segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Noticias: Justin Wilson continua em coma

A IndyCar lançou esta tarde um novo boletim médico sobre a sua condição física de Justin Wilson, afirmando que o piloto britânico de 37 anos continua em com e em estado critico, pouco mais de 18 horas após o seu acidente durante a prova de Pocono. O piloto da Andretti Autosport foi atingido por uma peça do automóvel de Sage Karam quando faltavam vinte voltas para o final da corrida, vencida por Ryan Hunter-Reay.

"O piloto Justin Wilson continua hospitalizado em estado de coma no Lehigh Valley Health Network Cedar Hospital em Allentown, Pensilvânia, após ter sofrido um grave traumatismo durante a corrida de domingo no Pocono Raceway. Ele permanente em condição critica", começa por dizer o comunicado oficial da Indycar.

"Quaisquer atualização do estado de saúde do piloto será dado oportunamente", concluiu.

Justin Wilson é o quarto piloto da Andretti Autosport, correndo em part-time nesta temporada, onde conseguiu como melhor resultado um segundo lugar na corrida anterior, em Mid-Ohio.  

O ano de Didier Pironi, contado pela mãe (última parte)

(continuação do capitulo anterior)

Embaraço e drama em Montreal

Após o acidente mortal de Gilles Villeneuve, em Zolder, a Ferrari escolheu o seu sucessor na forma do francês Patrick Tambay, que estava livre depois de uma temporada na Ligier. A ideia era de correr pela Scuderia até ao final do ano, para depois ser substituido pelo seu compatriota René Arnoux, que vinha da Renault. Tudo isto teve a conivência de Pironi, agora o novo piloto numero um da marca.

"Após o acidente de Gilles, questionado sobre suas preferências para o sucessor do canadiano, Didier escolheu Patrick Tambay, que estava livre de compromisso, para seu novo companheiro até ao final da temporada e se possível, pudesse ficar com René Arnoux para a temporada de 1983. O Commendatore deu o seu acordo sobre essas duas opções.

[Por vesta altura] para Didier, é hora de ir ao Canadá, ao circuito da ilha de Notre Dame, agora rebatizado de Gilles Villeneuve, em sua honra. A 13 junho de 1982, ele faz a pole-position, e quando enfrenta os jornalistas no Quebec para a conferência de imprensa, a cara de Didier é pálida, a sua expressão é tensa, séria e triste. Ele fala devagar e suavemente. Ao terminar, ele foi convidado a repetir o que tinha dito em Inglês. Parece estar enfadado por fazer tudo de novo. Seus olhos brilham devido às lágrimas reprimidas, as gotas de suor correm pela testa. As suas mãos estão suadas, ele fala inglês devagar, escolhendo as palavras com infinita atenção.

"Esta é a minha primeira pole position para a Ferrari e é uma grande alegria para mim por fazê-lo no circuito que leva o nome de alguém que não era apenas o meu parceiro, mas também era meu amigo. Eu dedico a ele e sei que se ele ainda estivesse entre nós, seria ele quem teria feito o melhor tempo." A sinceridade e a qualidade dos sentimentos que manifesta emociona os quebequenses. 

Infelizmente, outra tragédia vai atacar Didier. Seu motor falha quando acende a luz verde e o jovem Riccardo Paletti embate na sua Ferrari em mais de 200 km/h. Didier é o primeiro a resgatá-lo, mas nada feito. Em seguida, ele retoma a corrida e acabará na nona posição. Na classificação geral, ele é o segundo, atrás de John Watson e dois pontos à frente de Alain Prost.

A seguir, é o Grande Prêmio da Holanda e Patrick Tambay começa a correr no número Ferrari 27. Didier é confortado pela sua presença ao seu lado. Ele faz o terceiro melhor tempo na qualificação e ganha a corrida. Está apenas a um ponto do líder e nove pontos à frente de Prost. Em seguida, a 25 de julho de 1982, no Grande Prémio de França, é terceiro nos treinos e no final da corrida, arrisca, e passa a ter nove pontos de vantagem no campeonato. Prost está furioso e culpa Arnoux, seu companheiro de equipe na Renault, por não cumprir com os regulamentos, mas Arnoux já tinha assinado pela Ferrari para a temporada de 1983. Mas isso ainda era segredo...

Amputação evitada à justa

Quinze dias após Paul Ricard, a 8 de agosto, a Formula 1 está em Hockenheim para o GP da Alemanha. Didier Pironi é o lider, com 39 pontos, mais nove do que o britânico John Watson, enquanto que ele já tem um avanço de 14 pontos sobre Alain Prost, que tinha sido segundo classificado na corrida francesa. Pironi está confiante de que o campeonato está ao seu alcance, e o motor V6 Turbo vai provar isso, quando faz o melhor tempo, batendo Arnoux. Na manhã da corrida, durante o "warm up", Pironi vai testar os novos compósitos Goodyear para a chuva, para ver a sua eficácia.

"Em Hockenheim, duas semanas depois, Didier destrona Arnoux com o melhor tempo. Parece intocável e deixa seus adversários a mais de um segundo. E quando a chuva começa a cair, vai à pista para verificar a eficácia dos novos pneus Goodyear. Ele não quer deixar nada ao acaso e vê como anda em pneus de chuva. Em três voltas, está feito: os tempos são excelentes. Ele adora a chuva. E foi nesse momento quando...

