Que o "Iceman" seja uma personagem fora do vulgar mesmo entre os pilotos de Formula 1, isso se sabe. Que por vezes ele tenha um mau feitio, isso sabia, mesmo antes do incidente de ontem, antes do GP de Inglaterra. Nos minutos que antecediam a corrida, um dos fotógrafos chegou-se perto demais dele, e acto contínuo, empurrou-o.segunda-feira, 7 de julho de 2008
A péssima atitude de Kimi Raikonnen
Que o "Iceman" seja uma personagem fora do vulgar mesmo entre os pilotos de Formula 1, isso se sabe. Que por vezes ele tenha um mau feitio, isso sabia, mesmo antes do incidente de ontem, antes do GP de Inglaterra. Nos minutos que antecediam a corrida, um dos fotógrafos chegou-se perto demais dele, e acto contínuo, empurrou-o.O piloto do dia - Jo Schlesser
Os anos sessenta foram muito deprimentes para o automobilismo francês. Não tanto em termos de equipas, pois em 1967, surgiu a Matra, pelo menos na categoria máxima, e existiam nas categorias inferiores preparadores como Gordini. Era em relação a pilotos que se poderia falar em "depressão", pois depois da morte de Jean Behra, em 1959, e da retirada de Maurice Trintignant, em 1964, pouca coisa havia.
Compra um Formula 3 ao americano Harry Schell, e corre nas pistas do seu pais, com alguns bons resultados, mas os acidentes não o largam. Em 1961, tem um acidente grave ao treinar-se para as 24 Horas de Le Mans, e fica fora de combate por alguns tempos. Em 1963, junta-se a um compatriota seu, ex-jogador de rugby e homem de negócios bem sucedido no sector da construção civil e como ele, começou a pilotar tarde em automóveis: Guy Ligier.
Em 1964, recebe um convite para correr nos Estados Unidos, em algo que se viria a chamar mais tarde de... NASCAR. Os resultados foram algo modestos, e no final do ano, regressou à Europa. No ano seguinte, foi correr de Formula 2, com alguns bons resultados, e alguns acidentes. Mas com quase 40 anos, não desistia do sonho de ser piloto de Formula 1. Em 1966, aproveitando o facto dos pilotos de Formula 2 poderem participar no GP da Alemanha ao mesmo tempo que os da Formula 1, estreou-se com um Matra, termonando na décima posição. No ano seguinte foi a mesma coisa, mas nessa ocasião não terminou a corrida.
Em 1968, Schlesser iria fazer 40 anos, mas era popular, e não tinha desistido de correr na categoria máxima, a tempo inteiro. Quando a Honda lhe convidou para estrear o RA302 em Rouen, num golpe publicitário para impulsionar as vendas da marca (o próprio Sochiro Honda estaria lá para assistir à corrida), ele aceitou sem hesitar.
Mas o convite era um presente envenenado. A Honda tinha dificuldades em desenvolver esta versão, muito pesada, muito lenta e muito instável. Para mais, o magnésio, além de ser leve, era inflamável. Em suma, era uma bomba com rodas e um volante... Nos treinos, Schlesser sofre com o carro, e consegue um tempo sete segundos mais lento que o de Jacky Ickx, o "poleman". Mas o francês estava confiante, pois conhecia bem a pista.
Na corrida, Schlesser parte bem, conseguindo ganhar uma posição, mas foi sol de pouca dura. No inicio da terceira volta, quando o carro chega à zona de Six Fréres, perde o controlo e embate no barranco, causando imediatamente um incêndio. Quando os bombeiros conseguem apagar o fogo, vinte minutos depois, Jo Schlesser, de 40 anos, estava carbonizado, sem vida.
