segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

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Nos anos 70, a Formula 1 começava mesmo após o Ano Novo, com o pelotão a ir para paragens sul-americanas porque ali fazia um calor tórrido. Apanhar sol em Janeiro poderia parecer estranho para muitos, mas no calor austral, faz todo o sentido. E em 1974, a meio do primeiro choque petrolífero, com alguns eventos a serem cancelados, a Formula 1 conseguia resistir, em Buenos Aires, perante um autódromo cheio.

E hoje, trago uma história deliciosa. De como os anfitriões prepararam tudo para acolher uma vitória caseira, mas o piloto ficou sem gasolina a caminho.

Em 1974, Carlos Reutemann estava na Brabham, e apesar de duas temporadas relativamente modestas, era visto como uma esperança para suceder a Juan Manuel Fangio no coração dos petrolheads argentinos.

Pequeno aparte: a Argentina, em termos automobilísticos, é uma jóia para o estrangeiro. Tem as melhores competições dos quais nunca ouviu falar, e a melhor multidão que o mundo não sabe. E quarenta autódromos, alguns deles dignos do Gran Turismo, como Potrero de los Funes, provavelmente o melhor autódromo que Formula 1 nunca visitará.

Mas voltemos 45 anos no tempo. No Autódromo Oscar Galvez, Carlos "Lole" Reutemann é o ídolo da torcida, e quando ele está na frente do Grande Prémio, com a chance de dar à Brabham - já gerido por Bernie Ecclestone e os seus carros eram desenhados por Gordon Murray - a multidão entrou em delírio, incluindo o seu convidado VIP: Juan Domingo Peron.

Peron gostava de automobilismo. Apoiou os seus pilotos nas suas aventuras na Europa, nos anos 50. Juan Manuel Fangio era o garoto-propaganda, mas outros como Onofre Marimon ou Froilan Gonzalez também foram à Europa, espalhar o seu perfume. E quando em 1974, viu que Reutemann estava na frente, tratou de ir até ao pódio entregar o prémio em pessoa. As coisas foram tratadas entre a segurança e a organização, e ele já ia a caminho quando... o Brabham começou as dar problemas. Estava a ficar sem gasolina e se queria ter uma chance, tinha de se abastecer, mas perdia a vitória. Reutemann jogou os dados e arriscou. Perdeu: o carro ficou parado a meio da última volta e ficou classificado na sétima posição, o primeiro dos não pontuáveis naquela altura.

Aparentemente, "Lole" Reutemann chorou ao saber o que tinha acontecido. Quem não choraria, ao ver a vitória tão perto e esta escapar?

Quem herdou aquela vitória foi Dennis Hulme, no primeiro triunfo da McLaren com as cores da Marlboro. A última do velho urso, e acompanhado no pódio pelos Ferrari de Niki Lauda - no seu primeiro pódio - e de Clay Regazzoni. Peron saiu dali pela "esquerda baixa", mas o primeiro triunfo de um argentino depois de Fangio não demorou muito: foi em março, em Kyalami.

Dakar 2019 - Etapa 7 (San Juan de Marcona - San Juan de Marcona)

O dia de hoje do Rali Dakar, nas dunas à volta de San Juan de Marcona, deu mais um bom dia para Stephane Peterhansel e mau para Sebastien Loeb. O francês da Mini conquistou aqui a sua segunda vitória em etapas neste Dakar ao terminar a tirada com uma vantagem de quatro minutos e 33 segundos sobre Nani Roma, ganhando pelo caminho 12 minutos a Nasser Al-Attiyah. Apesar de tudo, o piloto qatari da Toyota mantém uma liderança de quase meia hora face ao segundo colocado que agora é novamente Peterhansel.

E Peterhansel voltou ao segundo posto graças ao mau dia de Loeb. O piloto da Peugeot perdeu 28 minutos devido a um problema técnico, caindo agoira para o quarto posto, a 54 minutos de Attiyah. Com isto, Peterhansel, o piloto da Mini, poderá tentar apanhar o piloto da Toyota para o triunfo final.

