segunda-feira, 7 de julho de 2008

A péssima atitude de Kimi Raikonnen

Que o "Iceman" seja uma personagem fora do vulgar mesmo entre os pilotos de Formula 1, isso se sabe. Que por vezes ele tenha um mau feitio, isso sabia, mesmo antes do incidente de ontem, antes do GP de Inglaterra. Nos minutos que antecediam a corrida, um dos fotógrafos chegou-se perto demais dele, e acto contínuo, empurrou-o.




Só que o fotógrafo que ele empurrou não era um "paparazzi" qualquer. Era Paul-Henri Cahier, um dos fotógrafos míticos da formula 1, com mais de quarenta anos e cobriu centenas de Grandes Prémios. O seu pai, Bernard Cahier, é outro fotógrafo mítico, que acompanhou a Formula 1 por mais de 50 anos.


Se quiserem ver o seu site, carreguem aqui, e podem ler logo na primeira página, um press-release com a sua versão dos acontecimentos.


E para finalizar: tendo ou não razão em fazer aquilo, não se deve fazer tal coisa, pois é uma personagem pública, e as suas acções, por mais irrelevantes que sejam, serão sempre sancionadas pelos que vêm. E mesmo que tenha razão, ele comportou-se naquele momento como um idiota.

O piloto do dia - Jo Schlesser

Os anos sessenta foram muito deprimentes para o automobilismo francês. Não tanto em termos de equipas, pois em 1967, surgiu a Matra, pelo menos na categoria máxima, e existiam nas categorias inferiores preparadores como Gordini. Era em relação a pilotos que se poderia falar em "depressão", pois depois da morte de Jean Behra, em 1959, e da retirada de Maurice Trintignant, em 1964, pouca coisa havia.

Em 1967, acompanhando a entrada da Matra, apareceu Jean-Pierre Beltoise, mas era ainda muito jovem e algo inexperiente. Assim sendo, outras esperanças estavam viradas para pilotos como Guy Ligier, e o seu melhor amigo na marca, Jo Schlesser. É dele que vou falar hoje, no dia em que se comemoram os 40 anos do seu acidente fatal.

Nasceu Joseph Schlesser em Lionville, a 18 de Maio de 1928 (teria 80 anos se fosse vivo), mas cedo emigrou, com os pais, para a ilha de Madagascar. Em 1946, com 18 anos, volta a França para estudar Engenharia Mecânica em Nancy, e algum tempo depois, foi trabalhar numa fábrica, para aprender mais sobre o oficio. Com o tempo, começa a interessar-se pelo automobilismo, e aos 24 anos (uma idade muito tardia), começa a correrm no Rally Lorraine, a bordo de um Dyna-Panhard.

Pouco tempo depois, volta para Madagascar, e inicia durante um bom tempo uma série de viagens entre aquele ilha africana e a França, correndo quando estava de férias, na Europa. Tinha fama de rápido, mas era muito propenso a acidentes. começou a correr num Triumph TR2, mas depois de um acidente com um Ferrari (caiu de uma ravina...), decide ser piloto profissional.

Compra um Formula 3 ao americano Harry Schell, e corre nas pistas do seu pais, com alguns bons resultados, mas os acidentes não o largam. Em 1961, tem um acidente grave ao treinar-se para as 24 Horas de Le Mans, e fica fora de combate por alguns tempos. Em 1963, junta-se a um compatriota seu, ex-jogador de rugby e homem de negócios bem sucedido no sector da construção civil e como ele, começou a pilotar tarde em automóveis: Guy Ligier.


Em 1964, recebe um convite para correr nos Estados Unidos, em algo que se viria a chamar mais tarde de... NASCAR. Os resultados foram algo modestos, e no final do ano, regressou à Europa. No ano seguinte, foi correr de Formula 2, com alguns bons resultados, e alguns acidentes. Mas com quase 40 anos, não desistia do sonho de ser piloto de Formula 1. Em 1966, aproveitando o facto dos pilotos de Formula 2 poderem participar no GP da Alemanha ao mesmo tempo que os da Formula 1, estreou-se com um Matra, termonando na décima posição. No ano seguinte foi a mesma coisa, mas nessa ocasião não terminou a corrida.

Em 1968, Schlesser iria fazer 40 anos, mas era popular, e não tinha desistido de correr na categoria máxima, a tempo inteiro. Quando a Honda lhe convidou para estrear o RA302 em Rouen, num golpe publicitário para impulsionar as vendas da marca (o próprio Sochiro Honda estaria lá para assistir à corrida), ele aceitou sem hesitar.

Mas o convite era um presente envenenado. A Honda tinha dificuldades em desenvolver esta versão, muito pesada, muito lenta e muito instável. Para mais, o magnésio, além de ser leve, era inflamável. Em suma, era uma bomba com rodas e um volante... Nos treinos, Schlesser sofre com o carro, e consegue um tempo sete segundos mais lento que o de Jacky Ickx, o "poleman". Mas o francês estava confiante, pois conhecia bem a pista.


Na corrida, Schlesser parte bem, conseguindo ganhar uma posição, mas foi sol de pouca dura. No inicio da terceira volta, quando o carro chega à zona de Six Fréres, perde o controlo e embate no barranco, causando imediatamente um incêndio. Quando os bombeiros conseguem apagar o fogo, vinte minutos depois, Jo Schlesser, de 40 anos, estava carbonizado, sem vida.