Foi um acidente que chocou muitos. Em França, a sua morte foi sentida, por ser um piloto popular. A Honda, que tinha apostado nele para andar com o seu novo carro, decidiu retirar-se das pistas, como equipa, no final da temporada, voltando apenas 15 anos depois, mas somente como fornecedora de motores. E quando o seu melhor amigo, Guy Ligier, viu o que se passara com Schlesser, a cinco dias do seu 38º aniversário, decidiu que era altura de abandonar a competição e passar para o lado do construtor. Em sua memória, todos os Ligier que construiu até aos nossos dias são baptizados de JS, as iniciais de Jo Schlesser.GP Memória - França 1968
Em 1968, a Formula 1 chegava à sua metade, e se no inicio se pensava que seria um passeio no parque para Graham Hill e o seu Lotus 49, as coisas não se estavam a passar assim, pois Jackie Stewart, regressado depois de duas corridas de ausência devido a um acidente onde se lesionou no pulso, tinha ganho na Holanda e mostrava luta contra o Lotus de Hill e os McLaren do Bruce e do Denny... O pelotão da Formula 1 sofria algumas alterações em relação à corrida de Zandvoort, duas semanas antes. A Cooper contrata o inglês Vic Elford e o francês Johnny Servoz-Gavin, para substituirem Brian Redman (ainda a recuperar ods ferimentos nos 1000 km de Spa-Francochamps) e o italiano Ludovico Scarfiotti, morto um mês antes.
A Honda, por seu turno, estreia aqui em Rouen o RA301, aparentemente mais potente e refrigerado a ar, construido em magnésio, um material mais leve, mas volátil. John Surtees testara o carro, mas não quis correr com ele, afirmando que precisaria de mais testes. Como Sochiro Honda, fundador e patrão, estava em França para assistir à corrida, os responsáveis da marca pediram ao veterano Jo Schlesser, de 40 anos, para que o experimentasse. Schlesser conseguiu qualificá-lo no 16º posto.Entretanto, nos treinos, os incidentes aconteciam. Jackie Oliver, o segundo piloto da Lotus, teve um forte embate contra um poste telegráfico, e o seu Lotus 49 ficou muito danificado, impedindo-o de correr. Quando foi a hora de definir a grelha, o melhor foi o Brabham do austriaco Jochen Rindt, que conseguia aqui a sua primeira-pole-position da sua carreira. Ao seu lado tinha o Matra de Jackie Stewart e o Ferrari de Jacky Ickx. Denny Hulme era o quarto, Chris Amon o quinto, Bruce McLaren o sexto, e Graham Hill era apenas o nono da grelha.
Na largada, corrida sob ligeira chuva, Ickx decidiu calçar pneus de chuva, enquanto que os outros corriam com pneus intermédios. Assim, o piloto belga terminava a primeira volta logo na liderança. A seguir a Ickx vinham Rindt, Stewart e Surtees, no seu velho Honda. Tudo corria bem até ao inicio da segunda volta, quando o Honda de Jo Schlesser chega à uma zona de curvas rápidas e a descer, chamada Six Fréres. Nessa zona, perde o controlo do seu carro, bate na mureta, e carregado de combustível, explode e arde até nada restar dele, e do seu piloto. Schlesser era o quarto piloto a morrer em três meses, depois de Jim Clark, Mike Spence e Ludovico Scarfiotti.
Indifierentes ao drama, os pilotos continuaram a correr, com Rindt a ter de ir à boxe devido a um furo causado por um pedaço do Honda de Schlesser. Stewart tomou conta do segundo lugar, mas foi ultrapassado pelo honda de Surtees, que por sua vez, foi ultrapassado pelo BRM do mexicano Pedro Rodriguez. Na volta 19, Ickx despista-se e cai para terceiro, ultrapassado por Rodriguez e Surtees, mas em pouco mais de duas voltas, regressa à liderança, para não mais a largar.
Na volta 53, Rodriguez parou nas boxes devido a um problema de caixa de velocidades, deixando Surtees à vontade na sua segunda posição, embora teve que mudar de óculos, pois estes ficaram lascados devido a um pedra atirada por um retardatário.
