Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Dakar 2009 - Dia 5

Passados os incidentes do dia, é agora a vez da etapa em si. Foi um dia onde a Volkswagen continuou a demonstrar a sua força, onde o vencedor não foi Carlos Sainz, mas sim o sul-africano Giniel de Villiers. Mas o facto de Sainz não ter ganho esta etapa significou que o novo vencedor é agora o seu maior rival, o qatari Nasser Al-Attiyah.

A etapa de hoje, que ligava Neuquen a e San Rafael, uma especial de 763 quilómetros, 506 dos quais em especial cronometrada, trouxe muitos problemas aos primeiros. Sainz perdeu o "capot" do carro, perto do final da etapa, e chegou 15 minutos depois do sul-africano. Com isso tudo, Sainz perdeu a liderança para Al-Attiyah (que foi quarto na etapa) e caiu para a terceira posição, a 6 minutos e 33 segundos. O segundo é agora Giniel de Villiers, que tem um atraso de 2 minutos e 24 segundos sobre o piloto árabe da BMW.

Quanto aos Mitsubishi, o francês Stephane Peterhansel perdeu o capot traseiro do seu carro e foi quinto na etapa. Na classificação geral, é o melhor da marca japonesa, com um atraso de 14 minutos sobre o lider. No caso dos portugueses, chegaram muito atrasados ao final da etapa, a mais de duas horas dos lideres.

Nas motos, o vencedor foi o americano Jonah Street, que "herdou" a vitória pois até poucos quilómetros da meta, o lider destacado era o chileno Francisco "Chaleco" Lopez, que se atrasou e terminou a etapa no terceiro lugar, a 7 minutos e 34 segundos do vencedor. O espanhol Marc Coma, actual lider, teve um furo, perdeu 19 minutos e terminou a etapa no nono lugar.

Quanto aos portugueses, a etapa de hoje foi bastante positiva, com Hélder Rodrigues e Paulo Gonçalves a intrometerem-se de forma consistente no "Top Ten". Rodrigues foi mesmo um dos principais destaques do dia, acabando no quinto lugar na etapa, enquanto que Gonçalves foi o décimo primeiro na etapa de hoje. Com este resultado, Helder Rodrigues e Paulo Gonçalves treparam na classificação geral, sendo Rodigues agora o sexto classificado, a 1 hora e 17 mimutos do líder, e Gonçalves ascendeu as 12º lugar, a 1 hora e 57 minutos do espanhol.

A etapa de amanhã ligará San Rafael a Mendoza, na Argentina, que terá ao todo 624 quilómetros, 395 dos quais em troço cronometrado.

Dakar 2009 - Etapa 5, incidentes e uma morte confirmada

A quinta etapa do Dakar está a ser agitada. Hoje soube-se da primeira fatalidade deste ano, quando foi encontrado o cadáver do motard francês Pascal Terry, que se encontrava desaparecido desde Domingo. O piloto de 49 anos, e estreante no Dakar, foi encontrado morto a 15 metros da sua mota, numa zona remota, e as circunstâncias da sua morte são ainda desconhecidas. Para já, está descartada a hipótese de queda, pois ele tinha tirado o capacete e as luvas, e a hipótese de desidratação, pois ele tinha água e comida em sua posse.


Com esta morte, sobe para 26 os participantes mortos na história deste rali, que começou a ser organizado desde 1979.


Noutro incidente de hoje, o camião de Elizabete Jacinto ardeu completamente depois de uma colisão com o carro do francês Yvan Muller, actual campeão do WTCC, e que corre aqui com um buggy. O choque aconteceu ao quilómetro 40 da etapa, quando Jacinto, que seguia no pó de Muller, não evitou a colisão e subsequente incêndio, sem contudo causar feridos. "Rodava no pó do buggy do Yvan Muller, e de repente ele teve um problema, e eu toquei no carro dele. Não se via nada e as duas viaturas acabaram por ficar enganchadas. Deu-se um princípio de incêndio, que em poucos minutos consumiu o meu camião e o buggy dele.", referiu Elisabete Jacinto ao site português Autosport.


A etapa já terminou para as motos, mas ainda falta os carros para se ter um panorama completo, mas pode-se dizer que ao quilómetro 301 da etapa de hoje, o lider era o Volkswagen Touareg de Dieter Depping.

Noticias: Ross Brawn espera encontrar comprador em breve

A compra da estrutura que já foi da Honda, em Brackley, ainda continua na ordem do dia. Um dos reponsáveis da estrutura, Ross Brawn, reconheceu que está em negociações com a Ferrari no sentido da formação de Brackley usar o motores transalpinos, caso seja encontrado um comprador.

A Honda já nos disse que não nos fornecerá motores, o que me levou a contactar a Ferrari. Ainda não assinámos nada, mas fico muito agradado com o apoio do presidente Luca di Montezemolo e do Stefano Domenicali. No fundo, é como se estivesse entre colegas de escola: eles ainda me vêem como um deles”, afirmou Brawn ao jornal italiano "Gazzetta dello Sport". A marca do Cavalino Rampante tem capacidade suficiente para fornecer motores a esta estrutura, pois para além de ter perdido a Force India para a Mercedes, a proibição de testes ao longo da temporada deixa-a com capacidade de produção para disponibilizar os seus V8 à estrutura de Brackley.

Quanto a eventuais interessados na compra da estrutura, Brawn afirmou que estes não faltam e que está confiante num bom desfecho, mesmo que para tal, a sua presença não seja necessária: ”Só posso dizer que é mais que um. O objectivo é salvar os postos de trabalho (...) a minha permanência não é prioritária”. Nas últimas semanas, o que se tem mais falado de candidatos ao lugar são David Richards, patrão da Prodrive, e Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, e ontem juntou-se mais um nome: o do heptacampeão do Mundo Michael Schumacher, algo que hoje já foi desmentida pela sua acessora de imprensa, Sabine Kehm.

"Michael e Ross Brawn ainda são amigos, isso é verdade. Mas o envolvimento de Michael com a Honda está limitado ao Campeonato Alemão de Superbikes", disse, em declarações captadas pelo site brasileiro Pitstop.

Rianov has left the building

Apesar de ele ter anunciado ontem, só agora é que tomei conhecimento de que o Rianov Albinov, o mentor do fabuloso F1 Nostalgia, decidiu terminar (espero e desejo que seja temporario) de desenvolver o seu blog, devido a motivos estritamente profissionais.

É um dia triste para mim, e acho que também é triste para a blogosfera em português. Confesso que por causa disso, decidi largar tudo e escrever este pequeno texto de homenagem a este fabuloso blogueiro. Devo tê-lo descoberto nos primeiros dias do seu blog, já não recordo se foi ele a mandar uma mensagem, ou foi quando andava nas minhas deambulações, e o encontrei. O que é certo é que desde aquele instante, percebi o potencial das fotos vindos do baú que o "soviético" arranjava. Com o tempo, trocamos e-mails, e ele arranjou-me fotos que não lembrava que tinham existido no passado. Por exemplo, alguma vez pensavam que o filho da Margaret Thachter já tinha testado um carro de Formula 1?


Algum tempo depois, decidi fazer um intercâmbio, colocar aqui alguns dos posts que lá tinha, pois elas mereciam ser conhecidos um público mais vasto. Foi assim que surgiram as "Historietas da Formula 1". Para mim, ainda hoje, o mais espantoso é o do Csaba Kesjar, o primeiro hungaro a conduzir um Formula 1, ainda no tempo da Cortina de Ferro, e que morreu numa prova de Formula 3 alemã, em Norisring. O que é que ele teria mostrado, caso tivesse chegado à Formula 1?


