quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Será que teremos Dakar em 2016?

Estamos a meio de setembro e a questão do percurso e os países que vão acolher a caravana do maior "rally-raid" do mundo (na imagem, a edição de 2014) ainda não está resolvida, após a recusa do Chile e a incapacidade do governo peruano em acolher a caravana, citando razões climáticas, mas que poderão esconder algo mais, como dinheiro. E a hipótese do puro cancelamento do rali, por um motivo diferente da de 2008, poderá ser cada vez mais real.

A Amaury Sports Organization (ASO) tem neste momento uma batata quente nas mãos em relação ao rali que agora está na América do Sul. É que com a retirada de Chile e Peru, decidiu elaborar um percurso maioritariamente argentino, em principio com partida em Buenos Aires e chegada em Rosário, com passagem pela Bolívia. Contudo, a apresentação desse percurso, que deveria ter acontecido esta quarta-feira, em Paris, acabou por ser adiada sem grande explicação. A revista argentina "Corsa" apresenta uma: divergências entre a ASO e o Ministério do Turismo local, encabeçada por Enrique Meyer. Para a edição deste ano, o governo Kirchner deu cerca de 28,5 milhões de dólares à ASO e por causa de agora ter mais percurso em terras argentinas, exige mais 6,5 milhões, o que o outro lado recusa. 

E é por causa desse impasse que as coisas poderão estar ameaçadas. É que o percurso, aparentemente, terá passagens por Villa Carlos Paz, Termas de Rio Hondo, Jujuy e Salta, antes de entrar em terras bolivianas, para o Salar de Uyuni, antes de voltar à Argentina - o dia de descanso seria em Salta - e voltar por La Rioja, San Juan, de novo Villa Carlos Paz e a meta, em Rosário. E enquanto o problema financeiro não se resolver, a ameaça de cancelamento poderá ser real.

Noticias: Merhi substituido por Rossi na Manor

Já se falava desde há algum tempo que algures nesta temporada o espanhol Roberto Merhi poderia ser substituído por outro piloto. Falava-se que tinha a ver com os seus compromissos na World Series by Renault, mas na semana passada, ele decidiu concentrar-se apenas na Formula 1, depois de uma temporada abaixo das expectativas.

Contudo, isso pode ter vindo tarde para ele, pois a Manor anunciou esta tarde que o americano Alexander Rossi será o seu substituto por cinco corridas - Singapura, Japão, Estados Unidos, México e Brasil - a partir desta quarta-feira, em Singapura. O piloto californiano de 23 anos vai ser o primeiro americano a andar na Formula 1 desde Scott Speed, em 2007. Era para ter sido o substituto de Jules Bianchi no GP dos Estados Unidos de 2014, antes da Marussia ter pedido a falência e faltar nas últimas corridas da temporada passada. Merhi correrá em Sochi e Abu Dhabi, a corrida final do ano.

"Estou muito grato a correr pela Manor Marussia F1 Team e por acreditar nas minhas capacidades", começou por afirmar. "Eu estou preparado há algum tempo para esta oportunidade. Muitos sabem que desde 2014 que a equipa e eu temos uma relação forte e existe um pouco de assuntos por acabar para mim por aqui", continuou.

"Esta é uma pequena equipa que já passou por muita coisa. Eles exemplificam paixão e verdadeira força de caráter, e seu regresso nesta temporada é extraordinário. Estou honrado de fazer parte deste legado e seu contínuo crescimento e sucesso" declarou.

"Quero agradecer a gerência da Manor Marussia F1 Team e da minha equipa na GP2 Series, a Racing Engineering, para apoiar quer as minhas funções na Formula 1, quer na realização da minha campanha na GP2. Desde Monza, o meu regresso à Formula 1 aconteceu de modo veloz e sem problemas. O apoio coletivo de ambos, Manor e Recing Engeneering, foi fundamental no sentido de tornar possível esta oportunidade", concluiu.

