quarta-feira, 10 de maio de 2017

Formula E: Félix da Costa quer voltar aos bons resultados no Mónaco

Neste fim de semana, a Formula E volta ao ativo, nas ruas do Mónaco, para a primeira prova europeia do campeonato. Aqui, António Felix da Costa e a Andretti Autosport espera que o seu maré de azar termine de vez, depois de não ter pontuado nas últimas três provas. 

Falando no comunicado de impensa antes da prova, o piloto português referiu que apesar da frustração, os trabalhos para melhorar o monolugar continuaram: “A pausa entre corridas ofereceu-nos uma óptima oportunidade de fazer algum trabalho e continuar a melhorar o monolugar e a nossa forma de trabalhar. Acho que precisávamos disso porque o azar que sofremos recentemente foi muito frustrante”, começou por dizer.

O piloto da Amlin Andretti está ciente que a qualificação será importante dadas as características da pista monegasca que tornam os tempos muito semelhantes e complicam a tarefa de ultrapassar:

"O circuito do Mónaco é muito pequeno, os tempos por volta serão muito próximos e isso torna a qualificação crucial. Realisticamente falando, sabemos que não é o nosso ponto forte mas com uma volta boa e sem erros podemos fazer uma grande diferença na corrida porque ultrapassar aqui não é fácil. Dito isto, o Mónaco é um local muito bom para correr”.

A corrida deste sábado é a primeira em paragens europeias, e será feito numa versão do ciruito monegasco feito para a ocasião, que terá quase dois mil metros de extensão.

A imagem do dia

"Se Mansell é mágico, Cicciolina é virgem", diz o cartaz, algures em 1987.

Quem tem entre 35 e 40 anos - mínimo - deveria saber não só quem é Nigel Mansell, mas também quem é a Cicciolina. Muitos dessa idade têm de agradecer a ela por descobrir... a anatomia corporal e a sua capacidade de aguentar tudo. Vão ver "Ciccliona no Mundial de 1990" para perceberem o que digo.

Ah! E ela também foi deputada no Parlamento italiano. Não estou a brincar, ela também se meteu na politica a sério.

Mas não é da senhora que quero falar. Nem do "brutânico". Quero mais falar das opiniões dos italianos que mudam conforme a estadia de determinado piloto na sua amada Scuderia. Se este cartaz é de 1986-87, altura em que a sua velocidade era inversamente proporcional à capacidade de vencer corridas e títulos (para além de levar o carro até ao fim), quando ele chegou à Scuderia (foi a derradeira contratação de Enzo Ferrari antes de ele morrer), as opiniões mudaram fortemente, com a vitória em Jacarépaguá e as suas corridas ao volante do carro vermelho, com o mítico número 27. 

E de detratores, começaram a chamá-lo de "Il Leone", e o adoravam por ser o "anti-Prost".

Enfim, é para ver que as opiniões mudam rapidamente ao longo dos tempos. E claro, dependendo sempre da passagem pela "macchina rossa". Só que estas coisas não se esquecem.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Rumor do Dia: Vettel tem um principio de acordo com a Mercedes

Na semana que antecede o GP de Espanha, a primeira corrida "a sério" na Europa, os rumores sobre as temporadas seguintes são grandes. Uma delas têm a ver com Mercedes e... Ferrari. Segundo conta o jornalista italiano Leo Turrini, no seu blog pessoal, Sebastian Vettel já teria "um principio de acordo" com a Mercedes. E de onde é que ouviu isso? De Niki Lauda.

Contudo, por aquilo que se ouve, isso aconteceu há algum tempo, ainda antes de se iniciar a temporada, quando nada se sabia sobre o novo carro da Ferrari, e quando muitos pensavam que a Mercedes ia a caminho de mais uma temporada imparável. Ora... ao fim de quatro corridas, há mais equilibrio do que se julgava, e as vitórias do piloto alemão na Austrália e no Bahrein fizeram com que, provavelmente, as coisas tivessem mudado e o piloto alemão queira ficar.