Ainda cheguei a tempo de o entrevistar, a 6 de Dezembro passado. Pareceu-me um tipo bem disposto, que passou por uma situação muito difícil na vida (um acidente de viação) e que perseguia o sonho de cursar Jornalismo e escrever sobre Formula 1. Gostei dele, porque a minha vida tem muitos paralelismos com a dele: também tive em perigo de vida quando tive 21 anos, e persegui durante muito tempo o sonho do Jornalismo, que o alcancei. Mas que tinha uma relação com a vida fabulosa. Isso só pode fazer bem.


Confesso que ainda estou a digerir esta saída. Tenho a esperança que ele voltará um dia, com calma, para o blog, e nos continuará a presentar com "estórias" fabulosas, retiradas dos confins da Formula 1. Testes esquecidos há muito tempo, pilotos do qual nunca ouvimos falar... Digo que tenho esperança porque olho para o exemplo do Felipão, que esteve um ano ausente, também por motivos profissionais, mas que voltou com o mesmo blog e com a mesma força de sempre. Estou a torcer para que isso aconteça. E acho que o resto da Blogosfera deve concordar comigo.


Portanto, isto não será um Adeus, mas sim um enorme "Até breve, Rianov"! E sei que vais voltar. Eu farei a minha parte para que regresses ao nosso convivio...

O piloto do dia - Michael Schumacher, 40 anos! (6ª e última parte)

(continuação do capitulo anterior)

Depois dos cinco títulos consecutivos por parte da Ferrari e de Michael Schumacher, era certo que mais cedo ou mais tarde, a concorrência iria reagir e o seu dominio iria chegar ao seu final. Isso aconteceu em 2005, quando a FIA, em mais uma mudança das regras para tornar a Formula 1 mais competitiva (o melhor eufemismo que se pode arranjar para não dizer que se quer evitar o dominio de um homem...), decidiu que os pneus deveriam durar toda a corrida, algo que favorecia as equipas que calçavam os Michelin (como a Renault) em deterimento dos Bridgestone (que calçavam os Ferrari). Com isso, o dominio dos Ferrari desapareceu, e Schumacher tinha muito mais dificulades em ganhar.

A sua unica vitória do ano foi em Indianápolis, palco do GP dos Estados Unidos, onde alinharam... seis carros. O boicote das equipas com penus Michelin, na volta inicial do Grande Prémio, devido a problemas de segurança com o seu conjunto de pneus, levou à revolta dos adeptos e a uma dobradinha da Ferrari, com Schumacher e Rubens Barrichello nos dois primeiros lugares. Mas esse não foi a unica vez que Schumacher foi ao pódio. O alemão foi segundo em Imola (depois de atacar a liderança de Fernando Alonso até ao fim), terceiro em Magny-Cours e segundo na Hungria, depois de fazer a pole-position, a unica do ano para ele. No final da temporada, o alemão foi terceiro no campeonato, com 62 pontos, mas menos de metade dos alcançados pelo piloto espanhol, na caminhada para o seu primeiro título mundial.

Em 2006, a troca de pneus foi de novo permitida, e a Ferrari voltou à sua antiga forma. Schumacher tinha agora outro companheiro de equipa, o brasileiro Felipe Massa, vindo da Sauber, e um jovem com potencial de futuro. O alemão deu-se bem com ele, e aos 37 anos, partiu para a sua 15ª temporada consecutiva, tentando alcançar um ainda mais inédito oitavo título mundial. Mas ele já estava a combater contra uma nova geração de pilotos, e a frescura de Schumacher já não era a mesma que tinha em 1993...


Começou o ano a fazer a pole-position no Bahrein, mas perdeu a corrida a favor de Fernando Alonso, venceu a sua primeira prova do ano em Imola, a quarta prova do ano, depois de no dia anterior ter feito a sua 66ª "pole-position" e bater o recorde de Ayrton Senna. Repetiu a vitória em Nurgurgring, mas nas quatro provas seguintes, ficou na segunda posição por três vezes, antes de voltar a entrar em polémica, quando depois de ter feito o melhor tempo nos treinos do GP do Mónaco, parou o seu carro na curva La Rascasse no preciso momento em que Fernando Alonso estava a fazer a sua volta mais rápida. Os comissários, depois de avaliar as imagens, decidiram retirar-lhe a "pole-position" e o obrigaram a partir do final da grelha. Terminou em quinto.

Voltou a ganhar em Indianápolis, a primeira das suas três vitórias consecutivas nesse ano (ganhou também em Magny-Cours e Hockenheim), e torna-se no principal rival de Fernando Alonso para o título mundial, reduzindo a diferença para onze pontos. A diferença manteve-se até Monza, altura em que Alonso desistiu com um motor partido, e Schumacher ganha. No final da sua 90ª vitória da sua carreira, anunciou que aquela seria a sua última temporada na Formula 1. Uma nova vitória na China o colocou definitivamente na liderança, e se nada acontecesse, o alemão conquistaria o seu oitavo título mundial.

Mas em Suzuka, palco do GP do Japão, Schumacher sofreu algo já raro: uma quebra do motor. Isso aconteceu a 16 voltas do final da corrida, onde o alemão liderava confortavelmente. Alonso venceu e tornou-se no virtual campeão do Mundo. Contudo, ainda tinha chances na última prova do ano, em Interlagos. Eram mínimas, mas tinha que tentar. Mas estas se esfumaram nos treinos quando um problema na pressão de combustivel no inicio da Q3 o forçou a partir da décima posição da grelha. Sendo assim, concedeu a derrota.

Antes da partida, Schumacher foi homenageado com um troféu oferecido por Pelé, e tentou fazer uma corrida de recuperação. Cedo chegou ao sexto lugar, mas um furo num dos pneus, quando ultrapassava o Renault de Giancarlo Fisichella, o obrigou a parar e cair para o 19º posto. Aí fez outra corrida memorável, vindo de trás para a frente, fazendo uma performance que para muitos, foi considerada como a melhor da sua carreira. No final da corrida, terminou no quarto lugar, mas tinha sido o homem da corrida. No final da temporada, tinha sido vice-campeão do Mundo com 121 pontos, com sete vitórias, quatro "pole-positions" e sete voltas mais rápidas.

Retirado finalmente da competição, Schumacher ficou ligado à Ferrari como colaborador. Ajudou a desenvolver os novos chassis e componentes para Massa e o seu sucessor na equipa, o finlandês Kimi Raikonnen, é conselheiro na equipa técnica, embora muitos falem que o seu verdadeiro lugar seria o de Director Desportivo, como sucessor de Jean Todt, que se reformou no inicio de 2008. Para além disso, diverte-se: correu algumas provas de Superbikes alemãs, levando à especulação de que iria começar uma segunda carreira nas motos, algo que sempre recusou. Fez até um cameo (com Jean Todt) como condutor de uma quadriga vermelha no filme "Asterix nos Jogos Olimpicos"...




Actualmente é um desportista muito rico. Em 2005, um ano antes de se retirar, a revista Eurobusiness classificou-o como o "primeiro desportista bilionário". Para além de um salário anual de 80 milhões de dólares pagos pela Ferrari, assinou contratos de publicidade para outras companhias. Um bom exemplo: para que a Deutsche Vermögensberatung (uma firma de maketing e consultadoria) patrocinasse o seu boné até 2010, assinou um contrato anual de oito milhões de dólares.




