Fittipaldi era o segundo, no seu Lotus, seguido pelo segundo McLaren de um surpreendente Jody Scheckter. Ronnie Peterson era o quarto, seguido pelo BRM de Clay Regazzoni. Peter Revson era o sexto, no terceiro McLaren, seguido pelo segundo BRM de Jean-Pierre Beltoise. O argentino Carlos Reutemann era o oitavo, no seu Brabham-Ford, e o “top ten” era fechado pelo Surtees-Ford de José Carlos Pace e o terceiro BRM de um jovem austríaco chamado Niki Lauda.

A Tyrrell tinha tido uma qualificação para esquecer: Jackie Stewart tinha tido um acidente na qualificação e o seu carro era sucata, partindo apenas do 16º posto e Francois Cevért tinha o chassis reserva e largava do último lugar. Já a estreante Shadow tinha também uma qualificação modesta, com Oliver na 14ª posição e Follmer no 21º lugar da grelha.

A partida foi sem problemas, com Hulme no comando e os três McLaren nas quatro primeiras posições, com o intruso a ser Fittipaldi, o segundo, seguido por Scheckter e Revson. Stewart começou a fazer uma corrida de recuperação, assim como Dave Charlton, que era sétimo e atacava Reutemann para chegar ao sexto posto, com o seu Lotus. Contudo, no inicio da terceira volta, o piloto local perde o controlo e bate no Surtees de Mike Hailwood. Este fica parado no meio da pista, onde é atingido pelo Ferrari de Jacky Ickx e pelo BRM de Clay Regazzoni.

No momento seguinte, ambos os carros pegam fogo, e enquanto que Hailwood consegue sair do seu Surtees, o suíço não conseguia sair do seu BRM, porque o seu cinto ficara preso. Com as chamas a alcançarem o seu carro, Hailwood chegou-se perto dele, para o ajudar a sair, o que conseguiu, não sem antes as chamas chegassem ao pé das suas pernas e este tivesse de sair dali para que as pudesse apagar. Ambos foram ao hospital, mas tinham queimaduras ligeiras.

O acidente também teve consequências para Hulme, pois quando passava pelos destroços, um deles furou um dos pneus e teve de ir às boxes para trocar, caindo para o final do pelotão. Isso deu o comando para Fittipaldi, mas depois, a liderança ficou nas mãos de Scheckter. Mas vindo de trás, Stewart estava a fazer uma recuperação espetacular, e na sétima volta, passava o sul-africano e já estava no comando, começando lentamente a distanciar-se da concorrência.

Scheckter tentou defender o seu segundo posto dos ataques de Fittipaldi, mas aos poucos, o sul-africano começava a ficar com os pneus mais degradados do que o normal, e a partir do meio da corrida, perdeu uma posição para o Lotus do brasileiro. Pouco depois, foi a vez de Peter Revson ficar com o terceiro lugar, enquanto que, vindo de trás, Hulme fazia uma recuperação espetacular, chegando à zona dos pontos, no sexto posto, mas longe de Scheckter.

Parecia que o jovem sul-africano iria conseguir os seus primeiros pontos da sua carreira, mas a quatro voltas do fim, o seu motor deixa de funcionar e o quarto lugar cai nas mãos do Ferrari de Arturo Merzário.

Por essa altura, Stewart tinha uma vantagem de 24 segundos sobre Peter Revson, e foi nessa ordem que terminou a corrida. O escocês tinha feito uma grande corrida e conseguia a sua primeira vitória do ano, na frente de Peter Revson. Emerson Fittipaldi fechava o pódio no seu Lotus, mas mantinha a liderança do campeonato. Dennis Hulme foi o quarto, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Ferrari de Merzário, o McLaren de Hulme e o Shadow de Follmer, que conseguia aqui o seu primeiro ponto da carreira. 

sábado, 2 de março de 2013

Youtube Rally Crash: um salto longe demais...


Leigh Gotch é um dos concorrentes do campeonato australiano de Ralis, e este sábado, durante a realização de mais uma prova, saltou num pouco mais do que a sua conta num sitio chamado "Mineshaft". 

