segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O humor corrosivo ataca...

Com o regresso da Formula 1 à acção, no circuito urbano de Valencia (só de lembrar o circuito, fico com sono...) voltam as tiradas humoristicas. Hoje trago dois exemplos daqueles que tenho andado a ver um pouco pela blogosfera. O primeiro é o do Capelli, que em conjunto com o caricaturista Sergio Mantovani, decidiu gozar com a quebra do motor de Kimi Raikonnen. Agora já sei o que seria o do GP hungaro, pois eles não o fizeram...


A segunda tiragem vem da Venezuela, terra do Blog do Nuvolari. Com o acidente do Fernando Alonso com o Kazuki Nakajima, logo na primeira volta, o meu amigo decidiu declarar o filho de Satoru como perigo público, colocando-lhe umas orelhas de buro pelo gesto feito. Acho que nem o pai se lembraria dessa...

IRL - Ronda 15, Sonoma

O piloto brasileiro Helio Castroneves conseguiu esta noite a sua primeira vitória nesta temporada, ao ganhar no circuito californiano de Sonoma, numa dobradinha da equipa Penske, já que o seu companheiro de equipa, o australiano Ryan Briscoe, foi segundo. Esta vitória é importante para o campeonato, já que o actual lider, o neozelandês Scott Dixon, não conseguiu ficar entre os primeiros lugares.


Numa corrida sem motivos de interesse, viu Castroneves largar da "pole-position", controlando a corrida durante as suas 80 voltas de duração. O seu rival, Scott Dixon, que partida do quinto lugar, não teve argumentos para o ir buscar, e para piorar as coisas, um mau reabastecimento relegou-o para o 12º lugar final, provavelmente a sua pior posição nesta temporada.


A acompanhá-lo no pódio foi o seu companheiro de equipa, o australiano Ryan Briscoe, e o Andretti-Green de Tony Kanaan. No quarto posto fcou o inglês Dan Wheldon, seguido pela americana Danica Patrick, que obteve aqui o seu melhor resultado do ano em circuitos convencionais. Ernesto Viso, da Venezuela, foi o sexto.


Esta vitória compensou o incidente que sofreram no inicio deste fim de semana, quando um dos camiões da marca pegou fogo, destruindo os chassis de Castroneves e Briscoe. Contudo, a equipa enviou outro camião, com mais dois chassis, e foram estes que deram a dobradinha, e recolocam o piloto brasileiro na luta pela liderança do Indy Racing League.


No campeonato, Dixon continua a liderar com 576 pontos, seguido por Castroneves, com 533, e Dan Wheldon num distante terceiro lugar, com 352 pontos. A próxima prova acontecerá no dia 31 de Agosto, em Detroit.

Historieta da Formula 1: Phil Hill na Ferrari

"Phil Hill na Ferrari? Mas é a equipa onde ele ganhou o seu campeonato de 1961!", dizem vocês. Obviamente, é verdadeiro. Mas a historieta que vos trago aqui acontece quinze anos depois do piloto americano ter ganho o título mundial em Monza, às custas da vida do seu companheiro e rival, o alemão Wolfgang von Trips.

Em 1975, Hill, agora com 48 anos, e retirado da competição desde 1967, escrevia para a revista "Road & Track Magazine", a mais importante revista automobilistica dos Estados Unidos. No inicio de 1975, Hill testou no circuito californiano de Riverside (que infelizmente não existe mais) o Ferrari 312B3, então pilotado por Niki Lauda. Com o capacete à moda antiga (da mesma forma que fez Stirling Moss uns anos mais tarde), deu umas voltas e ficou impressionado com a rápida evolução que a Formula 1 tinha tido desde os seus tempos na marca do Cavalino Rampante.

"O carro tem o dobro de potência que eu estava esperando", afirmou Hill. Em relação às asas do carro e à potência dos travões, fez uma comparação em relação ao seu tempo: "Na minha época você tinha que reduzir as marchas para travar, neste aqui, você só faz isso se quiser".

Ainda em 1975, Hill experimentou desta vez o Ferrari 312T2, quando a Formula 1 chegou a Watkins Glen para correr a etapa americana. Agora com capacete integral, Hill brincou com o carro e continuou a elogia-lo, bem como a incrível evolução que a Formula 1 tinha tido naquele curto espaço de tempo...