E sendo um desportista rico, é frequente doar muito desse dinheiro: em 2004, depois do Tsunami do Oceano Indico, doou dez milhões de dólares, a maior doação feita por um desportista até então. Foi também um dos doadores da Fundação Bill Clinton, e as suas contribuições ao longo da sua carreira andaram entre os cinco e os dez milhões de dólares. É embaixador da UNESCO, e já doou mais de um milhão e meio de milhões de dólares para a organização, e já ajudou a construir uma escola em Dakar, no Senegal, bem como uma instituição em Lima, na capital do Peru, chamado "Palácio dos Pobres". Nâo se sabe muito bem o montante de todas essas doações, mas acredita-se que nos últimos quatro anos da sua carreira, deve ter doado mais de 50 milhões de dólares para as várias instituições um pouco por todo o mundo. E também na parte que lhe toca, contribui: participa na campanha da FIA "Make Roads Safe", no sentido de reduzir a sinistralidade rodoviária nas estradas europeias, e contribui para outra campanha, da Baccardi, para a responsabilidade social no consumo de alcool nas saídas à noite.


Quanto ao nivel desportivo, o seu impacto dentro e fora da Formula 1 foi enorme. Para além de ser considerado por muitos como um dos melhores de sempre, e por estar no topo da maioria dos principais recordes (vitórias, títulos, pole-positions e voltas mais rápidas), foi galardoado por diversas vezes. Venceu o "Autosport Driver of The Year" em 1995, 2000, 2001 e 2002, foi eleito o Melhor Desportista Alemão do Ano em 1995 e 2004, ganhou o Prémio Lorenzo Bandini em 2003, venceu por duas vezes o Prémio Laureus de Melhor Desportista do Ano (2002 e 2004) e venceu o Prémio Principe das Asturas de Desporto em 2007, um ano depois do seu rival Fernando Alonso, e uma parte do novo circuito de Nurburgring, as Curvas 8 e 9, foram rebatizadas de "S de Schumacher".

Agora que chegou à idade dos quarenta anos, Michael Schumacher parece ainda ter muito pela frente, e eventualmente não definiu muito o que poderá fazer no futuro, se continuar no meio que o tornou famoso, ou se perseguirá outros objectivos na vida. Mas uma coisa é certa: o seu lugar na História, para o bem e para o mal, é incontornável.

Speeder Questiona... Germano Caldeira (Blog 4x4)

Continuamos com as entrevistas em 2009, e hoje, no 12º "Speeder Questiona", trago aqui uma personagem interessante, autor do Blog 4x4: Germano Caldeira. Tem 22 anos, é fã de automobilismo "e de um bom Rock N'Roll, o qual me meto à tocar algumas coisas de volta em meia com uns amigos", como me disse, quando me enviou a sua curta biografia por e-mail. O blog dele é um pouco diferente, porque não fala muito de Formula 1 (aliás, quase nada!) mas fala sobre Todo o Terreno e Ralies, o que é algio raro no Brasil...

A maneira como o blog surgiu é contada por ele proprio da seguinte forma: "Montei um blog sobre todo-terreno para falar de carros inicialmente, mas acabei não resistindo e incluindo um pouco dos ralis, modalidade que eu gosto muito, tanto de velocidade, quanto o de regularidade, mas seguirei com os dois assuntos, afinal, esses carros duros, desconfortáveis, mal acabados e feios, são muito apaixonantes...só quem já andou em um jipe sabe que é isso. Me senti honrado ao ser convidado pelo amigo Speeder para essa entrevista." Hoje, o entrevistado é ele.

1 – Olá Germano, é um prazer ter-te aqui, neste humilde blog, a responder às minhas perguntas. Queres explicar, em poucas linhas, como surgiu a ideia deste blogue?

O blog, actualmente é uma colcha de retalhos de ideias que eu tinha de um site que ficou engavetado por alguns bons anos. E quando vi que os blogs tinham vingado como media, decidi passar o material para esse formato.


2 – O nome que ele tem, foi planeado ou saiu, pura e simplesmente, da tua cabeça?

Eu tentei fazer algo simples, que fosse de fácil assimilação e digitação, e que ao mesmo tempo fosse directo ao objectivo do blog.


3 – Antes de começares este blog, já tinhas participado em algum blogue ou site?

Já tive um blog pessoal logo no começo da febre dos blogs e um site que acabei engavetando sobre instrumentos musicais.


4 – Em que dia é que começaste, e quantas visitas é que já teve até agora?

Eu comecei o blog em 21 de Maio desse ano, e segundo as contagens tenho até o momento entre 4.500 e 5 mil visualizações desde o começo.


5 – De todos os posts que já escreveste, lembras-te de algum que te orgulhe… ou não?

Me orgulho de todos, até porque eu vasculho a Internet sobre informações e tento condensar para não ficar técnico demais.


6 – Achas que, não escrevendo sobre Formula 1, vais conseguir ser diferente dos outros blogs?

Fiz esse blog mais por satisfação pessoal do que por visualização, e ele me dá retornos inesperados, e que me deixaram bastante feliz. Mas, eu até pensei em falar sobre F1...mas seria mais um entre vários blogs.


7 – Daqueles blogues que conheces sobre automobilismo, qual(is) dele(s) é que tu nunca dispensas uma visita diária?

Depende do dia...o seu é muito bom, o do Capelli, do Flávio Gomes, do Rian também... do Adriano Griecco, mas acompanho mais pelos sites oficiais das competições.


8 – Falamos agora de Formula 1. Ainda te lembras da primeira corrida que assististe?

Sim...foi um review do GP do Japão 1988 na retrospectiva que a Globo passa no final do ano, tinha de dois para três anos e não entendia a gritaria e a bagunça que era aquilo tudo, mas achava legal.


9 – E qual foi aquela que mais te marcou?

GP do Brasil de 1989, foi a primeira vez em que fui a um autódromo, mas por incrível que pareça...não vi a corrida, como toda criança pequena, com calor de Jacarépaguá, e a barulheira que esses carros fazem, fiquei pedindo meus tios que tinham me levado lá para voltar para casa...vi pouca coisa na pista e o restante pela TV e com a família toda me olhando de cara feia… (gargalhada)


10 – Fittipaldi, Piquet e Senna. Qual dos três é aquele que mais agrada, e porquê?

Gosto dos três...cada um tem seu peso na história, sua importância e são diferentes entre si...


11 – E achas que algum dia, Felipe Massa vai fazer parte deste trio de campeões?

Sim, creio que Felipe Massa pode ser campeão da F1, pode não ganhar vários títulos, mas pelo menos um ele pega.


12 – Comparando-o aos três pilotos acima referidos, Massa é mais parecido com quem, e porquê?

Como disse, assim como os três, ele é ele mesmo, diferente dos três acima.


13 – Achas que o título de 2008 foi bem entregue?

Bom... o Grande Prêmio do Brasil acabou com dois campeões, o Massa cruzou campeão mundial e o Hamilton também, mas Lewis mereceu o título.


14 – Tirando os brasileiros, qual é para ti o piloto mais marcante da história da Formula 1, e porquê?

Da história da F1 acho que todos os que vieram e os que virão de alguma forma marcam o esporte...mas sou fã do Rudolf Caracciola, mesmo ele não tendo tomado parte da F1 nos anos 50. Se o tivesse, acho que Fangio teria uns títulos a menos.


15 – E miniaturas de carrinhos, tens algum?

Tenho uma coleção razoável, algo em torno de uns 50 modelos, misturados entre carros de passeio e de competição, a maioria em escala 1:43.


16 – Para além de Formula 1, que outras modalidades de automobilismo que tu mais gostas de ver?

Gosto de bastante de WRC, DTM, MotoGP, A1GP, GT3, Endurance, e também da Class 1 Off-Shore (corrida náutica)


17 – E achas que vale a pena falar sobre ele no teu blogue?

