quinta-feira, 23 de abril de 2015

GP Memória - Grã-Bretanha 2000

Duas semanas depois de terem corrido em Imola, máquinas e pilotos deslocavam-se à Grã-Bretanha para correrem a quarta prova do campeonato do mundo de Formula 1 do ano 2000. Meses antes, quando o calendário foi conhecido, houve polémica pelo facto de a corrida de Silverstone ter sido tão cedo no calendário, numa altura em que o mau tempo e as baixas temperaturas eram reis. E com a corrida em abril, em vez de ser em julho, como seria habitual, eram menores as possibilidades de terem o circuito cheio de espectadores, pois as condições de acessibilidade e de estacionamento na altura serem pobres.

Assim sendo, em vez dos habituais 60 mil espectadores, apenas 15 mil é que conseguiram se deslocar ao circuito para assistir à qualificação, onde o melhor foi o Ferrari de Rubens Barrichello, seguido do surpreendente Jordan- Mugen Honda de Heinz-Harld Frentzen. Mika Hakkinen e David Coulthard garantiam a segunda fila para a McLaren, enquanto que Michael Schumacher era quinto, na frente do surpreendente Jenson Button, sexto no seu Williams-BMW. Ele estava na frente Ralf Schumacher, o sétimo, que por sua vez estava na frente de outro piloto surpresa, o Arrows de Jos Verstappen. E a fechar o "top ten" estava o Jaguar de Eddie Irvine e o BAR-Honda de Jacques Villeneuve.

A manhã da corrida começou com algum mau augúrio, devido ao forte nevoeiro que se fazia sentir na zona de Silverstone. Mas com o aproximar da hora da corrida, este se levantou e os receios de um adiamento da corrida foram dissipados.

No momento da largada, Barrichello levou a melhor, seguido por Frentzen e Coulthard, que conseguiu superiorizar-se a Hakkinen. Michael Schumacher tinha sido prejudicado e empurrado para a relva, perdendo lugares para Button, Villeneuve e o seu irmão Ralf. Na volta seguinte, Ralf passou Villeneuve e ficou com o sexto posto, atrás de Button.

Com o passar das voltas, o pelotão separou-se entre os seus primeiros e Villeneuve, que aguentava Michael Schumacher e Josd Verstappen. O holandês saiu de cena na volta 22, numa altura em que começavam os primeiros reabastecimentos, com Frentzen e Ralf Schumacher a serem os primeiros. Na volta seguinte veio Button, que demorou mais tempo, voltando a pista atrás de Ralf.

Na frente, Barrichello liderava com um avanço relativamente confortável sobre Coulthard - cerca de segundo e meio - quando na volta 28 começou a ter problemas hidráulicos no seu Ferrari. Isso permitiu a aproximação do piloto escocês, que na volta 31, fez uma manobra que o colocou na liderança da corrida. Mas foi por pouco tempo, pois ele vai às boxes para reabastecimento, regressando Barrichello à liderança. Mas os problemas no seu Ferrari continuavam, com o brasileiro a sofrer um pião na zona de Lutfield, arrastando-se para as boxes e desistindo de imediato.

Com o final da primeira ronda de reabastecimentos, Frentzen era o lider da corrida, seguido de perto por Coulthard e Ralf Schumacher. O alemão parou na volta 44 para o seu segundo reabastecimento e voltou à pista atrás do piloto da Ferrari, no sexto posto. A liderança era da McLaren, com Coulthard na frente de Hakkinen, e na volta 54, Frentzen encostava à berma por causa  da caixa de velocidades quebrada.

No final, a McLaren rejubilava com a primeira vitória do ano, com Coulthard na frente de Hakkinen por 1,4 segundos. Michael Schumacher ficava com o lugar mais baixo do pódio, e nos restantes lugares pontuáveis ficaram os Williams-BMW de Ralf Schumacher e Jenson Button, e o Jordan-Mugen Honda de Jarno Trulli. 