Foi um acidente que chocou muitos. Em França, a sua morte foi sentida, por ser um piloto popular. A Honda, que tinha apostado nele para andar com o seu novo carro, decidiu retirar-se das pistas, como equipa, no final da temporada, voltando apenas 15 anos depois, mas somente como fornecedora de motores. E quando o seu melhor amigo, Guy Ligier, viu o que se passara com Schlesser, a cinco dias do seu 38º aniversário, decidiu que era altura de abandonar a competição e passar para o lado do construtor. Em sua memória, todos os Ligier que construiu até aos nossos dias são baptizados de JS, as iniciais de Jo Schlesser.

Hoje em dia, o seu nome é também lembrado devido aos feitos do seu sobrinho, Jean-Louis Schlesser. Embora tenha feito grande parte da carreira nos Todo-o-Terreno, mais especialmente no Paris-Dakar, onde venceu por duas vezes, através dos "buggys" construidos na sua oficina, também teve participações na Formula 1, a mais famosa das quais quando se envolveu com Ayrton Senna na última volta do Grande Prémio de Itália, perdendo a corrida a favor de uma dobradinha da Ferrari...

GP Memória - França 1968

Em 1968, a Formula 1 chegava à sua metade, e se no inicio se pensava que seria um passeio no parque para Graham Hill e o seu Lotus 49, as coisas não se estavam a passar assim, pois Jackie Stewart, regressado depois de duas corridas de ausência devido a um acidente onde se lesionou no pulso, tinha ganho na Holanda e mostrava luta contra o Lotus de Hill e os McLaren do Bruce e do Denny...

O GP de França desse ano era no circuito de Rouen - Les Essarts, um circuito de estrada rápido, com "esses" a descer e um gancho um pouco apertado. Depois de uma experiência em Le Mans, no ano anterior, voltaram a Rouen, na politica de rotatividade entre dois circuitos então existente.

O pelotão da Formula 1 sofria algumas alterações em relação à corrida de Zandvoort, duas semanas antes. A Cooper contrata o inglês Vic Elford e o francês Johnny Servoz-Gavin, para substituirem Brian Redman (ainda a recuperar ods ferimentos nos 1000 km de Spa-Francochamps) e o italiano Ludovico Scarfiotti, morto um mês antes.


A Honda, por seu turno, estreia aqui em Rouen o RA301, aparentemente mais potente e refrigerado a ar, construido em magnésio, um material mais leve, mas volátil. John Surtees testara o carro, mas não quis correr com ele, afirmando que precisaria de mais testes. Como Sochiro Honda, fundador e patrão, estava em França para assistir à corrida, os responsáveis da marca pediram ao veterano Jo Schlesser, de 40 anos, para que o experimentasse. Schlesser conseguiu qualificá-lo no 16º posto.

Entretanto, nos treinos, os incidentes aconteciam. Jackie Oliver, o segundo piloto da Lotus, teve um forte embate contra um poste telegráfico, e o seu Lotus 49 ficou muito danificado, impedindo-o de correr. Quando foi a hora de definir a grelha, o melhor foi o Brabham do austriaco Jochen Rindt, que conseguia aqui a sua primeira-pole-position da sua carreira. Ao seu lado tinha o Matra de Jackie Stewart e o Ferrari de Jacky Ickx. Denny Hulme era o quarto, Chris Amon o quinto, Bruce McLaren o sexto, e Graham Hill era apenas o nono da grelha.

Na largada, corrida sob ligeira chuva, Ickx decidiu calçar pneus de chuva, enquanto que os outros corriam com pneus intermédios. Assim, o piloto belga terminava a primeira volta logo na liderança. A seguir a Ickx vinham Rindt, Stewart e Surtees, no seu velho Honda. Tudo corria bem até ao inicio da segunda volta, quando o Honda de Jo Schlesser chega à uma zona de curvas rápidas e a descer, chamada Six Fréres. Nessa zona, perde o controlo do seu carro, bate na mureta, e carregado de combustível, explode e arde até nada restar dele, e do seu piloto. Schlesser era o quarto piloto a morrer em três meses, depois de Jim Clark, Mike Spence e Ludovico Scarfiotti.



Indifierentes ao drama, os pilotos continuaram a correr, com Rindt a ter de ir à boxe devido a um furo causado por um pedaço do Honda de Schlesser. Stewart tomou conta do segundo lugar, mas foi ultrapassado pelo honda de Surtees, que por sua vez, foi ultrapassado pelo BRM do mexicano Pedro Rodriguez. Na volta 19, Ickx despista-se e cai para terceiro, ultrapassado por Rodriguez e Surtees, mas em pouco mais de duas voltas, regressa à liderança, para não mais a largar.

Na volta 53, Rodriguez parou nas boxes devido a um problema de caixa de velocidades, deixando Surtees à vontade na sua segunda posição, embora teve que mudar de óculos, pois estes ficaram lascados devido a um pedra atirada por um retardatário.

No final da corrida, Jacky Ickx, na sua nona corrida da carreira, vence o seu primeiro Grande Prémio, e é também o primeiro de um piloto belga na história da Formula 1. Surtees é segundo, no seu Honda, mas os responsáveis da marca ficaram chocados com o acidente mortal de Schlesser, e decidiram mais tarde retirar-se de competição. Stewart foi terceiro, e o Cooper de Vic Elford, com o seu quarto lugar, entra no restrito clube dos pilotos que pontuaram no seu primeiro Grande Prémio. Denny Hulme e o BRM privado de Piers Courage fecharam os lugares pontuáveis.