Estava pensando em acompanhar o WRC e o Mundial de Cross Country a partir do ano que vem no blog.


18 - Passando para a actualidade: de repente, a Honda anuncia a sua retirada da Formula 1. Como sentiste isso?

A saída da Honda da F1 não me surpreendeu, pelo desempenho obtido nesses anos. Ninguém ali joga para perder, se não der resultados, tiram a verba, ou suspendem a operação. Mas também teve essa crise financeira, que acertou o automobilismo em cheio.


19 - Se Nick Fry e Ross Brawn encontrarem comprador nos próximos tempos, achas que Jenson Button, e especialmente Rubens Barrichello, conseguem manter os seus lugares?

Acho que o Button fica, agora o Barrichello já era...foi “aposentado” com a saída da Honda da categoria.


20 - Max Mosley anunciou em Dezembro que fez um acordo com a Cosworth para fornecer motores ás equipas, a dez milhões de euros por ano. A FOTA (Formula One Teams Association) concordou em reduzir os custos. Achas que é este o caminho, uma Formula 1 com custos controlados?

Sim, pode ser uma espécie de back-to-basics, onde um chassis, um câmbio Hewland e um Cosworth juntos formavam boa parte do grid da F1.


21 - “Correr é importante para as pessoas que o fazem bem, porque… é vida. Tudo que fazes antes ou depois, é somente uma longa espera.” Esta frase é dita pelo actor americano Steve McQueen, no filme “Le Mans”. Concordas com o seu significado? Sentes isso na tua pele, quando vês uma corrida, como espectador?

Sim, chego a vibrar como se fosse membro da equipe, ou se estivesse no lugar do piloto.


22 - Tens alguma experiência automobilística, como karting? Se sim, ficaste a compreender melhor a razão pelo qual eles pegam num carro e andam às voltas num circuito?

Já corri de kart indoor algumas vezes, e essa razão é pura insanidade, é maravilhoso!!!


23 - Tens algum período da história da Formula 1 que gostarias de ter assistido ao vivo?

Seriam dois períodos, da F1 seriam os anos 70, que lia muito a respeito com algumas revistas da “Autoesporte” velhas do meu pai, e a era dos Grand Prix seria minha primeira opção disparado.


24 - Já alguma vez viste a briga entre o René Arnoux e o Gilles Villeneuve, no GP de França de 1979? Para ti, aquelas voltas finais significam o quê?

O automobilismo em sua essência mais pura.


25 – Jeremy Clarkson, o mítico apresentador do programa de TV britânico “Top Gear”, disse que Gilles Villeneuve foi “o melhor piloto que alguma vez sentou o rabo num carro de Formula 1”. Concordas ou nem por isso?

Falar que era o melhor eu não sei, afinal acompanho a fundo a F1 desde 1993, mas com certeza tem seu lugar no hall das lendas do automobilismo.


26 - Costumas jogar em algum simulador de corridas, como o “Gran Turismo”, o “Formula 1”, ou jogos “online”, como o BATRacer ou o “Grand Prix Legends”?

De certo que sim! Já fui membro de liga online do F1 Challenge, faço algumas skins pra rFactor, e acabei com tendinite por jogar Rally Championship (o antigo)...


27 – Eu sei que começaste há algum tempo, mas… que é que tu alcançaste, em termos de prémios, convites, referências, desde que iniciaste o teu percurso na Blogosfera?

Bom, enquanto comentava exclusivamente sobre veículos Todo o Terreno, já me pediram dicas e sugestões de compra, e quando comecei a falar sobre ralis, acabei sendo convidado para ser colunista do Mundo Rally (www.mundorally.com.br), contando o pouco sobre alguns pilotos que fizeram a história nos ralis.

28 - E se fosses o Max Mosley, o que preferias ter na Formula 1? Uma grelha só de montadoras ou de “garagistas”?

Ambas...as montadoras sempre foram importantes para o automobilismo, assim como as equipes “garagistas”, são dois lados da mesma moeda.


29 – Vamos falar do futuro próximo: Bruno Senna, Lucas di Grassi, Nelson Piquet Jr. Um já está lá, os outros dois querem lá chegar. Achas que algum dos três tem estofo de campeão? Se sim, qual?

Prefiro ver como eles se saem na F1, para depois ter alguma opinião a respeito.


30 – Tens algum plano para o blogue, no futuro próximo? Novas secções, meteres-te num podcast ou videocast?

Secções novas, nem tanto, acho que tenho o bastante para me ocupar. Não tenho intenção de fazer podcasting no momento, mas como esse blog ganha vida própria a cada dia...pode ser que no futuro eu o faça.

Já agora, se quiserem ver as entrevistas anteriores, carreguem nos respectivos links:
19 de Novembro 2008 - Priscilla Bar (Blog Guard Rail)
22 de Novembro 2008 - Marcos Antônio Filho (GP Series)
29 de Novembro 2008 - Hugo Becker (Motor Home)
10 de Dezembro 2008 - Jorge Pezzolo (jpezzolo.com)
13 de Dezembro 2008 - Ron Groo (Blog do Groo)
17 de Dezembro 2008 - João Carlos Viana (jcspeedway)
20 de Dezembro 2008 - Felipão (Blogspot Brasil)
3 de Janeiro de 2009 - José António (4 Rodinhas)

Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Mais um filho de campeão na Formula 2!

A organização da rescuscitada Formula 2, competição que vai ser organizada pela FIA e pela Motorsport Vision de Jonathan Palmer, anunciou hoje que Henry Surtees vai participar na nova competição. O jovem piloto de 17 anos é filho de John Surtees, e é o mais recente filho de ex-piloto que se junta a esta competição, depois do seu compatriota Alex Brundle (filho do ex-piloto e actual comentador da BBC, Martin Brundle).


"A Formula 2 é uma grande oportunidade para mim. É verdade que os tempos andam difíceis para encontrar patrocinadores, portanto o conceito da competição veio na altura certa. Sei que existem imensos jovens talentos que querem vir para aqui. Vai ser um ano duro, mas este tipo de competição é daquilo que ando à procura. Estou ansioso por conhecer o novo carro", afirmou Surtees Jr. ao site GPUpdate.net.


Já o pai, lendário piloto John Surtees (unico campeão do Mundo em duas e quatro rodas), apoia a ideia do regresso da Formula 2 e da sua ideia por detrás: "Acho que é fantástico. A minha ultima vitória foi ao volante de um Formula 2, e temos que dar a jovens talentos como o meu filho uma oportunidade para mostrar os talentos numa série como esta. Apesar de ter estado ausente das corridas durante quase 25 anos, temos que trazer alguma simplicidade às formulas de acesso", declarou.


Henry Surtees começou no karting, e em 2006 passou para os monolugares, ao ser terceiro classificado no troféu Ginetta Junior. No ano seguinte fez a Formula Renault 2.0 UK, onde foi sexto classificado em 2008, e foi vice-campeão na Winter Series, comptição onde teve como rival o português Antonio Felix da Costa. Em 2008 correu duas provas na Formula 3 britânica, na National Class (que detêm os chassis mais antigos), e deu boa conta de si, vencendo uma corrida e subindo ao pódio noutra ocasião.

Dakar 2009 - Dia 4

A quarta etapa do Dakar 2009 sul-americano, que ligou hoje Jaccobacci e Nenquen, na Patagónia argentina, mostrou que a luta entre o Volkswagen Touareg do espanhol Carlos Sainz e o BMW X3 do qatari Nasser Al-Attyah continua ao rubro. Sainz ganhou a etapa, mas a diferença foi apenas de... seis segundos. Os portugueses tiveram uma actuação discreta.