Nas motos, Ricky Brabec voltou à liderança, apesar de ter sido terceiro na etapa, vencida por San Sunderland. Do outro lado da moeda ficou Pablo Quintanilla, que hoje perdeu mais de 20 minutos para a frente da corrida. Um resultado que fez cair para o quinto posto da geral, e tudo por causa de ele ter aberto a pista, pois ele era o líder à partida desta etapa.

Outros que sofreram hoje foram Matthias Walkner e Kevin Benavides, que também passaram pelas mesmas dificuldades e isso reflectiu-se na classificação geral.

O homem da Honda tem agora seis minutos e 55 segundos de vantagem para Toby Price, agora o novo segundo classificado.

Amanhã, o Dakar vai de San Juan de Marcona para Pisco, no total de 360 quilómetros cronometrados mais 215 de ligação.

CPR: Apresentado o Team Hyundai Portugal

Depois do sucesso do ano passado, a Team Hyundai Portugal foi apresentado em 2019 com Armindo Araújo e o seu novo companheiro de equipa, Bruno Magalhães, que regressa aos ralis nacionais depois de algum tempo na Europa, onde foi vice-campeão em 2017 e terceiro classificado em 2018. Na apresentação, que aconteceu em Leixões, os pilotos e seus respectivos navegadores foram mostrados com os carros que farão a temporada.

O formato é o mesmo do ano passado, com estrutura técnica individual a cargo de cada piloto. No caso de Armindo, o carro será preparado pela  RMC Motorsport, enquanto Bruno Magalhães será preparado pela Sports and You. Ao todo, eles farão oito provas, e por agora, apenas o Serras de Fafe está confirmado como a prova onde ambos alinharão.

"O facto de termos sido campeões logo no primeiro ano do projeto foi algo muito especial e partimos para 2019 com o objetivo de ganhar o maior número possível de ralis para a equipa e de estarmos novamente na luta pelo título", começou por dizer o piloto de Santo Tirso, campeão nacional de 2018.

"Seria difícil ter um melhor regresso à competição e continuo muito motivado para regressar ao volante do Hyundai i20 R5. Vamos trabalhar como sempre o temos feito para podermos repetir o sucesso deste ano. Depois da paragem na minha carreira e de ter regressado para disputar as vitórias frente ao lote de pilotos de qualidade que estiveram presentes no campeonato do ano passado, creio que ficou demonstrado que ainda temos muito para dar. Renovo o agradecimento e confiança aos meus patrocinadores, Galp, MEO, Câmara Municipal de Santo Tirso e ACP, bem como a todos aqueles me acompanham na minha carreira”, disse.

Da parte de Bruno Magalhães, que volta ao campeonato nacional depois de alguns anos no Europeu, o regresso é uma oportunidade única de mostrar o seu valor.

"Regressar ao Campeonato de Portugal de Ralis integrando o Team Hyundai Portugal, com o Hyundai i20 R5 é um motivo de orgulho e, ao mesmo tempo, uma grande oportunidade. Vamos dar o nosso melhor e estou seguro de que juntos alcançaremos grandes resultados!", começou por dizer. 

"Depois de nos últimos anos ter apostado em provas fora de Portugal, e de ter demonstrado que temos andamento para discutir lugares cimeiros, em outros campeonatos, é uma enorme alegria regressar ao Campeonato Nacional, e desde logo, para integrar a equipa da Hyundai. Estou seguro que quer eu, quer o Hugo, estamos prontos para surpreender pela positiva, e esperamos poder contribuir para o sucesso deste projeto com vitórias na estrada”, concluiu.

Formula E: Jaguar mantêm-se na competição apesar dos cortes

A Jaguar/LandRover está com problemas. Os maus resultados do último trimestre de 2018 fizeram com que a marca decidisse cortar cerca de 4500 empregos um pouco por todo o mundo, especialmente no Reino Unido. Contudo, a marca já afirmou que isso não implicará cortes na sua participação na Formula E, como disse James Barclay, o diretor desportivo da marca.