Fontes:


A capa do Autosport desta semana

Era inevitável, não é? A serenata à chuva de Lewis Hamilton em Silverstone tinha que valer a capa do jornal Autosport desta semana... em dia de Formula 1, naquele que foi provavelmente a melhor corrida deste ano, até agora, a vitória de Hamilton significa algo extraordinário: um campeonato equilibradíssimo, com uma liderança tricéfala, e o quinto classificado está somente a 10 pontos do primeiro, tudo isto com metade do campeonato disputado!


Mas também há espaço para outros assuntos, como a primeira vitória em monolugares de António Felix da Costa, o Formiga, que com 16 anos e apenas oito provas em monolugares, ganhou a sua primeira corrida de formula Renault no circuito alemão de Oberschleben. E por fim, fala-se do SATA Rali Açores, ganho por Bruno Magalhães.


Enfim, mais razões para comprar e ler o jornal, sem ser os DVD's que anda a oferecer...

IRL - Ronda 11, Watkins Glen

O piloto americano Ryan Hunter-Reay foi o grande vencedor da etapa de Watkins Glen da IndyCar Racing, que decorreu esta noite, numa corrida onde o lider Scott Dixon, se viu envolvido num acidente com o Penske de Ryan Briscoe, caindo na classificação e acabando no 11º lugar final.



O incidente ocorreu na volta 41, quando os dois pilotos disputavam a liderança, provocando a amostragem de bandeiras amarelas. Reay, que era quarto, atrás do inglês Darren Manning, mas que ainda não tinha ido às boxes, aproveitou para ficar na liderança, quando este foi à box, dez voltas mais tarde. Mesmo assim, Manning terminou a prova na segunda posição.





A vitória de Hunter-Reay deu à Rahal-Letterman Racing a sua primeira vitória desde a corrida de Michigan, em 2004, altura em que Buddy Rice foi o vencedor. A completar o pódio, ficou o brasileiro Tony Kanaan, que fez uma corrida heróica, já que correu em inferioridade física, devido a um pulso magoado num durante um acidente no "warm up" da manhã.





Quanto às duas mulheres no pelotão, a venezuelana Milka Duno desistiu na volta 45, devido a uma colisão com o carro de A.J. Foyt IV, sem consequências de maisor para ambos. Já Danica Patrick acabou num modesto 14º lugar, depois de um incidente nas boxes, onde falhou a sua entada na box e atingiu um pneu, partindo o bico e obrigando a dispender tempo extra.





No campeonato, o neozelandês Scott Dixon, da Chip Ganassi, continua a liderar, com 370 pontos, seguido pelo brasileiro da Penske, Helio Castroneves, com 322. A próxima etapa será este Sábado à noite, na oval de Nashville, Tennesee.

domingo, 6 de julho de 2008

Formula 1 - Ronda 9, Silverstone (Revista da Blogosfera)

E numa corrida tão imprevisível como o Verão britânico, tudo aconteceu nesta corrida. O regresso de Lewis Hamilton, o desaparecimento de Felipe Massa, o inédito pódio de Rubens Barrichello (o primeiro desde 2005), e a disputa pela liderança do campeonato, que está ao rubro, com três lideres empatados na liderança, tudo isso foi escrito na Blogosfera na forma que vos mostro a seguir:

- Corridaça na chuva, disparada a melhor do ano até aqui. Vitória acachapante de Lewis Hamilton, que ganhou com praticamente uma volta de vantagem para todo mundo.

(...)

- Redentora, também, a corrida de Rubens Barichello. Ao lado de Lewis, o nome da corrida. Executou com maestria a estratégia de Ross Brawn, por algumas voltas voou na pista – quase 10s mais rápido que o resto – e fez uma impressionante escalada do nono para o segundo lugar em cerca de dez voltas. Quando a pista começou a secar, voltou aos boxes para trocar pneus e garantir o pódio na terceira posição. Tivesse continuado a chuva forte, Barrichello poderia ter vencido a prova. Espetacular.

(...)

- Mas em volume de erros, ninguém superou Felipe Massa hoje. Cinco rodadas numa corrida vergonhosa e irreconhecível, na qual permaneceu a maior parte do tempo em último lugar, posição na qual terminou o GP.

- O brasileiro, contudo, saiu no lucro hoje. A vitória ficou com Hamilton, o que estava mais distante dele na tabela entre os postulantes ao título, a Ferrari errou, tirando pontos preciosos de Kimi, enquanto Kubica rodou e abandonou. Ter saído de Silverstone ainda líder do campeonato depois de uma corrida vexatória como essa foi praticamente uma vitória.

(...)

- Tríplice empate na liderança do campeonato, com Hamilton, Felipe e Raikkonen com 48 pontos. Kubica está pertinho, com 46. Atingida a metade da temporada, o título está totalmente indefinido. A Ferrari tem o melhor carro e deveria estar na liderança, com alguma folga até. Mas considerando o nível de erros dos italianos – inaceitável para uma equipe de ponta –, não duvidaria até de um título da BMW, ainda que seja improvável.

- A segunda metade do campeonato vai esquentar... Hamilton está de volta!