Nos automóveis, a luta entre os dois foi de tal forma disputada, na etapa de 488 quilómetros, 459 dos quais cronometrados, que o terceiro classificado, Luc Alphand, terminou a 2 minutos e 24 segundos de Sainz.


"Começamos bem e muito rápido. Logo alcancei o Al-Attiyah e quando viu que era eu, tentou acelerar. Continuamos num ritmo forte até que o passei num trecho 'off-track'. Entretanto, logo depois, perdi pressão num dos pneus e precisei de parar. Ainda assim terminei a especial em primeiro, mas é uma pena porque poderia ter feito melhor", disse o piloto espanhol em declarações captadas no site brasileiro PitStop.


Na classificação geral, Sainz ainda continua na frente, com uma diferença de 3 minutos e 46 segundos sobre Al-Attyah, enquanto que o terceiro classificado da geral, o sul-africano Giniel de Villiers, já conta com um atraso de 11 minutos e 33 segundos. O francês Stephane Peterhansel, o primeiro dos Mitsubishi, é quarto a 15 minutos e 41 segundos do piloto espanhol. Nos portugueses, o melhor na etapa foi Ricardo Leal dos Santos, que com o seu BMW X5, é 54º classificado, a 7 horas e 54 minutos de Sainz, e na classificação geral, ocupa a mesma posição.


Nas motos, outro espanhol, Marc Coma, continua o seu dominio. Hoje obteve a sua terceira vitória em especiais, vencendo Cyril Després com uma diferença de 1 minuto e 17 segundos. Apesar de tudo, esta não foi uma vitória fácil para Coma. "Hoje o estágio teve uma extensão menor, mas foi ainda mais difícil. Parecia que estávamos em Marrocos. O estranho foi que deparei com quatro ou cinco portões que existem para evitar que o gado fuja, e precisei parar para poder abrí-los", explicou, em declarações captadas no site brasileiro Pitstop. Na classificação geral, ampliou a sua liderança para o actual segundo classificado, o americano Jonah Street, para os 42 minutos.


Quanto aos portugueses, Helder Rodrigues teve um excelente dia, ao ser 13º na etapa, apesar de rodado por vários quilómetros no quinto lugar. Com este resultado, o piloto da KTM subiu agora para o oitavo lugar da geral, a 1 hora e 23 minutos de Coma.


"Esta foi mais uma etapa a "sério", onde andei muito rápido na parte inicial para abrandar depois na zona final devido ao piso mais agressivo, com muita pedra e pó. Sinto que estou a andar a um bom ritmo e só posso estar satisfeito por ocupar agora o oitavo lugar da geral.", comentou, em declarações captadas pelo site português Autosport.


Paulo Gonçalves foi foi 15º na etapa, facto que lhe permitiu ascender ao 13º lugar da geral, uma posição que era ocupada ontem por... Helder Rodrigues. Mas nem tudo foram rosas para os portugueses. João Rosa foi vitima de uma violenta queda devido a uma avaria mecânica da sua moto, fracturou o pulso e um dos seus dedos ficou decepado. Evacuado pela organização, deve regressar a Portugal nos próximos dias. "O braço oscilante da moto partiu-se quando ia atravessar um rio seco. A queda foi feia. Parti um pulso e fiquei sem um dedo. Não sei se os médicos o vão conseguir recuperar", disse ao site português Autosport.


A quinta etapa decorrerá amanhã entre Neuquen e San Rafael, uma especial de 763 quilómetros, 506 dos quais em especial cronometrada. E pela primeira vez, os participantes do Dakar 2009 vão subir a mais de 2 mil metros de altitude.

Noticias: Ferrari apresenta o seu carro no dia 12...

... e a Red Bull a 9 de Fevereiro, em Jerez.


Ambas as apresentações vão ser feitas de modo "low-key" (crise a quanto obrigas...), e se no caso da Ferrari vai ser virtual, esta acontecerá em Fiorano, a sede da marca, e o carro rodará para fazer o habitual "shakedown" na pista da fábrica na tarde do dia 12 às mãos de Felipe Massa.


No caso da Red Bull, a apresentação do carro que vai ser guiado por Mark Webber e Sebastien Vettel será feita a 5 de Fevereiro, na pista de Jerez de la Frontera, no sul de Espanha, e o RB5 Renault projectado por Adrian Newey será apresentado mais tarde do que os outros porque, aparentemente, a equipa chefiada pelo projectista inglês quer aproveitar os novos regulamentos para explorar novas soluções que possam aparecer, algo que tinha feito na McLaren no final da década passada, com sucesso.

Este espaço está sempre em construção...

Não sei se repararam, mas agora fiz umas pequenas modificações. Decidi modificar um pouco a minha identificação biográfica, por achar que a anterior já estava desactualizada. Afinal, já ultrapassei os trinta e neste momento tenho mais trabalho do que nunca...

Por outro lado, coloquei uma foto no título do blog. Achei que, à falta de um "banner" mais profissional, como o que tem o Capelli, por exemplo, uma foto do meu capacete virtual no BATRacer ficaria melhor... eu sei que para alguns deve ser uma fantástica manifestação minha de egolatria, mas como se costuma dizer um anuncio publicitário que existe nas minhas bandas: "se não gostar de mim, quem gostará?"


Para acabar, e se calhar o mais importante: amanhã voltam as entrevistas, e o convidado será o Germano Caldeira, do Blog 4x4. Se para muitos de vocês pode ser um ilustre desconhecido, agora é a chance de o conhecer. Até lá, podem visitar aqui o blog. E até vai ser bom, pois já ando saturado de escrever a biografia do Schumacher, e só cheguei ao final da época de 2000...

A1GP: Interlagos acolhe etapa final

Por fim, os organizadores da A1GP confirmaram ontem aquilo que vinha a ser falado desde há algumas semanas: a temporada 2008/09 irá terminar no mesmo local onde a Formula 1 terminou o seu último campeonato, o Autódromo José Carlos Pace, mais conhecido como Interlagos, a 17 de Maio, duas semanas depois de Brands Hatch, e um mês depois de Portimão.

A etapa brasileira será a primeira visita de sempre da A1GP à América do Sul, uma competição que começou em 2005-06 e que já foi ganho pela França, Alemanha e Suiça (2007-08). Neste campeonato de nações, cujos carros foram construidos poela Ferrari, voltará à estrada no próximo dia 25 com a etapa de Taupo, na Nova Zelândia, a série é liderada pela Irlanda, seguido de Portugal, que às mãos de Filipe Albuquerque, já ganhou uma prova, no circuito chinês de Chengdou, e subiu ao pódio na última prova, em Sepang.

O piloto do dia - Michael Schumacher, 40 anos! (5ª parte)

(continuação do capitulo anterior)


A temporada de 2001 significou para Michael Schumacher o seu quarto título mundial. Agora que a Scuderia tinha alcançado aquilo que mais aspirava, era a altura de demonstrar ao resto do pelotão que tinham chegado ao topo e tão cedo não sairiam de lá. Para provar isso, o F2001 pilotado por Schumacher tornou-se na máquina a abater pelo resto do pelotão, liderado pela McLaren e Williams.