Já John Booth, o responsável pela Manor Marussia, afirmou: "Estamos muito satisfeitos por ter Alexander como nosso piloto. Ele é amplamente considerado como alguém que está à beira de uma carreira emocionante na Formula 1 e sua forma actual na GP2 Series tem feito muito para reforçar o seu potencial. Com isso em mente, temos o prazer de apoiar nos seus compromissos da GP2 enquanto ele continua a batalha para a vitória no campeonato, por isso ele vai correr em cinco dos sete restantes corridas nesta temporada, com Roberto correndo na Rússia e em Abu Dhabi"

"Enquanto Roberto está obviamente desapontado com esta decisão, ele entende que é do interesse a longo prazo da equipa e agradecemos pelo seu profissionalismo. Não foi qualquer decisão a respeito de nossa dupla de pilotos para 2016 e vamos continuar a avaliar as nossas opções durante o resto da temporada", concluiu.

Esta temporada, O piloto californiano está na GP2 ao serviço da Racing Engeneering, onde já conseguiu seis pódios, uma pole-position e duas vitórias, na Bélgica e em Itália, sendo o segundo classificado no campeonato. 

A apresentação do Leiria Sobre Rodas

Depois do sucesso no ano passado, o Leiria Sobre Rodas vai voltar este ano, entre 20 a 27 de setembro, com um calendário alargado de eventos sobre automoveis e automobilismo, do qual a organização espera pelo menos 30 mil visitantes, o dobro do que aconteceu em 2014. Na conferência de imprensa de apresentação da organização, no Estádio Municipal de Leiria, os organizadores disseram que estarão presentes 500 automóveis no evento, e para além do desfile de carros no centro da cidade, haverá um ciclo de conferências na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, um ciclo de cinema e um rali slalom na Zona Industrial.

"O ano passado foi a primeira edição, que correu muito bem, e este ano conseguimos ter o dobro dos automóveis e de melhor qualidade. daí contamos receber 30 mil pessoas, o dobro das do ano passado", começou por afirmar Gonçalo Lopes, o vereador da Cultura e Desporto da Câmara Municipal de Leiria. "Este ano demos um salto qualitativo e quantitativo no evento, para que se possa afirmar como o mais representativo da região. Nos próximos cinco anos queremos torná-lo numa referência nacional", concluiu.

O evento vai abrir no dia 20 de setembro com a realização de um "rally sprint" na Zona Industrial da Cova das Faias (ZICOFA), prosseguindo nos dias 21 e 22 com um curto ciclo de cinema dedicado ao automobilismo, com a amostragem de curtas-metragens e dos filmes "Senna" e "Rush". A 23, está agendada na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) uma conferência intitulada "Automóvel em Leiria - da formação à competição", onde terá como convidado especial Pedo Matos Chaves.

A partir do dia 24 acontecerá a mostra de veículos automóveis no Estádio Municipal de Leiria, com a realização de test-drives, exposição de camiões de assistencia e carros de competição, ao mesmo tempo que, no ESTG, estará patente a exposição 4L Trophy, Fisicar e Formula Student. A 26, incluida na exposição de veículos automóveis, haverá entre as 15 e as 17 horas um passeio de Vespas e no final, a semana será encerrada com o passeio dos clássicos pela cidade.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Noticias: Mexicanos batizam curva em homenagem a Mansell

Já se tinha terminado a temível Peraltada quando os organizadores colocaram uma "gincana" no antigo estádio de basebol para que as pessoas pudessem ver os carros de Formula 1 circulando. Agora, soube-se que deram o nome de Nigel Mansell à curva, em homenagem à espectacular ultrapassagem que lá fez em 1990, a Gerhard Berger. E isto quando ambos lutavam por um... segundo lugar.

Naturalmente, o "brutânico" estava feliz com esta homenagem em vida: "Quando eu descobri que a curva seria batizada [com o meu nome], é claro que fiquei encantado, lisonjeado, orgulhoso e feliz”, começou por afirmar, em declarações captadas pela Motorsport.