No final da corrida, Jacky Ickx, na sua nona corrida da carreira, vence o seu primeiro Grande Prémio, e é também o primeiro de um piloto belga na história da Formula 1. Surtees é segundo, no seu Honda, mas os responsáveis da marca ficaram chocados com o acidente mortal de Schlesser, e decidiram mais tarde retirar-se de competição. Stewart foi terceiro, e o Cooper de Vic Elford, com o seu quarto lugar, entra no restrito clube dos pilotos que pontuaram no seu primeiro Grande Prémio. Denny Hulme e o BRM privado de Piers Courage fecharam os lugares pontuáveis.
A capa do Autosport desta semana
Era inevitável, não é? A serenata à chuva de Lewis Hamilton em Silverstone tinha que valer a capa do jornal Autosport desta semana... em dia de Formula 1, naquele que foi provavelmente a melhor corrida deste ano, até agora, a vitória de Hamilton significa algo extraordinário: um campeonato equilibradíssimo, com uma liderança tricéfala, e o quinto classificado está somente a 10 pontos do primeiro, tudo isto com metade do campeonato disputado!IRL - Ronda 11, Watkins Glen
O piloto americano Ryan Hunter-Reay foi o grande vencedor da etapa de Watkins Glen da IndyCar Racing, que decorreu esta noite, numa corrida onde o lider Scott Dixon, se viu envolvido num acidente com o Penske de Ryan Briscoe, caindo na classificação e acabando no 11º lugar final.O incidente ocorreu na volta 41, quando os dois pilotos disputavam a liderança, provocando a amostragem de bandeiras amarelas. Reay, que era quarto, atrás do inglês Darren Manning, mas que ainda não tinha ido às boxes, aproveitou para ficar na liderança, quando este foi à box, dez voltas mais tarde. Mesmo assim, Manning terminou a prova na segunda posição.
A vitória de Hunter-Reay deu à Rahal-Letterman Racing a sua primeira vitória desde a corrida de Michigan, em 2004, altura em que Buddy Rice foi o vencedor. A completar o pódio, ficou o brasileiro Tony Kanaan, que fez uma corrida heróica, já que correu em inferioridade física, devido a um pulso magoado num durante um acidente no "warm up" da manhã.
Quanto às duas mulheres no pelotão, a venezuelana Milka Duno desistiu na volta 45, devido a uma colisão com o carro de A.J. Foyt IV, sem consequências de maisor para ambos. Já Danica Patrick acabou num modesto 14º lugar, depois de um incidente nas boxes, onde falhou a sua entada na box e atingiu um pneu, partindo o bico e obrigando a dispender tempo extra.
No campeonato, o neozelandês Scott Dixon, da Chip Ganassi, continua a liderar, com 370 pontos, seguido pelo brasileiro da Penske, Helio Castroneves, com 322. A próxima etapa será este Sábado à noite, na oval de Nashville, Tennesee.
domingo, 6 de julho de 2008
Formula 1 - Ronda 9, Silverstone (Revista da Blogosfera)
E numa corrida tão imprevisível como o Verão britânico, tudo aconteceu nesta corrida. O regresso de Lewis Hamilton, o desaparecimento de Felipe Massa, o inédito pódio de Rubens Barrichello (o primeiro desde 2005), e a disputa pela liderança do campeonato, que está ao rubro, com três lideres empatados na liderança, tudo isso foi escrito na Blogosfera na forma que vos mostro a seguir:
- Corridaça na chuva, disparada a melhor do ano até aqui. Vitória acachapante de Lewis Hamilton, que ganhou com praticamente uma volta de vantagem para todo mundo.
Num dia tipicamente inglês, Silverstone virou Las Vegas e o Grande Prêmio da Inglaterra virou uma grande roleta-russa e a bolinha do vencedor acabou caindo para o “Prata 22”. Depois de duas corridas desastrosas, Lewis Hamilton vem provando cada vez mais que é o melhor piloto da F1 atual debaixo de chuva e na frente dos seus torcedores, que já começavam a duvidar de suas capacidades, venceu com mais de um minuto de diferença e re-assumiu a liderança do campeonato, com os dois pilotos da Ferrari empatados com ele.Muito se falou que o fim do controle de tração não traria tanta diferença assim para a F1, mas no ponto mediano do campeonato, o fim do aparato eletrônico trouxe muitas emoções para as provas da categoria. E quando chove então... (...)
