domingo, 27 de setembro de 2015
Formula 1 em Cartoons - Japão (Pilotoons)
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Formula 1 2015 - Ronda 14, Japão (Corrida)
Depois dos feitos de ontem, na qualificação, esperava-se que o dia de hoje, em mais um dos circuitos clássicos do automobilismo, foi um pouco como tem acontecido ao longo desta temporada: um passeio dos Flechas de Prata, com algumas intermitências por parte da Ferrari e quem sabe, da Red Bull e da Williams. E provávelmente saber se Nico Rosberg conseguiria encolher a diferença para Lewis Hamilton e o impedir de alcançar a vitória numero 41 da sua carreira. E claro, se Sebastian Vettel iria ser mais uma vez "o melhor dos outros".
Com Daniil Kvyat a largar das boxes - o carro foi reconstruido de propósito para a corrida - a Formula 1 preparava-se para mais uma corrida que iria ser vista muito cedo em paragens europeias. Para além disso, Jenson Button era o único que largava com pneus duros, enquanto o resto andava com pneus médios, numa corrida com tempo nublado, mas com pista seca, e onde poderia haver entre duas e três paragens para trocar de pneus.
Na partida, Hamilton conseguiu ser mais veloz do que Rosberg, com o alemão a cair para quarto quando o inglês o apertou. Atrás, Felipe Massa e Daniel Ricciardo tocaram-se e atrasaram-se. Ao mesmo tempo, Sergio Perez também tocou no carro de Massa, despistou-se e acabou na gravilha. Voltou à pista, mas também bem atrasado. No final da primeira volta, o inglês tinha uma vantagem de 1,6 segundos sobre Kimi Raikkonen, que conseguiu passar Sebastian Vettel. Massa e Ricciardo chegaram às boxes, mas com quase uma volta de atraso, e o brasileiro da Williams ainda teve de trocar de nariz por causa dos estragos que sofreu enquanto levava o carro até lá.
Nas voltas seguintes, Hamilton afastava-se do resto do pelotão, enquanto que Rosberg tinha de ter uma trajetória diferente para arrefecer o motor, que começava a aquecer demasiado, demasiadamente cedo. A partir da volta dez, com Alonso, começaram a primeira janela de paragens nas boxes, do qual o pelotão seguiu. E na volta 12, Hamilton liderava com sete segundos de vantagem, enquanto que o motor de Rosberg ficou frio o suficiente para poder atacar Valtteri Bottas. Sebastian Vettel vai às boxes na volta 14, numa altura em que apenas os Mercedes não tinham parado. Nico Rosberg parou na volta 16, enquanto que Hamilton parou na volta seguinte, mantendo a liderança.
Por esta altura, o inglês estava bem na frente, sem problemas em relação a Vettel e Bottas, pois ele conseguiu afastar-se o suficiente para fazer uma corrida tranquila. Atrás, Nico Rosberg passou o piloto da Williams na volta 18, conseguindo ficar com o terceiro posto.
A partir dali, não houve grande coisa em termos de lutas na pista, excepto a pela décima posição entre Alonso, o Red Bull de Kvyat e o Toro Rosso de Max Verstappen. O russo acabou por ir às boxes na volta 22, deixando ambos mais aliviados.
A seguir, Alonso aguentava os ataques do junior Verstappen, parecendo que o McLaren não era assim tão mau quanto se pensava. O holandês passou na volta 26, com o espanhol a queixar-se de que tinha "motores de GP2". Podia ter razão, mas dizer isso quando o presidente da Honda está no circuito para ver a corrida, o embaraço é bem grande...
Na volta 30, altura em que começou a segunda ronda de trocas de pneus, Kimi conseguiu passar Bottas para o quarto posto, numa altura em que Vettel passou pelas boxes, e na saída, foi passado por Rosberg. Nessa mesma altura, Hamilton tinha problemas com os seus pneus, mas demorou um pouco até fazer a troca.
A parte final da corrida não foi emocionante nos lugares da frente, apesar de Vettel se aproximar de Rosberg para o segundo posto. O alemão da Ferrari pensava que os carros da Mercedes iriam parar para trocar de pneus, mas provavelmente eles iriam correr até ao fim, enquanto que na Toro Rosso, Verstappen tinha apanhado Sainz Jr para os últimos lugares pontuáveis. O holandês passou-o na volta 46, ficando com o nono posto.
E até à meta, Hamilton cumpriu o que tinha a fazer, de modo burocrático. conseguiu uma vantagem de 16 segundos sobre o seu companheiro de equipa, fazendo mais uma dobradinha para a casa de Brackley, com Sebastian Vettel a ficar com o lugar mais baixo do pódio, na frente de Kimi Raikkonen, Valtteri Bottas, Nico Hulkenberg, os Lotus de Romain Grosjean e Pastor Maldonado (quem diria, os dois carros a chegarem ao fim... e nos pontos!) e os Toro Rosso de Max Verstappen e Calos Sainz Jr.
Sabia-se que a normalidade iria voltar ao pelotão da Formula 1, mas o impacto dessa normalidade foi tão grande que muitos se deverão ter questionado porque é que se levantaram tão cedo. Talvez a Formula 1 esteja acima de tudo...
Na partida, Hamilton conseguiu ser mais veloz do que Rosberg, com o alemão a cair para quarto quando o inglês o apertou. Atrás, Felipe Massa e Daniel Ricciardo tocaram-se e atrasaram-se. Ao mesmo tempo, Sergio Perez também tocou no carro de Massa, despistou-se e acabou na gravilha. Voltou à pista, mas também bem atrasado. No final da primeira volta, o inglês tinha uma vantagem de 1,6 segundos sobre Kimi Raikkonen, que conseguiu passar Sebastian Vettel. Massa e Ricciardo chegaram às boxes, mas com quase uma volta de atraso, e o brasileiro da Williams ainda teve de trocar de nariz por causa dos estragos que sofreu enquanto levava o carro até lá.