"A notícia imediatamente trouxe à mente a minha ultrapassagem inesperada em Gerhard Berger, na antiga curva Peraltada, quando cheguei em segundo atrás do meu companheiro de equipa na Ferrari, Alain Prost, em 1990. Não consigo acreditar que isso foi há 25 anos e que faz 23 anos desde a minha última vitória nesta pista”, continuou.

“Eu tenho observado cuidadosamente o que os organizadores tem feito. Estou realmente ansioso para ver como está a pista por mim mesmo ainda este ano", concluiu.

A Formula 1 retomará à pista mexicana no próximo dia 1 de novembro, 23 anos após a última vez.

A poluição em Singapura pode colocar a corrida em causa?

Faltam cinco dias para a corrida de Singapura, e três para que os carros comecem a circular nas ruas da cidade-estado. Mas o tempo por lá não é famoso. Aliás, é horrivel. Não que esteja a chover ou o seu contrário, mas porque o ar é irrespirável. Tudo por causa de uma série de incêndios florestais que estão a acontecer a alguns milhares de quilómetros dali, na ilha de Sumatra, na Indonésia.

A imagem é de hoje, e de acordo com o Polluant Standard Indicator (PSI), o nível é de 222, que é bem acima do limite recomendável. E com o ar irrespirável, que afeta a visão das pessoas e causa dificuldades em respirar por parte dos mais vulneráveis - velhos, crianças e asmáticos, por exemplo - já houve vários eventos que estavam marcados para este fim de semana e tiveram de ser adiados ou cancelados.

Claro que se pergunta se haverá GP de Singapura, mas embora muitos questionam a sua realização, creio que se realizará. Bernie Ecclestone só não coloca a corrida a funcionar se tiver tropas nas ruas ou uma guerra a acontecer na esquina... 

Novo R5 à vista? Afinal... não

No domingo à noite falou-se na chance da Opel estrear um Corsa R5 no Rally Valais, na Suiça. Contudo, a Autosport portuguesa - que era a fonte da noticia - veio hoje a público dizer que a casa-mãe desmentiu as afirmações de que o carro iria estrear-se dentro em breve. Aliás, o projeto está, segundo diz o departamento de competição da Opel, adiado "sine die", ou seja, a possibilidade de ver a luz do dia é escassa.

O que é pena, pois teria sido interessante ver mais um carro numa categoria acessivel e bem competitiva, como são os R5. Mas por agora, eles continuam com o Adam, na categoria R2, numa marca que não aposta fortmente nos ralis desde finais da década de 80, com o Kadett GSI de Grupo A. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Youtube Rally Testing: Os testes da Toyota em Itália

Enquanto o WRC arruma as suas coisas depois de ter corrido na Austrália, aqui na Europa, mais concretamente em Itália, a Toyota está a correr com o seu modelo Yaris, preparando-se para a temporada de 2017, altura em que irá aparecer em força no Mundial, fazendo companhia com a Volkswagen, Hyundai e provavelmente Citroen e Ford.

O piloto em questão foi o finlandês Teemu Suninen. Aqui fica pouco mais de três minutos de testes no asfalto italiano.

Formula E: Oliver Turvey vai correr pela Nextev

A Nextev (ex-China Racing) anunciou este fim de semana que terá nas suas fileiras o britânico Oliver Turvey, que será companheiro de equipa de Nelson Piquet Jr, o primeiro campeão da categoria. Isto acontece depois do piloto britânico ter ajudado a equipa na ronda dupla de Londres, a etapa final da temporada passada da Formula E, cujo campeonato recomeçará a 17 de outubro, em Pequim.

Na apresentação, o piloto britânico explicou que “estou muito contente por fazer parte da Nextev TCR. Estou muito entusiasmado por competir ao lado do campeão em título e por trabalhar com toda a equipa no desenvolvimento da nova unidade motriz. Gostaria de agradecer à McLaren e à Honda por permitirem que participe no campeonato da Fórmula E em simultâneo com os meus compromissos no Super GT e como piloto de testes”.