A foto do dia

Se estivesse vivo, faria 40 anos. Mas para os que viam a CART no final dos anos 90, terá sempre 25. E provavelmente um dos melhores talentos que o automobilismo canadiano nos deu, depois dos Villeneuve. E custa a crer que já passaram quinze anos desde aquela noite das Bruxas de 1999, em Fontana.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Youtube Testing: O carro eletrico mais veloz da America


Este video vem do site americano "The Verge" e trata-se da uma tentativa de recorde de velocidade nos Estados Unidos, que acontece duas vezes por ano numa antiga pista de aviação da Força Aérea, no Texas. Para terem uma ideia, é a mesma onde, por exemplo, o Hennessey Venom já andou a mais de 400 km/hora.

Só que neste caso em particular, falamos de um carro elétrico. Um Ford Mustang de 1968, modificado para o efeito com duas baterias com capacidade de 1.1 megawatt, suficiente para elevar a potência para uns saudáveis... 1400 cavalos. E nessa pista de 1,4 milhas, o Mustang negro com riscas verdes com o singelo nome de... Zombie 222, conseguiu bater o recorde de o carro elétrico mais veloz da America: 280,34 km/hora. É alguma coisa.

São 17 minutos de video, portanto, gozem a coisa. Vi isto no Flatout! Brasil.

Youtube Motorsport Testing: Audi em Monza, versão 2015

Todos os anos, a Audi traz os seus carros para uma sessão de testes de velocidade em Monza, onde tiram a primeira chicane para que os carros possam atingir velocidades limite de 320 km/hora ou um pouco mais, para simular o que andarão nas Hunaudriéres, em junho. 

E estas imagens, tiradas hoje, são sempre espetaculares. Da minha parte, nunca me canso.

Youtube Formula 1 Favouritism: Quando o comentador torce por Kimi

Isto vi no WTF1.co.uk. No Brasil, falam do Galvão Bueno, mas creio que ele nunca disse ao Kimi Raikkonen para "apanhar esse bastardo" que é Nico Rosberg no calor de uma ultrapassagem. Talvez ao Felipe Nasr ou ao Felipe Massa, mas não ao Kimi...

Formula 1 em Cartoons - Bahrein (thomsonstudio)

Eu desconfiava que o final "simbolico" de Daniel Ricciardo no Bahrein iria dar azo a cartoons... só não sabia era quem faria isso.

terça-feira, 21 de abril de 2015

O desenho do dia

Fiquei hesitante para saber que foto colocaria por aqui, para lembrar desse dia de abril de há 30 anos. Porque fotos icónicas desse dia e desse fim de semana não faltam. Os Cahier, o Schlegelmilch, o Sutton e muitos outros tiraram fotos do Estoril nesse fim de semana, para os momentos alegres e controversos, os herois vencendo ou encostados à berma, com problemas nos seus carros. 

No meio disso tudo, apareceu um desenho que decidiu tudo, na minha ótica. O Ricardo Santos é da minha geração, e certamente viu essa corrida, nessa tarde de abril, da sala da sua casa, como eu. Afinal de contas, as crianças não vão a autódromos nos domingos à chuva e ao frio, a não ser que o pai seja fanático por corridas. É um belo desenho, quase hipnotizante, que sintetiza o que aconteceu nesse dia, que nos fez brilhar nos olhos e colocou-o na galeria dos heróis. Numa geração, um pouco por todo o mundo.

E depois desse dia, só vivi algo semelhante 23 anos depois, quando, noutra tarde de domingo, à chuva, vi um rapaz alemão a andar à chuva como se fosse gente grande, num carro que ninguém acreditava que fosse possível vencer. Mas conseguiu, contra todas as expectativas. Portanto, já podem ver qual é o meu critério para ser fã de piloto de Formula 1: vencer contra todas as possibilidades, numa máquina inferior à concorrência, debaixo de condições adversas. A chuva dá uma igualdade que justifica o prazer em assistir a uma corrida.