Ele observa o Williams de Derek Daly, que muda a trajetória para deixar passar o carro vermelho. Mas escondido estava o carro de Prost, em marcha lenta. Sem poder discernir por causa da névoa levantada pela chuva, quando Dider o vê, agarra-se ao volante e carrega o pedal nos travões: tarde demais. Num instante, o Ferrari esta por cima da roda traseira direita do carro de Prost, voa e aterra no chão com uma violência impactante. Toda a parte da frente do chassis está num destroço. Prost pára primeiro e vai-se embora depois, apavorado. Piquet pára e ajuda Didier a tirar o seu capacete, enjoado com a visão que tem das pernas dele. Apesar de tudo, ele está consciente. O professor Watkins quer amputar a perna direita ali no local, mas Didier recusa.

Minha irmã e eu sabemos das novidades no hospital, juntamente com a sua esposa Catherine [por esta altura, o casamento do casal não ia bem, n.d.r] Véronique Jannot e Marco Piccinini estão lá e quando chegamos, ele pede que saiam do quarto. Eu beijo-o e ele pega a minha mão, dizendo: 'Mamã. Lamento te ter arruinado'. Na noite de domingo, quando volto, vejo ali no corredor, à espera, Tambay, Cheever, Alboreto e outros. Prost não está lá. Patrick está feliz por ter vencido a corrida. Ele cumpre o seu papel na Ferrari e mantém a concorrência à distância.

A 12 de agosto, a insuportável amputação é definitivamente evitada. Didier continua a liderar o campeonato, mas Tambay, que devia ajudá-lo, perde em Dijon no final de agosto [devido a uma hérnia], e depois sofre o mesmo problema no final do campeonato, em Las Vegas, abrindo a porta para o título por parte de Keke Rosberg. Ferrari expressou o seu desapontamento a Didier. Tudo está perdido. Faltava tão pouco para tornar o sonho de Didier de se tornar no primeiro campeão mundial francês. Uma conduta cavalheiresca, um aceno de sorte..."

Caso queiram ler a versão original, em francês, podem seguir este link. 

domingo, 23 de agosto de 2015

Youtube Motorsport Crash: o acidente de Justin Wilson em Pocono

A corrida de Pocono, penultima prova da IndyCar Series, terminou mal para Justin Wilson, que levou com um pedaço de destroço do carro de Sage Karam, nas voltas finais. Wilson, de 37 anos e com passagem pela Formula 1 em 2003 - ao serviço da Jaguar - levou com o que aparenta ser um pedaço de asa do carro de Karam, após este ter batido na cuva 3 da tri-oval californiana.

Levado para o hospital, nada se sabe ainda do seu estado de saúde, mas pelo impacto que o objeto teve no carro, faz lembrar dos episódios passados em 2009 por Felipe Massa, na Hungria (com uma mola do carro de Rubens Barrichello) e pelo britânico Henry Surtees, em Brands Hatch (com o pneu do piloto Jack Clarke), e que resultou na sua morte.

Karam também foi transportado para o centro médico, com a suspeita de uma fratura num dos seus pés. A corrida foi ganha por Ryan Hunter-Reay, da Andretti, mas Michael Andretti estava mais preocupado com Wilson, que também é seu piloto.

The End: Guy Ligier (1930-2015)

O ex-piloto e construtor francês Guy Ligier morreu este domingo aos 85 anos, em Nevers. A sua equipa esteve na Formula 1 por vinte e um anos, entre 1976 e 1997, vencendo nove Grandes Prémios e onde passou pilotos como Jacques Laffite, Didier Pironi, Patrick Depailler, René Arnoux, Martin Brundle e Olivier Panis. As causas da sua morte não foram divulgadas pela familia.

Para alem da Formula 1, Ligier esteve na Endurance, participando nas 24 Horas de Le Mans, primeiro com os JS2, e agora recentemente com os carros feitos para a categoria LMP2 e LMP3, os JS P2 e JS P3.

Personagem fascinante (encolerizava-se quando observava os erros crassos de alguns dos seus pilotos), por ter feito imensas coisas na vida antes de ser construtor, nasceu a 12 de julho de 1930, em Vichy. Orfão de pai em tenra idade, foi desportista na sua juventude, tendo chegado a internacional francês... de rugby, antes de se aventurar na construção civil, onde prosperou graças aos contratos para construir auto-estradas um pouco por toda a França. Nisso foi ajudado por uma amizade de juventude com um jovem deputado socialista, Francois Mitterand.

Rico e próspero, começou a correr no automobilismo graças à amizade com Jo Schlesser, e chegou à Formula 1 em 1966, com um Cooper-Maserati inscrito por ele mesmo. Um acidente em Nurburgring o fez ficar inativo para o resto da temporada, mas voltou a correr em 1967 com um Brabham, onde conseguiu um sexto lugar no GP da Alemanha. Após treze Grandes Prémios, pendurou o capacete e decidiu montar uma equipa de Formula 2, ao lado do seu amigo Schlesser, com chassis McLaren.