Nas voltas seguintes, Hamilton afastava-se do resto do pelotão, enquanto que Rosberg tinha de ter uma trajetória diferente para arrefecer o motor, que começava a aquecer demasiado, demasiadamente cedo. A partir da volta dez, com Alonso, começaram a primeira janela de paragens nas boxes, do qual o pelotão seguiu. E na volta 12, Hamilton liderava com sete segundos de vantagem, enquanto que o motor de Rosberg ficou frio o suficiente para poder atacar Valtteri Bottas. Sebastian Vettel vai às boxes na volta 14, numa altura em que apenas os Mercedes não tinham parado. Nico Rosberg parou na volta 16, enquanto que Hamilton parou na volta seguinte, mantendo a liderança.
Por esta altura, o inglês estava bem na frente, sem problemas em relação a Vettel e Bottas, pois ele conseguiu afastar-se o suficiente para fazer uma corrida tranquila. Atrás, Nico Rosberg passou o piloto da Williams na volta 18, conseguindo ficar com o terceiro posto.
A partir dali, não houve grande coisa em termos de lutas na pista, excepto a pela décima posição entre Alonso, o Red Bull de Kvyat e o Toro Rosso de Max Verstappen. O russo acabou por ir às boxes na volta 22, deixando ambos mais aliviados.
A seguir, Alonso aguentava os ataques do junior Verstappen, parecendo que o McLaren não era assim tão mau quanto se pensava. O holandês passou na volta 26, com o espanhol a queixar-se de que tinha "motores de GP2". Podia ter razão, mas dizer isso quando o presidente da Honda está no circuito para ver a corrida, o embaraço é bem grande...
Na volta 30, altura em que começou a segunda ronda de trocas de pneus, Kimi conseguiu passar Bottas para o quarto posto, numa altura em que Vettel passou pelas boxes, e na saída, foi passado por Rosberg. Nessa mesma altura, Hamilton tinha problemas com os seus pneus, mas demorou um pouco até fazer a troca.
A parte final da corrida não foi emocionante nos lugares da frente, apesar de Vettel se aproximar de Rosberg para o segundo posto. O alemão da Ferrari pensava que os carros da Mercedes iriam parar para trocar de pneus, mas provavelmente eles iriam correr até ao fim, enquanto que na Toro Rosso, Verstappen tinha apanhado Sainz Jr para os últimos lugares pontuáveis. O holandês passou-o na volta 46, ficando com o nono posto.
E até à meta, Hamilton cumpriu o que tinha a fazer, de modo burocrático. conseguiu uma vantagem de 16 segundos sobre o seu companheiro de equipa, fazendo mais uma dobradinha para a casa de Brackley, com Sebastian Vettel a ficar com o lugar mais baixo do pódio, na frente de Kimi Raikkonen, Valtteri Bottas, Nico Hulkenberg, os Lotus de Romain Grosjean e Pastor Maldonado (quem diria, os dois carros a chegarem ao fim... e nos pontos!) e os Toro Rosso de Max Verstappen e Calos Sainz Jr.
Sabia-se que a normalidade iria voltar ao pelotão da Formula 1, mas o impacto dessa normalidade foi tão grande que muitos se deverão ter questionado porque é que se levantaram tão cedo. Talvez a Formula 1 esteja acima de tudo...
sábado, 26 de setembro de 2015
As imagens do dia
Este fim de semana tenho na minha terra a exposição "Leiria Sobre Rodas", onde se expões mais de 500 automóveis, entre antigos e modernos, competitivos ou do dia-a-dia, de vários períodos de tempos, desde o final do século XIX (a Mercedes trouxe uma réplica do Patent Wagen de 1886) até aos dias de hoje.
E lá havia um pouco de tudo: cheguei numa altura em que algumas "grid-girls" se expunham num concessionário da Mercedes (o carro de Formula 1 estava dentro do estádio), mas depois vi muitas obras primas, fossem eles com duas ou quatro rodas. Escolhi algumas dignas de serem mostradas, e podem ver o resto no meu álbum do Facebook, se quiserem.
Amanhã fechará a exposição com um desfile pela cidade. Vou tentar trazer fotos da ocasião.
Formula 1 2015 - Ronda 14, Japão (Qualificação)
Agora estamos numa fase em que todos os adeptos de Formula 1 gostam, que é o de ter uma corrida por semana, para sempre pensarmos no automobilismo. Depois da passagem pela cidade-estado de Singapura, onde assistimos a algo fora do vulgar, com a Mercedes sem vencer e fora do pódio - a favor da Ferrari e da Red Bull - agora estávamos em mais um clássico circuito do automobilismo que é Suzuka, palco do GP do Japão.
É verdade que as coisas começaram a aquecer um pouco em termos de campeonato, mas as expectativas em relação à grelha neste Grande Prémio seria um "regresso ao normal" com os Mercedes provavelmente a monopolizar a grelha de partida, mas provavelmente com a Ferrari a aproximar-se mais um pouco dos homens de Brackley, aproveitando o embalo da corrida anterior. Contudo, a qualificação - que foi feito debaixo de um tempo completamente diferente de sexta-feira - revelou algo que já tínhamos visto em outras corridas. A "revolução" durou apenas uma corrida, mas com uma troca: Nico Rosberg foi o poleman, seguido por Lewis Hamilton.