A temporada começou com Schumacher a ganhar na Australia e Malásia, foi segundo no Brasil (atrás de David Coulthard) desistiu em San Marino, voltou a vencer em Espanha, depois da vitória lhe ter caído ao colo na última volta (às custas de Mika Hakkinen), foi segundo na Austria (de novo atrás de Coulthard), venceu no Mónaco, Nurburgring e França, e depois de duas corridas sem vencer, voltou ao lugar mais alto do pódio na Hungria, e voltou a vencer na Belgica. Contudo, como a oposição estava fragmentada (só Coulthard e o seu irmão Ralf Schumacher tinham ganho mais do que uma vez até então) o piloto alemão era o virtual campeão desse ano. Ainda iria vencer mais uma corrida, no Japão, mas no final da temporada, conseguiria um total de 123 pontos, 58 a mais do que o vice-campeão, David Couthard. O campeonato de construtores foi de novo para a marca do Cavalino, graças aos 56 pontos de Rubens Barrichello.



Em 2002 o dominio foi maior. Só para terem uma ideia, o piloto alemão subiu ao pódio em todas as 17 provas daquele campeonato, onze das quais no lugar mais alto do pódio. Expressões como "Barão Vermelho" (uma referência ao seu conterrâneo Manfred Von Richtofen, o maior ás da I Guerra Mundial) e a visão dele na frente tornaram-se numa imagem de marca da Formula 1, tão natural como respirar. Só para terem uma ideia, Schumacher tornou-se campeão do Mundo em Julho, após o GP de França, quando faltavam... seis provas para o fim do campeonato.


Contudo, nessa época de sonho aconteceu aquilo que para muitos se tornou no momento mais baixo da história da Formula 1, o final do GP da Austria de 2002. Nesse fim de semana, o seu companheiro de equipa Rubens Barrichello fez a "pole-position" e liderou grande parte da corrida, rumando a aquilo que pareceria ser a primeira vitória do piloto brasileiro nesse ano. Contudo, Schumacher estava logo atrás, não muito distante do brasileiro, e a boxe da Ferrari pediu a Rubinho para que cedesse a vitória em favor do alemão, pois naquela altura do campeonato (era a sexta prova do ano), nada estava decidido. Barrichello resistiu até ao fim, e só cedeu nos metros finais, à vista das cameras do mundo inteiro. Os pilotos e a equipa foi assobiada, a imprensa especializada (e não só) atacou a Ferrari pela sua atitude, e a FIA teve que agir, multando a Ferrari em mais de um milhão de dólares.


Schumacher foi também multado em um milhão de dólares, mas aí o pretexto foi outro: por ter cedido o seu lugar no pódio para Barrichello, algo que foi interpretado pela FIA como uma violação das regras do protocolo (artigo 170). Mais tarde, depois de outro incidente semelhante no GP dos Estados Unidos, onde os carros chegaram em formação (e onde Barrichello ganhou por 11 milésimos de segundo...) a FIA decidiu proibir as ordens de equipa que afectassem directamente o resultado da corrida. Mas isso não impediu que o alemão se tornasse pentacampeão do Mundo, igualando o mitico Juan Manuel Fangio, 45 anos depois do último título do argentino. Schumacher conseguiu 144 pontos (o valor mais alto de sempre até então), resultantes de onze vitórias, sete pole-positions e sete voltas mais rápidas.


Em 2003, as regras mudaram, e entre outras coisas, estreou-se um novo sistema de pontuação, onde os oito primeiros recebiam pontos, e onde a diferença entre o primeiro e o segundo ficou diminuida, passando de quatro para dois. A Scuderia estreou uma nóva máquina, o F2003-GA (em homenagem a Giovanni Agnelli, o patrão da FIAT, entretanto falecido), mas foi uma temporada com dificuldades, pois a concorrência (Williams, McLaren e mais tarde Renault) tinha finalmente máquinas eficazes, que ajudaram a dinimuir o fosso. Schumacher não ganhou nas três primeiras provas do ano, e só conseguiu na primeira corrida europeia, em San Marino, a primeira de três vitórias consecutivas.


Mas depois de mais uma vitória no Canadá, Schumacher entrou noutra má fase, cujo auge foi o oitavo lugar na Hungria (e a ser dobrado por Fernando Alonso, que ia a caminho da sua primeira vitória na Formula 1). O espanhol era o mais recente nome de uma nova geração de pilotos que tinham chegado à competição, do qual se incluia o finlandês Kimi Raikonnen, o colombiano Juan Pablo Montoya e o inglês Jenson Button, que começavam a desafiar Schumcaher, que ia já na sua 12ª época na competição. Os 34 anos de idade do alemão começavam já a pesar... Contudo, depois da Hungria, a Ferrari reagiu e Schumacher ganhou em Monza e Indianápolis, e um singelo oitavo lugar em Suzuka bastou para conseguir o hexacampeonato, batendo Kimi Raikonnen... por um ponto.


Se a temporada de 2003 foi considerada como um sinal de aviso para a Ferrari de que tinham de trabalhar no duro para não perderem a sua hegemonia, o ano de 2004 mostrou que a esquadra do Cavalino Rampante tinha voltado à sua antiga forma, dando ao alemão o seu heptacampeonato, vencendo em onze das dezoito corridas do campeonato, com uma sequência de sete vitórias consecutivas a meio da temporada. O alemão conseguiu vencer o campeonato com 148 pontos, a maior colheita de sempre, e o sétimo título foi confirmado depois de cruzar a meta na segunda posição em Spa-Francochamps, quando faltavam quatro provas para o final da temporada. Aos 35 anos, Schumacher era estatisticamente um dos pilotos mais vitoriosos de todos os tempos, e o seu sétimo título mundial, quinto consecutivo, era o culminar de uma era dominadora para a Ferrari.


Amanhã, a última parte da biografia.

Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Dakar 2009 - Dia 3

A terceira etapa do Rali Dakar 2009, que ligou hoje Puerto Madryin e Jaccobacci, no total de 694 quilómetros, sendo 616 a contar para a classificação, foi ganha pelo qatari Nasser Al-Attyah, depois de um duelo ao segundo com o Volkswagen Touareg do actual ider, o espanhol Carlos Sainz. O piloto da BMW superou a armada da Volkswagen, que ficou com as três posições seguintes, com Dieter Depping em terceiro, e o sul-africano Giniel De Villiers no quarto lugar. O piloto da BMW, com esta vitória, ascendeu ao segundo lugar da geral, a 3 minutos e 40 segundos de Sainz.

Quanto à Mitsubishi, Stéphane Peterhansel foi o melhor, colocando o seu Mitsubishi Racing Lancer no quinto posto, tendo perdido hoje mais 5 minutos e 31 segundos. Um dos seus companheiros, o francês Luc Alphand, teve um dia para esquecer, perdendo mais de 30 minutos devido a um problema com o motor.



Quanto aos portugueses, a etapa de hoje voltou a ser má para eles. Ricardo Leal dos Santos, no seu BMW X5, foi 46º classificado na etapa, numa etapa com um terreno muito duro para os carros. Contudo, com isto, é o 66º da geral, e o melhor dos portugueses. A seguir está Francisco Inocêncio, que foi 68º na etapa, e é o 88º da geral. O terceiro melhor, Adélio Machado, foi 75º na etapa e 68º da geral.

No caso das motas, Marc Coma soma e segue. O piloto espanhol da Repsol KTM voltou a rubricar mais uma excelente prestação na terceira etapa da prova, deixando o segundo classificado a mais de 17 minutos sobre o norueguês Per-Anders Ullevalseter... e o espanhol Jordi Viladoms, pois alcançaram precisamente o mesmo tempo! Nesta categoria, os portugueses deram um ar da sua graça, com Helder Rodrigues a acabar no "top ten" nesta etapa, e Paulo Gonçalves, com a sua Honda, terminou na 24ª posição.