"Da nossa perspectiva, assumindo o que sabemos no momento, [e] você nunca pode prever tudo, mas, no que diz respeito a nós, [isto] é um compromisso a longo prazo", começou por dizer em entrevista à Autosport britânica.

"Fomos a primeira marca premium na Formula E, tomamos essa decisão cedo, estamos agora no momento chave em que os principais fabricantes do mundo se juntaram a nós no campeonato também. Apresentamos o eTrophy, o novo Jaguar I-PACE provou ser um sucesso imediato para nós - e tem sido muito bem recebido pela imprensa mundial", continuou.

"Então, do nosso ponto de vista, não há dúvida de que a eletrificação é a chave para o nosso futuro. Para nós, absolutamente, estamos aqui para o longo prazo. Mas outros fatores no mundo mudam, podemos ter que tomar outras decisões. Mas agora, pelo que sabemos, esse é o nosso compromisso", concluiu.

A Jaguar tem o brasileiro Nelson Piquet Jr e o neozelandês Mitch Evans como pilotos, e esta temporada, já alcançaram 15 pontos, com um quarto posto na Arábia Saudita - com Evans ao volante - como melhor resultado.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 6 (Arequipa-San Juan de Marcona)

Depois do dia de descanso em Arequipa, o Dakar prossegue hoje com uma etapa-maratona entre Arequipa de San Juan de Marcona, no total de 502 quilómetros, 336 dos quais em troço cronometrado.

Nos automóveis, foi mais um dia de Sebastien Loeb. o piloto francês venceu a sua terceira etapa em 2019, batendo Nasser Al Attiyah por dois minutos e 17 segundos. Carlos Sainz é o terceiro da etapa, a seis minutos e 56 segundos. Nani Roma acabou em quinto, perdendo treze minutos e oito segundos para Loeb.

Stéphane Peterhansel teve um dia difícil. O francês ainda recuperou algum tempo com o erro dos dois primeiros, mas, no final, acabou por perder 18 minutos e 49 segundos.

Na geral, Al-Attiyah aumentou a sua vantagem para 37 minutos e 43 segundos, para Loeb, que, agora, é o segundo classificado do Dakar. Peterhansel caiu para terceiro, a 41 minutos e 14 segundos. Nani Roma é agora quarto, a 45 minutos e 24 segundos.

Nas motos, Pablo Quintanilla foi o melhor, e com isso, ficou com o comando da prova.  O piloto chileno da Husqvarna terminou com um minuto e 52 segundos de vantagem para Kevin Benavides enquanto o austríaco Matthias Walkner, da KTM, fechou o pódio da etapa. Ricky Brabec, que até então era o líder da prova, terminou o dia como quinto mais rápido, a sete minutos e meio de Quintanilla.

Com a vitória na etapa e com o atraso de Brabec, Quintanilla assumiu a liderança do Dakar, estando agora com quatro minutos e 38 segundos de vantagem para o piloto norte-americano. Toby Price é terceiro, a cinco minutos e 17 segundos do comando.

Sam Sunderland, devido à má etapa que teve, caiu de segundo para sétimo, estando agora a 21 minutos e seis segundos da liderança do Dakar.

Formula E: Félix da Costa lamenta oportunidade perdida

Depois do erro crasso em Marrakesh, que lhe custou a vitória, António Félix da Costa e Alexander Sims lamentaram-se com a BMW pela oportunidade desperdiçada de sair de Marrocos com a liderança em ambos os campeonatos. No final, ele ficou sem pontos e Jerome D'Ambrosio herdou a vitória, acabando também por sair de terras marroquinas com a liderança do campeonato. 

"Hoje foi um dia que tinha tudo para ser muito produtivo para a BMW, mas ambos quisemos muito ganhar e infelizmente isso acabou por não ser benéfico para nenhum de nós nem para a equipa. Há que aprender com o sucedido e saber que, se queremos lutar pelo campeonato, não podemos de forma alguma repetir o que se passou hoje. Estamos tristes pelo sucedido, mas com a certeza que estamos competitivos, portanto, olhos postos na próxima corrida no Chile e continuar a trabalhar focado com a equipa", afirmou o português. 