Contudo, em julho de 1968, em Rouen, o seu amigo Schlesser morre durante o GP de França, a bordo de um Honda oficial, o que faz com que Ligier se tornasse construtor por inteiro. Os seus chassis terão as iniciais de Schlesser, em sua homenagem. O primeiro chassis foi desenhado por Michél Tetu, e destinava-se aos SportsCars, e o seguinte, o JS2, andou em Le Mans, mas também foi vendido como um carro de estrada, com mecânica Maserati - o mesmo que equipavam os Citroen SM. Contudo, a crise do petróleo de 1973 o colocou de lado.

Em 1974, Ligier tem uma chance unica ao comprar o espólio da Matra na Endurance, e um conjunto de bons engenheiros, como Gerard Ducarouge. E é com eles que decide em 1975 aventurar-se na Formula 1, com os motores V12 da Matra. No final desse ano escolhe o seu piloto, Jacques Laffite, que conseguiu superar Jean-Pierre Beltoise num "shoot out".

O JS5, projetado por Ducarouge, tinha uma enorme entrada de ar, e rapidamente ficou conhecida por "bule de chá", apesar de ter corrido dessa forma por apenas três corridas. Com Laffite ao volante, conseguiu 20 pontos e uma pole-position. No ano seguinte, ainda com Laffite ao volante, vence pela primeira vez na Suécia, numa corrida tão inesperada que os organizadores... não tinham a gravação com o hino francês!

Em 1979 contratam Patrick Depailler como segundo piloto e aproveitando os ensinamentos do efeito-solo, projetam o JS11 e com motor Cosworth montado, venceram as duas primeiras corridas do ano, com Jacques Laffite, tornando-se candidato numero um ao campeonato. Depailler ainda consegue mais uma vitória, em Jarama, antes de um acidente doméstico o colocar fora de combate para o resto da temporada. Jacky Ickx foi o seu substituto, mas no final do ano conseguiram a melhor classificação até então, o terceiro lugar, com 61 pontos.

Em 1980, Didier Pironi entra para a equipa e conseguem duas vitórias, em Zolder (Pironi) e em Hockenheim (Laffite). A consistência faz com que fiquem no segundo lugar do campeonato de construtores, que seria o seu melhor de sempre, com 66 pontos. No ano seguinte, trocam o Cosworth pela Matra, enquanto que Pironi vai para a Ferrari. Laffite vence duas corridas, na Austria e no Canadá, e são quartos classificados no campeonato. Não vencem em 1982, quando reformam de vez o Matra V12, mas penam para arranjar um motor Turbo decente. Sem Ducarouge a desenhar carros, e sem Laffite (na Williams) a temporada de 1983 é um desastre, pois não conseguem qualquer ponto.

A recuperação vai demorar. Em 1984, arranja um motor Renault Turbo, mas consegue três pontos. Melhor no ano seguinte, com o regressado Laffite e o italiano Andrea de Cesaris, mas enquanto o veterano francês coleciona pódios, já o italiano coleciona desastres. Após um acidente em Zeltweg, ele é substituido por Phiippe Streiff e consegue uma dobradinha no pódio na última corrida do ano, na Austrália. No final, foram 23 pontos, três pódios e uma volta mais rápida. No ano seguinte, aparece René Arnoux e tem mais pontos: 29, com dois pódios. Jacques Laffite sofre um acidente em Brands Hatch, que praticamente termina a sua carreira na Formula 1, substitudo por Philippe Alliot. Mas isso não impede de acabarem o ano no quinto lugar do campeonato de Construtores.

A partir dali, é o mergulho no escuro. Uma má escolha de motores para a Alfa Romeo faz com que tenham de construir um carro do zero com os motores Megatron (ex-BMW) e conseguiram apenas um ponto em 1987. Só voltariam a pontuar em 1989, com o JS33, guiado por Arnoux e Olivier Grouillard, (com Ricardo Divila como projetista) para depois passarem duas temporadas sem chegar aos pontos, por muito dinheiro que pudesse vir do estado francês através da SEITA, a sociedade tabaqueira que detinha a marca Gitanes, e depois a Gauloises.

Em 1992, Ligier, cansado, cede a sociedade a Cyril de Rouvre, (e este depois vendeu a Flávio Briatore e Tom Waklinshaw) e afasta-se da sua equipa, apesar de se manter no ativo até 1997, vencendo mais uma corrida em 1996, com Olivier Panis ao volante. Depois  a equipa é vendida a Alain Prost, que muda para o seu proprio nome e corre até 2001.

Enquanto isso, a Ligier dedica-se a construir microcarros, nos quais se tornou num dos mais bem sucedidos em França. Nos anos mais recentes, o nome Ligier regressou ao automobilismo graças à sua associação com a Onroak Racing, na Endurance, especialmente na LMP2 e LMP3, e continuou a ser batizado da mesma forma: os JS, homenageando Jo Schlesser. Ars lunga, vita brevis, caro Guy.

Youtube Motorsport Documentary: Um documentário sobre Didier Pironi


Numa altura em que passa hoje mais um aniversário da morte de Didier Pironi, coloco aqui um documentário feito pela televisão francesa por alturas da sua morte, onde se fala sobre a sua temporada de 1982, o seu acidente quase fatal em Hockenheim, a extensão das suas lesões, as operações aos quais ele foi submetido, o teste que fez com a Ligier em meados de 1986, em Dijon-Prenois, e por fim, a sua aventura náutica, com o Colibri e o seu trágico fim.