A Q1 em Suzuka começou com os pilotos a usarem os compostos duros, provavelmente para marcar um tempo que lhes permita ter chances para a segunda parte, mas cedo começaram os incidentes: primeiro, Carlos Sainz Jr, e depois Marcus Ericsson, que se despistou na Spoon, mas voltou à pista, espalhando um pouco de sujidade. E na parte final, mais um incidente antecipou o final da Q1, quando Max Verstappen saiu no gancho, deixando o carro na gravilha e prejudicando as voltas dos outros pilotos.
Resultado final: para além dos Manor de Alexander Rossi e Will Stevens, ficaram também os Sauber de Felipe Nasr e Marcus Ericsson, bem como o McLaren de Jenson Button, uma pequena humilhação para quem corre "em casa". Mas também pode já estar a pensar na boa vida da Endurance... contudo, alguns pilotos iriam beneficiar de penalizações, especialmente de Verstappen Jr, que iria ter três posições de penalização por ter agido fora das normas de segurança por alturas do seu despiste.
Na Q2, a Mercedes abriu as hostilidades, especialmente Nico Rosberg, que marcaram logo o tempo necessário para seguir em frente, enquanto que os outros só apareceram na segunda parte da qualificação. Andando com pneus médios, os Ferrari também marcaram tempo, com Kimi Raikkonen a ser melhor do que Sebastian Vettel, mas o suficiente para passarem. Na parte final, o grande destaque fora Fernando Alonso, que quase esperou até ao fim para marcar um tempo suficientemente veloz para tentar a sua sorte e passar para a Q3. Não deu.
E se não deu para Alonso, deu para os Mercedes, Ferrari, Williams, Red Bull, o Lotus de Romain Grosjean e o Force India de Sergio Perez. Quem ficou à porta dos pontos foi Carlos Sainz Jr, no seu Toro Rosso, com o 11º tempo, enquanto que Nico Hulkenberg ainda tinha de pagar o preço pelo incidente na corrida anterior, sendo penalizado em três lugares. Fernando Alonso, claro, ficou de fora, bem como Pastor Maldonado.
A Q3 foi como na Q2: Nico Rosberg abriu as hostilidades, com Lewis Hamilton a tentar responder, sem grande sucesso. O terceiro lugar foi uma luta entre o Red Bull de Daniil Kvyat e os Williams de Felipe Massa e Valtteri Bottas, com os Williams a conseguirem ser mais potentes do que o Red Bull, mas o russo não baixava os braços.
E foi por causa disso que a sessão acabou a um minuto do final da qualificação. Kvyat, o piloto russo da Red Bull tentava uma volta rápida quando perdeu o controlo do seu carro na Curva 10, destruindo o seu carro, mas sem consequências para o piloto. O russo de 21 anos cometeu um erro na curva 10, deixou o seu Red Bull ir à relva e despistou-se, batendo violentamente nos rails, capotando de seguida. Imóvel por uns momentos no carro, saiu pelo seu pé e comunicou quase de imediato com as boxes. Horner disse que é altamente provável que irá trocar de carro para a corrida de amanhã.
A organização decidiu antecipar o final da qualificação e assim sendo, Nico Rosberg conseguiu a sua segunda pole-position do ano, deixando o seu companheiro de equipa Lewis Hamilton no segundo posto, na frente de Valtteri Bottas e Sebastian Vettel, que ficaram na segunda fila da grelha para amanhã. Já Daniil Kvyat ficou com o décimo tempo.
No final este "regresso ao normal" foi apenas relativo, dado que não foi Lewis Hamilton o primeiro na grelha. Mas ele será o primeiro candidato ao lugar mais alto do pódio desde que largue melhor do que o seu companheiro de equipa, e isso ele tem tudo para o fazer. Só resta é ver se esta corrida não será um longo bocejo.
A Q1 em Suzuka começou com os pilotos a usarem os compostos duros, provavelmente para marcar um tempo que lhes permita ter chances para a segunda parte, mas cedo começaram os incidentes: primeiro, Carlos Sainz Jr, e depois Marcus Ericsson, que se despistou na Spoon, mas voltou à pista, espalhando um pouco de sujidade. E na parte final, mais um incidente antecipou o final da Q1, quando Max Verstappen saiu no gancho, deixando o carro na gravilha e prejudicando as voltas dos outros pilotos.
Resultado final: para além dos Manor de Alexander Rossi e Will Stevens, ficaram também os Sauber de Felipe Nasr e Marcus Ericsson, bem como o McLaren de Jenson Button, uma pequena humilhação para quem corre "em casa". Mas também pode já estar a pensar na boa vida da Endurance... contudo, alguns pilotos iriam beneficiar de penalizações, especialmente de Verstappen Jr, que iria ter três posições de penalização por ter agido fora das normas de segurança por alturas do seu despiste.
Na Q2, a Mercedes abriu as hostilidades, especialmente Nico Rosberg, que marcaram logo o tempo necessário para seguir em frente, enquanto que os outros só apareceram na segunda parte da qualificação. Andando com pneus médios, os Ferrari também marcaram tempo, com Kimi Raikkonen a ser melhor do que Sebastian Vettel, mas o suficiente para passarem. Na parte final, o grande destaque fora Fernando Alonso, que quase esperou até ao fim para marcar um tempo suficientemente veloz para tentar a sua sorte e passar para a Q3. Não deu.
E se não deu para Alonso, deu para os Mercedes, Ferrari, Williams, Red Bull, o Lotus de Romain Grosjean e o Force India de Sergio Perez. Quem ficou à porta dos pontos foi Carlos Sainz Jr, no seu Toro Rosso, com o 11º tempo, enquanto que Nico Hulkenberg ainda tinha de pagar o preço pelo incidente na corrida anterior, sendo penalizado em três lugares. Fernando Alonso, claro, ficou de fora, bem como Pastor Maldonado.