A próxima prova da Fórmula E tem lugar em Santiago do Chile, no dia 26 de Janeiro. 

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O "Brickyard" debaixo de neve, em pleno janeiro, no Indiana. Até parece cartão postal...

Formula E: Di Grassi compara combustão interna a tabaco

Lucas Di Grassi não é "mais um piloto da Formula E". O brasileiro está à frente da Roborace, a competição que pretende ser autónoma e promete revolucionar o automobilismo. E na semana do ePrémio de Marrocos, o piloto da Audi afirmou que o avanço dos carros elétricos e da competição elétrica é tal que os motores a combustão poderão viver num futuro próximo algo semelhante ao que já sucedeu ao tabaco. 

"Se no futuro a longo prazo todos os construtores vão produzir apenas carros eléctricos porque serão mais baratos e forçados por lei a produzir carros eléctricos, por que qualquer construtor iria juntar-se à Fórmula 1 se ainda tiver motores de combustão? E depois a questão é, irá a Fórmula 1 tornar-se eléctrica no longo prazo ou não?”, afirmou o piloto ao site Racefans.net.

Di Grassi afirmou mais tarde que, caso não haja uma fusão entre a Formula E e a Formula 1 num médio prazo, é provável que as construtoras não vão para a competição mais antiga por causa das restrições que os governos irão dar aos motores a combustão, um pouco como acontece neste momento com a Suíça, que aboliu as corridas em 1955, e que só o levantaram para as competições elétricas. E que tirando os clássicos, tudo o resto será elétrico.

"Diria que no futuro, excepto o automobilismo clássico, todo o automobilismo será eléctrico. No futuro a longo prazo, não agora. Será mais barato de operar, será mais fácil tecnicamente desenhar o monolugar com mais rendimento. Alguns países não aceitarão a promoção de provas com motores de combustão, será o mesmo que publicitar o tabaco actualmente”.

Sobre a transição para os carros elétricos, ele afirma que este está a acontecer a um ritmo mais veloz que era esperado e isso será o ponto-chave. “Já estamos vendo uma transição muito mais rápida do que o esperado para a Fórmula E, então os fabricantes se juntam em massa aqui [nesta competição]. Como isso progride é a questão chave. Disso, ninguém sabe a resposta", concluiu.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Formula E: Jerome D'Ambrosio vence em Marrakesh

Jerome D'Ambrosio venceu a segunda corrida do campeonato de Formula E em Marrakesh, depois de ter aproveitado a "benção" da BMW, que se autodestruiram, quando Alexander Sims deitou fora da pista António Félix da Costa e causou um Safety Car, deitando também fora a chance de uma dobradinha da BMW em paragens marroquinas. 

A corrida tinha começado bem antes, com a penalização de António Félix da Costa. Terceiro na grelha, o organização descobriu que usou excessivamente a energia na sua volta de qualificação e viu o seu esforço anulado, caindo para a sexta posição.

No momento da partida, Jean-Eric Vergne causa confusão ao tocar em Sam Bird. O britânico prosseguiu sem problemas, mas o francês fez um pião, prejudicando Sebastien Buemi e beneficiando os BMW de Alexander Sims e António Félix da Costa. O britânico da BMW foi ao ataque ao piloto da Virgin, com Félix da Costa atento ao que se passaria na frente.

Nas voltas seguintes, Félix da Costa passou Alex Sims para ser segundo, enquanto Stoffel Vandoorne, Pascal Wehrlein e Gary Paffet tornaram-se nos primeiros abandonos da corrida.

Félix da Costa andava perto de Bird e tentava colar-se para o poder passar, mas tinha atrás de si todos os carros até ao sexto posto. Veloz nas curvas, contudo, o britânico aguentava o assédio dos BMW. Contudo, à décima volta, Félix da Costa conseguiu passar Bird para ficar com a liderança, e Sims também o fez, mais adiante. Com isto, o piloto da Virgin caia para terceiro. Atrás, Jerome D'Ambrosio passava Lucas di Grassi e era sexto.