O fim de uma aventura... antes de começar

Falei por aqui há uns tempos sobre uma coisa chamada "Race to 24" no sentido em que um grupo de jovens pilotos que iriam tentar a sua sorte para ver quem ficaria com o lugar para as 24 Horas de Le Mans. O programa deveria acontecer numa transmissão pela Internet, num canal criado para o efeito. E digo "deveria" porque... já não vai acontecer.

Segundo o John Dagys, da sportscar365.com, a equipa que iria fornecer os carros, a SARD-Morand, decidiu terminar a colaboração com a Kairos Technologies, a firma que tinha a ideia e que tinha adquirido parte da equipa francesa há uns tempos. A falta de dinheiro para completar a transação levou a que o negócio fosse cancelado, bem como o programa de televisão, que morreu à nascença.

"O Team SARD Morand comunica:

- O fim de sua colaboração com a Kairos Technologies e a retirada por ambos os lados da propriedade acionária por Kairos Technologies e Team SARD Morand;

- Desde que o programa Race To 24 não teve condições para honrar seus compromissos financeiros, o Team SARD Morand não apoia mais o programa estabelecido pelo Race To 24 para o vencedor do reality show;

- O Team SARD Morand mantém sua entrada para as 6 Horas de Spa-Francorchamps e demais eventos do WEC na temporada 2015. Mais informações e anúncios serão feitos em breve", conclui o comunicado oficial.

Isso é verdade: se já não colocam mais um carro em Le Mans - que seria preenchido com os vencedores desse reality show - a equipa irá voltar em Spa-Francochamps, em principio com Pierre Ragues, Oliver Webb e Zoel Amberg como pilotos, em preparação para as 24 Horas de Le Mans.

WRC: Robert Kubica estará ausente do Rali da Argentina

Robert Kubica não estará presente no Rali da Argentina. O piloto polaco anunciou esta noite que devido a problemas logísticos. O piloto de 29 anos decidiu que a melhor maneira era estar de fora deste rali para se concentrar no Rali de Portugal, que acontecerá no mês que vêm.

"Esta foi uma decisão difícil de tomar", começou por dizer no seu comunicado oficial. "Planeamos competir no Rali da Argentina, mas apesar de parte da equipa e o carro já estarem no local, decidimos ausentar deste evento. É um grande desafio competir num Mundial como este, e apesar de ter vencido seis classificavas nas três primeiras rondas do campeonato, temos de ser realistas, e focar em fazer melhoramentos em algumas áreas", continuou.

"Planeamos regressar no Rali de Portugal com uma estrutura diferente, mais experimentada. Espero que os fãs compreendam e agradeço pelo vosso apoio", concluiu.

Kubica corre nesta temporada com um Ford Fiesta WRC, e apesar de andar bem nos três primeiros ralis desta temporada, nunca chegou aos pontos devido às várias saídas de estrada e problemas mecânicos que o têm afetado no seu carro. O seu melhor resultado até agora nesta temporada é um 18º lugar no Rali do México.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Quem colocaríamos numa competição feminina? (Parte 1)

As noticias sobre as mais recentes asneiradas de Bernie Ecclestone, nomeadamente a de uma Formula 1 feminina, deram a volta ao mundo e deram azo às habituais opiniões, muitas delas afirmando que é um disparate completo. Não porque elas sejam capazes de guiar, mas porque elas querem competir de igual modo com os homens.

Mas nada nos impede de fazermos este exercício de uma competição automobilística exclusivamente feminina, onde haja vinte pilotos um pouco por todo o mundo que compitam em máquinas de 800 cavalos e que tentem a sua sorte para serem campeãs do mundo num campeonato com dezasseis provas espalhadas um pouco pelo planeta. Vinte mulheres-piloto deverão haver algures no planeta, com carreiras mais ou menos estabelecidas em várias competições. E provavelmente umas seriam bem melhores do que outras.