Turvey, de 28 anos, é atualmente piloto de testes da McLaren, para além de correr pela Honda nos Super GT japoneses, e pela Jota Sport nas 24 Horas de Le Mans, onde venceu na categoria LMP2 em 2014. Na sua participação pela NextEv, em Londres, terminou ambas as corridas no nono posto.


Noticias: Vêm aí documentário sobre Bruce McLaren

Já se fala desde 2008 que há interesse em fazer um filme sobre um dos neozelandeses mais famosos do automobilismo, Bruce McLaren. Contudo, esta segunda-feira parece que foi dada a luz verde para a realização de um documentário sobre a sua carreira, realizado por Roger Donaldson, que já fez um filme sobre outra lenda neozelandesa, Burt Munro, que bateu um recorde de velocidade em Bonneville numa moto Indian. 

"Meu entusiasmo para fazer um filme sobre Bruce McLaren vem da minha paixão antiga pelo automobilismo - uma paixão que me foi passado pelo meu pai e avô," afirmou Donaldson, citado pelo site ScreenDaily.

Donaldson arrancou com a produção depois de conseguir o financiamento por parte do governo local, e vai ser feito nos mesmos moldes que "Senna", realizado em 2010 por Asif Kapadia, e ali será contada a história e a carreira de McLaren, nascido em 1937 em Ruemura, nos arredores de Auckland, para morrer a 2 de junho de 1970 em Goodwood, quando testava o McLaren M8D de Can-Am. Pelo meio, venceu três Grandes Prémios de Formula 1, o último dos quais no carro da sua propria equipa, em 1968, e venceu também as 24 Horas de Le Mans, com o seu compatriota Chris Amon a seu lado.

domingo, 13 de setembro de 2015

Um novo R5 à vista

A categoria R5 deve ser provavelmente a mais interessante, excitante e a mais acessível para os pilotos que correm em campeonatos nacionais e no ERC. Ford, Skoda, Citroen e Peugeot tem os seus carros a andar, mas poderão ter a companhia da Opel. É que de acordo com a Autosport portuguesa, o modelo Corsa R5 da marca alemã poderá andar no Rally Valais, dentro de um mês, na Suiça, com o campeão europeu júnior Emil Bergkvist ao volante.

A acontecer, isso vai concretizar as especulações sobre o projeto da casa de Russelheim em termos de ralis. Até agora via-se o Adam R2 nos ralis do ERC e falava-se há muito tempo sobre um projeto para o R5, que poderia ir para o WRC2, mas agora, depois de vários meses de testes e da anuência da direção da marca, o carro estará pronto para o campeonato de 2016 especialmente no ERC. 

Apesar de estar pronto, nada garante que a marca colocará uma equipa oficial para 2016, mas os pilotos terão mais um carro para poder correr. E como em média, um carro vale cerca de 150 mil euros - pelo menos os Ford R5 valem esse preço - mais pilotos poderão correr quer em termos locais, quer em termos regionais. 


As imagens do dia


Em qualquer fim de semana de corrida, é habitual vermos na paisagem automobilística e motociclistica pilotos da Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália, Espanha e Brasil nas provas internacionais. Habituamo-nos a isso, mas este fim de semana vimos algo anormal, pelo menos para este país à beira-mar plantado. Se ontem aplaudimos o terceiro lugar de António Félix da Costa em Oscherschleben, em mais uma corrida do DTM, hoje celebramos a vitória de Tiago Monteiro numa das corridas do WTCC, em Motegi, enquanto que horas depois, em Misano, Miguel Oliveira conseguiu o segundo lugar na prova da Moto3, no mesmo dia em que foi anunciado como piloto da alemã Leopard Racing, que no ano que vem vai correr na Moto2 e que está este ano na Moto3 com o atual lider do campeonato, o britânico Danny Kent.