Com o passar das voltas, Di Grassi subia no pelotão, usando o "attack mode" e subia para o quinto posto, passando Bird e atacando Frijns, para o passar logo a seguir. Bird respondeu usando o attack mode", depois de ter caído para sétimo, passado por José Maria Lopez. Pouco depois, os dois BMW e Robin Frijns responderam indo para o "attack mode" para tentarem escapar do resto do pelotão.

Na frente, os BMW afastavam-se do pelotão, lutando entre si pela vitória. E ainda por cima, o piloto português tinha o "fanboost" como trunfo para a parte final da prova. Atrás, Di Grassi era passado por Frijns, caindo para sexto. A seguir perdia mais um posto para Vergne.

E a dez minutos do fim, os BMW deitam a corrida fora. Alexander Sims estava a ultrapassar Félix da Costa, e na travagem, ambos os pilotos a sairem da pista. Sims caia para quarto e Félix da Costa abandonava. Resultado final: o Safety Car entrava na pista, e Jerome D'Ambrosio liderava a corrida.

Contudo, quando o Safety Car ficou na pista, o tempo acabava. Somente saiu para a volta final, com Jerome D'Ambrosio a aguentar os ataques do pelotão, com Robin Frijns na segunda posição e Sam Bird com o lugar mais baixo do pódio. Alexander Sims e Jeran-Eric Vergne ficaram logo a seguir.  

No final, D'Ambrosio sai de Marrocos com a liderança do campeonato, com 40 pontos, com Vergne e Félix da Costa empatados com 28. A competição regressa em paragens chilenas, dentro de duas semanas, a 26 de janeiro.

Formula E: Bird na pole em Marrakesh, Félix da Costa é terceiro

O britânico Sam Bird fez a pole-position no ePrémio de Marrocos, no circuito de Marrakesh, na manhã deste sábado. O piloto da Virgin conseguiu ser bem mais veloz que o Techeetah de Jean-Eric Vergne e o BMW de António Félix da Costa. E o mais sensacional da pole do piloto britânico é que andou boa parte da qualificação com um dano no seu difusor.

Com sol e frio nas ruas da cidade marroquina, máquinas e pilotos prepararam-se para a segunda ronda do campeonato. Depois das sessões de treinos livres, foi a vez da qualificação, e os cinco primeiros da última corrida iriam entrar logo em ação no primeiro grupo. Primeiro, o piloto português, e fez 1.17,950, marcando o passo em relação à concorrência. Tanto que apenas Jean-Eric Vergne se aproximou, fazendo 1.18,0, e o resto ficou um pouco mais distante.

No segundo grupo, que tinha Nelson Piquet Jr, Lucas Di Grassi, Sébastien Buemi, Daniel Abt e Oliver Rowland, o piloto brasileiro da Audi tinha problemas com a bomba de água, que o impediu de dar algumas voltas no circuito. Apenas conseguiu o 11º tempo, enquanto Piquet Jr fizera o quarto melhor tempo e intrometia-se na luta pela superpole.

No Grupo 3, com Robin Frijns, Sam Bird, Oliver Turvey, Tom Dillmann, Max Günther e Stoffel Vandoorne, o britânico foi bem veloz, fazendo 1.17,851 e ficou com a dianteira na tabela de tempos. Robin Frijns fez o sexto melhor tempo, com 1.18,200. Tom Dillmann roçou com o carro no muro e ficou prejudicado, enquanto Max Gunther e Stoffel Vandoorne ficaram parados na pista, com problemas nos seus carros.

No Grupo 4, com Felipe Massa, José María López, Gary Paffett, Pascal Wehrlein, Edoardo Mortara e Alexander Sims, o único que deu-se bem foi o companheiro de equipa de Félix da Costa, conseguindo o terceiro posto da geral, depois de tirar da superpole outro estreante, o alemão Pascal Wehrlein, no seu Mahindra.