Mas caso acontecesse, isso só seria em 2019, data em que o contrato com a Ferrari expirava, a mesma coisa aconteceria com o contrato de Lewis Hamilton com a marca das três pontas.

Outra coisa que tem de ser vista nesta perspectiva é o contrato de Valtteri Bottas. A ideia é que ele seria uma espécie de substituto temporário, devido à duração do seu contrato - apenas uma temporada, com a possibilidade de uma renovação - mas essa renovação poderia não acontecer se Bottas fosse um mero segundo piloto, sem grande chance de brilhar. Contudo, o finlandês venceu em Sochi, e ainda por cima, venceu de forma a que a "estrela" de Lewis Hamilton se empalidecesse de tal forma que muitos começam a questionar se o piloto britânico estará ou não motivado para o quarto título mundial, apesar de ter vencido na China.

Ou seja, bem vistas as coisas... as ideias pré-concebidas do inicio da temporada saíram um pouco pela culatra. E é provável que Vettel agora renove com a Ferrari e tentar o quinto título mundial (e se calhar mais alguma coisa) e alguns contratos sejam renovados.

Automobilismo em Cartoons - Alonso na Indy (Bruno)

O Bruno Rafael (Bonecos do Bruno) não deixou escapar o momento mais insólito da primeira estadia de Fernando Alonso na IndyCar: a dos pombos atropelados. 

segunda-feira, 8 de maio de 2017

CNR: Miguel Campos apresenta a sua máquina para o Rali de Portugal

Miguel Campos apresentou ontem a sua máquina para o Rali de Portugal. Depois de já ter realizado em Fafe o primeiro teste de preparação e adaptação ao seu Skoda Fabia R5, carro que o piloto de Vila Nova de Famalicão já tripulou na edição de 2016 do Rali de Portugal, o piloto andou nestes últimos dias a readquirir ritmo competitivo ao mesmo tempo que se entrosou com o seu novo navegador para esta prova.

Conheço o carro, conheço a prova, apesar de ter algumas alterações, e como estamos inscritos na WRC2 deveremos ter uma boa posição de partida para os troços para este Rali de Portugal”, começa por afirmar no seu comunicado oficial. 

Campos disse ainda que “em função destes fatores o meu objetivo é ser de novo o melhor português, apontando também para um lugar no pódio na WRC2. Vamos entrar na prova para andar no máximo das nossas possibilidades, e depois gerir o andamento em função dos objetivos que traçamos”.

O piloto de Famalicão disse que este ano usará pneus Michelin. “Quase todos os pilotos do WRC2 usam esta marca pelo que iremos ter armas iguais aos nossos adversários”, finalizou.

O Rali de Portugal, quinta prova do Mundial de Ralis, acontece entre os dias 18 e 21 de maio.

domingo, 7 de maio de 2017

Youtube Formula 1 Classic: GP do Mónaco de 1967

No dia em que se completam 50 anos do GP do Mónaco, eis algo raro: parte da corrida monegasca, a preto e branco, tal como os nossos pais e avós viram naquele dia, com os carros a andarem às voltas pelo circuito de Monte Carlo. Ali, pode-se ver a partida, partes da corrida e o acidente mortal de Lorenzo Bandini, na chicane do Porto.

Outros tempos. Mas se quiserem tirar uma hora e meia do vosso dia, aproveitem para ver um pouco de como era a Formula 1 há meio século, numa altura em que para completar a corrida, eram precisas cem voltas.

sábado, 6 de maio de 2017

ERC 2017 - Rali das Canárias (Final)

Alexey Lukyanuk foi imparável no Rali das Canárias e venceu a sua primeira prova do ano. Apesar de não ter ganho todas as classificativas do rali, o seu avanço foi tal que Kajetan Kajetanowicz foi o único que não ficou acima do minuto de diferença sobre o piloto do Ford Fiesta R5. O último lugar do pódio ficou para Bruno Magalhães que, apesar de não ter andado tão bem como no dia anterior, sai das Canárias com a liderança do Europeu.