Traduzido, significa "Poço da Mina". E foi uma queda e tanto... felizmente, ambos sairam ilesos.

"Hyvää syntymäpäivää, Antti Kalhola!"


Hoje é o dia de anos do Antti Kalhola, aquele rapaz finlandês que é genial a fazer vídeos sobre automobilismo. No seu 22º aniversário natalício  achei por bem homenageá-lo colocando aqui o meu video favorito de todos os que ele fez. Contudo, descobri que o meu video favorito... está dividido em cinco partes e não está no Youtube. É aquele sobre a carreira do Ayrton Senna.

Conheço os seus vídeos há muitos anos. Quando comecei a os ver, algures em 2007, não queria acreditar que era feito por um rapaz de 15 anos que aprendeu a montar e a escolher a banda sonora de forma autodidata. Mas é verdade. O facto de que, mesmo com isso tudo, conseguiu uma multidão de fãs de automobilismo ao qual, mal sai os seus vídeos  acorrem aos milhares para os ver, muitas vezes sem conta, repetindo quase em "loop" como se fosse a sua musica favorita, creio que é o melhor elogio que se pode fazer à sua capacidade de montagem, ao nível dos melhores.

Ele é tão bom que a FOM o recompensou... tentando tirar os seus videos do ar. Foi na altura uma atitude tremendamente estúpida, do qual com o tempo ganhou juízo e largou essa atitude idiota, deixando-nos a ver e apreciar as coisas que sabe fazer, quer nos ralis, quer na Formula 1.

Já teve maus vídeos e más escolhas, como toda a gente, mas parece que é alguém que tem a sabedoria de aprender com os erros. É assim que nós crescemos e amadurecemos, não é?

Assim sendo, da minha parte... "Hyvää syntymäpäivää, Antti!" (Feliz Aniversário, Antti!) E deixo-vos com o meu segundo video preferido feito por ele.

Youtube F1 Testing: o susto de Felipe Massa em Barcelona


Nos testes desta tarde em Barcelona, Felipe Massa passou por um grande susto com o seu Ferrari quando um dos pneus Pirelli decidiu ganhar vida própria e saltou do seu carro. Felizmente, o acidente aconteceu numa reta e o piloto brasileiro conseguiu parar a tempo, sem mais estragos de maior para ele e para o carro. 

Mas não ganhou para o susto! Aqui está o video desse momento arrepiante.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Youtube Motorsport Classic: Uma volta com Christian Fittipaldi no Estoril


Esta vi há bocado quando visitava um dos grupos do qual sou frequentador assíduo. E é um achado: o mítico programa "Rotações", da RTP, com uma matéria a mostrar como se faz uma volta ao circuito do Estoril. 

E o piloto que guia não é um qualquer: é Christian Fittipaldi, então com 21 anos e "rookie" na Minardi de Formula 1, a andar dentro do Opel Astra de outro grande piloto, mas do automobilismo português: Ni Amorim. E ele explicava como é que eles andavam naquela pista, e os lugares ideais para acelerarem e travarem, no tempo em que Portugal fazia parte do calendário da Formula 1.

É um video que vale a pena ver.

Youtube Motorspot Talk Show: António Félix da Costa no Cinco para a Meia Noite

Para quem lê o meu blog no Brasil, posso dizer que ontem à noite, no "late night show" mais conhecido de Portugal, o "Cinco para a Meia Noite", o convidado foi o António Félix da Costa. E por lá, mostrou-se o piloto a falar sobre a sua carreira até agora, os testes que fez e algumas coisas mais interessantes sobre a vida no "paddock", entre outras coisas.

Eis um excerto que vale a pena ver. Até tem o "Bump Draft" ao Aaro Vaino em Monza...

O Harlem Shake da Sauber

Mais um (argh!) dos milhares de "Harlem Shake" que são feitos todos os dias. O que ha de anormal? Provavelmente é o mais caro de todos, e envolve uma equipa de Formula 1, neste caso em particular, o da Sauber.

E o piloto que o guia é o "rookie" mexicano Esteban Gutierrez.