Para a superpole foram Bird, Sims, Félix da Costa, Buemi, Vergne e Evans.

O primeiro a sair para a pista foi o piloto da Jaguar, mas o neozelandês não fez uma grande volta, acabando apenas com 1.29,379, por causa de uma travagem que foi para além da medida. Seguiu-se Jean-Eric Vergne, que conseguiu 1.17,535, que praticamente colocou a concorrência em sentido.

Seguiu-se Antonio Félix da Costa, com o seu BMW, que conseguiu fazer uma boa volta, mas não conseguiu bater o piloto francês, fazendo 1.17,626. Seguiu-se Alexader Sims, o companheiro de equipa do piloto português na BMW, mas não foi mais além de 1.18,400, muito abaixo dos dois primeiros.

Sebastien Buemi saiu no seu Nissan, para tentar fazer um tempo que o colocasse na primeira fila, mas no final, o 1.17,738 foi apenas o suficiente para ser terceiro na grelha, atrás de Vergne e Félix da Costa. Sam Bird foi o último a sair... e ele fez uma volta-canhão, suficiente para dar a pole-position à Virgin, a primeira do ano para o piloto britânico.

A corrida acontece mais tarde, pelas 15 horas locais, e será transmitida pela Eurosport.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 5 (Moquegua - Arequipa)

Na véspera do dia de descanso, em Arequipa, Sebastien Loeb foi o melhor pela segunda vez neste rali, apesar de algumas queixas por causa da falta de tratamento por parte da organização.

Entre Maquegua e Arequipa, Loeb tomou a dianteira, depois de Stephane Peterhansel se ter atrasado, tendo perdido 28 minutos para o piloto francês. O nove vezes campeão do mundo de ralis bateu Nasser Al-Attiyah por mais de nove minutos, mas quem lidera o campeonato é Peterhansel, com 26 minutos e 28 segundos de avanço sobre o qatari da Toyota.

Nani Roma é terceiro na geral, a 34 minutos e 33 segundos, seguido pelo polaco Kuba Przygonski, a 38 minutos e 12 segundos. Loeb passa a quinto, a quarenta minutos exatos.

Nas motos, Sam Sunderland foi o melhor, em vários aspectos. Não só venceu a etapa como ainda ajudou Paulo Gonçalves, cuja prova terminou hoje da pior forma, com uma queda que causou um ligeiro traumatismo craniano e uma fratura na mão esquerda. E lá se foi a maior esperança de um "top ten" português neste Dakar. 

Os quase onze minutos que perdeu a ajudar o piloto da Honda foram depois compensados pela organização, e acabou por subir ao segundo lugar da geral, agora a 59 segundos do americano Ricky Brabec.

Amanhã é dia de descanso no Dakar, com a caravana a pernoitar em Arequipa.

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Se alguém tiver duzentas mil libras de lado, talvez isto vos interesse em ter na sala da vossa casa. Isto foi mostrado ontem em Birmingham, durante o Autosport International Show, e basicamente é uma estátua de bronze de Ayrton Senna, aparentemente, a fazer a curva de Eau Rouge, na Bélgica. Uma das curvas mais desafiantes do automobilismo, e verdade. Mas ver isto desta forma é único.

O autor da escultura, Paul Oz, afirma sobre esta pose:

"É uma posição alheia à maioria [de nós] e até mesmo muitos fãs da Formula 1 não apreciam o quão extremo ela é, mesmo nos anos 90, embora mais ainda agora. Se há uma coisa que me deixa mais feliz com esta estátua é a dinâmica e o equilíbrio da posição."

De uma certa forma, esta estátua é feita com imagens a duas dimensões do piloto, dezenas de fotos para fazer esta imagem a três dimensões. E por duzentas mil libras - dez por cento dos quais vai para o Instituto com o nome do piloto - poderá levar um exemplar para casa. 

Invulgar, mas único.