No final, o piloto do Skoda ficou feliz pelo resultado, embora tenha escapado o segundo posto por 6,4 segundos para o polaco Kajetanowicz. 

"Por um lado é um terceiro lugar com sabor a vitória por outro também tem um sabor agridoce tendo em conta que o segundo lugar estava ali tão perto. Mas o mais importante é que consolidámos a liderança no Europeu de Ralis, algo que nunca pensámos possível quando alinhámos no Rali dos Açores. Estamos por isso muito contentes com aquilo que fizemos e evoluímos ao longo deste rali. Foi um verdadeiro trabalho de equipa. Estamos todos de parabéns", começou por referir.

"Temos um carro com um desempenho notável e uma equipa motivada, mas para continuar são necessários apoios. É nisso que me vou concentrar de seguida na esperança de dar mais um passo importante neste Campeonato que está a correr de feição", concluiu.

O rali começou com Lukyanuk a ser melhor na primeira passagem por Moya. Apesar de ganhar por pouco ao segundo classificado - o Porsche de Armide Martin, por 0,7 segundos - ganhou onze segundos a Kajetanowicz e 15,7 segundos a Bruno Magalhães, o 13º na especial. Kajetanowicz reagiu na primeira passagem por Tejeda, mas só recuperou três segundos ao piloto russo. Já Bruno Magalhães ficou a 3,7 segundos do vencedor.

Contudo, qualquer vantagem foi anulada na especial a seguir, a de Las Vallas, pois o russo venceu e conseguiu um avanço de 3,7 segundos sobre o piloto polaco, com Magalhães a ser quarto, atrás de Luis Monzon, e a 6,7 segundos, acabando a manhã com os três primeiros separados por 48,7 segundos, mas com Magalhães a ser ameaçado pelo Hyundai de Ivan Ares.

Na parte da tarde, Lukyanuk foi superado por Martin Armide, mas ganhou 8,4 segundos sobre Bruno Magalhães e 13,4 segundos sobre o piloto polaco, abrindo cada vez mais a sua vantagem. E nas duas últimas especiais, ele já controlava: Kajetanowicz ganhou, mas a diferença foi de 0,1 segundos, e depois, no final, venceu de novo, com um avanço de 3,3 segundos sobre Bruno Magalhães e 4,6 sobre Kajetanowicz. 

A próxima prova do FIA ERC acontece de 2 a 4 de Junho com o Rali da Acrópole, em terras gregas.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

ERC 2017: Rali Islas Canárias (Dia 1)

O russo Alexey Lukyanuk é o líder do Rali Islas Canárias ao fim das seis primeiras especiais da segunda prova do Europeu de ralis. O piloto do Ford Fiesta R5 tem um avanço de 25,7 segundos sobre Bruno Magalhães, no melhor dos Skoda. O polaco Kajetan Kajetanowicz é o terceiro, a 27,9 segundos.

Debaixo de tempo encoberto, máquinas e pilotos desafiaram as curvas das classificativas de asfalto nas estradas da ilha de Gran Canária para a segunda prova do Europeu de ralis. Este começou com Lukyanuk ao ataque, vencendo na primeira passage por San Mateo, com 25,3 quilómetros, ganhando cinco segundos a Kajetanowicz (que se queixava dos travões) e a um mar de espanhois, sendo o melhor o Peugeot 208 de José Maria Lopez. Luis Monzon era o quinto, enquanto que Bruno Magalhães era apenas o décimo, num arranque prudente deste rali.

Lukyanuk continuava a vencer em Artenara, a segunda especial do dia, ganhando mais 0,8 segundos para Kajetanowicz, enquanto que Magalhães era o quinto melhor, a 8,1 segundos, praticamente ao lado de José Maria Lopez. Monzon era o 11º na especial com o seu Ford Fiesta R5, perdendo 11,3 segundos. Contudo, o piloto russo era penalizado em dez segundos por falsa partida, e perdia a liderança para Kajetanowicz.