Ivan Capelli, Blog do Capelli



Num dia tipicamente inglês, Silverstone virou Las Vegas e o Grande Prêmio da Inglaterra virou uma grande roleta-russa e a bolinha do vencedor acabou caindo para o “Prata 22”. Depois de duas corridas desastrosas, Lewis Hamilton vem provando cada vez mais que é o melhor piloto da F1 atual debaixo de chuva e na frente dos seus torcedores, que já começavam a duvidar de suas capacidades, venceu com mais de um minuto de diferença e re-assumiu a liderança do campeonato, com os dois pilotos da Ferrari empatados com ele.


Muito se falou que o fim do controle de tração não traria tanta diferença assim para a F1, mas no ponto mediano do campeonato, o fim do aparato eletrônico trouxe muitas emoções para as provas da categoria. E quando chove então... (...)

João Carlos Viana, in jcspeedway


Pitacos da Corrida

(...)

- Rubens! Rubens! Rubens!

- Vou ter que comer "O Segredo" inteirinho, ao molho inglês. Barrichello foi o ÚNICO que não apareceu nenhuma vez fora da pista.

- Boas corridas para Alonso e Piquet. Especialmente para o segundo, que errou mas teve o gostinho de dar mais um passão no Alonso.

- Kubica errou, milagre!

- Massa, o que dizer? Vergonha! Jogou fora toda a moral que já tinha conseguido durante o ano. Vai ser difícil explicar.

- O melhor campeonato dos ultimos 10 anos.

- Dos últimos 15. Pronto, falei. Schumacher estragava a Formula 1.


Jorge Pezzolo, Blog do Pezzolo


O Grande Prêmio da Inglaterra foi, com sobras, a melhor corrida do ano até aqui. Depois de errar no sábado, Lewis Hamilton fez uma corrida perfeita e venceu com absoluta autoridade, com mais de um minuto de vantagem para o segundo colocado Nick Heidfeld. Aproveitando-se do festival de bobagens e saídas de pistas, Rubens Barrichello usou a experiência para conseguir um impressionante terceiro lugar. Já Felipe Massa teve um dia para esquecer: rodou pelo menos cinco vezes e terminou em último.


Gustavo Coelho, Blog F1 Grand Prix



From Zero to Hero



Mais de 150 mil pessoas explodiram em júbilo no circuito de Silverstone quando Lewis Hamilton cruzou a linha de chegada e se tornou o 12° britânico a vencer o GP da Inglaterra. Foi o final perfeito de uma corrida épica: crucificado pela imprensa local, o piloto da McLaren não cometeu um único erro em condições dificílimas e reassumiu a liderança do Mundial. Um final feliz para uma via crúcis que era triste de assistir.


Erros, aliás, que sobraram na corrida de ontem. Ao todo, foram 17 rodadas, sem contar escapadas de pista ou mesmo toques involuntários entre pilotos. Sim, as condições climáticas da Inglaterra não ajudaram. O cenário da prova era o ideal para causar pesadelos nos estrategistas da equipe: asfalto molhado que vai secando; depois uma rápida pancada de chuva forte mudou tudo, mas a pista volta a secar no final.



Mas esta comédia de erros não pode ser justificada apenas por isto. Até porque houve quem só acertasse na corrida. Como Hamilton, cujo único susto foi uma aquaplanagem em que o carro logo foi controlado. Como Nick Heidfeld, que manteve sua BMW Sauber na pista o tempo todo e foi premiado com um segundo lugar por isso. E como Rubens Barrichello.

O brasileiro fez uma das melhores apresentações de sua carreira. Antevendo a chuva, ele carregou o carro de gasolina e fez um grande início de prova. Quando o aguaceiro chegou, Barrichello aquaplanou e quase bateu. Foi o sinal para chamar a equipe pelo rádio e pedir pneus de chuva extrema. A partir daí, o carro branco e verde passou a voar pela pista. Nem mesmo uma parada extra no final, para adequar a borracha a uma pista que secava, impediu o improvável pódio de um carro da Honda.


(...)

Agora que o Mundial 2008 chega em sua metade a situação é de equilíbrio total. Hamilton, Raikkonen e Massa têm 48 pontos e Robert Kubica, que não pontuou ontem, soma 46. São números que reforçam a quantidade de erros cometidos por todos neste ano. Para se ter uma idéia, no ano passado, o líder após nove corridas era o mesmo Lewis Hamilton. Mas ele tinha 70 pontos.


Luiz Fernando Ramos, Blog do Ico



O pódio correcto do GP de Inglaterra seria, Hamilton, Ross Brawn e Barrichello, se bem que o Heidfeld não fica lá mal, desta vez fez uma grande corrida.O Hamilton fez esquecer todas as infantilidades que tinha feito até agora, sendo magistral em condições onde todos os seus adversários foram sofríveis. Só não é o herói do dia porque hoje houve outro inglês que brilhou mais alto, ainda que nas boxes, Ross Brawn.

O director da Honda foi capaz de pegar num carro que já está dado como morto, desenterrar um brasileiro que já tinha sido aposentado e colocar ambos no segundo lugar do pódio. Estou convencido que só não ganham a corrida porque S. Pedro não deu mais cinco minutos de chuva, senão...

Na Ferrari se não estão, então deviam estar todos a invejar o Barrichello, não pela velocidade deste, que com aquela idade já não é muita, mas pelo facto de ter nas boxes, a preparar-lhe a estratégia de corrida alguém que percebe realmente de F1. Começa a ser inadmissível a inabilidade da equipa para desenhar uma estratégia que pelo menos mantenha os dois carros nas posições que conquistaram na qualificação, já nem peço para ganharem lugares. Que saudades de ver o Ross Brawn vestido de vermelho.