Já agora, podem ver isto e muito mais no F1 Nostalgia, o blog do "soviético" Rianov Albinov.

domingo, 24 de agosto de 2008

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport mostra, como sempre a Formula 1 em posição de destaque. Mas hoje, a vitória de Felipe Massa em Valencia mostra também que a Scuderia tam que escolher o seu piloto para atacar a liderança do Mundial e alcançar o título de pilotos.


E a ideia do título: "Ferrari tem que escolher", demonstra que a marca do Cavalino Rampante tem de escolher Felipe Massa, pois ele não só tem melhores resultados em termos de corrida, como também está em melhor forma do que Kimi Raikonnen, que não só não ganha (ou acaba corridas), como também está em pior forma do que o piloto brasileiro.


Noutros quadrados, temos o bom resultado de Miguel Ramos nos GT's, como também o piloto que vai tripular o carro do F.C. Porto na nova Formula Superleague, o francês Tristian Gommendy. Uma edição aparentemente a não perder...

GP2 - Valencia (Corrida 2)

Esta manhã aconteceu a segunda corrida do fim de semana duplo da GP2 em Valencia. E mais uma vez, a confusão foi nota dominante. O brasileiro Lucas di Grassi ganhou esta corrida, a sua segunda vitória do ano, batendo o italiano Luca Fillipi e o belga Jerome D'Ambrosio.



Contudo, o piloto italiano teve pouco tempo para celebrar o seu pódio, dado que os Comissários Desportivos do circuito de Valencia penalizaram-no em vinte e cinco segundos, pois consideraram que poderia ter evitado o incidente que colocou fora de corrida o francês Romain Grosjean. Assim, Fillipi caiu para o décimo terceiro posto, permitindo que D’Ambrosio subisse ao segundo posto e o italiano Giorgio Pantano ao terceiro.



Os comissários aproveitaram também para penalizar o indiano Karun Chandhook, que provocou o abandono do russo Vitaly Petrov, o vencedor da primeira corrida de Valencia, numa tentativa de ultrapassagem. como o indiano também acabou por desistir, a sua penalização consiste em perda de cinco posições na grelha de partida da próxima corrida, daqui a duas semanas no circuito belga de Spa-Francochamps.



Quanto a Alvaro Parente, a sua corrida terminou antes de completar a primeira volta, quando após uma má partida, fez um pião, e não mais continuou a corrida. Mais um fim de semana inglório para o piloto português da Super Nova...

No campeonato, o italiano Giorgio Pantano tem agora 70 pontos, mais 12 do que Bruno Senna, que também não pontuou em Valencia. Esta vantagem já aparenta ser decisiva, dado que não falta muito mais provas para o final do campeonato. Alvaro Parente é agora décimo no campeonato, com os mesmos 26 pontos que tinha antes de chegar a Valencia.

Formula 1 - Ronda 12, Valencia (Corrida)



Uma corrida boa para fazer adormecer elefantes. Pelo menos em termos de lutas directas. Ganhou o melhor, Felipe Massa, que viu o seu o motor do seu companheiro Kimi Raikonnen a "entregar a alma ao Criador", depois de ter atropelado um mecânico nas boxes. Massa, que comemorou hoje o seu centésimo Grande Prémio, sempre dominou o assunto, deixando Lewis Hamilton e Robert Kubica a uma distância razoável, incapazes de ameaçar o brasileiro durante a corrida. Agora o piloto brasileiro está a seis pontos do piloto da McLaren...



Somente três carros abandonaram a corrida, com Fernando Alonso a ser o primeiro, depois Sutil e Raikonnen. E o circuito, se é desafiador, deve ser no papel, porque na realidade, tem tudo para convidar os teleescectadores a uma boa sesta à hora do almoço (horário europeu...)

No final, os que se podem aplaudir foram Sebastien Vettel, que acabou em sexto, e os toyota, em subida de forma, e que coloca os seus dois pilotos nos pontos, algo que só tinha acontecido no Canadá. E claro, o oitavo lugar de Nico Rosberg. E agora, o Kazuki Nakajima deve ser "persona non grata em Espanha, por ter abalroado Fernando Alonso logo na primeira volta...

Ao fim e ao cabo, depois de três semanas de férias e da "overdose" olimpica, o regresso foi enfadonho. Que a Belgica nos traga chuva em Spa-Francochamps!

Eu já desconfiava...

... mas o Luiz Fernando Ramos, o Ico, confirmou no seu blog. Como ele está em Valencia a fazer a cobertura do fim de semana competitivo, está mais por dentro do que se passa. E disse que, caso não fosse a intervenção do Safety Car, por causa do Andreas Zuber, a prova de GP2 em Valencia teria entrado para a história do automobilismo pelos piores motivos.