Contudo, o russo "voou" em Lomo del Palo, a terceira especial, onde bateu José Antonio Suarez por 0,7 segundos. Mas sobretudo, ganhou 6,7 segundos a Kajetanowicz, voltando a ter a liderança. Já Bruno Magalhães era terceiro, a 1,9 segundos, conseguindo acompanhar o ritmo dos da frente. 

Na parte da tarde, a segunda passagem por San Mateo foi dura para alguns pilotos. O checo Jan Cerny e o espanhol Luis Monzon acabaram ali os seus ralis, vitimas de despiste, com o piloto checo a acabar no fundo da ravina, felizmente sem ferimentos para ele e para o seu navegador. Quanto ao rali em si, Lukyanuk venceu mais uma vez, acabando por abrir uma vantagem de 7,2 segundos para Bruno Magalhães, o segundo classificado na especial. Kajetanowicz era oitavo, perdeu 18 segundos e queixava-se de novo dos seus travões.

A mesma coisa aconteceu na quinta especial, mas desta vez a diferença entre Lukyanuk e Bruno Magalhães foi de 2,2 segundos, com o espanhol Ivan Ares, no seu Hyundai i20 R5 a ser o terceiro, e Kajetanowicz a perder mais 7,3 segundos, e a perder a segunda posição para Magalhães.

No final, na super-especial de Las Palmas, Lukyanuk conseguiu vencer de novo, a 0,2 de Kajetanowicz e a 1,8 de Magalhães. Com os três primeiros separados por 27,9 segundos, José Maria Lopez era o quarto, no seu Peugeot, com o Skoda de Sylvan Michel no quinto posto, já a 45 segundos. Outro espanhol, Luis Monzon, era o sexto, a 50 segundos, com Bryan Bouffier a ser sétimo, a um minuto, com o polaco Gregorz Gryzb logo atrás. A fechar o "Top Ten" estão o alemão Marijan Griebel e o espanhol Surhayen Pernia, este num Hyundai, e a um minuto e 48 segundos do líder.

Amanhã, o rali termina, com mais seis especiais.

Youtube Rally Crash: O acidente de Tomasz Kasperczyck no Islas Canárias

O Rali Islas Canárias, segunda prova do Europeu de ralis, está a provocar alguns acidentes sérios. com os pilotos a "darem graças" aos guard-rails por não acabarem no fundo das ravinas... 

Como aconteceu agora à tarde ao polaco Tomasz Kasperczyck. A bordo do seu Ford Fiesta R5, o piloto bateu forte nos guard-rail, e foi a força desse pedaço de metal que o evitou cair pelo precipício abaixo, embora os estragos tenham sido tais que a sua participação se ficou por ali.

Em Direto: A primeira corrida da TCR em Spa-Francochamps

O TCR International continua neste fim de semana com a terceira ronda do seu campeonato, em Spa-Francochamps. A primeira corrida acontece esta tarde, com nove voltas ao circuito belga, e podem ver agora em direto no canal oficial da competição no Youtube.

Automobilismo em Cartoons - A chegada de Alonso à Indy (Cire Box)

A chegada de Fernando Alonso a Indianápolis foi... auspiciosa. Todos viram a evolução e o progresso do piloto espanhol a bordo do carro inscrito pela McLaren e pela Andretti, e também vimos a progressão segura até a uma velocidade mais do que suficiente para participar nos treinos. E o largo sorriso no seu rosto no final disto tudo.

Dito isto, claro, ele teve de desabafar em relação aos motores Honda, que na América, tem melhor tratamento do que na Formula 1...

quinta-feira, 4 de maio de 2017

The End: Timo Makinen (1938-2017)

O finlandês Timo Makinen, lenda dos primeiros tempos dos ralis e um dos primeiros "finlandeses voadores" ao lado de Rauno Aaltonen e Pauli Toivonen, morreu hoje aos 79 anos, anunciou a imprensa finlandesa. Piloto de ralis ao longo dos anos 60 e 70, venceu por três vezes o Rali dos Mil Lagos e o Rali RAC, em carros como o Mini Cooper, o Saab 96 e o Alpine A110, entre outros.