Assim sendo, comecei a fazer uma seleção de vinte possíveis pilotos numa hipotética série feminina, com algumas escolhas óbvias e outras... nem tanto. Mas depois de uma pesquisa com base em critérios como os da atualidade (ou seja, se correram em monolugares na temporada anterior) ou então a novidade, (à partida, teria de excluir os que começavam nesta temporada nos monolugares) cheguei à conclusão que, mesmo de forma rebuscada, não consigo encontrar mulheres-piloto que chegue para garantir uma competição que tenha qualidade suficiente para garantir a atenção dos homens e que as respeitem o suficiente para que elas sejam levadas a sério.


1 - Susie Wolff

A escocesa, terceira piloto da Williams, e nascida a 6 de dezembro de 1982 (têm 32 anos) começou a sua carreira como Susie Stoddart, em 2001, na Formula Renault britânica. Ali, conseguiu seis pódios, acabando a temporada de 2004 no quinto lugar do campeonato.

Em 2005, passou para a Formula 3 britânica, mas correu apenas em duas corridas devido a uma lesão no tornozelo, que o impediu de fazer toda uma temporada. Em 2006, passou para a DTM alemã, onde correu pela Mercedes até 2012, conseguindo como melhor resultado dois sétimos lugares em 2010, ficando no 13º lugar da geral. A partir de 2012, altura em que já era Susie Wolff - tinha-se casado com o austriaco Christian "Toto" Wolff - tornou-se piloto de testes da Williams, tendo em 2014 andado em algumas sessões de treinos livres, sendo a primeira mulher em 22 anos a fazer isso. 

2 - Simona de Silvestro

Aos 26 anos de idade (nascida a 1 de setembro de 1988) Simona de Silvestro está de volta em 2015 à IndyCar com um programa parcial, pela Andretti Autosport, depois de no ano passado ter tentado a sua sorte na Sauber, como piloto de testes, e esperando que conseguisse dinheiro para correr como piloto efectiva. Não conseguiu e voltou à America e a um sitio onde já foi feliz.

Começando nos monolugares em 2005, na Formula Renault Itália, atravessou o oceano no ano seguinte, aterrando na formula BMW USA, onde foi quarta classificada, para depois fazer três temporadas na Formula Atlantic, terminando em terceiro lugar na temporada de 2009, conquistando cinco corridas. Em 2010, está na IndyCar, primeiro pela HVM Racing, para depois passar em 2013 para KV technology, onde conseguiu um segundo lugar em Houston, o seu melhor resultado de sempre na categoria. Em 2015, na Andretti já conseguiu um quarto lugar em Nova Orleães, a segunda prova do campeonato.   

3 - Danica Patrick

Aos 33 anos de idade (nascida a 25 de março de 1982), a americana tenta a sua sorte numa competição dificil como é a NASCAR, depois de sete temporadas na IndyCar, onde venceu por uma vez e conseguiu alguns resultados honrosos. Mas a sua carreira começou bem antes, no virar do século... e na Formula Ford britânica.

Depois de experiências positivas por lá (foi segunda classificada no Formula Ford Festival de 2000), regressou aos Estados Unidos em 2002, onde foi terceira classificada na Formula Atlantic, em 2004. No ano seguinte, ruma à IndyCar pela Rahal, onde consegue um honroso quarto lugar nas 500 Milhas de Indianápolis. Em 2007, passa para a Andretti Green Racing, onde consegue três pódios nessa temporada, e a sua primeira - e única - vitória em 2008, quando ganha na oval de Motegi, no Japão.

Em 2009, consegue a sua melhor posição de sempre na IndyCar, ao ser quinta classificada, mesmo conseguindo apenas um pódio, um terceiro lugar nas 500 Milhas de Indianápolis, o melhor de sempre para uma mulher. Os bons resultados são conseguidos especialmente nas ovais, já que ela não se dá bem em circuitos de rua...