Fica no entanto a ressalva para o que se passou hoje com o Massa, pois sair de pista ou fazer piões com aquela frequência numa única corrida, não há nenhum Brawn nem qualquer outro engenheiro de corrida que consigam solucionar. Talvez um exorcista ou um bruxo consigam extrair o espírito de vaca louca que encarnou hoje no Massa, senão mais vale aproveitar a época de festas de verão e enviar o brasileiro para uma digressão de gincanas e provas de perícia por esse país fora. A fazer piões daquela maneira, passem-lhe um Mini para as mãos e é vê-lo a contornar mecos no parque de feiras lá da aldeia.



AC, Blogtorsport


Dos nombres brillaron por encima del vencedor del GP Británico. Se trata de una dupla que repite éxitos del pasado pero ahora en una (H)onda ecológica. Rubens Barichello y Ross Brawn demostraron que la calidad, el esfuerzo y la inteligencia pueden superar muchos obstáculos.


Un triste Honda en buenas manos y con una estrategia arriesgada logró salir 16to y alcanzar un merecidísimo podio; digno de un héroe. Un tercer lugar con sabor a victoria para el team anglo-nipón, que da una sensación de alivio tanto para el personal como para su primer piloto, quien seguramente estará un año más vistiendo de verde y blanco.



Rubinho se merecía volver al lugar del cual no debió salir; el podio. Fueron más de 3 años en las sombras, justamente a las que Brawn y Todt lo enviaron a final de 2005, cuando ya no era indispensable en Maranello. Sin duda, es el mejor piloto bajo la lluvia de los últimos 15 años. (...)



Nuvolari, El Blog de Nuvolari (Ven.)

Formula Renault - Formiga fica em segundo

Depois de ontem, António "Formiga" Felix da Costa ter conseguido a sua primeira vitória em monolugares, no circuitio alemão de Oberschleben, hoje, na segunda corrida da jornada dulpa no circuito alemão, o piloto português conseguiu outro pódio, ao terminar na segunda posição.


Largando do quarto lugar da grelha, Felix da Costa chegou rapidamente ao segundo posto, mas passadas as primeiras voltas, verificou que não poderia alcançar o lider, e futuro vencedor, o dinamarquês Johan Jokinen.

No final da corrida de hoje, Felix da Costa fez o balanço de um fim de semana memorável para a sua carreira:


“O saldo do fim-de-semana foi muito positivo, tendo disfrutado bastante da minha primeira vitória no campeonato. Passei para o 2º lugar da geral e aumentei o avanço pontual sobre o 3º classificado, pelo que vou com boas perspectivas para a próxima corrida. A minha equipa, a Motopark, esteve mais uma vez à altura, tendo trabalhado muito para que eu conseguisse aqui a minha primeira vitória neste competitivo campeonato”.


Com este resultado, António Felix da Costa conseguiu alcançar o segundo posto da classificação geral, e consolidou a liderança na categoria de "Rookie do Ano". A próxima jornada dulpa será no circuito holandês de Assen, nos dias 2 e 3 de Agosto.

O piloto do dia - Luigi Musso

Não é frequente eu ir aos anos 50, mas hoje é uma data especial, pois faz agora cinquenta anos que este piloto morreu. Hoje falo de um "gentleman driver", aristocrata apaixonado pelos automóveis, e numa época importante para os pilotos italianos, foi considerado como um dos melhores do seu tempo. Hoje falo de Luigi Musso.

Nasceu a 28 de Julho de 1924 em Roma, como o mais novo de três irmãos de um abastado diplomata. Praticou vários desportos na adolescência, como o hipismo, o tiro aos pratos e a esgrima, todos desportos de elite, mas o automobilismo foi a sua paixão, graças aos feitos dos seus irmãos mais velhos. E foi graças aos carros que não só os igualou, como os superou.

Em 1950, estreia-se no automobilismo, na Volta a Itália, a bordo de um pequeno Gianni de 750cc, onde correu bem até bater... numa estátua de Garibaldi. Dois anos depois, convenceu um dos seus irmãos a emprestar um Stanguellini para correr em provas de Turismo um pouco por toda a Itália. Os bons resultados alcançados fizeram com que a Maserati o contratasse em 1953 para o programa de jovens pilotos, ao lado de Sergio Mantovani e Emilio Gilleti. Musso aproveitou bem a oportunidade, e tornou-se em 1953, campeão italiano de Turismos, na classe de 2 Litros.

Ainda em 1953, estreia-se na Formula 1, mais concretamente no GP de Itália, onde terminou em sétimo lugar, numa condução partilhada com Mantovani. Em 1954, continuou na Maserati, mas concentrou-se mais nas competições de Turismos, como as Mille Miglia ou as 24 Horas de Le Mans. Contudo, teve boas corridas de Formula 1, onde ganhou o GP de Acerbo, uma prova extra-campeonato, e no final do ano, fez as duas últimas provas da temporada, terminando em segundo lugar no GP de Espanha, em Barcelona.