São ao todo 53 minutos e claro, está em francês. Mas vale a pena ver este documentário.

WRC 2015 - Rali da Alemanha (Final)

Depois de três dias de domínio, confirmou-se: não só Sebastien Ogier venceu o rali da Alemanha como está quase a tornar-se de novo campeão do mundo, pela terceira vez consecutiva. O piloto de 32 anos está prestes a consolidar uma era de domínio de pilotos franceses, depois de uma década de conquistas por parte de Sebastien Löeb. E ainda por cima, neste rali, onde os Volkswagen jogavam em casa, ficaram com o monopólio: Jari-Matti Latvala ficou com o segundo lugar - e venceu a Power Stage - com Anders Mikkelsen a ficar com o lugar mais baixo do pódio.

"É um alívio grande. Sentimos a pressão para vencer durante todo o fim-de-semana e conseguimos um 1-2-3. Estou muito perto do terceiro título. Estou muito, muito feliz", afirmou Ogier junto ao controlo da última especial.

Mas a ação do último dia de rali começou com... algo diferente. O galês Elfyn Evans conseguiu quebrar o monopólio da Volkswagen ao conseguir ser o mais veloz na primeira passagem por Stein & Wein, conseguindo um avanço de 0,6 segundos sobre Jari-Matti Latvala, e de 2,4 segundos sobre Dani Sordo. O finlandês ganhou 2,2 segundos sobre Ogier, que foi quarto na etapa, mas ele já estava confortável na primeira posição. Atrás, Quem não era nada feliz no início do último dia de rali foi Martin Prokop. 13º da geral à partida, o checo do Ford Fiesta teve dois furos no seu carro e como só tinha uma roda suplente foi forçado a abandonar.

Na classificativa seguinte, a primeira passagem por Dronthal, tudo voltava ao "normal", com Latvala a ser o mais veloz, conseguindo 2,5 segundos de vantagem sobre Dani Sordo e nove segundos sobre Sebastien Ogier. Algo que deixou o finlandês aliviado e de consciência limpa, por causa dos seus erros no passado. "Agora que fiz estas duas especiais, posso relaxar um pouco. Nunca fiz este troço tão bem. Agora sei onde cometi o meu erro no ano passado. As notas eram demasiado rápidas. Gostava de me meter numa máquina do tempo", confessou.

Na segunda passagem por Stein & Wein, Ogier voltou às vitórias, deixando uma vantagem de 0,5 segundos sobre Anders Mikkelsen, enquanto que Latvala perdia quatro segundos e era apenas... oitavo na etapa, mas isso não alterava a classificação geral. Feita a Power Stage, que foi a segunda passagem por Dronthal, Latvala foi o melhor, mas Ogier venceu com uma vantagem de 23 segundos sobre o seu companheiro de equipa. Anders Mikkelsen conseguiu o lugar mais baixo do pódio, a um minuto e 56 segundos, aguentando a investida de Dani Sordo, que foi quarto, a dois minutos e nove segundos do vencedor.

Thierry Neuville, o (inesperado) vencedor no ano passado, acabou por ser quinto, perdendo o duelo pessoal com Sordo, com uma desvantagem de dois minutos e 33 segundos, enquanto que Elfyn Evans foi o melhor dos Ford e foi sexto classificado. Mads Ostberg foi o melhor dos Citroen e foi sétimo classificado, na frente de Ott Tanak, o terceiro Hyundai de Haydon Paddon e do Citroen de Stephane Lefebvre.

O WRC regressa à ação entre os dias 10 e 13 de setembro, em paragens australianas.

Formula 1 em Cartoons - Bélgica (Pilotoons)

Para o GP da Bélgica, o Bruno Mantovani caricaturou o óbvio: os erros nas trocas de pneus de Valtteri Bottas e Sebastian Vettel, que deram nos resultados que conhecemos...

Formula 1 2015 - Ronda 11, Bélgica (Corrida)

Depois de uma qualificação dita "normal", com os Mercedes a monopolizarem a primeira fila da grelha, havia expectativas para esta corrida, realizada num dos clássicos do automobilismo, Spa-Francochamps. Nos anos anteriores, a magia deste lugar nas Ardenas acontecia por causa do tempo sempre instável, ou das excentricidades dos seus pilotos, sempre que acontecia alguma confusão em La Source, a primeira curva do circuito.

Este ano, com o dominio da Mercedes, não se esperava que a corrida fosse grande coisa, se fosse corrida apenas a seco e sem as tais "excentricidades". Contudo, falava-se desde há alguns dias que poderia chover no dia da corrida, algures durante a realização da prova, e isso era um fator de incerteza. Se acontecesse...

Contudo, a agitação começou bem antes de começar a corrida: quando começou a volta de aquecimento, o Force India de Nico Hulkenberg ficou parado na pista, sem poder arrancar, enquanto que o resto fazia as suas manobras. Isso fez com que os organizadores tomassem uma decisão que não se via há muito: uma nova volta de aquecimento, encurtando a corrida em uma volta, de 44 para 43.