A Q3 foi como na Q2: Nico Rosberg abriu as hostilidades, com Lewis Hamilton a tentar responder, sem grande sucesso. O terceiro lugar foi uma luta entre o Red Bull de Daniil Kvyat e os Williams de Felipe Massa e Valtteri Bottas, com os Williams a conseguirem ser mais potentes do que o Red Bull, mas o russo não baixava os braços.
E foi por causa disso que a sessão acabou a um minuto do final da qualificação. Kvyat, o piloto russo da Red Bull tentava uma volta rápida quando perdeu o controlo do seu carro na Curva 10, destruindo o seu carro, mas sem consequências para o piloto. O russo de 21 anos cometeu um erro na curva 10, deixou o seu Red Bull ir à relva e despistou-se, batendo violentamente nos rails, capotando de seguida. Imóvel por uns momentos no carro, saiu pelo seu pé e comunicou quase de imediato com as boxes. Horner disse que é altamente provável que irá trocar de carro para a corrida de amanhã.
A organização decidiu antecipar o final da qualificação e assim sendo, Nico Rosberg conseguiu a sua segunda pole-position do ano, deixando o seu companheiro de equipa Lewis Hamilton no segundo posto, na frente de Valtteri Bottas e Sebastian Vettel, que ficaram na segunda fila da grelha para amanhã. Já Daniil Kvyat ficou com o décimo tempo.
No final este "regresso ao normal" foi apenas relativo, dado que não foi Lewis Hamilton o primeiro na grelha. Mas ele será o primeiro candidato ao lugar mais alto do pódio desde que largue melhor do que o seu companheiro de equipa, e isso ele tem tudo para o fazer. Só resta é ver se esta corrida não será um longo bocejo.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
A imagem do dia
Fernando Alonso, em jubilo, nas boxes da Renault, após o GP do Brasil de 2005, numa foto tirada por Paul-Henri Cahier. Parecendo que não, passam hoje exatamente dez anos sobre o primeiro campeonato do piloto espanhol na Formula 1, a bordo de uma Renault que era mesmo bom. Aos 24 anos de idade, Alonso batia no Brasil um recorde pertencente a um brasileiro, Emerson Fittipaldi, um recorde que durava há 33 anos, que era o do mais jovem campeão do mundo. Desde então, esse recorde já não lhe pertence, pois passou para as mãos de um alemão, Sebastian Vettel, que em 2010 fez o mesmo feito aos 23 anos de idade.
Quem assistiu à temporada do piloto espanhol, sabia-se que tinha o potencial para ser campeão do mundo, mesmo quando se estreou com uns imberbes 19 anos, em 2001, ao volante de uma Minardi. Quando se sentou num Renault, em 2003, havia uma expectativa para saber o que faria um piloto tão jovem de um país sem grande expressão na Formula 1. Antes dele, a referência automobilística estava nos ralis, com Carlos Sainz, bicampeão mundial em 1990 e 1992.
Nessa temporada de 2003, começou a surpreender logo nas primeira corridas, ao ser o poleman na Malásia, e a meio do ano, a ser o piloto mais novo de sempre a vencer um Grande Prémio, na Hungria (curiosamente, outro recorde de precocidade batido por Vettel...) e foi em 2005 que ele explodiu, vencendo oito corridas e acabando como campeão, para grande jubilo de Espanha e das Astúrias, a sua região natal. Depois repetiria o feito no ano seguinte, sendo o bicampeão mais novo de sempre... mais um recorde que Sebastian Vettel iria arrebatar mais tarde, em 2011.
Dez anos depois, fica-se com a sensação de que, noutra altura, seria um dos melhores pilotos de sempre. Contudo, o que se verifica é que é o primeiro de uma série de pilotos que nos deram uma geração de ouro no automobilismo. Pois depois dele vieram Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, pilotos dos quais ele embateu em frente... e perdeu. Mesmo na Ferrari, foi o maior rival de Sebastian Vettel na era dominadora da Red Bull, e foi derrotado por muito pouco em 2010 e 2012. Agora, na McLaren, pena por ter um mau carro e está a passar pela pior temporada de sempre desde os seus tempos na Minardi, há quase 15 anos.
Resta saber se este vai ser o final da sua carreira ou tirará algum coelho da cartola com o carro que tem, num futuro próximo. Veremos. Mas até lá, é bom recordar aquele que um grande momento da sua carreira.
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As imagens do dia
Não vai passar um ano - isso só acontecerá a 5 de outubro - mas passa um ano desde o último GP do Japão, e todos se recordam de Jules Bianchi. O pai, Philippe, está em Suzuka, onde falou que tenciona criar uma fundação com o nome do seu filho.
"É um momento difícil porque marca também um ano que Jules teve o acidente, então esta não será uma boa semana para a família Bianchi. Todos nós sentimos muito a falta de Jules, seus amigos e fãs também, por isso continua sendo um momento delicado", contou.
Contudo, os fãs já começaram a fazer as homenagens ao piloto, que sofreu o seu acidente fatal na volta 43 do Grande Prémio do ano passado, na Curva Dunlop. Bianchi viria a morrer nove meses depois, a 17 de julho deste ano, mas nunca voltou a acordar do estado de coma que se tinha mergulhado desde então.
E sobre o acidente, a organização aprendeu a lição: novo sistema de drenagem, uma grua atrás das barreiras de proteção e a corrida começará pelas 14 horas locais, e não às 15, como acontecia até agora. Ou seja, vamos acordar pelas cinco da manhã para vermos a corrida...