Gustavo Coelho, Blog F1 Grand Prix
Mais de 150 mil pessoas explodiram em júbilo no circuito de Silverstone quando Lewis Hamilton cruzou a linha de chegada e se tornou o 12° britânico a vencer o GP da Inglaterra. Foi o final perfeito de uma corrida épica: crucificado pela imprensa local, o piloto da McLaren não cometeu um único erro em condições dificílimas e reassumiu a liderança do Mundial. Um final feliz para uma via crúcis que era triste de assistir.
Erros, aliás, que sobraram na corrida de ontem. Ao todo, foram 17 rodadas, sem contar escapadas de pista ou mesmo toques involuntários entre pilotos. Sim, as condições climáticas da Inglaterra não ajudaram. O cenário da prova era o ideal para causar pesadelos nos estrategistas da equipe: asfalto molhado que vai secando; depois uma rápida pancada de chuva forte mudou tudo, mas a pista volta a secar no final.
Mas esta comédia de erros não pode ser justificada apenas por isto. Até porque houve quem só acertasse na corrida. Como Hamilton, cujo único susto foi uma aquaplanagem em que o carro logo foi controlado. Como Nick Heidfeld, que manteve sua BMW Sauber na pista o tempo todo e foi premiado com um segundo lugar por isso. E como Rubens Barrichello.
O brasileiro fez uma das melhores apresentações de sua carreira. Antevendo a chuva, ele carregou o carro de gasolina e fez um grande início de prova. Quando o aguaceiro chegou, Barrichello aquaplanou e quase bateu. Foi o sinal para chamar a equipe pelo rádio e pedir pneus de chuva extrema. A partir daí, o carro branco e verde passou a voar pela pista. Nem mesmo uma parada extra no final, para adequar a borracha a uma pista que secava, impediu o improvável pódio de um carro da Honda.
(...)
Luiz Fernando Ramos, Blog do Ico
O director da Honda foi capaz de pegar num carro que já está dado como morto, desenterrar um brasileiro que já tinha sido aposentado e colocar ambos no segundo lugar do pódio. Estou convencido que só não ganham a corrida porque S. Pedro não deu mais cinco minutos de chuva, senão...
Na Ferrari se não estão, então deviam estar todos a invejar o Barrichello, não pela velocidade deste, que com aquela idade já não é muita, mas pelo facto de ter nas boxes, a preparar-lhe a estratégia de corrida alguém que percebe realmente de F1. Começa a ser inadmissível a inabilidade da equipa para desenhar uma estratégia que pelo menos mantenha os dois carros nas posições que conquistaram na qualificação, já nem peço para ganharem lugares. Que saudades de ver o Ross Brawn vestido de vermelho.
Fica no entanto a ressalva para o que se passou hoje com o Massa, pois sair de pista ou fazer piões com aquela frequência numa única corrida, não há nenhum Brawn nem qualquer outro engenheiro de corrida que consigam solucionar. Talvez um exorcista ou um bruxo consigam extrair o espírito de vaca louca que encarnou hoje no Massa, senão mais vale aproveitar a época de festas de verão e enviar o brasileiro para uma digressão de gincanas e provas de perícia por esse país fora. A fazer piões daquela maneira, passem-lhe um Mini para as mãos e é vê-lo a contornar mecos no parque de feiras lá da aldeia.
AC, Blogtorsport
Dos nombres brillaron por encima del vencedor del GP Británico. Se trata de una dupla que repite éxitos del pasado pero ahora en una (H)onda ecológica. Rubens Barichello y Ross Brawn demostraron que la calidad, el esfuerzo y la inteligencia pueden superar muchos obstáculos.
Un triste Honda en buenas manos y con una estrategia arriesgada logró salir 16to y alcanzar un merecidísimo podio; digno de un héroe. Un tercer lugar con sabor a victoria para el team anglo-nipón, que da una sensación de alivio tanto para el personal como para su primer piloto, quien seguramente estará un año más vistiendo de verde y blanco.