Em 2012, passa para a NASCAR Sprint Cup. onde é a primeira mulher a conseguir a pole-position nas 500 Milhas de Daytona, uma prova que termina na oitava posição. Neste ano corre na Stewart-Haas, Para além disso, têm um nono lugar em 2009, nas 24 Horas de Daytona. 

4 - Michela Cerruti

A piloto italiana de 28 anos (nascida a 18 de fevereiro de 1987) já têm experiência nos monolugares, embora tenha começado tarde. Filha de um corredor local, Aldo Cerruti, começou a competir depois de ter feito um curso de condução defensiva oferecido pelo seu pai. Em 2008 estava nos Turismos, com um Alfa Romeo 147, para dois anos mais tarde, corresse na Superstars Series, a bordo de um Mercedes preparado por Romeo Ferraris, onde venceu uma corrida em Monza, em 2011. Cerruti acabou essa temporada no nono lugar, com 59 pontos, antes de passar para a Auto GP, em 2013, onde após uma temporada intermitente, em 2014, pela Super Nova, venceu uma corrida em Imola e acabou no sexto lugar, com 103 pontos.

Pelo meio, fez algumas corridas na Formula 3 europeia, sem resultados de relevo, antes de no final de 2014 ser escolhida para competir pela Trulli na temporada inaugural da Formula E. Contudo, Cerruti não conseguiu resultados de relevo e após quatro corridas, abandonou a equipa.

5 - Alice Powell

Mais nova do que as quatro pilotos anteriores - Nasceu a 22 de janeiro de 1993, em Oxford - Powell já têm um curriculo de respeito. Começou nos monolugares em 2009, aos 16 anos, na Formula Renault, onde em 2010 foi campeã na categoria BARC. Passando para a GP3, em 2012, conseguiu ser a primeira mulher a pontuar, com um oitavo lugar na última corrida dessa temporada. Em 2013, andou pela Formula 3 Cup, onde foi vice-campeã, e em 2014, regressou à Formula Renault Asiática, onde venceu quatro corridas e acabou por ser campeã.

(continua amanhã)

A recriação de um momento histórico

Desde que há o Twitter, em 2008, que algumas contas de instituições, canais de televisão e e outros, decidem recriar eventos históricos tal como se estivessem a acontecer no momento. Como se o Twitter existisse desde os Idos de Março, altura em que mataram o Julio César.

Assim sendo, o Twitter oficial da Formula 1 na RTP portuguesa decidiu recriar o GP de Portugal de 1985, onde amanhã se comemoram os 30 anos da sua realização. Aliás, hoje, caso queiram seguir, ainda poderão ler as incidências da segunda qualificação, onde Ayrton Senna conseguiu a sua primeira "pole-position" da sua carreira.

Mais uma coisa fixe para se ver amanhã. Para segui-los é simples: @f1rtp

A ridícula penalização de Pastor Maldonado

Pergunto a mim mesmo se Pastor Maldonado está disposto a aprender alguma coisa da sua passagem pela Formula 1. É que para além das chances que desperdiça a cada corrida, e do facto que, historicamente, ter apenas pontuado oito vezes em... 81 corridas (até agora) e ter um generoso patrocínio que provavelmente deverá servir para pagar o material que destrói a cada fim de semana - e as multas pelos seus excessos de velocidade.

Ora, desta vez, ele é noticia não porque bateu em algo ou alguém, mas porque ele foi penalizado por causa de uma razão... hilariante. Segundo o site WTF1.co.uk, Maldonado foi penalizado em cinco segundos porque ele estacionou o carro... no lugar errado da grelha de partida. Em vez de começar na 16ª posição da grelha, começou duas posições mais atrás. Ora bolas, se era para aldrabar, ao menos que deveria fazer melhor, estacionando dois lugares mais à frente. Ou na pole-position!