"Estou feliz com a etapa de hoje porque, para além de ter sido a segunda maior especial, dei um bom salto na classificação geral quando ainda só vamos na terceira etapa", referiu Rodrigues em declarações captadas pelo jornal português Autosport. Com isto tudo, ele é agora o melhor português, na 13ª posição (não muito longe do top ten da geral), enquanto que Paulo Gonçalves é 19º, a uma hora e dez minutos de Marc Coma.


A quarta etapa do Dakar sul americano ligará amanhã Jaccobacci a Neuquen, no total de 488 quilómetros, 459 dos quais cronometrados.

Noticias: Michael Schumacher considerou o regresso à Formula 1

Michael Schumacher, o legendário hepta-campeão alemão de Formula 1, e que comemorou o seu 40º aniversário este Sábado, afirmou hoje ao jornal alemão Bild que considerou por duas vezes voltar à Formula 1 desde a sua retirada, em 2006.


"[Considerei regressar] talvez umas duas vezes. Tive algumas propostas interessantes", começou por referir o alemão, sem contudo as identificar. "Rejeitei-as quase de imediato", afirmou logo a seguir, explicando que os motivos para a sua retirada das pistas continuavam válidas: "Eu iria estar a pilotar por pilotar ou apenas por diversão e, não, eu não sou assim", concluiu, em declarações captadas pela Autosport portuguesa.


Para além disso, Schumacher recebeu um convite da Honda Ten Kate, da World Superbikes, para competir no respectivo campeonato, sem contudo referir a altura em que este foi feito. Mas tal como os outros, também esse foi rejeitado pelo ex-piloto alemão. Schumacher anunciou a sua retirada no final do GP de Itália de 2006, depois de 16 temporadas ao mais alto nivel, por afirmar que já não sentia a mesma motivação para competir ao mais alto nivel.

Fernando Alonso apanhou um grande susto!

Li isto primeiro na Mai, e depois quis ver noutros lados. Acabei por descobrir no jornal "El Pais" a noticia: Fernando Alonso sofreu um incidente aéreo no Quénia, ontem à noite, quando uma das asas do seu avião particular chocou contra um edificio no Aeroporto de Malindi, quando se preparava para descolar rumo a Espanha.

Alonso ia acompanhado da sua mulher, Raquel do Rosário, a irmã dela, Marta e o seu marido, Ander Astrain. Os dois casais tinham decidido passar o Ano Novo no hotal "Lion on the Sun". propriedade de Flavio Briatore, numa festa que ele próprio organizou com mais "VIP's". Os seis ocupantes (quatro passageiros e dois tripulantes) nada sofreram, e regressaram mais tarde a Espanha noutro avião particular. No final, tudo passou de um grande susto!

Historieta da Formula 1 - Nunca digam a Jacques Laffite...

... que é lento!

A semana passada, o jornal Autosport fez duas coisas: um "quiz", com quinze perguntas, para testar os conhecimentos dos fanáticos do automobilismo, e uma outroa, um conjunto de seis historietas, qual delas a mais louca. Ao longo destas semanas, tentarei contar esses "sideshows", algumas delas para maiores de 18!



Hoje vou falar de Jacques Laffite, um dos pilotos mais famosos da década de 70 e 80, que correu na Ligier e na Williams, e actualmente é comentador no canal francês TF1. E como em casa vejo as transmissões deste canal, digo-vos que ouvi-lo vale sempre a pena. A "estória que se segue" é contada pelo próprio, e aconteceu algures nesta década, por alturas do GP da Alemanha, em Hockenheim, onde teve de aplicar todo o seu charme para escapar a uma enorme multa de trânsito!


"Na entrada da vila tem daqueles sinais em que te mostram a velocidade a que passas, para te avisar se vais a 50 km/hora, que é o limite. Ora, eu levava o carro cheio e um dos meus amigos disse-me que o sinal marcava 57 km/hora e que eu estava mesmo lento. Claro que fiz logo um pião, voltei uns 300 metros atrás e fiz todo o meu percurso original a fundo no meu carro de aluguer. Então o sinal mostrou 145 km/hora ou assim e toda a gente estava bem calada dentro do carro, enquanto eu me gabava de continuar a ser rápido. O pior foi convencer o policia que me esperava mais à frente que tudo não passava de uma brincadeira entre amigos. Mas com muita persuasão ele lá me perdoou."


Jà sabem: se qualquer dia forem à boleia com ele, nunca digam que está velho. Estão por vossa conta e risco! Mas esta não é a unica "estória" com o simpático Jacques. Com o tempo, contarei mais...

O piloto do dia - Michael Schumacher, 40 anos! (4ª parte)

(continuação do capitulo anterior)


No inicio da temporada de 1998, Michael Schumacher e a Ferrari tinham que provar, mais do que nunca, que o conjunto era o ideal para a Ferrari regressasse aos títulos mundiais, uma espera que já ia entrar na sua 19ª época. Nesse ano, tinham que fazê-lo com trabalho redobrado, pois o incidente de Jerez ainda estava fresco na memória, e agora, também a reputação de Schumacher estava prejudicado, logo, o trabalho seria a dobrar.


Para além disso, a temporada de 1998 iria revelar-se um novo rival para Schumacher: o finalndês Mika Hakkinen e os McLaren-Mercedes. Já tinham ameaçado durante a época de 1997, mas em 98 iam estrear o modelo MP4-13, desenhado por Adrian Newey, e no inicio da temporada, as boas indicações confirmaram-se, com o finlandês a ganhar em Melbourne (após uma controversa ultrapassagem ao seu companheiro de equipa, ordenada por Ron Dennis) e em Interlagos. Schumacher, que desistiu em Melbourne e foi terceiro no Brasil, venceu na Argentina e foi segundo em Imola, numa prova ganha por David Coulthard. Hakkinen voltou a ganhar mais duas corridas, mas depois da sua segunda vitória, no Canadá, vence mais duas vezes seguidas, em Magny-Cours e Silverstone, equilibrando os pratos na balança. Teve depois mais um pódio na Austria e uma vitória na Hungria, antes do conturbado Grande Prémio da Belgica, em Spa-Francochamps.


Depois de a primeira partida ter sido interrompida por um acidente que colocou 13 carros fora de prova, na segunda largada, o alemão assegurou a liderança, e à 25ª volta, já tinha uma vantagem de 40 segundos sobre o segundo classificado. Então, vê David Coulthard, que ia ser dobrado pelo piloto alemão, mas numa corrida sob pobre visibilidade, e apesar dos avisos de Jean Todt a Ron Dennis para que o seu piloto não complicasse as coisas, Coulthard levantou o pé quando Schumacher estava demasiado perto do carro do escocês, causando uma colisão. Ambos os carros chegaram à boxe, para desistir (o incidente foi na zona de Pouhon), e logo imediatamente, Schumacher foi a correr para as boxes da McLaren para tirar satisfações, acusando-o até... de o querer matar. Os comissários concuiram que foi apenas um mero incidente de corrida, sem qualquer razão para ser penalizado.


Na corrida seguinte, em Monza, Schumacher ganha, e ambos os pilotos ficam empatados, com 80 pontos cada um. Contudo, Hakkinen ganhou as duas corridas finais, em Nurburgring e Suzuka, com o alemão, que tinha feito a "pole-position" nos treinos, a ter problemas desde o inicio: o carro ficou parado na pré-grelha, obrigando-o a partir do último lugar, e depois de ter feito uma recuperação brilhante até ao terceiro lugar, um furo no pneu traseiro esquerdo, à entrada da volta 31, o obriga a desistir. No final do ano, foi vice-campeão, com 86 pontos.