Nascido a 18 de março de 1938 em Helsinquia, começou a correr em 1959 no Rali dos Mil Lagos (atual Rali da Finlândia), a bordo de um Triumph TR3. Nos anos seguintes, correu a bordo do Austin-Healey e em Minis, acabando por ser segundo classificado no Rali RAC de 1963, num Austin-Healey. No ano seguinte, correu em Minis, e foi aí que conseguiu a sua primeira grande vitória, o Rali de Monte Carlo de 1965.

Dois anos depois, Makinen foi protagonista de um momento inesperado: durante o Rali dos Mil Lagos, o seu capô abriu durante a temida classificativa da Ouninpohja. Sem poder espreitar para fora do carro - o seu capacete era demasiado grande! - Makinen teve de confiar no seu instinto para poder acabar o rali em condições. Mesmo assim, conseguiu o terceiro melhor tempo nessa classificativa. E isso até deu uma aura de misticismo neste rali, que acabou por vencer pelo terceiro ano consecutivo (tinha também vencido em 1966).

Quando o Mundial de ralis foi criado, em 1973, Makinen era piloto oficial da Ford, vencendo pela quarta vez o Rali dos Mil Lagos e o Rali RAC. Iria ser a primeira de três vitórias consecutivas, repetindo em 1974, também num Ford Escort (fora segundo no Rali dos Mil Lagos) e 1975 (com um terceiro lugar no rali finlandês). A sua última grande vitória nos ralis foi em 1976, no Rali da Costa do Marfim, a bordo de um Peugeot 504, tendo como navegador um francês chamado Jean Todt.

A sua carreira foi até 1980 em vários carros, essencialmente Peugeots e Ford. Contudo, voltou em 1994 ao Rali de Monte Carlo, a bordo de um Rover Mini Cooper, para comemorar os 30 anos da estreia da marca nos ralis. Acabou por desistir na segunda especial devido a problemas de motor.

Em 2010, Makinen foi um dos primeiros induzidos ao Rally Hall of Fame, ao lado da Rauno Aaltonen, Paddy Hopkirk e o sueco Erik Carlsson. Ars longa, vita brevis.

Noticias: Albuquerque em Le Mans com a United Autosports

A noticia era, de certa forma esperada: o português Filipe Albuquerque será o piloto da United Autosports para as 24 Horas de Le Mans, onde vai correr ao lado do americano Will Owen e do suíço Hugo de Sadeleer. Apesar de correrem apenas na série europeia - onde venceram a primeira prova do ano, em Silverstone - quer ele, quer os seus companheiros de equipa, vão querer aproveitar bem esta passagem por La Sarthe para conseguir o melhor resultado possível a bordo do seu carro, o Ligier JS 217.

"Estou muito contente por poder voltar a Le Mans. Como todos sabem é uma corrida muito especial onde todos os pilotos querem estar. Este ano vai ser ainda mais especiais devido ao facto dos LMP2 estarem bem mais rápido. Estou curioso por perceber quais serão os tempos por volta e de viver novamente tudo o que as 24 Horas de Le Mans envolvem", começou por explicar Albuquerque.

Apesar dos seus companheiros de equipa serem estreantes na prova, Filipe não considera isso um grande problema: "Não estamos a disputar o mundial por isso não há a pressão do resultado final. Para além disso vamos correr em Monza, o melhor circuito para preparar Le Mans. Há o factor noite que é sempre decisivo e que requer algumas cautelas mas o Hugo e o Will saberão como contornar esse 'handicap'. Estou certo que modo geral vamos fazer uma boa corrida. Em termos pessoais gostava de finalmente terminar nos lugares do pódio. Nas três participações anteriores houve sempre alguma coisa a impossibilitar, espero que este ano não e que possa finalmente festejar", rematou.