Rubinho se merecía volver al lugar del cual no debió salir; el podio. Fueron más de 3 años en las sombras, justamente a las que Brawn y Todt lo enviaron a final de 2005, cuando ya no era indispensable en Maranello. Sin duda, es el mejor piloto bajo la lluvia de los últimos 15 años. (...)
Nuvolari, El Blog de Nuvolari (Ven.)
Formula Renault - Formiga fica em segundo
Depois de ontem, António "Formiga" Felix da Costa ter conseguido a sua primeira vitória em monolugares, no circuitio alemão de Oberschleben, hoje, na segunda corrida da jornada dulpa no circuito alemão, o piloto português conseguiu outro pódio, ao terminar na segunda posição.
No final da corrida de hoje, Felix da Costa fez o balanço de um fim de semana memorável para a sua carreira:
“O saldo do fim-de-semana foi muito positivo, tendo disfrutado bastante da minha primeira vitória no campeonato. Passei para o 2º lugar da geral e aumentei o avanço pontual sobre o 3º classificado, pelo que vou com boas perspectivas para a próxima corrida. A minha equipa, a Motopark, esteve mais uma vez à altura, tendo trabalhado muito para que eu conseguisse aqui a minha primeira vitória neste competitivo campeonato”.
Com este resultado, António Felix da Costa conseguiu alcançar o segundo posto da classificação geral, e consolidou a liderança na categoria de "Rookie do Ano". A próxima jornada dulpa será no circuito holandês de Assen, nos dias 2 e 3 de Agosto.
O piloto do dia - Luigi Musso
Não é frequente eu ir aos anos 50, mas hoje é uma data especial, pois faz agora cinquenta anos que este piloto morreu. Hoje falo de um "gentleman driver", aristocrata apaixonado pelos automóveis, e numa época importante para os pilotos italianos, foi considerado como um dos melhores do seu tempo. Hoje falo de Luigi Musso.
No resto do ano, Musso sofreu com um mau caro e não tornou a pontuar. Mas noutras categorias, teve bons resultados, como o segundo lugar nas 12 Horas de Sebring, mais uma vez com Fangio a seu lado, e as Mile Miglia, onde terminou em terceiro. Mas um acidente grave na prova de Nurburgring, o colocou incapacitado para o resto da temporada.
Em Reims, no GP de França, Musso fora segundo na grelha, atrás de Hawthorn, mas o italiano queria ganhar a corrida, por vários motivos, agluns legítimos, outros nem tanto. Falava-se que tinha dívidas de jogo enormes, e que o prémio servia para cobrir essas dívidas. Também a pressão que Enzo Ferrari tinha sobre os seus pilotos para darem o máximo, e o facto de ser superado por pilotos ingleses não deve ter feito muito bem para o ego italiano... O facto é que na décima volta, Musso entra demasiado rápido na Curve Muizon, e capota várias vezes, projectando-o para fora do carro. Granvemente ferido, é transportado para o hospital de Rouen, onde morre no final do dia, aos 33 anos de idade.GP Memória - França 1958
Há cinquenta anos atrás, um grande vulto da história da Formula 1, Juan Manuel Fangio, fazia em Reims a sua última corrida da sua carreira, no mesmo circuito onde se tinha estreado na Europa, quase dez anos antes. E a reverência que os pilotos tinham por ele era tal, que Mike Hawthorn, o vencedor dessa corrida, decidiu não o ultrapassar, em sinal de respeito. E a corrida foi marcada pelo acidente mortal de Luigi Musso.
Mas vamos por partes. Quando a Formula 1 chega a Reims, para o Grande Prémio de França, os ingleses da Vanwall. liderados por Stirling Moss, Tony Brooks e Stuart Lewis-Evans, são os claros favoritos, contra as máquinas da Scuderia Ferrari, pilotadas por... dois ingleses: Peter Collins e Mike Hawthorn. Outros dois carros foram inscritos pela equipa oficial, para o italiano Luigi Musso e para um jovem aristocrata alemão, Volfgang Von Trips.