Alguém me dizia que Pastor Maldonado era necessário na Formula 1 porque precisamos de um motivo para humor. Um brincalhão, um palhaço, um bobo da corte. A parte chata é que ele está a mexer num carro que custa alguns milhões de dólares...

domingo, 19 de abril de 2015

IndyCar: Scott Dixon vence em Long Beach

O neozelandês Scott Dixon sacudiu o azar de lado e venceu neste domingo à noite em Long Beach, a terceira prova da temporada da IndyCar Racing, na frente do brasileiro Hélio Castro Neves e do colombiano Juan Pablo Montoya, que mesmo assim, mantêm a liderança do campeonato. Surpreendentemente (ou talvez não), esta corrida teve apenas uma situação de bandeiras amarelas, em contraste com o que aconteceu na semana passada em Nova Orleães.

Com Hélio Castro Neves a partir na pole-position, e com os Penske a dominar as primeiras filas da grelha, a corrida começa sem problemas, com Castro Neves na frente de Scott Dixon e Juan Pablo Montoya. Atrás, Will Power, que tinha feito uma qualificação desastrosa e era apenas o 18º na grelha, tentou recuperar lugares perdidos. 

A primeira situação de bandeiras amarelas aconteceu na volta cinco, quando Gabby Chaves e Jack Hawksworth tocaram-se, arrancando uma parte da asa dianteira. Os comissários tiveram de tirar os destroços na pista, enquanto que o Pace Car fazia a sua primeira aparição na corrida. As coisas demoraram um pouco mais quando Will Power deixou morrer o motor e perder uma volta nas boxes.

A corrida voltou ao verde com Castro Neves a segurar Dixon, quando dentro do pelotão, as coisas começaram a mexer-se. Simon Pagenaud conseguiu passar Juan Pablo Montoya para ser terceiro, enquanto que um pouco atrás, Sebastien Bourdais, conseguiu passar Graham Rahal. E a situação na volta 22 continuava a ser Castro Neves a liderar a corridas, com Dixon não muito longe.

Nessa altura, Castro Neves tinha na sua frente Will Power, que iria perder duas voltas para os lideres, mas que poderia prejudicar os da frente. Nesse momento, o miolo do pelotão começou a fazer as primeiras paragens nas boxes, que começaram a parar na volta 27. Quando foi a vez de Castro Neves, na volta 30, teve de esperar para que Tony Kanaan parar para que pudesse sair. No regresso à pista, ele parou na frente de Pagenaud, mas atrás de Dixon.

Nessa altura, os últimos a parar iriam ser Hawksworth e Takuma Sato, que ficaram um pouco para ver o que poderiam fazer. O primeiro parou apenas na volta 33, enquanto que o japonês tinha parado um tempo antes, cedendo a liderança para Scott Dixon. Atrás, Pagenaud tentava passar o brasileiro para o segundo lugar, sem grande sucesso. Ao mesmo tempo que isso acontecia, Montoya observava tudo, esperando beneficiar com isso.

A segunda passagem pelas boxes aconteceu a partir da volta 52, com Ryan Hunter-Reay, e na volta seguinte com pilotos como James Hintchcliffe e Takuma Sato. Muñoz entrou na volta 54, e Dixon, Montoya, Newgarden, Andretti e outros na volta seguinte. Castro Neves e Pagenaud entram na boxe na volta 56.

Quando o brasileiro voltou à pista, ficou atrás de Dixon, mas manteve o segundo posto, enquanto que Pagenaud ficou atrás de Montoya. As coisas pareciam bem encaminhadas para o neozelandês, que não tinha tido um bom inicio da temporada, para vencer.

A parte final foi mais emocionante, com Simon Pageaud tentou atacar Juan Pablo Montoya para o lugar mais baixo do pódio. Tentou por duas vezes no final da reta, mas sem sucesso. Entretanto, Tony Kanaan observava expectante para ver o que daria essa batalha, mas era pressionado por Sebastien Bourdais. Contudo, no final, tudo ficou na mesma: Dixon vence endo o terceiro vencedor diferente em três corridas na IndyCar deste ano, seguido por Castro Neves, Montoya, Kanaan e Bourdais.