Os homens que encheram os depósitos dos carros calcularam mal o consumo necessário dos carros, pois hoje, o céu esteve nublado e as temperaturas cairam bastante. Resultado: os carros consumiram mais, e quando cortaram a meta, quase todos estavam a entrar em pane seca!


Em suma, o carro do Alvaro Parente, pelo facto de ter partido de trás e feito uma corrida de trás para a frente, pagou um pouco o facto de ter puxado mais pelo carro, logo, gastou mais gasosa. Mas a culpa não foi dele, foi dos básicos (para não chamar outra coisa) que encheram os depósitos dos carros.

GP Memória - Portugal 1958

Quando foi revelado o calendário para o Mundial de Formula 1 em 1958, este trazia duas estreias consigo: Portugal e Marrocos. Ambos os circuitos eram citadinos, e o primeiro era uma promoção do Grande Prémio de carros de Sport, que se fazia desde 1951 na zona da Boavista, na cidade do Porto, a segunda maior do país. A segunda prova, em Marrocos, encerraria o campeonato.


Quando máquinas e pilotos chegam ao Porto, o pelotão ainda estava a abalada por mais uma morte na Formula 1, a de Peter Collins, o vencedor do GP inglês, e que tinha morrido na prova seguinte, no circuito alemão de Nurburgring. Ainda de luto, e tentando recuperar da morte de Luigi Musso mês e meio antes, em Reims, a Ferrari só levou dois carros para a prova portuguesa, pilotados por Mike Hawthorn e Wolfgang von Trips. Hawthorn só queria duas coisas: ganhar o título mundial e retirar-se da Formula 1 de vez, antes que os carros o matassem…


A Vanwall, sua rival, levara três carros, para Stirling Moss, Stuart Lewis-Evans e Tony Brooks, e tinha ambições legitimas para ganhar esta corrida, pois estava em jogo não só o título mundial de pilotos, como também o de construtores, algo que tinha sido lançado nesse ano.

Na BRM, o francês Jean Behra e o americano Harry Schell eram os representantes da marca no circuito português, e a Cooper trazia Roy Salvadori, Maurice Trintignant e Jack Brabham, e a Lotus só inscrevia um carro, para Graham Hill, já que Cliff Allison iria alinhar com um Maserati 250F, da mesma forma que o americano Carrol Shelby, o sueco Jo Bonnier e a italiana Maria Teresa de Fillipis. Assim sendo, somente 15 carros alinhariam na prova portuguesa, corrida num traçado urbano, onde teriam que correr em troços de paralelepípedo, e atravessar linhas de eléctrico…


Nos treinos, o melhor foi Stirling Moss, no seu Vanwall, seguido por Mike Hawthorn, e o segundo Vanwall de Stuart Lewis-Evans, uma primeira fila toda inglesa. A seguir vinham o BRM de Jean Behra e o terceiro Vanwall, de Tony Brooks. Wolfgang Von Trips era o sexto.


O dia da corrida tinha amanhecido com chuva, mas o traçado estava a secar quando máquinas e pilotos iniciaram as 50 voltas de corrida do GP de Portugal. Hawthorn partiu melhor, mas cedo Moss recuperou a liderança da corrida, e de lá não mais saiu. Hawthorn andou no segundo posto, seguido por Behra e Lewis-Evans, mas algum tempo depois teve problemas de motor e teve que ir à boxe, caindo para o terceiro posto. Behra herdou o lugar, mas pouco tempo depois, foi a vez dele de ter problemas de motor, e perder o segundo lugar para Hawthorn. Mais tarde, escapou a hipótese do pódio, a favor de Lewis-Evans.


No final, Moss ganhou a corrida, mas sem fazer a volta mais rápida. E no final, o inglês viu o seu compatriota Hawthorn parado na berma, tentando pegar o seu motor. Quando viu que os espectadores tentavam empurrá-lo para que pudesse voltar à corrida, Moss assinalou-o, pois caso isso acontecesse, seria desclassificado. Hawthorn agradeceu, e tentou ele mesmo pôr o carro em funcionamento. Conseguiu, e ainda fez a volta mais rápida. Ninguém sabia na altura, mas esse gesto seria decisivo no campeonato…


Fontes:

http://www.grandprix.com/gpe/rr073.html
http://en.wikipedia.org/wiki/1958_Portuguese_Grand_Prix

sábado, 23 de agosto de 2008

Alvaro Parente - o Blog

Ao mesmo tempo que decorre a GP2, e aconteceu o azar do Alvaro Parente em Valencia, descobri também que há um grupo de fãs do piloto português que decidiu construir um blog, à semaelhança que existe um blog de apoio ao Bruno Senna.