Feito isso, a partida começou com Hamilton a disparar na liderança, mas Rosberg foi engolido pelo pelotão, com Perez em segundo e Ricciardo em terceiro. O mexicano tentou passar o britânico, mas a tentativa não deu resultado, fazendo com que o inglês começasse a afastar-se do pelotão.

Nas voltas seguintes, Hamilton começou a ser mais veloz, conseguindo constantemente a volta mais rápida, com Perez e Ricciardo aguentando as suas posições sobre Nico Rosberg e Valtteri Bottas. Atrás, Pastor Maldonado andava lento na reta Kemmel, tornando-se no terceiro carro a retirar-se, depois de Hulkenberg e Sainz Jr.

Na volta 8, o primeiro a parar é Ricciardo, ao mesmo tempo em que Bottas era assediado por Grosjean e Kvyat. O francês passa-o em Les Combes, enquanto que o russo precisou de mais algumas curvas para o fazer. Quando na volta seguinte Sergio Perez para para trocar de pneus, via-se que os pilotos iriam parar pelo menos por três vezes. E resultava: Ricciardo tinha conseguido passar Perez.

Nas voltas seguintes, os pilotos paravam nas boxes para trocar de pneus, tudo normal até que na Williams houve um incidente, com um dos mecânicos a trocar de componentes no carro de Valtteri Bottas, fazendo com que tenha um pneu médio com mais três moles.

E na volta 20, Grosjean voava na reta Kemmel para passar Perez e ficar na terceira posição.

Na volta 21, a corrida mais problemas, quando Daniel Ricciardo fica parado na reta da meta (provavelmente por causa de um problema hidraulico) e o seu lugar é demasiado perigoso para que a corrida continuasse sem intrevenção. O Safety Car Virtual é acionado, numa altura em que as nuvens se acumulavam no horizonte. Nessa altura, Sergio Perez entrava nas boxes, caindo para o décimo posto. Mas havia uma boa razão para isso: ele ia até ao fim com esses pneus.

Na frente, Hamilton andava na frente de Rosberg, com as diferenças estabilizadas entre os dois e os três segundos, enquanto que Romain Grosjean ficava com o terceiro posto, mesmo contra o Ferrari de Sebastian Vettel, outro candidato ao pódio. As nuvens se acumulavam, mas havia dúvidas se a chuva iria aparecer durante a corrida. Mesmo assim, nas voltas 31 e 32, os Mercedes pararam, com Hamilton primeiro que Rosberg.

A partir dali, as coisas ficaram estabilizadas, quase até ao fim. E parecia que iria ter um final chato... se não fossem os pneus. Com alguns pilotos a arriscarem nas estratégias, iria se saber se eles aguentariam até à meta. Atrás dos Mercedes, a agitação era grande, principalmente na luta pelo terceiro lugar, entre Vetytel e Grosjean, e após Sergio Perez, com Daniil Kvyat que passava piloto após piloto para acabar no quinto posto a poucas voltas do fim.

Com céus nublados, a emoção crescia... para terminar num anti-climax a duas voltas do fim, quando o pneus traseiro direito de Sebastian Vettel explodiu na reta Kemmel. O alemão conseguiu controlar o carro, mas perdeu a chance de terminar nos pontos.

E na bandeira de xadrez, o costume: a Mercedes ficou com a dobradinha, com Lewis Hamilton a voltar às vitorias, na frente de Nico Rosberg, enquanto que Romain Grosjean era o terceiro e conseguia o seu primeiro pódio em quase dois anos. Isso tudo numa altura em que a equipa de Grove tem uma ordem de penhora nas suas mãos... nos restantes lugares pontuáveis, com Daniil Kvyat a conseguir mais um bom resultado para ele e para a equipa, Sergio Perez foi quinto, aguentando Felipe Massa, Kimi Raikkonen, Max Verstappen (que tentou passar Raikkonen na última volta, mas queimou a travagem para Les Combes...), Valtteri Bottas e Marcus Ericsson.

Com isto, Lewis Hamilton alargou a sua liderança, e aproveitou o mau dia de Sebastien Vettel para consolidar ainda mais, numa altura em que a Formula 1 vai seguir para Monza, dali a duas semanas. E em termos estatisticos, alcançou a sua 39ª vitoria na sua carreira, ficando a dois de Vettel e Senna. Pode alcançá-los em Singapura... se ganhar em Monza.

WRC 2015 - Rali da Alemanha (Dia 2)

O segundo dia do rali da Alemanha ficou marcado pela vantagem cada vez maior de Sebastien Ogier em relação à concorrência, mostrando que ele está cada vez mais próximo não só de alcançar a sua vitória, como de revalidar o seu título mundial pela terceira vez consecutiva. É que a única concorrência é interna, com Jari-Matti Latvala a ser o segundo e a ter dificuldades em apanhá-lo. 

As classificativas deste sábado começaram com Ogier a ganhar mais vantagem a Latvala, começando com 2,3 segundos de vantagem na primeira classificativa do dia, para depois Latvala recuperar algum tempo na primeira passagem por Bosenberg. Atrás, Anders Mikkelsen era o terceiro nas classificativas, consolidando o terceiro posto na geral, enquanto que Dani Sordo e Thierry Neuville lutavam pelo quarto lugar, para saber qual dos Hyundai era o melhor. Umas vezes era o espanhol, outras vezes era o belga, apesar deste afirmar que "cometera alguns excessos".