Nos treinos, o Ferrari Dino 246 de Mike Hawthorn, que estreava uma nova suspensão, foi o melhor, seguido por Luigi Musso, e a completar a primeira fila, ficara o BRM do americano Harry Schell. Fangio era o oitavo na grelha, e dos três americanos, Hill era o melhor, no 13º lugar da grelha. Von Trips, que não conseguiu marcar tempo, partia do 21º e último lugar da grelha. O melhor dos Vanwall era o de Tony Brooks, em quinto.
Na partida, Schell toma a liderança, mas rapidamente é ultrapassado por Hawthorn, seguido de Musso, Brooks e Collins. Na quinta volta, Collins atrasa-se devido a um despiste, que fez com que o acelerador ficasse preso. Na décima volta, Musso, que se tinha livrado de Schell e partia à busca de Hawthorn, despistou-se na Curva Muizon (uma rápida curva à direita), e capotou várias vezes, com o piloto a ser projectado fora do carro. Gravemente ferido, foi transportado para o hospital, mas morreu no final do dia.
Sem Brooks, a luta pelo segundo lugar continuou entre Jean Behra (BRM), Stirling Moss (Vanwall) e... Juan Manuel Fangio (Maserati). Fangio atrasou-se com uma paragem nas boxes, e Behra desistiu uma avaria no injector de combustível, na volta 41. Assim, Moss fica com o segundo lugar, e Volfgang von Trips acaba em terceiro. Juan Manuel Fangio foi quarto, na sua última corrida da sua carreira. A reverência por ele era tal que quando Mike Hawthorn o reconheceu, recusou dobrá-lo, em sinal de respeito.Formula 1 - Ronda 9, Silverstone (Corrida)
Quando a corrida é em chuva, tudo pode acontecer. Tudo menos uma coisa: não ver Lewis Hamilton no lugar mais alto do pódio. O piloto inglês pode ser acusado de muita coisa, mas ele é muito bom à chuva!
A volta 28 foi o momento decisivo da corrida, quando a chuva volta a cair em em força no circuito inglês, causando despistes vários, e as desistências de alguns dos candidatos à vitória, como o BMW de Robert Kubica, e Nelson Piquet Jr. Tive pena que ele tivesse desistido... Entretanto, Felipe Massa, Mark Webber e Heiki Kovalainen lutavam, por vezes ingloriamente, para conseguir manter-se em pista e mesmo Lewis Hamilton não escapou a umas incursões na relva...GP2 - Silverstone (Corrida 2)
A segunda corrida da jornada inglesa da GP2 foi optima para Bruno Senna, e péssima para Alvaro Parente. No caso do primeiro, aproveitou para ganhar à chuva, ao bom estilo do seu tio, já o piloto português teve uma colisão na primeira volta com o belga Jerôme D'Ambrosio, e ficou preso na gravilha.
"O que posso dizer? É extremamente desapontante, mas depois de dois carros entrarem em pião á minha frente nada podia fazer. As condições climatéricas eram terriveis e agora só quero esquecer este fim de semana e avançar para Hockenheim", dizia um desiludido Parente após a corrida.
Já Senna teve uma corrida brilhante. Depois de partir do terceiro posto, chegou rapidamente à liderança, segurando-a nas difíceis condições do traçado inglês, até à bandeira de xadrez. A acompanhá-lo no pódio, esteve outro brasileiro, Lucas di Grassi, e o italiano Giorgio Pantano, que consolidou assim a sua liderança no campeonato, com 50 pontos, mais onze que Bruno Senna. Alvaro Parente, sem pontuar pela quarta vez consecutiva, é agora o setimo classificado na tabela.sábado, 5 de julho de 2008
GP2 - Silverstone (Corrida 1)
Giorgio Pantano venceu esta tarde a primeira corrida do fim de semana inglês da GP2, no circuito de Silverstone, numa corrida onde Alvaro Parente foi mais uma vez, infeliz: um pião logo na segunda volta, quando rolava na 13ª posição, fez com que acabasse a corrida no 16º lugar final.