Youtube Rally Testing: Mais testes da Ford para Monte Carlo

A Ford continua os testes para o Rali de Monte Carlo, com Teemu Suninen e Elfyn Evans ao volante. E o piloto finlandês não se coibiu de apanhar um susto numa das suas passagens...

CPR: Pedro Almeida troca Ford por Skoda

Pedro Almeida vai correr em 2019 com um Skoda Fabia R5, trocando o seu Ford Fiesta R5 por algo mais evoluído. Preparado pela ARC Sport, o jovem piloto de Famalicão espera que com ele, as suas prestações melhorem e dêm um salto de qualidade do sexto lugar do campeonato alcançado na última temporada.

Até agora tem estado a testar a sua nova máquina nas cercanias de Fafe, para efeitos de adaptação e tirar notas para o evento que vai acontecer dentro de seis semanas.

"Ficamos entusiasmados com a performance do carro, um pouco mais ‘agressivo’ que o anterior e com um comportamento em classificativa que muito nos agradou", começou por dizer. "Estamos satisfeito com a evolução que temos feito e vamos procurar cimentar a aprendizagem do primeiro ano de Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), tentando andar mais rápido, com a mesma fiabilidade e se possível melhorar o sexto lugar final alcançado na temporada passada", continuou.

"Estivemos com os responsáveis da ARC Sport nestes primeiros quilómetros e já acertamos algumas ideias sobre o setup para o ‘Serras de Fafe’. A confiança que temos na ARC Sport permite- nos estar tranquilos relativamente à preparação para uma época que sabemos vai ser ainda mais exigente, mais competitiva mas onde esperamos alcançar os objetivos de evolução a que nos desafiamos.", concluiu.

O Rali Serras de Fafe vai acontecer entre os dias 22 e 23 de Fevereiro nas estradas à volta da cidade com o mesmo nome.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 4 (Arequipa - Moquegua)

Nasser al Attiyah ampliou a sua liderança no Rali Dakar após a realização da quarta etapa, entre Arequipa e Moquegua, nas areias peruanas. O piloto do Qatar, a bordo do seu Toyota, venceu a etapa-maratona e distanciou-se da concorrência. Apesar de tudo, foi uma etapa aguerrida, acabando com uma distância de quase nove minutos entre ele e o segundo classificado, Stephane Peterhansel.

Yazeed al-Rahji perdeu hoje um quarto de hora e caiu para o quinto lugar da geral.  Giniel de Villiers e Bernhard Ten Brinke sofreram muito, com o holandês a sofrer danos no carro e o sul-africano a ajudar a reparar o bolido do seu companheiro de equipa. Já Sebastien Loeb foi apenas quinto na etapa e é sexto da geral, a 50 minutos dos da frente.

Nas motos, Ricky Brabec foi o grande vencedor, dando à Honda a sua segunda vitória à geral, com Matthias Walkner em segundo, no seu KTM, ficando a seis minutos e 19 segundos. A vitória de Brabec eu a liderança à geral, pois Pablo Quintanilla abriu a etapa e perdeu muito tempo, caindo na geral, a dois minutos e 19 segundos do comando.

Já Paulo Gonçalves realizou mais uma jornada muito sólida e sem excessos, acabando num positivo sexto lugar. Agora, é oitavo da geral, a vinte minutos e 45 segundos de Brabec.

Hoje foi o primeiro dia de etapa maratona, uma especial com 400 quilómetros, cambiou muito o cenário dos três primeiros, tivemos apenas 3 ou 4 quilómetros de dunas, o resto foram pistas rápidas com muito fesh-fesh e muita pedra. A minha prioridade era chegar ao fim deste primeiro dia de maratona sem problemas, não ter trabalho na mecânica e também conservar o físico. Amanhã o objetivo é terminar também sem problemas para que possamos chegar ao dia de descanso e poder recuperar o físico”, comentou o piloto da Honda.

Amanhã o pelotão retoma a Arequipa, onde terá a última especial cronometrada antes do dia de descanso. No total, serão 345 quilómetros cronometrados.