Mas este é mais profissional, e apoiado pelo próprio piloto. Feito por Hugo Ribeiro e João Pinho, a ideia é a mesma: divulgar os feitos do piloto e o seu palmarés, bem como as reacções do próprio às corridas. Apesar de estar no seu inicio, espero que tenham muita sorte e sucesso, que merecem!


Para visitá-lo, o endreço é este: http://www.alvaroparentegp2.wordpress.com/

GP2 - Valencia (Corrida 1)

Uma corrida agitada, três entradas do Safety-Car, e no final, três pilotos a perderem pontos garantidamente... por falta de gasolina! Giorgio Pantano, Bruno Senna e Alvaro Parente desistiram com pontos garantidos nas últimas duas voltas, devido a falta de gasolina nos seus Dallaras. Nos dias de hoje, é algo inconcebível, especialmente para Pantano, que tinha a vitória garantida...


Parente tinha feito uma grande corrida, de trás para a frente. Partindo da 13ª posição, foi cedo para a box, pois não conseguia passar o seu companheiro, o espanhol Andy Souceck. Isso compensou, pois começou a ultrapassar pilotos atrás de pilotos, e chegou aos pontos depois de ultrapassar Sebastien Buemi e Jerome D'Ambrosio. Quando Andreas Zuber saiu de pista, causando a intrevenção do Safety Car, Parente era sexto.


E tudo indicava que seria assim, até a duas voltas do fim, quando o carro ficou inexplicavelmente parado na pista, devido ao problema acima referido. Uma questão de sorte e de azar, pois caso não fosse afectado, o quarto lugar era certamente garantido. E em relação ao Pantano, então... é cruel demais.


No final, como há azarados, também há sortudos. E o maior deles todos foi o russo Vitaly Petrov, que venceu a prova, seguido pelo venezuelano Pastor Maldonado, que chegou ao segundo posto depois de uma manobra arriscada a Romain Grosjean, que resultou no toque entre ambos. Atrás deles ficou Lucas di Grassi, que conseguiu ultrapassar Jerome D'Ambrosio, também na última volta.


No campeonato, Pantano continua na frente, com 68 pontos, seguido por Bruno Senna,com 58, e por Lucas di Grassi, com 39. Alvaro Parente é oitavo na classificação geral, mantendo os mesmos 26 pontos. A segunda corrida é amanhã de manhã.

Formula 1 - Ronda 12, Valencia (Qualificação)

Foi uma qualificação equilibrada, e o melhor foi... Felipe Massa. Com alguns inesperados contendores à "pole-position" (os Toro Rosso de Sebastien Vettel e Sebastien Bourdais, por exemplo) o piloto da Ferrari deu o seu melhor e conseguiu a 13ª pole-position da sua carreira, num circuito de Valência com nuvens no horizonte.


O brasileiro da Ferrari fez a 13ª pole-position da sua carreira, obtendo 1.38,989s, sendo melhor do que a McLaren de Lewis Hamilton, e de Robert Kubica, da BMW. Ao lado de Kubica ficou o segundo Ferrari de Kimi Raikonnen, que cponseguiu o tempo de 1.39,488s, a quase meio segundo do seu companheiro de equipa.

Na quinta posição ficou o recente vencedor do GP hungaro, o finlandês Heiki Kovalainen, com o tempo de 1.39,937s, a quase um segundo de Massa. A grande surpresa nesta sessão foram os Toro Rosso de Sebastian Vettel e de Sebastien Bourdais, que pela primeira vez este ano entraram na fase final da qualificação. Vettel chegou até a liderar a segunda qualificação, mas no final não conseguiu mais do que o sexto tempo (1.40,142s), mesmo assim a melhor qualificação do ano. Bourdais parte da décima posição, também o melhor do ano. Após Vettel, ficaram o Toyota de Jarno Trulli, o BMW de Nick Heidfeld e o Williams de Nico Rosberg, antes do segundo Toro Rosso de Bourdais.

Decepção foram os Renault em Valência. Ambos ficaram pelo caminho na segunda qualificação, com Alonso, no 12º lugar, a ser melhor do que Nelson Piquet Jr, que parte da 15ª posição. A Red Bull também não esteve bem, com Mark Webber na 14ª posição e David Coulthard na 17º, onde nem passou da primeira fase.