Há uns tempos, em junho, quando o Miguel Oliveira venceu em Misano, lembro-me de pessoal a perguntar se não era a primeira vez de sempre que se ouvia o hino português. Disse logo que sim... e não. Sabia que era uma estreia na Moto3, mas em termos de automobilismo fartou-se de ouvir o hino nacional em corridas de categorias de formação. Até no Mónaco, em 2007, quando um certo Álvaro Parente venceu lá a corrida à frente de um alemão chamado Sebastian Vettel... mas isto é para verem até que ponto que é raro ouvir o hino português, apesar dos feitos de pilotos como o Tiago Monteiro, o António Félix da Costa, o Filipe Albuquerque, o Álvaro Parente... e estes são os mais recentes.

Ao ver este fim de semana fantástico para as cores portuguesas, começo a pensar que parece o trabalho de formação rendeu frutos, quer no motociclismo, quer no automobilismo. E é um pais mais pequeno do que as potencias automobilísticas que conhecemos, e não há tanto dinheiro para os apoiar como há nessas potencias automobilísticas. Não temos uma Galp que dê 50 milhões num piloto qualquer para correr na Formula 1, por exemplo. Mas isto é um fim de semana feliz do qual poderemos não ver tão cedo, mas para quem vive o automobilismo todos os dias, não deixo de sorrir para este dia.

Espero que o lembremos por muitos e bons anos, mas desejo que se repita o mais depressa possível.

WTCC 2015 - "Pechito" Lopez e Tiago Monteiro venceram em Motegi

O argentino José Maria Lopez e o português Tiago Monteiro foram os grandes vencedores das duas corridas do WTCC que aconteceram esta manhã no circuito japonês de Motegi. Dois meses depois das corridas em Vila Real, o WTCC voltou com o domínio dos Citroen de uma certa maneira ameaçado pelos Honda, que deu ao piloto português a sua segunda vitória da temporada, e a terceira para a marca japonesa, num ano dominado pelos Citroen.

A primeira corrida não teve história: depois de ter batido no arranque o "poleman" Norbert Mischelisz, o argentino José Maria Lopez foi embora da concorrência para vencer. Com isso, o interesse da corrida passou para a luta pela segunda posição entre o húngaro e o italiano Gabriele Tarquini, no seu Honda oficial. Contudo, Mischelisz aguentou os ataques de Tarquini e conseguiu ficar com o segundo posto. Mas ambos os pilotos beneficiaram da luta interna entre os Citroen de Ma Quinghua e de Sebastien Löeb, e tambem do atraso de Yvan Muller devido a problemas de direção, que fizeram com que o chinês fosse quarto classificado, na frente de Muller e Löeb.

Já Tiago Monteiro, depois de ter sido penalizado por causa de uma troca de motores, fez uma corrida de recuperação que o colocou no nono lugar, atrás do Lada de Rob Huff, mas mesmo assim ficou nos pontos.

Pouco depois, foi a segunda corrida, e as coisas foram diferentes. Com o piloto português a partir do segundo posto por causa da grelha invertida, aproveitou o arranque para passar Hugo Valente... e não mais largou. O piloto francês passou a ser "tampão" para a concorrência, que valeu imenso a pena para o piloto português, pois Yvan Muller teve problemas devido a um toque na traseira do seu compatriota, que o levou às boxes e a ficar fora dos pontos. 

Atrás, assistia-se a um duelo entre Ma Quinghua e Gabriele Tarquini pelo terceiro posto, mas também acabou com um toque entre ambos, com o chinês a atrasar-se e o italiano a ficar com o quinto posto. Mas mais tarde, os comissários disseram que a culpa tinha sido do italiano e penalizaram-no em 30 segundos, ficando fora dos pontos. Quem beneficiou disto tudo foi Rob Huff, que deu à Lada mais uma ida ao pódio, no seu lugar mais baixo.

Quem ficava também fora dos pontos era José Maria Lopez, que sofreu dois furos e acabou por abandonar.