Sobre a substituição de Razia por Bianchi

A Formula 1 é cruel, sejamos honestos. Não tem tempo para esperar para pagar e não perdoa se falhares, pois outros estão à tua espera. Não admira que chamem aquilo de "Club Piraña". Normalmente é para as equipas, mas também serve para os pilotos.

O caso de Luiz Razia, da Marussia, que foi substituido no final da tarde pelo francês Jules Bianchi, é talvez das coisas mais paradigmáticas que chegou esta Formula 1: quando um dos patrocinadores falha o pagamento, ou volta inesperadamente com a palavra atrás, este fica vulnerável perante uma entidade que está desesperadamente à procura de dinheiro para manter a equipa viva. E tinha dado esse exemplo semanas antes quando rescindiu contrato com Timo Glock, alegando que precisava de dinheiro. E é verdade: Glock era um sorvedouro de dinheiro, ganhava três milhões de euros por temporada. Muito dinheiro para uma equipa que ainda não pontuou desde que está ali, em 2010.

 E tudo isto soou a estranho desde o inicio. Quando é o piloto que faz o anuncio da sua entrada, muito antes da equipa fazer a confirmação, quase soa a amadorismo e era um verdadeiro "começar com o pé esquerdo". Confesso que fiquei desconfiado e com a sensação de que o pessoal não aceitou a coisa de bom grado, mas acho que as coisas poderiam melhorar. Depois, no final da semana passada, a noticia de que um dos patrocinadores não tinha cumprido o seu compromisso. Para piorar as coisas, surgiram os rumores de que a origem do dinheiro desses patrocinadores e do envolvimento de alguns familiares em esquemas de lavagem de dinheiro, entre outros, e com o arrastar dos dias, lembrei-me dos episódios anteriores e fiquei com a sensação de que, mais cedo ou mais tarde, o desfecho seria este. Aconteceu.

Não é a primeira vez que acontece tal coisa. O nosso amigo Taki Inoue teve numa situação destas em 1996, quando arranjou patrocinios de quatro milhões de dólares para alinhar na Minardi, ao lado do português Pedro Lamy. Contudo, no dia em que ele iria ser apresentado, um dos seus patrocinadores voltou com a palavra atrás e cancelou o acordo. Inoue tentou encontrar outro patroconador, mas não conseguiu. E o resultado foi semelhante a 2013: deu a chance a um jovem piloto (depois de ter alugado o lugar ao brasileiro Tarso Marques). Seu nome era Giancarlo Fisichella

O seu substituto, o francês Jules Bianchi, mais do que ter dinheiro, tem outras duas coisas: um bom manager e um apoio de uma marca como a Ferrari. Nicolas Todt, o filho do presidente de FIA Jean Todt, ajudou muito com os seus conhecimentos. E certamente acenou com a ligação com a Ferrari e o possivel fornecimento de motores para 2014, algo que a Marussia precisa, pois é a única equipa que corre com os motores Cosworth. E à Ferrari interessa ter Bianchi correr na Formula 1, pois ele quem sabe, num futuro próximo, poderá ser um possivel escudeiro para Fernando Alonso. E o argumento dos motores provou ser imbatível, provavelmente a garantia de continuidade em 2014 e mais adiante.

Razia sabia das consequências. Não conseguiu e foi pena, ele pagou o preço cruel desta Formula 1. Por agora, pode haver tristeza e revolta nesta decisão, mas se calhar poderá ter sido melhor assim. Razia pode não chegar chegado à categoria máxima do automobilismo, mas se calhar ter-se poupado a arrastar-se por uma época nos últimos lugares da Formula 1 em 2013, ser uma "chicane móvel" para Sebastian Vettel ou Fernando Alonso, algo seria péssimo para a sua reputação de piloto rápido que é e que demonstrou na GP2.

Provavelmente, agora a melhor coisa que deveria fazer era parar para pensar. Pensar em outras alternativas. A Endurance ou a IndyCar serão boas alternativas, onde poderá demonstrar toda a sua rapidez e provavelmente não terá de entregar dinheiro para correr. Até poderá ser o contrário, como faz agora outros dois ex-pilotos de Formula 1, Bruno Senna e Lucas di Grassi: ser um piloto oficial, onde é pago para correr. Como já aconteceu um dia na Formula 1.