Em 1955, correu uma temporada completa na Maserati, onde foi terceiro no GP da Holanda, mas achando que não tinha muitas chances na equipa, mudou-se no final do ano para a Ferrari, onde se debatiam com dificuldades, correndo até com um antigo carro da Lancia, o D50. Foi nesse carro que Musso alcançou a sua unica vitória na competição, o GP da Argentina. Mas essa vitória foi... partilhada, com o heroi da casa, Juan Manuel Fangio.

Na corrida, Fangio fizera a pole-position, mas desistira na volta 22 devido a um problemas na bomba do combustível, e a Ferrari ordenou a Luigi Musso para que entregasse o carro ao piloto argentino, para que pudesse continuar. Assim foi, e no final da corrida, Fangio partilhou metade dos pontos com Luigi Musso, pois era ele que conduzia o carro no inicio da corrida.

No resto do ano, Musso sofreu com um mau caro e não tornou a pontuar. Mas noutras categorias, teve bons resultados, como o segundo lugar nas 12 Horas de Sebring, mais uma vez com Fangio a seu lado, e as Mile Miglia, onde terminou em terceiro. Mas um acidente grave na prova de Nurburgring, o colocou incapacitado para o resto da temporada.

Em 1957, a Ferrari finalmente tinha um bom carro, o 801, mas tinha dificuldades em conseguir ser um carro vencedor devido aos Maserati 250. Musso voltou em força, conseguindo dois segundos lugares em França e Inglaterra, e uma volta mais rápida na etapa francesa. Os 16 pontos conquistados nesse ano deram-lhe o terceiro lugar na classificação final.

Entretanto, nos Turismos, as coisas correm-lhe melhor. Ganha os 1000 Km de Buenos Aires no inicio desse ano, e depois a Targa Florio. Mas quando o seu amigo Eugenio Castelloti morre, nums testes em monza, torna-se no piloto de topo da Ferrari. Se por um lado poderia ser uma honra, por outro significava que tinha maior responsabilidade, e mais pressão para ganhar. E na Ferrari, dava-se tudo, ou morria-se tentando.

Em 1958, era piloto da equipa de Formula 1, ao lado dos ingleses Mike Hawthorn e Peter Collins. As coisas começaram bem para ele, quando foi segundo na Argentina e no Mónaco. Mas nesses dois casos, Musso tinha sido batido pelo pequeno Cooper de motor traseiro, e isso era uma afronta para Enzo Ferrari, e uma pressão ainda maior para a equipa.

Em Reims, no GP de França, Musso fora segundo na grelha, atrás de Hawthorn, mas o italiano queria ganhar a corrida, por vários motivos, agluns legítimos, outros nem tanto. Falava-se que tinha dívidas de jogo enormes, e que o prémio servia para cobrir essas dívidas. Também a pressão que Enzo Ferrari tinha sobre os seus pilotos para darem o máximo, e o facto de ser superado por pilotos ingleses não deve ter feito muito bem para o ego italiano... O facto é que na décima volta, Musso entra demasiado rápido na Curve Muizon, e capota várias vezes, projectando-o para fora do carro. Granvemente ferido, é transportado para o hospital de Rouen, onde morre no final do dia, aos 33 anos de idade.

Fontes:

GP Memória - França 1958

Há cinquenta anos atrás, um grande vulto da história da Formula 1, Juan Manuel Fangio, fazia em Reims a sua última corrida da sua carreira, no mesmo circuito onde se tinha estreado na Europa, quase dez anos antes. E a reverência que os pilotos tinham por ele era tal, que Mike Hawthorn, o vencedor dessa corrida, decidiu não o ultrapassar, em sinal de respeito. E a corrida foi marcada pelo acidente mortal de Luigi Musso.

Mas vamos por partes. Quando a Formula 1 chega a Reims, para o Grande Prémio de França, os ingleses da Vanwall. liderados por Stirling Moss, Tony Brooks e Stuart Lewis-Evans, são os claros favoritos, contra as máquinas da Scuderia Ferrari, pilotadas por... dois ingleses: Peter Collins e Mike Hawthorn. Outros dois carros foram inscritos pela equipa oficial, para o italiano Luigi Musso e para um jovem aristocrata alemão, Volfgang Von Trips.

Para além das cinco equipas oficiais (Ferrari, BRM, Vanwall, Lotus e Cooper), havia uma míriade de Maseratis 250 privados, já que a equipa oficial tinha-se retirado no final de 1957, quando Fangio conquistara o seu quinto título mundial. Três desses Maserati era pilotados por americanos: Phil Hill, Troy Ruttman (vencedor das 500 Milhas de Indianápolis em 1952) e Carrol Shelby.

Juan Manuel Fangio regressava à Europa nesse ano, como se fosse numa digressão de despedida das pistas. tinha sido um ano duro para ele: em Fevereiro, tinha sido raptado em Cuba durante dois dias por partidários de Fidel Castro, em luta contra o regime de Batista, no sentido de causar apoio à causa (e conseguiu). Agora, em França, mostrava que aos 47 anos, era hora de agradecer ao público pelo carinho dispensado nestes anos todos.

Nos treinos, o Ferrari Dino 246 de Mike Hawthorn, que estreava uma nova suspensão, foi o melhor, seguido por Luigi Musso, e a completar a primeira fila, ficara o BRM do americano Harry Schell. Fangio era o oitavo na grelha, e dos três americanos, Hill era o melhor, no 13º lugar da grelha. Von Trips, que não conseguiu marcar tempo, partia do 21º e último lugar da grelha. O melhor dos Vanwall era o de Tony Brooks, em quinto.