Mas mesmo assim, creio que aquele acidente poderia ter sido evitado.
Formula 1 em Cartoons - Japão 1990 (Pilotoons)
O fim de semana japonês é sempre uma excelente opotunidade de lembrar o passado, e neste caso, o Bruno Mantovani lembru mais uma vez os eventos de 1990, onde Ayrton Senna empurrou Alain Prost para o lado depois de Jean-Marie Balestre lhe ter "tirado o tapete" por causa do lugar na grelha...
Mas também é o momento em que Nelson Piquet e Roberto Moreno foram ao pódio, na primeira dobradinha da história da Benetton, num pódio emocional por parte dos dois, amigos de infância desde os tempos de Brasilia. E claro (não está ali, mas é bom assinalar) também foi a primeira vez que tivemos um japonês no pódio de um Formula 1, graças a Aguri Suzuki.
GP Memória - Brasil 2005
Duas semanas após a corrida belga, a caravana da Formula 1 atravessava o Atlântico para correr em terras brasileiras. A três corridas do fim, o campeonato chegava a uma altura decisiva, e parecia que Fernando Alonso iria ser o campeão do mundo, dado o avanço que já tinha sobre os McLaren de Juan Pablo Montoya e Kimi Raikkonen.
Mas para que isso acontecesse, Alonso teria de ficar na frente de Kimi numa diferença que fosse superior a 18 pontos. Ao chegar a Interlagos, a diferença entre ambos era de 25 pontos, logo, bastava a Alonso pontuar mesmo atrás dele, em caso de vitória do finlandês, para ele comemorar um inédito campeonato para a Espanha.
Já se sabia que a grelha iria ser modificada, por causa da penalização de dez lugares que Takuma Sato iria levar por causa da colisão na traseira de Michael Schumacher durante a corrida anterior, na Bélgica. Assim sendo, o piloto japonês nem saiu para a pista marcar um tempo. A mesma coisa fez Robert Doornbos, com o seu Minardi.
No final da qualificação, Fernando Alonso tinha sido o melhor, seguido pelo McLaren-Mercedes de Juan Pablo Montoya, enquanto que a segunda fila tinha o segundo Renault de Giancarlo Fisichella e o BAR-Honda de Jenson Button. Na terceira fila estavam Kimi Raikkonen e o Red Bull de Christian Klien, enquanto que na quarta estavam o Ferrari de Michael Schumacher e o Toyota de Jarno Trulli. E a fechar o "top ten" estavam o Sauber de Felipe Massa e o Ferrari de Rubens Barrichello.
Tempos depois, a Toyota trocou o motor de Jarno Trulli e com isso, foi penalizado em dez lugares. Assim sendo, o décimo posto ficou para o segundo Toyota de Ralf Schumacher.
A corrida começou com Alonso na frente dos dois McLarens, posição onde ficou até à terceira volta, altura em que Juan Pablo Montoya passou o piloto espanhol, ficando com o comando. Entretanto, David Coultjard e António Pizzonia terminavam mais cedo as suas corridas após uma colisão um com o outro. Mark Webber foi outro piloto que ficou envolvido no acidente e foi para as boxes, onde só saiu para correr passadas... vinte voltas, não ficando classificado. A razão era simples: fazer voltas suficientes para ficar com o quarto posto na ordem de qualificação para a corrida seguinte, em Suzuka.
Na frente, Montoya afastava-se de Alonso, enquanto que era assediado por Raikkonen, que só o passou na volta 23, ficando com o segundo lugar. Mas por essa altura, o colombiano já se tinha distanciado suficiente para ficar com o primeiro posto, e o finlandês só passou pelo comando nas vezes em que o seu companheiro de equipa ia às boxes. Mesmo assim, aproximou-se o suficiente para o ameaçar nas voltas finais, contudo, sem incomodar a dobradinha que ali vinha.
Quanto a Alonso, rodou isolado no terceiro posto, apesar da tática de Michael Schumacher de o apanhar e ficar com um lugar no pódio. Apesar de ter feito menos uma paragens nas boxes do que a concorrência, não chegou o suficiente para o apanhar.
No final, Montoya vencia pela terceira vez na temporada, fazendo uma boa segunda parte do campeonato, na frente de Raikkonen, mas quando Fernando Alonso corotu a meta no terceiro posto, a festa foi da Renault, com o piloto espanhol a ser o primeiro do seu país a ser campeão de Formula 1, e o mais novo de sempre, ao sê-lo aos 24 anos e 95 dias. Michael Schumacher foi o quarto, na frente do segundo Renault de Giancarlo Fisichella, do segundo Ferrari de Rubens Barrichello, do BAR-Honda de Jenson Button e do Toyota de Ralf Schumacher.
A corrida começou com Alonso na frente dos dois McLarens, posição onde ficou até à terceira volta, altura em que Juan Pablo Montoya passou o piloto espanhol, ficando com o comando. Entretanto, David Coultjard e António Pizzonia terminavam mais cedo as suas corridas após uma colisão um com o outro. Mark Webber foi outro piloto que ficou envolvido no acidente e foi para as boxes, onde só saiu para correr passadas... vinte voltas, não ficando classificado. A razão era simples: fazer voltas suficientes para ficar com o quarto posto na ordem de qualificação para a corrida seguinte, em Suzuka.
Na frente, Montoya afastava-se de Alonso, enquanto que era assediado por Raikkonen, que só o passou na volta 23, ficando com o segundo lugar. Mas por essa altura, o colombiano já se tinha distanciado suficiente para ficar com o primeiro posto, e o finlandês só passou pelo comando nas vezes em que o seu companheiro de equipa ia às boxes. Mesmo assim, aproximou-se o suficiente para o ameaçar nas voltas finais, contudo, sem incomodar a dobradinha que ali vinha.