As 24 Horas de Le Mans vão acontecer no fim de semana de 17 e 18 de junho. 

WEC: Lopez não corre em Spa

O argentino José Maria Lopez não vai correr em Spa-Francochamps, anunciou hoje a Toyota. O piloto argentino, que se lesionou na prova anterior, em Silverstone, não foi autorizado pelos médicos da FIA a competir nas Seis Horas de Spa-Francochamps, que se realizam neste fim de semana. A Toyota anunciou que ele não será substituído, logo, Kamui Kobayashi e Mike Conway terão de aguentar mais tempo nesta corrida.

Lopez está desiludido com a decisão, mas aceita a sentença: “Sinto-me bem, mas tenho de concordar que não devo correr riscos. A prioridade é estar absolutamente em forma para Le Mans. Provavelmente se a corrida fosse numa pista diferente, mas o corpo sofre forças extremas em Eau Rouge por isso, depois de uma conversa com o Delegado Médico da FIA e com o médico da nossa equipa decidimos que não corria este fim de semana”, afirmou o argentino.

A equipa espera agora que "Pechito" Lopez descanse o suficiente para poder testar a 4 de junho em Le Mans, na primeira sessão de testes da marca em La Sarthe. Resta também saber se estará em forma tempo suficiente para poder correr a 13 de maio no Mónaco, na prova da Formula E.

Rumor do Dia: A Force India pode ser comprada pela... Brabham?

Esta vem do Joe Saward, e apesar de poder ser algo estranho... até tem lógica. Num artigo em que escreveu para a revista Autocar, o jornalista britânico fala que devido aos problemas que passam Vijay Mallya e Subrata Roy - o dono da Sahara - a Force India poderá ser vendida para um consórcio internacional, que pretende mudar o nome para... Brabham.

Como sabem, Mallya tem problemas por causa da falência da Kingfisher Air - e por causa disso, os indianos querem a sua extradição da Grã-Bretanha, onde se encontra "exilado" - enquanto que Roy tem problemas com o fisco indiano, pois aparentemente tem cerca de mil milhões de dólares de impostos devidos e está há mais de dois anos e meio na prisão, aguardando por um julgamento. Como ambos não tem muito dinheiro, decidiram que o melhor é vender a equipa, mas andam a pedir muito, cerca de 200 milhões de libras. Mas os compradores não querem pagar mais de 150 milhões de libras, embora pode ser que consigam os valores que pretendem.  

Contudo, a ideia de comprar a equipa de Silverstone - que começou como Jordan - é de mudar o nome para... Brabham. A ideia é de desenvolver a equipa como se fosse um "franchise" - algo do qual a Liberty Media gostaria de fazer, para de uma certa forma fazer baixar os custos, mas aumentar ainda mais os lucros - mas também de fazer da marca uma plataforma para construir supercarros, no mesmo sentido que a McLaren anda a fazer desde há mais de 25 anos. Esses investidores vêm dos Estados Unidos.

Algo que David Brabham, o filho mais novo de "Black Jack", confirma: “A Brabham é uma marca com mais de 69 anos de história na competição e é nossa intenção ver o nome de volta. Desde que o Project Brabham foi lançado estamos a ser abordados por diferentes pessoas que expressaram o seu interesse em licenciar o nome e estamos a avaliar várias opções”, comentou à revista.

Formada em 1962 por Jack Brabham e o seu parceiro, Ron Tauranac - os BT's dos chassis são uma junção das suas iniciais - a Brabham correu até 1992, conseguindo títulos mundiais de pilotos em 1966, com o próprio Jack, em 1967, com o neozelandês Dennis Hulme, e depois em 1981 e 83 com Nelson Piquet. Para além disso, conseguiu também dois títulos mundiais de Construtores em 1966 e 67. A história da marca é dividida em duas partes, a primeira com Brabham e Tauranac ao leme, a segunda parte, com Bernie Ecclestone, que lá ficou entre 1971 e 1986.