No final, Tiago Monteiro estava eufórico com este resultado: "Não há palavras para descrever a felicidade. Este resultado é para todos na Honda, para o público fantástico que vi ao longo de toda a corrida muito entusiasta e para a minha família que me apoia incondicionalmente. Depois do que aconteceu em Vila Real, este é o melhor dos desfechos", comentou, eufórico.

No campeonato, José Maria Lopez lidera sem contestação, com 351 pontos, contra os 277 de Yvan Muller e os 253 de Sebastien Löeb. Tiago Monteiro é o sétimo, agora com 151 pontos.

O WTCC continua a 27 de setembro, em Xangai.

WRC 2015 - Rali da Austrália (Final)

Sebastien Ogier tornou-se este domingo de manhã o vencedor do Rali da Austrália, e em consequência, revalidou o campeonato do mundo para si pela terceira vez na sua carreira. Mas em terras australianas, lutou muito para chegar ao topo, contra pilotos como os seus companheiros de equipa, Jari-Matti Latvala e Anders Mikkelsen, e o Citroen de Kris Meeke.

Se no inicio da etapa tinha um vantagem mínima sobre a concorrência, o terceiro e último dia de rali foi aproveitado pelo piloto francês para se afastar definitivamente deles, pois venceu.... todas as especiais do dia, incluindo a Power Stage. No final, acabou com uma vantagem de 12,3 segundos sobre Jari-Matti Latvala e 32,6 segundos sobre o Citroen de Kris Meeke, que ficou com o lugar mais baixo do pódio.

Para o piloto de 32 anos, esta vitória foi o concretizar o objectivo da época. "Até agora está a ser uma temporada espectacular, a melhor que já fiz. A vitória neste rali tem muito significado. Foi a prova em que tive mais dificuldades ao ser o primeiro na estrada. No papel, era impossível vencer aqui. Mas eu estava determinado. Foi a forma perfeita de garantir o título", afirmou o novo tricampeão do mundo.

Já para Meeke, este pódio serviu como recompensa pelo fim de semana que teve em paragens australianas: "Gostei do meu fim-de-semana. Foi bom ter encontrado o ritmo durante toda a prova. Toda a gente sabe que cometi alguns erros recentemente. Por isso estou muito feliz. Temos de tirar os chapéus aos Volkswagen", conentou.

Também esta vitória significou o encerramento das contas do campeonato para a Volkswagen, que conseguiu o título de construtores pela terceira vez consecutiva.

Atrás dos pilotos que foram ao pódio ficou o outro Volkswagen de Anders Mikkelsen, que desta vez não conseguiu superar Meeke e monopolizar o pódio, como tinha feito na Alemanha, enquanto que Haydon Paddon foi o quinto e o melhor dos Hyundai, a meros 55 segundos do vencedor. Ott Tanak foi o sexto e o melhor dos Ford, mas a um minuto e 38 segundos, na frente dos Hyundai de Thierry Neuville e Dani Sordo, respectivamente a dois minutos e oito segundos, e dois minutos e 15 segundos do vencedor, respectivamente.

A fechar o "top ten" ficaram os Ford do galês Elfyn Evans e Nasser Al-Attiyah, o melhor dos WRC2, conseguindo bater o ucraniano Yuri Protassov.

Agora, o WRC regressa à Europa para correr noutro rali mitico: a Corsega, que vai acontecer entre os dias 2 e 4 de outubro, em mais um rali de asfalto.

sábado, 12 de setembro de 2015

WRC 2015 - Rali da Austrália (Dia 2)

No segundo dia do Rali da Austrália, Sebastien Ogier já conseguiu chegar à liderança, mas a diferença entre os três primeiros é tão apertada que a incerteza em relação ao vencedor é grande. E para Ogier, isso é importante, pois em caso de vitória amanhã, ele será automaticamente campeão do mundo.