Quanto a Alonso, rodou isolado no terceiro posto, apesar da tática de Michael Schumacher de o apanhar e ficar com um lugar no pódio. Apesar de ter feito menos uma paragens nas boxes do que a concorrência, não chegou o suficiente para o apanhar.
No final, Montoya vencia pela terceira vez na temporada, fazendo uma boa segunda parte do campeonato, na frente de Raikkonen, mas quando Fernando Alonso corotu a meta no terceiro posto, a festa foi da Renault, com o piloto espanhol a ser o primeiro do seu país a ser campeão de Formula 1, e o mais novo de sempre, ao sê-lo aos 24 anos e 95 dias. Michael Schumacher foi o quarto, na frente do segundo Renault de Giancarlo Fisichella, do segundo Ferrari de Rubens Barrichello, do BAR-Honda de Jenson Button e do Toyota de Ralf Schumacher.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015
A imagem do dia
Mika Hakkinen durante o fim de semana do GP dos Estados Unidos, no ano 2000, numa foto tirada por Paul-Henri Cahier. Há precisamente 15 anos, quando a Formula 1 comemorava o regresso a paragens americanas - ainda por cima numa das catedrais do automobilismo - o piloto finlandês teve o momento decisivo que rendeu o título mundial ao seu maior rival, Michael Schumacher. O motor rebentado na volta 25 praticamente pavimentou o caminho para que o piloto alemão conquistasse o terceiro título mundial e o primeiro da Ferrari desde 1979.
Para o finlandês, foi o final frustrante de uma temporada épica. Ele começou bem mal, com dois abandonos nas duas primeiras corridas do ano, chegando a ter uma desvantagem de 24 pontos sobre o alemão. Parecia ser irrecuperável, mas a partir da sua primeira vitória, em Barcelona, o finlandês parecia recuperar alguma coisa, mas pouco. No final do GP do Canadá, só tinha recuperado seis pontos, e estava chegar a meio da temporada. Mas depois, três abandonos consecutivos do piloto alemão foram aproveitados pelo finlandês para conseguir 22 pontos, contra zero do outro lado, e chegou a ter uma vantagem de seis pontos, após o GP da Bélgica, onde fez uma ultrapassagem épica sobre o seu maior rival na travagem para Les Combes.
Depois daquela recuperação na pontuação, parecia que Mika poderia estar a caminho de um terceiro título mundial, e a Ferrari tinha de reagir. Fê-lo em Monza, com Schumacher a vencer, mas Hakkinen controlou os prejuízos. Contudo, a margem de manobra sempre foi curta e não poderia falhar, sob pena de acabar as suas chances de título. E este voou naquele dia, em Indianápolis, porque ficou com uma desvantagem de oito pontos, dificilmente recuperável.
E foi o que aconteceu, e naquele dia, parecia que por fim, os azares tinham mudado de lado. O que a Formula 1 não tinha visto na altura é que isto simbolizava o final de uma era e o começo de outra.
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Formula 1 em Cartoons - O azar da Red Bull (Cire Box)
É certo e sabido que a Red Bull desejava - e conseguiu - livrar-se da Renault, e namorava a Volkswagen para ver se eles ficavam com o lugar, mas parece que, caso o acordo for para a frente, ele vai acontecer na pior altura possivel...
MATESCHITZ: "Já não aguento mais este motor Renault de m***@"
O que mais queria era uma parceria com um gigante da industria automóvel e que honraria o compromisso de fornecer os motores... Volkswagen por exemplo!
Mmh... contudo... não deverá ser uma boa ideia de momento."
E agora, Grupo Volkswagen?
O ano de 2015 vai ser inesquecível para Martin Winterkorn. Em abril, após algum tempo de luta pelo poder, conseguiu superar Ferdinand Piech e convencer o Conselho de Administração que ele seria o homem adequado para o lugar e ficar ao comando de um dos mais poderosos grupos de automóveis do mundo, um grupo que em marcas como Porsche, Audi, Lamborghini, Bugatti, Skoda, Seat, entre outros. Agora, quatro meses depois, o escândalo das emissões de gases dos carros Diesel nos Estados Unidos fez mergulhar o preço as ações em 25 por cento... num só dia, e ele foi obrigado a demitir-se esta quarta-feira.
“Estou chocado com os acontecimentos dos últimos dias. Acima de tudo, estou espantado que uma conduta imprópria desta dimensão tenha sido possível no Grupo Volkswagen. Como presidente-executivo, assumo a responsabilidade pelas irregularidades que foram encontradas nos motores diesel e já pedi ao Conselho de Supervisão que chegue a um acordo com vista à cessação das minhas funções. Esta decisão é tomada para defender os interesses da empresa, ainda que eu próprio não tenha qualquer conhecimento acerca desta conduta imprópria”, disse Winterkorn na sua comunicação.
“O processo de clarificação e transparência irá continuar pois essa será a única forma de reconquistar a confiança. Estou convencido de que o Grupo Volkswagen e a sua equipa irão ultrapassar esta crise grave”, concluiu.
Todos já devem ter lido o escândalo e a razão pelo qual aconteceu: um estudo feito pela Universidade de Virginia para testar a qualidade dos motores Diesel mostrou que os níveis de poluição dos automóveis da marca de Wolfsburgo eram 40 vezes maiores dos indicados pelos testes. Verificou-se depois que a marca "aldrabava" os motores durante os testes com a EPA americana graças a um dispositivo eletrónico instalado nos motores, que fazia com que emitissem gases da maneira como queriam, e depois publicitavam os carros como sendo "limpos". Todos sabemos agora que não eram.