Mas na frente, a corrida foi mais emocionante: Bruno Senna, que partia na "pole-position" teve uma má corrida, com pelo menos um pião, terminando no sexto posto. Já Giorgio Pantano, depois de ficar na terceira posição aós a sua paragem nas boxes, fez uma corrida de recuperação para ir buscar o francês Romain Grosjean e o brasileiro Lucas di Grassi, que conseguiu, vencendo por quatro segundos de vantagem.Formula Renault - O Formiga já ganha!
Para além da Formula 1, GP2 (Silverstone) e IRL (Watkins Glen), temos este fim de semana a Formula Renault NEC 2.0, no circuito alemão de Oberschleben. E na primeira jornada dupla do fim de semana alemão, António "Formiga" Felix da Costa já vence!Formula 1 - Ronda 9, Silverstone (Qualificação)
E em Silverstone... fez-se história. Uma prinmeira fila completamente unica, com Heiki Kovalainen a fazer a sua primeira pole-position da sua carreira, e Mark Webber a levar a Red Bull à sua melhor posição de sempre.
O piloto finlandês conseguiu o seu "tempo-canhão" de 1.21,049 nos instantes finais da qualificação, batendo Kimi Raikonnen, que ainda se viu relegado pra a terceira posição, quando viu o Red Bull de Mark Webber a fazer melhor do que ele. Ao seu lado, na segunda fila, partirá o inglês Lewis Hamilton, no outro McLaren-Mercedes.
A terceira secção de qualificação viu algumas surpresas agradáveis na grelha, como os sexto e sétimo postos dos pilotos da Renault, com Fernando Alonso a superar Nelson Piquet Jr., mostrando que a marca do losangulo continua a sua boa forma. No oitavo posto ficou o Toro Rosso de Sebastien Vettel, fazendo algo que não acontecia desde o inicio da época.
Quem teve uma má qualificação foi Felipe Massa, que não foi além do nono tempo, uma das piores qualificações de sempre desde que está na Ferrari. Mas quem não marcou tempo, devido a problemas mecânicos, foi Robert Kubica, no seu BMW Sauber, e não foi além do décimo posto. O seu companheiro Nick Heidfeld foi melhor, largando amanhã do quinto lugar da grelha.
Quem também teve más qualificações foram os Honda. Jenson Button não passou da Q1, e Rubens Barrichello ficou apenas um lugar mais à frente, conseguindo um prestação deveras negativa. Os Toyota desiludiram (apesar de terem recorrido à ajuda do Batman...), com Timo Glock, que depois de rumores o terem apontado a sua substituição por Kazuki Nakajima, a ser 12º, melhor do que o seu companheiro Jarno Trulli, que ficou pela 14ª posição da grelha...
A corrida tem lugar amanhã, às 13 horas.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Formula 1 - Ronda 9, Silverstone (Treinos Livres)
Felipe Massa e Heiki Kovalainen lideraram as tabelas nos dois treinos livres de hoje no circuito de Silverstone. O piloto da Ferrari mostrou-se nos primeiros treinos livres, ao marcar um tempo de 1.19,575 segundos, apesar de ter feito menos voltas que os seus adversários, pois despistou-se na Curva Abbey após passar uma mancha de óleo. Os McLaren de Lewis Hamilton e Heiki Kovalainen fosram segundo e terceiro classificados, respectivamente, com tempos muito próximos de Massa. Kimi Raikonnen, no segundo Ferrari, foi quarto.
Na segunda sessão de treinos livres, foi Kovalainen que levou a melhor, mas o seu tempo, de 1.19,989 segundos, foi quatro centésimos mais lento do que no primeiro treino livre. Em segundo ficou o Red Bull de Mark Webber, seguido por Lewis Hamilton, no outro McLaren, e do veterano David Coulthard, no segundo Red Bull. Felipe Massa não conseguiu mais do que o oitavo tempo (1.20,943 segundos) e Kimi Raikonnen foi 12º (1.21,275 segundos)