Chegados à primeira passagem por Arena Panzerplatte, Ogier aplicou-se e conseguiu bater Latvala por 1,6 segundos, alargando um pouco mais a sua vantagem, enquanto que Neuville era o segundo mais veloz, consolidando o quarto lugar da geral e batendo Sordo na sua luta interna. A seguir, na segunda passagem pela mesma classificativa, Ogier foi ainda mais veloz, ganhando tempo e deixando a distância para Latvala em 11,7 segundos.

Após isso, a manhã encerrava-se com a primeira passagem por Panzerplatte Long, com 45,61 quilómetros, onde Ogier conseguiu um avanço de 6,8 segundos sobre Latvala, praticamente sentenciando o rali a seu favor.  Latvala lamentou no final que não sente o carro "como no teste. Está demasiado duro". E já começava a pensar em terminar uma prova em "que a história não tem sido positiva" para o finlandês. Meeke e Mikkelsen fozeram o terceiro e quarto tempo da especial, respectivamente.

Pela tarde, contudo, o finlandês reagiu e conseguiu diminuir a vantagem em 1,7 segundos na segunda passagem por Grafschaft, e repetiu-o na terceira passagem por Arena Panzerplatte, mas apenas conseguiu... 0,2 segundos. E como só recuperou isso tudo, quando encararam a segunda passagem por Panzerplatte Long, os 45,61 quilómetros mostraram que Ogier estava alerta: vitória na especial e uma vantagem de 15,3 segundos sobre Latvala.

"Foi um troço muito bom. Encontrei uma boa afinação e os pneus aguentaram-se. Mesmo no final estavam bons. Diverti-me", afirmou o líder do campeonato. Surpreso pelo resultado negativo estava Latvala. "Senti que tinha andado bem. Mas por vezes isso não acontece. Estou desapontado. Não compreendo", lamentou o piloto finlandês.

No final do dia, na segunda passagem por Bosenberg, Ogier conseguiu mais 1,5 segundos sobre Latvala, enquanto que Kris Meeke foi o terceiro melhor, na frente de Thierry Neuville.

Feitas as contas, Sebastien Ogier tem agora uma vantagem de 33,8 segundos sobre Jari-Matti Latvala, enquanto que Anders Mikkelsen já tem uma desvantagem de um minuto e 47 segundos. "Foi um dia perfeito para nós. Estou muito feliz. Fizemos a diferença em Panzerplatte. Foi a chave. Tínhamos a afinação certa e gerimos bem os pneus. Senti-me mesmo bem. Agora faltam quatro troços", afirmou Ogier.

Dani Sordo é o quarto, mas não pode estar sossegado nessa posição, pois tem Thierry Neuville bem perto, a 9,5 segundos. Elfyn Evans é o sexto, mais aliviado depois de Ott Tanak, seu companheiro de equipa na Ford, ter tido uma saída de estrada que o fez perder mais de um minuto, caindo para o oitavo posto. Isso beneficiou Mads Ostberg, que subiu ao sétimo lugar e ameaça o piloto galês, dado que está a 3,2 segundos, mas com um atraso de dois minutos e 56 segundos face aos lideres.

Depois de Tanak, estão o neozelandês Haydon Paddon, no terceiro Hyundai oficial, e o Citroen do francês Sebastien Lefebvre, que se estreia aos comando de um WRC.

O rali da Alemanha termina amanhã. 

sábado, 22 de agosto de 2015

Youtube Motorsport Crash: o acidente de Charlie Kimball em Pocono


A qualificação para a prova de Pocono, a última oval da temporada na IndyCar acabou por ser marcada pelo forte acidente do americano Charlie Kimball, da Chip Ganassi Racing, teve no muro. Retirado do carro, sofreu algumas escoriações, mas nada de grave.

Em pior estado ficou o carro, e vai ter de recorrer a um de reserva para amanhã.


Quando à qualificação, o melhor foi Hélio Castro Neves, que alcançou a sua 49ª pole-position da sua carreira.

O ano de Didier Pironi, contado pela mãe (parte 2)

(continuação do episódio anterior)

Duplo Milagre em Paul Ricard


Eliane Pironi fala aqui sobre a reação que existiu no inverno de 1982, quando o seu filho sobreviveu a dois fortes acidentes durante as sessões de testes no circuito francês de Paul Ricard dos quais não se feriu por muito pouco, como que a mostrar a vulnerabilidade que aqueles carros tinham, e um mau presságio para aquilo que iriam passar na temporada. Aqui, ela fala de uma discussão que teve com Marco Pichinini, um dos diretores da Ferrari, a par de Mauro Forgheri.

"No Rio, na noite antes do Grande Prémio, estavamos a jantar, eu e Didier, que acabara de ter dois grandes de pista durante testes no circuito de Paul Ricard (Gilles Villeneuve falou à imprensa, pedindo para que fossem um pouco indulgentes para com Didier, que estava atordoado por estes dois acidentes monumentais, n.d.r) e na mesa, ele abre a conversa com Picinini acerca dos perigos dos carros naquele momento - tornar-se-iam inguiáveis por causa das saias laterais:

- "Marco, você deve intervir! Não podemos continuar a trabalhar nestas condições. Você viu as minhas saídas em Paul-Ricard? Você sabe, quando descolamos daquela forma, não há nada mais a fazer. Este é o drama! Eu vivienciei dois milagres."