 A IndyCar prossegue na próxima semana em Barber. 

As imagens do dia



Foi por pouco, por muito pouco. E ainda por cima, as imagens do seu motor a rebentar rivalizavam com o fogo de artificio que entretanto tinha começado sobre o circuito barenita, para comemorar o final do Grande Prémio.

O final "vistoso" de Daniel Ricciardo, no seu Red Bull, paerece ser um sinal dos tempos que vivem e da degradação da relação entre a equipa e a Renault, a fornecedora de motores, que parece ter um começo de ano bem pior do que tiveram em 2014. É que eles, por exemplo, ainda não subiram ao pódio e toda a gente por lá diz que realisticamente, têm carro para não andar mais acima do sexto lugar na corrida... para não falamos dos Toro Rosso, que esta temporada andam por vezes na frente dos carros da empresa-mãe. Isto, quando os motores Renault deixam. 

Tempos difíceis estão viver os energéticos...

Formula 1 2015: Ronda 4 - Bahrein (Corrida)

Uma semana depois de Xangai, a Formula 1 estava a fazer a sua primeira visita ao Golfo Pérsico, mais concretamente ao Bahrein, e claro, era a primeira das três corridas noturnas, do calendário. Com Sebastian Vettel a conseguir entrar entre os dois Mercedes, as expectativas eram saber como é que os dois pilotos conseguiriam superar os Ferrari e manterem as dobradinhas que tinham conseguido na Austrália e na China.

A corrida começava com uma ausência, que era de Jenson Button. Os problemas no seu carro eram irresolúveis antes de começar a corrida, e assim ele teve de ver a corrida das boxes. Quem também partia das boxes era Felipe Massa, que teve o seu carro parado na pré-grelha devido a problemas elétricos, por causa disso, a Williams decidiu fazer uma estratégia completamente diferente daquele que tinha Valtteri Bottas, para ver quantas posições ele conseguiria conquistar no final.

Na partida, os três primeiros mantiveram as posições, embora Vettel tenha pressionado Hamilton para o passar, mas sem sucesso. Atrás, Raikkonen largou melhor do que Rosberg e ficou com o terceiro posto. Bottas seguia em quinto, com todo o pelotão atrás.

Nas voltas seguintes, Rosberg fez o melhor com os seus pneus macios para superar Raikkonen, mas só o conseguiu na quarta volta da corrida, quando Hamilton começava a distanciar-se de Vettel. Parecia que o alemão da Ferrari estava inalcançável, mas ele cometeu um erro na oitava volta e Rosberg aproveitou para se aproximar dele e tentar a ultrapassagem. Rosberg lá conseguiu, ficando com o segundo lugar, mas Hamilton já estava muito longe para o apanhar com esses pneus. E ainda por cima, ambos tinham as mesmas táticas para a corrida.

Com as primeiras paragens, os Mercedes conseguem manter a dianteira, embora vigiando os Ferrari de Vettel e de Raikkonen. Toda a gente andava com pneus mais moles, exceptuando os Toro Rosso e o McLaren de Fernando Alonso. E na volta 16, Rosberg consegue passar Vettel, ao mesmo tempo que Lewis Hamilton tinha ido às boxes. O alemão da Mercedes conseguiu intimidar o seu compatriota da Ferrari, e com isso os três primeiros andavam juntos, pois Hamilton tinha perdido quase cinco segundos nas boxes. Duas voltas depois, Raikkonen vai às boxes para trocar para duros e sai na frente de Valtteri Bottas.

Com o passar das voltas, os Mercedes tentaram afastar-se de Vettel enquanto que atrás, havia uma duelo entre brasileiros pelo último lugar pontuável. Felipe Massa tentava aguentar Felipe Nasr, enquanto que pela frente tinha Nico Hulkenberg, que tentava aguentar o nono posto com o seu Force India, certamente inferior a estes dois carros. Enquanto Massa aguentava o piloto da Sauber, o Lotus de Maldonado estava a aproximar dos dois brasileiros. 