A Honda foi, a par com a Force India, a unica equipa que não conseguiu levar os seus dois pilotos para a segunda fase, com Jenson Button na 16ª posição da grelha, e Rubens Barrichello na 19ª, um resultado decepcionante para a estreia do circuito novo de Valência. A partir da uma da tarde, hora local, na mesma hora do que a cerimónia de encerramento dos Jogos Olimpicos de Pequim, começa o GP da Europa, onde a Formula 1 regressa ao activo, depois de três semanas de ausência.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Confesso que esta não sabia...

Ainda os Jogos Olimpicos de Pequim: quando fui ver há bocado o perfil da Maureen Maggi na Wikipédia, descobri que ela tinha sido casada com o António Pizzonia, o "Jungle Boy" (por ter nascido em Manaus, no Amazonas), e tiveram um filho juntos, a Sofia. O Luiz Fernando Ramos, vulgo o Ico, que está em Valência, a acompanhar o GP da Europa, tem um artigo onde o Felipe Massa fala sobre o salto dela, e das impressões que ficou acerca do circuito.

No final, parece que este ouro tem um pouco de gasolina e de pneu... e a filha, bom, quando crescer, quer correr como o pai ou saltar como a mãe?

Extra-Campeonato: O dia seguinte

Independentemente da nacionalidade, independentemente de gostar ou não do Desporto, independentemente de achar que os Jogos Olimpicos são ou não um grande negócio, é sempre com um sorriso nos lábios, e um certo orgulho ver alguém que se superou, para no final receber uma medalha e ouvir o hino do seu país. 12 anos depois, o meu país voltou a ouvi-lo, e foi bom. Aliás, é como diz hoje o jornal "Record" na sua capa: "Salvou a Pátria". Para mim soa a boca foleira, mas pronto...



E já agora, quero dar os parabéns aos meus amigos brazucas. Quando vi a Maureen Maggi a ganhar a final do salto em comprimento, fiquei com a sensação de que o Destino encarregou de dizer que a vencedora daquele concurso teria de falar português. Como não foi a Naide Gomes, foi ela... parabéns pessoal! Gostaria que isso apagasse os vossos desgostos do futebol, porque uma medalha é sempre uma medalha.

Inicio da A1GP foi adiado

Como era de esperar, a A1GP já não se vai iniciar daqui a um mês, a 21 de Setembro, no circuito de Mugello, mas sim a 5 de Outubro, no circuito holandês de Zandvoort. Os atrasos na distribuição dos carros às equipas presentes, e os problemas nos componentes no carro-teste, levaram a que fosse alterado o calendário, no sentido de terem prontos os carros a tempo e horas.


O responsável máximo da competição, Pete da Silva, referiu que "era um calendário optimista, mas havia a convicção de que seria possível cumpri-lo". Explicando ainda que este adiamento se deveu a "circunstâncias fora do controlo", o luso-sul-africano continua a manter-se confiante de que este campeonato será um sucesso.


“Agora temos que concentrar-nos no futuro à nossa frente e não no que ficou para trás. Ainda temos grandes desenvolvimentos e novidades por revelar. Em breve estaremos em condições de anunciar o nosso calendário completo para a época de 2008/09, assim como algumas outras novidades que irão engrandecer o pacote global que pretendemos apresentar aos nossos fãs na quarta temporada”, concluiu.


O calendário de 2008/09 da A1GP, terá onze provas, espalhadas pelos cinco continentes, e visitará a 12 de Abril o novo Autódromo do Algarve.

GP2 - Valência (Qualificação)

Para além da Formula 1, a GP2, categoria de acesso ao escalão máximo, teve a sua qualificação hoje, e também estreou o novo circuito de Valência. Aqui, o mais rápido na qualificação foi o italiano Giorgio Pantano, que fez melhor do que o venezuelano Pastor Maldonado o russo Vitaly Petrov e o francês Romain Grosjean, numa qualificação bem disputada ao milésimo.

Quem perdeu terreno nestes treinos foi Bruno Senna, que não foi além do oitavo posto. Mas pior ficou Alvaro Parente, que largará do 13º posto, depois de estar no segundo posto da tabela de tempos no inicio da qualificação. Um pião e uma travagem falhada estragaram duas das suas tentativas com o segundo e decisivo jogo de pneus, que o fizeram descer para o meio do pelotão. Dois lugares mais abaixo, ficou o seu companheiro Andy Soucek.

A primeira corrida do fim de semana valenciano é amanhã, a partir das 15 horas locais (14 em Lisboa)