Na partida, Schell toma a liderança, mas rapidamente é ultrapassado por Hawthorn, seguido de Musso, Brooks e Collins. Na quinta volta, Collins atrasa-se devido a um despiste, que fez com que o acelerador ficasse preso. Na décima volta, Musso, que se tinha livrado de Schell e partia à busca de Hawthorn, despistou-se na Curva Muizon (uma rápida curva à direita), e capotou várias vezes, com o piloto a ser projectado fora do carro. Gravemente ferido, foi transportado para o hospital, mas morreu no final do dia.

Entretanto, alheios ao drama, Hawthorn seguia na frente, enquanto que Tony Brooks, agora segundo, teve que desistir na volta 16, quando a caixa de velocidades falhou. Em seguida, a equipa chamou Stuart Lewis-Evans para dar lugar a Brooks no seu carro. Assim fez, mas não foi muito mais longe: o motor explodiu à 35ª volta.

Sem Brooks, a luta pelo segundo lugar continuou entre Jean Behra (BRM), Stirling Moss (Vanwall) e... Juan Manuel Fangio (Maserati). Fangio atrasou-se com uma paragem nas boxes, e Behra desistiu uma avaria no injector de combustível, na volta 41. Assim, Moss fica com o segundo lugar, e Volfgang von Trips acaba em terceiro. Juan Manuel Fangio foi quarto, na sua última corrida da sua carreira. A reverência por ele era tal que quando Mike Hawthorn o reconheceu, recusou dobrá-lo, em sinal de respeito.


Fontes:

Formula 1 - Ronda 9, Silverstone (Corrida)



Quando a corrida é em chuva, tudo pode acontecer. Tudo menos uma coisa: não ver Lewis Hamilton no lugar mais alto do pódio. O piloto inglês pode ser acusado de muita coisa, mas ele é muito bom à chuva!

Tirando Hamilton, o mundo parece que ficou ao contrário para a concorrência: nunca pensei ver um brasileiro que odiasse chuva, mas... ele existe. Chama-se Felipe Massa, e fez bailado na pista inglesa e terminou em primeiro... a contar do fim! Mesmo Nelson Piquet Jr., enquanto esteve na pista, dava-se tão bem que até ultrapassou o seu companheiro Fernando Alonso.

E o Rubens Barrichello, claro... acho que depois desta corrida, a Honda devia dar-lhe de imediato mais um ano de contrato, como forma de recompensa ao primeiro pódio da marca em três épocas, e do piloto em quatro, desde a infame corrida de Indianápolis... Fez-me lembrar as corridas de trás para a frente do John Watson, na McLaren.

A volta 28 foi o momento decisivo da corrida, quando a chuva volta a cair em em força no circuito inglês, causando despistes vários, e as desistências de alguns dos candidatos à vitória, como o BMW de Robert Kubica, e Nelson Piquet Jr. Tive pena que ele tivesse desistido... Entretanto, Felipe Massa, Mark Webber e Heiki Kovalainen lutavam, por vezes ingloriamente, para conseguir manter-se em pista e mesmo Lewis Hamilton não escapou a umas incursões na relva...

Mas depois da tempestade, veio a bonança, e o sol apareceu em força, fazendo com que a pista secasse um pouco e acontecesse mais algumas batalhas interessantes, como a que Raikonnen, Kovalainen e Alonso tiveram pelo quarto lugar. Os finlandeses (primeiro o da Ferrari, e depois o da McLaren) levaram a melhor, e o piloto espanhol ainda se teve de defender nas voltas finais dos ataques do Toyota de Jarno Trulli e do Williams de Kazuki Nakajima, para conseguir manter o seu sexto lugar.

Agora, meus amigos... o campeonato está ao rubro! Massa, Raikonnen e Hamilton têm ambos 48 pontos, Kubica tem 46 e Heidfeld 38. Acho que nem a NASCAR ou a IRL tem este ano uma tabela tão competitiva assim... Daqui a 15 dias, em Hockenheim, vai ser um bom tira-teimas.

GP2 - Silverstone (Corrida 2)

A segunda corrida da jornada inglesa da GP2 foi optima para Bruno Senna, e péssima para Alvaro Parente. No caso do primeiro, aproveitou para ganhar à chuva, ao bom estilo do seu tio, já o piloto português teve uma colisão na primeira volta com o belga Jerôme D'Ambrosio, e ficou preso na gravilha.

"O que posso dizer? É extremamente desapontante, mas depois de dois carros entrarem em pião á minha frente nada podia fazer. As condições climatéricas eram terriveis e agora só quero esquecer este fim de semana e avançar para Hockenheim", dizia um desiludido Parente após a corrida.

Já Senna teve uma corrida brilhante. Depois de partir do terceiro posto, chegou rapidamente à liderança, segurando-a nas difíceis condições do traçado inglês, até à bandeira de xadrez. A acompanhá-lo no pódio, esteve outro brasileiro, Lucas di Grassi, e o italiano Giorgio Pantano, que consolidou assim a sua liderança no campeonato, com 50 pontos, mais onze que Bruno Senna. Alvaro Parente, sem pontuar pela quarta vez consecutiva, é agora o setimo classificado na tabela.