Para além desta mentira - que lançou uma sombra sobre todas as marcas de automóveis um pouco por todo o mundo - a marca alemã arrisca agora a ser processada criminalmente pelo Departamento de Justiça americano e a multa poderá elevar-se até 15 mil milhões de dólares. Mais ou menos aquilo que perdeu na segunda feira em termos de capitalização bolsista...
Contudo, o que interessa saber por estas bandas é o seu futuro desportivo. O Grupo Volkswagen está fortemente implantado no desporto, graças à própria Volkswagen (WRC), a Porsche (Endurance), a Audi (Endurance, DTM e Formula E), a Skoda (ERC) e a Seat (TCR e Copa Leon). É certo e sabido que o grupo nunca entrou na Formula 1 por causa da repulsa pessoal por parte de Ferdinand Piech (sobrinho-neto de Ferdinand Porsche), mas parecia que com Winterkorn ao comando, esse tabu poderia ter sido quebrado, com o possível envolvimento da Audi.
Aliás, a marca de Inglostadt tem um plano ambicioso - e faseado - para entrar na categoria máxima do automobilismo, com um investimento que poderia custar cerca de 200 milhões de euros. Para isso contrataram no final de 2014 o engenheiro Stefano Domenicalli, ex-diretor da Ferrari, e o passo seguinte poderia ser a compra da Red Bull - os rumores circulam há várias semanas - mas para isso tudo ainda falta a luz verde da administração para que o projeto avance. Provavelmente, Winternkorn seria um dos que aprovaria o projeto, agora que Piech estava fora de cena, mas agora sem ele, provavelmente poderão ter perdido o seu maior aliado.
Mas o escândalo está ainda no seu inicio. É que isto tudo tem um efeito-dominó: as acções caíram, e rolaram cabeças na administração, e estes são os factos até agora. Mas mais poderão via a caminho, como o relatório e contas da empresa. Com a reputação destruida - pelo menos nos Estados Unidos - na Europa, as pessoas começarão a recuar e as vendas vão-se ressentir. Os prejuízos vão se sentir sobretudo em 2016, e todos os projetos desportivos estão agora em duvida. Ainda não se vê uma debandada como se viu com a Honda e a Toyota em 2008-09, mas teme-se isso nessas modalidades acima referidas.
A grande ironia é que nenhuma delas... está na Formula 1, mas outras modalidades poderão sentir fortemente o seu impacto. A categoria LMP1 da Endurance (WEC) têm duas das quatro marcas do Grupo Volkswagen, e apesar da sua autonomia, desconhece-se quanto é que há em termos de transferências entre marcas do mesmo grupo em relação aos projetos desportivos. E esse é o problema: será que vão cumprir com os seus compromissos?
Como disse acima, está tudo no incio. Os meses que se seguirão mostrarão se isto é controlável ou poderá ser a ponta do "iceberg", capaz de abalar os alicerces da industria automóvel, ainda por cima, um dos maiores grupos do mundo.
Todos já devem ter lido o escândalo e a razão pelo qual aconteceu: um estudo feito pela Universidade de Virginia para testar a qualidade dos motores Diesel mostrou que os níveis de poluição dos automóveis da marca de Wolfsburgo eram 40 vezes maiores dos indicados pelos testes. Verificou-se depois que a marca "aldrabava" os motores durante os testes com a EPA americana graças a um dispositivo eletrónico instalado nos motores, que fazia com que emitissem gases da maneira como queriam, e depois publicitavam os carros como sendo "limpos". Todos sabemos agora que não eram.
Para além desta mentira - que lançou uma sombra sobre todas as marcas de automóveis um pouco por todo o mundo - a marca alemã arrisca agora a ser processada criminalmente pelo Departamento de Justiça americano e a multa poderá elevar-se até 15 mil milhões de dólares. Mais ou menos aquilo que perdeu na segunda feira em termos de capitalização bolsista...
Contudo, o que interessa saber por estas bandas é o seu futuro desportivo. O Grupo Volkswagen está fortemente implantado no desporto, graças à própria Volkswagen (WRC), a Porsche (Endurance), a Audi (Endurance, DTM e Formula E), a Skoda (ERC) e a Seat (TCR e Copa Leon). É certo e sabido que o grupo nunca entrou na Formula 1 por causa da repulsa pessoal por parte de Ferdinand Piech (sobrinho-neto de Ferdinand Porsche), mas parecia que com Winterkorn ao comando, esse tabu poderia ter sido quebrado, com o possível envolvimento da Audi.
Aliás, a marca de Inglostadt tem um plano ambicioso - e faseado - para entrar na categoria máxima do automobilismo, com um investimento que poderia custar cerca de 200 milhões de euros. Para isso contrataram no final de 2014 o engenheiro Stefano Domenicalli, ex-diretor da Ferrari, e o passo seguinte poderia ser a compra da Red Bull - os rumores circulam há várias semanas - mas para isso tudo ainda falta a luz verde da administração para que o projeto avance. Provavelmente, Winternkorn seria um dos que aprovaria o projeto, agora que Piech estava fora de cena, mas agora sem ele, provavelmente poderão ter perdido o seu maior aliado.
Mas o escândalo está ainda no seu inicio. É que isto tudo tem um efeito-dominó: as acções caíram, e rolaram cabeças na administração, e estes são os factos até agora. Mas mais poderão via a caminho, como o relatório e contas da empresa. Com a reputação destruida - pelo menos nos Estados Unidos - na Europa, as pessoas começarão a recuar e as vendas vão-se ressentir. Os prejuízos vão se sentir sobretudo em 2016, e todos os projetos desportivos estão agora em duvida. Ainda não se vê uma debandada como se viu com a Honda e a Toyota em 2008-09, mas teme-se isso nessas modalidades acima referidas.