Sendo assim, em 1999, parte-se de novo para mais um ano onde se tentará opor o mais possivel à tentativa de Mika Hakkinen e da McLaren de ficar com ambos os títulos. Mas começa mal a temporada, com um furo e teve de trocar o nariz, que tinha sido quebrado devido a vibrações, terminando no oitavo lugar. Quem ganhou a corrida foi o seu companheiro Eddie Irvine. Mas depois desta contrariedade inicial, sobe ao pódio em Interlagos e vence em San Marino e Mónaco, e foi terceiro em Barcelona. Foi quinto em Magny-Cours, numa corrida à chuva, mas na prova seguinte, em Silverstone, iria passar pela obstáculo mais difícil da sua carreira.


No inicio da prova, os carros de Alex Zanardi (Williams) e Jacques Villeneuve (BAR) ficam parados na grelha de partida, e os organizadores não tiveram outro remédio senão o de interromper a prova, ainda a primeira volta ia a meio, quando todos os carros estavam na Hangar Straight, a caminho da curva Stowe. Todos começaram a travar... menos Schumacher. O que se iria assitir era incrivel: os travões traseiros tinham falhado, e embateu em cheio na barreira de pneus. Quando quis sair, não podia, pois tinha acabado de fracturar a perna direita. As suas chances de conseguir o título em 1999 tinham desaparecido.


O alemão ficou mais de dois meses a tentar recuperar em casa da fractura, enquanto que era substituido pelo finlandês Mika Salo, e a Scuderia tentava ajudar Eddie Irvine a conseguir o título. Quando Schumacher regressou, no GP da Malásia, a duas provas do final do campeonato, estava numa situação inédita: era o escudeiro de Irvine, e tinha que o ajudar na sua tentativa de alcançar o título! Em Sepang, a Ferrari fez 1-2, mas não sem depois de passarem por um susto, quando foram desclassificados inicialmente devido a um deflector que não estava nas medidas certas. A Scuderia apelou, e este foi válido, recuperando o resultado inicial. E no Japão, o alemão não conseguiu evitar que Mika Hakkinen vencesse a corrida e se tornasse bicampeão mundial, embora a Ferrari tenha ganho pela primeira vez desde 1983 o título mundial de Construtores.


Em 2000, a batalha Ferrari-McLaren continuava nas pistas. A Scuderia apresentava o modelo F1-2000, contra o McLaren MP4-15 que Hakkinen e Coulthard iriam pilotar nesse ano. E Schumacher iria ter um novo companheiro de equipa: o brasileiro Rubens Barrichello. Na temporada de 2000, Schumacher entrou a matar: venceu as três primeiras provas do ano (Austrália, Brasil e San Marino), com Hakkinen a ganhar somente na quinta prova do ano, em Barcelona. Ganhou mais duas corridas, em Nurburgring e em Montreal, e parecia ir a caminho do tricampeonato, quando teve três provas sem acabar (França, Austria e Alemanha), fazendo pairar novas nuvens negras sobre si. Voltou a pontuar na Hungria e na Belgica, mas perdeu ambas as corridas para Mika Hakkinen (a ultima das quais, em Spa-Francochamps, depois de uma ultrapassagem do outro mundo, no final da recta Kemmel)


Contudo, na corrida seguinte, em Monza, Schumacher consegue voltar à vitórias. perante a multidão de "tiffosi". Só que nessa corrida, Scgumacher igualava Ayrton Senna em numero de vitórias, 41. Na conferência de imprensa que ocorreu no final da corrida, queando lhe perguntaram como se sentia após ter igualado o piloto brasileiro nas estatisticas, emocionou-se e começou a chorar. Ganhou de novo em Indianápolis, palco do regressado GP dos Estados Unidos, e em Suzuka, consegue a terceira vitória consecutiva, batendo Mika Hakkinen numa corrida decidida nas boxes. Por fim, conseguia o tricampeonato, e a Itália comemorava por fim um título da "Rossa" 21 anos depois de Jody Scheckter. Um campeonato ganho com um total de 108 pontos (ainda viria a ganhar na última prova do ano, na Malásia), nove vitórias, nove pole-positions e duas voltas mais rápidas. Com a nova década, uma era de dominio da Ferrari iria começar na Formula 1.


(continua amanhã)

Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Dakar 2009 - Dia 2

O espanhol Carlos Sainz e os Volkswagen Touareg assumiram a liderança do Rali Dakar de 2009, após a etapa de hoje, entre Santa Rosa e Puerto Madrin (837 km, 237 dos quais em troço cronometrado), após o anterior lider, o qatari Nasser Al-Attyah, se ter atrasado. Os pilotos portugueses foram discretos.

O piloto espanhol não teve problemas em forçar o ritmo, numa atapa rápida de areia e pedras, e apossar-se da liderança, aproveitando o atraso que Al-Attyah teve hoje, por problemas de navegação, e caindo para o quarto lugar. Entretanto, o seu companheiro na Volkswagen, o sul-africano Giniel de Viliers, ascendu ao segundo lugar, a 2 minutos e 19 segundos do piloto espanhol. "Isto foi mais duro do que no primeiro día. A navegabilidade já começa a ter importancia. Mas o mais importante de tudo é que superei outra etapa sem mais problemas", disse Sainz à chegada a Puerto Madryn.

Stephene Peterhansel é o terceiro, e o melhor dos Mitsubishi, a quase quatro minutos do líder, enquanto que o espanhol Nani Roma, o seu companheiro, é quinto, e o francês Luc Alphand o sexto. Quanto aos pilotos portugueses, o melhor é Adélio Machado, na 79ª posição a já três horas e 39 minutos de Sainz. Martine Pereira está na 82ª posição, enquanto que Francisco e Nuno Inocêncio ficaram atascados no final da etapa, e são agora 104º e 105º classificados, respectivamente. Ricardo Leal dos Santos é 128º classificado, depois de terem ficado atascados por várias vezes e terem passado por sustos, como terem uma porta arrancada por um camião!

Nas motos, Marc Coma, o lider, perdeu quase 12 mintutos para o vencedor da etapa, o holandês Frans Verhoeven, devido a um engano no percurso, e à perda de óleo na sua moto por alturas do quilómetro cem, que foram resolvidas com a ajuda de um espectador. Controlando os prejuizos, o espanhol mantêm-se na liderança, com mais 14 minutos sobre o segundo classificado, que é Verhoeven.

Quanto aos portugueses, Paulo Gonçalves é o melhor, terminando a etapa na posição, sendo agora o 19º classificado, depois de ter rolado muito tempo nos dez primeiros. "A etapa de hoje foi muito longa, foi um dia bastante cansativo e desgastante em termos físicos. A prova estava a correr muitíssimo bem, mas um pequeno erro de navegação quase no final fez-me perder algum tempo e isso levou a uma consequente descida na tabela classificativa", disse o piloto, em declarações captadas pelo Autosport.

Helder Rodrigues veio logo a seguir, na 20ª posição da geral, numa etapa onde adoptou uma toada cautelosa, para evitar excessos: "A minha classificação de hoje era de certa forma previsível, pois andei com cuidado, depois do desgaste no pneu traseiro que me atrasou bastante ontem. O rali ainda vai no começo e quero, por enquanto, evitar qualquer problema que me possa fazer perder terreno na classificação geral", afirmou à chegada. Luis Ferreira é o terceiro melhor português, na 49ª posição na geral, enquanto que Pedro Oliveira sofreu uma quedae terminou a sua participação no Dakar.

A etapa de amanha ligará Puerto Madryn e Jacobacci, no total de 694 quilómetros, 616 dos quais em troço cronometrado.