- "Didier, espere! Espere um minuto ..."

- "Não, Marco! Vou esperar o quê? Que eu morra?"

No dia seguinte após a corrida, quando Gilles regressou às boxes após a sua saída de pista, ele gritou para quem quisesse ouvir: "Não é possível, não podemos mais manter os carros na pista! E estes carros são lixo! Não podemos fazer mais nada!"

Imola, Zolder e a relação com Gilles



Em abril, no GP de San Marino, boicotado pelas equipas inglesas - quase todas com motor V8 da Cosworth - os Ferrari bateram-se pela vitória, com polémica à mistura, pois aparentemente, Didier Pironi não obedeceu às ordens vindas da equipa para manter a hierarquia. O francês acelerou para a vitória, enquanto que o canadiano ficou encolerizado por aquilo que considerou como uma traição. Ele decidiu cortar relações com ele, e precipitou os eventos na corrida seguinte, em Zolder.

"Mais tarde, foi o incidente de Imola, e a ira de Gilles Villeneuve. Didier não tinha sido informado e ele tinha superado - com raiva. Gilles estava furioso. O que deixou realmente fora de si é que Marco Piccinini tinha confirmado à imprensa que nenhuma ordem tinha sido dada a partir das boxes. 

Didier estava satisfeito por ter ganho o seu primeiro Grand Prix pela Ferrari. Em última análise, pode-se entender a raiva de Gilles, que estava na Ferrari há cinco anos. No entanto, desde a sua chegada, ele viu dois dos seus companheiros de equipa serem coroados como campeões: Lauda em 1977 e Scheckter em 1979. Então, se agora é o recém-chegado, Didier Pironi, que se impõe, ah, não! Ja chega! E ele então? O equilibrista, o mais espetacular, o mais amado dos adeptos... como seria injusto se a sua soberba, o seu gênio, não fossem recompensados ​​com o título, com tanto talento garantido. Mas isso eram as corridas! E assim era a vida!"

Após esta briga estúpida, Ferrari chamou Didier, que estava em Genebra, e pede, dadas as águas amargas derramadas por Gilles, que se emita um comunicado de imprensa para acalmar a situação. [...] 'Sim, claro. Eu concordo com o seu teor e eu não comentarei nada. Eu acho que ele não se deve dramatizar e tudo isso não passa mais do que um humor infantil que vai desaparecer rapidamente, como a raiva que as crianças tem.'

Mais tarde, após a morte de Gilles, e quando ele já estava no seu leito de hospital, Didier me fez confidências sobre esse período: 'É doloroso para mim de voltar a este assunto, agora que Gilles desapareceu. Mas olhando para trás, eu não mudaria nada. Minha consciência está tranquila quando penso nisso. Não tenho nada para me afrontar com, mesmo Ferrari, que não deixaria de dizer alguma coisa caso eu tivesse feito algo de errado. Mas ele nunca me fez qualquer comentário.'"

(continua amanhã)

Formula 1 2015 - Ronda 11, Bélgica (Qualificação)

Quase um mês depois da última corrida, a Formula 1 voltou à ação num dos circuitos mais tradicionais do seu calendário, Spa-Francochamps. Um dos mais desafiantes do calendário, ainda por cima situado numa região onde o estado do tempo é sempre imprevisível, tal como era o Nordschleife nos seus tempos aureos, quando Jackie Stewart o chamou de "Inferno Verde", e não sem razão.

Contudo, com o tempo a prometer céu azul, parecia que nada iria acontecer de anormal, com os do costume a monopolizarem a primeira fila da grelha. Foi isso que acabou por acontecer, mas havia outras coisas dos quais os presentes estavam preocupados. Para começar, as penalizações, que alcançaram um ponto ridículo, especialmente na McLaren, quando recebeu um conjunto de penalizações, que acumulado, rendeu em... 55 lugares. E só na sexta-feira! Isso resultava que os carros de Woking iriam largar - conforme os pontos cardeais - ou em Liége, ou no Luxemburgo, ou até na Holanda. Portanto, entre Zolder, Assen ou Nurburgring, venha o Diabo e escolha!

Para além disso, ainda havia outras penalizações, como a de Max Verstappen, que iria ser penalizado em dez lugares por mudar a caixa de velocidades, ou depois, aqueles cinco lugares que Romain Grosjean iria cumprir por causo do que fez na Hungria. Em suma, todos sabiam que a grelha de partida real seria altamente alterada na secretaria...

A qualificação começou com os pilotos a usarem pneus medios para marcar os seus primeiros tempos, sem grandes novidades, apesar de Valtteri Bottas ter começado a marcar tempos na frente dos Mercedes, antes destes se empenharem a sério para passar à Q2. Felipe Massa atrasou-se por causa de um problema elétronico, mas teve tempo para carimbar a sua passagem para a Q2. Entretanto, atrás, a McLaren penava... mesmo com as penalizações, pois não conseguia mais do que o 17º e 18º tempos, apenas na frente dos Marussia. Com estes quatro definidos, restaria saber quem seria o azarado da qualificação. E a fava calhou a... Felipe Nasr, que não conseguiu superar, por exemplo, os Toro Rosso de Max Verstappen e de Carlos Sainz Jr., ou o seu companheiro de equipa, Marcus Ericsson.