A grande ironia é que nenhuma delas... está na Formula 1, mas outras modalidades poderão sentir fortemente o seu impacto. A categoria LMP1 da Endurance (WEC) têm duas das quatro marcas do Grupo Volkswagen, e apesar da sua autonomia, desconhece-se quanto é que há em termos de transferências entre marcas do mesmo grupo em relação aos projetos desportivos. E esse é o problema: será que vão cumprir com os seus compromissos?
Como disse acima, está tudo no incio. Os meses que se seguirão mostrarão se isto é controlável ou poderá ser a ponta do "iceberg", capaz de abalar os alicerces da industria automóvel, ainda por cima, um dos maiores grupos do mundo.
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GP Memória - Estados Unidos 2000
No pelotão, havia novidades, e uma delas era que a Williams iria ter o colombiano Juan Pablo Montoya para a próxima temporada, que iria substituir Jenson Button, que iria ser emprestado à Benetton. O colombiano, então com 25 anos, tinha sido piloto de testes da equipa de Grove, mas nos dois últimos anos tinha sido piloto da Chip Ganassi, onde vencera o campeonato CART de 1999, substituindo o italiano Alex Zanardi. Na Prost, eles iriam trocar os ineficientes motores Peugeot pelos Ferrari.
Com uma grande luta entre Michael Schumacher e Mika Hakkinen, era importante saber quem ficaria com o melhor lugar da grelha. E isso calhou ao piloto alemão, que conseguira um avanço de 126 centésimos sobre David Coulthard. Mika Hakkinen tinha sido o terceiro, na frente do Ferrari de Rubens Barrichello, enquanto que na terceira fila ficavam o Jordan de Jarno Trulli e o Williams-BMW de Jenson Button. Heinz-Harald Frentzen era o sétimo, na frente do BAR de Jacques Villeneuve, enquanto que a fechar o "top ten" estavam o Sauber-Petronas de Pedro Diniz e o segundo Williams de Ralf Schumacher.
No dia da corrida, o asfalto ainda estava húmido devido à chuva que tinha caído nas horas anteriores à prova. Para além disso, estava frio e o tempo ameaçava nova chuvada, mas isso não tinha impedido que 250 mil espectadores tivessem ido ao "Brickyard" para ver a Formula 1 pela primeira vez aquele local.
Na largada, Coulthard largou melhor do que Schumacher e ficou com a liderança, com Hakkinen no terceiro posto, depois de ter superado Barrichello, e Trulli e Button a fechar o "top six". Contudo, na volta seguinte, ambos colidiram e tiveram de ir às boxes para fazer reparações, caindo para o fim do pelotão. Algumas voltas depois, os comissários de pista decidiram rever as imagens televisivas e verificaram que o piloto escocês tinha arrancado antecipadamente e decidiram penalizá-lo, fazendo cair a liderança para Schumacher.
Por essa altura, os pilotos começaram a arriscar e a mudar para slicks, e o pelotão ficou um pouco baralhado. Somente na volta 16 é que as coisas estabilizaram, com Schumacher na frente de Hakkinen, mesmo após ter trocado de pneus e reabastecido. Mas nessa altura, o finlandês começou a aproximar-se do piloto da Ferrari. Na volta 23, a diferença tinha caído para os quatro segundos quando ele sofreu problemas de motor. Duas voltas depois, este explodiu na frente de toda a gente, deixando Schumacher mais à vontade. E provavelmente, teria sido o momento do campeonato.
Atrás, Coulthard tentava recuperar o tempo perdido, tentando aproximar-se dos lugares da frente, fazendo até a volta mais rápida da corrida. Mas isso pouco ou nada fazia mossa na corrida, pois Schumacher estava confortável no comando, enquanto que Barrichello lutava com Frentzen pelo segundo posto. Uma melhor paragem nas boxes fez com que o brasileiro levasse a melhor.
No final, foi assim mesmo: uma dobradinha da Ferrari, com Schumacher na frente de Barrichello, e Frentzen a ficar com o lugar mais baixo do pódio. Jacques Villeneuve foi o quarto no seu BAR, na frente de David Coulthard e o segundo BAR de Ricardo Zonta.
E em termos de campeonato, Schumacher tinha agora uma vantagem de oito pontos sobre Hakkinen, e bastava uma corrida na frente do finlandês em Suzuka para ser campeão do mundo. O velho sonho de 21 anos em Maranello estava prestes a ser alcançado.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Quem quer comprar um capacete de Jenson Button?
Jenson Button, para além de ser um excelente piloto, gosta de ajudar quando é preciso. E decidiu esta semana leiloar um dos seus capacetes usado nesta temporada para ajudar no fundo destinado às filhas de Justin Wilson.
O capacete está colocado no eBay e até agora tem alcançado boas ofertas. A mais recente é de 30.400 dolares, mas creio que é uma excelente chance de ter algo que pertenceu a um piloto e não uma réplica. O leilão terminará dentro de cinco dias, mas podem tentar a vossa sorte.
A imagem do dia
Eu vi isto no Facebook na passada segunda-feira e não vi quem foi o autor deste belo boneco (quem saiba o nome do feliz contemplado, que se manifeste na caixa de comentários), mas o mais fabuloso no meio disto tudo é o policia (neste caso em particular, o GNR) que coloca as mãos à cabeça quando vê o Citroen DS3 R5 do José Pedro Fontes quase a capotar no rali de Mortágua, neste fim de semana que passou.
Como diziam, foi um instante feliz aquele que foi captado, e provavelmente um dos grandes momentos do automobilismo nacional.
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