Mas o dia de sábado - que tinha apenas quatro especiais - começou com uma especial longa, de 50,8 km, a de Naanbuca, onde Hayden Paddon foi o melhor, com uma vantagem de 4,6 segundos sobre norueguês Anders Mikkelsen, da Volkswagen. Mas o norueguês ganhou vantagem sobre Kris Meeke, que era agora o novo líder. "Um bom troço para nós. Estou contente", reagiu Mikkelsen no final da classificativa, enquanto que Kris Meeke assumia que "trazer quando pneus macios foi errado".

A seguir, Hayden Paddon continuou ao ataque, pois queria chegar ao topo o mais depressa possivel. Venceu a especial seguinte, a primeira passagem por Valla, batendo Ott Tanak e Jari-Matti Latvala. E o neozelandês estava confiante de que iria conseguir. "Sinto-me mais confiante com o carro do que ontem. Abusei um pouco mas estou a tentar aproveitar ao máximo a minha posição na estrada. À tarde tenho de dar ainda mais forte para obter tempos", afirmou. Atrás, Sebastien Ogier era apenas o sexto melhor, mas era agora o terceiro classificado da geral, e suficiente próximo para poder atacar na parte da tarde.

E foi o que fez. Na segunda passagem por Naambuca, ele foi o melhor, batendo Meeke e saltando para o segundo lugar da geral, agora a 2,3 segundos do britânico. Um resultado que compensou as dificuldades no traçado. "Foi difícil, para ser sincero. Dei o máximo mas até nas zonas mais largas tive dificuldades com falta de tracção", afirmou o campeão do mundo. Já Hayden Paddon não conseguiu mais do que o sexto tempo, mantendo o quinto lugar da geral.

No final do dia, na segunda passagem por Valla, venceu a especial, apesar de admitir que não conseguiu andar a fundo como queria. Com esse resultado, passou para a frente do rali, a meros... 0,3 segundos de Meeke e 2,6 segundos de Jari-Matti Latvala. Anders Nikkelsen é o quarto, a 9,3 segundos, e a partir daqui tudo é possivel. 

Hayden Paddon é o quinto a meros 19,4 segundos, mais vinte do que o sexto classificado, o Ford de Ott Tanak. Já bem distantes estão os Hyundai de Thierry Neuville e Dani Sordo, a mais de um minuto dos lideres. A fechar o "top ten" estavam o galês Elfyn Evans e o qatari Nasser Al Attiyah, o melhor dos WRC2.

O rali da Austrália termina esta madrugada.

DTM: Glock ganha em Oscherschleben, AFC terceiro

Este sábado tivermos um pódio cem por cento BMW na primeira corrida do DTM em Oscherschleben. E se Timo Glock estreou-se na lista de vencedores nesta temporada, António Félix da Costa (AFC) voltou ao pódio, desta vez no terceiro lugar, depois de ter andado algum tempo na segunda posição.

O piloto de Cascais afirmou que esta tarde foi "um dia muito bom para a BMW e para mim. Sabíamos que tínhamos uma boa oportunidade aqui em Oschersleben e conseguimos materializar isso em resultados. Este pódio é dedicado ao Justin Wilson, um piloto que sem dúvida deixou a sua marca e não será esquecido", referiu. Entre Glock é Félix da Costa, o canadiano Bruno Spengler ficou com o segundo lugar.

A corrida não teve grande história, com AFC a largar do quarto posto da grelha para conseguir saltar para o segundo lugar após a primeira curva, fruto de um excelente arranque. A seguir, manteve o lugar até à entrada do Safety Car, que o fez perder a vantagem que tinha para o terceiro posto, e no arranque, foi superado por Spengler, não sofrendo modificações até à meta.

Com este resultado, Félix da Costa tem agora 59 pontos e subiu para o nono lugar. Amanhã decorrerá a qualificação e a segunda corrida do fim de semana, onde espera que repita o resultado. "Amanhã quero lutar por mais um pódio, seria fechar em beleza o fim-de-semana. Para isso a qualificação é fundamental atacar ao máximo para partir na frente e estar em posição de lutar pelo pódio e quem sabe a vitória".