Na passagem para a Q2, os pilotos já tinham trocado os médios pelos macios, para tentar conseguir um tempo o mais acima possivel. E Hamilton, mesmo sem telemetria, conseguiu facilmente um tempo que o colocava na Q3 (1.48,024), mesmo que Rosberg tenha respondido com 1.47,955. Mas a meio - mais concretamente a oito minutos do seu final - a bandeira vermelha era mostrada na pista, a causa de uma pane no Ferrari de Kimi Raikkonen, que estava parado numa zona perigosa. O piloto finlandês afirmou que ele ficou parado por causa de uma quebra na sua caixa de velocidades, e por causa disso, ele largará apenas da 15ª posição (14ª depois da penalização de Verstappen)

Em pouco mais de cinco minutos, o Ferrari foi rebocado e a qualificação continuou. No final, para além dos Mercedes, dos Williams, dos Lotus, do Red Bull de Daniel Ricciardo, do Ferrari de Sebastian Vettel, do Toro Rosso de Carlos Sainz Jr, e do Force India de Sergio Perez. Nico Hulkenberg ficou à porta da Q3, na 11ª posição, seguido por Daniil Kvyat e do Sauber de Marcus Ericsson.

Com isso, passou-se à Q3, a fase decisiva da qualificação. E este ficou reduzido a um duelo entre Mercedes, com Hamilton a marcar tempo, para depois Rosberg reagir, mas sem grande resultado. Ambos usando os pneus macios, Hamilton concentrou-se e conseguiu levar a pole com um tempo de 1.47,197, contra o 1.47,655 do piloto alemão. Valtteri Bottas ficou com o terceiro posto, ao lado de Romain Grosjean, que não vai ocupar o quarto posto por causa da sua penalização. Esse lugar vai para o Force India de Sergio Perez.

Daniel Ricciardo foi o quinto, seguido pelo segundo Williams de Felipe Massa, equanto que Sebastian Vettel foi apenas o oitavo na grelha, não conseguindo uma excelente qualificação desta vez. Carlos Sainz Jr. fechou o "top ten".

No final, foi o costume. Tanto que já começa a ser previsível, pois Lewis Hamilton conseguiu todas as poles até agora, menos um. E aliás, agora tem 48 na sua conta pessoal, não estando muito longe das poles de Ayrton Senna. São só mais dezassete!

Contudo, e como já foi mostrado muitas vezes ao longo desta temporada - especialmente as duas últimas corridas até agora - isso não é uma vitória garantida. O facto das Mercedes terem sido superados na largada poderá significar que a corrida de amanhã terá mais emoção daquela que poderia dar. E com o tempo incerto previsto para este domingo, tudo pode ser possivel.

E para finalizar, soube-se que a McLaren iria mudar de motores neste fim de semana, dobrando a penalização para... 105 lugares. A continuar assim, parece que eles irão largar de Hockenheim ou de Silverstone. Este sistema de penalizações começa a ser ridiculo...

Youtube Motorsport Crash: O acidente de Daniel de Jong na GP2


Os campeonatos de acesso à Formula 1 parece que se estão a tornar-se numa espécie de luta para ver quem será o primeiro a matar o seu colega de equipa, pois os acidentes são sempre fortes. O melhor exemplo foi o que aconteceu esta tarde na corrida da GP2, quando Pierre Gasly e Daniel de Jong tocaram-se na zona de Stavelot, com o piloto holandês a ir direito para o muro de pneus, embatendo a alta velocidade.

Felizmente, ele está bem, mas o acidente quase fez lembrar aquele que Luciano Burti sofreu em 2001...

Youtube Rally Crash: os acidentes do Rali da Alemanha


Esta descobri nas minhas deambulações no Twitter. No World Rally Blog, Tom Stahjudar fala sobre dois incidentes que aconteceram no mesmo local, numa das classificativas do Rali da Alemanha. Os dois pilotos em questão, o francês Julien Maurin e o estónio Ott Tanak, saíram de estrada no mesmo lugar e por muito pouco não causavam um acidente grave.

A razão? Os espectadores mal colocados naquela área. Se forem ver nos videos, eles estão na curva, vulneráveis ao despiste de algum carro que falhe o guard-rail que está ali colocado.

Ele afirma que este problema é mais do que suficiente para correr o rali do calendário do ano que vêm por causa destas falhas de segurança. É verdade que aquilo que se vê não é bom para o negócio e que a sorte contribuiu bastante para que isto não acabasse mal. 

Veremos como será nos próximos dias, mas isto foi definitivamente uma "bandeira vermelha". Eis os videos.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A imagem do dia (II)

A Ferrari comemora este fim de semana na Bélgica o seu 900º Grande Prémio. Pelos vistos, vai ser uma comemoração mais discreta do que tinham há cinco anos, quando correram a prova numero 800, pois esta placa vai ser na frente do carro, quando em 2010 meteram na barbatana do bólido...

A foto é do lendário Ercole Colombo.