A próxima jornada dupla será dentro de duas semanas, em Hockenheim.

sábado, 5 de julho de 2008

GP2 - Silverstone (Corrida 1)

Giorgio Pantano venceu esta tarde a primeira corrida do fim de semana inglês da GP2, no circuito de Silverstone, numa corrida onde Alvaro Parente foi mais uma vez, infeliz: um pião logo na segunda volta, quando rolava na 13ª posição, fez com que acabasse a corrida no 16º lugar final.

Mas na frente, a corrida foi mais emocionante: Bruno Senna, que partia na "pole-position" teve uma má corrida, com pelo menos um pião, terminando no sexto posto. Já Giorgio Pantano, depois de ficar na terceira posição aós a sua paragem nas boxes, fez uma corrida de recuperação para ir buscar o francês Romain Grosjean e o brasileiro Lucas di Grassi, que conseguiu, vencendo por quatro segundos de vantagem.

Grosjean, que esteve toda a corrida com problemas de aderência, perdeu o terceiro lugar a favor do indiano Karun Chandook e do suiço Sebastien Buemi, mas ficou à frente de Bruno Senna. A fechar os pontos ficaram o austro-arabe Andreas Zuber e o italiano Luca Fillipi.

Formula Renault - O Formiga já ganha!

Para além da Formula 1, GP2 (Silverstone) e IRL (Watkins Glen), temos este fim de semana a Formula Renault NEC 2.0, no circuito alemão de Oberschleben. E na primeira jornada dupla do fim de semana alemão, António "Formiga" Felix da Costa já vence!

O piloto português da 16 anos, na sua primeira época nos monolugares, conseguiu ontem a sua primeira "pole-position" da sua carreira, e na corrida, esteve sempre ao ataque, efectuando ainda a volta mais rápida da corrida. Um verdadeiro "barba, cabelo e unhas"! Esta primeira vitória na competição conseguiu-a com uma vantagem de cinco segundos sobre o segundo classificado, o finlandês Daniel Aho.


Grande Formiga, grande! Amanhã é a segunda corrida do fim de semana alemão.

Formula 1 - Ronda 9, Silverstone (Qualificação)

E em Silverstone... fez-se história. Uma prinmeira fila completamente unica, com Heiki Kovalainen a fazer a sua primeira pole-position da sua carreira, e Mark Webber a levar a Red Bull à sua melhor posição de sempre.

O piloto finlandês conseguiu o seu "tempo-canhão" de 1.21,049 nos instantes finais da qualificação, batendo Kimi Raikonnen, que ainda se viu relegado pra a terceira posição, quando viu o Red Bull de Mark Webber a fazer melhor do que ele. Ao seu lado, na segunda fila, partirá o inglês Lewis Hamilton, no outro McLaren-Mercedes.



A terceira secção de qualificação viu algumas surpresas agradáveis na grelha, como os sexto e sétimo postos dos pilotos da Renault, com Fernando Alonso a superar Nelson Piquet Jr., mostrando que a marca do losangulo continua a sua boa forma. No oitavo posto ficou o Toro Rosso de Sebastien Vettel, fazendo algo que não acontecia desde o inicio da época.



Quem teve uma má qualificação foi Felipe Massa, que não foi além do nono tempo, uma das piores qualificações de sempre desde que está na Ferrari. Mas quem não marcou tempo, devido a problemas mecânicos, foi Robert Kubica, no seu BMW Sauber, e não foi além do décimo posto. O seu companheiro Nick Heidfeld foi melhor, largando amanhã do quinto lugar da grelha.



Quem também teve más qualificações foram os Honda. Jenson Button não passou da Q1, e Rubens Barrichello ficou apenas um lugar mais à frente, conseguindo um prestação deveras negativa. Os Toyota desiludiram (apesar de terem recorrido à ajuda do Batman...), com Timo Glock, que depois de rumores o terem apontado a sua substituição por Kazuki Nakajima, a ser 12º, melhor do que o seu companheiro Jarno Trulli, que ficou pela 14ª posição da grelha...



A corrida tem lugar amanhã, às 13 horas.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Formula 1 - Ronda 9, Silverstone (Treinos Livres)

Felipe Massa e Heiki Kovalainen lideraram as tabelas nos dois treinos livres de hoje no circuito de Silverstone. O piloto da Ferrari mostrou-se nos primeiros treinos livres, ao marcar um tempo de 1.19,575 segundos, apesar de ter feito menos voltas que os seus adversários, pois despistou-se na Curva Abbey após passar uma mancha de óleo. Os McLaren de Lewis Hamilton e Heiki Kovalainen fosram segundo e terceiro classificados, respectivamente, com tempos muito próximos de Massa. Kimi Raikonnen, no segundo Ferrari, foi quarto.

Na segunda sessão de treinos livres, foi Kovalainen que levou a melhor, mas o seu tempo, de 1.19,989 segundos, foi quatro centésimos mais lento do que no primeiro treino livre. Em segundo ficou o Red Bull de Mark Webber, seguido por Lewis Hamilton, no outro McLaren, e do veterano David Coulthard, no segundo Red Bull. Felipe Massa não conseguiu mais do que o oitavo tempo (1.20,943 segundos) e Kimi Raikonnen foi 12º (1.21,275 segundos)

Nesta segunda sessão, os pilotos efectuaram séries de voltas maiores e com mais gasolina nos depósitos, exprimentando já as especificações de corrida, com os Red Bull a deixarem boas indicações, contrariamente á BMW, que continua algo apagada. Mas as qualificações contam sempre outra história...