Na volta 25, Nasr superou Massa e ficou com o último lugar pontuável, mas logo a seguir, os três vão as boxes. Quem sai melhor foi... Maldonado, que conseguiu passar os dois brasileiros, com o grande prejudicado foi o piloto da Sauber, por causa de uma má saída nas boxes. Estes três pilotos foram os primeiros da segunda série de trocas de pneus, vindo logo a seguir Hulkenberg e Ericsson, que tinha tido uma péssima parada e perdido o oitavo lugar que tinha então. Ao mesmo tempo, Vettel sofria uma pequena saída de pista e via a aproximação do seu companheiro de equipa.

Na volta 31 acontece a segunda desistência da corrida, com Carlos Sainz Jr. a ficar parado na berma, ao mesmo tempo que Felipe Nasr passa Fernando Alonso, que definitivamente estava noutra estratégia. Duas voltas depois, Vettel entra nas boxes pela segunda vez, para tentar adiantar-se aos Mercedes, para logo a seguir Hamilton parar antes de Nico, saindo com pneus duros. O alemão entra logo a seguir, troca para duros, mas cai para terceiro, atrás de Vettel.

Na volta 38, Vettel sai de pista na curva anterior à meta e Rosberg aproveita para ficar com o segundo posto, ao mesmo tempo que na Toro Rosso, Max Verstappen abandona de vez, sendo o terceiro a fazê-lo. A saída causou danos na asa da frente do piloto da Ferrari e ele teve de ir às boxes de novo para trocar de asa, perdendo o terceiro posto para Raikkonen. Isto... quando parasse de novo. É que nessa altura, o finlandês era o segundo, ainda não tinha parado e estava na frente de Rosberg. Tinha estado momentaneamente na liderança, antes de Hamilton o passar na volta 40.

Kimi pára na volta 41, trocando para pneus moles e com isso, voltava à pista no terceiro lugar, com Vettel em quinto, com Bottas entre eles. E nessa altura, entravam os pilotos para as terceiras paragens nas boxes, com Pastor Maldonado a ter problemas devido ao seu motor - que se apagou - caindo para o 15º lugar e perdendo uma volta, numa altura em que era oitavo classificado.

A partir dali, começamos a ver a aproximação de Raikkonen a Rosberg, que calçavam pneus diferentes. O finlandês conseguiu tirar dez segundos em quatro voltas, e parecia que os pneus moles da Ferrari poderiam funcionar bem melhore na parte final do que os duros da Mercedes. E a aproximação começava a incomodar Rosberg, ao ponto de dizer ao engenheiro para que não dissesse mais a distância, pois isso o incomodava. Na volta 50, a diferença para Rosberg chega a menos de cinco segundos, ao mesmo tempo que havia uma batalha para o quarto lugar com Bottas a defender-se a Vettel.

A respiração susteve-se nas voltas finais: Raikkonen ficou colado na traseira de Rosberg. Na entrada da penúltima volta, Rosberg trava tarde demais e o finlandês aproveita. Na mesma altura, Hamilton tem problemas com os travões e o finlandês tentou a sua sorte, mas não teve tempo para tal. O inglês vencia a sua terceira corrida da temporada, com Raikkonen a ser o segundo e Rosberg no lugar mais baixo do pódio. Valtteri Bottas conseguiu aguentar Sebastian Vettel no quarto posto. Daniel Ricciardo acabou no sexto posto, precisamente no momento... em que o seu motor explode.

No pódio podiam-se ver os estados de espirito: a felicidade de Hamilton, a inexpressividade de Raikkonen e o disfarce de Rosberg, que via cada vez mais aumentar a distância para o seu companheiro de equipa. Ainda a Formula 1 não chegou à Europa, e parece que já começamos a desvendar um campeão...