E francamente, vamos pensar numa coisa mais geral: a Formula 1 não é mais aquilo que as pessoas pensavam, num passado não muito distante. Tornou-se num desporto extremamente caro. Ver pessoas que quase empenham tudo, precorrem "Seca e Meca" para arranjar patrocinadores para que cheguem ao topo, um topo cada vez mais elitista, para conseguirem, provavelmente, o pior lugar no pelotão, só para dizer "Mamãe, estou na Formula 1!", quase parece uma caricatura. E é isso que vejo: uma caricatura, e se calhar para os que lutam para conseguir chegar a estes últimos lugares, uma manifestação de desperdício de talento.

E quanto à competição propriamente dita: ou as equipas começam a se entender em relação aos custos, ou implode a si mesma numa questão de poucos anos. Todos os sinais disso estão por lá.

E na 5ª Coluna desta semana...

(...) Hoje em dia, algumas equipas sobrevivem, em parte, graças ao dinheiro que Bernie Ecclestone distribui às equipas. Mas se as do meio da tabela ainda respiram um pouco, os do fundo da tabela estão com maior dificuldade em respirar, especialmente quando se sabe que qualquer exclusão do "top ten" dos construtores significa um acréscimo de dez milhões de dólares no orçamento, por causa das constantes viagens pra fora da Europa. É o que acontece com a Marussia em 2013. (...)

(...) A razão é a mais óbvia de todas: o dinheiro. Um dos patrocinadores de Razia falhou o pagamento à Marussia e por causa disso, o piloto brasileiro não pôde experimentar o novo bólido em Barcelona, que ficou nas mãos do britânico Max Chilton. Pensava-se que as coisas já tivessem sido resolvidas, mas com o passar das horas e dos dias, os rumores aumentam significativamente. A Sky Sports falava ontem à noite que tinham contactado Heiki Kovalainen, mas o mais recente rumor é que no final desta tarde, o francês Jules Bianchi estaria nas boxes da equipa para que esta fizesse um banco para ele, sinalizando que a Marussia não quer perder tempo e está a arranjar uma maneira de se livrar do brasileiro. 

Há algumas boas razões para pensar nisso, além do "graveto": Bianchi é piloto apoiado pela Ferrari e o quer numa equipa ainda este ano. Falhada a hipótese da Force India, o surgimento desta hipótese seria vista com bons olhos. E ainda por cima, a Marussia é a única equipa que têm motores Cosworth, que como se sabe, não continuará em 2014, quando se estrearem os novos motores Turbo V6. E a Ferrari anda à procura de equipas para colocar os seus motores, como a Force India. Uma proposta de casamento desse género pode ser algo muito tentador para uma Marussia que precisa desesperadamente de dinheiro para poder sobreviver. Daí eles terem despedido Timo Glock para alugar os seus lugares a bom preço. (...)

Crueldade das crueldades, o artigo sai precisamente no momento em que a equipa anunciou, neste final de tarde, a substituição de Razia por Bianchi. É esta a Formula 1 que nós conhecemos. Tudo devido às razões acima apontadas na minha 5ª Coluna desta semana, cujo artigo completo pode ser lido através deste link.

É pena. Mas "sem dinheiro, não há palhaços". E a Marussia pode ter matado dois coelhos numa cajada só, pois também precisava de um motor para a próxima temporada.

Youtube Motor Testing: Citroen DS3 WTCC?


Apesar de não haver muitas noticias - até agora eram mais os rumores do que outra coisa - esta sexta-feira surgiu um video onde alguém conseguiu filmar, num circuito francês, um Citroen DS3 com especificações de WTCC. Isto provavelmente fará aumentar bastante os rumores sobre uma possivel transição da marca francesa dos ralis para as pistas, provavelmente já em 2014, e também dará certezas de que este será o futuro de Sebastien Löeb caso este continue ligado à marca.

Veremos.